Médicos brasileiros não atendem chamado de Bolsonaro para substituir os cubanos

Programa Mais Médicos - Médicos cubanos

Médicos cubanos chegaram às comunidades mais remotas do Brasil, coisa que o profissionais brasileiros estão negando. Quem vai trabalhar por R$ 10 mil por 40 horas? Médicos contratados pela Secretaria Municipal de Saúde de Ilhota recebem R$ 9 mil por 20 horas trabalhadas semanalmente.

Menos de 10% dos médicos brasileiros que se inscreveram para preencher vagas para profissionais cubanos no Programa Mais Médicos apareceram em seus empregos, segundo dados oficiais do Ministério da Saúde do Brasil.

O decreto de convocação aberto em 19 de novembro para substituir os mais de oito mil e quinhentos médicos cubanos conseguiu substituir 97,8% (8.319) dos locais, segundo o portal Diário do Centro do Mundo.

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, usou essa informação para garantir a substituição dos médicos cubanos e a continuidade do programa.

Mas os números mais recentes indicam que apenas 738 médicos brasileiros apareceram em seus locais de trabalho, o equivalente a 8,9% de participação.

Na cidade de Cosmópolis, no interior de São Paulo, dos sete aprovados pela nova chamada, apenas três estão trabalhando. Segundo a Câmara Municipal, três desistiram antes de tomar posse e um nem sequer apareceu.

As novas contratações têm até o dia 14 de dezembro para aparecer em seus municípios de destino, mas as autoridades de saúde brasileiras mostraram ceticismo sobre a possibilidade de conseguir cobertura completa das vagas.

Presidente do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, advertiu recentemente que pelo menos 611 cidades podem se esgotar de médicos cubanos que deixam mais médicos, programa criado em 2013 pelo governo do Partido dos Trabalhadores para levar cuidados de saúde aos municípios mais pobres e remotos do gigante sul-americano.

Junqueira disse que o país dificilmente poderia substituir todos os profissionais cubanos com brasileiros nessas cidades. Os médicos cubanos foram os únicos que aceitaram ir às cidades mais remotas, isoladas ou pobres do país, já que os brasileiros preferem procurar trabalho nas grandes cidades, explicou.

Os cubanos representavam mais da metade dos profissionais contratados em Mais Médicos, mas as ameaças e provocações de Bolsonaro levaram as autoridades cubanas a encerrar sua participação e chamar de volta os profissionais.

Segundo uma contagem da Conasems, cerca de 28 milhões de brasileiros ficarão sem cobertura de saúde após a saída dos médicos cubanos.

Cuba Debate

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Bolsonaro nunca esperou uma resposta tão forte de Cuba, diz médico brasileiro

Programa Mais Médicos - Médicos cubamos

Bolsanaro teve uma ação muito desajeitada e nunca imaginou que receberia uma resposta tão forte de Havana, disse Daniel Sabino, formado pela ilha em 2010.

O presidente eleito Jair Bolsonaro nunca esperou uma resposta tão forte de Cuba que sua colaboração com o Programa Médicos Mais cessou e hoje essa decisão honrosa gera o caos sanitário no Brasil.

Isto foi afirmado pelo médico brasileiro Daniel Sabino, que se formou na ilha em 2010, da Prensa Latina.

Cuba determinou em meados deste mês não participar em Mais Médicos antes de perguntas e declarações depreciativas do futuro governador sobre os profissionais da ilha.

Bolsanaro tinha ações muito desajeitados e nunca imaginei que eu iria receber uma resposta tão esmagadora de Havana, porque quando algumas figuras estão fazendo campanha dizem coisas loucas, mas então no poder, por vezes, não cumprem,
disse Sabino.

Ele reiterou que o político de extrema-direita “não esperava uma resposta tão rápida e enérgica. Foi muito lamentável, no sentido de que se você já é o presidente e o médico está na comunidade, você deve continuar trabalhando lá”.

Para Sabino, o ex-militar “foi levado pelos bandeiras políticas e ideológicas que respondem a grupos de interesse com uma tradição de luta contra a revolução cubana e partidos de esquerda, e não acho que a qualquer momento no atendimento médico de seu povo”.

