[Livro] Militares e a política no Brasil

Militares e a política no Brasil

O livro Militares e a política no Brasil (Jefferson Rodrigues Barbosa, Leandro Pereira Gonçalves, Marly de Almeida Vianna e Paulo Ribeiro da Cunha – orgs.) reúne textos de pesquisadores sobre o tema, trazendo um panorama histórico desde a constituição das Forças Armadas até seu papel na atualidade, enfatizando essa relação intrínseca entre esse setor e a vida política nacional. Com isso, busca-se demonstrar as diferentes correntes de pensamento e de posicionamento político que permeia as Forças Armadas.

De lá para cá, ela pôde ser observada tanto no interior dos partidos políticos – a esquerda e a direita – quanto nas práticas ilegais cometidas por militares alinhados com a ditadura, como, por exemplo, no atentado ao Riocentro no início da década de 1980. Além disso, a participação dos militares é patente também no desenvolvimento da pesquisa e da ciência e na efetivação de missões no campo humanitário ou da segurança, em âmbito nacional e internacional.

Tal como as demais forças sociais, esse setor também toma parte e é influenciado pela dinâmica da luta de classes, se posicionando também politicamente seja agindo para garantir as liberdades democráticas, seja para cumprirem a Garantia de Lei e Ordem (GLO).

Este livro é organizado com o intuito de colaborar para uma maior compreensão dos embates, dinâmicas e articulações entre os militares e a política no Brasil. Ele vem para instrumentalizar novas pesquisas e informar os leitores interessados em uma apreensão mais múltipla e polifônica das dimensões entre os integrantes das Forças Armadas como atores políticos e sociais e as instituições militares, como aparelhos políticos de hegemonia, nos contextos das lutas de classes e projetos de nação que permeiam a história brasileira contemporânea.

Autor: 
Jefferson Rodrigues Barbosa, Leandro Pereira Gonçalves, Marly de Almeida Vianna e Paulo Ribeiro da Cunha (orgs.)

  • Número de páginas: 500
  • ISBN: 9788577433254
  • Editora: Expressão Popular
  • Peso: 0.544 kg
  • Categoria: 
  • Para comprar, acesse esse link!

 

Judeus contra Bolsonaro #EleNão

Nós, brasileiros abaixo-assinados, judeus e judias identificados com várias candidaturas à Presidência do Brasil, vimos a público para deixar claro nosso repúdio ao candidato Jair Bolsonaro, representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira.

Ele enaltece o período da ditadura militar (1964-1984), um dos mais nefastos da história do país, e tudo de trágico que ela representou, especialmente a tortura contra seus oponentes. Entre eles, muitos judeus e judias.

Não nos deixamos seduzir pelo apelo à “segurança” feito pela campanha do candidato, que encontra terreno fértil diante de nossa sociedade civil fragilizada. Essa “segurança” mascara a violência indiscriminada, a defesa de privilégios e a exclusão de amplos setores da sociedade.

Não nos deixamos seduzir, também, pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com “sua” noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é.

Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito.

Conclamamos os democratas de todo o espectro político nacional a cerrarem fileiras em defesa dos direitos de todos os segmentos que compõem nossa sociedade.

Somos contra o fascismo! Todos por todas e todas por todos! Vote pela democracia, Vote pela tolerância, #EleNão!

Change

Enquanto os evangélicos neopentecostais glorificam o candidato neofascista, judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Petição no site Change.org foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel, tem texto em apela para que os judeus não se deixem ‘seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro’; um grupo chamado Judeus contra Bolsonaro Judeus Contra Bolsonaro, criado no Facebook, já reuniu cinco mil membros em apenas cinco dias.

Às vésperas de uma data importantíssima para o povo judeu, o Yom Kippur, ou Dia do Perdão, um abaixo-assinado criado no site Change.org reúne, em pouco menos de dez horas, quase mil assinaturas de judeus contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, descrito no texto da petição como “representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira”.

