Filmes que todo fotógrafo deveria assistir

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A seleção da lista foi produzida pela galera do iPhoto Channel. A primeira postagem foi bem repercutida e gerou pauta para uma segunda seleção. São filmes aos quais todo fotógrafo deveria assistir para incrementar o seu olhar fotográfico e ampliar seus conhecimentos acerca da arte da fotografia. Confira:

Gravidade (2013)

O drama que traz Sandra Bullock e George Clooney em uma missão de conserto do telescópio Hubble e ganhou a estatueta de melhor fotografia no Oscar de 2014.

Janela Indiscreta (1954)

Hitchcock demonstrou claramente seu gênio para suspense neste filme, que conta a história de um fotógrafo que fraturou a perna e se vê obrigado a permanecer numa cadeira de rodas. A consequência do acidente foi uma obsessão por observar os dramas pessoais dos seus vizinhos.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2002)

O filme é um primor visual: a fotografia é belíssima, muito bem trabalhada, rica em detalhes, bem colorida e um dos grandes destaques do filme.

O Clube do Bangue-Bangue (2011)

O drama é baseado nas investidas dos fotógrafos para capturar os últimos dias do apartheid na África do Sul, um dos períodos mais violentos da História. Quatro fotojornalistas arriscam suas vidas para mostrar ao mundo o que acontecia em lugares que ninguém mais tinha coragem de ir. O filme é baseado em fatos reais e é recomendado a todos os apaixonados por fotografia de guerra.

A Doce Vida (1960)

A obra de Federico Fellini conta a história de Marcello Rubini, um jornalista que escreve fofocas para os tabloides sensacionalistas. A fotografia do filme chama a atenção e serviu de inspiração para vários fotógrafos.

Annie Lebovitz: A vida Atrás das lentes (?)

O documentário conta a história da renomada fotógrafa Annie Leibovitz, narrado em muitas partes pela mesma, e contém muitas entrevistas de celebridades, escritores e diretores. Um filme imperdível para apreciadores do trabalho da fotógrafa.

Henri Cartier-Bresson: O Olho do Século (2003)

Este excelente documentário sobre a vida e a obra do francês Henri Cartier-Bresson, um dos mestres do fotojornalismo, que difundiu o conceito do instante decisivo. Este documentário contém diversas entrevistas e análises do trabalho de Cartier-Bresson.

The Genius of Photography (2007)

Documentário que contêm entrevistas com alguns dos maiores nomes da fotografia mundial, dos quais se destacam: William Eggleston, Goldin Nan, William Klein, Martin Parr, Mann Sally, Robert Adams, Teller Juergen, Andreas Gursky.

Mil vezes boa noite (2014)

O longa de Erik Poppe conta a história de Rebecca (Juliette Binoche), uma fotógrafa de guerra mundialmente conhecida que enfrenta um turbilhão de emoções quando seu marido lhe dá um ultimato. Ele e a filha do casal não suportam mais sua rotina arriscada e exigem mudanças, mas ela, apesar de amar a família, tem verdadeira paixão pela profissão. As cenas do filme são dramáticas, pungentes e fortes, e ficarão muito tempo na sua mente. A fotografia é estonteante, com closes impressionantes feitos através das lentes do fotógrafo John Christian Rosenlund.

A pele (2007)

Ao contrário do que o título original do drama de Steven Shainberg sugere (Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus), não é uma biografia da famosa retratista, pois vai além da realidade para expressar o que poderia ter sido a misteriosa e enigmática Diane Arbus. O drama estrelado por Nicole Kidman e Robert Downey Jr. circula pela obsessão da fotógrafa com assuntos bizarros, seu relacionamento com o seu vizinho Lionel Sweeney, que sofre de hipertricose, e a vida convencional com seu marido Allan Arbus. Vale a pena assistir a esse intrigante filme.