Agora, refletiu o médico, “um gigante como o Brasil ficará sem assistência médica nos lugares mais necessitados, em comunidades distantes das grandes cidades, nas cidades originais”.

Muitos profissionais brasileiros estão agora registrados para cobrir os lugares deixados pelos cubanos, mas o ano está entre 30 e 40 por cento, disse o médico e revela: “não é o primeiro que isso acontece”.

Ele explicou que “por tradição, os médicos brasileiros querem ir trabalhar em grandes centros urbanos, para aparecer em clínicas particulares. Eles são atraídos para o mercado, dinheiro”.

Apenas um profissional, forjado com ideais de humanismo como o cubano, vai aos lugares mais necessitados da assistência médica.

Segundo Sabino, Cuba e Brasil têm bases curriculares muito semelhantes na carreira da Medicina, mas há uma diferença marcante.

Nesse sentido, ele argumentou que “na ilha há mais ênfase na prática, na abordagem do médico aos cenários clínicos, próximos à população”.

Desde os primeiros anos de carreira trabalha-se, seja estudante, em hospitais ou centros de assistência cubanos. O aspecto humano é priorizado. No Brasil há uma abordagem, uma visão mais forte em relação ao mercado, em direção ao corporativismo, em tornar-se rico, ressaltou.

Sobre o mesmo assunto, o médico brasileiro Carlos Simer, formado em 2006 na Escola Latino-Americana de Medicina da Ilha (ELAM), argumentou que “a diferença está no prático e no humano. Em Cuba, aprendemos a sentir, a entender a pessoa, como ele vive e o diagnóstico é procurado”.

Os cubanos transformaram e demonstraram o que realmente é um médico. Eles trouxeram e aplicaram a melhor maneira de interagir com a comunidade. Se o Brasil tinha Cuba no Programa Mais Médicos, é porque faltava alguma coisa e faltava neste país,
disse Simer.

Fonte CubaSí

De acordo com a OPAS, Cuba enviou médicos experientes para o Brasil

Programa Mais Médicos - Médicos cubanos

Cuba enviou médicos experientes para o Brasil e foi uma resposta de emergência à falta de profissionais no interior do país, disse hoje o representante da Organização Pan-Americana da Saúde.

Cuba enviou médicos experientes para o Brasil e foi uma resposta emergencial à falta de profissionais no interior do país, disse hoje o representante de Cuba na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Joaquín Molina.

“Eles são médicos com prática. Cuba nunca enviou ao Brasil um recém-formado, apenas aqueles com experiência”, disse Molina, citado por uma edição do jornal Folha de São Paulo.

Ele explica que a chegada de médicos cubanos para trabalhar no Programa Mais Médicos representou uma resposta emergencial a uma época em que o Brasil estava “desesperado” pela falta de profissionais de saúde.

Segundo Molina, que está no Brasil desde 2012 e acompanha o programa desde o início, “a necessidade de médicos estrangeiros era óbvia”.

Quando o Brasil criou o Programa Mai Médicos, estava em uma situação desesperadora, com milhares de vagas abertas e desocupadas, e as ocupadas eram parcialmente, diz o delegado da OPAS.

Afirma que, cinco anos depois, o alto número de médicos de intercâmbio, em lugares onde não havia interesse por parte dos brasileiros, mostra que o problema da falta e da má distribuição de médicos no país ainda persiste.

Em meados deste mês, Cuba anunciou o fim do acordo com a More Doctors of Brazil. Sua decisão respondeu a perguntas e declarações depreciativas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que queria mudar o acordo com os profissionais da ilha caribenha.

Para Molina, a possibilidade de quebra do contrato era esperada. A decisão foi de Cuba, mas não é surpreendente. De qualquer forma, seria difícil para eles continuar nas condições atuais”, ressalta.

O funcionário da OPAS rejeitou críticas sobre a formação de médicos cubanos, muitos dos quais têm experiência em outras missões colaborativas.

Cubasí

Quero ver que médico brasileiro vai querer morar e trabalhar em tempo integral nos postos de saúdes catarinenses

Em Içara, 82% dos eleitores escolheram Bolsonaro. A cidade perdeu a metade dos doutore do Mais Médicos.