A mobilização online foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel e membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). O abaixo-assinado apela para que os judeus não se deixem “seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro”.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com ‘sua’ noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é. Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito,
diz outro trecho.

Outra mobilização do povo judeu contra o candidato foi criada no Facebook, em um grupo chamado “Judeus Contra Bolsonaro”, que já reuniu cerca de cinco mil membros em apenas cinco dias.

Em abril do ano passado, Bolsonaro participou de um evento na Hebraica do Rio de Janeiro, onde fez um discurso de ódio, ofendendo negros e quilombolas, e por causa dele se tornou alvo de um processo de racismo que até há pouco corria no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou a abertura de investigação sobre o caso. A maioria da comunidade judaica no Brasil, no entanto, é contra a candidatura do deputado.

Brasil 247

Ele não, ele nunca

Ele não

Como é possível que se digam seguidores de Jesus Cristo e de Bolsonaro ao mesmo tempo? Como é possível que em nome dos valores cristãos votem em um candidato que trata Carlos Alberto Brilhante Ustra como herói?

Será que é possível ver em um torturador como Ustra os valores de Jesus? Será que são mandamentos de Jesus Cristro enfiar insetos no ânus e na vagina de mulheres Será preceito de Jesus Cristo torturar gestantes e crianças? O “pau-de-arara” e o choque elétrico são instrumentos de Jesus? Será o espancamento e o afogamento os métodos de salvação de Jesus? O estupro de homens e mulheres nos porões do DOI-CODI são sinais da salvação? #EleNão!

Ele não

Aproveitado a postagem…

Desrespeitam nossas famílias e ainda querem governar esse país… desajustado aqui só seu discurso preconceituoso que não representa a diversidade de lares do Brasil! Assista ao vídeo em que o descontrolado do vice de Bolsonaro disse num encontro com a corja dele.

 

[Filme] Batismo de Sangue

São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Crítica do Câmera Lenta

A produção nacional “Batismo de Sangue”, dirigida e escrita por Helvécio Ratton, em parceria com Dani Patarra, é mais uma dentre tantas obras que descrevem o período mais crítico da política brasileira, a Ditadura Militar.

Uma salva de palmas para Ratton que, ao contrário de Bruno Barreto no adorado “O que é isso, companheiro?”, não se manteve em cima do muro, não humanizou carrascos militares, nem demonizou revolucionários de esquerda. O diretor e roteirista colocou cada personagem em seu respectivo lugar.

Quem estudou sobre a história da Ditadura Militar no Brasil, sabe que os padres tiveram grande participação na luta em favor da democracia, liberdade e direitos civis. E o filme de Ratton, sob um olhar macroscópico, mostra isso. Conta a história mais conhecida do envolvimento de padres contra os militares naquele período. A razão de o fato ser tão famoso, é o livro homônimo de Frei Betto, lançado em 1983 e ganhador do prêmio Jabuti.

Betto, também jornalista, escreveu do que viveu ao lado de Frei Tito e os frades dominicanos Oswaldo, Fernando e Ivo, em São Paulo.

Comovidos com tantas notícias de violência contra os jovens por parte dos militares, e motivados por ideais de cristianismo e democracia, os frades decidem se unir ao grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, liderado por Carlos Marighella, o revolucionário mais procurado pela Ditadura à época.

Na busca por Marighella, os padres acabam pegos e torturados por militares comandados pelo delegado Sérgio Fleury, um dos piores carrascos do Regime. Frei Tito, cujo olhar norteia o andamento do filme, consegue ser liberto. No entanto, fica severamente perturbado após as sessões de tortura nos porões do Dops. Mesmo exilado na França, as memórias das violências sofridas no Brasil o atormentam.

Um longa-metragem altamente informativo, sem perder a humanidade. Uma brilhante atuação de Caio Blat, como o protagonista Frei Tito. Daniel de Oliveira encarna o narrador, Betto. O filme levou para casa os prêmios de melhor diretor e melhor fotografia no Festival de Cinema de Brasília.

