A polêmica filosofia da antirreprodução de David Benatar

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Benatar defende que agressividade, assim como inclinação à reprodução, é uma forma de expressão natural: ‘O que é natural e o que é moral ou eticamente desejável e recomendável são coisas diferentes’

David Benatar diz que poderia ser considerado “o filósofo mais pessimista do mundo” por sua convicção de que a vida é terrível e não vale a pena ser vivida.

Em seu livro Better Never to Have Been (Melhor nunca ter existido, em tradução livre), o diretor do departamento de Filosofia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, assegura que nascer é uma profunda desgraça. Por isso, para Benatar, que tem 51 anos, a humanidade deveria parar de procriar até que todos os seres humanos sejam extintos da Terra.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com o filósofo para entender em que se baseia a teoria de um dos maiores expoentes da corrente conhecida como “antinatalismo” – e para tentar saber como ele aplica os conceitos na própria vida.

BBC: Você pode por favor explicar o que a corrente conhecida como ‘antinatalismo’ defende?
David Benatar: O antinatalismo defende que não deveriam nascer novas pessoas no mundo.

BBC: Por que não?
David Benatar: Há várias razões, para mim. Uma delas é que nós não deveríamos dar vida para pessoas que no futuro vão enfrentar sofrimento. Há muitos argumentos a respeito, mas um deles é que há muita dor e sofrimento na existência humana. Por isso que é um horror trazer novos seres humanos ao mundo.

BBC: Mas também há coisas boas na vida…
David Benatar: Sim, também há coisas boas. Mas a questão é se essas coisas boas valem a pena ante a dor das coisas ruins. Me parece que com frequência as pessoas esquecem o quão ruins são as coisas ruins da vida.
Há numerosas evidências psicológicas de que a gente superestima a qualidade de vida, pensa que é melhor do que na verdade é. Outro erro frequente é pensar no futuro e não se dar conta da quantidade de sofrimento que muito provavelmente as pessoas terão no fim de suas vidas.
Pense em como as pessoas morrem, pense no câncer, nas enfermidades infecciosas, nas doenças. Há muito sofrimento ao final da vida, muito. E muitas pessoas se esquecem disso.

BBC: Mas se você estiver certo e efetivamente a vida for tão terrível, as pessoas deveriam sempre recorrer ao suicídio, não?
David Benatar: Sim, mas o suicídio, em primeiro lugar, tem um custo que você evitaria se não chegasse a nascer. Se uma pessoa não nascesse, se nunca existisse, evitaria passar por coisas ruins da vida.
O suicídio pode ser o menor dos males, mas segue sendo um mal. Mas mesmo que algo esteja mal, a pessoa segue querendo não morrer, a maioria continua com sua existência. Outro custo do suicídio é que ele gera dor e sofrimento nas pessoas que gostam de você.

BBC: Mas a reprodução é algo natural para o ser humano. O antinatalismo não é portanto antinatural?
David Benatar – Nem tudo que é natural é bom. Ficar doente, por exemplo, é algo completamente natural. Mas, mesmo sendo natural, as pessoas são aconselhadas a se tratar com remédios ou realizar cirurgias.
A agressão também é uma forma de expressão natural entre os seres humanos e outros animais, mas não parece uma coisa boa ceder a ela ou a outros tipos de impulsos naturais.
O que é natural e o que é moral ou eticamente desejável e recomendável são coisas diferentes.

BBC: Então, para você, o aborto é algo ética ou moralmente defensável?
David Benatar: Sim, naturalmente. O antinatalismo defende que é um horror trazer novas pessoas ao mundo, e o aborto é um dos meios para evitar isso.

BBC: Nós, seres humanos, não somos os únicos a sofrer, muitos animais levam vidas muito difíceis. O que fazemos com eles? Nós devemos exterminá-los para salvá-los da dor da experiência?
David Benatar: Há uma enorme diferença entre exterminar e se extinguir por morte natural. Exterminar seria matar, e não sou a favor de matar seres humanos nem animais. Talvez existam algumas raras exceções e cenários que poderíamos considerar.
Mas, no geral, não apoio que se mate pessoas ou animais. Mas sou a favor da extinção, e um dos modos de fazer isso seria não dar vida a novos seres.
No caso dos animais, há muitos que vivem em liberdade, que não são criados por seres humanos. Mas há muitos que são, como aqueles criados em granjas – que mantemos para matarmos depois e comer. A respeito deles, nós estamos provocando um sofrimento indizível, acho que não deveríamos criá-los. Nós podemos nos alimentar perfeitamente sem eles.