Nicolas ficou oito dias internado no hospital de Içara. E nenhum dos médicos sabia explicar o que atacava o garoto de 8 anos. “Depois disso, eu trouxe ele no posto de saúde e conhecemos a doutora Ienni”, me disse a mãe de Nicolas, Renata Reus, moradora da pequena cidade no interior de Santa Catarina.

A doutora Ienni Lopes Camacho, de 27 anos, é um dos nove cubanos que atuavam na cidade de 55 mil habitantes como parte do programa Mais Médicos até a decisão do governo caribenho de retirar seus profissionais do Brasil em resposta ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, crítico da importação de médicos. Os cubanos representam metade do força de atendimento básico na cidade.

Nicolas sofria há meses de problemas de saúde não identificados. Quando encontrou o rapaz, Camacho pediu uma série de exames e descobriu que o garoto sofria de múltiplas alergias, incluindo doença celíaca, o que o impede de comer alimentos com glúten, como pão. “Ela foi muito atenciosa e pediu vários exames até descobrir o que ele tinha”, me disse a mãe. “Não quero desmerecer os médicos brasileiros, mas os cubanos têm um cuidado especial com os pacientes. Se eles forem embora, acho que a nossa cidade vai piorar”, completou.

No dia 19 de novembro, Renata Reus saiu lacrimejando da última consulta com a sua médica preferida. Assim como outros 8.555 médicos cubanos no Brasil, Camacho deve deixar o país. “Podemos fazer um abaixo-assinado para a doutora ficar na cidade?”, perguntou.

A mãe de Nicolas votou em Jair Bolsonaro, bem como 82% dos eleitores de Içara. “Eu não tenho como dizer se é culpa dele [Bolsonaro] ou não a saída dos médicos cubanos, pois ele nem assumiu ainda a Presidência. Eu acredito que ele vai ser um bom presidente, mas que esses médicos não deveriam ser retirados por uma avaliação política, mas, sim, pelo seu profissionalismo. É triste isso porque perdemos bons profissionais”, me disse.

Dos 18 médicos que atuam na atenção básica na cidade, 14 são do programa Mais Médicos.

Nesta semana, uma médica cubana de Içara já retornou para a ilha do Caribe, e todos os médicos estrangeiros já estavam afastados do trabalho desde terça-feira por orientação do governo da ilha. Dos 18 médicos que atuam na atenção básica na cidade, 14 são do programa Mais Médicos, criado em 2013 pela presidente Dilma Rousseff para capilalizar o atendimento ao interior do Brasil, muitas vezes deixado de lado pelos doutores que preferem ficar nas capitais. Além dos nove cubanos, há cinco brasileiros no Mais Médicos de Içara.

Ienni Camacho estava na sua primeira missão humanitária como médica. Com um filho de 2 anos que ficou em Cuba com a avó, ela já definiu que deixa o Brasil em dezembro. “Ela não vai embora. Se o Fidel vier buscar ela vamos colocar ele pra correr daqui”, brincou Waldir Gislon, 77, enquanto aguardava pela consulta.

Camacho também está sofrendo. “É muito doloroso, porque depois de um ano e três meses aqui, já conheço todos os meus pacientes e só de ver eles na porta já sei se é acompanhamento, primeira visita ou retorno por algum exame”, diz a médica.

Programa Mais Médicos - Médcios cubamos em Santa Catarina

‘Quem assina esse contrato não vem pelo dinheiro’

Flor de Liz Levandoski, 55 anos, também votou em Bolsonaro e está perplexa com a situação. “A gente votou nele [Bolsonaro] pra ele mudar o que estava errado, não o que estava certo. Já não estou gostando disso. Espero que ele melhore quando assumir a Presidência”, reclama.

A médica de Levandoski, Esther Carina Abeledo, é da segunda turma de cubanos do Mais Médicos. Junto com outros 2 mil médicos do país, passou por uma bateria de testes de português, cultura brasileira e de conhecimentos médicos em Havana, Brasília e Florianópolis, até assumir o posto em Içara em maio de 2014. “A doutora Carina é muito boa com todos nós, não tem outra igual. Vai fazer muita falta para toda a nossa família”, me disse a mãe de Flor de Liz, Olga Levandoski, de 78 anos, moradora da zona rural na cidade e que não votou nessas eleições.