Ficha técnica

Corte interamericana condena Brasil por não investigar morte de Vladimir Herzog

Vladimir Herzog

A Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou, na quarta-feira (4), o Estado brasileiro pela falta de investigação, julgamento e sanção dos responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista Vladimir Herzog durante a ditadura militar. A decisão foi proferida mais de quatro décadas após a sua morte.

Vladimir Herzog foi assassinado em 1975 após ter sido interrogado sobre o vínculo dele com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) durante a ditadura.

A Corte concluiu que “o Estado violou o direito das vítimas de conhecer a verdade, porque não esclareceu judicialmente os fatos violatórios do presente caso e não determinou as responsabilidades individuais respectivas em relação à tortura e ao assassinato de Vladimir Herzog, por meio da investigação e do julgamento desses fatos na jurisdição ordinária.

Ademais, constatou que foram transcorridos vários anos desde que o Brasil reconheceu a competência contenciosa da Corte [em 10 de dezembro de 1998], sem que a verdade dos fatos conste oficialmente. A isso se somou a negativa do Exército de fornecer informação e de dar acesso aos arquivos militares da época dos fatos.

Em sua sentença, a Corte considerou que o” Estado é responsável pela violação do direito de conhecer a verdade” e “pela violação do direito à integridade pessoal de Zora Herzog, Clarice Herzog, Ivo Herzog e André Herzog”, respectivamente mãe, mulher e filhos de Herzog, e ordenou a adoção de diversas medidas de reparação.

Ao final, a Corte determinou que o Estado reinicie a investigação e o processo penal para identificar, processar e punir os responsáveis pela tortura e morte de Herzog. Também foi estabelecida a realização de um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional pelos fatos do presente caso, em desagravo à memória de Vladimir Herzog.

A Corte também ordenou a indenização por danos morais e materiais à família e afirmou que vai supervisionar o cumprimento integral da sentença. Veja a sentença.

Em nota, o Instituto Vladimir Herzog comemorou a decisão. Confira a íntegra:

O Instituto Vladimir Herzog (IVH) celebra, neste dia histórico, a sentença rigorosa e justa divulgada hoje pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que condena o Estado brasileiro pela falta de investigação, de julgamento e de punição dos responsáveis pela tortura e pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

A decisão da Corte, extremamente importante para a luta de Memória, Verdade e Justiça no Brasil, reconhece o caráter de crime de lesa-humanidade no assassinato de Vlado, o que o torna um crime imprescritível.

Cabe ao Estado brasileiro assumir a sua responsabilidade e dar seguimento às medidas de reparação ordenadas pela CIDH, especialmente a retomada da investigação e do processo penal acerca dos fatos ocorridos em 25 de outubro de 1975.

E cabe à sociedade civil cobrar com urgência do Supremo Tribunal Federal (STF) a reinterpretação da Lei de Anistia, confirmando a decisão da Corte de que não é aceitável a impunidade a torturadores e assassinos a serviço do Estado.

A coragem e dedicação da família Herzog, especialmente na figura de Clarice Herzog, que por mais de 40 anos lutou em busca de Justiça para o caso, são fundamentais para esta conquista. A busca incansável por manter viva a história de Vlado transformou – e continua transformando – a história de nosso país.

Hoje o Instituto Vladimir Herzog carrega com orgulho a grande responsabilidade de cuidar de sua memória e de levar adiante os valores defendidos por Vlado. O IVH continua em sua luta para que a Justiça seja alcançada e para que todos os casos de graves violações de Direitos Humanos sejam investigados e punidos.

É um processo imprescindível para que possamos virar esta página sombria de nossa história, que continua a se repetir nas mortes e torturas ainda hoje praticadas por agentes do Estado.

Relembre o caso

Vladimir Herzog era diretor de jornalismo da TV Cultura quando foi convocado pelo Exército para prestar depoimento sobre as ligações com o PCB, partido contrário ao regime militar e que nunca defendeu a luta armada.

Em outubro de 1975, o jornalista compareceu ao prédio do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) e nunca mais foi visto com vida.

