Meu Mundo 2015

Meu Mundo 2015 Brasil

As Nações Unidas, em parceria com a Fundação World Wide Web e o Instituto de Desenvolvimento Internacional, bem como apoio de parceiros em todo o planeta, estão realizando uma pesquisa para saber quais são as prioridades das pessoas, entidades da sociedade civil, do setor privado, do governo e da comunidade científica na construção de um mundo melhor.

Os resultados desta pesquisa serão compartilhados com os líderes mundiais que definirão a agenda de desenvolvimento global pós-2015, que vai ampliar os resultados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, enfrentar as desigualdades que ainda persistirem e os novos desafios que afetam o planeta.

A ONU quer que esta nova agenda resulte de um processo realmente aberto e inclusivo, que envolva pessoas de todas as partes do mundo e de todos os grupos sociais e, por isso, está realizando uma pesquisa mundial intitulada “Meu Mundo”, criada como uma ferramenta para incluir a voz de todos neste diálogo global.

“Meu Mundo” é uma pesquisa de múltipla escolha que permite a todos dizer às Nações Unidas e aos líderes globais – e, em particular, ao Painel de Alto Nível do Secretário-Geral – quais devem ser os principais assuntos a serem tratados pela agenda pós-2015. “Meu Mundo” pergunta a cada pessoa quais são os seis temas, de um total de 16, que considera mais importantes para que a vida de todos seja melhor.

Para participar como indivíduo…

…basta acessar o site da pesquisa e dar sua opinião para a construção de um mundo melhor. Clique aqui e opine: www.myworld2015.org/?lang=pr. Compartilhe a pesquisa e suas escolhas com seus amigos e família e incentive-os a participar. Se você representa e/ou faz parte de entidade/associação/movimento da sociedade civil, do setor privado, do governo e da comunidade científica…

…preencha o questionário da Consulta Pós-2015, que contém duas perguntas de múltipla escolha e quatro perguntas abertas, que deverão ser respondidas e enviadas à Equipe da ONU por intermédio do escritório do PNUD no Brasil. Clique aqui para baixar o questionário.

As respostas e os dados gerados pelos questionários serão classificados de acordo com os grupos que representam e, ao final, será feita uma síntese das principais contribuições de cada grupo para o relatório final.

Envie seu questionário, comentários e dúvidas paraconsultapos2015@pnud.org.br ou para o endereço:

  • Consultas Pós-2015
  • PNUD/Casa das Nações Unidas no Brasil
  • Setor de Embaixadas Norte, Q. 802, Conj. C, Lt 17,
  • Brasília, Brasil, CEP: 70800-400

Só serão considerados questionários enviados até o dia 28 de fevereiro de 2013!

Participe! www.myworld2015.org/?lang=pr

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ONU lança campanha e pede opinião de todas as pessoas sobre o que é necessário para um mundo melhor

Meu Mundo 2015

As Nações Unidas, em parceria com a Fundação World Wide Web, e o Instituto de Desenvolvimento Internacional, com o apoio de parceiros em todo o planeta, está realizando uma pesquisa com todas as pessoas para saber quais são suas prioridades na construção de um mundo melhor.  Os resultados desta pesquisa serão compartilhados com os líderes mundiais que definirão a agenda de desenvolvimento global pós-2015, que vai ampliar os resultados dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, enfrentar as desigualdades que ainda persistirem e os novos desafios que afetam o planeta.

A ONU quer que esta nova agenda resulte de um processo realmente aberto e inclusivo, que envolva pessoas de todas as partes do mundo e de todos os grupos sociais e, por isso, está realizando uma pesquisa mundial batizada de “Meu Mundo”, criada como uma ferramenta para incluir a voz de todos neste diálogo global.

“Meu Mundo” é uma pesquisa de múltipla escolha que permite a todos dizer às Nações Unidas, e aos líderes globais – e, em particular, ao Painel de Alto Nível do Secretário-Geral – quais devem ser os principais assuntos a serem tratados pela agenda pós-2015. “Meu Mundo” pergunta a cada pessoa quais são os seis temas, de um total de 16, que considera mais importante para que a vida de todos seja melhor.

Não perca a chance de participar e dar sua opinião para a construção de um mundo melhor. Clique aqui e opine: www.myworld2015.org/?lang=pr

Dia 27 de janeiro é o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Rejeitando qualquer negação do Holocausto como um acontecimento histórico, na íntegra ou em parte, a Assembleia Geral adotou por consenso, em 2005, a resolução A/RES/60/7, na qual condena “sem reservas” todas as manifestações de intolerância religiosa, incitação, assédio ou violência contra pessoas e comunidades com base na origem étnica ou crença religiosa, onde quer que ocorram.

