O que é um tsunami meteorológico? Entenda o fenômeno que pode ter atingido sul catarinense

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Uma variação súbita da pressão no mar entre Santa Catarina e o Rio Grande do Sul transformou a paisagem no litoral catarinense no final deste domingo (16/10). O sol e o calor rapidamente deram lugar a um temporal com rajadas de ventos de até 97 km/h, formando o que o observador do Climaterra, Ronaldo Coutinho, apontou ser um “maremoto meteorológico” ou, como foi divulgado pela Defesa Civil, um tsunami meteorológico.

Esta é a segunda vez que o fenômeno é registrado no Estado em seis anos. Segundo Coutinho, o maremoto meteorológico registrado neste domingo é bastante semelhante com o que atingiu Sul da Ilha de Santa Catarina em 2010, quando as ondas atingiram 76 casas no Campeche, Armação e Barra da Lagoa. “Tinha uma linha de chuva desde o Rio Grande do Sul mais longe da costa. Com as trovoadas e o vento forte que soprou em direção ao litoral, formou-se uma esteira de ondas, que foram se empilhando criando o maremoto meteorológico”, explicou o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho. O mesmo fenômeno já foi registrado também duas vezes no Rio Grande do Sul, os dois casos na Praia do Cassino. Segundo Coutinho, o fenômeno está longe de ser considerado frequente em nosso litoral e afirma que é muito difícil de ser previsto com antecedência.

Problemas causados pelo fenômeno

Duas pessoas foram retiradas do mar em Balneário Rincão, no Sul de Santa Catarina, depois que uma onda levou o carro onde estavam, na Barra do Torneiro. Pelo menos três veículos precisaram ser retirados do mar pelo Corpo de Bombeiros em Balneário Rincão. Em Araranguá, a onda invadiu a faixa de areia e arrastou sete veículos. Também houve danos materiais em restaurantes e casas próximos da orla.

Fonte: Notícias do Dia

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Ventos fortes e onda causam estragos no Sul de Santa Catarina

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Fortes ventos na tarde deste domingo (16/10) provocaram estragos em cidades do Sul de Santa Catarina. Em Tubarão, região mais atingida, moradores relatam que há casas completamente destelhadas. Também há relatos de estragos em cidades como Imbituba e Criciúma. Quatro coordenadores regionais e o secretário de Estado, Rodrigo Moratelli foram deslocados para a região.

Em Balneário Rincão, pouco antes das 17h, uma grande onda se formou e atingiu carros e pessoas que estavam na praia da Barra do Torneiro, de acordo com os bombeiros de Içara. Segundo o sargento Cláudio Marcos, ninguém se feriu e as pessoas foram retiradas do mar antes da chegada dos bombeiros. Dois veículos, um Corolla e um Accord, ficaram submersos e foram retirados da água com auxílio de cordas.

Na barra do Rio Araranguá, em Morro dos Conventos, uma onda também arrastou carros e alagou um restaurante, segundo informações da RBS TV.

A Defesa Civil estadual avalia a possibilidade de o fenômeno ter sido um “tsunami meteorológico. De acordo com o meteorologista Leandro Puchalski, da Central RBS de Meteorologia, esse tipo de formação de onda já foi registrado em Florianópolis em 2009. Segundo Puchalski, isso ocorre quando uma quantidade de nuvens carregadas avança rapidamente.

Ao avançar pode entrar em ressonância com uma onda longa do mar avançando pela praia, com caraterísticas de um tsunami real

De acordo com a Defesa Civil Estadual, “o rápido deslocamento de uma forte linha de instabilidade, que é uma linha de baixa pressão, pode provocar essa onda no mar”. No entanto, o órgão ainda não confirmou se o que ocorreu foi realmente um tsunami meteorológico.

Ainda segundo a Defesa Civil, às 18h30 a instabilidade se deslocava para áreas da Serra, Grande Florianópolis, Vale do Itajaí e Litoral Norte e deveria provocar rajadas de vento, chuva intensa e raios ao longo da noite.

Fonte: G1 Santa Catarina

Cidades do Sul de Santa Catarina registram estragos provocados por ondas e ventos fortes

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Uma tempestade neste domingo (16/10), deixou danos por onde passou no Sul de Santa Catarina. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, em Araranguá, Sebastião de Souza, houve destelhamentos em Balneário Gaivotas e Maracajá. Em Araranguá, uma onda invadiu a faixa de areia e arrastou sete veículos, conforme levantamento preliminar. Também houve danos materiais em casas e restaurantes próximos da orla. As regiões atingidas foram Barra do Torneiro e Balneário Rincão.

Ventos fortes também foram registrados no Sul do estado. Em Araranguá, a velocidade aproximada foi de 97 km/h. A região da Tubarão foi a mais atingida. Conforme informações preliminares do coordenador regional de Tubarão, Anderson Martins, uma criança morreu devido à queda de uma árvore em cima de um carro. Dois homens estão desaparecidos. Eles estavam em um pequeno barco no Rio Tubarão.

Uma Sala de Situação está sendo montada no Corpo de Bombeiros Militar de Tubarão. O secretário de Estado da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli, e quatro coordenadores regionais atuam na região para avaliar dos danos e prejuízos. O Corpo de Bombeiros Militar também está no local. A Defesa Civil de SC enviou um caminhão com 15 rolos de lona para Tubarão.

De acordo com a Defesa Civil de Santa Catarina, ainda não há confirmação de qual fenômeno atingiu praias do Sul, mas o evento é muito parecido com o chamado tsunami meteorológico que já atingiu duas vezes a praia do Cassino, no estado vizinho do Rio Grande do Sul. O fenômeno ocorre quando o tempo está instável, com sol, nuvens e muito vento.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Defesa Civil

 

Confirmação de Tsunami meteorológico em Santa Catarina

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O fenômeno que provocou a onda na praia em Balneário Rincão foi sim um tsunami meteorológico. Em inglês se chama de meteotsunami. Estes fenômenos são raros, perigosos e geralmente ocorrem durante a passagem de linhas de instabilidade atmosféricas intensas. Apesar de ocorrerem ventos intensos comuns durante as passagens de linhas de instabilidade com esta, não é o vento que provoca o tsunami meteorológico, mas sim a combinação peculiar de fatores, como a perturbação da pressão atmosférica sobre o mar, a velocidade e a direção de deslocamento da tempestade em relação à linha de costa e a batimetria local, que podem gerar uma ressonância e uma amplificação da onda.

Em Santa Catarina já tivemos registros na praia do Pântano do Sul, e que também foi sentido na praia da Armação em 19 de novembro de 2009. Este evento foi muito bem documentado e descrito pelo Eloi Mello et al. (2010). Além desses, ocorreram dois eventos similares na praia do Cassino no RS em 1977 e em 2014.

Mais informações podem ser obtidas nos links:

Fonte: Gerência de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina