Relatório revela impacto significativo de ativismo climático na redução das emissões

Os autores do relatório “Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo”, do Climáximo, assinalam que o ativismo pode ser a forma mais eficaz para os cidadãos em termos de reduzir os seus impactos climáticos.

Numa nota publicada no seu site, o Climáximo refere que “o movimento anti-petróleo em Portugal preveniu as emissões de aproximadamente 10 mil toneladas de CO2 nos últimos dois anos, graças ao cancelamento e adiamentos de contratos de exploração de gás e petróleo”.

“O movimento conseguiu pressionar o governo para cancelar, ou não renovar dois terços dos contratos existentes no início da legislativa e ainda conseguiu fazer adiar o furo de Aljezur do consórcio ENI/GALP, que foi inicialmente marcado para 2016”, lê-se na missiva.

Os autores do relatório, Sinan Eden (ativista do Climáximo) e Luís Fazendeiro (ativista da Plataforma Algarve Livre de Petróleo e investigador em transição energética), concluem que “os movimentos sociais são capazes de produzir resultados incríveis” e que “participar em movimentos sociais é, possivelmente, a estratégia mais eficiente para redução de emissões para cada pessoa portuguesa: as emissões evitadas chegam aos 75% de emissões anuais por activista, um valor muito mais elevado do que em qualquer outra estratégia”.

O relatório “Lutar para vencer: o impacto no clima do movimento português anti-petróleo” está disponível em inglês e em português no site do Climáximo: Lutar para Vencer.

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Fake news: Centro Knight abre inscrições para curso online gratuito

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O Centro Knight para o Jornalismo das Américas está com inscrições abertas para o curso on-line “Como desbancar as ‘fake news’ e nunca mais chamá-las por esse nome”. As aulas começam dia 5 de agosto e vão até o dia 2 de setembro.

O curso será coordenado por Ângela Pimenta, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e coordenadora do Projeto Credibilidade (Trust Project), iniciativa voltada a criar indicadores para distinguir o jornalismo de qualidade na internet.

Ângela também será uma das instrutoras do curso junto com Fábio Gusmão, editor online do jornal Extra, do Rio de Janeiro; Bárbara Libório, jornalista da Aos Fatos e do Canal Meio; e Pedro Burgos, fundador do projeto Impacto.Jor.

Os participantes vão aprender as etapas do trabalho de checagem e verificação para desmascarar notícias fabricadas, memes enganosos e vídeos manipulados que surgem nas redes.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Centro Knight.

Portal Imprensa

Fake news: Google usará jornalismo de dados na apresentação de pesquisas de usuários

Fakebook News

O Google começará a usar jornalismo de dados na apresentação de buscas feitas por usuários do Google Search. Com a medida, o site quer combater as fake news. A informação é do TecMundo, Canaltech  e Engadget.

A empresa, por meio da Google News Initiative, vai produzir conteúdo baseado no jornalismo de dados – com gráficos, planilhas e até algoritmos – para conferir a informação antes de apresenta-la. Com isso, os usuários receberão detalhes mais precisos da sua busca no topo dos resultados.

Segundo o Engadget, agora, quando o usuário faz uma pesquisa sobre assuntos específicos, como as despesas de uma organização sem fins lucrativos em um determinado ano, por exemplo, o Google mostrará dados tabulares específicos no topo da página à frente de todos os outros resultados.

Até agora, o Google vem trabalhando com sites como o ProPublica, que emprestou seu banco de dados interativo para organizações sem fins lucrativos ao projeto.

Portal Imprensa

Lula, você não está sozinho

You’re Not Alone #FreeLula

O músico brasileiro Daniel Teo, atualmente residindo nos Estados Unidos, fez uma linda música homenageando o companheiro Lula. Contando com forte influência de John Lennon e Bob Dylan, esta canção tem tudo para virar um hino internacional pelo #LulaLivre e contra todas as injustiças sofridas pelos outros heróis e heroínas também citadas na mesma canção.

 

“Bohemian Rhapsody” é o filme que conta a história de Freddie Mercury

Bohemian Rhapsody filme poster Queen

Queen divulga teaser do filme Bohemian Rhapsody.

O Queen divulgou as primeiras imagens do filme “Bohemian Rhapsody” que conta a história de Freddie Mercury. O teaser mostra trechos de cenas do ator Rami Malek como o vocalista da banda britânica. Com direção de Bryan Singer, “Bohemian Rhapsody” está previsto para estrear nos cinemas no dia 2 de novembro. Os membros Brian May e Roger Taylor são os produtores executivos do filme e supervisores musicais. Agora é esperar pra curtir.