BBC: No lugar de extinguir a raça humana e de deixar de trazer novos filhos ao mundo, não poderíamos melhorar o mundo para que a vida seja menos dura?
David Benatar: Bom, eu creio que sempre estamos melhorando o mundo e que nós, que existimos, deveríamos sempre fazer de tudo para melhorá-lo.
Mas é excessivamente otimista pensar que vamos melhorar o mundo até o ponto de eliminar o sofrimento e que nossos filhos estarão livres de sentir a dor implícita à vida. Seria algo tão distante no futuro que implicaria muitas gerações, gerações que iriam sofrer a dor de terem sido trazidas a este mundo.
E sacrificar gerações em nome do futuro me parece algo indecente.

BBC: Sendo a vida tão terrível, por que você acredita que as pessoas decidem ter filhos?
David Benatar: Não sei. Muitas pessoas não sabem o que significa ter filhos, simplesmente os têm. A metade das crianças do mundo não são desejadas.
Há sim pessoas que pensam no assunto. Mas na maioria dos casos, os motivos que elas dão para ter filhos são baseados em seu próprio interesse: porque querem que seus genes passem para alguém, porque querem experimentar ter e criar um filho. Há quem inclusive fale em altruísmo: querem filhos pensando na comunidade, em satisfazerem o desejo dos pais de terem netos.
Mas, na maioria dos casos, creio que as pessoas simplesmente não se perguntam o que verdadeiramente significa ter um filho.
E não se perguntam porque é algo tão comum, tão natural, que acham normal a necessidade de gerar filhos. Poucas pessoas se questionam sobre as questões éticas de se trazer um ser humano ao mundo.

BBC: Mas se pegarmos por exemplo o caso de uma criança que acaba de nascer e que vá ter uma vida boa, plena e feliz. Não seria imoral privá-la dessa boa vida?
David Benatar: Bom, essa criança poderá ser feliz em alguns momentos específicos, isso não se discute. Mas quando de traz uma criança ao mundo não, ela não é gerada apenas para esses momentos felizes. Essa criança também vai envelhecer, ficará doente, vai morrer no futuro. Temos que pensar em sua vida por completo, e não apenas nos momentos agradáveis que viverá.
Pense: os bebês são infelizes muitas vezes, é só você ver quando eles estão chorando. Há muitas decepções e frustrações que eles têm de enfrentar.
Mas inclusive se falarmos de uma criança genuinamente feliz, poderia ser um caso do que se chama de “preferências adaptativas” (preferências geradas em circunstâncias de restrição de oportunidades).
Pensemos, por exemplo, em um grupo de pessoas que educa outras para sejam seus escravos. Essas pessoas escravizadas então poderiam ficar com contentes e não se importar com sua condição de escravidão, porque elas foram criadas para pensar dessa forma.
Pois bem: eu seria contra a ideia, mesmo que as pessoas se sintam felizes.

BBC: Os pais, segundo seu raciocínio, são responsáveis pelo sofrimento de seus filhos venham a sofrer por terem decidido trazê-los ao mundo. Eles também são responsáveis pelo sofrimento dos filhos de seus filhos e de seus bisnetos, e assim sucessivamente?
David Benatar: De certa forma, sim, indiretamente. Não que tenham responsabilidade completa – ela só pode ser atribuída a quem teve seus próprios filhos. Mas quando alguém decide se reproduzir, deve saber que está criando outros potenciais reprodutores. E, se alguém pensa em todas as gerações, que seguem uma decisão reprodutiva, ele percebe a grande responsabilidade que isso (ter filhos) implica.

BBC: Você acredita que sua ideia de parar a reprodução para que a humanidade seja extinta poderá ter êxito um dia?
David Benatar: Não, não creio, ao menos em grande escala. Eu acho que haverá alguns indivíduos que vão decidir não procriar, conheço alguns deles. Por isso considero que o antinatalismo pode ter êxito em pequena escala. Mas acho que mesmo assim é importante, porque muita gente será poupada do sofrimento por não ter vindo ao mundo.
Não sou um ingênuo, não creio que minhas ideias convençam o mundo todo. Mas acredito fortemente que o que digo é verdade. Gostaria que as pessoas pensassem melhor sobre o que significa ter filhos.

