Seja um defensor da liberdade enquanto ainda temos tempos

Seja um defensor da liberdade

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Tenho certeza que você não vai acreditar quando eu te contar o que vi no México. Eu não posso te mostrar os rostos das pessoas que conheci. Não é seguro para elas. Mas a foto acima diz tudo sobre o sofrimento que eles e elas estão enfrentando neste momento.

Em Tijuana, eu visitei crianças e famílias que tiveram o acesso negado a proteções de refúgio e que vivem no esquecimento – alojadas em abrigos lotados e perigosos e, com muita frequência, forçosamente separadas de seus familiares. Conheça a história horrível desta mãe é tragicamente comum por lá:

Eles me disseram: ‘você não tem nenhum direito aqui e você não tem nenhum direito de ficar com seu filho’. Para mim, eu morri naquele momento. Eles arrancaram meu coração de mim. Como pode uma mãe não ter o direito de estar com o seu filho?

A administração Trump está fazendo o possível para tornar a situação na fronteira insuportável. Ajude-nos a proteger famílias vulneráveis ​​que buscam segurança nos EUA.

Em 2017 e 2018, a Anistia Internacional realizou extensas pesquisas de base sobre a situação dos requerentes de asilo nos Estados Unidos e na fronteira EUA-México. Mas sem o seu apoio, nossa equipe não poderá mais documentar como os EUA estão cometendo flagrantes violações de direitos humanos contra pessoas que buscam asilo no país.

Agora é o momento de mudarmos esta situação. Nós não podemos virar as costas para esse sofrimento, Dialison. Há crianças, mães e pais que precisam de proteção, e não de mais violência. Políticas que tratem as famílias com dignidade, justiça e respeito devem ser criadas. Precisamos do apoio de pessoas como você para fazer a diferença na vida de milhares de pessoas.

Portanto, amigo, estamos muito chocados com o que vi e sei que você também estaria. É por isso que estou te convidando hoje a se juntar a nós como Defensor da Liberdade. A sua doação mensal fortalece a nossa pressão para que as autoridades dos EUA parem com o retorno ilegal de solicitantes de asilo; acabe com os maus-tratos na detenção de imigrantes e com as políticas devastadoras como a separação de familiares.

Não devemos abandonar aqueles que viajaram para a fronteira em busca de proteção. Por favor ajude!

Obrigado pela sua generosidade.

Com esperança,
Margaret Huang
Diretora executiva da Anistia Internacional EUA

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Avante México

Andrés Manuel López Obrador

Saudamos a opção do povo mexicano por eleger, para presidente da república, Andrés Manuel López Obrador. Uma atitude que não se intimidou com o avanço do pensamento conservador e de práticas políticas autoritárias e xenófobas que têm se mostrado, de forma cada vez menos dissimulada, o modus operandi das potências imperialistas e, em especial, dos EUA. Intervenções militares, bombardeios, bloqueios econômicos, deposições e/ou desestabilizações de governos legitimamente eleitos são algumas dessas práticas. Nesse sentido, ganha importante relevo simbólico a eleição de López Obrador para presidente do México, diante dos desafios a enfrentar.

Em um país marcado pelo domínio de oligarquias entreguistas aliadas ao capital externo e de grupos de narcotraficantes, onde predomina a violência, a corrupção e elevados índices de desigualdades sociais, Obrador tem a enorme responsabilidade de atacar os problemas sem capitular frente aos interesses dos poderosos internos e a pressão externa dos EUA. Portanto, a eleição de Obrador demonstra a possibilidade de se romper com o pensamento e práticas que se estabeleceram no mundo, nas três últimas décadas, como forças hegemônicas, e que têm violentado qualquer iniciativa de adoção de políticas com foco na justiça social.

A sociedade mexicana demonstrou no domingo do dia 2 de julho, nas urnas, seu descontentamento com o sistema político ao dar crédito à coalizão de centro-esquerda liderada por Obrador. À classe dominante nacional e ao imperialismo resta respeitarem essa opção popular. Ao presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador, compete cumprir suas promessas de campanha.

Salve à pátria grande!

