Fórum Aids e o Brasil debate o que é tabu entre jovens na prevenção do vírus

Fórum Aids e o Brasil

A aids mata 12 mil brasileiros por ano. E o grupo que mais preocupa é o de jovens entre 15 e 24 anos, faixa etária em que a quantidade de pessoas diagnosticadas com a doença tem aumentado.

Segundo a Pesquisa Nacional da Saúde Escolar (Pense), de 2015, que ouviu adolescentes de 13 a 17 anos nas escolas de todo o país, “um em cada três adolescentes iniciam a vida sexual sem proteção. E quatro em cada dez adolescentes de 13 a 15 anos não usaram camisinhas na primeira relação sexual”.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressalta que os casos de HIV/aids em jovens de 15 a 24 anos cresceram 85% nos últimos 10 anos. “Dados mostram que os jovens estão usando cada vez menos camisinha. Quanto mais jovem, menor é o uso de preservativos”, disse

Como conquistar a atenção dos jovens para esta questão?

IMPRENSA recruta os formadores de opinião

Youtubers, vloggers, jornalistas, profissionais de saúde, artistas – para viralizar a informação num programa online especial. Com humor e leveza, o 4º Fórum Aids e o Brasil abordará temas como os primeiros relacionamentos, educação sexual x informação, as campanhas de prevenção, como a mídia e a rede social têm abordado o tema, com o objetivo de pautar os novos produtores de conteúdo e as redações para ampliar o debate sobre o preocupante aumento da infecção por HIV nos jovens no Brasil.

Promovido pela Revista e Portal IMPRENSA, em parceria com o Ministério da Saúde e o UOL e apoio da UNAIDS, o fórum será transmitido ao vivo pelo Portal IMPRENSA no dia 7 de março, a partir das 10h30, com apresentação da jornalista Marilu Cabañas.

Programe-se para acompanhar pela web o evento que vai falar sobre o que deve se tornar viral de verdade: informação e prevenção da AIDS. Saiba mais aqui.

Acompanhe as novidades pelo Facebook e confirme sua presença.

Veja o depoimento de Rafael Bolacha, já confirmado no fórum, para a campanha “Cartaz HIV Positivo” da Organização Não-Governamental Grupo de Incentivo à Vida, que luta contra a discriminação com portadores de HIV. Além do vídeo sobre a campanha.

Portal Imprensa

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Suposto Paciente Zero da AIDS é inocentado

Gaetan Dugas paciente zero HIV Aids

O canadense Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história. Sua fama era nada mais, nada menos que a de ter sido responsável por propagar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos Estados Unidos.

Finalmente, a mesma ciência que o condenou agora revelou que não foi bem assim. Um estudo genético publicado na revista Nature limpou a reputação de Dugas, que ficou conhecido como o “Paciente Zero” da AIDS. Os exames mostraram que, na verdade, Dugas foi mais uma entre as milhares de vítimas infectadas pela doença na década de 1970.

O erro se originou de um mal-entendido que confundiu a letra O com o numeral zero. Um “paciente ó” era alguém infectado com vírus HIV de fora do Estado da Califórnia (out-of-California“, na sigla em inglês utilizada pela entidade Centros de Controle de Doenças dos EUA). Com o tempo, porém, a letra foi sendo confundida com o numeral, e Dugas passou a ser conhecido como o Paciente Zero – supostamente o primeiro a contrair a doença, no jargão médico.

“Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história e um dos muitos indivíduos e grupos apontados como responsáveis por espalhar a epidemia intencionalmente”, disse Richard McKay, historiador da ciência da Universidade de Cambridge.

Dugas era homossexual e comissário de bordo da companhia Air Canada. Ele morreu em 1984 em decorrência de complicações por causa da Aids.

Paciente Zero

A expressão “Paciente Zero” é utilizada em referência ao histórico de algumas doenças – por exemplo, em relação ao primeiro caso do surto de ebola no continente africano. Mas no caso da Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida -, a disseminação ocorreu de maneira diferente.