BBC: Quando você decidiu abraçar o antinatalismo?
David Benatar: Sempre pensei de maneira parecida, mas desenvolvi essas ideias ao longo dos anos. A ideia básica para mim é óbvia, mas não sei se para os outros também é.

BBC: Você lamenta estar vivo?
David Benatar: Não gosto de responder perguntas pessoais. Prefiro falar sobre conceitos e ideias.

BBC: Você censura seus pais por te trazer ao mundo?
David Benatar: Talvez você queira olhar a dedicatória de meu livro.

BBC: Sim, eu li. Está escrito: ‘A meus pais, apesar de terem me dado a vida’.
David Benatar: Então você já sabe. Não tenho mais nada a dizer a respeito.

BBC: Última pergunta: você tem filho?
David Benatar: Essa é outra pergunta pessoal.

 

BBC Brasil

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A prática mortal de pesca. Proteja os pescadores da escravidão moderna

A prática mortal de pesca filipino

Neste momento, um importante, a história angustiante está faltando no meio de relatos de escravidão moderna no sector das pescas. A mídia tem dado pouca atenção aos pa-aling – um método de pesca de alto mar perigoso. Homens – e até mesmo meninos – são feitos para mergulhar com equipamento improvisado de 100 pés para baixo para o fundo do oceano, colocando suas vidas em risco grave. Vamos invocar o secretário do Trabalho Philippine para criar medidas de proteção nacionais.

Qualquer pessoa à procura de peixe barato, fresco e saboroso nas Filipinas não terá qualquer dificuldade em encontrá-lo. Mas às vezes há uma terrível história atrás do peixe em nossos pratos. Homens e meninos que trabalham na indústria pesqueira são regularmente expostos a condições de trabalho que ameaçam a vida e exploram o trabalho forçado e a escravidão moderna .

Fórum Visayan têm vindo a trabalhar com as autoridades locais em uma região hotspot para os pescadores vulneráveis. Eles têm feito grandes progressos até agora, agindo em relatos de pescadores ser drogado para permanecer acordado e espancado quando se recusam a seguir as instruções.

O departamento do trabalho filipino prometeu iniciativas para reconhecer os direitos destes pescadores e protegê-los da escravidão moderna, mas ainda estamos à espera de leis e políticas que são desesperadamente necessários para garantir uma mudança positiva em todo o país. Mostre seu apoio para os pescadores sob ameaça agora, mergulho profundo para baixo para o fundo do oceano.

Infelizmente, os pescadores que não têm alternativas continuarão a ser atraídos e explorados através desta técnica de pesca. Mas podemos ajudar a protegê-los se o departamento do trabalho das Filipinas a liberar diretrizes de emprego que atendam aos padrões da lei ampliada contra o tráfico de pessoas.

Assine nossa petição e peça ao Departamento de Trabalho e Emprego que divulgue orientações específicas oficiais sobre a contratação, compensação e proteção dos pescadores pa-alistas.

Em solidariedade,
Visayan Forum Foundation

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Dez multinacionais controlam o mercado mundial de alimentos

As multinacionais do mercado mundial de alimentos

Esta é uma entre tantas consequências da globalização: um número reduzido de empresas multinacionais controla hoje uma parte importante do mercado mundial de alimentos.

O resultado é que essas firmas concentram uma enorme influência para determinar como a comida é repartida no mundo e qual a sua qualidade. Potencialmente, também têm a capacidade de determinar ações que podem ajudar a aliviar a fome no planeta.

Devido a esse poder de influência, a Oxfam, uma organização não-governamental baseada na Grã-Bretanha, está realizando há três anos uma campanha pública intitulada “Por trás das marcas” (Behind the Brands). O objetivo é discutir as políticas de compra de alimentos dessas grandes multinacionais – e a maneira como isso influi no mercado mundial de alimentos.

Controle da produção mundial de alimentos

Dez multinacionais controlam o mercado mundial de alimentos

As dez maiores empresas que estão no foco da campanha são Nestlé, PepsiCo, Unilever, Mondelez, Coca-Cola, Mars, Danone, Associated British Foods (ABF), General Mills e Kellogg’s.

Elas foram selecionadas por encabeçar mundialmente o volume de vendas do setor. A Oxfam diz que essas empresasfaturam juntas US$ 1,1 bilhão (R$ 3,4 bilhões) diariamente e empregam milhares de pessoas. Todas são europeias ou norte-americanas e dominam os setores de produtos lácteos, refrigerantes, doces e cereais, entre outros.

