O caso do sequestro em Ilhota que inspirou série criminal na Discovery Channel

Caso foi fundamental para estimular discussão nacional em torno da segurança digital e da importância de se ter cuidado quanto ao que se publica nas redes sociais.

O sequestro de um menino de nove anos em Ilhota, em 2014, foi a primeira história contada pela nova série do canal Discovery, Crimes.com, que foi ao ar na noite do sábado, 13 de setembro. À época, o garoto foi levado por um bando que planejou o crime a partir de informações postadas pela família nas redes sociais. O delegado da Deic que comandou a prisão dos envolvidos e a libertação da criança, Anselmo Cruz, e o pai da vítima participam do episódio. Assista o vídeo contendo um trecho do episódio que foi ao ar. O conteúdo completo ainda não está disponível no YouTube.

Um caso de sequestro em Ilhota, no Vale do Itajaí, virou tema de um episódio da série do canal fechado Discovery Channel, exibido no dia 13 de junho. A produção crimes.com contou a história de Antônio*, de apenas nove anos na época em que foi capturado, em 2014.

Durante quatro dias, entre junho e julho daquele ano, Antônio ficou preso em cativeiro, tendo sua liberdade condicionada por uma alta fortuna. No fim, a Polícia Civil conseguiu resgatá-lo sem que nenhum centavo fosse pago. O caso estimulou um debate nacional sobre o uso das redes sociais.

Por meio de relatos dos pais da criança e do delegado Anselmo Cruz, da Dras/Deic (Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais), responsável pelo caso na época, a produção reconstruiu a história do sequestro, focando nos processos investigativos da Polícia Civil e no drama familiar.

O sequestro

Após chegar em casa da escola, no dia 29 de junho de 2014, Antônio foi andar de patinete. Sozinho, pois o pai havia ido jogar futebol, foi abordado na rua por um homem que disse que o levaria para “um jogo que o seu pai sabe”.

O menino entrou no carro do estranho e foi parar no município de Penha – a 30km da cidade onde morava.

Trinta minutos depois, os pais receberam uma mensagem: os sequestradores queriam R$ 500 mil em troca da vida do filho. Eles acionaram a Polícia Civil, que assumiu o caso.

Criança ficou cinco dias presa em cativeiro

Na época, a RICTV Record acompanhou o desenrolar da ação policial a partir do momento do resgate, já que a investigação do sequestro correu em segredo.

Foi na manhã do dia 3 de junho que os policias conseguiram prender o mentor do crime, Peterson Silva Machado, enquanto ele tentava comprar um automóvel na cidade de Brusque. Ele já tinha quatro mandados de prisão e era foragido de um presídio do Sul do Estado.

Por meio de Peterson, a investigação descobriu as informações sobre como a criança era mantida refém e o local exato do cativeiro. Assim, na manhã do dia seguinte, a polícia foi ao local.

No momento da invasão do cativeiro, por volta das 10h30 daquele dia, os outros três sequestradores estavam no local. Dois deles foram mortos em uma troca de tiros com a Polícia Civil. Já o terceiro foi levado preso. Junto com Peterson, os dois foram condenados a 25 anos e dois meses de prisão.

Durante os quatro dias, Antônio relatou que foi mantido preso em um quarto, podendo sair apenas para ir ao banheiro. Apesar de não ter sido agredido fisicamente, ele disse ter sido mal alimentado.

“Fazer com que a vítima seja resgatada e que os criminosos sejam identificados e presos é coroar o trabalho de um policial. Um dos momentos mais emocionantes da carreira”, comenta o delegado Anselmo, na série.

Cerca de 200 pessoas esperavam o menino, que foi levado para casa no mesmo dia do resgate.

“Eu estava morta e vivi de novo. Eu tinha esperança. Tinha hora que eu caía e levantava. Ele é a nossa pedra preciosa”, disse a mãe à RICTV na época, aos prantos, durante a comemoração do resgate de Antônio.

Perfil no Facebook auxiliou sequestradores

Os sequestradores se valeram principalmente da rede social Facebook para alcançar a vítima. Eles acompanharam o perfil da criança e dos pais, que compartilhavam um cotidiano de ostentação.

Eram fotos contando cédulas de dinheiro, em cima de motos esportivas do pai, e no apartamento de luxo da família, que atraíram a atenção dos criminosos.

Pela rede social, foram necessários apenas dez dias para que os criminosos descobrissem o local onde moravam e a escola da criança.

“Está tudo no Facebook. Mostra tudo da vida pessoal, até dentro da casa deles. É só olhar, está tudo lá”, disse o mentor do crime, Peterson Silva Machado, em entrevista posterior aos fatos.

