China entra em 2020 com objetivos cruciais de ganhar a batalha contra pobreza no país

Xi Jinping dirige aos chineses mensagem de Ano Novo

Para Xi Jinping, 2020 é ano “crucial para ganhar a batalha contra pobreza” na China. O presidente chinês disse ainda que “o alarme soou. Devemos trabalhar em conjunto e duramente para assegurar a vitória na batalha”. No ano passado, mais de 10 milhões de pessoas saíram da pobreza em toda a China.

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou em discurso de Ano-Novo transmitido pelo Grupo de Mídia da China e pela internet que 2020 será o ano em que o país trabalhará pela erradicação da pobreza no país. Segundo ele, este é o ano “crucial para ganhar a batalha contra a pobreza”.

“O alarme soou. Devemos trabalhar em conjunto e duramente para assegurar a vitória na batalha”, disse Xi. “Em 2019, suamos e trabalhamos arduamente. Prosseguimos com esforços concretos rumo aos êxitos”.

A China fechou 2019 com crescimento econômico acima da média mundial e o PIB do país se aproxima de 100 trilhões de yuans. A renda per capita no país é de US$ 10 mil (70 mil yuans). No ano passado, mais de 10 milhões de pessoas saíram da pobreza em toda a China.

O capitalismo com caraterísticas chinesas

Bandeira da China

A economia chinesa é capitalista, embora tenha caraterísticas próprias. Os pontos fortes do capitalismo chinês são também as suas fraquezas. Este artigo é a segunda parte de uma série sobre a China como potência global. Parte I: A China é uma potência imperial à imagem do Ocidente?

A experiência da China com o socialismo foi caótica e não conseguiu realizar a ansiada transição para o desenvolvimento e a prosperidade. Quando o país rompeu com o socialismo e se aventurou cautelosamente no caminho do desenvolvimento baseado no mercado no mundo rural, no final da década de 1970, a China era uma das sociedades mais igualitárias do mundo. Também era bastante pobre, com mais de 30% da população a viver abaixo do limiar de pobreza, praticamente como as Filipinas naquela época.

Hoje, com um coeficiente de Gini – que mede o grau de desigualdade – de 0,50 ou mais, a desigualdade na China é semelhante à das Filipinas, mas a percentagem da população chinesa que vive na pobreza foi reduzida para cerca de 3%, enquanto mais de 20% da população filipina continua a ser pobre. A desigualdade aumentou, mas em relação a tirar as pessoas da pobreza, a China é considerada uma história de sucesso sem paliativos, provavelmente única no mundo.

A análise das principais caraterísticas e vulnerabilidades da economia chinesa contemporânea permitir-nos-á formar uma ideia da dinâmica e das perspetivas das relações econômicas da China com as Filipinas e o resto do sul global. Por exemplo, é fácil confundir o plano da Nova Rota da Seda (NRS) com um grande projeto destinado a estabelecer a hegemonia global da China, como muitas pessoas fizeram, se não se tem em conta o enorme problema do excesso de capacidade industrial do país, para cuja solução a NRS foi concebida. E o problema do excesso de capacidade não pode ser entendido sem se referir, por sua vez, a uma das caraterísticas centrais da economia chinesa: a descentralização das decisões econômicas, que deu lugar a um grande número de projetos que concorrem entre si, a muito desperdício e a uma tremenda sobrecapacidade.

A economia chinesa é capitalista, embora tenha caraterísticas próprias. Poderíamos qualificá-la de capitalismo com caraterísticas chinesas, parafraseando com mais precisão a descrição enigmática que Deng Xiaoping deu do seu projeto como socialismo com caraterísticas chinesas. Deng, pragmático sucessor de Mao e personalidade dominante da política chinesa, dirigiu a integração da China na economia capitalista mundial nas décadas de 1980 e 1990.

A atual economia da China tem quatro caraterísticas essenciais:

  • Está em grande parte liberalizada ou baseada no mercado.
  • Está em grande medida privatizada, ainda que com intervenção estatal em áreas consideradas estratégicas.
  • A sua vantagem competitiva radica numa produção orientada para a exportação, sustentada pela repressão financeira.
  • E está descentralizada, com uma ampla margem de manobra para a tomada de decisões à escala local, enquanto que a autoridade central dirige as estratégias e políticas macroeconómicas à escala nacional.

Liberalização

A liberalização, ou eliminação do controle estatal sobre a produção, a distribuição e o consumo, ocorreu em três etapas ao longo das décadas de 1980 e 1990. A reforma do mercado começou com a descoletivização e restauração de uma economia camponesa baseada no mercado no mundo rural no início dos anos 80, seguida por uma reforma das empresas estatais nas áreas urbanas e uma reforma de preços no final da mesma década. Nos anos 90, a reforma das empresas de propriedade estatal (EPE) foi acelerada com o objetivo de transformar estas empresas em empresas capitalistas orientadas para o lucro.

Ao longo destas fases, a principal metodologia consistiu, como explicou Ho-Fung Hung1, destacado estudioso da transformação econômica da China, “em descentralizar a autoridade de planificação e regulação econômicos e em abrir a economia, primeiro ao capital da diáspora chinesa na Ásia2 e depois ao capital transnacional de todo o mundo”.

Privatização com intervenção estratégica do Estado

Enquanto que os sinais do mercado procedentes da procura do consumo local e da procura global passaram a ser o fator determinante da atribuição de recursos, a mão visível do Estado não desapareceu, mas simplesmente tornou-se mais discriminatória. Ao abandonar a planificação central, o Estado chinês não seguiu o chamado modelo de desenvolvimento estatal do nordeste asiático, do qual o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan foram pioneiros, consistindo em restringir o investimento estrangeiro e favorecer as empresas nacionais.