“Há uma ilusão de opções. Você vai a um supermercado e vê diversas marcas, mas muitas são das mesmas dez empresas,” afirmou Irit Tamir, da Oxfam América. Essas empresas operam em mercados globais em que a produção de alguns itens está concentrada em poucas empresas.

Irit Tamir aponta como exemplo três delas, que atuam na cadeia de valor do cacau: Mars, Mondelez e Nestlé. Elas controlam 40% do comércio mundial nessa área. Somente entre 3,5% e 5% do valor de uma barra de chocolate vai para o pequeno produtor rural, segundo a ONG. Enquanto isso, no setor de refrigerantes, Coca-Cola e Pepsi se tornaram as maiores compradoras de açúcar do mundo.

Resultados positivos

Oxfam

A Oxfam estimou o impacto das políticas dessas empresas sobre algumas variáveis: posse da terra, gênero, agricultores e trabalhadores, transparência, clima e água.

Assim, a ONG criou uma tabela de classificação da responsabilidade social na política de aquisição de alimentos dessas dez corporações. As atitudes positivas rendem pontos na tabela. Agora os ativistas estão fazendo campanhas para que as empresas minimizem o impacto que exercem sobre setores específicos.

“Pedimos que as grandes empresas do setor de chocolate tratem melhor as trabalhadoras,” contou Irit Tamar, a título de exemplo. A organização também pediu às empresas de refrigerantes que não tolerem conflitos de terra em relação ao cultivo de cana-de-açúcar. Já as firmas de cereais General Mills e Kellogg’s foram convidadas a reduzir o impacto climático de suas atividades.

Concentração crescente

Comida Enlatada

A boa notícia é que muitas empresas responderam bem à campanha, segundo a Oxfam. A evolução delas na tabela ao longo de três anos de campanha é positiva.

Em fevereiro de 2013, por exemplo, a empresa com melhor classificação entre as dez grandes, a Nestlé, tinha apenas 38 pontos de 70 possíveis. Em 2016, a pontuação da mesma companhia subiu para 52. As ações adotadas pelas empresas vão de políticas de transparência corporativa a estratégias de redução de danos ambientais provocados por cultivos, diz a Oxfam.

O fato de essas grandes empresas parecerem estar adotando políticas mais socialmente responsáveis é uma consequência positiva, pois espera-se que o poder dessas corporações continue aumentando no futuro. “Estamos presenciando cada vez mais concentração (de mercado) entre poucas empresas”, disse Tamar. “As grandes compram as pequenas”.

Com informações da BBC

Suposto Paciente Zero da AIDS é inocentado

Gaetan Dugas paciente zero HIV Aids

O canadense Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história. Sua fama era nada mais, nada menos que a de ter sido responsável por propagar o vírus da imunodeficiência humana (HIV) nos Estados Unidos.

Finalmente, a mesma ciência que o condenou agora revelou que não foi bem assim. Um estudo genético publicado na revista Nature limpou a reputação de Dugas, que ficou conhecido como o “Paciente Zero” da AIDS. Os exames mostraram que, na verdade, Dugas foi mais uma entre as milhares de vítimas infectadas pela doença na década de 1970.

O erro se originou de um mal-entendido que confundiu a letra O com o numeral zero. Um “paciente ó” era alguém infectado com vírus HIV de fora do Estado da Califórnia (out-of-California“, na sigla em inglês utilizada pela entidade Centros de Controle de Doenças dos EUA). Com o tempo, porém, a letra foi sendo confundida com o numeral, e Dugas passou a ser conhecido como o Paciente Zero – supostamente o primeiro a contrair a doença, no jargão médico.

“Gaetan Dugas foi um dos pacientes mais demonizados da história e um dos muitos indivíduos e grupos apontados como responsáveis por espalhar a epidemia intencionalmente”, disse Richard McKay, historiador da ciência da Universidade de Cambridge.

Dugas era homossexual e comissário de bordo da companhia Air Canada. Ele morreu em 1984 em decorrência de complicações por causa da Aids.

Paciente Zero

A expressão “Paciente Zero” é utilizada em referência ao histórico de algumas doenças – por exemplo, em relação ao primeiro caso do surto de ebola no continente africano. Mas no caso da Aids – a síndrome da imunodeficiência adquirida -, a disseminação ocorreu de maneira diferente.

