Aquieta tua alma de militante

Somos companheiros, somos militantes

Aquieta tua alma de militante…
Aquieta teu coração indignado.
Foram muitas conversas e outras tantas jogadas fora.
Teve conversas de mundos que não se cruzam mais.
Teve conversas de afetos arranhados, entre a tristeza e o acalanto.
Teve conversa entre o aprender e o educar.

Aquieta tua alma de militante…
Encontra um refúgio na crença de que nada é em vão.
Alguns corações disparados na calada da noite
Algum choro inconsolável, por se perder na indiferença alheia.
Uma gargalhada fora de lugar,
Um sorriso tranquilo no lugar certo.
Noites de sono interrompido, medos por si e pelo outro que nem se conhece ainda.

Aquieta tua alma de militante…
…e deixa fluir o que há de melhor em você, para compartilhar com quem enxerga o mundo em formas similares.
Teve solidariedade, teve empatias, o amor brotou de expressões tão diversas, a esperança teve picos altos e ligeiros.
A fraternidade nos acolheu em tempos de grande tensão.
Teve abraço apertado e olhar de aconchego.
Teve chão para se pisar firme. Teve horizonte para se olhar.

Aquieta tua alma de militante…
Permita-se dormir o sono dos justos.
Você não está só.
Nada foi em vão.

Recebido via WhatsApp e desconheço a autoria

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Investimento em museus cresceu 980% em uma década, afirma Ibram

MUSEU NACIONAL / RIO

O Instituto Brasileiro de Museus divulgou o resultado de estudo sobre os investimentos realizados no campo museal entre os anos de 2001 e 2011. O levantamento revela que, no período pesquisado, os recursos destinados anualmente ao setor passaram de R$ 20 milhões para R$ 216 milhões, o que representa um aumento de 980%.

Os dados do levantamento foram consolidados a partir de pesquisa realizada no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), contendo empenhos feitos pelo Tesouro Nacional na área cultural e pelo programa Monumenta, que utiliza recursos do Banco Interamericano (BID) e fica sob a responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Também fazem parte do resultado as captações realizadas pela Lei de Incentivo Fiscal (mecenato) relativas a projetos do campo museal.

Histórico de valorização

A valorização dos museus e o crescimento dos investimentos na área têm, em sua trajetória, alguns fatos marcantes que delineiam a formação do campo museal brasileiro. Em maio de 2003, início do primeiro mandato do governo Lula, foi lançada a Política Nacional de Museus, documento que serviu de base para definir os rumos da preservação e do desenvolvimento do patrimônio museológico brasileiro. Já naquele ano, os investimentos no campo museal subiram de R$ 24 para R$ 44 milhões.

Em 2004, foi criado o Departamento de Museus (Demu), dentro da estrutura do Iphan. Desde então, uma nova forma de enxergar a importância dos museus brasileiros começou a ser desenhada.

Com a criação do Ibram, instituído como uma autarquia vinculada ao MinC em 2009, o setor museológico passou a dispor de instrumento dotado de autonomia e maior orçamento para lidar com suas demandas. Os museus brasileiros também ganharam um canal direto e personalizado com o governo, o que tem contribuído de forma significativa para o desenvolvimento do campo.

Além disso, o programa de capacitação empreendido pelo Ibram junto aos agentes da área auxiliou no aumento do número de projetos relativos a museus, amparados sob o regime de incentivo fiscal.

Se analisada a série histórica, observa-se um considerável salto entre os recursos aplicados diretamente pelo Sistema MinC após a criação do Instituto. Em 2009 foram R$ 43 milhões e, em 2010, R$ 70 milhões. Em termos de incentivo fiscal, os números também são significativos: foram captados R$ 73 milhões em 2009, R$ 100 milhões em 2010 e R$ 146 milhões em 2011.

No total de investimentos, 2011 teve recorde com R$ 216 milhões. Esses recursos são resultado de iniciativas do Sistema do Ministério da Cultura (MinC), incluindo suas autarquias e fundações vinculadas, do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e dos projetos do Programa Nacional de Cultura (Pronac), aprovados na modalidade mecenato (que viabiliza o patrocínio e apoio de empresas públicas e privadas em projetos culturais por meio de renúncia fiscal).