 

[Livro] A Elite do Atraso – Da escravidão a lava-jato de Jessé Souza

Um livro que analisa o pacto dos donos do poder para perpetuar uma sociedade cruel forjada na escravidão. Clique neste link ou na imagem do livro e faça o download do livro.

Prefácio do livro

Este livro foi pensado para ser uma leitura historicamente informada da conjuntura recente brasileira. A crise brasileira atual é também e antes de tudo uma crise de ideias. Existem ideias velhas que nos legaram o tema da corrupção na política como nosso grande problema nacional. Isso é falso, embora, como em toda mentira e em toda fraude, tenha seu pequeno grão de verdade. Nossa corrupção real, a grande fraude que impossibilita o resgate do Brasil esquecido e humilhado, está em outro lugar e é construída por outras forças. São essas forças, tornadas invisíveis para melhor exercerem o poder real, que o livro pretende desvelar. Essa é a nossa elite do atraso.

Para melhor cumprir meu objetivo, construí este livro sob a forma de uma resposta crítica ao clássico Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, publicado em 1936. Como veremos, o livro de Sérgio Buarque é, ainda hoje, a leitura dominante do Brasil, seja na sua modernização em seus epígonos mais famosos, como Raymundo Faoro, Fernando Henrique Cardoso ou Roberto DaMatta, seja na sua influência ampla e difusa nos intelectuais de direita e de esquerda do Brasil de hoje em dia. É a influência continuada dessa leitura na cabeça das pessoas que nos faz de tolos.

O sucesso da empreitada de Sérgio Buarque se deve ao fato de ele ter logrado, ao modo dos profetas das grandes religiões mundiais, responder às três grandes questões que desafiam indivíduos e sociedades: De onde viemos? Quem somos? Para onde (provavelmente) vamos? Articular essas três questões centrais de modo convincente permitiu que sua visão se tornasse a interpretação oficial do Brasil sobre si mesmo. Como iremos ver, a Lava Jato se legitima com Sérgio Buarque e seus epígonos; a Rede Globo legitima sua violência simbólica do mesmo modo; ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se legitimam a partir de suas ideias; e intelectuais importantes da esquerda continuam reproduzindo suas supostas evidências e as de seus discípulos.

Minha tese é que tamanho sucesso e ubiquidade é resultado da ação combinada de dois fatores: o primeiro é o fato de Sérgio Buarque haver construído uma narrativa totalizadora – como a das religiões que não podem deixar margem a lacunas e dúvidas – do Brasil e de sua história; e o segundo ponto é o de ter criado a legitimação perfeita para uma dominação oligárquica e antipopular com a aparência de estar fazendo crítica social. É isso que o faz tão amado pela direita e pela esquerda.

Tamanha influência ubíqua e convergente me motivou a reconstruir, neste livro, uma contraposição a suas ideias, ponto a ponto, nas três questões seminais que todo indivíduo ou sociedade são desafiados a responder. Como não somos formigas que repetem uma informação genética, nosso comportamento é determinado por uma visão do mundo e das coisas que é “construída”. Essa construção do sentido do mundo era trabalho de religiosos no passado e de intelectuais nos últimos duzentos anos de história. Esse “sentido do mundo” nos parece, então, “natural”, dado que nascemos sob a influência dele, e são pessoas  amadas e admiradas, em casa, na escola ou na televisão, que nos apresentam a ele. De tal modo que nos aparece como algo “confiável”. É essa confiabilidade que torna tão fácil a reprodução dos privilégios legitimados por esse sentido, sempre muito específico, e, ao mesmo tempo, torna a sua crítica tão difícil.

Épocas de crise como a brasileira atual são, nesse sentido, uma oportunidade única. Na crise, toda legitimação perde sua “naturalidade” e pode ser desconstruída. Mas é necessário que se reconstrua um novo sentido que explique e convença melhor que o anterior. Sem isso, a explicação anterior tende a se perpetuar. É esse esforço que pretendo fazer aqui. A ideia é criticar a interpretação dominante não apenas nas suas falhas conceituais, como já fiz antes em diversas ocasiões,1 mas também sua interpretação histórica e factual da realidade brasileira. Essa nova reconstrução histórica, por sua vez, permitirá um diagnóstico, a meu ver, muito mais acurado e convincente da própria realidade atual.

