Um bom ano em 2020, com a RSF…

Um bom ano em 2020, com RSF

Repórteres Sem FronteirasTodos equipe RSF quer você e sua família um ano maravilhoso 2020! Mais uma vez, um grande obrigado por sua confiança, o seu compromisso e sua cooperação com a gente. É graças a você que nós temos, mais um ano, tomar medidas concretas para a liberdade de informação, que verifica a existência de todos os outros.

Os desafios que enfrentamos em 2020 permanecem imensa e contamos com seu apoio para nos ajudar a conhecer! Com você, vamos continuar nossa luta para proteger os jornalistas e meios de comunicação em perigo, independentemente do país ou as dificuldades em que se encontram.

Que 2020 nos dá a força para manter a pressão sobre os predadores da liberdade de imprensa e para continuar nossa mobilização, conscientização e denunciando abusos em todo o mundo.

Obrigado por estarem conosco para mais informação livre e um mundo cada vez mais iluminado!

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O mundo em 2019

O mundo em 2019

Lembramos aqui alguns fatos políticos importantes vividos no mundo no ano que se findou. Alguns destes acontecimentos prolongam-se para o este ano e irão ser certamente importantes em 2020. Dossier organizado por Carlos Santos.

Em primeiro lugar, a luta pela Justiça Climática, que se destacou pelo papel assumido pela juventude e pelas importantes mobilizações mundiais. Um sinal de esperança no problema maior que enfrenta a humanidade.

Destaca-se ainda a luta na Argélia, em artigo de Luís Leiria, e os seis meses de revolta em Hong-Kong. São exemplos de lutas populares que procuram mudar quadros políticos e de revoluções que não esmorecem. Outros casos existiram em 2019, como no Sudão ou no Líbano.

Não esquecemos o ascenso da extrema direita na Europa, os protestos massivos em França e o impasse político em Espanha.

Recordamos que a agenda feminista ocupou as ruas e alertamos que Julian Assange está preso e sob ameaça de extradição para os EUA.

Por fim, Luís Leiria lembra-nos que Bolsonaro consegue manter 30% de apoio ao seu governo. É uma minoria, mas tem um peso importante.

Dossier: Dossier 307: o Mundo em 2019

 

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China entra em 2020 com objetivos cruciais de ganhar a batalha contra pobreza no país

Xi Jinping dirige aos chineses mensagem de Ano Novo

Para Xi Jinping, 2020 é ano “crucial para ganhar a batalha contra pobreza” na China. O presidente chinês disse ainda que “o alarme soou. Devemos trabalhar em conjunto e duramente para assegurar a vitória na batalha”. No ano passado, mais de 10 milhões de pessoas saíram da pobreza em toda a China.

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou em discurso de Ano-Novo transmitido pelo Grupo de Mídia da China e pela internet que 2020 será o ano em que o país trabalhará pela erradicação da pobreza no país. Segundo ele, este é o ano “crucial para ganhar a batalha contra a pobreza”.

“O alarme soou. Devemos trabalhar em conjunto e duramente para assegurar a vitória na batalha”, disse Xi. “Em 2019, suamos e trabalhamos arduamente. Prosseguimos com esforços concretos rumo aos êxitos”.

A China fechou 2019 com crescimento econômico acima da média mundial e o PIB do país se aproxima de 100 trilhões de yuans. A renda per capita no país é de US$ 10 mil (70 mil yuans). No ano passado, mais de 10 milhões de pessoas saíram da pobreza em toda a China.

Seja bem-vindo 2020

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Não sei como será esse ano, ainda não foi planejado, mas sei que será diferente, desafiador em todos os sentidos. Ano eleitoral nunca é normal e temos que estar prontos pra tudo.

Num cenário desses, como se preparar para 2020, um ano eleitoral que definirá o fim ou a consolidação desse sistema de poder nefasto que tomou o país? Não sei como responder a esta pergunta que insiste em não sair de minha cabeça, nem ao mesmo consigo construir uma estratégia para ela, mas é certo que a mudança começa aqui, pela base, no município. Politicamente estamos prontos, mas tenho dúvidas quanto ao psicológico.

Também não é fácil se definir como “esquerda” ou “progressista” hoje em dia, principalmente em Ilhota, cidade com fortes traços do conservadorismo, de polarização política extremistas e onde blindam a corrupção do atual prefeito. Um dos motivos em ser militante desta política é óbvio: qualquer coisa que seja minimamente identificado com valores progressistas vira, aos olhos da extrema-direita, um alvo. Depois porque, diferente do outro lado do espectro político, nós parecemos mais organizados, mais difusos. Não basta apenas ser PT de carteirinha, tem que ser militante, um agente aguerrido e ser forjado da luta.

Penso que ampliar as bases de diálogo é um de nosso dever político. A preparação para uma disputa eleitoral, nos tornará alvo de tudo, mas protagonista do processo e mais, um marco para história do movimento e do Partido. Seja como for a nossa representação estaremos neste ano, unificado em nossas convicções ou congregados aos nossos princípios, estamos abertos e ampliando nossas frentes.