Em contraste com isso, na China os setores não estratégicos da economia abriram-se à concorrência entre empresas privadas, locais e estrangeiras, enquanto que as áreas consideradas estratégicas do ponto de vista da segurança nacional, do interesse nacional e da competitividade nacional no seu conjunto, foram sujeitos a uma importante regulamentação estatal, com controle de grande parte da produção por empresas de propriedade estatal (EPE) que, no entanto, podiam competir entre si até certo ponto. Por outras palavras, o governo permitiu o investimento direto estrangeiro em grande escala, para que as empresas locais tivessem acesso e pudessem disseminar a tecnologia estrangeira em toda uma gama de setores, mantendo o controle exclusivo e concentrando os recursos do Estado nos setores considerados vitais para o desenvolvimento do conjunto da economia.

Dada a retirada geral do Estado de boa parte da economia, justifica-se qualificar a economia política chinesa como “neoliberal com caraterísticas chinesas”, como faz o economista marxista David Harvey. Ainda que talvez possa ser melhor caraterizada como economia de mercado com ilhotas estratégicas de produção controladas pelo Estado e com uma ampla supervisão macroeconômica exercida pelo Estado central. Entre isto e a gestão centralizada da microeconomia por parte do Estado Socialista antes de 1978, existe um abismo.

Produção orientada para a exportação com repressão financeira

Embora a maior parte da produção nacional fosse destinada ao mercado local, o projeto estratégico da economia chinesa após a liberalização passava por uma rápida industrialização através da produção para a exportação, o que ficou refletido na noção de que a China se converteu na fábrica do mundo.

As exportações chegaram a atingir 35% do PIB no pico da primeira década deste século, um número que triplica o do Japão. A China tornou-se, nas palavras de Hung, a “plataforma de uma rede de produção mundial que começa nos centros de design nos EUA e na Europa; continua nos fabricantes de componentes especiais e matérias-primas no leste e sudeste da Ásia; e culmina na China, onde designs, materiais e componentes são montados em produtos acabados que são então enviados para todo o mundo”. (Nesta divisão de trabalho sinocêntrica, as Filipinas integraram-se como produtora de alimentos, fonte de matérias-primas e fornecedora de componentes industriais, como microcircuitos integrados para computadores).

Tornar a produção orientada para a exportação a espinha dorsal da economia significou limitar o crescimento do consumo interno, o que foi acentuado pela repressão financeira, ou seja, a taxa de juro gerada pelas poupanças dos consumidores manteve-se deliberadamente em níveis baixos, a fim de também manter baixas as taxas de juros dos empréstimos a empresas do Estado e empresas privadas envolvidas na produção para a exportação. De 2004 a 2013, a taxa média real de juro foi de 0,3%, extremamente baixa.

Uma terceira questão crucial para a produção industrial orientada para a exportação foi a política de manter baixo o valor do renmimbi em relação ao dólar. De 1979 a 1994, o renminbi depreciou-se constantemente em relação ao dólar, passando de 1,5 para 8,7, quando a China abandonou o antigo modelo da era Mao de substituição de importações e implantou um modelo de orientação para a exportação que exigia um renminbi desvalorizado que tornava as exportações chinesas competitivas nos mercados mundiais. Assim, em 1994, o renminbi foi desvalorizado em 33% em relação ao dólar, a que se seguiu uma estagnação de 8,3 renminbis por dólar nos nove anos seguintes, o que favoreceu muito a competitividade dos produtos chineses nos mercados mundiais.

Na sua guerra comercial com a China, o presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a China de “manipular a moeda”, supostamente para manter o valor do renminbi baixo e inundar os EUA com as suas exportações. No entanto, a maioria dos economistas diz que a China permitiu que as forças de mercado determinassem em grande medida o valor do renminbi desde há mais de uma década.

A quarta questão chave do modelo baseado na exportação, o seu “combustível indispensável”, segundo Hung, foi “a mão-de-obra massiva escassamente remunerada que foi libertada do mundo rural desde meados da década de 90”. Embora tenha havido um “ganho demográfico inesperado” na forma de um enorme excedente de mão-de-obra rural que permitiu à China tirar proveito dos baixos salários durante mais tempo do que outras economias asiáticas, este também foi o resultado das políticas governamentais que, em contraste com a década de 1980, transferiu recursos das áreas rurais para as áreas urbanas e gerou um êxodo contínuo da população rural, desde a década de 1990.

A combinação de uma política financeira favorável ao setor exportador, uma moeda subvalorizada e baixos salários da mão-de-obra foi uma fórmula que levou a uma avalanche de produtos chineses baratos em todo o mundo, o que se tornou profundamente desestabilizador não só para os setores industriais das economias do norte global, mas também para as do sul global, como México e Brasil, cujos níveis salariais eram mais altos. Nesses locais, a China não foi só uma fonte de importações que competiam com a própria produção, mas foi também uma causa de desindustrialização, já que algumas grandes empresas fecharam os seus centros industriais intensivos em mão-de-obra para transferir a produção para o sudeste da China, e outras simplesmente subcontrataram empresas chinesas, que contavam com mão de obra barata, para a fabricação dos seus produtos. Não é de estranhar, portanto, que o ressentimento da classe trabalhadora, que se espalhou em lugares como o chamado cinturão da ferrugem dos EUA, tenha podido ser capitalizado por Trump em 2016, com a sua retórica anti-chinesa na carreira para a presidência.

Autoritarismo descentralizado

Ao contrário da ideia generalizada de que o desenvolvimento da China é obra de uma direção centralizada, um dos seus traços fundamentais é, de facto, o seu caráter descentralizado. A descentralização tem sido um dos ingredientes mais importantes da fórmula de crescimento chinesa e remonta à década de 1990. A descentralização estimulou a intensa concorrência entre localidades quando Pequim, segundo um observador, “começou a avaliar os dirigentes locais à luz da rapidez com que crescia a economia sob a sua supervisão ”, e estes, por sua vez, “concorreram entre si para atrair empresas, oferecendo-lhes terras a baixo preço, isenções fiscais e mão-de-obra barata ”.