Assim, persegui três eixos temáticos bem definidos. O primeiro é tomar a experiência da escravidão, e não a suposta e abstrata continuidade com Portugal e seu “patrimonialismo”, onde não existia a escravidão, como a semente de toda a sociabilidade brasileira. Muitos falaram de escravidão como se fosse um mero “nome”, sem eficácia social e sem consequências duradouras, inclusive Sérgio Buarque e seus seguidores. Compreender a escravidão como conceito é muito diferente. É perceber como ela cria uma singularidade excludente e perversa. Uma sociabilidade que tendeu a se perpetuar no tempo, precisamente porque nunca foi efetivamente compreendida nem criticada.

O segundo foi perceber como a luta das classes por privilégios e distinções logrou construir alianças e preconceitos que esclarecem, melhor que qualquer outra coisa, o padrão histórico que se repete nas lutas políticas do Brasil moderno. O principal aqui é evitar compreender as classes de modo superficial e economicista, como o fazem tanto o liberalismo quanto o marxismo. Ao perceber as classes sociais como construção sociocultural, desde a influência emocional e afetiva da socialização familiar, abrimosum caminho que esclarece nosso comportamento real e prático no dia a dia como nenhuma outra variável. Essa é uma promessa que faço ao leitor sem medo de fracassar: é possível reconstruir as razões de nossa própria conduta cotidiana, assim como a conduta dos outros que conosco partilham o mundo social, de modo preciso e convincente a partir da reconstrução da herança de classe de cada um.

A tradição inaugurada por Sérgio Buarque e arrasadoramente influente até hoje não percebe a ação das classes sociais, daí que tenham criado o “brasileiro genérico”, o homem cordial de Sérgio Buarque ou o homem do “jeitinho brasileiro” para um DaMatta. O conflito entre as classes também é distorcido e tornado irreconhecível, sendo substituído por um falso conflito entre Estado corrupto e patrimonial e mercado virtuoso. Ainda que todo o noticiário atual milite contra essa percepção, sem uma desconstrução do sentido velho e de uma reconstrução explícita de um sentido novo, seremos feitos de tolos indefinidamente. É por conta dessa inércia provocada pela força de concepções passadas que pensamos os problemas brasileiros sob a chave do patrimonialismo e do populismo, dois espantalhos criados para tornar possível a aliança antipopular que caracteriza o Brasil moderno desde 1930.

Por fim, o terceiro ponto é o diagnóstico acurado do momento atual. Se os dois pontos anteriores são importantes, sua eficácia deve ser comprovada por um diagnóstico do momento atual mais profundo e mais veraz que o do “racismo culturalista”, como podemos definir o paradigma que estamos criticando. Esse é o convite que faço ao leitor. Adentrar o espaço de uma aventura do espírito que visa libertá-lo das amarras invisíveis das falsas interpretações críticas. Esse é, afinal, o primeiro passo para que, enfim, não mais repitamos a nossa triste história da exclusão recorrente e golpes de Estado, mas que juntos possamos construir algo verdadeiramente novo.

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A polêmica filosofia da antirreprodução de David Benatar

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Benatar defende que agressividade, assim como inclinação à reprodução, é uma forma de expressão natural: ‘O que é natural e o que é moral ou eticamente desejável e recomendável são coisas diferentes’

David Benatar diz que poderia ser considerado “o filósofo mais pessimista do mundo” por sua convicção de que a vida é terrível e não vale a pena ser vivida.

Em seu livro Better Never to Have Been (Melhor nunca ter existido, em tradução livre), o diretor do departamento de Filosofia da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, assegura que nascer é uma profunda desgraça. Por isso, para Benatar, que tem 51 anos, a humanidade deveria parar de procriar até que todos os seres humanos sejam extintos da Terra.

A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, conversou com o filósofo para entender em que se baseia a teoria de um dos maiores expoentes da corrente conhecida como “antinatalismo” – e para tentar saber como ele aplica os conceitos na própria vida.

BBC: Você pode por favor explicar o que a corrente conhecida como ‘antinatalismo’ defende?
David Benatar: O antinatalismo defende que não deveriam nascer novas pessoas no mundo.