A Aids começou a ficar conhecida em 1981, quando sintomas até então incomuns começaram a aparecer em homens gays. Mas os investigadores do estudo conseguiram ir além e analisaram amostras de sangue armazenadas como provas de hepatite na década de 1970 e concluíram que algumas delas já continham HIV.

A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nesses pacientes. Depois de avaliar 2 mil amostras de Nova York e São Francisco, os cientistas conseguiram achar oito códigos genéticos completos do HIV.

Isso deu a eles a informação de que precisavam para construir uma árvore genealógica do HIV e descobrir quando ele chegou aos EUA. “As amostras apresentam tamanha diversidade genética que não é possível que elas tenham origem no final da década de 1970”, disse Michael Worobey, um dos pesquisadores do estudo. “Podemos considerar as datas mais precisas sobre a origem da epidemia nos Estados Unidos por volta de 1970 e 1971.”

Fonte: Diário Saúde com informações da BBC

Ampliação de resposta à aids mostra liderança do Brasil na área

O Ministério da Saúde do Brasil vai expandir a oferta de tratamento contra a aids a todos os adultos que sejam diagnosticados soropositivos, independentemente do estágio da doença, anunciou o governo federal nesta quarta-feira (16/10).

O novo protocolo de atendimento a pessoas com HIV, cujo período de consulta pública se encerra em 5 de novembro, prevê a opção ao paciente de iniciar o tratamento logo após a confirmação da presença do vírus no organismo. Com isso, amplia-se a qualidade de vida da pessoa em tratamento e se reduz a possibilidade de transmissão do vírus – estudos internacionais evidenciam que o uso precoce de antirretrovirais diminui em 96% a taxa de transmissão do HIV.

A expectativa é de que a expansão da oferta de tratamento beneficie mais de 100 mil pessoas.

“O Brasil está mais uma vez mostrando uma forte liderança na resposta à aids, e está fazendo isso de uma forma aberta e inclusiva, através de consulta pública”, disse a coordenadora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) no Brasil, Georgiana Braga-Orillard. “A iniciativa vai melhorar a vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir mortes por aids em todo o país.”

O texto completo da proposta do novo protocolo encontra-se disponível no endereço eletrônico http://www.saude.gov.br/consultapublica. A validação das proposições recebidas e elaboração da versão final consolidada do protocolo será coordenada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, que deve finalizar o documento em novembro deste ano.

Atualmente, o Ministério da Saúde disponibiliza o tratamento com medicamentos antirretrovirais, integralmente gratuitos, a 313 mil pacientes com aids. Esse universo de pessoas tratadas mais que dobrou desde 2003, quando o número de pacientes acompanhados era de 132 mil.

A expansão da oferta de medicamentos foi acompanhada pelo fortalecimento da produção nacional dos itens. Atualmente, o Brasil fabrica metade dos 20 medicamentos ofertados pelo SUS. Só nos últimos dois anos, foram incorporadas duas novas drogas – tipranavir e maraviroque.

700 mil vivem com HIV e aids no país

Alunos paranaenses participam de passeata para enfrentamento da aids. Foto: SEED/Giuliano Gomes

O Brasil registra em média cerca de 38 mil casos de aids por ano. Desde os anos 80, quando a epidemia teve início, o país já contabilizou 656 mil casos. Estima-se que atualmente cerca de 700 mil pessoas vivam com HIV e aids no país, mas 150 mil não sabem de sua condição.

Para acessar esse público, o Ministério da Saúde tem investido na ampliação do acesso à testagem por meio do projeto de mobilização do “Fique Sabendo”, que incentiva a realização do teste de aids, conscientizando a população sobre a importância da realização do exame.

Atualmente, 345 Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) disponibilizam o teste rápido para HIV, além de oferecer aconselhamento sobre prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida, além das maternidades públicas e dos serviços especializados. O exame também está presente em mais da metade das unidades básicas.

Com a mesma confiabilidade do método tradicional, o teste rápido exige apenas uma gota de sangue do paciente e fica pronto em cerca de 30 minutos.

O exame é 100% nacional desde 2008, sendo produzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) e pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Foram disponibilizados em 2012 cerca de 3,7 milhões de testes rápidos – quatro vezes mais que os 500 mil executados em 2005, quando começou o “Fique Sabendo”.

