Sobre Blog do dcvitti

O que você pensa de si mesmo é muito mais importante do que os outros pensam de você. Esse é o meu blog, uma rede social sem fins lucrativos e anticomercial, e eu sou mais um querendo sair vivo dessa. Agradeço muito pelo seu acesso. Siga-me em outras mídias. Compartilhe e obrigado!

O nosso país falhou, a gente falhou. Eu falhei!

Essa semana no Rio de Janeiro, mataram a vereadora e seu motorista. Morreu uma médica na Linha Vermelha, latrocínio. Morreu um gari, assassinado. Morreu um feirante, morto a facadas. Morreram dois jovens de uma favela, envolvidos com o tráfico. Um policial foi alvejado na saída do trabalho, caiu morto. Uma mulher foi morta pelo marido, feminicidio. Mataram também um jogador de futebol de várzea, se engracou com a mulher do açougueiro e pá, mataram. Deram dois tiros num caminhoneiros, ele não quis entregar seu caminhão para assaltantes. Um filho matou o pai, ele usava drogas e o pai batia nele. Uma moça foi estuprada e morta num terreno baldio também…

Todo dia tem vítima da violência. No Rio, em SP, no Acre, em Manaus, em Porto Alegre, em Camboriú. Todo dia a gente perde a dignidade. Sejam estas pessoas de esquerda, direita, policial, jornalista, ativista, médico, padeiro, gari, bandido…

O nosso país falhou. A gente falhou. Eu falhei. Em dois dias eu li extremos absurdos nas redes sociais, grupos de WhatsApp, ouvi horror nas ruas. Ninguém se entende. Ninguém quer dar o braço a torcer. Ninguém admite o erro. Ninguém quer fazer nada. Uso uma rede social para pedir que eu e você, levantemos nossa bunda para fazer alguma coisa. Daqui uns meses temos eleições, quem sabe uma possibilidade de mudar, mas sem salvadores da pátria. Eles não existem.

A escuridão no país tropical parece não ter fim, mas só nós podemos dar luz a um futuro. Será a última vez que vamos poder acreditar. Vem junto, vem.

Artigo de Rafael Weiss postado originalmente em seu perfil no Facebook.

Vereadora Marielle Franco

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Vereadores da AMFRI promovem encontro para discutir situação do Hospital Universitário Pequeno Anjo

Vereadores da AMFRI promovem encontro para discutir situação do Hospital Universitário Pequeno Anjo

O Vereador Rogério do PT atendendo a convocação do vereador itajaiense Marcelo Werner, participou da reunião na tarde do dia 14 para tratar do assunto na sede do legislativo de Itajaí.

Preocupados com a falta de investimentos no hospital, reuniu-se os vereadores da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí e os representantes do Hospital Universitário Pequeno Anjo para buscar parcerias e apresentar as debilidades da instituição. A professora Attela Jenichen Provesi, responsável pelo Hospital apresentou os números e estatísticas de uso da unidade pelos municípios e a situação financeira do hospital.

Segunda a professora Attela, “desde julho de 2017 não há compra de equipamentos no Hospital”. Isso dificulta os atendimentos e muitas vezes coloca em risco a vida das crianças e adolescentes atendidos pelo HUPA.

Os parlamentares questionaram à professora e esclareceram dúvidas sobre repasses, despesas e o trabalho do hospital. Cada vereador comprometeu-se em levar a matéria para a Câmara que representa e buscar parcerias, através de indicações e emendas, para auxiliar no custeio das despesas do hospital. Também ficou definida uma reunião com o presidente da Amfri, Dr Elcio Kuhnen para apresentar a situação do hospital.

“Nos comprometemos a trabalhar juntos para que o governador Pinho Moreira possa vir à Itajaí e acompanhar de perto a situação do Hospital. Só assim, poderemos  solicitar a liberação de recursos para o hospital”, conclui Werner.

Fotos: Davi Spuldaro

10 anos da tragédia de 2008

Tragédia de 2008 em Ilhota

Um pergunta que o jornalista Mario Motta da NSC fez em seu blog e que surgiram inúmeras interrogações principalmente aqui pra nós ilhotense, o que a tragédia de 2008 nos ensinou? É de se pensar um pouquinho, não é?