BBC: Por que não?
David Benatar: Há várias razões, para mim. Uma delas é que nós não deveríamos dar vida para pessoas que no futuro vão enfrentar sofrimento. Há muitos argumentos a respeito, mas um deles é que há muita dor e sofrimento na existência humana. Por isso que é um horror trazer novos seres humanos ao mundo.

BBC: Mas também há coisas boas na vida…
David Benatar: Sim, também há coisas boas. Mas a questão é se essas coisas boas valem a pena ante a dor das coisas ruins. Me parece que com frequência as pessoas esquecem o quão ruins são as coisas ruins da vida.
Há numerosas evidências psicológicas de que a gente superestima a qualidade de vida, pensa que é melhor do que na verdade é. Outro erro frequente é pensar no futuro e não se dar conta da quantidade de sofrimento que muito provavelmente as pessoas terão no fim de suas vidas.
Pense em como as pessoas morrem, pense no câncer, nas enfermidades infecciosas, nas doenças. Há muito sofrimento ao final da vida, muito. E muitas pessoas se esquecem disso.

BBC: Mas se você estiver certo e efetivamente a vida for tão terrível, as pessoas deveriam sempre recorrer ao suicídio, não?
David Benatar: Sim, mas o suicídio, em primeiro lugar, tem um custo que você evitaria se não chegasse a nascer. Se uma pessoa não nascesse, se nunca existisse, evitaria passar por coisas ruins da vida.
O suicídio pode ser o menor dos males, mas segue sendo um mal. Mas mesmo que algo esteja mal, a pessoa segue querendo não morrer, a maioria continua com sua existência. Outro custo do suicídio é que ele gera dor e sofrimento nas pessoas que gostam de você.

BBC: Mas a reprodução é algo natural para o ser humano. O antinatalismo não é portanto antinatural?
David Benatar – Nem tudo que é natural é bom. Ficar doente, por exemplo, é algo completamente natural. Mas, mesmo sendo natural, as pessoas são aconselhadas a se tratar com remédios ou realizar cirurgias.
A agressão também é uma forma de expressão natural entre os seres humanos e outros animais, mas não parece uma coisa boa ceder a ela ou a outros tipos de impulsos naturais.
O que é natural e o que é moral ou eticamente desejável e recomendável são coisas diferentes.

BBC: Então, para você, o aborto é algo ética ou moralmente defensável?
David Benatar: Sim, naturalmente. O antinatalismo defende que é um horror trazer novas pessoas ao mundo, e o aborto é um dos meios para evitar isso.

BBC: Nós, seres humanos, não somos os únicos a sofrer, muitos animais levam vidas muito difíceis. O que fazemos com eles? Nós devemos exterminá-los para salvá-los da dor da experiência?
David Benatar: Há uma enorme diferença entre exterminar e se extinguir por morte natural. Exterminar seria matar, e não sou a favor de matar seres humanos nem animais. Talvez existam algumas raras exceções e cenários que poderíamos considerar.
Mas, no geral, não apoio que se mate pessoas ou animais. Mas sou a favor da extinção, e um dos modos de fazer isso seria não dar vida a novos seres.
No caso dos animais, há muitos que vivem em liberdade, que não são criados por seres humanos. Mas há muitos que são, como aqueles criados em granjas – que mantemos para matarmos depois e comer. A respeito deles, nós estamos provocando um sofrimento indizível, acho que não deveríamos criá-los. Nós podemos nos alimentar perfeitamente sem eles.

BBC: No lugar de extinguir a raça humana e de deixar de trazer novos filhos ao mundo, não poderíamos melhorar o mundo para que a vida seja menos dura?
David Benatar: Bom, eu creio que sempre estamos melhorando o mundo e que nós, que existimos, deveríamos sempre fazer de tudo para melhorá-lo.
Mas é excessivamente otimista pensar que vamos melhorar o mundo até o ponto de eliminar o sofrimento e que nossos filhos estarão livres de sentir a dor implícita à vida. Seria algo tão distante no futuro que implicaria muitas gerações, gerações que iriam sofrer a dor de terem sido trazidas a este mundo.
E sacrificar gerações em nome do futuro me parece algo indecente.