Com os gráficos a seguir, é possível visualizar o investimento crescente nos museus nos últimos dez anos:

“Antes de 2003, o déficit de investimentos na cultura e, em especial na área de museus, era enorme”, afirma José do Nascimento Jr., presidente do Instituto Brasileiro de Museus. Estamos ampliando os investimentos ano a ano para chegarmos a patamares condizentes com a dimensão do setor museal brasileiro”.

De acordo com o presidente do Ibram, a meta a médio e longo prazo é a superação dos investimentos orçamentários em relação àqueles aportados pelas leis de incentivo para, com isso, minimizar as disparidades regionais.

Publicado em 

[Livro] A Elite do Atraso – Da escravidão a lava-jato de Jessé Souza

Um livro que analisa o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Clique neste link ou na imagem do livro e faça o download do livro.

Prefácio do livro

Este livro foi pensado para ser uma leitura historicamente informada da conjuntura recente brasileira. A crise brasileira atual é também e antes de tudo uma crise de ideias. Existem ideias velhas que nos legaram o tema da corrupção na política como nosso grande problema nacional. Isso é falso, embora, como em toda mentira e em toda fraude, tenha seu pequeno grão de verdade. Nossa corrupção real, a grande fraude que impossibilita o resgate do Brasil esquecido e humilhado, está em outro lugar e é construída por outras forças. São essas forças, tornadas invisíveis para melhor exercerem o poder real, que o livro pretende desvelar. Essa é a nossa elite do atraso.

Para melhor cumprir meu objetivo, construí este livro sob a forma de uma resposta crítica ao clássico Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, publicado em 1936. Como veremos, o livro de Sérgio Buarque é, ainda hoje, a leitura dominante do Brasil, seja na sua modernização em seus epígonos mais famosos, como Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso ou Roberto DaMatta, seja na sua influência ampla e difusa nos intelectuais de direita e de esquerda do Brasil de hoje em dia. É a influência continuada dessa leitura na cabeça das pessoas que nos faz de tolos.

O sucesso da empreitada de Sérgio Buarque se deve ao fato de ele ter logrado, ao modo dos profetas das grandes religiões mundiais, responder às três grandes questões que desafiam indivíduos e sociedades: De onde viemos? Quem somos? Para onde (provavelmente) vamos? Articular essas três questões centrais de modo convincente permitiu que sua visão se tornasse a interpretação oficial do Brasil sobre si mesmo. Como iremos ver, a Lava Jato se legitima com Sérgio Buarque e seus epígonos; a Rede Globo legitima sua violência simbólica do mesmo modo; ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se legitimam a partir de suas ideias; e intelectuais importantes da esquerda continuam reproduzindo suas supostas evidências e as de seus discípulos.

Minha tese é que tamanho sucesso e ubiquidade é resultado da ação combinada de dois fatores: o primeiro é o fato de Sérgio Buarque haver construído uma narrativa totalizadora – como a das religiões que não podem deixar margem a lacunas e dúvidas – do Brasil e de sua história; e o segundo ponto é o de ter criado a legitimação perfeita para uma dominação oligárquica e antipopular com a aparência de estar fazendo crítica social. É isso que o faz tão amado pela direita e pela esquerda.

Tamanha influência ubíqua e convergente me motivou a reconstruir, neste livro, uma contraposição a suas ideias, ponto a ponto, nas três questões seminais que todo indivíduo ou sociedade são desafiados a responder. Como não somos formigas que repetem uma informação genética, nosso comportamento é determinado por uma visão do mundo e das coisas que é “construída”. Essa construção do sentido do mundo era trabalho de religiosos no passado e de intelectuais nos últimos duzentos anos de história. Esse “sentido do mundo” nos parece, então, “natural”, dado que nascemos sob a influência dele, e são pessoas  amadas e admiradas, em casa, na escola ou na televisão, que nos apresentam a ele. De tal modo que nos aparece como algo “confiável”. É essa confiabilidade que torna tão fácil a reprodução dos privilégios legitimados por esse sentido, sempre muito específico, e, ao mesmo tempo, torna a sua crítica tão difícil.

Épocas de crise como a brasileira atual são, nesse sentido, uma oportunidade única. Na crise, toda legitimação perde sua “naturalidade” e pode ser desconstruída. Mas é necessário que se reconstrua um novo sentido que explique e convença melhor que o anterior. Sem isso, a explicação anterior tende a se perpetuar. É esse esforço que pretendo fazer aqui. A ideia é criticar a interpretação dominante não apenas nas suas falhas conceituais, como já fiz antes em diversas ocasiões,1 mas também sua interpretação histórica e factual da realidade brasileira. Essa nova reconstrução histórica, por sua vez, permitirá um diagnóstico, a meu ver, muito mais acurado e convincente da própria realidade atual.

