Ministério Público catarinense quer explicações sobre repasse de verba do governo aos Gideões

Gideões

MP/SC solicita explicações sobre repasse de R$ 400 mil do governo aos Gideões . Secretaria estadual de Turismo destinou verba pública para a realização do congresso missionário em Camboriú.

O Ministério Público de Santa Catarina exige que a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte comprove como será utilizada a verba de R$ 400 mil enviada pelo Governo do Estado para o Congresso de Gideões, que começou neste fim de semana em Camboriú.

A procuradora-geral adjunta, Cibelly Farias, requereu cópias de todos os documentos apresentados pela Associação Rádio Paz do Valle FM, organizadora do evento. Se contabilizado o recurso do município — que não é repassado diretamente à organização, mas investido pela própria prefeitura em infraestrutura — o evento evangélico recebeu cerca de R$ 720 mil de dinheiro público.

O congresso, ligado à igreja Assembleia de Deus, é realizado anualmente, sendo considerado o maior da América Latina. No ano passado a procuradora Cibelly Farias recomendou que o Estado e o município não fizessem repasses, por que o edital de liberação não especificava como seria aplicada a verba.

O MP explicou que deseja garantir que o dinheiro seja usado somente em infraestrutura turística, uma vez que o argumento do Estado e da prefeitura é que o evento atrai turistas. Caso entenda que a destinação do dinheiro não cumpre as regras, a procuradora poderá recomendar o não pagamento.

Fonte Clic RBS

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Incêndio atinge fábrica de papel em Pedra de Amolar

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O acidente aconteceu em 18 de junho e foram usados mais de 60 mil litros de água para controlar o fogo.

A fábrica de papel na Pedra de Amolar em Itajaí sofreu um incêndio na madrugada desta quarta-feira. Os bombeiros continuam no trabalho de rescaldo do incêndio que consumiu cerca de 20 toneladas de papel. O combate começou por volta das 2h e durou até o início da manhã. Foram usados mais de 60 mil litros de água para impedir que o fogo atingisse o maquinário e a estrutura do prédio, localizado na Estrada Geral do bairro. Ainda não se sabe como o fogo começou e não houve feridos.

Crianças se arriscam nas ruas do Litoral Norte vendendo picolés

Flagrantes foram feitos durantes oito meses em Camboriú, Itajaí e Balneário Camboriú Menino foi flagrado em Balneário Camboriú vendendo picolé Foto: Rafaela Martins / Agencia RBS

O apito do carrinho de picolés ecoa alto pelas ruas. Mas o som que remete à gostosura típica da infância também é capaz de despertar amargas lembranças. Há dois anos tem sido assim para o filho de Maria*, moradora de Camboriú.

Aos 12 anos, quando trabalhava como vendedor de sorvetes, o menino foi atraído para uma obra, no Centro, e abusado por um estuprador. Conseguiu fugir e pedir ajuda, mas permanece assombrado pelo passado. Não é fácil para a família tocar no assunto. A mãe diz que o filho passou por auxílio psicológico, mas fala pouco a respeito.

Naquele mesmo ano, ele havia sido assaltado. Levaram tudo o que tinha. Depois disso, não deixei mais voltar a trabalhar. Meu filho mais novo quis vender picolé também, mas não deixei. Não consigo mais ficar sossegada, conta a mãe.

Histórias que exemplificam os riscos a que estão expostos pequenos vendedores de picolé se multiplicam no Litoral. Recentemente, outro menino da mesma idade foi encontrado pelos conselheiros tutelares sozinho, após ter passado a noite fora de casa. Havia gastado o dinheiro dos sorvetes em uma lan house e, sem ter como pagar ao dono da sorveteria, caminhou durante toda a madrugada, empurrando o carrinho vazio.

O trabalho expõe a criança à violência, não permite que ela desenvolva as capacidades intelectuais e que vire um profissional qualificado no futuro, o que terá grandes repercussões na vida dela, avalia a pedagoga Soraya Franzoni Conde, que baseou uma tese de doutorado em pesquisas sobre o trabalho infantil em Santa Catarina.

A equipe de O Sol Diário flagrou meninos que, no verão ou no inverno, perambulam pelas ruas de Balneário Camboriú, Camboriú e Itajaí vendendo picolés. Protegidos pela conivência dos adultos, passam despercebidos pela fiscalização e perpetuam, assim, uma das formas de trabalho consideradas mais degradantes e arriscadas na infância – de acordo com decreto do governo federal de 2008, que estabelece as piores formas de trabalho infantil.

Danos à saúde, riscos de acidentes e exposição à violência são perigos que cercam os pequenos vendedores de picolés. Pelo Conselho Tutelar de Camboriú, cidade onde são mais comuns as denúncias na região, passaram nos últimos dois anos meninos assaltados, desaparecidos e vítimas de violência sexual enquanto trabalhavam nas ruas.

Os nomes das crianças e de pais foram omitidos ou trocados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Fonte: Escrito por Dagmara Spautz [dagmara.spautz@osoldiario.com.br] para O Sol DiárioGaleria de fotos dos bastidores da reportagem.

Ilhota, 4 anos após o desastre de 2008

Tragédias de 2008 ainda estão presentes na vida de catarinenses. Assista ao vídeo da matéria que foi ao ar no domingo, dia 25 de novembro, no programa Estúdio Santa Catarina, abordando os quatros anos após do desastre ambiental do Complexo do Morro do Baú e cidades da região.

O oligopólio da comunicação

oligopólio da comunicação

Hoje, a comunicação se restringe, basicamente, a 11 famílias, a um grupo que seleciona o que será e o que não será “verdade” em nosso país. São verdadeiras capitanias hereditárias da mídia. Um oligopólio que mantém um poder inimaginável sobre os rumos da sociedade brasileira. Levante-se e lute pela liberdade da comunicação. Informe-se, atualize! Use as redes a favor da massa.

Na Pilha no Grito Rock Floripa

Matéria produzida para o programa Na Pilha – TVCOM catarinense de março de 2011. Muito massa!