Pensando nisso, a Defesa Civil de Santa Catarina promoveu nos dia 12 e 13 deste mês, no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira, no norte da Ilha, o II Seminário Internacional de Proteção e Defesa Civil, que foi aberto ao público. Nesses dois dias, os mais de tantos palestrantes renomados de diversos países estiveram na capital catarinense para alertar e discutir temáticas, como monitoramento e alerta prévio – experiências aprendidas, planejamento urbano, mapeamentos de risco e segurança pública. Desconheço se o povo da Defesa Civil de Ilhota participou deste evento, seria interessante a presença nossa lá, até porque, fomos o epicentro de toda calamidade climática e poderíamos compartilhar experiência e solucionar as inúmeras falas que a nossa coordenadoria municipal tem no setor, como a defasagem do plano de contingência. O seminário destacou também os projetos realizados para aumentar a resiliência do povo catarinense perante o maior evento severo ocorrido no Estado: as fortes chuvas que atingiram 14 cidades catarinenses e mataram 135 pessoas, tragédia que completa 10 anos em 2018. Informações no site www.sipsdc2018.com.br.

Furb promoverá curso sobre o golpe de 2016

Golpistas de 2016

O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil.

O curso de extensão O GOLPE DE 2016 E O FUTURO DA DEMOCRACIA NO BRASIL é uma inciativa de solidariedade ao movimento nacional em defesa da autonomia e liberdade acadêmica para o debate crítico de questões nacionais relevantes. O Curso tem três objetivos complementares:

  1. refletir sobre a fragilidade do sistema política brasileiro na experiência democrática;
  2. analisar características do processo de democratização, emergência do PT e do
    Governo de Lula e Dilma; e
  3. analisar o Golpe de 2016 e suas consequências para a nação e democracia brasileira.

O curso possibilitará formação complementar aos estudantes e poderá mobilizar interesse para estudos específicos sobre esta conjuntura e sua relação com a realidade local. Ele complementa outras iniciativas de extensão já promovidas na Universidade sobre os impactos destes fatos na cidadania e na emergência de uma agenda conservadora e reacionária.

Justificativa

A realidade nacional contemporânea tem sido objeto de intensa reflexão tanto no Brasil quanto no exterior. Com o processo de democratização inciado no final de 1970 havia um entendimento que os os desafios sócio-históricos limitavam-se a consolidar a experiência democrática consubstanciada na Constituição de 1988.

No entanto, assistimos a emergência de um novo movimento questionador da democracia e de suas institucionalidades. Um movimento presente nas ruas e nas instituições. O futuro da democracia está incerto.

Acompanhamos o amplo interesse da comunidade acadêmica para caracterização e análise deste contexto. De forma hegemônica no campo das ciências humanas há um entendimento de que já foram quebradas regras democráticas constitucionais com apoio da maioria no congresso nacional, poder judiciário e grandes veículos de comunicação. O que está em debate é a relação deste processo ¨golpista” com as bases estruturais da sociedade, sua relação com o contexto de crise da sociedade capitalista mundial e com a história nacional caracterizada pelo permanente recurso a saídas autoritárias no enfrentamento dos impasses e conflitos.

Por iniciativa do o professor Luís Felipe Miguel, titular do Instituto de Ciência Política/Universidade de Brasília foi ofertada a disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia do Brasil”. Tal iniciativa foi seguida de forte reação do Ministério de Educação no sentido que questionar tal iniciativa, configurando mais uma ação de interferência política sobre a Universidade Brasileira. Em solidariedade ao professor Luis Felipe outras universidades passaram a ofertar o curso sob forma de disciplina ou curso de extensão.

A proposta aqui apresentada faz parte deste um movimento de solidariedade que tem se manifestado em mais de três dezenas de iniciativas semelhantes e de defesa da liberdade científica e da autonomia universitária (incluindo o manifesto de mais de cem intelectuais nos Estados Unidos).

No entanto, mais do que um ato de solidariedade se trata de oportunizar o acesso ao conhecimento desenvolvido sobre tal contexto pelo pensamento social contemporâneo (nacional e internacional). Constatamos fortes evidências analíticas de que a destituição da presidenta da república em 2016 foi um golpe e que o governo instalado (e seus defensores) não possui legitimidade.