A Aids começou a ficar conhecida em 1981, quando sintomas até então incomuns começaram a aparecer em homens gays. Mas os investigadores do estudo conseguiram ir além e analisaram amostras de sangue armazenadas como provas de hepatite na década de 1970 e concluíram que algumas delas já continham HIV.

A equipe da Universidade do Arizona desenvolveu um novo método para reconstruir o código genético do vírus nesses pacientes. Depois de avaliar 2 mil amostras de Nova York e São Francisco, os cientistas conseguiram achar oito códigos genéticos completos do HIV.

Isso deu a eles a informação de que precisavam para construir uma árvore genealógica do HIV e descobrir quando ele chegou aos EUA. “As amostras apresentam tamanha diversidade genética que não é possível que elas tenham origem no final da década de 1970”, disse Michael Worobey, um dos pesquisadores do estudo. “Podemos considerar as datas mais precisas sobre a origem da epidemia nos Estados Unidos por volta de 1970 e 1971.”

Fonte: Diário Saúde com informações da BBC

A mais recente tentativa da BBC para matar Fidel no Twitter

Fidel Castro em janeiro de 1959 (Foto do Arquivo de Assuntos Históricos do Conselho de Estado)

Em dezembro, Fidel Castro entrou para o Livro Guinness dos Recordes, porque tentativa de homicídio em 638 casos. Empresa em que os esforços da Casa Branca coordenadas, a Máfia, da CIA e exilados em Miami.

Eles não tiveram sucesso, apesar dos melhores assassinos contratados, comprou alguns amigos de Castro, armas contrabandeadas e bazucas, armas tornou-se câmeras, inventou venenos e presentes contaminados.

No entanto, o que esses especialistas falhou armados até os dentes que têm os meios de Miami. Guinness World Records realmente deve inscrever Castro também como a pessoa que morreu mais vezes … na imprensa.

Voltar na década de 90, em um jantar com um grupo de correspondentes estrangeiros, o então presidente Fidel Castro, ele disse ironicamente que os jornalistas tinha anunciado a sua morte, para que o dia em que acontece, ninguém acreditaria.

Foi pouco tempo na Flórida, tinha emitido um novo relatório sobre a sua morte, apesar de que reapareceu na abertura do ano letivo. Ele passou todo o pessoal da imprensa e nós embebido na chuva de vê-lo falar.

As fontes que se originam os rumores estão perto o suficiente para ele dar-lhes credibilidade e difundir o suficiente para nunca ser capaz de vê-los, são “militares de alta patente”, “parentes de dirigentes cubanos” ou “saúde dos membros da equipe de saúde.”

Mas as profecias dos exilados anti-Castro raramente se encontravam, o que não parece importar muito, é como apostar na co-criação, a capacidade de realizar desejos usando apenas o poder do pensamento.

Somos guiados por fatos estabelecidos, não publicar rumores de o Twitter , mas investigar, mas tudo que você tem a ver com a vida íntima, incluindo saúde cubanos líderes estão muito bem guardado segredo de Estado.

Em regra princípio a possibilidade de que ele havia morrido no início de dezembro, porque é muito improvável que seu irmão, o atual presidente, manter festividades de final de ano e todas as estações de rádio que você ouve música de salsa.

Também não podemos pensar em uma razão para ocultar a sua morte por um mês. O terremoto social e político já ocorreu há 5 anos atrás, quando seu secretário pessoal surpreendeu o país ao ler uma declaração do Comandante-em ceder todos os seus posts.

O engraçado é que, nessa ocasião, quando Fidel Castro realmente estava à beira da morte, havia rumores anteriores. Certamente que o verão, as fontes que a imprensa está dentro do governo cubano de Miami estavam em férias de Varadero.

Falhas jornalistas que iria salvar se nós nos concentramos em relatar o que está acontecendo e que devemos deixar aos astrólogos previsões maias. Muito mais se tem que escrever sobre um país tão imprevisível quanto Cuba.

Uma revolução verde acabou por ser vermelha, que os americanos estavam indo para derrubar alguns meses, até que viram mísseis russos espiou através das palmas. Nunca foi capaz de produzir mais leite do que a Holanda ou impedir “homem novo”, mas sobreviveu a caminhada colapso da União Soviética.

Este é um país de paradoxos em que um Papa excomunga o presidente e dois Papas visitar como se nada tivesse acontecido. Quando Fidel nunca iria demitir-se, Raul seria incapaz de manter o poder e os ortodoxos não tolerar reformas.

