O PT é uma estrela, mas não uma estrela qualquer

Cadu e Haddad em Florianópolis

O PT é uma estrela. Mas cada vez mais me convenço de que não é uma estrela qualquer. É uma estrela feita de milhares de milhões de estrelas com brilho próprio. É uma estrela que não está lá longe, na distância do céu. Está aqui, pé no chão, ombro a ombro com todos os milhões de estrelas que formam o nosso povo.

E o que nós vimos ontem, aqui, bem no coração de Florianópolis? Vimos o brilho inapagável de nossas estrelas. Inapagável e impagável, porque o que vimos ontem não tem preço!

O que aconteceu na nossa história recente?

Lutamos e chegamos à presidência do país. Juntos!

Reelegemos nosso presidente Lula. Juntos!

Vimos nosso povo empregado, estudando, viajando de avião, consumindo, se sentindo parte da sociedade. Juntos!

Vimos nosso país ser reconhecido e respeitado. Juntos!

Elegemos a presidenta Dilma. Juntos!

Reelegemos a presidenta Dilma. Juntos!

Enfrentamos todos os ataques da mídia, do judiciário, do setor produtivo, das forças externas, dos gananciosos e dos ignorantes. Juntos!

Vimos nosso governo ser golpeado. Vimos desaparecer toda a evolução conquistada. Juntos!

Vimos nosso presidente Lula ser preso. Tristes, abalados, mas juntos!

E o que fizemos? Continuamos juntos!

Juntos, fomos para as ruas denunciar o golpe. Juntos, fomos para as ruas defender o patrimônio e a soberania nacional. Juntos, lutamos contra as reformas impostas pelos golpistas.

E toda essa luta, ao invés de nos cansar, nos deu mais força e mais brilho.

Agora, companheiros e companheiras de constelação, estamos juntos, assistindo, de pé e de cabeça erguida, a caminhada do PT novamente rumo ao topo do país. Com passos firmes que só podem dar aqueles que têm propósitos claros: uma vida melhor para todas e para todos, um governo inclusivo, com visão desenvolvimentistas, sim, mas com bases na justiça social, algo ainda tão distante de nossa nação.

O que vimos ontem à noite foi a expressão disso tudo que eu escrevi até aqui. A explosão de sentimentos, a nossa alma sendo lavada e renovada pela esperança de podermos trilhar, novamente, o caminho que já experimentamos e que já sabemos que dá certo.

Como vai ser daqui para frente? Continuaremos juntos, é claro! Dirigentes, militantes, simpatizantes, população, explicando, ensinando, fazendo entender o que de fato fizeram com nosso país. E o que agora podemos e devemos fazer para colocar o nosso maravilhoso Brasil de volta no rumo certo. No rumo que nós, povo brasileiro, escolhemos!

A emoção me tomou ontem. A emoção me toma agora, quando escrevo. A emoção me toma sempre que vivo o que é ser PT.

Por Carlos Eduardo de Souza – Cadu
Presidente do Partido dos Trabalhadores de Florianópolis

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Enquanto os evangélicos neopentecostais glorificam o candidato neofascista, judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Petição no site Change.org foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel, tem texto em apela para que os judeus não se deixem ‘seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro’; um grupo chamado Judeus contra Bolsonaro Judeus Contra Bolsonaro, criado no Facebook, já reuniu cinco mil membros em apenas cinco dias.

Às vésperas de uma data importantíssima para o povo judeu, o Yom Kippur, ou Dia do Perdão, um abaixo-assinado criado no site Change.org reúne, em pouco menos de dez horas, quase mil assinaturas de judeus contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, descrito no texto da petição como “representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira”.

A mobilização online foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel e membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). O abaixo-assinado apela para que os judeus não se deixem “seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro”.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com ‘sua’ noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é. Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito,
diz outro trecho.

Outra mobilização do povo judeu contra o candidato foi criada no Facebook, em um grupo chamado “Judeus Contra Bolsonaro”, que já reuniu cerca de cinco mil membros em apenas cinco dias.

Em abril do ano passado, Bolsonaro participou de um evento na Hebraica do Rio de Janeiro, onde fez um discurso de ódio, ofendendo negros e quilombolas, e por causa dele se tornou alvo de um processo de racismo que até há pouco corria no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou a abertura de investigação sobre o caso. A maioria da comunidade judaica no Brasil, no entanto, é contra a candidatura do deputado.

Brasil 247