Starman viajando com o seu Tesla Roadster pela órbita do Sol

Você sabia que tem um carro navegando neste momento no espaço? Sim, é verdade! É um modelo Tesla Roadster 2009 da Tesla de propriedade do tio Elon Musk, o Tony Stark da vida real. O Starman e seu Tesla está agora, neste momento, na órbita da Terra a caminho da órbita de Marte e sua jornada levará 6 meses para chegar até o Planeta Vermelho. É um projeto da SpaceX e o lançamento foi hoje através do foguete #FalconHeavy e acompanhei #AoVivo pelo canal do SpaceToday. Acho que apenas eu e o meu #champs Volney (aqui de Ilhota) acompanhamos em tempo real pela internet esse grande marco histórico da astronomia. A partir de hoje está aberta a colonização em Marte, não pelo carro e sim através do projeto. Essas imagens [que são lindas] são prints em HD da transmissão Ao Vivo e acessando este link você pode acompanhar a viajem desse Starman pela galáxia que ficará milhões de anos navegando em nossa órbita enquanto durar sua funilaria. É legal, é massa, mas será mais um lixo espacial. Olhando essas imagens podemos ter a noção da grandeza e poder de nosso Deus. Curtam as imagens.

Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço Starman viajando com o seu Tesla pelo espaço

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Hoje foi o dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX

Falcon Heavy

Nessa terça-feira, dia 6 de fevereiro de 2018, foi um grande dia, um grande marco para era espacial e também para humanidade, dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX. O foguete já estava posicionado há um certo tempo na plataforma de lançamento história 39A, a mesma plataforma de onde partiu a missão para a Lua, e de onde partiam os ônibus espaciais.

Às 3:45 PM (19h45 no horário brasileiro de verão) a Falcon Heavy retirou-se com sucesso do Launch Complex 39A no Kennedy Space Center, na Flórida. Falcon Heavy é o foguete operacional mais poderoso do mundo por um fator dois, com a capacidade de levantar em órbita cerca de 64 toneladas métricas (141 mil lb) – uma massa maior do que um avião 737 carregado com passageiros, tripulação, bagagem e combustível.

O primeiro estágio de Falcon Heavy é composto por três núcleos de nove motores do Falcon 9, cujos 27 motores Merlin geram mais de 5 milhões de libras de impulso ao parar, igual a aproximadamente dezoito 747 aeronaves. Somente o foguete de Saturno V, lançado pela última vez em 1973, entregou mais carga útil para a órbita.

Desse modo o Falcon Heavy, com seus 70 metros de altura é impulsionado por 27 motores Merlin 1D. O lançamento está programado para acontecer nesta data à partir 16h30, horário de Brasília.

O lançamento inaugural do Falcon Heavy levará um carro como carga, um Tesla Roadster, da empresa Tesla do próprio Elon Musk, que também, obviamente é dono da SpaceX. O carro sairá da órbita da Terra e entrará numa órbita heliocêntrica que de tempos em tempos coincidirá com a órbita de Marte. Isso é muito importante, pois ajudará os engenheiros da SpaceX a verificar o desempenho do novo foguete da empresa.

O canal Space Today TV no YouTube realizou a transmissão do evento #AoVivo e eu assisti. Abaixo, os vídeos das transmissões na plataforma do YouTube. Neste post você viu uma pequena galeria de fotos para que apreciem o Falcon Heavy antes do lançamento histórico.

Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX Dia do lançamento do foguete Falcon Heavy da SpaceX

Saiba mais sobre o lançamento do teste de hoje em nosso kit de imprensa.

Agora, a seguir, os vídeos relacionados ao lançamento histórico.

Trump toma posse como o 45º presidente dos EUA, mas você sabem como funciona as eleições americanas?

Cabine de votação das eleições americanas

No dia 8 de novembro de 2016, ocorreram as eleições americanas. Foram escolhidos o novo presidente (o republicano Donald Trump), 34 novos senadores, todos os 435 deputados e mais 12 governadores. Apesar de ser uma democracia, os Estados Unidos possuem um sistema eleitoral diferente do nosso em muitos aspectos. Confira algumas delas a seguir.

