Vídeo do I Torneio de vôlei da juventude

Resgatando um pouco da história de nossa atuação na frente da Assessoria para Assuntos da Juventude da Prefeitura de Ilhota onde realizamos esse evento inédito. Esse post apresenta a produção de um simples vídeo do I Torneio de Vôlei da Juventude de Ilhota, que aconteceu na noite de sexta-feira do dia 10/12/2010. A iniciativa fez parte da programação do I Ilhota Natal Luz. O campeonato reuniu seis duplas masculinas. Os vencedores foram Jonathan e Junior. Em segundo lugar ficaram Eder e André e em terceiro Maicon e Daniel.

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Seminário juventude é coisa séria

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A Associação Horizontes e a OAB/SC realizam na FIESC, nos dias 28 e 29 de agosto deste ano, em Florianópolis, o Seminário Juventude é Coisa Séria.

O evento, que conta com o apoio da Prefeitura de Florianópolis, da FIESC e da empresa Tractebel Energia, tem o objetivo de promover o debate e propor ações em relação a dois importantes temas relacionados à infância e juventude em Santa Catarina e no Brasil: o adolescente em conflito com a lei e a violência doméstica contra a criança e o adolescente.

A organização do evento quer trazer para o debate as principais autoridades nos temas propostos. Entre os palestrantes convidados, já confirmaram presença no seminário os representantes da OAB/SC, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, CONANDA, Conselho Tutelar, CMDCA, Vara da Infância e Juventude, Fundação CASA, Defensoria, Secretarias de Estado de Justiça e de Assistência Social, Secretaria Municipal de Assistência Social, ANDI, ICOM, Assembleia Legislativa, consultores especializados, dentre outros convidados.

Ao longo dos dois dias do seminário, serão explorados, dentre outros, temas como o atendimento socioeducativo em São Paulo; ser adolescente: um direito em construção; mídia brasileira e as regras de responsabilização dos adolescentes em conflito com a lei; qualificação profissional do adolescente em cumprimento de medida socioeducativa; o atendimento ao egresso do sistema socioeducativo; o papel do terceiro setor no controle social dos direitos da infância e juventude; o risco de ser jovem no Brasil; a implementação do SINASE no Brasil; diagnóstico, propostas e ações em SC para a abordagem da violência contra a criança e o adolescente e para o atendimento socioeducativo.

A Horizontes entende que é seu dever promover esse debate e provocar as transformações necessárias visando assegurar a efetividade do marco legal de proteção e garantia de direitos da criança e do adolescente. Essa, sem dúvida, é nossa grande motivação para a realização desse seminário, em parceria com a OAB/SC, esclarece Marcos Molinari, presidente da Horizontes.

Seminário “Juventude é Coisa Séria”

  • Data: 28 e 29 de agosto de 2014.
  • Horário: das 9h às 18h.
  • Local: FIESC – Rod. Admar Gonzaga, 2765 – Itacorubi, Florianópolis.
  • Confirmações de presença através do site www.ah.org.br, até o dia 25/08/2014.
  • Inscrições gratuitas.Vagas limitadas.
  • Mais informações: eventojuventude@ah.org.br
  • Telefone: (48) 3031-3500

Inscreva-se já!😀

Alessandro de Leon fala sobre Estatuto da Juventude

Alessandro De Leon, membro-fundador da Universidade da Juventude, discorre sobre o desenvolvimento das PPJs na Audiência Pública do Senado sobre o Estatuto da Juventude. (18 de dezembro de 2012).

De “jovem problema” a “sujeito de direitos” – Entrevista com a secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo

Plano Juventude Viva

A secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, catarinense, concedeu entrevista ao portal de notícia Correio Nagô, onde apresenta as diretrizes de atuação da pasta e convocada a sociedade contra o genocídio da juventude. Achei interessante e resolvi postar no blog por sua relevância a sociedade e veio ao meio encontro pois exercemos no segundo mandato da gestão do prefeito Ademar e Tonho a Assessoria da Juventude.

