Correios lançam boletim orientações para compra online

Com o objetivo de minimizar transtornos para o consumidor nas compras internacionais online, os Correios lançaram um boletim com orientações para a importação de produtos por meio do comércio eletrônico. As regras se destinam ao consumidor que importa produtos, para seu uso pessoal ou para presente, sem finalidade comercial. Quem dá mais detalhes é José Furian Filho, vice-presidente de Logística dos Correios.

Anúncios

Frases de Darth Vader são mais famosas do que as de Shakespeare

darth vader

As frases mais célebres tiradas das obras de Shakespeare são menos memoráveis do que os dizeres dolorosamente cômicos de David Brent, do seriado britânico “The Office”, constatou uma pesquisa na quarta-feira.

Mais de um terço dos entrevistados para o estudo sabiam que foi Brent quem disse “aceite que há dias em que você é a pomba e outros em que é a estátua” na comédia premiada. Mas apenas um em cada dez entrevistados na faixa dos 25 aos 44 anos sabia que a frase “estamos no inverno de nosso descontentamento” é de “Ricardo III”, uma das peças mais lidas e representadas de Shakespeare.

“Júlio César”, de Shakespeare, também foi problemático. Alguns dos entrevistados acharam que quando Marco Antônio, na peça, se dirigiu a “amigos, romanos, conterrâneos”, queria lhes pedir dinheiro emprestado, em lugar de lhes pedir sua atenção. Outros pensaram que o poema “Daffodils”, de William Wordsworth, começa com o verso imortal “Eu vagava sozinho como … uma cabra” em lugar de “como uma nuvem”, a versão correta.

Apenas um em cada dez entrevistados sabia que Oscar Wilde declarou: “Sou capaz de resistir a tudo, menos à tentação”. Mas mais de dois terços sabiam que Darth Vader, em “Guerra nas Estrelas”, falou “se vocês conhecessem o poder do lado escuro…”

O ex-secretário da Cultura britânico Chris Smith disse que é preciso incentivar os jovens a ler os clássicos. “É compreensível que as pessoas se recordem de fontes contemporâneas mais do que dos clássicos”, disse ele. “Mas queremos garantir que elas também tenham consciência de algumas das maiores e mais duradouras obras escritas na língua inglesa”.

Feita com mais de 1.000 pessoas, a pesquisa foi encomendada pela lista telefônica Yellow Pages para promover um concurso escolar de poesia no Reino Unido que terá lugar em março.

Novo Código Florestal deve seguir para Plenário dia 22

Código Florestal

O relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) sobre o projeto de reforma do Código Florestal deve ser votado no próximo dia 22 na Comissão de Meio Ambiente (CMA), seguindo então para decisão final em Plenário. A previsão é do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSD-DF), que marcou a data depois de entendimentos com Jorge Viana.

O projeto tramita neste momento nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), onde é relatado pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC). A votação do relatório do senador catarinense está marcada para a próxima terça-feira, quando então a matéria seguirá para a CMA, última comissão antes do Plenário.

Conforme Rollemberg, Jorge Viana apresentará seu voto na CMA no dia 16, quando deve ser concedida vista coletiva e marcada a votação do texto para a semana seguinte, no dia 22. Assim como ocorreu nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura, também na CMA deverá ser feito acordo para que, após a leitura do relatório, emendas ao texto sejam feitas por destaque, o que regimentalmente evita novo pedido de vista.

Ajustes

O senador Jorge Viana (PT-AC) é autor do relatório sobre o projeto de reforma do Código Florestal, que deve ser votado no próximo dia 22 na Comissão de Meio Ambiente (CMA)

Rollemberg acredita que os entendimentos em torno do novo código estão praticamente concluídos, havendo espaço para poucas mudanças. Ele vê a possibilidade de alterações nas regras para as cidades e a inclusão de capítulo específico de proteção da agricultura familiar. O senador também aponta outros possíveis ajustes, como a inclusão de norma para a recuperação de Área de Preservação Permanente (APP) em rios acima de dez metros de largura.