Depois daquele beijo (1966)

O filme, inspirado no conto Las babas del Diabo, de Julio Cortázar, gira em torno do fotógrafo de moda londrino Thomas (David Hemmings), que resolve fotografar secretamente um casal que avista no parque. Após revelar o filme, percebe ter fotografado o que parecia ser um assassinato. O drama de Michelangelo Antonioni é cheio de mistérios e cabe ao espectador decidir o que é verdade naquilo que viu e no que só a câmera consegue enxergar.

As Pontes de Madison (1995)

Maryl Streep e Clint Eastwood se unem para contar a história de um romance entre uma proprietária rural do interior de Iowa e um fotógrafo da National Geographic, que se mudou para o condado de Madison para realizar uma série fotográfica sobre as pontes cobertas da região. O envolvimento é descoberto pelos filhos da personagem através de cartas deixadas após a sua morte. O romance, dirigido pelo próprio Eastwood, deixa qualquer um com água nos olhos.

Barry Lyndon (1975)

O primeiro filme de Stanley Kubrick após o lançamento do consagrado Laranja Mecânica, retrata com perfeição o século 18. A trama é baseada no livro de William Makepeace Thackeray, que romantiza de forma irônica a história real de um irlandês pobre que deixa sua terra natal em busca do sonho de fazer parte da nobreza. O longa teve sua iluminação feita inteiramente sob luz de velas e captada com lentes adaptadas da Nasa para conseguir o efeito desejado. A fotografia de John Alcott é outra característica importante do filme: o efeito estético é tão perfeito que essa pode ser considerada a maior obra de Kubrick em termos visuais.

Os gritos do silêncio (1984)

Sidney Schanberg (Sam Waterston), repórter do The New York Times, vai cobrir a guerra civil do Camboja e testemunha os efeitos do genocídio praticado pelos comunistas, responsáveis pelo assassinato de milhões de cambojanos. É um bom filme para fazer o fotógrafo refletir sobre sua fotografia e como contar uma história. A própria fotografia do filme inspira muito na criatividade e nos enquadramentos.

A testemunha ocular (1992)

Joe Pesci protagoniza um fotógrafo freelancer de um jornal nova-iorquino, encarregado de fotografar  o cotidiano da cidade na década de 1940, com sua pesada câmera Speed Graphic de chapa. O filme contém cenas memoráveis de amor à arte fotográfica e a beleza poética de diversas composições é mesclada com confrontos entre mafiosos assassinos.

Nascidos em bordéis (2004)

O documentário, ganhador do Oscar em 2005, explicita a possibilidade de transformação social através da fotografia: a londrina Zana Briski foi até o bairro Vermelho, em Calcutá, na Índia, para mostrar a vida das mulheres que dividem a função de prostitutas e mães. Ao conhecer seus filhos e saber que eles estavam destinados à mesma profissão dessas mulheres, a fotógrafa mudou seu foco e resolveu estimular a veia artística das crianças, ensinando-as a fotografar.

Os Olhos de Laura Mars (1978)

O filme de terror norte-americano, dirigido por Irvin Kershner, mistura o glamuroso mundo da fotografia de moda com assassinatos e visões sobrenaturais. A trama se baseia em um serial killer que começa a matar brutalmente pessoas próximas da fotógrafa Laura Mars (Faye Dunaway), que insere elementos gráficos e violentos, por meio de cenas de morte e assassinato, em suas fotografias.

O grande hotel de Budapeste (2013)

É difícil existir atualmente um diretor com perfil tão definido, em cujos filmes os espectadores são capazes de identificar de imediato a assinatura, mas Wes Anderson é um dos poucos existentes. O diretor é muito conhecido pelas cores vívidas, personagens excêntricos e cenas simétricas de suas obras. O grande hotel de Budapeste é o mais recente filme de Anderson, e gira em torno de um velho escritor que decide contar a história do tempo que passou no Grande Hotel Budapeste. A Vida Marinha com Steve Zissou (2003) e Moonrise Kingdom (2012) são outras duas obras às quais vale a pena assistir.