“O nosso esforço é para que as políticas de juventude estejam cada vez mais articuladas, ampliando as opções de inserção dos jovens que ainda vivem em condições de exclusão”. A tarefa, que anima a secretária Nacional de Juventude da Presidência da República, Severine Macedo, já começa a atingir as comunidades mais vulneráveis. Exemplo é o Plano Juventude Viva, que tem o Fundo de População das Nações Unidas, UNFPA, como parceiro estratégico. O Plano começou a ser implantado em setembro de 2012, em Alagoas, estado com maior taxa de homicídio do país (67 vítimas por 100 mil habitantes) e o primeiro estado em taxas de homicídio contra negros.

Disposição parece não faltar a essa pedagoga de 28 anos, cujas origens estão no movimento sindical da agricultura familiar do município catarinense Anita Garibaldi, cujo nome rememora a jovem heroína da revolta Farroupilha (RS, 1835-1845). Confira a entrevista concedida por Severine Macedo ao jornalista André Santana, do portal Correio Nagô, onde apresenta as diretrizes de atuação da pasta e convocada a sociedade contra o genocídio da juventude: “Para que essas ações cheguem de fato aos jovens que mais necessitam, precisamos que os estados e municípios se comprometam efetivamente com a agenda juvenil. Não tenho dúvida de que o envolvimento de todos os entes federados é fundamental para que os direitos dos jovens sejam de fato reconhecidos e se tornem uma prática em nosso país”.

Severine Macedo

Correio Nagô:  Para a Secretaria Nacional de Juventude, o que é ser jovem no Brasil de hoje?

Severine Macedo: Ate pouco tempo, a juventude no Brasil era vista apenas como uma fase de transição entre adolescência e vida adulta. Toda a luta travada por organizações, movimentos e pesquisadores contribuiu para consolidar o reconhecimento da juventude como uma etapa importante da vida, que traz singularidades, diversidades, destacando-se como um período em que os sujeitos processam de maneira mais intensa suas vivências, dilemas e possibilidades.  O país possui hoje cerca de 50 milhões de jovens, com idade entre 15 e 29 anos, que já demonstraram determinação em assegurar os seus direitos e ocupar um lugar de destaque no processo de desenvolvimento do país. A população jovem brasileira nunca foi tão grande  e esta “onda jovem” se traduz em um fenômeno denominado “bônus demográfico”, no qual o peso da população economicamente ativa supera o da população dependente – crianças e idosos. Esse bônus torna-se um ativo importantíssimo na economia e cultura do país, de forma que, falar em políticas públicas de juventude significa tratar de políticas centrais para o desenvolvimento do Brasil.

Correio Nagô:  Dados oficiais divulgam que nos dois mandatos do presidente Lula, 11 milhões de jovens foram beneficiados por políticas do governo. Mesmo assim, programas como o Projovem não conseguem atingir as metas anunciadas, que seriam a de alcançar a totalidade de jovens em situação de risco, no país. São dois milhões de jovens vivendo em favelas, milhares fora da escola e do mercado de trabalho e vulneráveis à violência e ao assassinato. Quais são as falhas das políticas públicas para a juventude?

Severine Macedo: O Brasil passou por vários avanços nas políticas sociais nos últimos anos, com foco nas populações em condição de vulnerabilidade. O aumento do salario mínimo, a ampliação do acesso à educação em todos os níveis, os programas de transferência de renda, o crescimento do emprego formal dentre tantos outros, foram políticas que contribuíram para a inclusão de boa parte da nossa juventude. Hoje os jovens representam uma parcela importante da população que adentrou na chamada nova classe trabalhadora. Mas reconhecemos que ainda temos um passivo para resolver, lembrando que o reconhecimento dos jovens como sujeitos de direitos e a construção das políticas juvenis ainda são recentes no Estado brasileiro. Somente em 2005 o governo federal passou a construir estas políticas, com foco na juventude, além de reverter a visão de “jovem problema” para considerar o segmento como “sujeito de direitos”. O Projovem foi e continua sendo um programa muito importante para a elevação da escolaridade e qualificação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade. Não podemos avaliar a eficácia do programa somente pelas metas atingidas. A diferença que a iniciativa faz na vida dos jovens precisa ser considerada, bem como as dificuldades de entrada e permanência dos alunos, que já têm um histórico de abandono da escola formal. Nesse contexto, a atualização do programa é uma preocupação permanente do governo e algumas mudanças ocorreram na nova versão do programa, que agora contará com Salas de Acolhimento para os filhos dos alunos, estimulando a permanência daqueles que não têm com quem deixar suas crianças. As mudanças vão permitir também o acesso dos municípios com mais de 100 mil habitantes, a articulação do Programa com o Pronatec e a criação dos comitês gestores, que contam com a participação dos conselhos de juventude, possibilitando que os próprios jovens possam acompanhar a execução do programa.