Com a proximidade do processo eleitoral os impasses se evidenciam e os riscos de instabilidade política se aprofundam.

Assim sendo o Curso “O Golpe de 2016 e o Futuro da Democracia no Brasil” pretende ser uma modesta contribuição para a reflexão sobre os acontecimentos recentes a partir da socialização da produção acadêmica produzida sobre os mesmos.

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Procedimentos metodológicos

O Curso está organizado em três módulos.

MODULO I – DEMOCRACIA E GOLPE NO BRASIL

  • Objetivo: Analisar o contexto histórico e impasses do processo de implementação da democracia no Brasil, bem como sua sistemática negação pelas sucessivas tentativas de golpe ou mesmo implementação do regime ditatorial a partir de 1964.
  • Conteúdo: 
    • 14/04/18: Regime Político e Classes Sociais no Brasil pós-guerras
      • Responsável: Dr. José Roberto Paludo (Sociologia)
      • Carga horária: 3 horas
    • 21/04/18: O Golpe de 64 e a ditadura militar
      • Responsável: Esp. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira
      • Carga horária: 3 horas
    • 28/04/18: Da transição à Constituição de 1988
      • Responsável: Ms. Viegas Fernandes da Costa (História)
      • Carga horária: 3 horas

MODULO II – DAS LUTAS POPULARES AO LULISMO

  • Objetivo: Analisar as condições históricas de emergência dos novos movimentos sociais e sua relação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Analisar a emergência do Lulismo e aspectos que permitem compreender sua força popular e suas fragilidades para enfrentamento da crise geradora do impedimento da presidenta Dilma.
  • Conteúdo:
    • 05/05/18: Os novos movimentos sociais e o surgimento do PT
      • Responsável: Dr. Valmor Schiochet (Sociologia Política)
      • Carga horária: 3 horas
    • 12/05/18: PT e Lulismo. Projeto Nacional e Inserção Internacional
      • Responsável: Esp. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira
      • Carga horária: 3 horas
    • 19/05/18: O Lulismo. Direitos Humanos e Inclusão Social
      • Responsável: Dr. Lucas Haygert Pantaleão (Serviço Social)
      • Carga horária: 3 horas
    • 26/05/18 – O Lulismo (II) Transformações no Mundo do Trabalho e a Classe Trabalhadora
      • Responsável: Dr. Valmor Schiochet (Sociologia Política)
      • Carga horária: 3 horas

MÓDULO III – O GOLPE, O GOVERNO ILEGÍTIMO E A RESISTÊNCIA

  • Objetivo: Analisar o processo do Golpe e suas interpretações com destaque para elementos relativos a atuação do judiciário, a emergência na arena pública de movimentos conservadores. Analisar o governo Temer e as principais medidas que conduziram à sua impopularidade bem como as resistências sociais e populares no contexto latinoamericano.
  • Conteúdo:
    • 02/06/18: O Golpe. Ativismo Judiciário e Ruptura institucional
      • Responsável: Dra. Cátia R M Liczbinski (Direito)
      • Carga horária: 3 horas
    • 09/06/18: A nova direita e a Ascensão do parafascismo
      • Responsável: Dr. Leonardo Brandão (História)
      • Carga horária: 3 horas
    • 16/06/18: Governo Temer: Crise Econômica e Ultraneoliberalismo
      • Responsável: Dr. Ivo Marcos Theis
      • Carga horária: 3 horas
    • 23/06/18: Golpe e as resistências populares na América Latina e Caribe:um olhar epistemológico afroamericano e desde a diáspora de África
      • Responsável: Dr. Marcos Rodrigues da Silva (Ciências da Religião)
      • Carga horária: 3 horas
    • 30/06/18: Golpe. Avanço da direita e conservadorismo e mídias sociais
      • Responsável: Ms. Thiago de Oliveira da Silva (Sociologia)
      • Carga horária: 3 horas.
  • Fechamento:
    • 07/07 (Palestra de encerramento): Desafios para a Democracia Brasileira pós-Golpe
      • Responsável: Dr. Márcio Pochmann (Economia/Unicamp)
      • Carga horária: 3 horas

Cada um dos módulos será desenvolvido a partir de diferentes temáticas com maior concentração para a análise do Módulo III e terá seu desenvolvimento sob a responsabilidade um dos professores do Curso (que atuarão de forma voluntária) a partir do subsídio de textos e documentários (disponibilizados aos participantes).