O colégio eleitoral escolhe o presidente, não o voto popular

A diferença mais gritante entre as eleições brasileiras e as americanas é que um presidente americano pode ser eleito mesmo sem obter a maioria dos votos. É isso mesmo, não é o voto de cada eleitor que conta no resultado final. Quem de fato elege o novo presidente é um Colégio Eleitoral. São os 538 delegados desse Colégio que têm a palavra final sobre o resultado da eleição. Para um presidente ser eleito, precisa do voto de pelo menos 270 delegados – ou seja, maioria absoluta.

Cada estado possui certo número de delegados no Colégio Eleitoral. Essa quantidade é proporcional à população dos estados. A Califórnia é o estado mais populoso do país e, por isso, possui o maior número de delegados, 55. Depois vem Texas (38), Nova Iorque (29) e Flórida (29).

E como votam os delegados? A maioria dos estados obriga todos os delegados do Colégio Eleitoral a votar no candidato mais votado no estado. É a regra conhecida como “winner takes all” (o vencedor leva tudo). As únicas exceções são Maine e Nebraska, em que os votos do Colégio são distribuídos proporcionalmente à votação dos candidatos.

Ou seja, o que realmente importa nas eleições americanas é a disputa nos estados, sobretudo em estados cuja votação é menos previsível – estes são chamados de swing states, que ora preferem o candidato democrata, ora o candidato republicano. Exemplos de swing states são Flórida e Pennsylvania, que neste ano registraram mais votos para Trump.

A regra do “vencedor leva tudo” é apontada como um dos motivos por que candidatos independentes ou de partidos menores não tenham chances reais de vencer a disputa. Isso porque votar em um candidato do partido menor pode tirar força de uma das candidaturas maiores (do partido democrata ou do partido republicano). Veja o seguinte exemplo: um grupo de eleitores normalmente vota no partido democrata. Entretanto, esses eleitores resolvem votar em um candidato do Partido Verde. Isso significa que uma parte dos votos esperados para a candidatura democrata é dividida com uma candidatura menor. Quem mais se beneficia disso é o candidato republicano, que vê seu adversário conquistar menos votos do que poderia.

O candidato mais votado corre o risco de não se eleger

A regra de destinar 100% dos votos do Colégio Eleitoral ao candidato mais votado nos estados também dá brecha para que um candidato com menos votos populares no total ainda tenha chances de ganhar a disputa. O sistema de Colégio Eleitoral já permitiu que quatro presidentes dos Estados Unidos com votação popular menor que o adversário vencessem a eleição. Em 2000, o candidato democrata Al Gore teve cerca de meio milhão de votos a mais que seu adversário, George W. Bush. Mas não foi eleito porque terminou com 266 votos do Colégio Eleitoral, contra 271 de Bush.

E agora, em 2016, esse fenômeno voltou a ocorrer. Donald Trump, candidato do partido republicano em 2016, venceu a votação no Colégio Eleitoral, com 290 votos. Mas as apurações indicam que sua rival, a democrata Hillary Clinton, venceu no voto popular. Hillary teve apenas 228 votos do Colégio Eleitoral.

O sistema é bipartidário, mas existem muitos outros partidos e candidatos

O sistema político norte-americano é monopolizado por dois grandes partidos: o democrata e o republicano. Todos os presidentes da história do país pertenceram a um dos dois partidos. Ambos também possuem os maiores números de filiados e possuem 100% das cadeiras no congresso nacional.

Esse domínio dos dois maiores partidos faz com que o sistema político dos Estados Unidos seja considerado bipartidário. Mas existem outros partidos em atividade no país, todos muito menores que os dois dominantes. Muitos deles lançaram candidatos à presidência, mesmo que você não tenha ouvido falar delas. O Partido Libertário, por exemplo, concorreu com Gary Johnson. Trata-se de um partido com posições liberais, a favor do estado mínimo e da não interferência do Estado em questões sociais. Foi o único candidato além de Hillary e Trump que figurou nas cédulas de votação em todos os 50 estados. Já o Partido Verde, de vertente ambientalista e à esquerda do espectro político, teve Jill Stein como presidenciável nesta eleição.

E não para por aí. As eleições de 2016 tiveram candidatos do Partido Constitucional (conservador), do Partido Reformista (centro-esquerda) e do Partido para o Socialismo e a Liberação (extrema-esquerda). Finalmente, houve pelo menos um candidato independente com alguma relevância: Evan McMullin, ex-agente da CIA que tentou levar votos de republicanos descontentes com Trump. Vale lembrar que as candidaturas independentes são proibidas no Brasil – mais uma diferença entre as eleições dos dois países.