Este mesmo documento pede à ONU que designe o dia 27 de janeiro – aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau – como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e solicita aos Estados-Membros que desenvolvam programas educacionais para que a tragédia não seja esquecida pelas gerações futuras com o objetivo de evitar que atos de genocídios voltem a acontecer.

O tema deste ano – Resgate durante o Holocausto: a coragem de se importar – presta homenagem àqueles que arriscaram suas vidas e de suas famílias para salvar judeus e outros da morte quase certa sob o regime nazista.

“Algumas dessas histórias alcançaram destaque icônico – como a história de Raoul Wallenberg, um diplomata sueco que ajudou a salvar dezenas de milhares de judeus em Budapeste. Mas as histórias de muitos dos salvadores são conhecidas apenas por aqueles que se beneficiaram de seus atos corajosos”, lembra o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para Dia Internacional.

Leia a mensagem do Secretário-Geral

“Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas que não estavam de acordo com a ideologia pervertida de Adolf Hitler de perfeição ariana – judeus, ciganos e sinti, homossexuais, comunistas, doentes mentais e outros – foram sistematicamente perseguidas, presas e transportadas para campos de extermínio. Algumas foram assassinadas imediatamente, outras cruelmente forçadas a trabalhar até a morte. Todos os anos, no aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau, lembramos o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, para que nunca esqueçamos esses crimes.

O tema deste ano – Resgate durante o Holocausto: a coragem de se importar – presta homenagem àqueles que arriscaram suas vidas e de suas famílias para salvar judeus e outros da morte quase certa sob o regime nazista. As histórias dos salvadores são diversas. Alguns abrigaram as possíveis vítimas em suas casas, outros levaram famílias para a segurança ou ajudaram a obter os documentos necessários para escapar. No entanto, entre todos existe uma linha comum: coragem, compaixão e liderança moral.

Algumas dessas histórias alcançaram destaque icônico – como a história de Raoul Wallenberg, um diplomata sueco que ajudou a salvar dezenas de milhares de judeus em Budapeste. Mas as histórias de muitos dos salvadores são conhecidas apenas por aqueles que se beneficiaram de seus atos corajosos. A comemoração deste ano destina-se a aumentar esse registro histórico, e dar a esses heróis desconhecidos o destaque que merecem.

O “Holocausto e o Programa de Divulgação das Nações Unidas” produziu um pacote educacional sobre estes salvadores. Embora os atos de genocídio ilustrem as profundezas do mal a que os indivíduos e sociedades inteiras podem descer, os exemplos desses bravos homens e mulheres também demonstram a capacidade da humanidade para o bem, mesmo durante o mais escuro dos dias.

Neste Dia Internacional, lembremo-nos de todas as pessoas inocentes que perderam suas vidas durante o Holocausto. E deixemo-nos inspirar por aqueles que tiveram a coragem de ajudar, pessoas comuns que tomaram medidas extraordinárias para defender a dignidade humana. O seu exemplo nos pode ajudar a construir um mundo melhor

Para acompanhar o calendário de eventos em memória das vítimas do Holocausto, clique aqui.

Frei Betto recebe prêmio da UNESCO por sua contribuição para a justiça social na América Latina e Caribe

Frei Betto

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) concedeu a Frei Betto o Prêmio Internacional José Martí 2013, por sua  ”contribuição excepcional” para a construção de uma cultura universal de paz, justiça social e direitos humanos na América Latina e no Caribe. A escolha do brasileiro foi feita através da recomendação de um júri internacional.

“O laureado foi escolhido em reconhecimento a seu trabalho como educador, escritor e teólogo; por sua oposição a todas as formas de discriminação, injustiça e exclusão; e sua promoção de uma cultura de paz e direitos humanos”, disse (11) a agência da ONU em um comunicado de imprensa.

O Prêmio Internacional José Martí foi criado em novembro de 1994 pelo Conselho Executivo da UNESCO por iniciativa do Governo de Cuba e homenageia organizações e indivíduos que se destacaram  na causa da unidade e integração da América Latina e Caribe, com base no respeito às tradições culturais e valores humanistas. Também foi criado para aumentar a conscientização sobre os direitos humanos e a igualdade, particularmente entre os tomadores de decisão.

Autor de mais de 50 livros, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte, em 1944. Durante o tempo da ditadura militar no Brasil foi preso duas vezes, em 1964 e novamente de 1969 a 1973. O Prêmio homenageia o político e pensador cubano José Martí, importante figura na independência de Cuba da Espanha.  O Prêmio será entregue dia 30 de janeiro na cidade de Havana.