Para entender esta nação é fundamental reconhecer que aqui nada é o que parece, os salários não são a renda, os pobres estão desnutridos, o professor ganha menos de um goleiro e Saúde é o setor que dá mais dinheiro, apesar de ser livre.

É uma sociedade na qual as pessoas não roubar, mas “resolvido”, que não é o mesmo, mas o leigo vai olhar da mesma forma. Pessoas muito nacionalistas, no entanto, aceitar a liderança de generais e comandantes em guerras no estrangeiro.

E se é difícil compreender os acontecimentos da nação muito mais é de prever a data exata da morte de um de seus filhos. Por essa razão, mais inteligente e profissional parece estar a relatar o fato, quando temos a confirmação oficial.

Sentado à espera que a morte do adversário anunciar que uma e outra vez como porta-vozes para funeral humanamente antiético, jornalisticamente e politicamente baixa credibilidade significa uma confissão pública de seu próprio fracasso.

Por Fernando Ravsberg , Cartas de Cuba , blog da BBC

Tibet: O apelo por ajuda

Tibet. O apelo por ajuda

Há alguns dias, Palden Choetso saiu do convento, despejou gasolina sobre seu corpo e ateou fogo em si mesma enquanto pedia por um “Tibet livre”. Ela morreu alguns minutos depois. Desde o mês passado, nove monges e freiras se auto-imolaram como protesto contra uma crescente repressão chinesa sobre o pacífico povo tibetano.

Estes atos trágicos são um apelo desesperado por ajuda. Com metralhadoras em punho, as forças de segurança chinesa estão espancando e sequestrando monges, cercando os monastérios, e até mesmo assassinando idosos que defendem os monges — tudo isso em uma tentativa de suprimir os direitos tibetanos. A China restringe severamente o acesso à região. Mas se conseguirmos persuadir alguns governos a enviarem diplomatas e expor essa crescente brutalidade, poderemos salvar vidas.

Temos de agir rapidamente — essa situação horrível está saindo do controle por trás de uma cortina de censura. Cada vez mais temos visto que quando os próprios diplomatas são testemunhas das atrocidades, eles são motivados a agir, e aumentam a pressão política. Vamos responder ao apelo trágico de Palden e criar uma petição massiva para que seis líderes mundiais, que têm maior influência sobre Pequim, enviem uma missão ao Tibet e se posicionem contra a repressão. Assine a petição urgentehttps://secure.avaaz.org/po/save_tibetan_lives/?vl.

Os tibetanos estão sufocando com o estrangulamento feito pela China. Eles são impossibilitados de praticar sua religião livremente — fazer o download de uma foto do Dalai Lama na Internet pode levar um tibetano à prisão. E a situação fica cada vez pior na medida em que as tropas chinesas estão bloqueando os maiores monastérios, sequestrando monges e levando-os para programas de “re-educação patriótica”. Essa situação horrorosa está saindo do controle.

Desde o começo do ano, 11 monges e freiras atearam fogo em si mesmos e a cada protesto a China aumenta o controle. Para os tibetanos, as auto-imolações são um sacrifício bastante sério que revelam o seu nível de desespero. Eles acreditam que o suicídio têm um impacto devastador no ciclo das reencarnações e pode levar uma pessoa a regredir 500 vidas. Mas a situação do Tibet é tão horrível que os monges e freiras estão perdendo sua posição nesse ciclo em troca de esperança pela atenção internacional e liberdade para seus irmãos e irmãs.

O governo chinês não permitirá que jornalistas e ativistas de direitos humanos entrem na região — há algunas dias, jornalistas da Sky news e AFP foram expulsos da área. No entanto, diplomatas podem requisitar acesso. E, como vimos recentemente na Síria, são eles a melhor forma de conseguirmos relatos em primeira mão, de mostrar a China que o mundo está observando e de começar conversas políticas de alto-nível sobre os direitos humanos dos tibetanos.

Cabe a nós ativar o alarme global sobre a questão. Se conseguirmos que os EUA, Reino Unido, Austrália, Índia, França e a União Europeia envie uma delegação agora, eles podem pressionar a China por ação. Não temos tempo a perder — assine a petição urgentehttps://secure.avaaz.org/po/save_tibetan_lives/?vl.