Serão doze (12) encontros temáticos que acontecerão semanalmente aos sábados das 9 às 12 horas.

Os encontros temáticos serão precedidos por um encontro inaugural no qual será apresentada a proposta, seus objetivos e fundamentos, bem como, será pactuada com os participantes a metodologia de estudos e compromissos para o adequado andamento das atividades.

O Curso terá seu término com uma palestra que será proferida pelo Prof. Márcio Pochmann da Unicamp.

Serviço

  • Realização
    • Data de início: 07/04/2018
    • Data de término: 07/07/2018
    • Carga horária total: 42 horas
    • Local: Campus I – Universidade Regional de Blumenau
  • Inscrição:
    • Data de Início: 19/03/2018
    • Data de Término: 02/04/2018 (até às 23:59 horas deste dia)
    • Local da inscrição: Por meio eletrônico via e-mail golpe2016.curso@gmail.com (Preenchimento de Formulário)
    • Valor: R$ 10,00 (Estudante/Profissional/Comunidade)
  • Público alvo:
    • Comunidade acadêmica: Acadêmicos/Docentes
    • Comunidade externa: Comunidade em geral/Setor privado/Setor público (municipal estadual ou federal)/Sociedade civil organizada (Associações de Moradores, ONGS, etc.)
  • Certificação:
    • Frequência mínima: 75%
    • Local de entrega: Local do curso
    • Assinaturas adicionais: Valmor Schiochet
  • Palestrantes/Parceiros:
    • Dra. Cátia R M Liczbinski (Direito), Dr. Ivo Marcos Theis, Esp. Jorge Gustavo Barbosa de Oliveira, Dr. José Roberto Paludo (Sociologia), Dr. Leonardo Brandão (História), Dr. Lucas Haygert Pantaleão (Serviço Social), Dr. Márcio Pochmann (Economia/Unicamp), Dr. Marcos Rodrigues da Silva (Ciências da Religião), Ms. Thiago de Oliveira da Silva (Sociologia), Dr. Valmor Schiochet (Sociologia Política), Ms. Viegas Fernandes da Costa (História)

Bibliografia

Considerando a falta de espaço para inserção da lista de referências bibliográficas a mesma será inserida como documento anexo que costa no slide abaixo.

Documentários

Considerando a falta de espaço para inserção da lista de referências audiovisuais compartilharemos a relação dos filmes indicados no conteúdo programático do curso.

Onde Igreja e pastorais podem ajudar a quebrar a espiral da violência?

Teologia Negra

Ronilso Pacheco faz uma análise sobre a violência racial a partir da proposta da CF 2018.

Talvez o que podemos realmente fazer enquanto igreja, para contribuir com a construção de uma cultura onde a violência não tenha mais lugar central, seja onde exatamente nossa posição nos cabe: nós podemos inviabilizar a sacralização da violência, que passa pela divinização do sangue.

Uma contribuição importante da chamada Teologia Negra nos Estados Unidos foi denunciar o lugar central que a crucificação de Jesus tinha para o cristianismo. Neste lugar central, a cruz sempre teve um papel de relevância como um símbolo de sacrifício máximo, ao qual Jesus se submete (quase) voluntariamente. A compreensão equivocada da narrativa do “esvaziamento” de Jesus contida em Filipenses 2, transformou a crucificação em um auge do ministério de Jesus. O sacrifício foi necessário, e, como tal, perde a força de sentido como um instrumento de tortura e morte usado pelo poder, pelo Império, pelo estado, pelas autoridades, políticas, militares e religiosas para punir, constranger, eliminar, intimidar, executar e (consequentemente) fazer sangrar sujeitos considerados “ameaças”, corpos e presenças que eram um risco para a “ordem social”.