Em 2020 será o ano das grandes realizações e sem dúvidas alguma, de novos desafios. Ainda não planejamos nada o que farei nesse exercício, mas tenho claro dois aspectos, assim como foi traçado em outros anos. A primeira é que continuarei firme com minha jornada cristã eclesiástica, ficarei firme na Fé, sonhando em servi ao meu Senhor em sua Obra, além de estar atento ao Seu chamado. O segundo ponto é que atuaremos com maior ênfase e convicção no campo político, colaborando com o assessorando do mandato do companheiro Rogério na Câmara de Vereadores, organizando fervorosamente a base política do PT Ilhota, onde pretendo consolidar minha identidade de liderança no Partido, além de articular a militância social no município. Essas serão, certamente, as minhas lutas e ações neste ano.

Quanto as demais coisas, o planejamento da minha vida em 2020 será tudo pautado em concordância com minha esposa, pois não posso tomar nenhuma decisão sem que ela seja consultada. Seja qual for o termo do assunto, tudo deverá ser em comum acordo entre os dois. Emprego, venda da casa/terreno, escrituração do imóvel, regularização do IPTU e do MEI, pagamentos de dívidas, eleições e viajem serão os itens principais do planejamento.

Não ficarei depressivo nem cairá em desânimo. Tentarei ser o mais forte possível e a realização disso tudo dependerá apenas de mim, com permissão de Deus.

Feliz 2020 a todas e todos que lê esse artigo. Aos meus amigos e amigas, companheiras e companheiros, leitores e seguidores, estaremos juntos. Felicidades e prosperidade em saúde, alegria e monetárias neste ano.

Entregue sua vida a Ele que sua vida será melhor. Te amo, Rose!

Como sobreviver a 2020

sobreviver a 2020

Se você está lendo isso aqui, provavelmente está como eu: exausto, se sentindo bombardeado por notícias avassaladoras e com uma certa sensação de impotência diante do avanço da extrema-direita e tudo de podre que ela carrega: perseguição a opositores, intimidação da imprensa, normalização da violência contra minorias.

Também não é fácil se definir como “esquerda” ou “progressista” hoje em dia. Primeiro pelo motivo óbvio: qualquer coisa que seja minimamente identificada com valores progressistas vira, aos olhos da extrema-direita, um alvo. Depois porque, diferente do outro lado do espectro político, nós parecemos mais desorganizados, mais difusos, presos em disputas internas.

Num cenário desses, como se preparar para 2020, um ano eleitoral que definirá o fim ou a consolidação desse sistema de poder nefasto que tomou o país?

No ano passado, o Intercept lançou uma seção chamada Saídas à Esquerda justamente para discutir essas contradições e apontar possíveis caminhos. Você pode ler entrevistas com a socióloga Sabrina Fernandes e com o governador Flávio Dino, o enorme e complexo perfil da deputada Tabata Amaral e as reflexões de Rosana Pinheiro-Machado. Spoiler: não há fórmulas ou respostas prontas. Mas há perguntas e caminhos – e um deles diz que, primeiro, a mudança acontece por dentro.

Ok, sei que é um clichê falar isso. Mas vou tentar torná-lo mais concreto com a ajuda de textos que nós publicamos ao longo de 2019.

Em agosto, o psicanalista Christian Dunker publicou um pequeno manual sobre como ser feliz em tempos sombrios. Mais do que um guia de autoajuda, o texto é um tratado bem pragmático que faz com que a gente reconheça nossa parcela de culpa na situação política que estamos vivendo e coloque os pés no chão. Ser feliz nesses tempos passa por reconhecer onde erramos, o que deixamos de fazer e como podemos melhorar. “Autocrítica e vergonha são melhores companheiros para escrever a história do que culpa ou esperança”, escreveu Dunker. O psicanalista diz que cada um encontrará o momento do fim do luto e o novo começo – e ele “virá do trabalho alternado de decifração do passado e de criação de futuros mais longos do que quatro anos”.

“Passar tempo com pessoas queridas, cultivar alguma gratidão, qualificar prazeres e sabores podem, lentamente, transformar o medo e culpa na raiva e coragem necessárias para mudar a si e ao mundo. Experimente intensamente o momento presente, em sua infinita tragédia e devastação. Lembre-se de cada passo que nos trouxe até aqui, agora com sobriedade e distância”, escreveu.

Quem já viveu tempos parecidos, em situações parecidas, parece saber do que Dunker fala. O jornalista polonês Piotr Pacewicz  já foi duramente perseguido pelo governo de esquerda na Polônia nos anos 1980 – e hoje, sob o regime de extrema-direita, a situação é ainda pior. O que ele acha? Que vai passar.

Para Pacewicz, que conversou com a gente em outubro, há uma diferença grande entre esperança e otimismo. O segundo é mais racional – e é difícil se apegar a ele. Já a esperança, não. “A minha experiência de vida me diz que você deve manter a esperança porque alguma coisa vai acontecer”, ele contou à editora Paula Bianchi.