Correio Nagô: Foram cerca de 1,5 mil encontros, conferências municipais e estaduais, envolvendo meio milhão de jovens em todo país, e duas conferencias nacionais de juventude em Brasília, em 2008 e 2011.  O que de fato têm resultado de benefícios para a juventude e efetivação de direitos a partir desses encontros?

Severine Macedo: As conferencias são espaços muito importantes de participação e proposição de políticas. Estamos, nesse momento, implementando a primeira resolução da primeira 1ª Conferencia Nacional, que é o enfrentamento ao problema da violência que atinge a juventude brasileira, especialmente a juventude negra. Além disso, estamos constituindo um Comitê Interministerial, de caráter permanente, composto por 23 Ministérios, que foi uma demanda da 2ª Conferência. O Comitê terá a tarefa de articular, avaliar e monitorar as Políticas Públicas de Juventude, no âmbito do governo federal; É claro que nem todas as sugestões feitas nestes espaços são possíveis de ser realizadas. Mas o que queremos é dar retorno à sociedade do que foi feito, do que não foi e por que não foi realizado.

Correio Nagô: Pesquisas da Unesco revelam que há 70% mais casos de morte violenta entre os jovens do que na população em geral. É possível estimular a superação individual e a não violência, em meio a realidades tão adversas? Como promover direitos sem perpetuar protecionismos?

Severine Macedo: Infelizmente em nosso país os jovens estão mais expostos a situações de violência. E isso se agrava a partir do gênero, raça e território. Os jovens que mais morrem, vítimas de homicídios, são homens, jovens, negros e residentes das grandes cidades brasileiras.  Embora a inclusão social venha crescendo ano a ano no Brasil, os indicadores de violência aumentam, mostrando que esse tema precisa ser enfrentado com urgência. Por isso o Governo Federal elaborou o Plano Juventude Viva, de prevenção à violência contra os jovens negros, que será gradativamente implementado nos 132 munícipios com os piores indicadores de mortalidade de jovens. Já iniciamos a sua implementação no estado de Alagoas, em setembro de 2012, e a nossa meta é expandir a iniciativa para outros cinco estados este ano. Para superar este problema, precisamos ampliar as oportunidades e as políticas públicas para os jovens desses territórios, melhorando o acesso a equipamentos e serviços, enfrentando e superando a questão do racismo e do preconceito  geracional, tanto nas instituições quanto na sociedade, e buscando superar também a banalização da violência.

Correio Nagô: Quais as diferenças existentes entre ser jovem negro e jovem branco no Brasil?

Severine Macedo: Diversos dados chamam a atenção para segmentos juvenis que se encontram em situações de maior vulnerabilidade, como é o caso dos jovens negros. A política de juventude deve ser para todos, mas precisamos garantir o acesso e contemplar as necessidades dos jovens que se encontram em maior situação de exclusão, contribuindo para a reversão desse cenário. As desigualdades de raça e cor no segmento juvenil se expressam, não apenas em relação a emprego e escolaridade, entre outros indicadores, mas também na vitimização pela violência e criminalidade. Informações do SUS mostram que os jovens negros são as principais vítimas da violência. Quando analisadas as mortes  por homicídio, a taxa de jovens brancos do sexo masculino é de 63,9 por 100 mil habitantes, enquanto para os jovens negros essa taxa chega a 135,3, e para os jovens pardos, 122,8. Esperamos que o Juventude Viva possa contribuir, na prática, para a redução dessas diferenças, com a criação de oportunidades e garantia plena dos direitos desses jovens.