Bolsonaro chegou a dizer que os médicos são “escravos de uma ditadura”, mas a médica contesta as declarações, que serviram de justificativa para o rompimento do contrato por parte do governo cubano.

“Muitas pessoas fazem confusão sobre a nossa situação. Eu saí de Cuba sabendo quanto iria ganhar no Brasil. Quem assina esse contrato não vem pelo dinheiro, mas para uma missão médica, para atender uma população que precisa de tratamento adequado. Viajamos, conhecemos outras culturas e ainda temos a oportunidade de ajudar essas pessoas. Nenhum cubano é enganado ou explorado. Em Cuba, há um regime social, não há escravos. Isso é ofensa para nós, a escravidão já acabou há muito tempo”, afirma Abeledo, que atende na unidade de saúde do bairro Jussara.

Em Cuba, há um regime social, não há escravos. Isso é ofensa para nós, a escravidão já acabou há muito tempo.

Com 30 anos de experiência, a médica está na quarta missão e pediu, no começo do ano, renovação do contrato por mais mais três anos. Antes, trabalhou cinco anos em Honduras, depois dois anos na Guatemala e outros cinco anos na Venezuela. Ela esclarece outra polêmica criada por Bolsonaro, que acusou o governo cubano de não permitir que familiares dos médicos venham ao Brasil.

“Me casei em 2017 com um baiano que mora aqui em Içara. Minha filha e meus dois netos vieram de Cuba e moram aqui comigo também. Não existe qualquer impedimento para parentes virem nos visitar ou até mesmo morar no Brasil”, afirma Abeledo, que, por conta da família, agora busca uma forma de permanecer no país.

Programa Mais Médicos - Médcios cubamos em Santa Catarina

Ignorada pelos brasileiros

Içara tem um boa qualidade de vida, com alto IDHM, o índice de desenvolvimento humano dos municípios, de 0741 – o mesmo que a mineira Ouro Preto. O acesso é fácil, pela BR-101, a apenas 145 km de Florianópolis. Mesmo assim, em nenhum dos cinco editais de chamadas pelo programa Mais Médicos publicados desde 2013 houve preenchimento total de vagas para brasileiros e estrangeiros formados no Brasil. Quando isso acontece, os médicos cubanos são chamados.

“Até 2012, não tínhamos médicos em todos os postinhos de saúde de manhã e de tarde. Eu tinha que vir até o centro bem cedo se quisesse pegar uma senha e ser atendida no mesmo dia”, conta Doraci Ribeiro, de 66 anos.
Eleitora do candidato derrotado Fernando Haddad, Doraci critica Bolsonaro e alerta que muitos vizinhos bolsonaristas não relacionam a saída dos médicos cubanos como uma consequência do resultado das urnas.

“Muitos não entendem que o Bolsonaro é o responsável pela saída dos médicos, que estão nos atendendo tão bem. Mas também conheço algumas pessoas que já estão arrependidas por terem votado nele só por causa dessa situação dos médicos”, diz a moradora.

Programa Mais Médicos - Médcios cubamos em Santa Catarina

25 mil votos e 25 mil moradores sem médicos

Santa Catarina foi o segundo estado a dar a maior vitória percentual a Bolsonaro no segundo turno, com 76% dos votos válidos. Em Içara, o candidato do PSL teve 25 mil votos, o mesmo número de pessoas que a prefeitura calcula que serão afetadas diretamente pela despedida dos cubanos.

Quem criou esse problema terá que resolvê-lo.

Além do 14 profissionais do Mais Médicos, que recebem salário da União e uma ajuda de custo mensal paga pelo município de R$ 2 mil, há outros quatro médicos contratados diretamente pela prefeitura ao custo de R$ 18 mil por mês para cada um. Com as contas municipais no limite, o prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon, do MDB, diz que não tem condições de contratar nove médicos e que vai recorrer à Justiça, se for preciso, para ter a reposição dos cubanos.

“O piso constitucional para gastos com saúde é de 15%, e Içara já gasta mais de 27%, então não temos orçamento para contratar nove médicos. Quem criou esse problema terá que resolvê-lo, pois estamos dispostos a cobrar na Justiça que o Ministério da Saúde cumpra com o acordo com o nosso município, que é de ter 14 médicos ajudando no atendimento básico”, afirma o prefeito.