Vacinas contra a Aids começam a ser testadas em humanos

Aids

Medicamento ataca proteínas que protegem células infectadas.

Mais um passo na luta contra a Aids foi dado na França na última terça-feira, 29. O professor Erwann Loret, da Universidade de Marselha, declarou que cientistas irão iniciar nas próximas semanas testes clínicos contra o vírus HIV em 48 pessoas.

Segundo a agência AFP, a vacina ataca a proteína Tat (transativador de transcrição viral), que, nos soropositivos, funciona como uma proteção nas células infectadas, fazendo com que o organismo seja incapaz de identiticá-las e neutralizá-las. Os 48 pacientes que irão participar dos testes estão em tratamento com coquetéis. Os testes devem começar assim que os médicos selecionarem os voluntários, explicar-lhes os riscos e obterem seus consentimentos.

A vacina será aplicada três vezes, uma por mês. Em seguida, o tratamento com coquetéis deverá ser suspenso por dois meses. Após esse período, se a taxa de vírus no sangue tornar-se indetectável, o estudo terá cumprido os critérios estabelecidos pela OnuAids (órgão das Nações Unidas focado no combae à Aids).

No entanto, este não é o fim da doença, como ponderou Loret. Há uma série de testes que devem ser realizados e que demandam vários anos para avaliar se o resultado é bem sucedido. “De 25 a 26 testes com vacinas anti-HIV são realizados no mundo atualmente”, estimou o professor Jean-François Delfraissy, diretor da Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS) da França, à AFP.

No fim de 2011, cerca de 34 milhões de pessoas viviam com a Aids. Cerca de 0,8% da população entre 15 e 49 anos estavam infectadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que o virus causou mais de 30 milhões de mortes desde que foi descoberto e que, a cada ano, 1,8 milhão de pessoas ao redor do mundo morra pela doença.

Não podemos deixar que colham os frutos de tudo que plantamos – Política Nacional de Medicamentos

Política Nacional de Medicamentos

Nossa amiga Elizabeth Nunes, farmacêutica e responsável pela farmácia básica do município produziu mais um artigo e vamos publicar em nosso blog pra levar aos quatros ventos a realidade de nossas políticas públicas gerenciadas por Ademar e Tonho, nesses quase oito anos de administração do PMDB.

A implementação de um novo modelo de assistência farmacêutica básica, pautado no atendimento de necessidades e prioridades locais, é um dos importantes resultados alcançados com a Política Nacional de Medicamentos – PNM, cuja operacionalização teve início no primeiro semestre de 1999. Até abril do corrente ano, 98,5% dos municípios 5.424 foram qualificados a receber os recursos financeiros para o cumprimento das metas estabelecidas para a assistência farmacêutica.

O Ministério da Saúde repassou aos municípios, em recursos financeiros ou em medicamentos via direta ou por intermédio das Secretarias Estaduais um total estimado de R$1,3 bilhão. Tais recursos foram destinados à assistência farmacêutica básica; à aquisição de medicamentos essenciais de saúde mental, de alto custo; e de todos aqueles adquiridos diretamente pelo Ministério para programas estratégicos (Aids, hanseníase, tuberculose etc.).

A PNM, aprovada pela Portaria 3.916/98, tem como propósito garantir a necessária segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos, a promoção do uso racional e o acesso da população àqueles considerados essenciais. Envolve diferentes aspectos, entre os quais figuram, por exemplo, aqueles inerentes ao perfil epidemiológico do País, que apresenta doenças típicas de países em desenvolvimento e agravos característicos de países desenvolvidos.

Assim, ao mesmo tempo em que são prevalentes as doenças crônico-degenerativas, aumenta a morbimortalidade decorrente da violência, especialmente dos homicídios e dos acidentes de trânsito. Além disso, emergem e reemergem outras doenças, tais como a cólera, a dengue, a malária, as doenças sexualmente transmissíveis e a Aids. (Rev. Saúde Pública Vol. 34 Nº. 2 São Paulo Apr. 2000)

O que eu quero mostrar com esta matéria publicada pela revista de Saúde Pública no ano de 2000, é que a assistência farmacêutica poderia ter sido instituída no município de Ilhota antes da nossa administração com a implantação da Farmácia Básica como ponto de partida, pois esta assistência não se resume somente na farmácia, mas em várias ações, sendo que a principal é a de promoção do uso racional de medicamentos. Mas, não o fizeram!