BBC: Sendo a vida tão terrível, por que você acredita que as pessoas decidem ter filhos?
David Benatar: Não sei. Muitas pessoas não sabem o que significa ter filhos, simplesmente os têm. A metade das crianças do mundo não são desejadas.
Há sim pessoas que pensam no assunto. Mas na maioria dos casos, os motivos que elas dão para ter filhos são baseados em seu próprio interesse: porque querem que seus genes passem para alguém, porque querem experimentar ter e criar um filho. Há quem inclusive fale em altruísmo: querem filhos pensando na comunidade, em satisfazerem o desejo dos pais de terem netos.
Mas, na maioria dos casos, creio que as pessoas simplesmente não se perguntam o que verdadeiramente significa ter um filho.
E não se perguntam porque é algo tão comum, tão natural, que acham normal a necessidade de gerar filhos. Poucas pessoas se questionam sobre as questões éticas de se trazer um ser humano ao mundo.

BBC: Mas se pegarmos por exemplo o caso de uma criança que acaba de nascer e que vá ter uma vida boa, plena e feliz. Não seria imoral privá-la dessa boa vida?
David Benatar: Bom, essa criança poderá ser feliz em alguns momentos específicos, isso não se discute. Mas quando de traz uma criança ao mundo não, ela não é gerada apenas para esses momentos felizes. Essa criança também vai envelhecer, ficará doente, vai morrer no futuro. Temos que pensar em sua vida por completo, e não apenas nos momentos agradáveis que viverá.
Pense: os bebês são infelizes muitas vezes, é só você ver quando eles estão chorando. Há muitas decepções e frustrações que eles têm de enfrentar.
Mas inclusive se falarmos de uma criança genuinamente feliz, poderia ser um caso do que se chama de “preferências adaptativas” (preferências geradas em circunstâncias de restrição de oportunidades).
Pensemos, por exemplo, em um grupo de pessoas que educa outras para sejam seus escravos. Essas pessoas escravizadas então poderiam ficar com contentes e não se importar com sua condição de escravidão, porque elas foram criadas para pensar dessa forma.
Pois bem: eu seria contra a ideia, mesmo que as pessoas se sintam felizes.

BBC: Os pais, segundo seu raciocínio, são responsáveis pelo sofrimento de seus filhos venham a sofrer por terem decidido trazê-los ao mundo. Eles também são responsáveis pelo sofrimento dos filhos de seus filhos e de seus bisnetos, e assim sucessivamente?
David Benatar: De certa forma, sim, indiretamente. Não que tenham responsabilidade completa – ela só pode ser atribuída a quem teve seus próprios filhos. Mas quando alguém decide se reproduzir, deve saber que está criando outros potenciais reprodutores. E, se alguém pensa em todas as gerações, que seguem uma decisão reprodutiva, ele percebe a grande responsabilidade que isso (ter filhos) implica.

BBC: Você acredita que sua ideia de parar a reprodução para que a humanidade seja extinta poderá ter êxito um dia?
David Benatar: Não, não creio, ao menos em grande escala. Eu acho que haverá alguns indivíduos que vão decidir não procriar, conheço alguns deles. Por isso considero que o antinatalismo pode ter êxito em pequena escala. Mas acho que mesmo assim é importante, porque muita gente será poupada do sofrimento por não ter vindo ao mundo.
Não sou um ingênuo, não creio que minhas ideias convençam o mundo todo. Mas acredito fortemente que o que digo é verdade. Gostaria que as pessoas pensassem melhor sobre o que significa ter filhos.

BBC: Quando você decidiu abraçar o antinatalismo?
David Benatar: Sempre pensei de maneira parecida, mas desenvolvi essas ideias ao longo dos anos. A ideia básica para mim é óbvia, mas não sei se para os outros também é.

BBC: Você lamenta estar vivo?
David Benatar: Não gosto de responder perguntas pessoais. Prefiro falar sobre conceitos e ideias.

BBC: Você censura seus pais por te trazer ao mundo?
David Benatar: Talvez você queira olhar a dedicatória de meu livro.

BBC: Sim, eu li. Está escrito: ‘A meus pais, apesar de terem me dado a vida’.
David Benatar: Então você já sabe. Não tenho mais nada a dizer a respeito.

BBC: Última pergunta: você tem filho?
David Benatar: Essa é outra pergunta pessoal.

 

BBC Brasil

O que é a quaresma?

Para alguns cristãos, a Quaresma tem sido sempre uma parte de sua vida espiritual, mas para outros não é familiar. É um período que leva à Páscoa, época que os cristãos têm historicamente preparado seus corações para a Páscoa com reflexão, arrependimento, e oração.