A Teologia Negra comparou a crucificação de Jesus ao linchamento de negros na sociedade racista e segregacionista dos Estados Unidos dos anos finais do século XIX e primeira metade do XX. Se, em algum momento da narrativa bíblica, o Deus de “perfil guerreiro” desaparece, condena o derramamento do sangue inocente e desagua na pessoa de Jesus de Nazaré como o Deus que é todo amor, com profunda ênfase na misericórdia e no perdão, deveria desaparecer nossa linguagem violenta sobre Deus (o “general”, o “Senhor dos Exércitos”, aquele a quem “a vingança pertence”, que recorre “a vara” para a correção, o Deus da “ira implacável”, aquele cuja ira “devorará os ímpios), dando lugar a compreensão plena do Deus que escolhe ser definido como amor.

No entanto, o sangue continua tendo lugar central na nossa cultura cristã, e, muito por isso, a compreensão da violência como recurso possível não nos deixa em paz. Se o sangue é necessário, a violência que provoca o seu derramamento também passa a ser. Tudo o que temos visto no comportamento social de nossas cidades, como o Rio de Janeiro, é a violência ocupar o lugar central. Tão central que a ideia de segurança pública passou a se resumir única e exclusivamente a “gestão da violência”.

A segurança pública deixou de ser a oportunidade que o público (a população, todas e todos) deveria ter de ter acesso a paz, aos bons tratos, aos serviços que funcionam para si e para os outros, de não ser coagido pelas necessidades extremas e nem pela pressão de ter mais e mais numa cultura social que prioriza o consumo e o privilégio. A segurança pública resume-se agora a “gestão da violência”.

Com efeito, espera-se que a violência sirva para punir violentos e ameaçadores de violência. Vai do linchamento do infrator que furtou o celular até as operações policiais que precisam dar como “saldo positivo” para a sensação de insegurança (seja lá o que for isso) a apresentação dos corpos pretos e pobres, devidamente incriminados, para que todos possam saber que acabamos de ter um criminoso a menos, um traficante a menos, um vagabundo a menos. A cultura do sangue derramado se espalha mesmo onde sangue (ainda) não foi derramado. Ter uma comunidade ocupada pela presença ostensiva de militares do Exército não é apenas a militarização da vida cotidiana, é o recurso da violência das armas que indicam que, a qualquer movimento estranho, o sangue será derramado.

Não há (e nem pode haver) poder no sangue. Nossa política pública de segurança, a resposta do poder para a violência, a ocupação dos territórios precarizados e desassistidos; a criminalização prévia dos corpos pretos e pobres; a militarização da vida cotidiana; as estratégias de auto defesa que clamam pelo porte de armas; a espetacularização midiática da violência que espalha mais medo e influencia nas respostas de soluções fáceis das autoridades visando calar a opinião pública; a circulação de armas nas favelas; o inacabável comércio de drogas ilícitas rodeado de violência e crueldade; as crianças que pulam corpos a caminho da escola.

Tudo está manchado de sangue. Tudo na sociedade está atravessado pelo sangue, e a igreja é uma voz que poderia desmistificar o sangue deste lugar simbólico sacrifical que é capaz de produzir algo de valor. Não pode.

Se continuar afirmando que há poder “no sangue de Jesus”, continuaremos abrindo margem suficiente para que os métodos usados para fazer Jesus sangrar até a morte tenha tido alguma utilidade para os planos de Deus. O que é o mesmo que dizer que Deus usa as mesmas armas da estrutura da morte, para vencer a morte. E até onde sabemos, na narrativa dos Evangelhos, a morte é vencida com a ressurreição. A cruz é arma do Império. A ressurreição é resposta de Deus, para dizer que a vida deve sempre vencer.

E, sejamos sinceros, com quem o corpo de Jesus se parecia na hora da morte. Sua pele escura, sua condição social precária, seu território pobre e militarmente ocupado, sua ascendência de um povo marcado pela escravidão, punido, sem oportunidade, sem justiça, vítima do medo e do desprezo. Isto mostra que, na cultura do sangue derramado e da violência (socializada e institucionalizada), raçaclasse e gênero continuarão sendo sempre os fatores decisivos para definir aqueles e aquelas cujo sangue continuarão a jorrar. E é por isso que precisamos denunciar este ciclo, desmistifica-lo. Não há poder no sangue.