Como mostra a matéria acima, os recursos vinham. Com uma Assistência Farmacêutica como nunca houve em Ilhota, educação com IDEB acima da média nacional, saúde com os melhores conceitos da região, cultura e esporte promovendo vários eventos e cursos, administração com várias obras e transporte coletivo.

Querem mudar? Pois mudem. Tirem o Ademar e Tonho e coloquem o Lucas e Vanildo. Não para continuar como está, mas para melhorar o que já é bom. Eu amo essa cidade. Nasci, cresci, casei e criei meus filhos aqui.

Por isso, convoco o povo inteligente de Ilhota para juntos fazermos desta, a melhor cidade para se viver. É 15, é Lucas e Vanildo!

Que Deus abençoe a todos.

Elizabeth Nunes, mulher, mãe, católica, farmacêutica, militante do PMDB e é claro torcedora do Fluminense que está em 1º.

Leis ineficazes e abusos dos direitos humanos prejudicam resposta à Aids

Relatório divulgado hoje considera que cumprir leis punitivas prejudica as ações contra o HIV e desperdiça recursos

Relatório divulgado hoje considera que cumprir leis punitivas prejudica as ações contra o HIV e desperdiça recursos.

Leis punitivas e abusos dos direitos humanos estão custando vidas, desperdiçando dinheiro e prejudicando a resposta global à epidemia do HIV/Aids, segundo um relatório da Comissão Internacional sobre o HIV e as Leis, um órgão independente formado por líderes mundiais e especialistas. O relatório da Comissão, “O HIV e a Lei: Riscos, Direitos e Saúde”, revela como os governos de todas as regiões do mundo desperdiçam o potencial dos sistemas jurídicos na luta contra o HIV. O relatório também conclui que as leis baseadas em evidências de saúde pública e nos direitos humanos fortalecem a resposta global ao HIV/Aids – estas leis existem e devem ser postas em prática urgentemente.

“Leis ruins não deveriam bloquear o caminho para ações eficazes contra o HIV”, afirmou Helen Clark, Administradora do Programas das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). “Na Declaração Política sobre o HIV/Aids, os Estados-Membros comprometeram-se a rever leis e políticas que impedem ações eficazes contra o HIV. Uma das principais contribuições do trabalho da Comissão tem sido o de melhorar este processo em alguns países e catalisá-lo em outros”.

A Comissão Internacional sobre o HIV e as Leis – composta por ex-líderes de Estado e por peritos em termos jurídicos, de direitos humanos e de HIV – baseou o seu relatório numa extensa pesquisa e em relatos de mais de mil pessoas de 140 países. A Comissão, convocada pelo PNUD, em nome do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids, concluiu que as leis punitivas e as práticas discriminatórias de muitos países prejudicam o progresso contra o HIV.

Por exemplo, as leis e os costumes legalmente tolerados, que falham em proteger mulheres e meninas da violência, aprofundam as desigualdades entre gêneros e aumentam a sua vulnerabilidade ao HIV. Algumas leis de políticas de propriedade intelectual não são consistentes com a lei internacional dos direitos humanos e impedem o acesso a tratamento vital e à prevenção. As leis que criminalizam e desumanizam as populações com maior risco de contágio de HIV – incluindo homens que mantêm relações sexuais com outros homens, trabalhadores do sexo, transexuais e usuários de drogas injetáveis – empurram as pessoas para a clandestinidade, afastando-as de serviços de saúde essenciais, aumentando assim o risco de contágio pelo HIV. As leis que criminalizam a transmissão, a exposição e a não revelação do status de portador do HIV desencorajam as pessoas a fazerem o teste e a serem tratadas. Mais especificamente:

  • Em mais de 60 países é crime expor ou transmitir o HIV a outra pessoa. Mais de 600 soropositivos de 24 países, incluindo dos Estados Unidos, foram condenados por tais crimes. Estas leis e práticas desencorajam as pessoas a procurarem um teste de HIV e a revelarem a sua condição.
  • 78 países criminalizam atividades sexuais entre pessoas do mesmo sexo. O Irã e o Iemen impõem a pena de morte para atos sexuais entre homens; a Jamaica e a Malásia punem atos homosexuais com penas de prisão prolongadas. Estas leis tornam difícil ações de prevenção contra o HIV entre os mais vulneráveis à infecção.
  • As leis de alguns países criminalizam intervenções comprovadamente eficazes junto a usuários de drogas injetáveis, incluindo no Camboja, na China, em Myanmar, na Malásia e nas Filipinas. Pelo contrário, os países que legalizam os serviços de redução de danos, como a Suíça e a Austrália, quase acabaram por completo com novas infeções de HIV nessa população.
  • Mais de 100 países criminalizam algum aspeto do trabalho dos profissionais do sexo. O ambiente legal em muitos países expõe os trabalhadores do sexo à violência, o que leva à sua exclusão econômica e social. Isso também impede que os mesmos acessem serviços de saúde para o HIV.
  • As leis e costumes que marginalizam as mulheres e meninas, desde a mutilação genital à negação dos direitos de propriedade, prejudicam a capacidade delas de negociar sexo seguro e de se proteger da infecção pelo HIV. Ao todo, 127 países não possuem legislação que proíba o estupro marital.
  • As leis e práticas que negam aos jovens o acesso à educação sexual, a serviços de redução de danos e de reprodução e a serviços de saúde para tratamento do HIV/Aids ajudam a difundir o mesmo.
  • As excessivas proteções da propriedade intelectual dificultam a produção de medicamentos a preços acessíveis, em particular de tratamentos de segunda geração, impedindo o acesso ao tratamento e à prevenção.

Cumprir leis ruins desperdiça recursos e prejudica ações eficazes contra o HIV

Ao longo das três últimas décadas, avanços científicos e milhões de dólares em investimentos levaram à notável expansão da prevenção e do tratamento do HIV, que beneficiam inúmeros indivíduos, famílias e comunidades. No entanto, o relatório da Comissão considera que muitos países desperdiçam recursos ao adotar e impor leis que prejudicam estes investimentos críticos.

“Muitos países desperdiçam recursos vitais ao impor leis arcaicas que ignoram a ciência e perpetuam o estigma”, afirmou o ex-Presidente do Brasil, Fernando Henriques Cardoso, que preside a Comissão. “Agora, mais do que nunca, temos a oportunidade de libertar as gerações futuras da ameaça do HIV. Não podemos permitir que a injustiça e a intolerância prejudiquem o progresso, especialmente nestes tempos econômicos difíceis”.

Os governos devem adotar leis baseadas em evidências de saúde pública e nos direitos humanos

O relatório constata que as leis baseadas em evidências de saúde pública e nos direitos humanos podem transformar a resposta global ao HIV. De acordo com o relatório da Comissão, as leis e práticas originárias em evidências de boas práticas de saúde pública e nos direitos humanos existem, e tais leis e práticas devem ser replicadas. Com o objetivo de acabar com a epidemia de leis ruins e estimular a criação de boas leis que apoiem ações eficazes contra o HIV, a Comissão apela aos governos para banirem a discriminação de pessoas com HIV e revogarem leis que criminalizem a transmissão do HIV ou a não revelação da condição de soropositividade de uma pessoa. A Comissão pede aos governos que utilizem a lei para acabar com a violência contra as mulheres e meninas, e que resistam à pressões internacionais de priorizarem o comércio em vez da saúde dos seus cidadãos. A Comissão também recomenda a despenalização de atividades sexuais entre pessoas do mesmo gênero, trabalho sexual e consumo de drogas, permitindo assim que as populações vulneráveis tenham acesso a serviços de saúde e ações de prevenção contra o HIV.

“As mulheres compõem metade da população mundial e os jovens são o nosso futuro”, disse Nevena Ciric, uma sérvia portadora do HIV. “Os países devem adotar leis que previnam a violência contra mulheres e meninas, assim como devem garantir que as leis apoiem a oferta de forma abrangente de educação sexual e de serviços para jovens”.