Cada estado tem regras eleitorais próprias

Como você já deve ter notado nas seções anteriores, o peso do nível estadual é bem importante para o sistema político e eleitoral norte-americano. Cada estado decide como serão definidos os votos do Colégio Eleitoral, por exemplo. Também é prerrogativa dos estados definir quais candidatos podem aparecer na cédula de votação. Por isso, os candidatos de partidos menores ou independentes não são votados em todos os estados, apenas naqueles em que eles conseguem atender aos critérios da legislação estadual.

Além disso, alguns estados permitem que candidatos que não aparecem na cédula de votação recebam votos, desde que o eleitor escreva o nome completo do candidato. Esse tipo de voto é chamado de write-in. O candidato independente Evan McMullin, por exemplo, podia receber apenas votos write-in em mais de 60% dos estados.

As campanhas são longas

Enquanto as eleições municipais brasileiras deste ano tiveram campanhas de apenas 45 dias, a corrida eleitoral americana se desenrola por muito mais tempo. Etapas-chave da disputa são realizadas meses antes da votação geral. Primeiro ocorrem os caucus, espécie de convenção partidária realizada pelos partidos republicano e democrata em 13 estados. Depois é a vez das primárias, que na prática são uma série de eleições internas dos partidos. Os pré-candidatos concorrem pela vaga de candidato oficial do partido, disputando votações em uma série de estados.

Outras diferanças

Obrigatoriedade do voto

  • Como é nos Estados Unidos: o voto é facultativo, o eleitor pode faltar à eleição sem sofrer qualquer punição. Na votação do dia 8 de novembro, apenas cerca de 55% dos eleitores americanos compareceram às urnas, segundo dados preliminares.
  • Como é no Brasil: o eleitor precisa comparecer às urnas ou justificar sua ausência. Historicamente, mais de 80% dos eleitores brasileiros aparecem para votar.

Registro do voto

  • Como é nos Estados Unidos: os eleitores norte-americanos votam em cédulas de papel. A cédula contém o nome de apenas alguns dos candidatos, mas em vários deles o eleitor pode escrever o nome de alguns candidatos que não estão na cédula.
  • Como é no Brasil: o Brasil utiliza urnas eletrônicas há 20 anos para registro dos votos. Todos os presidenciáveis podem receber votos em todos os lugares.

Segundo turno

  • Como é nos Estados Unidos: a votação é feita em um só turno, sem possibilidade de segundo turno. Os motivos para isso são a tendência do sistema ao bipartidarismo e o longo período de primárias antes da votação final, em que vários pré-candidatos dos principais partidos são apresentados ao público.
  • Como é no Brasil: o primeiro turno ocorre com todos os candidatos a presidente. Se nenhum deles alcançar maioria absoluta (mais de 50% dos votos válidos), os dois mais votados vão para o segundo turno.

Financiamento de campanha

  • Como é nos Estados Unidos: as campanhas presidenciais são financiadas sobretudo por doações privadas, seja de doadores individuais, comitês de ação política (chamados de PACs) e grupos cívicos. Doações diretas de empresas são proibidas, mas há uma brecha: os comitês especiais (superPACs) podem receber doações ilimitadas de indivíduos, empresas e outros grupos. Os superPACs podem fazer campanhas livremente, desde que não sejam coordenadas com o comitê de campanha do candidato. Boa parte da campanha de um candidato é feita através dos superPACs.
    Os candidatos podem também receber financiamento público, desde que cumpram alguns requisitos. Mas é comum que alguns abram mão de recursos públicos em campanha. Também vale destacar a forte arrecadação pela internet, marca das campanhas do atual presidente Barack Obama em 2008 e 2012.
  • Como é no Brasil: em 2015, o STF proibiu as doações empresariais a campanhas, declarando-as inconstitucionais. Dessa forma, os candidatos contam com doações de pessoas físicas, recursos públicos vindos do Fundo Partidário e a autodoação, que foi marca registrada nas eleições municipais de 2016.