Correio Nagô: Na Bahia, assim como em outros estados brasileiros, a mídia tem colaborado para a banalização da violência entre os jovens, a partir da exploração de estereótipos, da condenação prévia e da criminalização da juventude, em especial, dos jovens negros. Como o governo brasileiro pode coibir essas violações de direitos e exigir que os meios de comunicação cumpram seu papel, como concessão pública, na promoção da cidadania e no combate ao genocídio da juventude?

Severine Macedo: Um dos eixos do Juventude Viva é justamente a desconstrução da cultura de violência, na perspectiva de sensibilizar a opinião pública sobre a banalização da violência e valorização da vida de jovens negros, por meio da promoção de direitos e da mobilização de atores sociais para que atuem na defesa desses direitos, a partir do conjunto de ações previstas no Plano, nas mais diversas áreas, incluindo educação, trabalho, cultura, esporte, saúde, acesso à justiça e segurança pública, entre outros.  O grande objetivo do Plano é justamente combater as desigualdade e assegurar os direitos humanos, envolvendo toda a sociedade para um debate de valores que leve à mudança de cultura, transformando o cenário atual.  Sabemos que não é uma tarefa fácil, porém, acreditamos que, com o esforço conjuntos, dos governos e da sociedade, conseguiremos chegar lá.

Conheça o Plano Juventude Viva: www.juventude.gov.br/juventudeviva

SENAI SC oferece milhares de vagas em cursos técnicos até o dia 1/2

curso senai ilhota 2012

Termina no dia primeiro de fevereiro o período de inscrição para se candidatar a uma das 8,4 mil vagas gratuitas em cursos técnicos oferecidos pelo SENAI/SC. São 233 opções de formação em áreas como construção civil, metalmecânica, vestuário, informática , eletrotécnica, logística e outras. Os cursos serão realizados em 28 cidades, distribuídas por todas as regiões do Estado.

Podem se inscrever – nos cursos promovidos pelo SENAI, Pronatec e Secretaria Estadual de Educação – os estudantes que estejam no segundo ou terceiro ano do ensino médio, em escolas da rede pública, que tenham bolsa integral em escolas particulares ou que já concluíram o ensino médio em escolas públicas.

Dúvidas e inscrições

Os interessados devem procurar as unidades do SENAI ou/e as escolas públicas ou as Gerências Regionais de Educação (Gered). A seleção será por sorteio, promovido pela secretaria de Educação nos dias 5 e 6 de fevereiro nas Gered´s. Os selecionados receberão lanche, vale transporte, uniforme e equipamentos de proteção. As aulas têm início previsto para o dia 25 de fevereiro.

No site do Senai SC, os interessados podem ter acesso a lista de cursos disponíveis em cada cidade, os endereços de todas as unidades do SENAI e todas as informações necessárias para aproveitar essa super oportunidade de qualificação.

Outras oportunidades

Quem não preenche os requisitos dos cursos tecnicos pode ter chance de entrar nos cursos de qualificacao profissional. O SENAI possui vagas para cursos gratuitos de qualificação profissional voltados para pessoas com carência financeira e seus dependentes. São mais 3,9 mil vagas em 129 opções de cursos técnicos presenciais e a distância. Os interessados nesses cursos devem entrar em contato com o telefone 0800 48 1212.

Jovens militam além da rede e da rua

Jpmdb Ilhota

Um jovem morador do Complexo do Alemão (hoje com 18 anos) narra uma ocupação policial em tempo real através do Twitter, passa a ter mais de 39 mil seguidores e se torna celebridade, inspirando até personagem em novela da Globo. Uma estudante de 13 anos de Florianópolis conta as agruras da escola pública em que estuda em uma página no Facebook e, além de se tornar nacionalmente conhecida (mais de 344 mil pessoas curtem a página Diário de classe), conquista mudanças para o cotidiano escolar (e alguma dor de cabeça). René Silva e Isadora Faber são exemplos emblemáticos (e famosos) de um processo em curso. Eles expressam um momento em que ações nas redes sociais virtuais são rapidamente apropriadas e ressignificadas por outros meios de comunicação e pela sociedade, com repercussões imprevisíveis e pouco controláveis.