“No final dos anos 1980, quando eu estava nessa revista clandestina, nossa circulação estava caindo, nosso apoio estava caindo, as pessoas estavam cansadas de todos esses protestos que não davam em nada, do movimento Solidariedade e tudo o mais… Havia uma apatia social no ar. E de repente nós entramos no próximo estágio da transformação, e da clandestinidade começamos a participar de mesas redondas, de conversas. Participamos de um evento em 1989 em que começamos a negociar com o comunismo como fazer a transição. Foi uma surpresa tão grande que ninguém acreditava que isso estava realmente acontecendo. Você deve sempre manter a esperança em mundo melhor”, ele disse.

A Rosana Pinheiro-Machado é nossa campeã em textos de esperança. Mas não são opiniões ingênuas ou simplistas. São baseadas nas pesquisas dela sobre a nova direita e novas formas de resistência – que nos ensinam muito sobre possíveis caminhos para seguir fazendo diferente. Ela criticou, por exemplo, o fogo amigo contra Tabata Amaral – e levou porrada por isso. Em outro texto, publicado em dezembro, propôs cancelar a cultura do cancelamento que predomina à esquerda, e que acaba segregando em vez de integrar – coisa que a direita faz muito bem.

“Penso que, nas redes e fora delas, uma grande parte da esquerda está mais fechada do que aberta. Repele mais do que acolhe. Cancela mais do que dialoga”, ela escreveu. E continua: “ampliar as bases de diálogo é um dever político – um imperativo histórico de nossos tempos. Infelizmente, o que temos observado é a prevalência do clubismo, revanchismo e cancelamento de membros. Estamos nos fechando enquanto deveríamos estar tentando abrir frentes”.

E como fazer isso? Nós publicamos um capítulo do livro dela que dá algumas pistas. O texto mostra que, apesar de todo o horror, coletivos e movimentos progressistas estão se articulando e fortalecendo – ainda que a gente não veja. Iniciativas de educação, de troca de livros, de formação política de base.

Rosana acredita que, nesses tempos de individualismo atroz e autoritarismo, estar junto também é resistir. “Juntos nos fazemos vivos e lutamos contra a vontade de morte, arma e tortura. Estamos respirando, com nossos sentidos e senso de justiça aguçados. Do colapso, reconstroem-se mundos e modos de vida. Enquanto estivermos em pé, nossa utopia se chamará esperança, a esperança se transformará em luta, e a luta será o próprio amanhã maior e melhor”.

Tatiana Dias, do The Intercept Brasil.

Medalhas da Tóquio 2020 serão feitas com ouro e prata de lixo eletrônico

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Emblemas das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2020, que acontecem em Tóquio, no Japão. Imagem: Comitê Organizador Tóquio 2020.

Autoridades japonesas anunciaram recentemente que todas as medalhas dos Jogos Olímpicos de 2020 serão feitas a partir da reciclagem de metais preciosos encontrados no lixo eletrônico do Japão. O ouro e a prata recuperados de aparelhos descartados no país equivalem, respectivamente, a 16% e 22% de todas as reservas do mundo.

Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de resíduos chamados “e-waste” — material de celulares, computadores e televisores, bem como de outros eletrônicos jogados fora — são produzidas anualmente. Apenas 40% desse volume é reciclado. O restante é despejado em aterros. Em 2013, o Japão gerou uma quantidade de lixo eletrônico equivalente a 17,3 quilos por habitante.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) apoia e incentiva Estados-membros a reduzir e reciclar a quantidade de “e-waste” produzido no planeta, com propostas de políticas públicas e parcerias com o setor privado voltadas para a gestão sustentável dos resíduos. O organismo vinculado às Nações Unidas também conta com uma agenda própria que prevê a redução pela metade do volume total de lixo eletrônico até 2020.

Além de mitigar os impactos ambientais da revolução digital, o manejo adequado do “e-waste” também pode gerar novas oportunidades de crescimento econômico. A demanda global por serviços de processamento de lixo eletrônico deve passar de 17 bilhões de dólares — valor verificado em 2015 — para 58 bilhões em 2021.

Uma pesquisa recente do Greenpeace com 6 mil consumidores dos Estados Unidos, China, México, Rússia, Alemanha e Coreia do Sul revelou que 80% deles querem que seus smartphones durem e sejam fáceis de consertar.

Mais da metade do mesmo público gostaria que os produtores lançassem menos modelos novos de celulares e fizessem mais para reciclar aparelhos antigos. O desafio em lidar com as toneladas de resíduos eletrônicos já tem provocado mudanças institucionais e legislativas em alguns cantos do mundo.

Uma diretiva da União Europeia que entrou em vigor em 2016 exige dos Estados-membros que coletem 45% do equipamento eletrônico vendido. Até 2019, a meta deve ser elevada para 65% dos aparelhos vendidos ou 85% do lixo elétrico ou de equipamentos eletrônicos.

Fonte: ONU Brasil