A comunidade global tem um papel crítico a desempenhar. Os líderes globais, os grupos da sociedade civil e as Nações Unidas devem cobrar dos governos para que adotem as mais elevadas normas do direito internacional, de saúde pública e de direitos humanos universais, e para que defendam políticas e práticas baseadas nos direitos humanos e em evidências de saúde pública.

“Os governos de todo o mundo têm a responsabilidade de adotar medidas corajosas e de revogar leis que surjam da ignorância e intolerância”, afirmou Maurice Tomlinson, um advogado e conselheiro jurídico jamaicano da associação AIDS-Free World. “Na Jamaica, onde a prevalência do HIV entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens é das mais elevadas do mundo, a lei contra a sodomia gera medo e violência e afasta estes homens do cuidado e do tratamento que necessitam”.

Os governos devem seguir a liderança de países que adotaram leis que ajudam a promover ações eficazes contra o HIV. Por exemplo, os países africanos e caribenhos que não penalizam a atividade sexual entre pessoas do mesmo gênero têm uma prevalência menor de HIV entre homens que mantêm relações sexuais com outros homens. Os países que tratam os usuários de drogas injetáveis como pacientes em vez de criminosos – incluindo a Nova Zelândia, a Alemanha, a Austrália, a Suíça e Portugal – possuem um maior acesso a serviços de HIV e taxas de transmissão mais baixas entre os usuários de drogas.

“Temos de assegurar que as novas intervenções para a prevenção e tratamento do HIV alcancem as pessoas que mais precisam”, disse o ex-Presidente do Botsuana, Festus Mogae, membro da Comissão. “As leis que proíbem a discriminação e a violência e que protegem as populações de maior risco são poderosas ferramentas de baixo custo, que asseguram que os investimentos para o HIV não sejam desperdiçados. Sem dúvida, impor essas leis é complexo e um desafio político, mas o nosso relatório mostra que isso pode e deve ser feito”.

Comissão Internacional sobre o HIV e as Leis é um grupo independente de líderes e especialistas, convocado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em nome do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids. O relatório da Comissão foi desenvolvido após 18 meses de extensa pesquisa, análise e debates. A Comissão foi assessorada por um grupo técnico que revisou e analisou as evidências legais e de saúde pública.

Para mais informações sobre a Comissão Global sobre o HIV e as Leis, visite: http://www.hivlawcommission.org/.

Ações de prevenção marcaram o Dia Mundial de Luta contra AIDS

Ações de prevenção marcaram o Dia Mundial de Luta contra AIDS

Quem entrou na sala de espera de uma das unidades de saúde de Ilhota nesta quinta-feira (01), teve uma surpresa. Todas tinham um laço vermelho à frente, lembrando o Dia Mundial de Luta contra a AIDS. Na oportunidade, a equipe do ESF também conscientizou as pessoas sobre a importância da prevenção.

De acordo com a secretária de saúde, Jocelene da Silveira, os principais temas trabalhados foram os exames, o preconceito e ações preventivas. “Também exaltamos o quão importante é a comunidade interagir com propostas e ações do departamento”. A iniciativa foi acompanhada de perto pelos agentes comunitários, como Paulo Abdu, da Ilhotinha, e pelo ginecologista, Eros Castro.

Formas de contágio

A Aids é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar um contágio. As principais formas detectadas até hoje são: transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou amamentação.

Sintomas

Um portador do vírus pode ficar até 10 anos sem desenvolver a doença e apresentar seus principais sintomas. Isso acontece, pois o HIV fica “adormecido” e controlado pelo sistema imunológico do indivíduo. Quando o sistema imunológico começa ser atacado pelo vírus de forma mais intensa, começam a surgir os primeiros sintomas. Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos, perda de peso e erupções na pele. Quando a resistência começa a cair ainda mais, várias doenças oportunistas começam a aparecer: pneumonia, alguns tipos de câncer, problemas neurológicos, perda de memória, dificuldades de coordenação motora, sarcoma de Kaposi (tipo de câncer que causa lesões na pele, intestino e estômago). Caso não tratadas de forma rápida e correta, estas doenças podem levar o soropositivo a morte rapidamente.