Os membros da Avaaz apoiaram projetos que estão trazendo luz ao apagão de informações e defendendo a cultura tibetana e sua práticas religiosas. Mas a repressão impiedosa da China está aumentando. É hora de toda nossa comunidade se juntar para apoiar esse povo pacífico que está sacrificando suas próprias vidas em busca de direitos básicos. Vamos mostrá-los que o mundo não esqueceu os tibetanos.

Com esperança e determinação, Emma, Iain, Dalia, Ricken, Diego, Shibayan, Giulia, e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Crackers brasileiros são presos na Espanha

Quadrilha era especializada em falsificação de documentos e invasão de sistemas de segurança na internet.

De acordo com a BBC, a polícia espanhola prendeu nesta quinta-feira (22/9), na região da Catalunha, uma quadrilha brasileira especializada em falsificação de documentos e invasão de sistemas de segurança na internet.

Segundo a polícia, com a ajuda de um cracker, os acusados supostamente esvaziavam contas bancárias. Os falsificadores criavam carteiras de identidade e passaportes europeus. Com esses documentos, conseguiam números em operadoras de telefonia móvel, entravam nos sistemas das empresas e nas contas dos clientes. A quadrilha também fazia compras com o dinheiro roubado.

De acordo com os investigadores, o grupo era liderado por um cracker baseado no Brasil. O chefe era o responsável por organizar um esquema que lhes permitia fazer operações de fraude transferindo dinheiro de uma conta para outra. Dessa forma a quadrilha pirateou sistemas de bancos, operadoras de telefonia e lojas.

Dos 39 acusados de integrar o grupo, 30 já foram presos, sendo 21 deles brasileiros. Também foram detidos dois espanhóis, três chilenos e quatro paquistaneses. Outros nove brasileiros foram indiciados e se encontram foragidos. Todos os indiciados serão julgados na Espanha, podendo pegar penas que variam de três a nove anos de cadeia cada um, se condenados.

Mulheres sauditas vão poder votar e concorrer em eleições

 

Mulheres na Arábia Saudita devem poder concorrer e votar em eleições municipais, anunciou o rei Abdullah neste domingo.

Ele disse ainda que elas vão poder ser nomeadas para o Conselho Shura, órgão consultado em temas importantes no país. As medidas são reivindicação antiga de ativistas que lutam por maiores direitos para as mulheres na conservadora Arábia Saudita. Abdullah disse que os novos direitos devem passar a valer a partir do ano que vem.

Porque nos recusamos a marginalizar as mulheres em todas os aspectos que estão de acordo com a sharia (leis religiosas), decidimos, após consulta com nossos clérigos mais altos e outros envolver as mulheres no Conselho Shura como membros, a começar da próxima temporada,disse ele, na abertura da edição deste ano do órgão. ”As mulheres vão poder se candidatar nas eleições municipais e vão poder até votar”, completou.

Avanço

A analista da BBC  Emily Buchanan afirma que a medida e de importância extraordinária para as mulheres sauditas, que não tem permissão para dirigir ou sair do país desacompanhadas.

As eleições municipais são os únicos pleitos públicos na Arábia Saudita. Mais de 5 mil homens vão competir nas eleições municipais da próxima quinta-feira, a segunda já realizada no país, para eleger assentos nos conselhos locais. A outra metade dos assentos é nomeada pelo governo.

As próximas eleições municipais devem acontecer dentro de quatro anos.


Heróis Anônimos do 11 de Setembro – Documentário da BBC

O ataque terrorista contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001 ainda é pauta para reportagens em todo o mundo. O ato contra os americanos, em forma de protesto, levou à morte muitos inocentes naquele ano. Na época, o presidente George W. Bush afirmou que os EUA não teriam piedade e enfrentariam essa guerra contra o terror, a fim de se sentirem novamente seguros.

Já se passaram 10 anos desde o dia que o terror assolou os norte-americanos e histórias de pessoas anônimas vêm à tona, lembrando detalhes vividos por personagens comuns em meio a um ataque que levaria alguns à morte.

O ato de coragem de pessoas comuns chama a atenção pelo heroísmo e rapidez com que agiram naquele momento tenso e isso rendeu um documentário feito pela BBC “11 de setembro, Estado de Emergência”, contando narrativas até então não noticiadas. O cenário presidencial ou decisões do governo já são conhecidos, mas o que falar dos cidadãos comuns que precisaram ter um ato de coragem para sobreviver ou ajudar outras pessoas?