ONU pede debate social para proteção de mulheres na Índia após estupro de menina de 23 anos

Estupro da menina indiana

Expressando profunda tristeza com a morte de uma mulher de 23 anos de idade, cujo estupro coletivo na Índia provocou protestos em todo o país, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, chamou para “um debate urgente e racional” que vise acabar com violência contra as mulheres no país.

“O que é necessário é uma nova consciência pública e a aplicação mais eficaz e sensível da lei, no interesse das mulheres”, disse ela, em meio a relatos da mídia de que a Índia ficou em luto dois dias depois de a mulher, uma estudante de fisioterapia, morrer em um hospital de Cingapura por ferimentos internos causados por seus violadores.

“O público está exigindo uma transformação nos sistemas que discriminam as mulheres para uma cultura que respeite a dignidade das mulheres na lei e na prática”, observou ela, de acordo com um comunicado do Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) em Genebra.

A mulher teria sido atacada depois de embarcar em um ônibus na capital indiana, Nova Déli, com seu namorado, que também foi atacado e ferido, mas sobreviveu. Seis homens foram acusados tanto do estupro quanto do assassinato da mulher e podem enfrentar a pena de morte caso condenados. ”Por mais terrível que seja o crime, a pena de morte não é a resposta”, advertiu Navi Pillay.

A Alta Comissária da ONU destacou que o ataque foi o último de uma série de casos de estupro, um fato refletido nas estatísticas que mostram que estupros relatados aumentaram 25% entre 2006 e 2011. Navi Pillay também apontou que os ataques estão ocorrendo contra as mulheres de todas as classes sociais.

Enquanto a vítima de 23 anos era supostamente da classe urbana em ascensão da Índia, Navi Pillay citou o estupro coletivo em outubro de uma menina de 16 anos de idade, da designação Dalit — um agrupamento tradicionalmente considerado como “intocável”.

Pillay saudou o anúncio feito pelo Governo indiano de criar uma Comissão de Inquérito sobre a segurança pública de mulheres em Nova Déli e um painel judicial para revisão do quadro legislativo da Índia sobre a violência contra as mulheres.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também expressou (30) “profunda tristeza” pela morte da jovem indiana, de acordo com seu porta-voz. “Ele oferece suas sinceras condolências a seus pais, familiares e amigos, e condena veementemente este crime brutal“, acrescentou o porta-voz em um comunicado divulgado na noite de sábado, 29 de dezembro.

“A violência contra as mulheres nunca deve ser aceita, nunca desculpada, nunca tolerada. Toda menina e mulher tem o direito de ser respeitada, valorizada e protegida”, acrescentou o porta-voz de Ban Ki-moon.

Com apoio da ONU, Haiti avança na reconstrução após três anos do terremoto

Palácio Presidencial haitiano gravemente danificado por terremoto

O dia 12 de janeiro, fez três anos que o Haiti foi atingido por um terremoto que matou mais de 200 mil pessoas – a maior catástrofe natural já registrada nas Américas. Para lembrar a data, o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) produziu este vídeo sobre a atuação da ONU no país e os avanços alcançados desde 2010.

Cento e dois funcionários da ONU morreram no terremoto, a maioria deles integrantes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que atua no país desde 2004. Vinte das vítimas foram brasileiras – entre eles, o Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, Luiz Carlos da Costa.

A ONU não tem poupado esforços para apoiar o povo e o Governo e a população do Haiti na reconstrução do país. Centenas de quilômetros de ruas e estradas foram pavimentados; 80% dos escombros do terremoto foram recolhidos; pessoas com deficiência são atendidas em centros de reabilitação; mais de 470 mil empregos temporários foram gerados, 40% para mulheres; o número de pessoas vivendo em acampamentos provisórios baixou de 1,5 milhão para 358 mil; mais de 1 milhão de crianças têm agora acesso à educação gratuita.

Após o terremoto, o Haiti também sofreu com outros desastres naturais e com uma epidemia de cólera que matou quase 8 mil pessoas. Houve progressos, mas ainda há muito a ser feito para alcançar a paz e a estabilidade.

Veja mais imagens da Missão em: http://on.fb.me/ZN7sjO

2012 teve maior número de jornalistas assassinados, diz UNESCO

2012 teve maior número de jornalistas assassinados, diz UNESCO

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCOafirmou que 2012 foi o ano com mais assassinatos de jornalistas, 119, desde que se inciaram os registros em 1997.