Basicamente comparável a uma transformação da burocracia numa “grande startup”, a descentralização pretendia dar um golpe decisivo na economia de comando e forçar as autoridades locais a tomarem nas suas mãos o processo de reforma, responsabilizando-as pela obtenção dos recursos necessários para o investimento e permitindo-lhes tirar proveito da bem-sucedida acumulação de capital.

Assim, as autoridades provinciais e locais contavam com uma elevada parcela de poder na interpretação e implementação das diretrizes estratégicas gerais emanadas de Pequim. A autoridade do governo central em matéria econômica foi deliberadamente enfraquecida e a sua função passou a ser a de ator indireto, centrado na gestão do cenário macroeconómico, como as taxas de juros e as políticas preferenciais no interesse de determinadas regiões e setores. De facto, a China foi qualificada como o “país mais descentralizado do mundo”, onde a parcela da renda que vai para as mãos dos governos locais é mais do dobro do que é comum nos países desenvolvidos e também é muito maior do que o que é típico dos países em desenvolvimento.

No entanto, é importante assinalar que a forte autoridade local e o seu controle dos recursos na acumulação de capital e no processo de desenvolvimento abarcou principalmente os setores não estratégicos da economia. Agentes importantes do poder central em todas as províncias foram algumas empresas propriedade do Estado em setores estratégicos designados, como energia, indústrias pesadas, ferrovia e telecomunicações, controladas diretamente por Pequim, embora, por sua vez, tivessem um alto grau de autonomia. No entanto, deve ser esclarecido que a maioria das 150.000 empresas propriedade do Estado (EPE) – e dois terços dos seus ativos – estavam sob o controle das autoridades provinciais e locais, não de Pequim.

A relação entre os governos locais e o centro foi oscilando ao longo dos anos entre a descentralização e a recentralização, e a fase mais recente aponta no sentido da recentralização, embora limitada, sob a atual liderança de Xi Jinping. Na maioria dos outros países, o grau de descentralização provavelmente teria causado um enfraquecimento sustentado do centro. No entanto, a China tem uma vantagem sobre outros países que faz com que o sistema funcione e não se imponham as forças centrífugas: a estrutura do Partido Comunista, paralela à estrutura governamental em todos os níveis e em todas as regiões. Embora permita conflitos entre fações, até certo ponto, a estrutura do partido e a sua disciplina interna são os que tornam possível o paradoxo do autoritarismo descentralizado.

A liberalização, a privatização acompanhada de uma intervenção estratégica em setores-chave, a industrialização orientada para a exportação, juntamente com a gestão da moeda pelo Estado, mais o autoritarismo descentralizado, foram os ingredientes do chamado milagre chinês. Eles são também os fatores que geraram os problemas que a economia enfrenta atualmente, questão que abordaremos no próximo artigo desta série.

Este conjunto de artigos está baseado no estudo recentemente publicado por Focus on the Global South com o título China: An Imperial Power in the Image of the West?(link is external), por ocasião do 70º aniversário da fundação da República Popular da China.

Notas

1. Ho-Fung Hung, sociólogo, professor associado na Universidade John Hopkins, Baltimore, Maryland, EUA.
2. Diáspora chinesa na Ásia – emigração chinesa a viver noutros países asiáticos.

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Por Walden Bello. Professor de Sociologia e administração na Universidade das Filipinas. Diretor fundador e atual copresidente do Conselho de Administração da Focus on the Global South, colunista de Foreign Policy in Focus. Artigo de Walden Bello publicado em Foreign Policy in Focus(link is external), traduzido para espanhol por Viento Sur(link is external) e para português por Carlos Santos para esquerda.net

 

 

A China é uma potência imperial à imagem do Ocidente?

Bandeira da China e dos Estados Unidos

Ao contrário do Ocidente, a China moderna raramente usa força bruta para acessar recursos ou expandir mercados – exceto, principalmente, no Mar do Sul da China. Este artigo é a primeira parte de uma série sobre a China como potência global.

Devido à geografia e à geopolítica, meu país, as Filipinas, encontra-se no meio de um conflito crescente entre os Estados Unidos e a China.

Como as linhas de trincheira que se estendiam do Mar do Norte através da França até a Suíça durante a Primeira Guerra Mundial, as linhas de frente desse conflito se estendem por terra e mar por mais de 4.200 quilômetros – da Coréia e Japão a Taiwan e Mar da China Oriental, e para as Filipinas e o mar da China Meridional.

Como a maioria das pessoas no sudeste da Ásia, os filipinos conhecem muito sobre um ator nesse conflito: os Estados Unidos, uma superpotência imperial cujas tropas hospedam em bases nominalmente filipinas. Embora eles estejam muito mais próximos geograficamente do outro ator, a China, eles sabem muito menos sobre isso.

O que é a China? E o que está acontecendo?

O que está claro, porém, é que os filipinos não gostam da República Popular da China. Eles o conhecem principalmente como um país poderoso, com um governo comunista que reivindica 90% de um corpo de água tradicionalmente chamado Mar da China Meridional – e, ultimamente, Mar das Filipinas Ocidental – e diz “foda-se” às ​​reivindicações das Filipinas e outros quatro países vizinhos.

Em particular, os filipinos sentem – justificadamente – que a China é um valentão que apreendeu duas formações marítimas que nos pertencem, Mischief Reef e Scarborough Shoal, que estão muito mais próximas das Filipinas do que da China, e que o fizeram em violação do direito internacional.

Mas, embora os filipinos não tenham muito carinho pela República Popular da China – e grande parte do resto do mundo também não -, há perguntas para as quais eles devem encontrar respostas confiáveis ​​para que possam chegar à estratégia apropriada para lidar com a questão. isto.