A Quaresma começa hoje, na Quarta-feira de Cinzas, e continua por 40 dias, excluindo domingos, e culminando na Sexta-Feira da Paixão e Sábado de Aleluia. Visto que os domingos são celebrações semanais da ressurreição de Jesus, os seis domingos na Quaresma não são contados como parte do período de quarenta dias, que foca em introspecção, exame de consciência e arrependimento.

Muitos cristãos preferem fazer jejum durante o período da Quaresma, mas o foco não é privar-se de algo tanto como é dedicar-se a Deus e Seu propósito no mundo. Quaresma é um período importante no calendário da igreja.

O calendário da igreja é uma maneira excelente para nos ajudar a dirigir nossa atenção a Deus conforme organizamos o nosso tempo. Ao invés de seguir a estrutura mais familiar do calendário solar, organizado pelos ritmos da natureza, o calendário da igreja é organizado em torno de Deus e Sua atividade no mundo.

Este calendário segue seis períodos de duração variável: Advento, Natal, Epifania, Quaresma, Páscoa, e Pentecostes. Cada um destes períodos têm objetivos diferentes:

  • Advento foca na antecipação da vinda de Deus para o mundo e também na encarnação e o retorno de Cristo.
  • Natal foca no nascimento de Cristo.
  • Epifania foca na luz da presença de Deus brilhando no mundo.
  • Quaresma foca no pecado humano e a solução benevolente de Deus.
  • Páscoa foca na vida de ressurreição.
  • Pentecostes foca na atividade contínua do Espírito Santo no mundo.

O ritmo anual desses períodos podem ter um efeito poderoso no crescimento espiritual pessoal e comum.

Se você gostar deste devocional da Quaresma, confira a Bíblia Sagrada: Mosaic, uma Bíblia impressa que inclui tudo o que você lerá neste devocional mais obras de arte coloridas e leituras para cada semana do calendário da igreja.

Leituras

“Agora, porém”, declara o Senhor , “voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto.” Rasguem o coração e não as vestes. Voltem-se para o Senhor , o seu Deus, pois ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se e não envia a desgraça. Talvez ele volte atrás, arrependa-se, e ao passar deixe uma bênção. Assim vocês poderão fazer ofertas de cereal e ofertas derramadas para o Senhor , o seu Deus. Toquem a trombeta em Sião, decretem jejum santo, convoquem uma assembleia sagrada. Reúnam o povo, consagrem a assembleia; ajuntem os anciãos, reúnam as crianças, mesmo as que mamam no peito. Até os recém-casados devem deixar os seus aposentos. Que os sacerdotes, que ministram perante o Senhor , chorem entre o pórtico do templo e o altar, orando: “Poupa o teu povo, Senhor. Não faças da tua herança objeto de zombaria e de chacota entre as nações. Por que se haveria de dizer pelos povos: ‘Onde está o Deus deles?’”
Joel 2:12‭-‬17

“Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa. Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.
Mateus 6:16‭-‬21

2017 – O ano que a ética afundou na política ilhotense

 Dida de Oliveira, Prefeitura de Ilhota

Para você, qual foi o pior momento da política na cidade neste ano que está terminando?

1. O primeiro projeto enviado pelo novo Prefeito, Dida Oliveira (PMDB), a Câmara de Vereadores foi para diminuir o investimento em Educação de 30% atuais, para 25%, tirando assim dinheiro da área que mais precisa de investimentos e tirando um futuro melhor para o povo, que só é possível através da Educação. Vale lembrar que o Prefeito recuou da proposta graças a mobilização da população, que se organizou para lotar a Câmara de Vereadores contra esse projeto. Eita momento triste!

2. O Presidente Michel Temer (PMDB) foi denunciado por corrupção e formação de quadrilha, porém para ser investigado a Câmara dos Deputados precisava autorizar a investigação. Temer liberou R$ 5,1 bilhões em emendas para os parlamentares em trocar de votos para barrar as 02 denúncias contra ele, de acordo com os principais jornais do país, como BBC BrasilO GloboFolha de S.Paulo, e da região, como o Jornal De Santa CatarinaDiário Catarinense entre outros. Além disso, Temer está liberando mais alguns bilhões de reais para os deputados em troca de votos para aprovar a Reforma da Previdência, usando novamente a mesma tática de política baixa para barganhar apoio dos deputados em troca da liberação das emendas. Parte do dinheiro liberado através das emendas parlamentares para barrar as denúncias e para aprovação da Reforma da Previdência vieram para Ilhota, em uma negociação da atual gestão e de alguns vereadores em Brasília, envolvendo deputados como Rogério Peninha (PMDB) e Marco Tebaldi (PSDB), ambos votaram para livrar Temer das investigações. Ver Ilhota se vender ao apoiar Michel Temer abertamente em troca de emendas parlamentares foi um episódio que deixou boquiaberto qualquer cidadão íntegro da cidade.

