Enquanto os evangélicos neopentecostais glorificam o candidato neofascista, judeus criam manifesto contra Bolsonaro


Judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Petição no site Change.org foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel, tem texto em apela para que os judeus não se deixem ‘seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro’; um grupo chamado Judeus contra Bolsonaro Judeus Contra Bolsonaro, criado no Facebook, já reuniu cinco mil membros em apenas cinco dias.

Às vésperas de uma data importantíssima para o povo judeu, o Yom Kippur, ou Dia do Perdão, um abaixo-assinado criado no site Change.org reúne, em pouco menos de dez horas, quase mil assinaturas de judeus contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, descrito no texto da petição como “representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira”.

A mobilização online foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel e membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). O abaixo-assinado apela para que os judeus não se deixem “seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro”.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com ‘sua’ noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é. Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito,
diz outro trecho.

Outra mobilização do povo judeu contra o candidato foi criada no Facebook, em um grupo chamado “Judeus Contra Bolsonaro”, que já reuniu cerca de cinco mil membros em apenas cinco dias.

Em abril do ano passado, Bolsonaro participou de um evento na Hebraica do Rio de Janeiro, onde fez um discurso de ódio, ofendendo negros e quilombolas, e por causa dele se tornou alvo de um processo de racismo que até há pouco corria no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou a abertura de investigação sobre o caso. A maioria da comunidade judaica no Brasil, no entanto, é contra a candidatura do deputado.

Brasil 247

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