O grande motivo para filipinos, vietnamitas, malaios e indonésios é: Por que a China está se comportando dessa maneira grosseira e com grande poder no Mar do Sul da China? Isso levanta uma questão relacionada: a China é uma potência imperial como os Estados Unidos e outras potências ocidentais que a precederam como potências no cenário mundial?

Seguem outras perguntas relacionadas, como: Que tipo de economia a China possui? Será que realmente está se preparando para ser o próximo hegemon global? É realmente tão poderoso quanto está rachado? Qual é o histórico da China em sua relação com outros países do Sul global?

Neste e em outros artigos, procurarei esclarecer algumas dessas questões – e fornecer um guia com o qual os vizinhos da China podem formular uma estratégia para lidar com esse vizinho grande, ameaçador e ainda de muitas maneiras ainda misterioso.

China e dos Estados Unidos

Caminho da China para o capitalismo

Talvez a pergunta mais urgente seja: que tipo de sociedade é a China atualmente, pois a forma como a sociedade é organizada é um fator-chave de suas relações com o mundo externo. Se considerarmos as relações sociais de produção – a maneira como as pessoas organizam sua vida econômica – como centrais na formação de uma sociedade, a China é uma sociedade capitalista.

A China embarcou no capitalismo liderado pelo Estado depois que seus líderes sentiram que a construção do socialismo (ou o que os economistas marxistas chamavam de “acumulação socialista”) era muito cara em termos de vidas e falhou em proporcionar um rápido crescimento econômico que banisse a pobreza. Dizia-se que milhões de pessoas morreram na fome e deslocamentos após o Grande Salto Adiante de Mao Zedong na década de 1950.

Mas, embora as políticas econômicas de Mao fracassassem, o forte estado criado por sua revolução forneceu uma estrutura política poderosa para uma medida significativa de desenvolvimento independente na economia capitalista global a partir da década de 1980. Esse era um ativo que faltava nos países em desenvolvimento que não haviam passado por uma transformação revolucionária.

As relações de mercado foram introduzidas pela primeira vez no campo, levando à prosperidade camponesa na década de 1980. Então, nos anos 90, a vanguarda da economia tornou-se industrialização orientada para a exportação, centrada nas cidades.

A chave para essa estratégia foi o casamento de mão-de-obra barata fornecida por trabalhadores migrantes do campo e investimentos estrangeiros, sendo este último proveniente da capital chinesa e de Taiwan no exterior e depois de grandes empresas transnacionais dos EUA atraídas pelo que foi visto como o chamado ” Preço da China ”que outras economias em desenvolvimento, como Brasil, México e vizinhos do sudeste asiático da China não conseguiram igualar.

Como a China capitalizou de maneira diferente

Em contraste com as eras da Europa e dos Estados Unidos nas primeiras transformações capitalistas, a “acumulação primitiva de capital” da China nos últimos 40 anos tem sido relativamente pacífica.

Isso não significa que não houve violência estatal ou coerção direta, é claro. Houve a realocação de milhares de famílias camponesas para abrir caminho para a enorme barragem das Três Gargantas no rio Yangtze, bem como aquisições legalmente sancionadas de propriedades camponesas por autoridades locais com pouco dinheiro para o desenvolvimento urbano, uma prática que continua até hoje.

Ainda assim, a abordagem geral na primeira década da reforma foi promover a prosperidade camponesa. E enquanto o campo ficou atrás do desenvolvimento urbano desde os anos 90, os camponeses hoje se beneficiam de reformas como educação obrigatória gratuita nos primeiros nove anos, provisão de seguro básico de saúde e garantia mínima de renda. Não houve nenhuma violência massiva empregada de maneira geral contra camponeses e trabalhadores durante o período de transformação capitalista na Europa.

Houve, é claro, o massacre da Praça da Paz Celestial de 1989. Mas, embora a dinâmica da acumulação de capital tenha contribuído para o descontentamento popular, foi em grande parte a demanda por maior democracia política que desencadeou os protestos que encontraram uma resposta estatal violenta e indesculpável que provocou a morte de milhares.

Expansão global: o registro ocidental e a China

O contraste com a Europa e os Estados Unidos é ainda mais claro quando se trata da expansão da China globalmente a partir dos anos 90. Não houve violência de colonização ou intervenção militar que os estados europeus e o estado americano tenham visitado em outras sociedades durante seus períodos de expansão global.

A saída da China ao mundo em busca de matérias-primas e mercados ocorreu na era da globalização impulsionada pelas empresas, quando os EUA e a Europa estavam derrubando barreiras comerciais por meio da Organização Mundial do Comércio, à qual a China aderiu em 2001. Na medida em que coerção, formal ou informal, foi usado para liberalizar o comércio global por meio da OMC; foram os Estados Unidos e a União Européia que o implantaram. A China simplesmente se recostou, por assim dizer, a aproveitar os benefícios da liberalização do comércio, enquanto outros países, incluindo, paradoxalmente, o principal defensor do livre comércio, os Estados Unidos – estavam presos aos seus custos à medida que mercadorias chinesas baratas entravam e deslocavam suas indústrias e comunidades.

Por que é importante apontar esse contraste no uso da força? Porque para muitos analistas, marxistas ou ortodoxos, o uso da força para garantir colônias ou dependências formais ou informais é uma das marcas registradas essenciais do imperialismo. No mundo da China, simplesmente não é possível encontrar equivalentes da violenta disputa por colônias que as potências ocidentais perseguiram no final do século 19 na África, nem exemplos da diplomacia de canhões que tanto a Grã-Bretanha quanto os EUA recorreram na América Latina. séculos 19 e 20 e até hoje.