Fonte: Texto de Ronilso Pacheco para o Portal das CEBs

Maioria dos católicos e grande parte dos evangélicos pensa que “bandido bom é bandido morto”, diz pesquisa

Smoking gun lying on the floor, revolver

A crise de segurança pública que o brasileiro comum enfrenta há anos vem transformando a forma de enxergar a maneira como a Polícia age no combate ao crime, e atualmente, metade da população entende que é necessária uma ação mais enérgica, apoiando uma ação letal no confronto com criminosos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo Ibope sobre segurança pública, uma das grandes bandeiras de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e alvo de uma ação emergencial do presidente Michel Temer (MDB), que decretou uma intervenção na secretaria responsável pela área no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro com 2.002 pessoas entrevistadas em todo o país, abordando temas espinhosos, como a morte de bandidos no confronto com as polícias. Os que “concordam” ou “concordam totalmente” com a frase “bandido bom é bandido morto” somam 50%.

Quando a pesquisa é analisada pelo parâmetro religioso, os dados mostraram que 52% dos católicos concordam com a frase, enquanto o número de evangélicos que pensam assim são 44%. Se o parâmetro for o sexo, 53% dos homens aprovam a tese, enquanto entre as mulheres a aprovação é de 45%.

Os entrevistados que se opõem totalmente a esse pensamento são 37% da população. No entanto, é possível que a pesquisa não tenha tido a abrangência necessária para um retrato um pouco mais fiel da percepção popular sobre o assunto. Uma enquete realizada pelo portal Correio 24 Horas mostra que 84% dos leitores que participaram do levantamento aprovam essa diretriz, contra apenas 13% dos que reprovam.

A informação sobre a pesquisa do Ibope foi revelada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, colunista d’O Globo, e repercutida pelos demais veículos de imprensa.

Insegurança e desarmamento

Atualmente, a insatisfação da sociedade com a segurança pública vem fazendo a população debater de forma intensa e espontânea os benefícios e malefícios do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época do primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No período em que o Estatuto do Desarmamento está em vigor, a renda média do brasileiro subiu 33,1%, o número de crianças matriculadas nas escolas chegou a 97,7%, e o orçamento do Ministério da Educação quadruplicou, saindo de R$ 33 bilhões em 2003 para R$ 136 bilhões em 2017. A tese dos defensores do desarmamento era que, com menos armas na rua, maior renda e maior investimento em educação, a violência cairia.

Mas o que aconteceu foi o contrário, de acordo com dados reunidos pelos especialistas em segurança pública Bene Barbosa e Flávio Quintela, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, o que evidencia que há a sensação, por parte dos criminosos, de que sempre sairão impunes de assaltos, sequestros e outros crimes.

Em 2003, cerca de 48 mil pessoas eram assassinadas anualmente no Brasil, e hoje quase 15 anos depois da entrada em vigor da lei que dificulta a posse de arma, o número cresceu 20,7%, somando mais de 61,6 mil assassinatos por ano. Em termos de comparação, esse número é similar às vítimas da bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas redes sociais, ativistas contra o desarmamento vêm tornando públicos dados a respeito da discussão que são, geralmente, omitidos pela grande mídia. Um deles é Mateus Bandeira, que produziu um vídeo sobre o assunto, detalhando as informações e recapitulando fatos históricos ligados ao desarmamento da população, como durante os regimes de Josef Stalin, na União Soviética, e de Adolf Hitler, na Alemanha, que produziram dezenas de milhões de mortos.

Por outro lado, há dados de países que não possuem leis de desarmamento, como Canadá, Suíça e o Uruguai – vizinho do Brasil -, onde o índice de armas legais por habitantes é altíssimo, e os problemas de segurança pública são infinitamente menores.

Na Venezuela, que implantou um projeto de desarmamento civil similar ao brasileiro durante os governos de Hugo Chavez e Nicolás Maduro, o número de mortes é maior do que o registrado por aqui, com Caracas sendo considerada a capital de um país mais violenta do mundo.

Portal Gospel+

Como viver sem o Google? Simples, remova o Google de sua vida! Sim, isso pode ser feito

Google no aniversário de #DialisonCleberVitti #28022018

Remover o Google de sua vida? Sim, isso pode ser feito!

