Seminário “Famílias pela Igualdade – Os mesmos direitos com os mesmos nomes”

No dia 5 de maio de 2011, o judiciário brasileiro saiu à frente do legislativo. Em decisão histórica o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a relação entre pessoas do mesmo sexo como “entidade familiar”, confirmando que o molde heteronormativo de união somente entre homens e mulheres não se encaixa mais no conceito atual de família.

Visando a ampliação da proteção do Estado a estas entidades familiares, e para reafirmar os avanços para a cidadania LGBT, no dia 29 de setembro de 2011 acontecerá a primeira Audiência Pública de um ciclo de três audiências que a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT batizou de Seminário “Famílias pela Igualdade”. A Audiência (Seminário “Famílias pela Igualdade”), uma ação das Comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em parceria com a Frente Mista pela Cidadania LGBT (Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), reunirá parlamentares, autoridades e representantes da sociedade civil do Brasil e da Argentina. Já confirmaram presença as deputadas e juíza argentina, respectivamente, Vilma Ibarra, Silvia Augsburger e Gabriela Seijas.

O Seminário terá como pano de fundo a experiência exitosa da Argentina após um ano de aprovação da Lei do Matrimônio Igualitário. Os desdobramentos positivos, especialmente nos campo social, cultural e econômico, servirão para reafirmar a necessidade de se debater a aplicação do princípio da isonomia que garanta direitos iguais a todos os cidadãos brasileiros, conforme proposto na PEC do Casamento Civil, que tramita na Câmara Federal.

Em parceria com a ONG pelos direitos e cidadania LGBT, AllOut.org, e pais e mães de cidadãos LGBTs, neste mesmo dia será lançada a Campanha “Famílias pela Igualdade”, que visa sensibilizar a sociedade para os atuais arranjos familiares através de exposição de fotografias de pais e mães de LGBTs em suas pluralidades, acompanhadas de depoimentos. A exposição da campanha, inspirada no trabalho do fotógrafo e artista plástico francês JR que recebeu, em 2011, o Prêmio TED por seu trabalho na área de Direitos Humanos, terá seu lançamento no dia 29, às 15h, mas a exposição estará disponível para visitação a partir da segunda-feira, dia 26, no Espaço do Servidor, no Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Ainda na programação do Seminário, acontecerá a pré-estréia do filme Elvis & Madona, do diretor Marcelo Laffitte, que aborda de forma sensível a vida de uma família constituída por um travesti e uma lésbica que se encontram e se apaixonam de forma inusitada. O diretor, a atriz Maitê Proença e o ator Igor Cotrim confirmaram presença e a exibição será às 19h no auditório 1 do Museu da República.

Além de autoridades, parlamentares e entidades argentinas e brasileiras, foram convidadas as ministras Iriny Lopes e Maria do Rosário, o ministro Ayres Britto, o procurador Daniel Sarmento, representantes das “Mães pela Igualdade”.

Serviço

Audiência Pública para Discutir Assuntos referentes à cidadania LGBT (Seminário “Famílias pela Igualdade”), 29 de setembro, das 9-14h no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal. Lançamento da campanha “Mães pela Igualdade”, às 15h, no Espaço do Servidor, no Anexo 2 da Câmara. Pré-estréia do filme “Elvis & Madona”, ás 19h, no Museu da República. Informações: (61) 3215-4646.

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Jean Wyllys sofre ameaça via Orkut

O deputado federal e colunista de CartaCapital Jean Wyllys (PSOL-RJ) está sendo ameaçado de morte por uma comunidade na rede social Orkut. A comunidade, que existe desde o dia 8, tem 20 membros e está relacionada com outras como a “Contra Feminismo” e “Movimento Masculinista”.

Vencedor do reality show BigBrother, Jean Wyllys foi eleito ano passado a deputado federal, é integrante da frente parlamentar em defesa dos direitos LGBT e apoia o PL122, que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Assunto ao qual a comunidade faz referência por meio de texto e afirma que “esse viado deve ser morto, levar umas porradas, ser torturado, desejo a morte de todos os gays, e lésbicas devem ser estupradas e mortas. Vamos debater aqui a forma de matar esse filho da p… do Jean”.

De acordo com reportagem do Estadão.com o deputado entrou em contato com o Google, pedindo a retirada da comunidade do ar, mas a empresa afirmou a Wyllys que “a página não contrariava as políticas do grupo e por isso eles não poderiam tirar a página do ar”.

Wyllys se diz favorável à liberdade de expressão na internet, que deve ser garantida. No entanto, acrescenta ele,  é preciso pensar em “instrumentos legais que possam impedir que as pessoas usem o anonimato para crime”.

Homens aceitam melhor traição da namorada com outra mulher

O trabalho proporciona uma nova visão sobre as adaptações psicológicas por trás do desejo dos homens por uma variedade de parceiros e do desejo das mulheres por um parceiro comprometido.[Imagem: Wikimedia]

Mas você me traiu com um homem ou com uma mulher?

Homens são mais de duas vezes mais propensos a continuar namorando uma namorada que o traiu com outra mulher do que uma namorada que o traiu com outro homem.

As mulheres mostraram o padrão oposto. Elas são mais propensas a continuar namorando um homem que teve um caso com outra mulher do que um homem que teve um caso com outro homem.

A conclusão é de uma equipe de psicólogos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, em um estudo publicado na revista Personality and Individual Differences.

Adaptações psicológicas

Traição homossexualO trabalho proporciona uma nova visão sobre as adaptações psicológicas por trás do desejo dos homens por uma variedade de parceiros e do desejo das mulheres por um parceiro comprometido.

“Um mecanismo robusto de ciúme é ativado em homens e mulheres por tipos diferentes de sinais – aqueles que ameaçam a paternidade nos homens e aqueles que ameaçam o abandono das mulheres,” afirma Jaime C. Confer, focando os aspectos da psicologia evolutiva.

Os pesquisadores entrevistaram 700 estudantes de graduação, focando os relacionamentos e as traições com pessoas de outro sexo ou do mesmo sexo.

No geral, os homens demonstraram uma probabilidade de 50 por cento de continuar namorando uma parceira que teve um caso homossexual e uma probabilidade de 22 por cento de continuar com uma mulher após ela ter tido um caso heterossexual.

As mulheres demonstraram uma probabilidade de 28 por cento de continuar com um namorado que teve um caso heterossexual e uma probabilidade de 21 por cento de continuar com um namorado que teve um caso homossexual.

Atitudes em relação à homossexualidade

Traição homossexual“Estes resultados são ainda mais notáveis dado que as pesquisas mostram que os homens têm atitudes mais negativas em relação à homossexualidade e são menos favoráveis aos direitos civis para casais do mesmo sexo do que as mulheres.

“Contudo, esta tendência geral dos homens demonstrando menor tolerância à homossexualidade do que as mulheres é revertida em uma situação que encoraja a homossexualidade feminina,” dizem os autores.

Inversamente, as mulheres mostraram uma oposição mais próxima à continuação de uma relação após ambos os tipos de traições, mas especialmente para um caso homossexual do namorado.

 

Fonte: Redação do Diário da Saúde.