Houve casos de abuso de trabalho, destruição ambiental e preferência dos chineses por trabalhadores locais, que serão analisados ​​mais detalhadamente mais adiante na série, mas não há nada no registro da China que corresponda às ações secretas da Agência Central de Inteligência para derrubar Jacobo Arbenz na Guatemala, Mohammad Mossadegh no Irã e Salvador Allende no Chile na segunda metade do século XX.

Os vizinhos da China têm pouco medo de a China se mobilizar para intervir no caso de uma disputa de investimento – não apenas porque a China não tem capacidade militar para fazê-lo, mas porque a intervenção simplesmente não faz parte do repertório diplomático econômico da China.

Por exemplo, o exército da China estava do outro lado da fronteira, mas o governo Thein Sein em Mianmar nem sequer considerou a perspectiva de intervenção militar quando cancelou abruptamente a construção da represa Myitsone, financiada pela China, em 2012. De fato, quando Yangon abriu Até o mundo em 2011, Pequim reconheceu que perdeu grande parte da influência econômica que havia acumulado durante o período de isolamento de Mianmar, mas nunca houve qualquer consideração de sua parte em restaurar sua posição de destaque por força ou intimidação.

O desdobramento da força também não foi divertido quando dois países vizinhos, Paquistão e Nepal, cancelaram projetos de bilhões de barragens que os dois governos haviam realizado com empresas estatais chinesas – no primeiro caso por causa de condicionalidades questionáveis ​​e no segundo por causa da falta de licitação competitiva.

Por outro lado, países latino-americanos, como a Venezuela, sempre consideraram a possibilidade de intervenção dos EUA – não apenas pela diplomacia direta com armas de fogo, mas por ações e apoio encobertos às forças da oposição quando nacionalizam empresas americanas ou adotam políticas econômicas progressivas não sancionadas por os EUA

Isso não significa que a China nunca tenha usado a força em suas relações externas. Embora, como será mostrado mais adiante, seu envio de armas tenha sido amplamente desencadeado por questões relacionadas a fronteiras.

O uso da força pela China para garantir vantagens e recursos econômicos de seus vizinhos tem sido raro. E é exatamente por isso que seu comportamento recente no Mar da China Meridional, onde seu emprego da força parece ser motivado não apenas por considerações de segurança relacionadas às fronteiras, mas também por aquisições econômicas e de recursos, afasta-se tão surpreendentemente da norma que exige uma explicação .

Isso significa que a China está se tornando uma potência imperial à imagem do Ocidente, onde a força precedeu ou foi rápida na esteira da expansão econômica? Essa é uma pergunta que será explorada mais adiante nesta série.

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Esta série é baseada no estudo recentemente publicado pela Focus on the Global South intitulado China: Uma potência imperial na imagem do Ocidente? por ocasião do 70 º aniversário da fundação da República Popular da China este ano. O colunista do FPIF Walden Bello é diretor fundador e atual co-presidente do Conselho de Foco no Sul Global. Ele é o autor ou co-autor de 26 livros e monografias. Como membro da Câmara dos Deputados das Filipinas de 2009 a 2015, ele escreveu a resolução renomeando o Mar da China Meridional como Mar das Filipinas Ocidental, uma recomendação adotada pelo governo nacional.

Fonte

A confissão forçada com a idade de 70 anos

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8 de maio de 2014, na China, uma mulher de 70 anos de idade fez sua confissão no canal estatal China Central Television (CCTV). De um tom hesitante, ela diz ela “Um grande erro” e “admitiu” sua “culpa”. Seu rosto está desfocada, mas a sua voz reconhecível, entendemos que esta mulher é Gao Yu, famosa jornalista chinês conhecido por sua coragem e independência, desaparecido desde abril.

Entre seus amigos, ninguém acreditava que era possível para extrair confissões a este repórter tenaz que recebeu inúmeros prêmios durante sua carreira de 35 anos. No entanto, agora, sentado em uma cadeira de ferro em uma sala de interrogatório de um centro de detenção, ela fala, o rendimento de estresse para chantagear as autoridades que ameaçaram sua prisão filho. Acusado de “Divulgar segredos de Estado”, Gao Yu enfrenta a vida que ela já passou sete anos atrás das grades.

Na China, informando seus concidadãos prova tão perigosa como a repressão é violenta. Todos os dias, a equipa dos Repórteres Sem Fronteira identifica e denuncia abusos contra os jornalistas, especialmente na Ásia, onde eu tento ajudá-los através da organização de mobilização.

A tarefa é enorme, as muitas necessidades: fazer uma doação a organização Repórteres Sem Fronteiras. Confira!

😀

25 anos após Tiananmen, o protesto na Praça da Paz Celestial em 1989

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Repórteres Sem Fronteiras

Você não esqueceu este 04 de junho de 1989, quando, na Praça Tiananmen, o exército chinês esmagou em sangue “Primavera chinês”, que exigiu a liberdade e a democracia.

Vinte e cinco anos depois do massacre, os cidadãos chineses são privados de seus direitos mais básicos. Aproximando-se do aniversário desta data trágica, prisões de jornalistas e blogueiros está crescendo. O governo chinês revive a tradição sinistra de “confissões públicas”, como na época de Mao.

Mostrar estes chinês liberdade amorosa que eles não estão sozinhos, que nós compartilhamos as suas esperanças e estamos comprometidos em apoiá-los. Juntamente com uma só voz ao assinar nossa petição pedindo ao governo da República Popular da China aplicar a sua própria constituição, que garante a todos a liberdade de imprensa.

Meu nome está nesta lista . Qual será seu?