Na época o Exército afirmou que o jornalista teria se enforcado com um cinto, o que logo provou-se ser uma mentira. Vladimir Herzog foi torturado e assassinado por militares.

Portal Imprensa

Filme Lamarca de 1994 – Assista online

Lamarca é um filme brasileiro de 1994, dirigido por Sérgio Rezende e baseado em livro de José Emiliano e Miranda Oldack, de título Lamarca, o capitão da guerrilha, uma biografia do militar e guerrilheiro Carlos Lamarca. O filme acompanha os dois últimos anos da vida do Capitão Carlos Lamarca (Paulo Betti), desde o momento em que, casado com Marina, decide fazer uma opção radical pela revolução enviando a mulher e os dois filhos para Cuba e desertando do Exército em janeiro de 1969 até a sua morte em 1971. Na clandestinidade, ligado à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Lamarca comanda assaltos e sequestros, apaixona-se por Clara e amadurece em suas convicções políticas.

Algumas séries sobre política que você precisa conhecer

Seriados de política

Política costuma ser assunto para muita discussão! A indústria cinematográfica sempre considerou isso nas suas produções, como em Dr. Fantástico (1964), que conta a história de um general que planeja dominar o mundo e acabar com o comunismo, bem no período histórico em que essa corrente ganhava força.

As produções relacionadas à política vêm estabelecendo-se, principalmente, após a Segunda Guerra Mundial e o Plano Marshall, um projeto realizado pelos Estados Unidos para financiar a reconstrução da Europa pós-guerra. Assim, teve como medida a inserção de produtos culturais que propagavam ideologias, como o American Way of Life. Desde então, a indústria cresceu e, hoje, os produtos audiovisuais estão cada vez mais em evidência e diversificados.

Vamos indicar algumas séries sobre política, relacionando o conteúdo delas com os eventos no mundo, para que você se divirta e ainda fique por dentro de temas importantes! Confira agora as 6 séries sobre política que você precisa conhecer.

House of Cards

House of CardsHouse of Cards talvez seja a série mais popular dessa lista. A série estreou em 2013 pela Netflix e tem seu enredo baseado nas tentativas de ascensão ao poder de um congressista chamado Frank Underwood.

No decorrer das temporadas, estando na 5º atualmente, Frank arquiteta estratégias e planos corruptos para o tão almejado cargo da Presidência da República, juntamente com sua esposa Claire. No decorrer dos episódios, você aprende sobre o sistema político dos EUA e as relações de poder entre seus políticos e partidos.

O interessante sobre essa série é a forma escancarada com que Frank maneja suas artimanhas e interage com o público, compartilhando todos os pensamentos. Isso assusta, pois se põe à visão geral de que os políticos escondem o que pensam e seus verdadeiros objetivos. Frank, no entanto, não faz segredos com quem está assistindo. Além de contar com a brilhante atuação de Kevin Spacey como Frank Underwood, os espectadores acompanham de perto a vida desse político que os cidadãos estadunidenses não verdadeiramente conhecem.

A série se passa nos Estados Unidos, mas chamou atenção por seus eventos serem similares aos eventos políticos que aconteciam no Brasil. Só não contamos mais para não vazar informações antes que você assista! Uma rede social oficial da série, inclusive, brincou com essa semelhança afirmando, em português, que “está difícil competir”.

Homeland

HomelandHomeland retrata o momento da guerra entre o Iraque e os Estados Unidos. A série tem como protagonista a atriz Claire Daines, que interpreta uma oficial de operações da CIA, a agente Carrie Mathison. Tudo começa quando, após conduzir uma operação não autorizada, Claire foi realocada para o Centro Contraterrorista da CIA.

Nesse meio tempo, Claire foi informada de que um agente norte-americano, anteriormente capturado pela Al-Qaeda, se aliou a eles e repassou informações sigilosas do governo. Com isso, Claire segue em busca do agente infiltrado, permeada por toda a atmosfera da guerra e de seus próprios problemas psicológicos.