“Foi o primeiro grande caso de repercussão que levantou a bandeira da segurança digital. Mas não se falando apenas em segurança pública, mas também em outros crimes e outras violências que as pessoas poderiam sofrer por conta da exposição em redes sociais”, lembra o delegado Anselmo Cruz.

Em cinco anos, crime foi cometido sete vezes em Santa Catarina

O crime de extorsão mediante sequestro, que consiste na prática de manter um refém em cativeiro e fazer pedido de resgate, foi um crime forte na década de 1990 até meados dos anos 2000.

Entretanto, por causa da modernização das técnicas de investigação, com interceptação telefônica, o crime diminuiu consideravelmente.

De 2014 para cá, contando o sequestro de Antônio, houve sete ocorrências deste crime em Santa Catarina.

“Muitas outras situações chegam à polícia como noticia de sequestro: o golpe do falso sequestro por telefone, desaparecimento de pessoas e algumas situações de roubo como tomada”, detalha Anselmo.

“Apesar dos números não serem altos, os crimes sempre são críticos. A situação de extorsão mediante sequestro tem um fator muito forte que é a vítima estar correndo risco de morte real”, completa o delegado.

Sobre as precauções, o delegado alerta para o cuidado na hora de divulgar informações nas redes sociais.

“A minha filha é proibida de expor qualquer coisa, seja foto da casa e o uniforme de escola. Se tu tem o rosto de criança, se tu sabe onde ela estuda, é muito fácil de localizar”. E completa: “o importante é que o caso do Antônio, na época, levantou essa bandeira de exposição em redes sociais”.

*O nome da criança foi alterado para preservar a privacidade.

Fonte:  ND+

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Águas Mortais, documentário da Discovery sobre a tragédia de 2008 no morro do Baú, Ilhota

Esses dias eu estava relendo algumas de minhas publicações em meu blog, o #blogdodcvitti, um dos mais acessados em minha cidade e me deparai com esse “Discovery Chanel exibe documentário sobre a tragédia de 2008 no morro do Baú” publicado em 05/02/2011. Na época eu atuava como assessor da juventude e auxiliava muitas vezes na Assessoria de Imprensa da prefeitura e noticiamos esse tema pra todas as mídias e elas anunciaram em seus veículos. Eu queria rever o documentário, mas não o encontrava. Republiquei a postagem novamente e espalhei em minhas redes e anunciei que estava a procura deste documentário exibido na TV americana que abordava o desastre de 2008 de Ilhota. Deu certo! Os amigos Bruno e Domingos Neto atenderam o chamado e encontraram o link. Está aí, postado no blog o vídeo do documentário.

No ano 2010, uma equipe de reportagem do Discovery esteve em Santa Catarina entrevistando uma série de autoridades para a produção do programa. O meteorologista Clóvis Corrêa, da equipe da Epagri/Ciram, falou sobre os fenômenos meteorológicos extremos que ocorrem no Estado e suas características. Águas Mortais foi dirigido por Rodrigo Astiz, é uma coproduções Mixer com o canal Discovery Channel América Latina.

As enchentes são um dos desastres naturais mais mortais do mundo. Nos últimos anos, milhares de vidas se perderam devido às enchentes na América Latina. Da Cidade do México ao sul do Brasil, temos visto cenas trágicas, mais frequentes do que os especialistas em clima haviam previsto.

Águas Mortais revê as maiores enchentes ocorridas na região, especialmente no Brasil, para entender o que as provoca. Também mostra como análises, pesquisa e tecnologia poderiam ajudar as populações a se prepararem para o inevitável.

Bactéria transforma urina em combustível para foguetes

Anammox é capaz de transformar substância presente na urina em hidrazina, líquido usado como combustível de foguetes.

Cientistas holandeses criaram uma maneira de converter urina em combustível para foguetes. De acordo com o site Discovery, a bacteria Anammox é capaz de ingerir amônio, substância encontrada na urina, e, a partir de um processo bastante complexo, convertê-la em hidrazina, um tipo de combustível para foguetes.

Esses micróbios já eram conhecidos, mas somente agora cientistas conseguiram entender como funciona o processo de conversão. No entanto, as Anammox não são bactérias muito eficientes, o que significa que é preciso muita urina para produzir uma quantidade significante de hidrazina. Somente após muito estudo, os cientistas conseguiram perceber qual era a quantidade certa de bactérias e urina para desenvolver a hidrazina.

Com a descoberta, é esperado que, um dia, astronautas possam aproveitar a própria urina para reabastecer naves espaciais, o que aumentaria a distância