O relatório de Luiz Henrique já prevê que, para rios com até essa largura, seja obrigatória a recomposição de apenas 15 metros de mata ciliar, e não 30 metros, que é a norma para APPs ripárias em rios com até dez metros de largura. Mas o texto é omisso quanto às regras de recomposição de matas nas margens de rios mais largos.

Audiências

Para subsidiar os senadores da CMA na votação da matéria, a comissão realizará três audiências públicas na próxima semana. Na quarta-feira, serão discutidas questões relativas às cidades; na quinta-feira, os senadores ouvem representantes dos comitês de bacias; e na sexta-feira, discutem a proteção das florestas.

Também visando ampliar o conhecimento sobre o assunto, será realizada uma visita ao Mato Grosso, quando os parlamentares conhecerão locais onde foram realizadas experiências bem sucedidas de recuperação de áreas de preservação.

Após a votação em Plenário, o projeto voltará para a Câmara dos Deputados, para exame das mudanças feitas pelos senadores. Os relatores Luiz Henrique e Jorge Viana trabalham para que as alterações contidas em seus votos sejam negociadas também na Câmara, para evitar a rejeição do texto. No mesmo sentido, o governo tem participado dos entendimentos, para que a Presidência da República não venha a vetar partes do projeto.

Por conta desses entendimentos, por exemplo, Luiz Henrique não acatou emendas para incluir na nova lei florestal incentivos econômicos para recuperação e manutenção de áreas florestadas. Como as fontes para o pagamento por serviços ambientais devem incluir recursos orçamentários, o governo quer tratar a questão em lei específica, a ser enviada ao Congresso.

Relatórios vão ajudar parlamentares a organizar propostas que alteram Código Penal

Justiça

A Subcomissão Especial de Crimes e Penas da Câmara recebeu nesta sexta-feira do Ministério da Justiça dois relatórios que vão ajudar os parlamentares a organizar as propostas que alteram o Código Penal e as leis penais de modo geral.

O primeiro relatório fez uma análise de cem propostas que tramitam na Câmara sobre o assunto.

Segundo o diretor de Elaboração Normativa do Ministério da Justiça, Gabriel de Carvalho Sampaio, foram encontradas, nessas proposições, mais de 830 alterações nas leis atuais.

A maioria delas busca o aumento de pena para determinados crimes e o fim da desproporcionalidade entre penas para delitos de menor e maior gravidade.

O relatório parte do pressuposto de que as leis aprovadas ao longo dos anos têm trazido desproporcionalidades nas punições, explicou Gabriel. Ele citou como exemplo o crime de furto e o de lesão corporal grave.

Ministério da Justiça apresenta relatórios para discutir a proporcionalidade dos crimes e das penas e o impacto para a sociedadeApesar da gravidade do segundo delito, os dois recebem a mesma pena: até oito anos de prisão. “Recebem o mesmo tratamento um crime que trata do patrimônio público e outro que trata da integridade física da pessoa.”

Para o presidente da subcomissão, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), a ideia é “olhar para o Código Penal e a legislação penal brasileira como um sistema e adequar as punições”.

O segundo relatório apresentado trata do princípio da insignificância, que já conta com jurisprudência no Supremo Tribunal Federal, mas ainda não foi tratado em lei específica.

O princípio prevê que o direito não deve se ater às condutas menores, que causam menores danos sociais ou materiais e sim, às condutas efetivamente danosas à sociedade. De acordo com Gabriel Sampaio, “são normas que incriminam condutas que não precisariam necessariamente de punição”.

Os relatórios pretendem levar a discussão à Comissão de Constituição e Justiça, órgão da Câmara ao qual a subcomissão é vinculada. “Servirá para discutir a proporcionalidade dos crimes e das penas e o impacto para a sociedade”, afirmou Gabriel Sampaio.

Steve Jobs: inimigo da colaboração

Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde esta quinta-feira, após o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.

Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.

A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.

O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso o que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo?