Prevenção

A prevenção é feita evitando-se todas as formas de contágio citadas acima. Com relação a transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos durante as relações sexuais. Atualmente, existem dois tipos de preservativos, também conhecidos como camisinhas: a masculina e a feminina. Outra maneira é a utilização de agulhas e seringas descartáveis em todos os procedimentos médicos. Instrumentos cortantes, que entram em contato com o sangue, devem ser esterilizados de forma correta antes do seu uso. Nas transfusões de sangue, deve haver um rigoroso sistema de testes para detectar a presença do HIV, para que este não passe de uma pessoa contaminada para uma saudável.

Dia da Luta contra a Aids tem campanha direcionada a jovens gays

Ministério da Saúde direciona ações de prevenção principalmente aos jovens gays, com idade de 15 a 24 anos, das classes C, D e E.

Em 1987 a Organização das Nações Unidas instituiu 1º de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a Aids. No ano seguinte o Brasil também adotou a data em seu calendário e desde então aproveita o dia para lançar campanhas de conscientização e informação sobre a doença. Neste ano o Ministério da Saúde irá trabalhar com ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis direcionadas principalmente aos jovens gays, com idade de 15 a 24 anos, pertencentes às classes C, D e E.

As discussões irão girar em torno da vulnerabilidade a que todos estão expostos. Portanto, a campanha trabalhará fortemente a importância do uso de preservativos. Em Brasília o tema será “Aids não tem preconceito. Previna-se” e os jovens receberão pins e preservativos. No Rio de Janeiro os trabalhos começam nesta quinta-feira (1) e vão até domingo (4). Todos os postos de saúde e clínicas da família na cidade estarão abertos para a realização de testes de diagnóstico do vírus HIV. Espera-se que sejam feitos 30 mil testes somente no sábado (3).

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo distribuirá material informativo e camisinhas no centro comercial Ceagesp. A cidade também contará com postos para a realização de testes rápidos, no Poupatempo de Itaquera e em estações de trem da CPTM. Em todo o estado serão divulgadas informações sobre a necessidade de fazer os testes de identificação da Aids, que são disponibilizados gratuitamente na rede pública de saúde.

A DKT, detentora das marcas de preservativos Prudence e Affair, distribuirá camisinhas em pontos estratégicos em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ao todo a empresa pretende espalhar 200 mil preservativos, contando com a ajuda de Organizações Não Governamentais.

Fonte: Exame

Projeto “Estamos Juntos” estimula prevenção às Drogas

Diga não as dependências

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional – SDR Itajaí, através da Gerência de Educação, Supervisão de Educação Básica e Profissional e do Núcleo de Educação e Prevenção nas Escolas, realizou na tarde desta quarta-feira, 30, a IV Mostra do Projeto “Estamos Juntos”, na EEB. Paulo Bauer em Itajaí. Neste projeto participam ativamente 20 escolas da região, e são realizados encontros mensais para monitoramento e avaliação das ações desenvolvidas, assim também como outra etapa anual onde há a participação dos alunos desenvolvendo atividades e participando ativamente do evento.

O projeto apresentado faz parte do Programas do Núcleo de Educação e Prevenção (NEPRE), estrutura criada pela Secretaria de Estado da Educação (SED) para consolidar políticas públicas de prevenção, de promoção do direito à saúde e da paz e atua em temáticas sociais como sexualidade, substâncias psicoativas (drogas lícitas e ilícitas) e as expressões da violência. O programa “Estamos Juntos” é uma iniciativa compartilhada de instituições do Brasil e de Moçambique. O projeto é referência na região e conhecido nacionalmente, sob a coordenação da Consultora Educacional Elozia de Brito, da SDR – Itajaí.

Para o Secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Fabrício de Oliveira, este é um excelente trabalho de prevenção, orientando e mostrando os valores de cada indivíduo,” Devemos oportunizar este momento conscientizando e despertando todas as camadas sociais. Nossa prioridade é envolver a sociedade despertando a importância da cidadania, família e do convivio saudável em sociedade formando uma rede de proteção”, enfatiza.