Aparentemente, em nosso perfil no Facebook ou no Twitter, estamos falando para aqueles tantos amigos ou seguidores. No entanto, potencialmente, nossas mensagens podem se perder num emaranhado sem fim de compartilhamentos e retuítes. Nesse mundo virtual em rede, qualquer um pode estar fadado ao sucesso instantâneo. No entanto, esses dois jovens também têm em comum o fato de serem pessoas cuja trajetória pública aponta para iniciativas mais ou menos coletivas e para uma certa preocupação com o social ou com a comunidade à sua volta. E, nesse sentido, eles estão lado a lado a uma legião de jovens e adultos nem tão famosos assim que vêm lançando mão de redes sociais virtuais, blogs, sites e outros mecanismos disponíveis na internet para compartilhar conteúdo a fim de expor publicamente suas mensagens, críticas, imagens, ou seja, sua visão da realidade.

Uma pesquisa iniciada em 2011 e ainda em curso, realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) com apoio do Centro de Pesquisa sobre o Desenvolvimento Internacional (IDRC, na sigla em inglês), sobre o uso das novas tecnologias por jovens moradores de favelas e periferias para mobilização social revela que parte daqueles que se utilizam desses meios com a finalidade de denunciar violações de direitos e exigi-los encontra-se não apenas em redes sociais virtuais, mas participa presencialmente de grupos, organizações, coletivos etc., ou seja, redes sociais off-line de solidariedade e engajamento social e político que contribuem para conformar certa percepção sobre tais violações e sobre os direitos que estariam sendo violados.

Ainda assim, as novas tecnologias têm um papel fundamental nesse processo, seja como forma para apreender imagens e fatos do cotidiano (hoje muitas pessoas têm um celular capaz de tirar fotos ou fazer pequenos vídeos com razoável resolução), seja para dar visibilidade ao que se produz não apenas para pessoas fisicamente próximas. No entanto, isso não faz que todas as ações veiculadas pela internet ou mais especificamente pelas redes sociais tenham grande repercussão. Ao contrário, dentro de um mar de informações e de uma sociedade voltada para o consumo, não são em geral assuntos relacionados à mobilização social e à violação de direitos os que se tornam “trending topics” no Twitter. No entanto, ainda assim, o ano passado foi rico em exemplos sobre as possibilidades oferecidas por esses meios ou ferramentas.

Em 2011, foi como se, de uma só vez, uma série de manifestações sociais públicas protagonizadas sobretudo por jovens mostrasse de forma inconteste uma realidade já em curso e sem volta. Se os avanços tecnológicos são inegáveis e a popularização do acesso a determinadas tecnologias é uma realidade bastante disseminada, seria de esperar que diversos fenômenos sociais passassem a incorporar o uso de tais tecnologias.

A Primavera Árabe, o movimento Ocupar Wall Street, a revolta nas periferias londrinas e as feministas da Marcha das Vadias (SlutWalks) tinham em comum uma marca geracional: ainda que não fossem todos jovens do ponto de vista estritamente etário (seja qual for a norma instituída de juventude que usemos), traziam consigo uma experiência comum marcada, entre outras coisas, pelo maior acesso à internet e aos celulares, mas também por um conhecimento de como usar esses meios. No entanto, essa não seria a única marca geracional em jogo. Estamos falando de fenômenos distintos e, portanto, com explicações sociais, históricas e culturais também diferentes. De diversas maneiras e por variadas razões uma determinada geração dessas sociedades expressou suas insatisfações publicamente, ocupando, quebrando, marchando.

Para além da transnacionalização de lutas, essas novas conexões permitem acessar informações que, há pouco, levávamos muito tempo para conhecer e, quando conhecíamos, era pela visão dos grandes meios de comunicação ou pelo trabalho de mídias alternativas, que também ganham nova centralidade com a internet. A facilidade para a articulação e troca de informações é sem precedentes. O fato de a internet conseguir chegar a cada vez mais lugares e pessoas eleva exponencialmente a capacidade de temas ultrapassarem fronteiras e especificidades.

