6 em cada 10 crianças e adolescentes brasileiros vivem na pobreza

Crianças e adolescentes na pobreza

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou no dia 14 de agosto a pesquisa “Pobreza na Infância e na Adolescência” com um alerta: 61% das crianças e dos adolescentes brasileiros são afetados pela pobreza, em suas múltiplas dimensões. O estudo mostra que a pobreza na infância e na adolescência vai além da renda. Além de a pobreza monetária, é preciso observar o conjunto de privações de direitos a que meninas e meninos são submetidos.

“Incluir a privação de direitos como uma das faces da pobreza não é comum nas análises tradicionais sobre o tema, mas é essencial para dar destaque ao conjunto dos problemas graves que afetam as possibilidades de meninas e meninos desenvolverem o seu potencial e garantir o seu bem-estar”, explica Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

Nesse estudo, foram analisados a renda familiar de crianças e adolescentes e o acesso deles a seis direitos: educação, informação, proteção contra o trabalho infantil, moradia, água e saneamento. A ausência de um ou mais desses seis direitos coloca meninas e meninos em situação de privação. Os direitos de crianças e adolescentes são indivisíveis e têm que ser garantidos em conjunto.

Os resultados mostram que, no Brasil, 32 milhões de meninas e meninos (61%) vivem na pobreza, em suas múltiplas dimensões. Desses, 6 milhões são afetados somente pela pobreza monetária, ou seja, vivem em famílias monetariamente pobres, mas têm os seis direitos analisados pelo estudo garantidos.

Outros 12 milhões, além de viver na pobreza monetária, têm um ou mais direitos negados, estando em uma situação de privação múltipla. E há ainda 14 milhões de meninas e meninos que, embora não sejam monetariamente pobres, têm um ou mais direitos negados. Somando esses dois últimos grupos, o país conta com quase 27 milhões de crianças e adolescentes (49,7% do total) com um ou mais direitos negados, em situação de privação.

No conjunto de aspectos analisados, o saneamento é a privação que afeta o maior número de crianças e adolescentes (13,3 milhões), seguido por educação (8,8 milhões), água (7,6 milhões), informação (6,8 milhões), moradia (5,9 milhões) e trabalho infantil (2,5 milhões).

As privações de direito também afetam de forma diferente cada grupo de meninas e meninos brasileiros. Os adolescentes têm mais direitos negados (58% para o grupo de 11 a 13 anos, e 59,9% para os de 14 a 17 anos) que as crianças mais jovens (39,7% para o grupo de até 5 anos e 45,5% para as crianças de 6 a 10 anos).

Moradores da zona rural são mais afetados de privações do que aqueles da zona urbana. Crianças e adolescentes negros sofrem mais violações do que meninas e meninos brancos, reflexo da discriminação racial e exclusão que muitas crianças e muitos adolescentes sofrem no Brasil. Moradores das regiões Norte e Nordeste enfrentam mais privações do que os do Sul e Sudeste.

E, conforme crescem, crianças e adolescentes vão experimentando um número maior de privações. Muitas meninas e muitos meninos estão expostos a mais de uma privação simultaneamente, a uma média de 1,7. Há 14,7 milhões de meninas e meninos com apenas uma, 7,3 milhões com duas e 4,5 milhões com três ou mais privações. Neste último grupo, existem 13,9 mil crianças e adolescentes que não têm acesso a nenhum dos seis direitos analisados pelo estudo, estão completamente à margem de políticas públicas.

Compreender cada uma dessas dimensões é essencial para desenhar políticas públicas capazes de reverter a pobreza na infância e na adolescência. O UNICEF convida gestores públicos da União, dos Estados e dos municípios a utilizar esse estudo como uma ferramenta para pensar respostas precisas e oportunas para crianças e adolescentes no Brasil. E espera que ele sirva de inspiração para que outras análises sejam realizadas no país.

Entre os próximos passos, o UNICEF sugere:

Crianças e adolescentes como prioridade
Incluir as crianças e os adolescentes como prioridade absoluta no Plano Plurianual (PPA) 2020-2023, contribuindo para o alinhamento das metas do país com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entendida como uma boa oportunidade para avançar no alcance dos ODS relacionados à infância e à adolescência até o ano de 2030.