Assim, persegui três eixos temáticos bem definidos. O primeiro é tomar a experiência da escravidão, e não a suposta e abstrata continuidade com Portugal e seu “patrimonialismo”, onde não existia a escravidão, como a semente de toda a sociabilidade brasileira. Muitos falaram de escravidão como se fosse um mero “nome”, sem eficácia social e sem consequências duradouras, inclusive Sérgio Buarque e seus seguidores. Compreender a escravidão como conceito é muito diferente. É perceber como ela cria uma singularidade excludente e perversa. Uma sociabilidade que tendeu a se perpetuar no tempo, precisamente porque nunca foi efetivamente compreendida nem criticada.

O segundo foi perceber como a luta das classes por privilégios e distinções logrou construir alianças e preconceitos que esclarecem, melhor que qualquer outra coisa, o padrão histórico que se repete nas lutas políticas do Brasil moderno. O principal aqui é evitar compreender as classes de modo superficial e economicista, como o fazem tanto o liberalismo quanto o marxismo. Ao perceber as classes sociais como construção sociocultural, desde a influência emocional e afetiva da socialização familiar, abrimosum caminho que esclarece nosso comportamento real e prático no dia a dia como nenhuma outra variável. Essa é uma promessa que faço ao leitor sem medo de fracassar: é possível reconstruir as razões de nossa própria conduta cotidiana, assim como a conduta dos outros que conosco partilham o mundo social, de modo preciso e convincente a partir da reconstrução da herança de classe de cada um.

A tradição inaugurada por Sérgio Buarque e arrasadoramente influente até hoje não percebe a ação das classes sociais, daí que tenham criado o “brasileiro genérico”, o homem cordial de Sérgio Buarque ou o homem do “jeitinho brasileiro” para um DaMatta. O conflito entre as classes também é distorcido e tornado irreconhecível, sendo substituído por um falso conflito entre Estado corrupto e patrimonial e mercado virtuoso. Ainda que todo o noticiário atual milite contra essa percepção, sem uma desconstrução do sentido velho e de uma reconstrução explícita de um sentido novo, seremos feitos de tolos indefinidamente. É por conta dessa inércia provocada pela força de concepções passadas que pensamos os problemas brasileiros sob a chave do patrimonialismo e do populismo, dois espantalhos criados para tornar possível a aliança antipopular que caracteriza o Brasil moderno desde 1930.

Por fim, o terceiro ponto é o diagnóstico acurado do momento atual. Se os dois pontos anteriores são importantes, sua eficácia deve ser comprovada por um diagnóstico do momento atual mais profundo e mais veraz que o do “racismo culturalista”, como podemos definir o paradigma que estamos criticando. Esse é o convite que faço ao leitor. Adentrar o espaço de uma aventura do espírito que visa libertá-lo das amarras invisíveis das falsas interpretações críticas. Esse é, afinal, o primeiro passo para que, enfim, não mais repitamos a nossa triste história da exclusão recorrente e golpes de Estado, mas que juntos possamos construir algo verdadeiramente novo.

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O mundo precisa da ciência e a ciência precisa das mulheres

A ciência precisa das mulheres

Mulheres continuam sendo minoria em instituições de pesquisa e em organismos decisórios da área da ciência. O alerta é da diretora-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Irina Bokova, que pediu neste sábado (11) — Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência — mais esforços pela igualdade de gênero no meio científico.

“As meninas continuam a enfrentar estereótipos e restrições sociais e culturais, que limitam seu acesso à educação e ao financiamento para pesquisas, impedindo-as de desenvolver carreiras científicas e de realizar todo o seu potencial”, disse a chefe da agência da ONU.

Bokova afirmou que a marginalização das mulheres ameaça o cumprimento da Agenda 2030 da ONU e do Acordo de Paris. Ambos os compromissos internacionais “destacam os papéis-chave da igualdade de gênero e da ciência”, afirmou a diretora-geral da UNESCO. “A humanidade não pode ignorar a metade de seu gênio criativo”

O mundo precisa da ciência e a ciência precisa das mulheres

A dirigente lamentou que meninas e mulheres são as que “suportam os fardos mais pesados da pobreza e da desigualdade”. “Elas estão nas linhas de frente da mudança climática, incluindo os desastres resultantes de riscos naturais”, disse.