Não se desconhece o acesso profundamente desigual à internet, em especial no Brasil. E desigual em muitos sentidos. As novas gerações têm um acesso muito mais significativo à rede. De acordo com a pesquisa “Juventudes sul-americanas”, realizada por Ibase e Pólis, com apoio do IDRC, entre 2008 e 2009, em seis países da região, o acesso dos jovens à internet era mais do que o dobro do acesso dos adultos (no Brasil, 50% dos jovens acessavam a internet, enquanto entre os adultos esse percentual era de 21%). Essa pesquisa (e muitas outras) aponta também que, em uma mesma geração, o acesso é muito diferenciado entre campo e cidade, entre ricos e pobres, entre negros e brancos, entre os menos e os mais escolarizados.

Mas disponibilizar informações para um número de pessoas inimaginável há apenas alguns anos por meio de blogs, sites, redes sociais e torpedos via celular não faz que determinadas questões sejam relevantes e suficientes para que as pessoas saiam de casa e ocupem praças, ruas ou mesmo usem seu tempo assistindo a determinados vídeos ou replicando imagens e mensagens.

Na já citada pesquisa em curso, os entrevistados têm, no geral, a percepção de que a internet, suas redes e recursos são ferramentas. Ainda que esteja colocada a possibilidade da produção e visibilidade de conteúdo por pessoas que até há muito pouco tempo eram encaradas apenas como receptoras ou consumidoras de notícias, publicidade etc., eles têm clareza de que isso não substitui outros tantos recursos socialmente disponíveis para mobilizar seus locais de moradia ou suas redes sociais off-line. Cartazes, faixas, panfletos, boca a boca, rádio comunitária, jornal impresso compõem um cenário mais amplo e complexo para aqueles que militam, fazem ação ou trabalho social, para quem pretende mudar sua realidade ou o mundo.

Diversas manifestações públicas lideradas por jovens sul-americanos na última década tiveram forte vinculação com os meios de comunicação (comerciais e as ditas mídias alternativas) e com as novas tecnologias da informação. Muitas ações dos movimentos pressupõem uma face pública, se fazer ver e ouvir pelo restante da sociedade para mobilizar população e pressionar governos, empresas etc. E os meios de comunicação têm papel importantíssimo.

No Chile, em 2006, milhares de estudantes secundaristas protagonizaram o que ficou conhecido dentro e fora do país como Revolução dos Pinguins (referência ao uniforme dos estudantes). Eles ocuparam suas escolas por discordar dos encaminhamentos dados pelo governo em relação à educação, reivindicando educação pública, gratuita e de qualidade. Além da ocupação física do espaço escolar, a criação de blogs e fotologs das ocupações e do movimento ajudou a instituir o caráter nacional e descentralizado da manifestação (que se recusou a ter apenas um porta-voz) e a mobilizar cerca de 800 mil estudantes em dois meses de norte a sul do país. Nos últimos anos, e mais intensamente desde 2011, os estudantes chilenos voltaram às ruas e em seu repertório de ações trouxeram consigo intervenções artísticas e coreografias famosas orquestradas também pela internet, ressignificando ícones do pop por meio de suas demandas, devidamente filmados e disseminados via YouTube e redes sociais. A centralidade da reivindicação por educação pública de qualidade continuou e exigiu deles estratégias múltiplas para se fazerem ouvir.

Entre as demais ações estudadas inicialmente pela pesquisa “Juventude e integração sul-americana” (Ibase/Pólis, 2008), muitas se valem de blogs, fotologs e fóruns de debates virtuais para mobilizar e organizar suas ações. Assim como no caso chileno, nelas o uso de novas tecnologias combina-se a formas “tradicionais” de militância, e essas combinações possíveis também trazem pistas do jeito próprio de essa geração dar sentido a práticas políticas.