Institucionalizar o monitoramento das privações
Incluir as privações múltiplas sofridas por crianças e adolescentes nas medições oficiais realizadas pelos órgãos estatais oficiais, de modo a ter um monitoramento periódico da pobreza na infância e na adolescência no país.

Usar esse estudo para políticas e orçamentos
Utilizar a análise das privações múltiplas na infância e na adolescência para monitorar a situação de meninas e meninos brasileiros. Com base nos dados, elaborar planos de desenvolvimento capazes de garantir que políticas e programas sejam apropriados para os diferentes públicos-alvo, de acordo com as necessidades de cada grupo de meninas e meninos, nas diferentes áreas e regiões do país. Com base nas informações, planejar melhor as necessidades financeiras dos programas e políticas voltados a crianças e adolescentes, de modo que os recursos públicos sejam alocados de maneira apropriada nos orçamentos federal, estadual e municipal.

Clique aqui para acessar o estudo “Pobreza na Infância e na Adolescência”.

ONU Brasil

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Promotores de Justiça da Infância e Juventude discutem defesa dos direitos das crianças em Encontro Estadual

Política para criança e adolescente

Ministério Público de Santa CatarinaO Encontro Estadual dos Promotores de Justiça da Infância e Juventude, em Florianópolis, promove a troca de ideias e divulgação de boas práticas em busca de justiça e equidade social para crianças e adolescentes.

Com o objetivo de debater temas que possam contribuir para a implementação de boas práticas de trabalho, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) promove nessa quinta e sexta-feira (16 e 17/11), em Florianópolis, o Encontro Estadual dos Promotores de Justiça da Infância e Juventude. O encontro, que reúne Promotores de Justiça, Assistentes e Analistas em Serviço Social de Santa Catarina, traz entre os temas as atribuições do Conselho Tutelar, acolhimento institucional e a efetivação do Fundo Especial para Infância e Adolescência (FIA).

O Procurador-Geral de Justiça, Sandro José Neis e o Coordenador do Centro do Apoio Operacional da Infância e Juventude, Promotor de Justiça João Luiz de Carvalho Botega abriram o evento. Neis destacou o desafio para as Promotorias de Justiça da Infância e Juventude em um momento de crise e contenção de despesas. O Procurador-Geral citou um estudo que demonstra que em vários cenários internacionais, onde houve acréscimo de produção, não houve melhoria do índice de desenvolvimento humano (IDH). Em Santa Catarina, os municípios mais pobres recebem as maiores parcelas tributárias per capta, mas se assemelham ao IDH de países pobres da Europa. ”Se ficarmos esperando que o município primeiro enriqueça, para depois dividir, estamos criando um círculo vicioso. Talvez o Ministério Público seja a principal instituição para mudar a forma de aplicação de políticas sociais no país”, disse.

Para o coordenador do Centro do Apoio Operacional da Infância e Juventude, Promotor de Justiça João Luiz de Carvalho Botega o evento permite a aproximação e a troca de experiência na área da infância. ”O Ministério Público pode servir como um catalizador de forças dispersas na sociedade, estimulando e induzindo políticas públicas que garantam melhorar o interesse e a proteção integral de crianças e adolescentes, por meio da articulação da rede”, disse.

A programação do Encontro iniciou com a palestra “Política Nacional de Atendimento Socioeducativo em Meio Aberto”, ministrada pelo Promotor de Justiça de Minas Gerais, Márcio Rogério de Oliveira. O Promotor de Justiça trouxe uma abordagem das medidas socioeducativas de prestação de serviços à comunidade e liberdade assistida no contexto do sistema único de Assistência Social.  A programação seguiu com as oficinas “Conselho Tutelar: Atribuições, encaminhamentos e relação com a rede ; “Rede da Infância: uma experiência possível” e “Formas de Consórcio e Convênio para a implantação de serviços e políticas de atendimento à criança e adolescente”.

Amanhã estão programadas as oficinas “Acolhimento institucional e familiar: construção de fluxos”; “Otimização do trabalho do Promotor de Justiça da Infância e Juventude: redução de acompanhamento de situações individuais e ênfase na tutela coletiva”; “Atuação prática do Promotor de Justiça para a efetivação do FIA. Formas de aplicação, controle e execução de verbas” e para finalizar, a reunião plenária sobre a atuação da COPEIJ e do CIJ.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Onde estão as crianças nas conferências sobre o trabalho infantil?