A Al-Qaeda e os Estados Unidos
Al-Qaeda é uma organização islâmica que foi liderada por Osama Bin Laden e, desde a sua criação em 1989, tem como principal objetivo expulsar tropas russas do Afeganistão. Durante esse período, os Estados Unidos ajudavam financeiramente a organização com a compra de armamento. Com a Guerra do Golfo e as instalações de bases militares estadunidenses na península arábica, uma localização sagrada do islã, a Al-Qaeda iniciou atividades diretas contra os Estados Unidos. Conheça a história completa do grupo terrorista, neste post.

A série está na sua 6º temporada e está disponível na Netflix. Homeland traz a perspectiva dos Estados Unidos, mas também recomendamos assistir à série na qual Homeland fora inspirada, a israelense “Prisioneiros de Guerra” (Hatufim), disponível no Globosat+ e no Now, para conhecer o outro lado da história.

The Americans

The AmericansA Guerra Fria é um dos acontecimentos históricos mais conhecidos, por ter se passado entre dois grandes eventos mundiais: a Segunda Guerra Mundial e a extinção da União Soviética. A constante tensão entre EUA e URSS, defensores de correntes políticas diferentes – capitalismo e comunismo -, é representada na série.

The Americans elucida justamente esse período. A série traz a história de dois agentes soviéticos da KGB que se infiltram nos Estados Unidos, tendo que se passar por uma família comum. Eles têm como missão controlar a rede de espiões no país, entretanto, cada vez mais se envolvem e se comportam como um casal.

A série é inspirada em fatos reais e seu criador é um ex-agente da CIA, Joe Weisberg, que mostra um pouco do que aconteceu nos Estados Unidos naquela época. A história, então, é um drama político entre o impasse do disfarce deles como agentes e a vida familiar com seus filhos. The Americans também está disponível na Netflix.

Narcos

Narcos com Wagner MouraNarcos se passa na Colômbia e conta a trajetória dos cartéis colombianos liderados por Pablo Escobar (1949 – 1993), considerado um dos maiores narcotraficantes do mundo. O colombiano ganhou notoriedade por suas formas de burlar a política anti-drogas norte-americana, seu principal mercado. Além disso, envolveu-se com o maior grupo guerrilheiro do país, as FARC.

A série se passa na perspectiva de dois agentes da DEA (Agência Anti-Drogas norte-americana), que mudaram sua vida para combater Escobar em Medellín. Assim, Narcos acompanha a dualidade de Pablo como um traficante e, por outro lado, um “benfeitor” para a população da cidade. O colombiano se candidatou e chegou ao Congresso, além de realizar constantes reparações à comunidade. A série mostra também a atuação do governo da Colômbia perante o crescimento dos cartéis.

O ator brasileiro Wagner Moura faz o papel de Pablo Escobar. Para interpretar Pablo, Wagner se mudou para Medellín durante 6 meses para aprender espanhol, além de ter engordado 20 kg apenas para o papel.

Narcos foi produzida pela Netflix e dirigida pelo brasileiro José Padilha, diretor dos renomados Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2 (2010), que também usou a violência explícita e a exploração de aspectos íntimos dos personagens. A parceria anterior entre Wagner e Padilha fez com que houvesse uma liberdade criativa para a execução dessa série. Baseada em fatos reais, Narcos caminha para sua terceira temporada.

Quiz: mito ou verdade, o que você sabe sobre as FARC?

Designated Survivor

Designated SurvivorEstrelada por Kiefer Sutherland (da série 24 horas), Designated Survivor tem como premissa a ascensão do Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Tom Kirkman, à posição de presidência dos Estados Unidos.

A repentina mudança na vida de Kirkman foi causada por uma explosão no Capitólio dos Estados Unidos, na noite do Discurso do Estado da União, momento em que todos os governadores estavam reunidos. O Discurso do Estado da União é uma obrigação do presidente dos Estados Unidos, proposto pela Constituição, de prestar informações conclusivas sobre as estratégias políticas e militares ao Congresso. O evento acontece anualmente e é transmitido para a população.

Assim, um representante do governo fica designado a não comparecer à cerimônia, para suceder a posição de Presidente da República em caso de algum atentado.