Nos dez primeiros meses do ano passado, a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou até 100 assassinatos de jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação. Relatório da agência mostra que jornalistas também são feridos, violados, sequestrados e detidos ilegalmente. A UNESCO observou que menos de 10% de todos esses casos têm a condenação dos responsáveis. Apesar do perigo da guerra, a maior parte dos jornalistas mortos não estavam cobrindo um conflito armado, mas sim histórias dos locais onde vivem e sobre temas relacionados com a corrupção e outras atividades ilegais como crime organizado e drogas. A investigação midiática sobre direitos humanos e meio ambiente também estão se tornando perigosas.

Para acabar com a violência contra estes profissionais, uma junta de chefes executivos da ONU aprovou o primeiro Plano de Ação da ONU Sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, iniciativa liderada pela UNESCO. Com intuito de progredir com o plano e produzir estratégias concretas, ocorreu a segunda Reunião Interagências da ONU em Viena, nos dias 22 e 23 de novembro de 2012, organizada pela UNESCO, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Em 2011, foi estabelecido o dia 23 de novembro como Dia Internacional contra a Impunidade, pela organização Intercâmbio Internacional de Liberdade de Expressão (IFEX),em memória ao massacre de Ampatuan, Filipinas, em 2009, quando 32 jornalistas e profissionais da mídia foram assassinados.

ONU lança Retrospectiva 2012

ONU lança Retrospectiva 2012

Em 2012, as Nações Unidas passaram por diversas crises que testaram consistentemente a capacidade da Organização de reagir. Desde intensos fenômenos climáticos que deixaram milhares de mortos ou sem moradia até as contínuas crises no Mali, na Síria, no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo, entre outros países e regiões, a ONU precisou negociar a paz e aumentar a capacidade de resposta a acontecimentos inesperados.

Para lembrar alguns destes momentos, o Departamento de Informação Pública (DPI) da ONU lança nesta quinta-feira (27) a versão em português do vídeo com a retrospectiva 2012.

A obra aborda a dificuldade da Organização de acabar com a crise na Síria, envolvendo ataques do governo contra o próprio povo e a resposta armada de grupos rebeldes. “Precisamos parar com a violência e o fluxo de armas dos dois lados e começar uma transição liderada pela Síria o quanto antes”, declarou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. O vídeo lembra que o Conselho de Segurança não entrou em um acordo sobre o tema, postergando uma resposta mais enfática para a questão.

Em 2012, ocorreu no Rio de Janeiro a maior conferência já realizada pela Organização em toda sua História – a Rio+20 – com a presença de mais de 40 mil pessoas e 191 Estados-Membros. “Não podemos continuar a queimar e consumir o nosso caminho para a prosperidade à custa de pobres do mundo e do meio ambiente global”, disse Ban na ocasião.

Seção multimídia da ONU, em NY. (ONU/JC McIlwaine)A Retrospectiva também aborda o recente conflito entre o Governo de Israel e os palestinos em Gaza, que obrigou Ban Ki-moon a ir pessoalmente à região para buscar o cessar-fogo. Pouco depois, em novembro, uma resolução da Assembleia Geral elevou a Palestina ao status de Estado Observador não membro, em votação que contou com a ampla maioria dos votos dos países integrantes da ONU.

Na imagem, dois irmãos no campo de Kyein Ni Pyin, em Pauktaw, Estado de Rakhine, em Mianmar, durante a visita da Subsecretária-Geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos. Foto de 5 de dezembro de 2012. Crédito: ONU/David Ohana.

Brasileiro é eleito membro do Comitê dos Direitos da Criança da ONU

Brasileiro é eleito membro do Comitê dos Direitos da Criança da ONU

O brasileiro Wanderlino Nogueira Neto foi escolhido para compor o Comitê dos Direitos da Criança da ONU (Organização das Nações Unidas). O resultado da votação foi anunciado na tarde de terça-feira (18/12), na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Com 161 dos 189 votos, Wanderlino é um dos nove candidatos escolhidos para o comitê, que tem como função acompanhar a implementação das normas da Convenção dos Direitos da Criança, ratificada por 193 países, entre eles o Brasil.  Atualmente, o comitê é composto por dezoito membros.

Em conversa com a Agência Brasil, Wanderlino, que é procurador de Justiça aposentado, disse que estava bastante contente e que recebeu a notícia de sua eleição da ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Ele também descreveu função que terá no comitê. “Cada país deve apresentar, a cada dois anos, um relatório, dizendo o que vem fazendo para implementar a Convenção sobre os Direitos da Criança. O comitê aprecia estes relatórios e faz orientações e recomendações a cada estado-membro”.