Programa Mais Médicos - Médcios cubamos em Santa Catarina

Fonte e fotos The Intercept Brasil

Venezuela tomou a decisão digna de se retirar da OEA

Nicolás Maduro na OEA

Já tentaram também, no governo de Chávez, derrotar a revolução, através de sublevações internas, pagas pelos imperialistas. Nicolás Maduro, digno representante da Revolução Bolivariana, HÁ-DE vencer mais esta guerra, para bem do povo e defesa dos interesses venezuelanos
Abraço a todos!

Venezuela tomou a decisão digna de se retirar da OEA. Declaração do Ministério das Relações Exteriores de Cuba.

Temos assistido, mais uma vez, outra decisão da OEA desacreditado infame e imoral contra a Revolução Bolivariana, que reescreve as páginas vergonhosas escritos contra a Revolução cubana na década de sessenta do século passado.

A chamada para uma Reunião de Consulta dos Ministros das Relações Exteriores, para continuar assediando o governo venezuelano, é outra ação consistente com o papel tradicional da organização como um instrumento de dominação imperialista no hemisfério; para quebrar a soberania, independência e dignidade da Nossa América.

A OEA manteve-se sempre de costas para o povo da América, com uma história de quase 70 anos de subordinação aos interesses oligárquicos e imperialistas. Ele tem estado ausente quando a nossa região tem sido a vítima de intervenções e violações de políticas, econômicas e militares, ou graves de abuso democracia e direitos humanos.

Hugo Chávez com a bandeira de Cuba

É hora de reconhecer que a OEA é incompatível com as necessidades mais urgentes dos povos da América Latina e do Caribe. Ele é incapaz de representar os seus valores e interesses. Ele impôs um credo democrático falsa, responsável pela morte de centenas de milhares de América Latina e Caribe, e a pobreza ea exclusão de milhões de pessoas. Agrede OEA e impõe, não reconcilia e diálogo; despreza a igualdade e auto – determinação dos Estados. Conspira e subverte genuíno e governos legitimamente constituídos com o apoio popular comprovado. Ele merece o repúdio mais profundo.

Venezuela tomou a decisão digna de se retirar da OEA, que apoiamos fortemente, assédio após bravamente enfrentaram, interferência e a ignomínia que tem sido naquela instituição e por sua febril secretário-geral. Para o bem de defender os interesses colectivos da região, tanto Chávez em seu tempo como presidente Maduro hoje, eles enfrentaram seus traições com dignidade e coragem. Mas a OEA nunca teve a intenção de aceitar um governo popular, muito menos ajudar a Venezuela, como alguns pregam. Por outro lado, cada vez mais ele alinhado com os objetivos de derrubar a Revolução Bolivariana.

Agressão contra Venezuela e conduta desprezível da OEA contra confirmam que onde quer que haja um governo que atenda os interesses dos círculos de poder imperial e seus aliados, será atacado. Novos métodos de desgaste, mais sutis e mascarados, sem renunciar à violência, para quebrar a paz e ordem interna, eles não escondem a velha estratégia de demonstrar a inviabilidade do progressismo, da esquerda e suas lutas para o desenvolvimento econômico e social,desenvolvimento da nossa região.

Cuba ratifica seu compromisso para acompanhar Venezuela e digna, posição corajosa e construtiva do presidente Nicolás Maduro pelo o comando da Revolução Bolivariana. Nós expressamos o nosso apoio e solidariedade para com as pessoas e governo venezuelano neste novo capítulo de força e dignidade, convencido de quanto ainda temos que lutar para alcançar a unidade e manter em vigor os fundamentos da Proclamação da América Latina e do Caribe como uma Zona de Paz assinado em 2014.

Havana, 27 de abril de 2017

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Concerto em Cuba reúne estrelas para celebrar Dia Internacional do Jazz

Esperanza Spalding

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, e o embaixador da Boa Vontade da agência, o pianista norte-americano Herbie Hancock, anunciaram na semana passada (18) o sexto Dia Internacional do Jazz, que será celebrado mundialmente no domingo, 30 de abril.

O dia será marcado por um “All-Star Global Concert” (Concerto de Estrelas Globais, em tradução livre) no Gran Teatro de La Habana Alicia Alonso, em Havana, Cuba. O show é realizado sob os auspícios do Ministério da Cultura de Cuba, do Instituto Cubano de Música e da Comissão Nacional Cubana para a UNESCO.