Christophe Deloire, secretário-geral da RSF

 

Conheça um pouco da história

Protesto na Praça da Paz Celestial (Tian’anmen) em 1989, mais conhecido como Massacre da Praça da Paz Celestial, ou ainda Massacre de 4 de Junho consistiu em uma série de manifestações lideradas por estudantes na República Popular da China, que ocorreram entre os dias 15 de abril e 4 de junho de 1989. O protesto recebeu o nome do lugar em que o Exército Popular de Libertação suprimiu a mobilização: a praça Tian’anmen, em Pequimcapital do país. Os manifestantes (em torno de cem mil) eram oriundos de diferentes grupos, desde intelectuais que acreditavam que o governo do Partido Comunista era demasiado repressivo e corrupto, a trabalhadores da cidade, que acreditavam que as reformas econômicas na China haviam sido lentas e que a inflação e o desemprego estavam dificultando suas vidas. O acontecimento que iniciou os protestos foi o falecimento de Hu Yaobang. Os protestos consistiam em marchas (caminhadas) pacíficas nas ruas de Pequim.

Devido aos protestos e às ordens do governo pedindo o encerramento dos mesmos, se produziu no Partido Comunista uma divisão de critérios (opiniões) sobre como se deveria responder aos manifestantes. A decisão tomada foi suprimir os protestos pela força, no lugar de atenderem suas reivindicações. Em 20 de maio, o governo declarou alei marcial e, na noite de 3 de junho, enviou os tanques e a infantaria do exército à praça de Tian’anmen para dissolver o protesto. As estimativas das mortes civis variam: 400 a 800 (segundo o jornal estadunidense The New York Times), 2 600 (segundo informações da Cruz Vermelha chinesa) e sete mil (segundo os manifestantes). O número de feridos é estimado em torno de sete mil e dez mil, de acordo com a Cruz Vermelha . Diante da violência, o governo empreendeu um grande número de arrestos para suprimir os líderes do movimento, expulsou a imprensa estrangeira e controlou completamente a cobertura dos acontecimentos na imprensa chinesa. A repressão do protesto pelo governo da República Popular da China foi condenada pela comunidade internacional.

No dia 4 os protestos estudantis se intensificam muito. No dia 5 de junho, um jovem solitário e desarmado invade a Praça da Paz Celestial e anonimamente faz parar uma fileira de tanques de guerra. O fotógrafo Jeff Widener, da Associated Press, registrou o momento e a imagem ganhou os principais jornais do mundo. O rapaz, que ficou conhecido como “o rebelde desconhecido” ou o homem dos tanques” foi eleito pela revista Time como uma das pessoas mais influentes do século XX. Sua identidade e seu paradeiro são desconhecidos até hoje.

Seu nome no próximo álbum RSF

Precisamos do seu apoio para produzir o álbum das 100 fotos para a liberdade de imprensa com Ai Weiwei.

Ai Weiwei, o famoso dissidente chinês concordou em dar suas 100 melhores fotos Repórteres Sem Fronteiras para o novo álbum “100 fotos para a liberdade de imprensa”, cujo objetivo é financiar nossas atividades. Temos de levantar os fundos para fazer este álbum. Você também participar no projeto!

Como você pode ajudar? Com crowdfunding, símbolo de solidariedade e comunidade de produção, você contribui para o seu grau, tornando este álbum único e engajados. Para ter o seu nome na parede do álbum seguinte contribuintes RSF / Ai Weiwei:

I participar do projeto

Vamos nos unir! Temos 30 dias para levantar fundos. Seu nome no álbum, uma t-shirt “Predator”, uma assinatura de um ano para os álbuns… Muitas vantagens exclusivas que nos reservamos!

Em 1857, potências ocidentais atacam China dando início à Segunda Guerra do Ópio

Suspeito de contrabando, navio britânico Arrow é apreendido por soldados chineses

Conflito ocorreu em um contexto histórico de expansão do imperialismo; EUA, França e Reino Unido exigiam que chineses abrissem seu comércio à força.

A Segunda Guerra do Ópio foi um conflito armado entre Reino Unido e França de um lado e a dinastía Qing, da China, de outro, que teve início em 3 de março de 1857 com o ataque britânico à cidade de Guangzhou.

Os anos 1850 assistiram a um rápido crescimento do imperialismo. Alguns objetivos comuns entre as potências ocidentais consistiam em expandir seus mercados ultramarinos e estabelecer novos portos de escala. Em um esforço para ampliar seus territórios na China, o Reino Unido exigiu em 1854 que as autoridades da dinastía Qing renegociassem o Tratado de Nanquim. As demandas britânicas incluiam o exercício do livre comércio, a legalização da comercialização do ópio, abolição dos impostos a estrangeiros, supressão da pirataria, regulação do tráfico de coolies (trabalhadores semi-escravos) e a permissão do embaixador britânico residir em Pequim. A corte dos Qing repeliu as exigências apresentadas pelo Reino Unido, França e Estados Unidos.

A guerra pode ser vista como uma continuação da Primeira Guerra do Ópio (1839-1842). Em 8 de outubro de 1856, oficiais dos  Qing abordaram o Arrow, um barco de donos chineses, registrado em Hong Kong, suspeito de pirataria e contrabando. Doze chineses foram presos. O fato ficou conhecido como o Incidente do Arrow.

Oficiais britânicos em Cantão pediram a libertação dos marinheiros afirmando que como o navio havia sido recentemente registrado por britânicos estava protegido pelo Tratado de Nanquim. Quando se demonstrou que a alegação era débil, os britânicos insistiram  que os soldados dos Qing haviam insultado a bandeira. Em guerra com os insurgentes da Rebelião Taiping, os Qing não estavam em condições de repelir um ataque do Ocidente.

Após o Incidente do Arrow, no começo de março de 1857, os britânicos atacaram  Guangzhou a partir do rio das Pérolas. Depois de tomar os fortes cerca de Cantão, a armada britânica atacou a cidade. O Parlamento em Londres decidiu exigir compensação da China. França, Estados Unidos e Rússia receberam convite do Reino Unido para uma aliança. A França logo se uniu à ação britânica contra a China, provocada pela execução do missionário francês Auguste Chapdelaine, em Guangxi.