O recém-eleito membro do Comitê dos Direitos da Criança disse que o Brasil ainda não remeteu o relatório para o órgão. “A ministra Maria do Rosário disse que fará isto até o final do ano,” observou.

Wanderlino também destacou que o comitê atua como uma espécie de júri. “Recebemos denúncias sobre as violações de direitos e apreciamos. Ao final, apresentamos nossas recomendações para que estas violações sejam resolvidas”.

Wanderlino é procurador de Justiça aposentado do Ministério Público da Bahia e foi coordenador do Grupo para Monitoramento da Implementação da Convenção sobre os Direitos da Criança da Seção Brasil. Atualmente, é membro do Cedeca-RJ (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro).

Em 2011, recebeu dois prêmios por sua atuação na defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes. O Prêmio Neide Castanha de Direitos Humanos, concedido pelo Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, e o Prêmio Direitos Humanos 2011, concedido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A sua candidatura foi apoiada pelas organizações que atuam na área, como o Fórum DCA (Fórum Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente) e a Anced (Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente).

“Para as organizações da área da infância, a eleição do Wanderlino é uma vitória. Sua candidatura foi construída a partir da indicação do movimento da infância, por sua trajetória. O Wanderlino foi integrante do Poder Público, é um estudioso e também é um militante da área da infância”, disse a coordenadora da Anced, Perla Ribeiro.

Ela também destacou o apoio do governo brasileiro à candidatura. “O reconhecimento do governo brasileiro contribui muito para a sua eleição, especialmente o trabalho realizado pela Sercretaria de Direitos Humanos e pelo Itamaraty que encamparam a candidatura”.

Entre os temas que devem ser abordados durante a passagem de Wanderlino pelo comitê estão as discussões sobre a ratificação do terceiro protocolo à Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovado pelas Nações Unidas em 2011. O texto do novo protocolo garante às crianças e seus representantes a possibilidade de recorrerem ao Comitê de Direitos das Crianças da ONU – por meio de comunicações – sempre que não tiverem seus direitos garantidos pelo Judiciário dos países onde vivem.

Entre 140 e 180 milhões de pessoas vivem com alguma deficiência nas Américas

Pessoas vivem com alguma deficiência

Cerca de 15% da população mundial – ou 1 bilhão de pessoas – vive com alguma deficiência, de acordo com o Relatório Mundial sobre Deficiência da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2011. Nas Américas, esse grupo é estimado entre 140 e 180 milhões de pessoas que enfrentam diariamente obstáculos que afetam sua saúde, acessibilidade e participação na sociedade.

No âmbito do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, observado ontem (3), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) lembrou que a prevalência das deficiências tende a aumentar nos próximos anos, em razão do envelhecimento da população mundial e do aumento global de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e distúrbios de saúde mental.

Algumas das barreiras relacionadas à saúde enfrentadas por pessoas com deficiência estão ligadas à ausência de políticas claras para lidar com a deficiência no setor de saúde e serviços inadequados de cuidados, principalmente no acesso à reabilitação e pessoal adequado.

Embora muitos países já tenham começado a tomar medidas para melhorar a vida das pessoas com deficiência, ainda há muito a ser feito. Entre as recomendações da OPAS para superar os obstáculos estão a formulação de políticas, programas e planos de saúde abordando a deficiência; tornar os sistemas de saúde mais abrangentes; investimento no desenvolvimento de serviços de reabilitação e prestação de colaboração técnica; e introdução de mudanças estruturais no contexto dos cuidados de saúde, além da utilização de equipamentos com características de design universal, fornecendo informações em formatos adequados e capacitando os recursos humanos.

Um exemplo de experiência bem sucedida nas Américas é o desenvolvimento de programas de detecção precoce e intervenção da deficiência e a implementação da estratégia de reabilitação baseada na comunidade. Além da implementação de normas de acessibilidade — com ênfase na estratégia de design universal — na maioria dos países da região e da assinatura de pactos sobre os direitos desse grupo, como a Política Andina de Atenção às Pessoas com Deficiência.

“A deficiência afeta todos os setores da sociedade e os políticos precisam reconhecer e promover a saúde e o bem-estar de todas as pessoas como um direito humano fundamental, independentemente de sua condição funcional”, disse o consultor regional sobre Deficiência OPAS/OMS, Armando Vasquez. “A partir desta perspectiva, deve-se criar uma nova cultura de respeito pela diferença e pela diversidade de promover a igualdade de oportunidades e de ética social e política”, acrescentou.