Conferência Global sobre a Erradicação Sustentada do Trabalho Infantil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) está tendo sua IV Conferência Global sobre a Erradicação Sustentada do Trabalho Infantil em Buenos Aires nesta semana. Mas alguns estão perguntando: onde estão as opiniões de crianças em uma conferência que deveria discutir seus direitos e necessidades?

Em uma edição em Thomson Reuters Foundation, Tim Pilkington from World Vision UK, asks this simple question about how victims and survivors of child labor, including forced child labor, are represented at global conferences like this.

De acordo com as descobertas da OIT, pelo menos 152 milhões de crianças em todo o mundo são vítimas de trabalho infantil. A situação de milhões de crianças forçadas a trabalhar em campos, minas, fornos de tijolos. As crianças mais vulneráveis ​​estão sujeitas às pior formas de trabalho infantil, forçado a exploração sexual ou recrutado como soldados. Esta é uma mancha na consciência do mundo. Ela não tem lugar na 21 st  século.

Nada mudará de forma duradoura ou significativa para as crianças, se não tiverem uma palavra a dizer no futuro e se as suas vozes não forem ouvidas. Eles são os principais interessados ​​nesta questão específica. De fato, é seu direito inalienável   se envolver.

Pilkington acrescenta que crianças e jovens constantemente dizem que querem participar da formulação de políticas que afetam suas vidas. Sobre o tema do trabalho infantil, ele acredita que as crianças estão melhor posicionadas para falar sobre suas experiências e condições em seus países.

Justiça, um jovem de 16 anos de Gana, explicou que “as crianças são na sua maioria não qualificadas e oferecem uma fonte de trabalho barata, tornando-os uma opção atraente para muitos empregados gananciosos. Você pode imaginar que esses empregadores gananciosos no meu país empregam crianças tão jovens quanto 13 anos de idade? Essas crianças trabalham em campos de construção, fazendas de cacau e pedreiras, bem como nas minas”.

Para ler o artigo inteiro, clique aqui.

Freedom United

Como detectar e lidar com risco de suicídio entre adolescentes

Suicídio entre adolescentes - Cenas do seriado 13 Reasons Why

Sentimentos de desesperança podem surgir em conversas, então considere que o adolescente possa estar falando sobre sua vida.

A nova série do Netflix “13 Reasons Why” segue uma estudante colegial que acaba com a sua vida, através do suicídio, após uma série de eventos adolescentes traumáticos, mas comuns. O personagem principal, uma jovem de 17 anos, libera uma série de gravações de áudio que detalham as circunstâncias que antecederam sua morte.

A série de ficção, baseada em um romance adulto jovem de 2007, foi amplamente criticado e discutido nos meios de comunicação, entre pais e profissionais de saúde mental e pelos jovens. Alguns dizem que o programa glorifica o suicídio. A cantora e atriz Selena Gomez, produtora executiva do show, que tem ela própria lutado contra a depressão, diz que a série era mesmo para provocar uma discussão realista.

Ainda assim, “é difícil evitar o sensacionalismo sobre o suicídio,” diz Meg Jennings, da Universidade de Michigan (EUA), que é especialista em suicídios de adolescentes. Ela explicou alguns dos sinais de alerta para que os pais e amigos fiquem atentos.

Sinais de alerta para o suicídio

Sentimentos de desesperança podem surgir em conversas, então considere que o adolescente possa estar falando sobre sua vida. Se perceber que o jovem está se sentindo sobrecarregado só de pensar em viver, é hora de buscar ajuda, diz Jennings.

Outro sinal sugestivo é o pensamento polarizado ou distorcido – em outras palavras, a crença de que as coisas são apenas preto ou branco, bom ou ruim, tudo ou nada. O interesse em atividades favoritas pode desaparecer. Esses adolescentes também passam a sofrer de insônia, bem como ansiedade ou pânico.

Outros sinais incluem comportamento imprudente, agressividade, aumento do uso de álcool ou drogas, visitas a entes queridos para se despedir, ou dar embora objetos pessoais de valor.

“Ao avaliar o risco, é importante saber quão impulsiva essa pessoa é. Ela está se comportando irresponsavelmente? Por exemplo, alguém chateado com os pais pode abrir a porta do carro e tentar sair do veículo, enquanto está em movimento,”, diz Jennings.