O evento será transmitido ao vivo pela UNESCO a partir das 22h de Brasília (21h em Havana) e conta com uma variedade de artistas de todo o mundo homenageando a forma de arte internacional do jazz.

A cidade de Havana, musicalmente vibrante e culturalmente rica, foi selecionada para servir de Cidade Sede Global de 2017. Em parceria com o Instituto de Jazz Thelonious Monk, a cada ano a UNESCO seleciona uma cidade para sediar as comemorações do dia 30 de abril.

O Dia Internacional do Jazz destaca o poder do jazz enquanto força para a liberdade e criatividade, promovendo o diálogo intercultural por meio do respeito e entendimento, e unindo as pessoas de todos os cantos do mundo. O dia é reconhecido no calendário oficial tanto da UNESCO como das Nações Unidas. A programação do Dia Internacional do Jazz deste ano acontece graças a Toyota, principal parceira de 2017.

O All-Star Global Concert conta com as presenças de Herbie Hancock e Chucho Valdés como diretores artísticos, além de John Beasley e Emilio Vega como codiretores musicais da noite.

O concerto terá apresentações de artistas de diversos países do mundo, entre eles do brasileiro Ivan Lins e a norte-americana Esperanza Spalding.

Veja a lista de apresentações: Ambrose Akinmusire (Estados Unidos), Carl Allen (EUA), Marc Antoine (França), Richard Bona (EUA), Till Brönner (Alemanha), A Bu (China), Igor Butman (Rússia), Bobby Carcassés (Cuba), Regina Carter (EUA), Kurt Elling (EUA), Kenny Garrett (EUA) Herbie Hancock (EUA), Antonio Hart (EUA), Takuya Kuroda (Japão), Sixto Llorente (Cuba), Marcus Miller (EUA), Youn Sun Nah (Coreia do Sul), Julio Padrón (Cuba), Gianluca Petrella (Itália), Gonzalo Rubalcaba (Cuba), Antonio Sánchez (México), Christian Sands (EUA), Chucho Valdés (Cuba), Ben Williams (EUA), Tarek Yamani (Líbano), Dhafer Youssef (Tunísia), Pancho Amat (Cuba), César López (Cuba) e outros, com mais detalhes a serem anunciados nos próximos dias.

A UNESCO está orgulhosa de se associar mais uma vez ao Instituto de Jazz Thelonious Monk, assim como ao Instituto Cubano de Música, a fim de levantar a bandeira do jazz, da liberdade, da criatividade, da diversidade e da união,
disse Bokova

O foco desse ano em Cuba é o testemunho do poder do jazz para construir pontes e unir mulheres e homens ao redor de valores e aspirações compartilhados,

completou.

Muitos músicos e educadores de Cuba e de todo o mundo participam de apresentações de jazz livre, aulas, oficinas de improvisação, sessões de “jam” e iniciativas de alcance comunitário. A programação conta com eventos em escolas, espaços artísticos, centros comunitários, clubes de jazz e parques ao redor da cidade de Havana e em Cuba.

Serão oferecidos programas de educação e história do jazz para dezenas de milhares de estudantes em mais de 11 mil escolas de Cuba. Eles incluem as milhares de apresentações ao vivo, atividades educacionais e programas de serviço comunitário do Dia Internacional do Jazz que acontecerão em mais de 190 países de todos os continentes.

Herbie Hancock, Embaixador da Boa Vontade da UNESCO para o Diálogo Intercultural, disse: “o jazz afro-cubano e sua rica história têm desempenhado um papel fundamental na evolução e enriquecimento de todo o gênero do jazz”.

O incomparável trompetista Dizzy Gillespie junto com os adorados músicos cubanos Mario Bauzá, Machito e Chano Pozo, inspiraram o jazz americano com ritmos afro-cubanos para criar um som completamente novo e cheio de energia que definiu a música moderna,
declarou

Estamos muito satisfeitos que Havana, em Cuba, servirá de Cidade Sede Global para o Dia Internacional do Jazz 2017. Em nome da família mundial de músicos de jazz, educadores e entusiastas, eu gostaria de agradecer aos cidadãos de Havana e Cuba por seu enorme apoio a esta forma de arte musical verdadeiramente global.