As mobilizações podem acontecer com a ajuda de redes sociais como Orkut, Facebook ou Twitter. No entanto, a ocupação das ruas e espaços públicos ou o fechamento de vias públicas e estradas continuam gerando repercussão social e política. A criatividade incorporada a formas de manifestações do gênero rendem imagens que serão replicadas em diferentes meios e não dependem apenas do interesse da grande mídia para se disseminar. E é ótimo que possam ser filmados e exibidos não apenas por “especialistas”, mas por qualquer pessoa que tenha à mão um celular e acesso à internet. Se sempre foi fundamental colocar o bloco na rua, hoje, mais do que nunca, é urgente compreender os vínculos entre as práticas individuais cotidianas – entre elas os usos da internet e das redes sociais por parcelas cada vez mais amplas da população – e o agir coletivo. Em tempos de novas combinações entre militância e comunicação, nem a rede nem a rua são o limite.

Senador Paim espera aprovação do Estatuto da Juventude em 2013

Estatuto da Juventude

O senador Paulo Paim (PT-RS) espera ver aprovado ainda em 2013 o projeto que institui o Estatuto da Juventude (PLC 98/2011), que estabelece diretrizes para a implementação de políticas específicas para esse grupo, além de regras para acesso a espetáculos culturais, expedição da carteira de identificação estudantil, concessão de meia entrada e reserva de assentos no transporte interestadual. O texto original foi elaborado pela Comissão Especial daJuventude, da Câmara dos Deputados, em 2004.

Ainda no primeiro semestre, Paim, relator do projeto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), pretende realizar audiências públicas no Rio Grande do Sul e em Brasília.

No dia 18 de dezembro, o projeto foi discutido em reunião conjunta das Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Na ocasião, definiu-se preliminarmente entre 15 e 29 anos a faixa etária que deverá ser abrangida pelo Estatuto daJuventude.

parecer aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), assegura aos jovens estudantes e aos jovens comprovadamente carentes o acesso a salas de cinemas, cineclubes, teatros, espetáculos musicais e circenses, eventos educativos, esportivos, de lazer e entretenimento em todo o território nacional, promovidos por quaisquer entidades e realizados em estabelecimentos públicos ou particulares, mediante pagamento da metade do preço do ingresso cobrado do público em geral.

Pelo texto, o benefício não será cumulativo com outras promoções e convênios e não será aplicado ao valor de serviços adicionais eventualmente oferecidos em camarotes, áreas e cadeiras especiais.

Carteirinha e meia entrada

O projeto define que a Carteira de Identificação Estudantil será expedida preferencialmente pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), pela União Nacional dos Estudantes (UNE), pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e por entidades estudantis estaduais e municipais a elas filiadas.

A carteira conterá selo de segurança personalizado segundo padrão único definido pelas entidades, que ficam obrigadas a manter o documento comprobatório do vínculo do aluno com o estabelecimento escolar pelo mesmo prazo de validade da respectiva identificação.

A concessão de meia entrada corresponderá a no mínimo 50% do total de ingressos disponíveis para cada evento, no caso de espetáculos que contem com financiamento ou patrocínio do Programa Nacional de Cultura, e 40% do total de ingressos nos demais eventos.

Transporte coletivo

No sistema de transporte coletivo interestadual, o projeto prevê a reserva de duas vagas gratuitas por veículo para jovens com idade entre 15 e 29 anos e renda igual ou inferior a dois salários mínimos.

Também determina a reserva de outras duas vagas com desconto de no mínimo 50% para os jovens da mesma faixa etária, a serem utilizadas após esgotadas os assentos destinados a alunos carentes. Os mecanismos e os critérios para o exercício desses direitos serão definidos em regulamento. Até lá, serão considerados jovens comprovadamente carentes os que integrem famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.

Depois da CAS, o PLC 98/2011 ainda será encaminhado às comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Qualquer pessoa pode enviar sugestões e comentários a respeito do projeto por meio da página e-Cidadania ou por meio do serviço Alô Senado (0800 612211).

Colocamos Ilhota na cena catarinense dos grandes festivais

É isso mesmo… colocamos Ilhota na cena catarinense dos grandes festivais e isso ninguém pode tirar os nossos méritos, e dedicamos esse mérito a toda galera do Clube do Rock. Poderíamos ter tido “o” festival ano passado, no ano de 20212, mas o nosso excelentíssimo governador não deixou. Não faz mau, os deuses do róque estão vendo. Lutaremos incansavelmente nessa ideia que deu certo. Reeditaremos o projeto desta edição e iremos cavar em todas catacumbas dos fundos perdidos e culturais para viabilizar os recursos necessários para fazer o melhor Ilhota Rock Festival de todos os tempos e incluir o ano de 2013 na história e convidar todos os nossos amigos pra tocar no melhor palco da cena independente do nosso estado. Vida longa ao rock and roll!!!