A necessidade de vigilância

Alguém que é potencialmente suicida vai falar sobre a morte e sobre não ter razões para viver. O indivíduo pode se ver como um fardo enorme, fazendo comentários como, “Quando eu me for, as coisas vão melhorar para todo mundo.”

A pessoa pode ter uma dor tão insuportável, que não vê esperança para o futuro. Muitas vezes, aqueles que pensam em suicídio sentem que continuar a viver é uma realidade esmagadora ou insuportável.

Mas essa perspectiva também pode mudar.

“Às vezes, se alguém com este perfil está de bom humor pode ser porque já decidiu se suicidar,” alerta Jennings. “É uma boa ideia ficar atento se você interagiu com alguém que estava se sentindo profundamente inútil apenas alguns dias antes”.

É preciso agir imediatamente se a pessoa está falando sobre um plano específico para acabar com sua própria vida, acrescenta Jennings.

Como intervir

Não ignore os sinais. Isto não é o comportamento normal de um adolescente, diz Jennings. Coloque a pessoa em contato com um profissional de saúde mental e, sendo da família, agende uma avaliação. Fale para esse adolescente que você se importa com ele e deseja obter suporte. Não dê sermões.

A necessidade de orientação profissional funciona dos dois lados, diz a especialista: “Os pais precisam lembrar que eles provavelmente vão precisar de apoio também. É muito estressante conviver com um adolescente suicida. Procure ajuda para si mesmo, assim que for possível”.

Enquanto isso, crie um espaço seguro para o adolescente conversar sobre essas questões. É normal para os adolescentes sentirem medo ou até mesmo ficarem zangados. É importante apoiar esse adolescente e dizer que você entende o quão sem esperança ele ou ela está se sentindo, finalizou Jennings.

Fonte: Diário Saúde

Precisamos falar sobre as crianças refugiadas da Síria

Crianças refugiadas da Síria

Algumas atitudes tocam nosso coração e nos deixam orgulhosos. Ficamos muito felizes ao ver que a fundadora da Kickante, Candice Pascoal, criou uma campanha para apoiar crianças refugiadas da Síria que chegam à Europa após viverem um horror imenso.

E, apesar da nossa felicidade pela atitude, ficamos extremamente entristecidos em saber que crianças inocentes tenham que assistir a seus familiares morrendo em busca de uma vida menos sofrida, dentre outras situações que não conseguimos nem imaginar. Confiram a campanha para saber mais a respeito.

Se cada um de nós fizer uma ação de solidariedade, se importar com quem está ao lado (mesmo quando o lado se traduz em quilômetros de distância), as coisas podem ser diferentes. Por isso, hoje, peço sua atenção a essas crianças que estão confinadas em campos de refugiados, precisando de carinho, de atenção, de diversão… precisando da oportunidade de serem crianças!

Com uma contribuição a partir de dez reais você já pode fazer uma grande diferença na vida dessas crianças. Temos certeza que a história delas vai tocar a sua vida, e que sua ação pode mudar totalmente a vida delas. Vamos juntos fazer essa troca?

Visite agora a página da campanha e mostre seu apoio, seja contribuindo, seja compartilhando e levando essa história a cada vez mais pessoas. Que a voz dessas crianças não seja silenciada!

Contribua agora

Pobreza e poluição matam 1,7 milhão de crianças por ano

Pobreza

Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos são atribuíveis a ambientes insalubres, de acordo com dois novos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todos os anos, os riscos ambientais – como a poluição do ar interior e exterior, fumo passivo, água não segura, falta de saneamento e higiene inadequada – tiram a vida de 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade.

O primeiro relatório, intitulado “Herdando um Mundo Sustentável: Atlas da Saúde Infantil e do Ambiente”, revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças de um mês a 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – são evitáveis, como o acesso à água potável e ao uso de combustíveis de cozinha limpos.

“Um ambiente poluído é mortal – particularmente para crianças pequenas. Seus órgãos e sistemas imunológicos em desenvolvimento, corpos menores e vias aéreas tornam as crianças especialmente vulneráveis ao ar e água sujos,” afirmou Margaret Chan, Diretora-Geral da OMS.