O Instituto de Jazz Thelonious Monk está, mais uma vez, trabalhando com a UNESCO e seus escritórios locais, comissões nacionais, redes, escolas associadas, universidades e institutos, estações públicas de rádio e televisão, e ONGs para garantir seu envolvimento e participação no Dia Internacional do Jazz 2017.

Ademais, em países de todo o mundo, bibliotecas, escolas, universidades, espaços de artes cênicas, cetros comunitários, artistas e organizações artísticas de todas as áreas celebrarão a data por meio de apresentações, concertos e outros programas focados no jazz.

A comemoração do Dia Internacional do Jazz 2017 em Havana marca o septuagésimo aniversário da adesão de Cuba à UNESCO e da fundação da Comissão Nacional para a UNESCO.

Para mais informações sobre a transmissão ao vivo do Dia Internacional do Jazz 2017 e para registrar eventos no site oficial, por favor, visite www.jazzday.com ou www.unesco.org/jazzday.

ONU Brasil

Documentário Yoani Sánchez e sua passagem pela Bahia

Neste documentário, Yoani Sánchez – Conexão Cuba/EUA – Sua Passagem pela Bahia, os passos da cubana Yoani Sánchez são seguidos pela Bahia. Busca-se apresentar quem é esta mulher e porque diversas organizações sociais brasileiras se opuseram à sua apresentação no país como a grande defensora da liberdade de expressão.

A guerra da mídia contra o “mais médicos”

206 médicos cubanos que atuarão na primeira etapa do programa Mais Médicos por meio de acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) chegam ao Brasil.  Foto: Karina Zambrana - ASCOM/MS

A denúncia da médica Junice Maria Moreira, estampada na 1ª página da ‘Folha‘, da 6ª feira, foi só o primeiro fruto da colheita sôfrega, com a qual a mídia conservadora busca ansiosamente virar o jogo do ‘Mais Médicos’: ‘Disseram que eu tinha que dar lugar a um cubano’, disparou a doutora demitida pela prefeitura de Sapeaçu (BA). O programa, combatido com a beligerância habitual dedicada a tudo que afronte a irrelevância incremental do neoliberalismo, caiu na simpatia popular. É forçoso desmonta-lo. E a isso se oferecia o grito anti-cubano da doutora Junice. O fruto suculento vendido pela  ‘Folha’ no café da manhã ancorava-se em dupla farsa. A primeira: omite que o programa veta a substituição de médicos contratados, pelos visitantes. A segunda: alguns cliques no Google evidenciariam que a ‘grave denúncia’ era só mais uma baga podre do jornalismo que já cometeu falsificações toscas, com intenções sabidas, em outros momentos sensíveis. Basta acessar o serviço CNESNet da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. Foi o que fez o professor André Borges Lopes. Associado ao nome da doutora Junice  surgem quatro vínculos empregatícios ativos. Dois deles de 40 horas no Saúde da Família. Outros dois de 24 horas cada como médico clínico. Total: 128 horas semanais, improváveis 18 horas e meia por dia, de segunda a segunda. Com um detalhe: os vínculos públicos são com prefeituras de três cidades diferentes do interior baiano (Murici, Queimadas e  Jiquiriçá). Segundo o Google Maps, distantes 357 km entre si, 4h40 de viagem.Pergunta: por que o diligente jornalismo da casa Frias não providenciou esses esclarecimentos, antes de disparar a exclamativa manchete da 6ª feira? Resposta: pelo mesmo motivo que publicou uma ficha falsa da Dilma em 2009.

O texto foi extraído da newslatter do Carta Maior recebido diariamente em meu e-mail. A foto foi extraída do Flickr do Ministério da Saúde onde 206 médicos cubanos que atuarão na primeira etapa do programa Mais Médicos por meio de acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) chegam ao Brasil. Foto: Karina Zambrana – ASCOM/MS. Saiba mais no Blog da Saúde: bit.ly/12yIy82.