Inscrições Abertas – Shell Iniciativa Jovem 2013

Inscrições Abertas - Shell Iniciativa Jovem 2013

Programa Internacional da Shell abre inscrições para o Rio de Janeiro!

Você já sonhou em empreender? Já pensou em ver a sua ideia de negócio transformada em benefícios para toda a sociedade? Buscando contribuir com uma sociedade mais justa, o Iniciativa Jovem promove o empreendedorismo de forma sustentável, através da formação de jovens empreendedores e empreendimentos socialmente responsáveis, ambientalmente corretos e financeiramente estáveis, colaborando para geração de trabalho e renda.

Para você que se sente parte dessa geração que está mudando a cara do Brasil, o Iniciativa Jovem anuncia que estão abertas as inscrições para as turmas de 2013!

Acesse nosso site oficial, e saiba mais: www.iniciativajovem.org.br

Hoje encerro o meu ciclo profissional na Prefeitura de Ilhota

Dialison Cleber Vitti

Hoje despeço-me da prefeitura de Ilhota. Trabalhei na assessoria da juventude por quatro anos. Trabalhei ao lado de nosso amigo e companheiro Ademar Felisky e Tonho Schmitz e de pessoas especiais, que estarão sempre presente em minhas memórias e tive a oportunidade de consolidar essas pessoas ao meu circulo de amizades. Aprendi muito nesses anos. Houve muitas conquistas. Levaremos conosco esse valoroso aprendizado.

Nesses anos de governo, colaboramos com a administração em vários setores, auxiliando colegas de trabalho em seus afazeres e promovendo setores e secretarias. Auxiliamos a coordenação municipal de Defesa Civil nos momentos mais difíceis da história de Ilhota, gerenciamos as principais redes sociais da prefeitura. Representamos o município em grandes fatos e acontecimentos, como a participação em todas as fases da Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente, onde pela primeira vez, Ilhota teve um representante eleito direto à etapa nacional do encontro que aconteceu em Brasília.

Fui conselheiro em importantes conselhos, como o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, onde representei como titular o gabinete do prefeito, o Conselho da Alimentação Escolar – CAE, na cadeira de suplente. Estive também com conselho do FUNDEB e representei o governo na Comissão Intermunicipal de Segurança Pública da região da foz do rio Itajaí. Na vida comunitária, presidimos o Conselho Comunitário de Segurança – Conseg por três anos, onde adquirimos muitas conquistas ao município.

Criamos a Assessoria para Assuntos da Juventude, um órgão governamental que visa atender as demandas da juventude ilhotense, com a finalidade de assessorar, planejar e acompanhar a execução das políticas públicas voltadas aos jovens e suas ações visam à promoção dos direitos da juventude e a viabilização de espaços permanentes de participação. A visão geral da Assessoria da Juventude, não era ser o único espaço de execução da política, mas a interdisciplinaridade deve estar presente nas políticas executadas pelas demais secretarias, departamentos, fundações e autarquias municipais de forma que se possa construir uma gestão com a “cara” da juventude. Realizamos inúmeros encontros, políticas públicas e fomos, como gestor da pasta, delegado a Conferência Nacional de Juventude, em Brasília.

Continuarei ativo na política, mas agora em outra fase, ou melhor, em outro lado, mas continuarei firme em meus propósitos e convicções, afinal, todos têm suas virtudes e essas foram as minhas. Fiz o que pude, e acredito que foram benéficas a coletividade. Sentirei saudades daquilo que eu fiz, e quem sabe um dia, poderemos voltar.

A todos que fizeram parte desta etapa da minha vida, um grande abraço! Espero que possamos nos reencontrar e trabalhar juntos novamente no futuro. Um feliz ano de 2013 a todos.