Exposições nocivas podem ter início no útero da mãe, o que aumenta o risco de nascimento prematuro. Além disso, quando o bebê e as crianças em idade pré-escolar são expostos à poluição do ar interior e exterior e fumo passivo, têm um risco aumentado de pneumonia na infância e de desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas ao longo da vida, como a asma. A exposição à poluição atmosférica pode também aumentar o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e câncer no curso de vida.

 

Mortes infantis evitáveis

Pobreza e poluição

Cinco principais causas de morte em crianças menores de 5 anos ligadas ao ambiente.

O relatório complementar, intitulado “Não Polua meu Futuro! O Impacto do Ambiente sobre a Saúde Infantil” fornece uma visão abrangente do impacto ambiental na saúde das crianças, ilustrando a escala do desafio. Todos os anos:

  • 570 mil crianças com menos de 5 anos morrem por infecções respiratórias, como por exemplo a pneumonia, atribuível à poluição do ar interno e externo e ao fumo passivo;
  • 361 mil crianças com menos de 5 anos morrem por diarreia, como resultado da falta de acesso à água potável, saneamento e higiene;
  • 270 mil crianças morrem durante seu primeiro mês de vida devido à condição de saúde, incluindo a prematuridade, que poderia ser prevenida por meio do acesso à água potável, saneamento e higiene em unidades de saúde, bem como a redução da poluição do ar;
  • 200 mil mortes de crianças com menos de 5 anos por malária poderiam ser evitadas por meio de ações ambientais, como a redução de criadouros de mosquitos ou armazenamento de água potável;
  • 200 mil crianças com menos de 5 anos morrem por lesões não-intencionais atribuíveis ao ambiente, como intoxicações, quedas e afogamentos.

Ameaças ambientais emergentes

Pobreza e criançaCom a mudança climática, as temperaturas e os níveis de dióxido de carbono estão aumentando, favorecendo também o aumento do pólen, que está associado ao crescimento das taxas de asma em crianças. Em todo o mundo, de 11 a 14% das crianças com 5 anos ou mais relatam atualmente sintomas de asma e cerca de 44% delas estão relacionadas às exposições ambientais. A poluição do ar, a fumaça do tabaco (fumo passivo), o mofo e a umidade internos tornam a asma mais grave em crianças.

Nas famílias sem acesso aos serviços básicos, como água potável e saneamento, ou que estão expostas à fumaça proveniente do uso de combustíveis impuros – como carvão ou esterco para cozinhar e aquecer -, as crianças correm um maior risco de apresentarem diarreia e pneumonia.

Crianças também são expostas a produtos químicos nocivos por meio de alimentos, água, ar e produtos próximos a elas. Químicos como fluoreto, chumbo e pesticidas com mercúrio, poluentes orgânicos persistentes e outros em bens manufaturados, eventualmente encontrão seu caminho para a cadeia alimentar. E, embora a gasolina com chumbo tenha sido gradualmente eliminada em todos os países, o chumbo ainda é amplamente utilizado nas tintas, afetando o desenvolvimento do cérebro.

Outra preocupação citada pelos relatórios está nas ameaças ambientais emergentes, como os resíduos eletrônicos e elétricos (por exemplo, os celulares antigos) que são impropriamente reciclados e expõem crianças a toxinas que podem levar a uma redução da inteligência, déficits de atenção, danos no pulmão e câncer. Prevê-se que a geração dos resíduos eletrônicos e elétricos aumente em 19% entre 2014 e 2018 – para 50 milhões de toneladas até 2018.

Diário Saúde

CFESS diz não ao Programa Criança Feliz

Programa Criança Feliz

Nota afirma que programa vai na contramão do que o Serviço Social brasileiro entende e defende como Política de Assistência Social.

O CFESS divulgou nesta terça-feira (7/3), durante reunião da Comissão de Políticas Públicas do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), uma nota pública explicando por que o Conselho Federal é contrário ao Programa Criança Feliz, do Governo Temer.

O Programa foi lançado em outubro de 2016 por meio de Decreto (nº 8.869), concebido e coordenado pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA), de responsabilidade de execução da Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), e nomeou a primeira-dama, Marcela Temer, como sua embaixadora.