Para Bokova, progressos significativos para incluir as mulheres na produção científica só serão conquistados “por meio do estímulo à sua engenhosidade e inovação”. “As meninas e mulheres devem ser empoderadas em todos os níveis, na aprendizagem e na pesquisa, na administração e no ensino, em todos os campos científicos”, explicou.

Segundo a chefe da UNESCO, é necessário oferecer “oportunidades de tutoria para jovens cientistas, com a finalidade de auxiliá-las no desenvolvimento de suas carreiras”. “Devemos aumentar a conscientização sobre o trabalho das mulheres cientistas, proporcionando oportunidades iguais para sua participação e liderança em uma ampla gama de entidades e eventos científicos de alto nível”, acrescentou.

Bokova lembrou ainda que a UNESCO lançou em 2016 o Manifesto pelas Mulheres na Ciência. O documento busca envolver governos e partes interessadas na promoção da participação plena de meninas e mulheres na ciência. “O mundo precisa da ciência, e a ciência precisa das mulheres”, concluiu a dirigente.

ONU Brasil

Elipse – Revista literária galego-portuguesa #10

Capa da revista Elipse #10

Recebi o e-mail de meu amigo e poeta Samuel Costa sobre o editorial galego-portuguesa, que informa a publicação da revista literária Elipse número #10, onde possui um percurso já muito amplo no campo da literatura e da arte e que segue avançando com passo firme no mundo da lusofonia; Galiza, Portugal, Brasil e Moçambique.

A revista é uma publicação literária quadrimestral (formato físico e virtual). Com achegas em poesia, narrativa, gráfica, tradução. Nela participam os seguintes artistas:

  • GALIZA: Augusto fontám, Francisco Pazos, Manuel Bonabal, Ofelia Comesaña, Manuel Blanco, Sabela Carballo, Artur Alonso, Abilio Rodríguez, José André, Xosé María Vila, Alberte Corral e Alfonso Díaz.
  • PORTUGAL: Fernando Fitas e Marília Miranda Lopes.
  • BRASIL: Paulo Pires, Clarisse da Costa, Vivaldo Terres, Andréa Mascarenhas, Samuel da Costa e Lepota L. Cosmo.
  • MOÇAMBIQUE: Estêvão do Acácio Chissano e Narciso Balói.

Direitos Humanos: tomando partido

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ONU BrasilA educação tem um papel vital na promoção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais, tendo como princípios estruturantes a igualdade, a dignidade, a inclusão e a não discriminação, conforme a Declaração da ONU sobre Educação em Direitos Humanos de 2011.

Sob o argumento de combater a “doutrinação ideológica dos estudantes”, o programa Escola sem Partido defende o veto a qualquer aula, conteúdo ou atividade que afronte as convicções religiosas ou morais dos pais e dos alunos. Sustenta uma educação pautada pela neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado.

Na Câmara, há três projetos versando sobre a matéria — PL 7.180/2014, PL 867/2015 e o PL 1.411/2015 — e no Senado há o PLS 193/2016. Objetivam assegurar ao estudante uma formação “neutra”, isenta de reflexão e de crítica. O tema ainda está sendo enfrentado na arena jurisdicional, em virtude de ação direta de inconstitucionalidade (ADI 5.537) proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

Para a Advocacia-Geral da União, o projeto é inconstitucional. No mesmo sentido, o MEC tem manifestado seu repúdio ao projeto. A Associação Brasileira de Escolas Particulares defende que “dialogar é melhor que proibir”. Sustenta ser papel da escola contribuir para a autonomia intelectual e existencial do aluno e para a formação de seu senso crítico, o que pressupõe o acesso amplo e sem restrições em relação às mais diversas tendências, correntes, partidos, crenças e ideologias, à luz da pluralidade política e ideológica da sociedade brasileira.

O programa Escola sem Partido viola frontalmente a Constituição e os tratados internacionais ratificados pelo Estado brasileiro. Determina a Constituição que a educação visará ao pleno desenvolvimento da pessoa (artigo 205), adicionando que o ensino será ministrado com base no princípio da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, bem como no princípio do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas (artigo 206). Por sua vez, ao tratar do Plano Nacional de Educação, consagra que deve ser vocacionado à promoção humanística (artigo 214). Liberdade, pluralismo e cidadania são os valores a inspirar os parâmetros constitucionais referentes à educação. A escola há de ser o espaço de formação cidadã, estimulando o debate livre e a reflexão crítica, visando à expansão das potencialidades humanas.