Com o ocorrido, Kirkman tem que aprender a lidar com essa nova realidade, subitamente, sem possuir nenhuma experiência em cargos de tamanho poder. Assim, a série acompanha as imcumbências a Kirkman de formar um novo secretariado, lidar com relações exteriores e investigar o atentado terrorista.

No Brasil, a série – que é a única da nossa lista não inspirada em fatos reais – é transmitida pela Netflix.

Os Dias Eram Assim

Os Dias Eram AssimPor último, indicamos uma série brasileira que tem conquistado a atenção de muitas pessoas. Aos poucos, o país adentra o mundo das séries, fazendo grandes produções principalmente no horário das 23h na TV aberta. Os Dias Eram Assim é uma série que retrata a vida de uma família, seus conflitos e cotidiano na Ditadura Militar.

A série mostra os impasses da militância com as elites. A atriz Sophie Charlotte interpreta a personagem principal, que faz a ponte entre esses dois lados. Além disso, a produção vem sendo elogiada pela fotografia, enredo e aplicação dos fatos, tendo como parte da abertura fotos reais da época da ditadura militar (1964-1985).

A série é uma boa pedida para quem busca consumir mais produtos audiovisuais nacionais. Os Dias Eram Assim está no ar na Rede Globo, mas pode ser assistida na íntegra no Globo Play.

Diante dos mais recentes quadros no mundo, de atentados terroristas e guerras civis, podemos esperar grandes produções inspiradas na “vida real”. E você, já assistiu algumas dessas séries? Indica outras para conhecermos? Comente!

Fonte: Politize! por Giulliana Moreira, que é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e fotógrafa. Acha fascinante o processo criativo da Comunicação, culturas e relações interpessoais.

Filme colaborativo retrata os anos de chumbo no Brasil em 50 olhares

Um Golpe, 50 Olhares, Documentário, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed

Um Golpe, 50 Olhares. Este é o nome do filme que reúne 50 vídeos de um minuto de duração produzidos por realizadores de diferentes lugares do Brasil. A produção colaborativa busca retratar o olhar da sociedade brasileira sobre os anos de chumbo no Brasil passados 50 anos do golpe civil militar. Nesta quarta-feira (1), se completam 51 anos. O resultado é um painel de reflexões sobre o período e seu legado negativo para o país.

O projeto é fomentado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, por meio do edital Marcas da Memória, e organizado pela ONG Criar Brasil – Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio. De acordo com Marcia Vales, coordenadora do projeto, foram 97 inscritos com depoimentos, entrevistas e animações. O resultado final foi lançado na última segunda-feira (30) no Rio de Janeiro.

A iniciativa foi uma oportunidade para os brasileiros revelarem em um minuto seu olhar sobre a ditadura, especialmente sobre as violações aos direitos humanos fundamentais ocorridas neste período, que deixaram marcas profundas na sociedade, e as suas consequências atuais.

Para Marcia, é muito importante que num momento em que parte da população vai às ruas pedir a volta da ditadura o assunto seja levantado para que todos possam entender o que aconteceu naqueles anos. A coordenadora acredita que as pessoas precisam entender todas as violações de direitos sofridas para que isto nunca mais se repita.

A fonte é da Agência Pulsar

Sinopse

Um Golpe, 50 Olhares é uma produção colaborativa, que busca retratar o olhar da sociedade brasileira sobre os anos de chumbo no Brasil passados 50 anos de golpe civil militar. Para tanto, reúne 50 vídeos de 1 minuto de duração produzidos por realizadores de diferentes estados do país. O resultado é um painel de reflexões diversas sobre o período da ditadura e seu legado negativo para a sociedade brasileira.

O projeto é fomentado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, através do Projeto Marcas da Memória, e organizado pela ONG CRIAR BRASIL – Centro de Imprensa, Assessoria e Rádio.

TVs interessadas em receber o material em HD devem entrar em contato pelo email: 50olhares@criarbrasil.org.br.

Um Golpe, 50 Olhares, Documentário, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed😀