Entre as críticas apontadas pelo CFESS estão o retorno do primeiro-damismo na Política de Assistência Social, a falta de diálogo do Governo Federal com a sociedade civil e com os conselhos das políticas da intersetorialidade do Programa (como Assistência Social, Saúde, Educação, Cultura, Direitos Humanos, Direitos das Crianças e Adolescentes, entre outros), a priorização do “terceiro setor”, indo na contramão da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que priorizam a execução direta do Estado nos serviços, programas e projetos, e a desresponsabilização do Estado pela oferta de serviços públicos de saúde e de educação com qualidade desde a primeira infância.

“A nota do CFESS traz elementos técnicos que mostram que o Programa Criança Feliz vai na contramão do que, historicamente, o Serviço Social brasileiro entende e defende como Política de Assistência Social e como direito de crianças e adolescentes. Nós, assistentes sociais, junto com outras categorias, temos lutado ao longo dos anos para defender a Seguridade Social. Ocupamos vários espaços, seja na execução dos serviços, seja na elaboração e coordenação das políticas, o que nos dá argumento para dizer não a este Programa”, explica a conselheira do CFESS, Marlene Merisse.

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

Programa Criança Feliz Marcela Temer

 

Seminário estadual de práticas exitosas na área da Criança e do Adolescente

Seminário estadual de práticas exitosas na área da Criança e do Adolescente

Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, através do seu Presidente Deputado Doutor Vicente Caropreso, convida para participar do II Seminário estadual de práticas exitosas na área da Criança e do Adolescente que acontecerá em Florianópolis, no Auditório Antonieta de Barros, no dia 10 de novembro das 13 h às 19h. Para mais informações e inscrições clique aqui. Evento gratuito e com emissão de certificado. Qualquer dúvida, favor entrar em contato através telefone (48) 3221-2973 ou e-mails cca.alesc@gmail.com / cca@alesc.sc.gov.br.

Mãos fora de crianças do Quênia

Mãos fora de crianças do Quênia, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2016, Newsletter, Feed, Walk Free

Os homens pediria nossas idades e quanto mais jovem o melhor… Alguns dos homens iria me bater, especialmente quando eu me recusei a tomar drogas ou eu insistia em usar um preservativo… Agora eu sei que eu estava a ser explorada para o meu corpo
Caroline , 161

Experiência de Caroline é muito comum. Entre 30 mil e 50 mil crianças em todo o Quênia que são vítimas de exploração sexual comercial, concentrado em locais turísticos costeiros2.

No entanto, existe um padrão de turismo internacional destinado a proteger as crianças contra estes abusos conhecidos como o Código de Conduta3. Em todo o mundo, os membros da indústria do turismo estão reunindo contra este crime hediondo.

Acreditamos que o Código pode ajudar a trazer maior proteção para as crianças ao longo da costa turista-amigável do Quênia. É por isso que estamos pedindo-lhe parachamar o Ministério do Turismo do Quênia para dirigir todos os prestadores de serviços turísticos a assinar o Código de Conduta e garantir predadores manter suas mãos longe crianças.

Abaixo-assinado, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, FeedCinco anos atrás, o Secretário do Gabinete de Turismo, Hon NS Najib Balala, prometeu combater a proliferação de tais abusos em locais turísticos4. Desde então muitos dos maiores hotéis em Quênia tornaram-se signatários do Código. Embora estes esforços louváveis ​​ter ajudado, mais precisa ser feito. Com o aumento da fiscalização, os autores agora usar pequenos hotéis, moradias, e até mesmo motoristas de táxi para explorar crianças – como resultado, eles estão se tornando mais difícil de detectar 5.

Juntos, podemos influenciar o sector do turismo inteiro no Quênia para tomar exploração sexual a sério por pressionando o governo para assegurar que todas as empresas a implementar plenamente o Código.

Cada criança no Quênia merece ser protegido de predadores sexuais e tráfico. Junte-se a nós no sentido de instar o Governo queniano para garantir criminosos que viajam sob o disfarce de turismo manter suas mãos longe nossos filhos.

Em solidariedade,
Eugenia, Alex, Joanna, Tom e as equipes na caminhada livre e CAOK.

PS.: Nas cidades costeiras do Quênia como muitos como 30 por cento dos adolescentes estão sendo forçadas ao trabalho sexual casual, enquanto mais de 10% das meninas começam sexo transacional antes da idade de 126Por favor, ligue o governo a agir agora.