Eles repetem Bush em Nova Orleans

Obana é o novo Bush

Há oito anos, no dia 26 de agosto de 2005, o furacão Katrina chegou aos EUA. No dia 29 atingiria Nova Orleans. Desencadearia uma espiral de devastação que associou desabamentos, inundações, afogamento, fome, sede e saques. Pretos, pobres, velhos e crianças foram as principais vítimas do desastre que custou 1.800 vidas. O governo Bush demorou quatro dias para reagir. Uma semana após o ciclone, áreas continuavam isoladas; populações desassistidas. A popularidade do republicano  vergou sob o peso dos mortos. Não era uma guerra, não cabiam desculpas patrióticas. Novas Orleans deixou patente a inadequação social de um governo que se evocava um anexo dos mercados. Em meio ao desespero, Fidel Castro  ofereceu ajuda.  Cuba se propôs  a colocar 1.600 médicos experimentados em catástrofes para atuar em Nova Orleans. ‘Em 48 horas’, prontificou-se o governo cubano. Bush ignorou. Fidel insistiu. Cuba providenciaria  todo o equipamento necessário e 36 toneladas de medicamentos. Silêncio. Há um ciclone de abandono e isolamento médico cujo vórtice atinge cerca de 3500 municípios brasileiros. A  exemplo de Bush, o conservadorismo local prefere ver a pobreza morrer doente a ter um médico cubano prestando assistência emergencial nas áreas mais  carentes do país. Se dependesse dos gásparis, elianes, tucanos e assemelhados o Katrina da carência médica continuaria a devastar o Brasil miserável, enquanto eles pontificam elevadas razões humanistas para recusar a ajuda emergencial de Cuba. (LEIA  MAIS AQUI. Leia também dois textos do dossiê ‘Cuba’, do Instituto de Estudos Avançados da USP:  um oportuno panorama dos avanços da medicina na ilha; e os desafios de atualização do projeto socialista cubano)

O texto foi extraído da newslatter do Carta Maior recebido diariamente em meu e-mail.

 

O relato de uma brasileira que mora em Cuba

O relato de uma brasileira que mora em Cuba

Saiu na página do Socialismo da Depressão no facebook! Se informem com A VERDADE e não com as imensas manipulações que estão rodando na rede.

Antes que digam qualquer coisa referente ao povo cubano, sobre a ausência na comunicação e internet, Cuba tem acesso sim, só que o acesso é bem mais caro do que para nós. Os debates pelos fóruns vimos que que há muitos cubanos em redes sociais e até sites de notícia de lá muito bem feitos. Cuba sofre com um embargo econômico, não se esqueçam. O aprimoramento de tecnologias não funciona como aqui. Além do mais, ou no começo desse ano ou no final do ano passado, Cuba começou a operar com o auxílio de cabos de fibra óptica vindos da Venezuela. Cuba conta com grande auxílio dos países latinos pra vencer esse embargo, mas as coisas não funcionam de um dia pra noite.

Acho bem legal a Tainá colocar um ponto de vista oposto – é assim que se constrói o debate e se chega mais perto da verdade. No entanto, meu questionamento está ligado não à organização teórica (e talvez até constitucional!) do sistema político cubano, e sim do seu funcionamento na prática. Ainda que exista, pelo menos recentemente, um sistema honesto e competitivo nas eleições cubanas, a eleição de Raul é algo, sem dúvida, polêmico – a manutenção do controle executivo do país pela família Castro é algo preocupante, já que indica ou uma atitude muito forte da população a favor da manutenção das políticas de Fidel, ou uma manipulação através de um sistema que se diz competitivo mas não o é de fato (lembremos da falsa oposição entre ARENA e MDB durante o regime militar). De qualquer forma, ainda acho que o assunto requer mais conhecimento do que o simples relato no blog, ou das alegações de uma blogueira.

Quem questiona se é verdade o que a Tainá fala ou se é verdade o que a Yoani Sánchez é porque Yoani normalmente sai papagueando o que ela diz, o que garantimos que é verdade é que não é a primeira vez que ouço isso de um brasileiro que mora em Cuba, além do mais, eles não se conhecem. Antes que digam qualquer coisa, eu queria sim morar em Cuba, se você não gostou, pague as passagens que eu irei de vez pra lá! Se você é contra ao sistema e quer viver sendo manipulado, viva seu mundo e respeite as opiniões divergentes. Eu sou socialista sim!