Essa pergunta torna-se ainda mais necessária quando sabemos que existem alternativas. Como escreve o economista da USP, Ricardo Abramovay, em resenha sobre o novo livro do professor de Harvard Yochai Benkler The Penguin and the Leviathan, a cooperação é a grande possibilidade deste nosso tempo.

“Longe de um paroquialismo tradicionalista ou de um movimento alternativo confinado a seitas e grupos eternamente minoritários, a cooperação está na origem das formas mais interessantes e promissoras de criação de prosperidade no mundo contemporâneo. E na raiz dessa cooperação (presente com força crescente no mundo privado, nos negócios públicos e na própria relação entre Estado e cidadãos) estão vínculos humanos reais, abrangentes, significativos, dotados do poder de comunicar e criar confiança entre as pessoas”.

Colaboração: essa, e não outra, é a palavra revolucionária. E Jobs não gostava dela.

Evo Morales acusa uso político de marcha popular

O presidente da Bolívia, Evo Morales, voltou a acusar um uso político da marcha realizada há quase dois meses contra a instalação de uma rodovia dentro do Território Indígena Parque Nacional Isiboro Securé (Tipnis), no leste do país.

Os inimigos históricos do movimento indígena agora aparecem como grandes defensores do movimento indígena quando lhes interessa politicamente. Antes era inimigos dos direitos da Mãe Terra e agora aparecem como defensores da Mãe Terra-, afirmou o presidente, em referência aos partidos opositores da chamada Meia Lua, que abrange os departamentos (o equivalente a estados) do Oriente boliviano. “Nas épocas passadas era golpe de Estado militar. E agora usam a nossos irmãos e alguns grupos com qualquer pretexto para que eles se aproveitem disso e outra vez se apropriem de nossos recursos naturais”, acrescentou.

A marcha dos povos indígenas de Tipnis foi retomada na última semana após uma interrupção por conta de repressão policial. O episódio provocou forte desgaste no governo nacional, que se viu na obrigação de afirmar que a ordem para a atuação repressiva não partira de nenhum integrante do alto escalão. Ainda assim, quatro deles deixaram os cargos – dois em protesto contra os fatos, dois para permitir a investigação, para a qual Morales convidou integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Unasul, em uma tentativa de minimizar o mal-estar e a deterioração da imagem internacional.

Durante discurso neste sábado, o presidente comentou ainda o protesto organizado por bolivianos em frente à Casa Branca para pedir uma atuação dos Estados Unidos no caso de Tipnis. “Estão pedindo uma invasão àBolívia e não é possível que nossos irmãos indígenas do Oriente boliviano sejam instrumentos para que a direita peça a invasão”.

Marcha se aproxima de La Paz

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirma que os protestos contra construção de rodovia em reserva indígena são usados para propaganda políticaEnquanto isso, a marcha chegou a Caranavi, a 140 quilômetros de La Paz. Os cerca de 2 mil manifestantes estavam escoltados por motos e foram recebidos com aplausos e saudações dos habitantes da cidade.

Os moradores saíram ao encontro dos índios na cidade de Sapecho, 20 quilômetros antes de Caranavi, onde entregaram a eles cobertores, roupas, alimentos e medicamentos, já que a partir de agora se iniciará a subida até os 3.600 metros de altitude de La Paz. “Esta extraordinária recepção nos enche de assombro e de felicidade. Agradecemos a solidariedade de nossos irmãos”, declarou Adolfo Chávez, principal dirigente indígena do oeste da Bolívia.

Por sua vez, uma das moradoras que deram as boas-vindas aos manifestantes, Daniela Alvarez, criticou a falta de esclarecimento do episódio da repressão. Ela ainda agradeceu “aos nossos irmãos pelo sacrifício que voltou a unir o nosso povo”.

Índia lança tablet “mais barato do mundo”

tablet Índia

A Índia apresentou na quarta-feira o que considera ser o tablet mais barato do mundo, destinado a estudantes, ao preço subsidiado de US$35.