Google rastreadores foram encontrados em 75% dos principais milhão de sites. Isso significa que eles não estão apenas seguindo o que você procurar, eles também estão rastreando os sites que você visita e usando todos os seus dados para anúncios que seguem você em torno da internet. Os seus dados pessoais também podem ser intimado por advogados, inclusive para casos civis como o divórcio. Google respondeu mais de 100.000 tais solicitações de dados, só em 2016!

Mais e mais pessoas também estão percebendo o risco de depender de uma empresa para tantos serviços pessoais. Se você está se juntando às fileiras de pessoas que já decidiram coleta de dados do Google tornou-se muito invasivo, aqui estão algumas sugestões para a substituição com custo de comutação mínima. A maioria são livres, embora mesmo aqueles que são pagos valem a pena – o custo de não mudar é um custo para a sua privacidade pessoal, e a boa notícia é que temos uma escolha!

Google Search -> DuckDuckGo (grátis)

Vamos começar com o mais fácil! Mudar para DuckDuckGo não só mantém suas pesquisas privado, mas também dá-lhe vantagens adicionais, como nossos atalhos estrondo, acessível Instant Answers e sabendo que você não está preso em uma bolha de filtro.

Gmail, Calendário e Contatos -> FastMail (pago)

Hospedamos @ duckduckgo.com endereços em FastMail, um serviço independente, paga que também inclui calendário e contatos apoiar em todos os dispositivos. Há também várias maneiras de obter e-mail criptografado entre partes confiáveis por integrar ferramentas de criptografia PGP. Mesmo mais privado alternativas de e-mail são ProtonMail e Tutanota , ambos dos quais oferecem criptografia end-to-end por padrão.

YouTube -> Vimeo (livre com opções pagas)

Para os vídeos que estão somente no YouTube (infelizmente, muito), você pode procurar e assisti-los em DuckDuckGo para uma melhor proteção da privacidade através do domínio “youtube-nocookie” do YouTube. Se você estiver criando e hospedagem de vídeo-se, no entanto, Vimeo é a alternativa mais conhecido que incide sobre os criadores.

Google Maps -> Mapas da Apple (gratuito), OpenStreetMap (grátis)

Para os usuários do iOS, a Apple dá-lhe uma alternativa construída em via Mapas da Apple, por isso nenhuma instalação é necessária. Para suporte a dispositivos mais amplo, veja OpenStreetMap (OSM), que é mais aberto, embora possam não ter a mesma facilidade de utilização ou da qualidade de cobertura de mapas da Apple.

Google Drive -> Resilio sincronização (livre com opções pagas)

Outro serviço que usamos internamente, Resilio Sync, fornece sincronização de arquivos peer-to-peer que pode ser usado para a armazenagem privada de arquivos, backup e compartilhamento de arquivos. Isso também significa que seus arquivos nunca são armazenados em um único servidor na nuvem! O software está disponível para uma ampla variedade de plataformas e dispositivos, incluindo servidores.

Android -> iOS (pago)

A alternativa mais popular para Android é de iOS curso, que oferece criptografia de dispositivo fácil e mensagens criptografadas via iMessage por padrão. Temos também dicas para aumentar a proteção de privacidade no seu iPhone ou iPad.

Google Chrome -> Safari (gratuito), Firefox (gratuito), Bravo (grátis)

Safari foi o primeiro navegador grande para incluir DuckDuckGo como uma opção de pesquisa privada built-in. Um navegador compatível mais cross-dispositivo é o Firefox, da Mozilla, um navegador open source com um bloqueador de rastreador built-in no modo privado. Admirável vai um passo além com bloqueio rastreador ativado por padrão. Há também muitos outros navegadores que vêm com DuckDuckGo como uma opção de built-in.

Blogger -> Santo (pago), WordPress (livre com opções pagas)

Santo é tanto uma hospedado (pago) e uma plataforma de blogging auto-instalável, por padrão e gerido por uma fundação sem fins lucrativos livre-tracker. Nós gostamos tanto que usá-lo para o nosso próprio blog ! Uma alternativa livre é WordPress, alimentando cerca de 25% dos sites do mundo. Também está disponível tanto para auto-instalação e como um serviço hospedado, sem trackers de terceiros por padrão. A comunidade é enorme, com uma extensa documentação multilingue e muitos temas para escolher.