3. Outro projeto enviado para a Câmara de Vereadores pelo Prefeito Dida Oliveira foi o popularmente conhecido “Pacote da Maldade”, um pacote de aumento de vários impostos em um dos momentos mais críticos da economia brasileira, colocando o povo para pagar a conta da má administração pública. Somente os vereadores Cidney Carlos Tomé (PP) e Rogério Flôr de Souza (PT) votaram contra o aumento de impostos, todos os demais vereadores votaram a favor da proposta, por isso a imagem contém a foto de todos, menos de Cidney e Rogério, que votaram a favor da população! O aumento de impostos deixou a população enraivecida!

Difícil escolher né? Se você acha que o pior momento foi o primeiro, coloque sua cara de triste, se acha que foi o segundo, coloca a carinha boquiaberta, se acha que foi o terceiro coloca a cara de raiva. O nível está baixo, mas com a população fiscalizando as ações do Prefeito e dos Vereadores poderemos ter um 2018 melhor!

 Escrito por Rafael Koehler em seu perfil no Facebook em 30 de dezembro de 2017

30 municípios estão inscritos para o Fórum de Cidades Digitais em Piçarras

Confirmação de Inscrição - Fórum de Cidades Digitais em Piçarras

Prefeitos de Rio do Sul, Lages e Bombinhas apresentam inovações no encontro que acontece na região da Foz do Rio Itajaí.

Gestores de 30 municípios estão inscritos para o III Fórum de Cidades Digitais da Foz do Rio Itajaí, que será realizado em Balneário Piçarras, dia 07 de fevereiro, por meio de uma parceria entre a Rede Cidade Digital (RCD) e a Prefeitura de Balneário Piçarras. O objetivo do encontro é reunir prefeitos, gestores públicos, vereadores e empresários para troca de experiências, facilitando o planejamento dos municípios voltado para Tecnologia da Informação e Comunicação. As inscrições são gratuitas para servidores públicos e podem ser feitas pelo www.forum.redecidadedigital.com.br.

Balneário Piçarras tem investido fortemente em tecnologia no setor público desde 2013, contando com todas as unidades públicas ligadas por fibra óptica. Foi o primeiro município na região a informatizar todo o sistema de Saúde pública trazendo algo inovador que garantiu redução de filas e maior controle do fluxo de atendimento e demanda de médicos necessários por região. No início deste ano, a Prefeitura adquiriu um aparelho de raio-x digital para facilitar o acesso aos exames. O diretor de Tecnologia da Informação, Eliabe Meldola Pereira, explica que o equipamento irá reduzir o tempo de espera de atendimento aos pacientes.

A Educação é outra área 100% online, com uma atenção especial para o reforço escolar onde alunos e professores podem acessar os materiais pedagógicos via internet e aplicativos móveis. “Ainda no ano corrente será disponibilizado o acesso através da internet e aplicativos móveis para que os pais possam acompanhar o rendimento escolar de seus filhos através do acesso às notas escolares, assim como também a possibilidade de matriculas online”, disse o diretor de TI, informando que no mês de fevereiro a Prefeitura de Piçarras também deve ser lançar um aplicativo para consulta da folha de pagamento dos servidores e solicitação de alvarás.

III Fórum de Cidades Digitais da Foz do Rio Itajaí será realizado no auditório do Museu Oceanógrafo Univali, a partir das 8h30. A iniciativa tem o patrocínio prata da 1Doc e bronze da Celk Sistemas, Yukaline Informática e da Editora Positivo, além do apoio institucional da Federação Catarinense de Municípios (FECAM), da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (AMFRI) e do Itacolomi Hotel.

Serviço

III Fórum de Cidades Digitais da Foz do Rio Itajaí
07 de Fevereiro – Balneário Piçarras
Local: Museu Oceanógrafo Univali
Início: 8h30
Inscrições gratuitas para servidores públicos: www.forum.redecidadedigital.com.br