Britânicos e franceses uniram forças sob o comando do almirante Michael Seymour. Suas armadas atacaram e ocuparam no final de 1857. A aliança anglo-francesa manteve o controle de Guangzhou por quase quatro anos.

Em junho de 1858, terminou a primeira fase da guerra com o Tratado de Tientsin, no qual França, Rússia e Estados Unidos tomaram parte. Os chineses inicialmente se negaram a firmar o tratado que rezava: o Reino Unido, a França, a Rússia e os Estados Unidos teriam o direito de estabelecer delegações diplomáticas em Pequim, uma cidade fechada à época; dez novos portos seriam abertos ao comercio internacional, incluindo  Niuzang, Danshui, Hankou e Nanquim; o direito de todos os navios estrangeiros navegar libremente pelo rio Yangtsé; o direito aos estrangeiros de viajar livremente pelo interior do país; a China deveria pagar uma indenização ao Reino Unido e à França de 2 milhões de taeles de prata; além de uma compensação aos comerciantes británicos de 2 milhões de taeles de prata pela destruição de suas propiedades.

Em 1859, depois que a China se negou a permitir o estabelecimento de embaixadas em Pequim, conforme acordado no Tratado de Tientsin, uma força naval bombardeou os fortes localizados na boca do rio Hai He.

Em 1860, uma força naval anglo-francesa levou a cabo um desembarque em Pei Tang em 3 de agosto e um ataque bem-sucedido aos fortes de Taku em 21 de agosto. Em 26 de setembro, a força chegou a Pequim e tomou a cidade em 6 de outubro. Designado seu irmão, o príncipe Gong, como seu representante, o imperador Xianfeeng fugiu para o Palácio de Verão, em Chegde, mais ao oeste. As tropas anglo-francesas incendiaram, o palácio e o velho Palácio de Verão, depois de saqueá-los por vários días.

Os motivos da destruição do palacio de verão foram um tema de debate. Os britânicos alegaram que se tratava de desalentar os chineses de usar o sequestro como ferramenta de negociação, além de vingar-se do imperador por sua violação à tregua.

Ruínas do Palácio de Verão do imperador em Xiyanglou, na China, detruído por tropas britânicas e francesasHistoriadores ocidentais afirmam que a autorização dos britânicos para incendiar o palácio deveu-se à tortura e ao assassinato de quase 20 prisioneiros ocidentais. Os manchus da época haviam convertido a tortura em uma arte cruel que incluía a morte por meio de milhares de cortes na epiderme da vítima presa por uma espécie de jaqueta de arame; além da morte por mortificação, em que os membros eran separados do corpo, um a um. Historiadores chineses argumentaram que a destruição foi um encobrimento para os múltiplos saques.

O Tratado de Tientsin, firmado em julho de 1858, foi finalmente ratificado pelo irmão do imperador, o príncipe Gong, na Convenção de Pequim em 18 de ouutubro de 1860, enquanto as potências ocidentais ocupavam Pequim, pondo fim à Segunda Guerra do Ópio.

Convenção de Pequim submete China a indenizações humilhantesO comercio do ópio foi legalizado e aos cristãos foram concedidos todos os direitos civis, incluindo o direito à propriedade privada e o direito de evangelizar.

A Convenção de Pequim incluiu: abertura de Tianjin como porto comercial; cessão desse distrito ao Reino Unido; autorização aos navios britânicos de levar os chineses feridos aos Estados Unidos; indenização ao Reino Unido e à França de 8 milhões de taeles de prata a cada um.

Também nessa data

Quem souber o significado dessa imagem, por favor, comente

Quem souber o significado dessa imagem, por favor, comente!

Essa imagem está me lembrando muito a cena de Eva e a Serpente no Jardim do Éden. Será?

Pelo que eu pude perceber na imagem que foi postado na página do Vermelho à Esquerda no facebook, isso tem a haver com a abertura de mercado da China após a morte de Mao Tsé Tung (1976) com Deng Xiaoping? Será que acertei? Não sei, mas vamos aos fatos… e uma coisa é certa, isso tem muito haver com os reptilianos e mais e a nova ordem mundial. Esta imagem está repleta de simbolismo egípcio, entre outras…

Isso é sim o capitalismo, fruto dos planos dos Illuminattis, descendentes dos Repitilianos, pra começar a Nova Ordem Mundial. Cai o socialismo, no fundo uma grande fábrica, a chinesa com uma bolsa de grife, recebendo um dos símbolos do capitalismo do espectro capitalista somos nós,  o povo sendo seduzido pelos bons e velhos produtos de sempre, apenas mudou o rótulo. O lagarto representa uma espécie de uma “nova” ordem econômica dentro do país, a China, onde conota-se  a mutabilidade, que são os Illuminatis.

Mas o jardim florido é o paraíso dos comunistas e capitalistas onde todos estão juntos numa junção do novo governo mundial. O céu pode representar essa mudança dos tempos. Uma grande analogia à queda do homem, no momento em que a serpente induz Eva a comer a maçã. China é a Eva. Coca-cola é o fruto e a serpente é um repitiliano (iluminatti). A queda do homem, neste caso, seria a sucumbência ao capitalismo selvagem imposto pela nova ordem mundial.

Acrescentando alguns outros símbolos que percebi na imagem, o reptiliano e a serpente estão do mesmo lado, mas se apresentam como seres diferentes, logo coisas diferentes. A mão esquerda da chinesa denota o sinal de entrega dela ao capitalismo. Sua blusa, unhas e lábios vermelhos dizem claramente que é comunista. De quem são os outros rostos que aparecem na imagem? Não sei! Eu não sei o que significa exatamente, mas o sueter amarelo também é um símbolo, como no filme efeito borboleta.