O Hangouts do Google -> Zoom (livre com opções pagas), appear.in (livre com opção paga)

Zoom é uma alternativa de vídeo chat robusta usamos internamente que funciona bem mesmo para um grande número de participantes, embora requer software a ser instalado. Uma alternativa web somente é appear.in que não requer uma conta – basta ir ao site para abrir uma sala de chat e você está pronto.

Google Allo -> Signal (grátis)

Existem vários serviços que oferecem mensagens privada, mas, como já mencionado anteriormente, sinal recebe a nossa recomendação. Ele oferece, end-to-end encryption livre para ambas as mensagens e chamadas privadas. É também recomendado por Edward Snowden e renomado especialista em segurança Bruce Schneier, entre outros.

Como você pode ver, afastando-se Google não precisa ser difícil. Na verdade, você pode achar que você preferir as alternativas ao mesmo tempo, cada vez melhor privacidade!

Orgulhosamente DuckDuckGo

Assinatura de Dax

 

Um massacre está acontecendo na Síria!

Um massacre está acontecendo na Síria!

Não temos palavras para descrever o que tem acontecido em Ghouta Oriental, na Síria. Homens, mulheres e crianças estão sendo bombardeados e não têm para onde fugir ou se esconder. É um massacre!

O governo sírio, apoiado pela Rússia, está matando sua própria população! Precisamos urgentemente pressionar a Rússia e a Síria para que parem imediatamente os bombardeios e que permitam a entrada da ajuda humanitária.

As Nações Unidas estimam que mais de 400 mil civis estejam em Ghouta Oriental neste momento. Essa pessoas estão encurraladas, cercadas pelo governo sírio desde 2013. A ajuda humanitária não entra e elas não podem sair. Falta comida, água potável, eletricidade e gasolina.

É urgente parar os ataques, permitir a entrada da ajuda humanitária e deixar os civis saírem.

Há cerca de um ano a pressão internacional funcionou em Alepo e os civis puderam ser transferidos. O mesmo precisa acontecer agora. Para isso, precisamos de muitas assinaturas! Precisamos da sua assinatura.

Assine a ação em nosso site e encaminhe esse e-mail aos seus amigos e familiares. Agora é a sua vez de atuar!

A pressão funcionou em Aleppo e com sua assinatura poderemos fazer o mesmo em Ghouta Oriental.Sua participação faz toda a diferença.

Anistia Internacional Brasil

NASA Science Days abre o 1º BC Smart Week neste sábado

NASA Science Days

Neste sábado (03) e domingo (04), acontece o NASA Science Days. O evento, que começa às 13h, no Speedway Music Park, faz parte do 1º BC Smart Week e terá workshops e palestras voltadas ao empreendedorismo, tecnologia e inovação. Inspirado no Dia do Espaço da Flórida, o Science Days edição Santa Catarina pretende aproximar a educação e sensibilizar a importância das áreas exatas na vida de jovens e crianças. A entrada é gratuita.

Estão na programação do BC Smart Week também workshops de jogos eletrônicos, youtubers e robótica e palestras com o embaixador da NASA, Elifas Kassim Holodniak, líder do movimento Acredito em SC, Israel Rocha; o empreendedor da Santa Costa, Christopher Stone; André Belz, da Rockfeller Language Center; e Magnun da Fan Page BCMilGrau.

“Empreender é levar a efeito aquilo que nos propomos fazer. Vamos oportunizar às crianças e jovens de Balneário Camboriú inúmeras palestras, workshops e orientações para que possam ter o estímulo empreendedor em suas vidas”, comentou o diretor do departamento de Assistência à Juventude (DEAJ), Douglas Aguirre.

A programação completa do 1º BC Smart Week pode ser conferida no anexo da matéria. O evento é gratuito e destinado diretamente para alunos do ensino fundamental, médio e universitários de Balneário Camboriú e segue até a sexta-feira (09),em diferentes locais.

O evento tem o apoio das Secretarias de Turismo, Desenvolvimento e Inclusão Social, por meio do DEAJ e Educação, Associação Empresarial de Balneário Camboriú (ACIBALC), Câmara de Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú (CDL), Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), SEBRAE, Santa Costa, Gestalt Coworking, JA Santa Catarina, Univali, Inteligência Marketing e Stage Videoprodutora.

Prefeitura de Balneário Camboriú

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