Fonte: Politize

Eleições nos Estados Unidos e suas peculiaridades

Entenda as eleições nos Estados Unidos

Apesar de ser uma democracia, os Estados Unidos possuem um sistema eleitoral diferente do nosso em muitos aspectos. As eleições americanas possuem várias peculiaridades. Veja algumas diferenças entre as eleições americanas com as eleições brasileiras neste icnográfico.

Infografico das eleições nos Estados Unidos e suas peculiaridades

Fonte: Politize

Trump, o Dr. Fantástico e os cavaleiros do Armagedom

Dr. Fantástico

Carta Maior logoO filme, do diretor norte-americano Stanley Kubrick, de 1964, aborda com humor e sarcasmo a Guerra Fria e a possibilidade de um confronto nuclear, em um ano em que, por aqui, sofríamos na carne a divisão do planeta; os EUA se envolviam cada vez mais no Vietnã e em golpes sangrentos por todo o mundo; e a opinião pública ocidental estava tomada pelo impacto da construção do Muro de Berlim, e da então recente Crise dos Mísseis em Cuba.

O personagem que dá nome à obra é um cientista “ex-nazista” (existem ex-nazistas?), preso à cadeira de rodas, que, metaforicamente, se levanta dela no final da estória, em uma representação da ressurreição do fascismo que cairia muito bem nos dias de hoje, a começar pela própria eleição de Donald Trump.

O grande ator do filme é Peter Sellers, que faz três papéis, incluído o do Dr. Strangelove.

Mas a figura que mais se identifica – até mesmo fisicamente – com o novo presidente eleito norte-americano, é, com certeza, a do Major T.J. “King” Kong, interpretado pelo ator Slim Pickens, que, como comandante da “fortaleza voadora”, salta do avião no final do filme, com um chapéu de cowboy, montado na bomba atômica como se ela fosse um cavalo, em louca e frenética, apocalíptica, celebração da destruição e da morte.

Já dissemos em um artigo anterior sobre o tema, UM MALUCO NA CASA BRANCA, que Trump representa a ascensão hipócrita da “antipolítica” – e do fascismo – ao topo do “establishment” administrativo norte-americano, e, contra tudo e contra todos, tornou-se uma espécie de símbolo para a extrema-direita do mundo inteiro, a ponto de lideranças como Marine Le Pen, do Front National francês, o terem saudado como o advento de um “novo tempo”, e de fascistas tupiniquins se manifestarem, ainda durante a campanha, em seu favor, em plena  Avenida Paulista, e contra a eleição de Hillary Clinton, uma “Dilma” norte-americana, para a Casa Branca.

Sem precisar de razões ancoradas na realidade, ou de justificativa maior que “tornar a América grande de novo”, e a rejeição aos políticos “tradicionais”, os eleitores norte-americanos, e, principalmente os delegados dos “swing-states”, que, teoricamente, poderiam ser comprados por um candidato bilionário, entregaram o poder a uma figura tão perigosa quanto controversa e imprevisível.

A polícia (também como costuma ocorrer em certos países) interferiu na campanha, a pouco mais de uma semana da eleição, lançando acusações relacionadas a emails não transcritos da candidata democrata, para depois negar, cinicamente, às vésperas do pleito, que algum indício de crime estivesse relacionado ao caso.

Seria interessante saber por que o Chefe do FBI, James Comey,  que é republicano, resolveu fazer esse desmentido na última hora.

Em política, tudo é uma questão de timing.

Feito o estrago contra Hillary, em uma campanha em que ela (como ocorreu também com outros personagens em certos países) foi tachada de corrupta sem nenhuma evidência jurídica que apoiasse essa acusação, o que aumentou o ódio – e a mobilização – dos eleitores de Trump em uma nação em que o voto não é obrigatório; talvez tenha sido preciso inocentar Hillary no último momento, não apenas para evitar acusações futuras de decisiva interferência no pleito, mas também para diminuir o ímpeto de seus eleitores, dando-lhes a certeza de que Trump certamente perderia, evitando que eles se esforçassem mais para comparecer em massa às urnas, para votar na candidata democrata.

Agora, será preciso esperar, para ver o que vai ocorrer com os EUA, e, também, com o mundo, nos próximos quatro anos, com Donald Trump na Casa Branca.