O programa envolve profissionais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, gestores da educação, professores e estudantes atuantes no campo da promoção da saúde sexual e reprodutiva e da prevenção das DST (Doença Sexualmente Transmissível) e da AIDS, para o qual têm-se o entendimento de que saúde não se caracteriza por ausência de doença e sim pela busca de um bem estar físico, mental e social. Secretarias Municipais de Saúde também são parceiros neste projeto, realizando um trabalho nas escolas, orientando os alunos. Amanhã, quinta-feira, 01 de dezembro, data em que se lembra o Dia Mundial na Luta contra a AIDS, acontece na EEB. Nereu Ramos em Itajaí, o curso de capacitação do Projeto Saúde nas Escola.

Secretaria de saúde faz campanha contra Aids

Secretaria de saúde faz campanha contra Aids

Nesta quinta-feira (01), comemora-se o dia mundial contra a Aids. Desde 1991, o laço vermelho é usado como símbolo na luta contra a epidemia. A cor vermelha remete à relação com o sangue, a infecção pelo HIV e ao amor. O símbolo também é uma forma de homenagear os mortos pela doença e se tornou a expressão de solidariedade às pessoas que vivem com aids. Sabendo disto, a secretaria de saúde de Ilhota colocará o laço em todas as unidades de saúde e prefeitura.

A iniciativa, segundo a secretária da pasta, Jocelene da Silveira, tem como objetivo não apenas lembrar a data, mas conscientizar. “Temos que despertar nas pessoas a consciência da necessidade da prevenção, aumentar a compreensão sobre a síndrome e reforçar a tolerância e a solidariedade às pessoas infectadas”, disse.

De acordo com a enfermeira Ana Terezo, diversas atividades serão feitas nas unidades de saúde. “Nosso objetivo é que cada vez menos pessoas se infectem com a doença. Vamos reforçar as ações de prevenção simples, como o uso da camisinha”, afirmou. Neste ano, trabalhar-se-á, principalmente, o preconceito, prevenção e respeito aos portadores.

Unidade básica de saúde de Pedra de Amolar

Formas de contágio

A Aids é transmitida de diversas formas. Como o vírus está presente no esperma, secreções vaginais, leite materno e no sangue, todas as formas de contato com estas substâncias podem gerar um contágio. As principais formas detectadas até hoje são: transfusão de sangue, relações sexuais sem preservativo, compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue. A Aids também pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou amamentação.

Unidade básica de saúde do Braço do Baú

Sintomas

Um portador do vírus pode ficar até 10 anos sem desenvolver a doença e apresentar seus principais sintomas. Isso acontece, pois o HIV fica “adormecido” e controlado pelo sistema imunológico do indivíduo. Quando o sistema imunológico começa ser atacado pelo vírus de forma mais intensa, começam a surgir os primeiros sintomas. Os principais são: febre alta, diarréia constante, crescimento dos gânglios linfáticos, perda de peso e erupções na pele. Quando a resistência começa a cair ainda mais, várias doenças oportunistas começam a aparecer: pneumonia, alguns tipos de câncer, problemas neurológicos, perda de memória, dificuldades de coordenação motora, sarcoma de Kaposi (tipo de câncer que causa lesões na pele, intestino e estômago). Caso não tratadas de forma rápida e correta, estas doenças podem levar o soropositivo a morte rapidamente.

Unidade básica de saúde do Alto Baú

Prevenção

A prevenção é feita evitando-se todas as formas de contágio citadas acima. Com relação a transmissão via contato sexual, a maneira mais indicada é a utilização correta de preservativos durante as relações sexuais. Atualmente, existem dois tipos de preservativos, também conhecidos como camisinhas: a masculina e a feminina. Outra maneira é a utilização de agulhas e seringas descartáveis em todos os procedimentos médicos. Instrumentos cortantes, que entram em contato com o sangue, devem ser esterilizados de forma correta antes do seu uso. Nas transfusões de sangue, deve haver um rigoroso sistema de testes para detectar a presença do HIV, para que este não passe de uma pessoa contaminada para uma saudável.