O governo indiano está comprando as primeiras unidades do produto, chamado Aakash – que significa céu em hindi – por US$50  cada um, de uma empresa britânica que está montando os dispositivos na Índia. Os tablets, inicialmente, serão fornecidos gratuitamente aos estudantes, em um projeto piloto envolvendo 100 mil unidades.

Os ricos têm acesso ao mundo digital, os pobres e comuns têm sido excluídos. Aakash terminará com a divisão digital – disse o ministro das Telecomunicações e da Educação, Kapil Sibal.

DataWind, pequena empresa britânica que desenvolveu o tablet, disse que o custo será menor quando iniciar a produção em massa. Após a distribuição gratuita, o governo pretende vender os produtos aos estudantes por US$35 no próximo ano. A versão do tablet voltada ao varejo será comercializada por cerca de US$60.

Doação de órgãos é a esperança de uma nova vida para os transplantados

doação de órgãos significa uma nova esperança de vida para quem recebe o transplante e, para as famílias dos doadores, um sentido de solidariedade para com o próximo e de cumprimento às mais altas demandas divinas, na maioria das religiões existentes no mundo.

Cláudia de Souza Mamede engravidou pela primeira vez aos 23 anos. Antes mesmo que a pequena Karollyne viesse ao mundo, o coração da dona de casa dilatou, passou a ter dificuldades para bombear o sangue e ficou fraco. Em abril deste ano, ela entrou na lista de candidatos a um transplante de coração. Nove dias depois, um recorde no Distrito Federal (DF), um doador apareceu.

Eram umas cinco horas e pouco da madrugada de uma sexta-feira. Disseram que tinham um coração que poderia ser compatível. Fui para o hospital, tiraram umas oito ampolas de sangue e, 40 minutos depois, o resultado saiu – 100% de compatibilidade – contou Cláudia. Naquela mesma manhã, ela foi para a mesa cirúrgica.

Duas semanas depois de receber alta e ainda na cadeira de rodas, a vontade é apenas de retomar a vida e cuidar da filha, hoje com 5 anos. Cláudia recorda que, antes do problema cardíaco, não era favorável à ideia dedoação de órgãos.

Não achava certo retirar o coração, mesmo depois que a pessoa estivesse morta. A gente só sabe das coisas quando elas acontecem. Agora, o que puderem retirar de mim, podem retirar – disse.

O estudante Felipe Leal, 19 anos, sabe bem a importância da doação de órgãos. Aos 10 anos, começou a apresentar problemas de visão. Na época, os médicos insistiam que era apenas uma alergia. Alguns anos depois, ele recebeu o diagnóstico: sofria de ceratocone – doença degenerativa que compromete as córneas. Em 2010, entrou na lista de candidatos a um transplante.

No dia 30 de agosto, Felipe foi chamado para a cirurgia. Ainda com os pontos no olho esquerdo, o rapaz avaliou a nova chance que ganhou:

De 1 a 10, dou nota 8,5 para a minha visão. Mas ainda faltam dois meses de recuperação.

A doença também atingiu a córnea direita e o jovem tem consciência de que pode precisar de um novo transplante.

Ficava com medo de não dar certo. Hoje, tenho certeza de que vou enxergar – comemora.

“Deus quis assim”

A vontade de Felipe de se formar em educação física e trabalhar com grandes atletas só se tornou uma possibilidade graças a pessoas como Francisco Lopes Sousa, 39 anos. O garçom perdeu o filho de 17 anos há cerca de 40 dias. O menino foi assassinado com seis tiros quando passeava com amigos.

Cheguei ao hospital, chamei por ele e meu filho apertou minha mão. Foi a última vez –recordou.

Algumas horas depois, já com a morte encefálica confirmada pela equipe médica, Francisco teve que decidir se doava os órgãos do menino. Com uma filha precisando de um transplante de córnea, não hesitou em decidir pela doação.

Logo em seguida, o garçom descobriu que as córneas não poderiam ser doadas para a filha, porque ela ainda precisava concluir alguns exames e porque havia pessoas na frente na lista de espera. No hospital, a própria filha pediu ao pai que autorizasse a doação. Ao todo, foram doados coração, rins, córneas, fígado e pâncreas.