Teoricamente, ele é muito mais radical do que a candidata democrata, agora derrotada.

Mas foi ela, como Secretária de Estado, responsável pelas relações exteriores, que endossou, ou melhor, promoveu, no primeiro  mandato de Obama, alguns dos maiores erros cometidos pelos EUA, em matéria de política externa, nos últimos anos.

O seu apoio à malfadada e mentirosa “primavera” árabe, com a derrubada de Khadafi – e o seu assassinato por terroristas apoiados pelos EUA – a queda do governo no Egito, que levou os militares de volta ao poder naquele país, com a implementação de uma ditadura de fato, depois de uma eleição controversa; o maior envolvimento dos EUA no Iraque e as suas tentativas frustradas de derrubar o Presidente sírio Bachar Al Assad, ajudaram a criar um monstro chamado Exército Islâmico, destruíram países estáveis levando-os a horripilantes guerras civis, e causaram centenas de milhares de mortes, principalmente de velhos, mulheres e crianças, levando à crise dos refugiados, que obrigou milhões de pessoas a deixar os seus países para encontrar a morte nas águas do Mediterrâneo, ou enfrentar um destino amargo e incerto, em países como a Turquia, ou em uma Europa que não os quer, que neles vê um estorvo e um perigo, e que os tratará como animais, discriminando- os por sua cor e sua cultura.

Trump, paradoxalmente, parece se dar bem com regimes de força, como o chinês e até mesmo com os russos, principalmente Putin, a quem parece admirar pela sua personalidade forte e – quem sabe – seu físico de atleta.

Resta saber se isso não vai mudar depois que ele se sentar, com o seu queixo erguido e seu topete postiço, na cadeira mais poderosa do planeta, tendo, ao alcance de sua mão, os códigos para ordenar um ataque nuclear que poderia dar início ao Armagedon.

Nesse caso, com um Presidente na Casa Branca com uma trajetória menos previsível que a de um asteróide gigante dirigindo-se  para a Terra, só podemos rezar e pedir, já que os eleitores norte-americanos não o fizeram, que Deus nos ajude, a nós e a nossos filhos e netos, nos próximos anos.

Por Mauro Santayana, em Carta Maior.

Não à Keystone: uma bomba para o efeito estufa

Enquanto lemos este e-mail, o governo dos EUA está prestes a tomar a decisão mais importante acerca das mudanças climáticas na presidência de Barack Obama: a aprovação ou não de um oleoduto monstruoso que transportará do Canadá aos EUA, por dia, até 830 mil barris do petróleo mais sujo.

Caso seja aprovado, o oleoduto Keystone XL ajudará a bombear bilhões de dólares para os bolsos de umas poucas companhias, além de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. O oleoduto está sendo descrito como “o detonador da maior bomba de carbono do planeta”. Uma reação ousada da opinião pública já conseguiu atrasar o projeto antes, e outro golpe duro foi dado na semana passada, quando saiu uma decisão judicial contrária ao oleoduto. Agora, se agirmos com rapidez e em grande número, podemos ajudar a acabar com essa ideia de vez.

O secretário de Estado dos EUA, responsável pela maneira como o país se relaciona com o resto do mundo, abriu uma rodada final para receber comentários da opinião pública. Ele sabe que essa é a prova-dos-nove para definir a posição dos EUA e evitar um desastre ambiental. Vamos transformar a consulta pública em um verdadeiro referendo mundial, somando milhões de vozes de todos os países do mundo a ela, exigindo que o oleoduto Keystone seja impedido e que os EUA assumam a posição de liderança que afirmam ter para salvar nosso planeta. Faltam só alguns dias para o fim da consulta, junte-se a ela aquihttp://www.avaaz.org/po/stop_the_keystone_xl_pipeline_loc/?bRPpScb&v=36761.

A pressão vinda das grandes empresas de petróleo está bem intensa – eles compraram anúncios no metrô de Washington, pelo qual os políticos passam para chegar ao trabalho. Se alcançarmos um milhão de assinaturas, a Avaaz vai reagir no mesmo campo de batalhas, colocando anúncios ao lado dos deles para que o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e sua equipe vejam o que o povo pensa, de forma clara.