Veiculado no Brasil pelo Fantástico, o documentário mostrou uma face da história onde a ação de heróis anônimos foi revelada, inclusive com gravações reais, como o caso da aeromoçaque ao perceber que o avião em que estava havia sido sequestrado, acionou os controladores de voo, sendo a primeira pessoa a alertar a respeito de um ataque terrorista – ainda desconhecido naquele momento. O avião em que a aeromoça estava foi o primeiro a se chocar com uma das torres gêmeas, mas a informação de alguém que estava dentro do avião foi fundamental para posteriormente sabermos que não se tratou de um erro do piloto e sim de um atentado.

No prédio do World Trade Center a confusão se alastrava após o primeiro avião colidir com a torre. Todos queriam sair, mas um contador resolve voltar para buscar papéis, ainda no elevador ele é surpreendido por um forte barulho, o que aconteceu na torre vizinha, agora havia acontecido no prédio em que ele estava. Milagrosamente ele conseguiu sair do elevador e tentando sair do prédio encontrou uma amiga muito ferida. Para aquela senhora, o seu herói anônimo foi o contador que a ajudou a descer muitos andares, enfrentando os destroços que se colocavam como obstáculos.

Naquela manhã em Nova Iorque ser bombeiro era uma profissão de vida e de morte, entrar no prédio em chamas e salvar vidas podia ser sinônimo de perder a sua própria, mas não foi o que aconteceu com o bombeiro que entrou corajosamente para vencer a morte naquele dia. Apesar de ter ficado soterrado nos primeiros andares do prédio, após sua queda, ele conseguiu ser encontrado e salvo.

Com o cenário aéreo repleto de aviões, o chefe do controle aéreo toma a decisão importantíssima de que todos interrompam seus voos, assim, quem não obedecer mostra sinais de que outros aviões podem estar sequestrados também. Dessa forma, a ordem de que quatro mil aviões estivessem no chão foi um passo para desvendar quantos outros ataques estavam previstos para aquela manhã.

Um avião não obedeceu as ordens e continuou fora de sua rota e no ar. O piloto de F-16 foi orientado a derrubar o avião que estava cheio de passageiros inocentes. Ele não teve tempo de colocar o plano em prática, dentro do avião os passageiros possivelmente se rebelaram e evitaram uma tragédia ainda maior. Dois dos passageiros falaram com familiares minutos antes de o avião cair e informaram que sabiam que algo errado estava acontecendo. Ao serem informados pelos familiares de que ataques terroristas estavam acontecendo no país, entenderam que aquela era uma missão suicida e resolveram agir, colocando no chão o voo United 93 e encerrando suas vidas em prol de várias outras.

Seus nomes não são famosos, eles não eram celebridades nem autoridades do governo, mas suas decisões tiveram impacto naquele dia de terror que assolou a pátria.

http://www.mundodastribos.com/herois-anonimos-do-11-de-setembro-documentario-da-bbc.html

Vitória na brutal Bahrein!

Clique para assistir Ricken Patel da Avaaz entrevistado na CNN em Inglês

O regime brutal de Bahrein abre fogo contra protestantes pacíficos, prende enfermeiras e médicos para ameaçá-los, mas quer que o mundo acredite que está tudo normal. Eles trabalharam duro para trazer o prestigioso Grande Prêmio da Fórmula 1 de volta ao país. Então, faltando 48 horas para a decisão da Fórmula 1, Bahrein busca os E.U.A. por apoio e a Avaaz entra no circuito!

Em dois dias, praticamente 500.000 membros da Avaaz aderiram à campanha e, juntos, nós deixamos mais de 20.000 mensagens nas páginas das equipes de F1 do Facebook e Twitter. A equipe da Avaaz falou com o piloto lendário Damon Hill, que somou sua voz à mobilização. E a atenção da mídia engatou.

Mas os figurões da F1 decidiram seguir com a corrida. A campanha da Avaaz foi citada em milhares de artigos em todo o mundo (GloboNYTAFPReuters) e nossos porta-vozes foram entrevistados na CNN (foto à direita), BBC e outras grandes redes.

Então, a Avaaz obteve um relatório interno “vazado” da F1 que surpreendentemente conclui que em Bahrein “não há violações de direitos humanos” — revela-se que a F1 apenas conversou com o governo e visitou um supermercado! Nós lançamos nossa reação, dando partida a uma tempestade na mídia, e finalmente … as equipes da F1 em unanimidade opõem-se à data da corrida em Bahrein, forçando a F1 a cancelar a corrida de Bahrein em 2011!