A ordem constitucional está em total harmonia com os instrumentos internacionais de direitos humanos. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em seu artigo 26, enuncia que toda pessoa tem direito à educação orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento e do respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais. No mesmo sentido, está o artigo 13 do Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Consolida-se, assim, o direito à educação em direitos humanos como um direito humano fundamental.

Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o processo educacional deve ser orientado por valores, atitudes e habilidades voltadas ao pleno desenvolvimento da personalidade humana, com vistas à criação de uma cultura universal de respeito aos direitos humanos; ao senso de dignidade; à promoção do diálogo, tolerância e igualdade de gênero; e à efetiva participação de todos em uma sociedade livre, pluralista e democrática.

O Programa Mundial de Educação em Direitos Humanos da UNESCO e do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH) também é claro ao reforçar a importância de se construir uma cultura de educação em direitos humanos em todos os níveis de ensino, calcada no pluralismo e na liberdade de expressão e pensamento.

A educação é tanto um direito humano em si mesmo quanto um direito de “empoderamento” a impactar o modo pelo qual os demais direitos são exercidos. Para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a educação é essencial para a promoção dos direitos humanos, da igualdade de gênero, da cultura da paz e da não violência, da valorização da diversidade, da democracia e para a construção de sociedades justas, pacíficas e inclusivas, pautadas no desenvolvimento sustentável.

Neste contexto, é fundamental assegurar o direito à educação que permita transitar de uma cultura de negação e violação a direitos para uma cultura de afirmação e promoção de direitos; de uma cultura de violência para uma cultura da paz; de uma cultura de discriminação e intolerância para uma cultura de respeito e diversidade. Daí a mais veemente defesa de uma escola pautada pela educação em direitos humanos, no marco de uma sociedade pluralista, livre e democrática.

Por Flávia Piovesan, secretária especial de Direitos Humanos e professora de Direito da PUC/SP, Jaime Nadal Roig é representante no Brasil do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Lucien Muñoz é representante no Brasil da UNESCO e Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

Banda Alma Livre lança o seu mais novo projeto “Deixe Brilhar”

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A banda Alma Livre, do meu amigo virtual de redes sociais Agnaldo Alves, lançou mais um projeto e estão com seu novo EP na praça, Deixe Brilhar!

O grupo leva ao mundo a mensagem de paz, amor, igualdade e compaixão… Sentimentos que precisamos receber, para podermos emitir, e o mundo esta precisando muito disso, não é mesmo?!

É com essa energia, que a Alma Livre transmite, possa atingir todos os cantos e guetos do mundo, transformando as angústias e dores, em força, e fé na vida, no amor, e na esperança de um mundo melhor. Com sonoridade diferenciada, o EP traz um reggae sofisticado carregado de swing que prega a paz, fala de questões sociais e luta contra o racismo.

Produzido pela própria banda, com direção geral de Wilson Souto Junior e Ana Maria T. Mendes, “Deixe Brilhar” e conta com cinco músicas autorais e uma versão de “Paciência”, grande sucesso na voz de Lenine, escrita pelo cantor pernambucano e Dudu Falcão.

O grupo composto por José Alves (voz e guitarra), Agnaldo Alves (teclado), Francisco Silva (teclado), Sabiá Nascimento (percussão), Paulo Vigilatto (baixo) e Kleberson Luiz (bateria), bebe de fontes do jazz e soul que, somado ao reggae, resulta em um som bem original e brasileiro. “O reggae é um estilo que sempre nos cativou por ter nascido nos guetos, num cenário de miséria, violência e preconceito. Em poucos anos se espalhou pelo mundo levando sua força, carregando nações inteiras com seu suingue”, explica Naldinho.

O compilado foi gravado e mixado nos estúdio Gravodisc, ícone da cena musical paulistana desde a década de 60. A masterização ficou por conta de Oswaldo Martins, um dos grandes nomes a frente da Turbomastering, especializada na área.