Esses anúncios das empresas de petróleo são apenas o começo. Sabemos que os Estados Unidos estão sob a mira dos lobistas da indústria petrolífera, e que vão ganhar rios de dinheiro com o oleoduto. Mas isso vai nos custar o futuro de todos: o petróleo vindo das areias betuminosas é o combustível fóssil mais sujo de todos, liberando de três a quatro vezes mais poluição causadora do aquecimento global que o petróleo “normal”.

No ano passado, Obama afirmou que daria o sinal verde para Keystone somente se fosse de interesse nacional dos EUA e se ficasse comprovado que ele não irá piorar ainda mais a crise climática para as futuras gerações. Kerry, que tem as mudanças climáticas como prioridade, quer mostrar iniciativa à comunidade internacional, estando mais sensível à opinião pública. Defensores do oleoduto afirmam que ele trará empregos na construção civil e maior independência em relação aos países exportadores de petróleo. Mas Obama sabe que as energias limpas gerarão os empregos de verdade e que as mudanças climáticas são provavelmente a maior ameaça à segurança global e dos EUA no momento.

Nós já estamos vencendo. Há três anos, este oleoduto era considerado um fato consumado. Mas o poder da comunidade entrou em ação. Milhares de pessoas foram presas durante o maior ato de desobediência civil em décadas nos EUA, e Obama recusou a proposta inicial. Agora vamos fazer nossa parte, reunindo os comentários mais internacionais possível a uma decisão governamental dos EUA e dando ao secretário de Estado Kerry e ao presidente Obama o apoio público de que eles precisam para rejeitar o projeto: http://www.avaaz.org/po/stop_the_keystone_xl_pipeline_loc/?bRPpScb&v=36761.

Onde quer que estejamos no mundo, seja em Alberta, no Canadá, onde o oleoduto começaria; no Reino Unido, ainda se recuperando de enchentes históricas; na Austrália, que apenas começa a se recuperar de um verão que desencadeou um número recorde de incêndios, ou em qualquer outro país onde extremos no clima estejam causando danos – estamos todos sofrendo as consequências do aquecimento global. Se nos unirmos hoje, podemos fazer parte da vitória que deterá este oleoduto absurdo, ajudando a construir um forte movimento contra as mudanças climáticas.

Com esperança, Pascal, David, Luis, Antonia, Emma, Patri, Wen, Ricken e toda a equipe da Avaaz.

Fontes:

Escolha o mais perigoso

Estados Unidos, antes dos ataques de Boston: uma das meninas está segurando algo proibido. Adivinha qual?

Moms Demand Action é um grupo de mães formado depois do massacre de Newtown, a fim de melhorar as políticas de controle de porte de armas de fogo nos EUA. Na mesma semana em que um menino de 11 anos foi fotografado com uma arma na mão em um protesto no país, elas lançaram uma bela campanha, que alerta mais uma vez para a questão.

O gancho para a campanha foi o banimento, em algumas escolas da Califórnia, do clássico de Charles Perrault, Chapeuzinho Vermelho, sob a alegação de que uma das coisas que a menina da história levava para a avó era uma garrafa de vinho. Parece que, para alguns pais estadunidenses, isso é muito perigoso. Na imagem abaixo, uma das meninas segura o livro da Chapeuzinho Vermelho e a outra uma grande arma. Na legenda, a frase: “Uma das crianças está segurando alguma coisa que foi banida na América para protegê-las. Adivinhe qual é”.

Além da imagem acima, outras duas fotografias também foram criadas, sob a mesma premissa: uma delas fala sobre a proibição do dodgeball, uma espécie de queimada mais incrementada, e outra, sobre o fim da venda do Kinder Ovo no país. Um belo recado para os EUA se preocuparem com coisas mais importantes.

Veja também outras críticas às armas de fogo aqui e leia mais sobre o assunto aqui.

Carta de Abraham Lincoln para o professor de seu filho

Abraham Lincoln

Confesso em dizer que eu desconhecia essa carta. Na verdade, eu desconheço quase tudo dessa pessoa que foi, segundo a história, um dos mais importantes presidente que os estadunidense já tiveram. Li essa carta que andou circulando nas entrelinhas do facebook e resolvi imortalizar em meu blog.

Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.

Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.

Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.

Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.