Fontes:

http://www.unicef.org/events/yokohama/csec-east-southern-africa-draft.html#_Toc527979986

http://www.ecpat.org.uk/sites/default/files/kenya05.pdf e   Estudo de Base sobre turismo sexual infantil no Quênia, ECPIK de 2009

3 thecode.org

4 http://www.irinnews.org/report/92603/kenya-fight-against-child-sex-tourism-needs-a-boost

5 http://www.childrenscouncil.go.ke/downloads/NPA-Sexual%20Exploitation%20of%20Children.pdf

6 http://www.ecpat.net/sites/default/files/confronting_csec_eng_0.pdf

Fonte: Walk Free

imagem da campanha CSEC 2 final

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Crianças dormindo nos escombros

Crianças dormindo nos escombros, Avaaz, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed

Um ano após a guerra que destruiu a Faixa de Gaza, milhares de crianças ainda estão dormindo sob os escombros de suas casas.

Embora seja uma violação clara da lei internacional, Israel proibiu a entrada de materiais básicos de construção em Gaza. Mas criança nenhuma deve ser forçada a viver nas ruínas de suas casas, estudar com destroços de bombas em suas salas de aula ou deixar de ter cuidados médicos básicos porque os centros de saúde foram destruídos.

Temos um plano para mudar essa situação: a Avaaz se uniu às principais agências humanitárias que atuam em Gaza para lançar uma campanha de emergência pedindo que os principais doadores de ajuda humanitária internacional levem materiais de construção necessários para dentro da Faixa de Gaza. Como os principais países que financiam a reconstrução de Gaza, esses governos podem insistir que Israel suspenda as restrições.

Se fizermos um protesto para chamar a atenção do mundo e que não poderá ser ignorado de jeito nenhum, poderemos pressionar os nossos governos a ir além das palavras e agir com diplomacia de verdade para acabar com este bloqueio. Assine a petição — é hora de mostrar aos nossos líderes que a inércia diante desta crise humanitária é inaceitável: https://secure.avaaz.org/po/gaza_blockade_loc/?bYLqhbb&v=63883.

Apenas 5% das 6.700.000 toneladas de barras de aço, cimento e materiais de construção necessários para reconstruir o que foi destruído desde o fim da guerra foram autorizadas a entrar em Gaza. Neste ritmo, a reconstrução de Gaza vai demorar 17 anos.

Embora o fechamento das fronteiras com o Egito tenha limitado a quantidade de suprimentos que entram em Gaza e os partidos políticos da Palestina também fracassaram ao não priorizar a reconstrução, o maior obstáculo continua sendo, sem dúvidas, as restrições impostas por Israel. Israel alega que tais restrições são necessárias por motivos de segurança, mas a Organização das Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha disseram a Israel queimpor este bloqueio a Gaza é uma violação do direito internacional.

O bloqueio, que é constante há 8 anos, já levou a três trágicos conflitos, marcados por destruição e derramamento de sangue. A história nos ensinou que tirar a sensação de proteção e segurança de toda uma população só cria mais sofrimento e dor para todos os envolvidos. Este bloqueio é uma ponte para lugar nenhum: apenas faz inocentes sofrerem para alcançar fins políticos, em vez de procurar uma solução que seja realmente melhor para todos os lados da situação.

Alguns governos já se manifestaram e prometeram US$ 3,5 bilhões para a reconstrução de Gaza. Mas a melhor maneira de fazer com que os líderes assumam uma posição mais forte e realmente mudem a situação é se as populações de seus países deixarem claro que se importam com Gaza. É aí que nossa comunidade entra: vamos dizer a eles que queremos ação agorahttps://secure.avaaz.org/po/gaza_blockade_loc/?bYLqhbb&v=63883.

Há anos a nossa comunidade global atua em conjunto com membros da Avaaz na Palestina e Israel pelo fim da repressão e da violência, e mobiliza o mundo em prol de justiça, liberdade e paz. Os ataques indiscriminados do ano passado mataram quase 500 crianças inocentes. Um ano depois, crianças traumatizadas ainda estão desesperadas por ajuda. Vamos ecoar seus gritos e ajudar a garantir que suas casas sejam reconstruídas.

Com esperança e determinação, Fadi, Alice, Melanie, Wissam, Emily, Falastine, Ricken e toda a equipe da Avaaz.

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