“De um modo geral, o álbum retrata com muita liberdade e naturalidade as questões sociais, a cultura de paz, o respeito, o amor, o combate ao racismo e todas as formas de preconceito”, comenta Alves, o vocalista. Esses fatores ficam bem evidentes na faixa “Absurdo”, que foi tema da campanha “Combate ao Preconceito e Promoção da igualdade Racial em São Paulo”. Realizada pela Rede Social Centro em parceria com a Secretária Municipal de Promoção da Igualdade Racial e a Coordenação de Políticas para População Negra e Indígena do Estado de São Paulo em agosto de 2015, reuniu mais de 30.000 pessoas no Centro de São Paulo e teve um alcance muito significativo também na internet e demais meios de comunicação.

O trabalho conta ainda com a participação internacional de AVR, Avaro Silva, um conhecido rapper uruguaio. “Conhecemos o AVR no final de 2014, em uma turnê pelo Uruguay. O convidamos para subir ao palco e fazer uma rima com a gente”, conta Alves. Imediatamente o grupo percebeu que aquele som era a cara do Alma Livre e que era a oportunidade para uma ótima parceria. Assim que ouviu “O Preço da Paz”, AVR se identificou e topou vir para São Paulo gravar com o regueiros.

Com duas demos e um CD independente, o Alma Livre já passou por turnês no Uruguay, Portugal, Argentina e mais de cem shows pelo Brasil. “Trabalho com música a vida toda, confesso que essa banda me surpreende a cada musica, cada pensamento, cada proposta. Isto está refletido em sua música, sua viagem e a revolução”, Wilson Souto Jr. fundador da gravadora Atração Fonográfica, onde a banda acaba de fechar contrato e se prepara para cair na estrada e divulgar seu trabalho pelo mundo.

Faixas do EP:

  1. Paciência
  2. O Preço Da Paz – Part.Internacional: Avaro Silva (AVR) Montevideo, Uruguay
  3. Deixe Brilhar
  4. Sem Hora Pra Voltar
  5. Absurdo
  6. Só A Luz Me Acalma
    Site: www.bandalmalivre.com.br.
    Download: Clique aqui e baixe!

Relatório do índice de vulnerabilidade juvenil à violência e desigualdade racial 2014

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Recebi por e-mail do presidente do Conseg 271 do Distrito do Pântano do Sul, Carlos Thadeu Lima Pires que também é preside a Associação Metropolitana de Conselhos Comunitários de Segurança da Grande Florianópolis, o relatório apresentando o índice de vulnerabilidade juvenil à violência e desigualdade racial em todo o Brasil. O destaque deste documento e peço que observem está nos estados do Sul, notadamente Paraná e Santa Catarina. O presente documento foi elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com outras instituições.

Não deixem de conferir o relatório, um resultado entre de parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Presidência da República, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Ministério da Justiça (MJ) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil.

O IVJ – Violência e Desigualdade Racial será utilizado pelo Plano Juventude Viva, da Secretaria Nacional de Juventude, para orientar políticas públicas de redução da violência contra jovens no país.

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O consumo com o Vale-Cultura

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De acordo com dados do Ministério da Cultura, o setor livreiro saiu na frente na preferência de consumo com o#ValeCultura. Até o momento, 77% dos gastos com o cartão foram feitos em livrarias. O Vale-Cultura possibilita ao trabalhador brasileiro que ganha até 5 salários mínimos receber R$ 50 mensais para o consumo de bens culturais, por meio de um cartão magnético pré-pago, válido em todo território nacional. Meu chefe está analisando a implantação do benefício em sua empresa. Tomara que ele faça a adesão ao programa. Saiba mais sobre o programa: www.cultura.gov.br/valecultura.

😀

Afra, poesia de Samuel da Costa

Um sorriso apenas!!!
Seduz-me.
Manda-me para casa.
Alegra o meu dia…
Embriaga-me de desejo.
Derrota-me por fim,
Esvaece-me!

***

Re-luz na minha treva diária.
Lança-me para luz…
Na minha luta diária!
Derrota-me…
Por fim.

***

Um sorriso apenas, e nada mais.
Beltia imortal!
Dos meus desejos mais profanos!
Visita-me no meu sonho, mais sagrado…
Na infinitude, de todo o meu ser.
Imperfeito!

***

Deusa sagrada.
Me da um sorriso apenas,
Evanesce-me por fim!
Sorri & me derrota.
Manda-me para casa.
Sozinho e derrotado

***

Lança-me para minha treva diária.
Para a minha vida vazia.
Derrote-me…
Esvaece-me por fim

Samuel da Costa é poeta em Itajaí