😀

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Morre Grace Kelly, a atriz que virou princesa

Enquanto conduzia seu automóvel pelas montanhas do Principado de Mônaco, a princesa Grace Kelly — após um aparente mal-estar — perde o controle do veículo, sai da estrada e desce uma ribanceira por 50 metros abaixo. Ela morre em decorrência dos ferimentos em 14 de setembro de 1982, aos 52 anos. A filha, Stéphanie, que a acompanhava, também ficou seriamente ferida. Sua morte foi prateada pelos fãs em todo o mundo.

Grace Kelly nasceu em 12  de novembro de 1929 numa família rica de Filadélfia. Aos 17 anos quis se tornar atriz comediante, a despeito da forte oposição de seus pais. Pousou para a publicidade em out-doors e televisão o que lhe permitiu custear o curso de arte dramática em Nova York. Em 1949, Kelly estreou na Broadway em O Pai de August Strindberg. Dois anos mais tarde, desembarcando em Hollywood, atuou numa ponta em Catorze Horas (1951). Seu primeiro grande sucesso chegou em 1952, quando contracenou como esposa de Gary Cooper em Matar ou Morrer, uma das obras-primas dowestern norte-americano.

Consagra-se profissionalment com a indicação ao Oscar de Melhor Coadjuvante graças ao filme de aventura Mogambo (1953), em que participa de um duelo amoroso com Ava Gardner pelos belos olhos de Clark Gable, no coração da floresta queniana. Sua performance consagradora em Amar é Sofrer(1954), drama romântico, como mulher de um cantor e ator alcoólico, interpretado por Bing Crosby, valeu-lhe o Oscar de Melhor Atriz, batendo Judy Garland em Nasce uma Estrela.

Seu ar angelical, sua elegância e doçura natural, sua beleza e glamour seduziram muita gente mais que os realizadores. Comparada a outras atrizes mais sulfurosas como Marilyn Monroe ou Lana Turner, Grace surpreende e se torna rapidamente uma das novas coqueluches dos norte-americanos.

Encontro com Hitchcock

Sua carreira toma um novo curso quando chama a atenção de Alfred Hitchcock, que fará dela uma de suas musas mais célebres. O cineasta inglês assumiu o malévolo prazer de fazê-la sofrer as piores sevícias em seus filmes. Foi a esposa maltratada em Disque M para Morrer (1954) com Ray Milland e Robert Cummings ; uma top-model a quem falta deixar-se matar em Janela Indiscreta (1954) com James Stewart ; ou ainda ajudando Cary Grant a desalojar um ladrão em Ladrão de Casaca (1955). Seu último grande papel aconteceu em 1956 com Alta Sociedade, uma adaptação musical da peça The Philadelphia Story de 1940, co-estrelando com Bing Crosby, Frank Sinatra e Louis ‘Satchmo’ Armstrong.

Todos conhecem a sequência desse conto de fadas. Grace Kelly casa-se com Rainier em 19 de abril de 1956, numa faustosa cerimônia, tornando-se a princesa Grace de Monaco e a primeira norte-americana a reinar sobre um trono. O casal, que havia se conhecido no ano anterior no Festival de Cinema de Cannes, teve três filhos: Caroline, Albert e Stéphanie.

Suas novas obrigações a constrangem a abandonar a carreira cinematográfica e seus filmes seriam proibidos em Mônaco. Ela chegou a interpretar Marnie em Confissõs de uma Ladra (1964) de Alfred Hitchcock, porém os cidadãos monegascos não aceitavam a ideia de ver sua princesa encarnando uma ladra, deixando-se seduzir ainda mais por Sean Connery.

Esta história é, de resto, sintomática da grande admiração que Mônaco dedicava a Grace. Sua morte acidental em 1982 provocou geral consternação. Como suas flores preferidas eram as rosas, Rainier mandou construir um jardim público ornado de rosas em Monte Carlo. Ainda hoje, o destino fádico da princesa Grace, ume mulher generosa dotada de grande distinção, continua a encantar os espíritos sonhadores.

Outros fatos marcantes da data