Eu jamais ia chegar à conclusão do cara! Uma coisa de louco, mas vamos e viemos, isso é uma grande bola de merda infestados de moscas. Vivemos intensamente em um mundo conspiratório.

Não ao acordo comercial que pode matar o planeta

Não ao acordo comercial que pode matar o planeta

Nesse exato momento, uma reserva tóxica de petróleo — as areias betuminosas — quase do tamanho das reservas da Arábia Saudita (mas três vezes mais perigosa para as mudanças climáticas), está enterrada no norte do Canadá. A pressão da opinião pública já barrou duas vezes a construção de novos oleodutos para transportar esse veneno, mas agora temos um desafio maior.

Um novo acordo comercial, negociado secretamente entre China e Canadá, poderia dar o controle sobre as areias betuminosas a empresas chinesas e a chance de processar judicialmente o governo canadense caso este dificulte a exploração das areias com leis ambientais ou de saúde pública. O primeiro-ministro do Canadá, um homem conservador e próximo da indústria do petróleo, tem um histórico de negação das mudanças climáticas. E, agora, ele está usando essa tática para passar por cima da democracia, com consequências potencialmente devastadoras para o planeta.

Mas temos uma grande oportunidade: o acordo pode ser ilegal. Provavelmente ele será assinado nos próximos dias, ou em algumas semanas, e devemos estar prontos para quando isso acontecer. Se 20.000 pessoas se comprometerem agora a ajudar a contratar advogados de destaque, e financiar pesquisas e campanhas públicas, poderemos garantir uma reação rápida quando o governo canadense der o primeiro passo — a Avaaz somente processará sua doação se conseguirmos recursos suficientes para conseguir fazer dessa ação legal uma realidade. O clima do nosso planeta já está sob grave ameaça e a exploração das areias betuminosas poderia deixá-lo em situação ainda pior. Clique abaixo e comprometa-se com uma doação agora para defender o planetahttps://secure.avaaz.org/po/canada_fipa_pledge_en_nrc/?bYLqhbb&v=19839.

A exploração das areias betuminosas é prejudicial a todos nós: as emissões advindas desse material sujo são 35% maiores do que as do petróleo bruto e o processo para removê-lo da terra por si só emite três vezes mais poluição. A produção de um galão de petróleo (3.7 litros) envenena cerca de 130 litros de água doce. Isso sem contar que a exposição de mais uma enorme reserva de petróleo iria acelerar a destruição do nosso planeta.

É por isso que especialistas e ativistas de todos os lugares do mundo se juntaram na luta para barrar a construção dos oleodutos nos EUA e no Canadá, que retirariam essa lama tóxica do chão. Agora todas essas difíceis vitórias podem ser apagadas.

Já entramos em contato com um dos melhores escritórios de direito constitucional do Canadá e eles estão prontos para nos ajudar na luta contra esse acordo sujo. Mas será preciso um fundo legal poderoso para se opor aos bolsos gordos do governo, fazer campanhas para ganhar a atenção da opinião pública e garantir que deixaremos este óleo sujo enterrado. Vamos oferecer nosso apoio à essa causa agora. Então, se o acordo for consumado, estaremos prontos para reagir rapidamente e defender nosso planeta nos tribunais canadenses. Contribua para se juntar na luta pelo nosso planeta: https://secure.avaaz.org/po/canada_fipa_pledge_en_nrc/?bYLqhbb&v=19839.

Já enfrentamos o governo canadense antes e vencemos — golpeando uma rede de televisão do estilo da Fox News e derrotando tentativas de impedir que os membros canadenses da Avaaz fizessem campanhas durante as eleições federais. Essa é nossa chance de vencer uma batalha para a sobrevivência de todo o planeta contra um acordo de comércio que põe em risco as nossas águas, o ar e o solo.

Com esperança e determinação, Dalia, Ricken, Emma, Morgan, Rewan, Ari, Grant e toda a equipe da Avaaz.

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Anonymous

Anonymous

Ações de grupos hacktivistas e invasões patrocinadas por governos ditatoriais seriam os grandes responsáveis pelo crescimento.

De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Prolexic e encomendada pelo tablóide norte-americano USA Today, os ataques de negação de serviço (DDoS) – como os feitos pelos grupos Anonymous e LulzSec – cresceram nada menos que 70% nos primeiros meses de 2012, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Os pesquisadores descobriram que grande parte dos ataques foram bancados pelos próprios governos e realizados por hackers contratados por eles, muito embora a presença constante dos grupos hacktivistas na mídia sugira o contrário. Muitas das invasões foram patrocinadas por países centralizados como Mianmar, China, Coréia do Norte e Rússia, que estariam usando os ataques de negação de serviço para abafar discussões sobre democracia e direitos humanos.

Essa tendência teria se intensificado depois que plataformas de comunicação via internet se tornaram protagonistas dos levantes no Oriente Médio, nas revoluções que culminariam na Primavera Árabe. Nações ditatoriais teriam reforçado sua área de cibersegurança para evitar que seus cidadãos se engajassem em revoltas semelhantes.

Os ataques DDoS se caracterizam pela criação artificial de um número elevado de solicitações simultâneas a um servidor, que acaba por torná-lo indisponível. Com o surgimento e a posterior popularização do Anonymous, esse tipo de ataque se tornou comum em sites ligados a governos ou a empresas de atuação duvidosa.

Gente importante da área de tecnologia – como o criador do GNU/Linux e ativista do software livre Richard Stallman – já defende a organização de ataques DDoS como uma forma de protesto legítima para a era da internet.

Em um estudo da companhia de segurança Bit 9, divulgado em abril deste ano, 61% das 2000 companhias ouvidas se disseram bastante preocupadas com a possibilidade de que seus sites se tornassem alvos de ataque de negação de serviço.