Estou tranquilo com a minha decisão. Satisfeito, na verdade, porque ajudei muita gente. Quero conhecer essas pessoas. Ainda não caiu a ficha de que ele morreu. Às vezes, chamo por ele na casa da avó, mas Deus quis assim – disse Francisco. Para ele, a doação dos órgãos do filho tem servido como conforto.

Brasil não está preparado para envelhecimento da população

O Brasil deverá chegar a 2050 com cerca de 15 milhões de idosos, dos quais 13,5 milhões com mais de 80 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o país será o sexto do mundo com o maior número de idosos. Apesar da criação de políticas voltadas para essa camada da população, como o Estatuto do Idoso, instituído em 2003, a velocidade do envelhecimento tem superado a implementação de ações para oferecer melhores condições de vida à terceira idade.

“O processo é muito rápido, e as políticas públicas não têm acompanhado isso. Viver em uma sociedade com muito mais idosos do que crianças requer um planejamento intenso”, diz o médico geriatra Luiz Roberto Ramos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Com o envelhecimento populacional, o Brasil terá redução do número de jovens na força produtiva ativa, assinalou Ramos. “Vai aumentar o número de pessoas que terão dependência social dessa produção. Isso tem de ser planejado. O país está correndo contra o tempo.” Hoje, segundo a OMS, o Brasil tem 21 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

O envelhecimento da população tem reflexo direto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Somente as doenças crônicas não transmissíveis, que afetam principalmente idosos, provocam impacto anual de 1% no PIB, segundo estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). De acordo com a Comissão para Estudo do Envelhecimento Mundial, anualmente são gastos cerca de R$ 60 bilhões com doenças da típicas da terceira idade no Brasil.

De acordo com Ramos, os problemas decorrentes da terceira idade começam a aparecer com mais intensidade depois dos 70 anos. Até lá, em torno de 80% das pessoas não têm nenhuma atividade de vida diária comprometida pela velhice. No entanto, a partir dos 80 anos, a grande maioria passa a conviver com enfermidades.

Intel e Samsung apoiarão novo Linux para celulares

LinuxDois grupos de software Linux anunciaram na quarta-feira que uniram forças para desenvolver um novo sistema operacional para celulares e outros aparelhos em colaboração com a Intel e Samsung Electronics.

No entanto, analistas consideram que a nova plataforma Tizen deve enfrentar dificuldade para atrair mais apoio dos programadores e fabricantes na concorrência com os cerca de 12 outros sistemas operacionais já existentes em um mercado dominado pela Apple e pelo Google Android, também baseado noLinux.

Mesmo grandes empresas de tecnologia como a Nokia e a Hewlett-Packard optaram por abandonar suas plataformas próprias para celulares, este ano.

A melhor esperança para o projeto é que as grandes operadoras comecem a se preocupar com o crescente domínio do Android sobre os celulares inteligentes e decidam deliberadamente optar por plataformas rivais, a fim de restringir a grande influência que o Google vem desenvolvendo sobre o mercado móvel – disse o analista Neil Mawston, da Strategy Analytics.

A LiMO Foundation e a Linux Foundation anunciaram que a nova plataforma Tizen será um sistema operacional de fonte aberta e padronizado para múltiplos aparelhos, entre os quais smartphones, tablets, televisores inteligentes, netbooks e sistemas de informação e entretenimento para veículos.

O lançamento inicial deve acontecer no primeiro trimestre de 2012, o que permitirá que os primeiros aparelhos equipados com o Tizen cheguem ao mercado na metade do ano que vem, anunciaram os dois grupos.

A Intel, maior fabricante mundial de semicondutores, que desenvolveu o MeeGo, um sistema operacional próprio baseado no Linux, e a Samsung, segunda maior fabricante mundial de smartphones e uma das principais colaboradoras da LiMo, presidirão o comitê técnico que orientará o desenvolvimento do Tizen.