Como Inicio uma conversa sobre Deus?

Conversa com Deus

Ótima pergunta. Você está pronto para ir para a prática?

Vamos começar assim. Como você inicia qualquer conversa? Tire um tempo para pensar nisso. O que te ajuda a ser bom na comunicação com as pessoas ao seu redor?

Uma vez que você responder essa pergunta, só tem mais uma coisa que precisa fazer. Você precisa acrescentar, na sua história, conversas sobre sua própria experiência pessoal no relacionamento com Jesus. Como é a sua vida diária com Jesus e como é sua experiência com Deus? Não existe nada mais poderoso do que conhecimento adquirido por si só!

Uma forma de te ajudar a fazer isso bem, é se desafiar. É divertido fazer isso com um amigo ou até com um grupo de amigos, e você precisará de alguma prática, certo?

Primeiro, ache um objeto e escolha uma palavra aleatória. Então, tire um minuto para transformar aquele diálogo numa conversa sobre Deus!

Pode parecer estranho no início, mas pode ser bastante divertido e te deixar mais esperto para tudo, e realmente tudo pode se tornar numa conversa sobre Deus. Afinal de contas, Ele criou todas as coisas, certo?!

Você poderia até tentar ir além e descrever alguma coisa da personalidade de Deus e como você experimentou isso na sua própria vida.

Então, sem mais enrolação, é hora de colocar essa prática em ação. Saiba que Deus vai contigo e te dará as palavras certas para falar (Êxodo 4:1-12), e se divirta iniciando conversas sobre Deus com as pessoas ao seu redor. Não se esqueça de sorrir!

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Introduza a paz

Introduza a paz

A vida pode ficar muito agitada às vezes, especialmente com uma rotina corrida, pressões financeiras e vários compromissos, ao ponto de que pode ser muito fácil permitir que essa vida corrida esmague o verdadeiro significado da nossa existência. Por isso, vamos dar uma pausa (Selah), respirar fundo e buscar uma nova perspectiva.

Você é um portador de alegria, risadas, vida e, acima de tudo, de paz. Colossenses 3:15 nos diz “Que a paz de Cristo seja o juiz em seus corações, visto que vocês foram chamados a viver em paz, como membros de um só corpo. E sejam agradecidos”.

Por que você não tenta buscar a fonte de nosso Pai Celestial hoje? Tire tempo para parar um pouco, pensar no que Deus fez na sua vida, e então trazer essa vida para outras pessoas!

Parece mais fácil falar do que fazer, certo? Bom, mas por que não tirar um minuto agora?

Apenas pare, respire, agradeça a Deus por quem Ele é, e então comece a olhar para fora de si mesmo. Pense: no seu dia a dia, quem está precisando de ânimo, uma palavra de encorajamento, um sorriso, um abraço?

Se agora você tem alguém em mente, não deixe para depois! Pense além de você mesmo, e ajude alguém hoje mesmo. Compartilhar Jesus e compartilhar a sua paz é simplesmente uma forma de obter a perspectiva de Deus e compartilhá-la com outros. Não é um evento único ou ocasional, mas diário.

Você é um portador da luz e paz de Deus, seja aonde você for, todos os dias. Por isso, vá agora e mostre-o ao mundo!

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Compreenda a visão de mundo dos outros

Compreenda a visão de mundo dos outros

Você já ouviu o ditado popular inglês: “Nunca arranque o nariz de um homem para então lhe dar uma rosa para cheirar?” Bem, no contexto de compartilhar sua fé, isso se traduz como: “Não ataque alguém para então falar sobre as Boas Novas de Jesus”.

Bom, ouvir o Evangelho pode causar desconforto para alguém que não concorda com você; seja se o incômodo for associado a uma consciência pesada ou hostilidade aberta. Igualmente, apontar as mentiras na religião dos outros ou destruir a visão de mundo deles apenas serve para deixá-los na defensiva. Uma vez que a pessoa adota uma postura defensiva, nenhum argumento terá resultado, não importa o quanto soe verdadeiro. Por isso, tente entender a visão de mundo dos outros quando estiver falando sobre sua fé.

Compreender não significa concordar, mas significa que você se importa com a pessoa, mesmo ela tendo uma visão diferente da sua, simplesmente porque você tirou tempo para compreendê-las.

Um homem sábio escreveu: “Se você tentar tirar o osso de um cachorro, o cachorro defenderá o seu osso com toda a força que tiver; mas se você oferecer a ele um pedaço de carne suculenta no lugar, o cachorro abandonará o osso imediatamente”. Da mesma forma, as pessoas sempre defenderão suas religiões, opiniões e crenças, porque elas não conhecem nada diferente daquilo. Jesus é incrível, por isso, não importa no que as pessoas creem, pois jamais será tão recompensador quanto um relacionamento com Jesus. Porém, as pessoas ainda não sabem disso.

Provérbios 15:1 diz,

A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira

Por isso, da próxima vez que você estiver numa conversa como essa, fique longe de qualquer tema negativo e mantenha a conversa em Jesus e na Sua oferta de salvação por meio de um relacionamento com Ele.

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Encontre a paz

Encontre a paz

Você sabe que Deus quer falar conosco diariamente, guiando-nos em tudo o que fazemos? Algumas vezes, Ele pode até revelar algo inesperado e nos convidar para agir a respeito daquilo em obediência a Ele.

Uma das integrantes da equipe do yesHEis  compartilhou que isso aconteceu com ela um dia, enquanto ela estava meditando num versículo. Ela fez esta pergunta para Deus: “Eu quero comer da tua árvore da vida, existe algo me atrapalhando?”

Aqui está o que aconteceu em seguida:

Eu imediatamente fui lembrada de algo que tinha feito de errado há 19 anos atrás! Eu fiquei surpresa, mas a memória logo veio à minha mente, e eu sabia que precisava fazer algo e corrigir aquilo. Por isso, naquele dia, eu fiz uma ligação. Para a minha surpresa, logo houve um suspiro de alívio e um pedido de desculpas do outro lado da ligação em resposta ao meu! A amiga que eu liguei não era uma seguidora de Jesus, mas eu tive a oportunidade de me arrepender, orar com ela e pedir que Deus pudesse trazer mudança. Foi uma conversa maravilhosa e honesta, onde pudemos falar sobre a paz que apenas Jesus pode trazer. Naquele dia, a paz não preencheu apenas o meu coração, mas o coração e lar de minha amiga!

Enquanto o jeito do mundo de lidar com chamados como esse seria “esqueça isso, está no passado”, Jesus nos promete o Espírito para nos guiar em toda a verdade (João 14:15-27). Ele então fala “deixo-vos a paz; a minha paz vos dou”.

Por que você não tenta perguntar Deus se existe algo te atrapalhando hoje?

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Seja um pacificador

Pacificador

Você não precisa pensar demais para identificar indivíduos que se destacaram por serem pacificadores ao longo das páginas da história. Pessoas como Marthin Luther King Jr., Madre Teresa e Nelson Mandela. Pessoas de grande coragem e tenacidade. Pessoas que sabiam que a dor da mudança não era tão ruim quanto a dor de continuar no mesmo. Pessoas que promoveram a paz e fizeram a diferença. Essas pessoas abriram o caminho e deram o exemplo de condutas a serem seguidas.

E embora no passado a mídia tenha dado o microfone apenas para esse grupo seleto, atualmente as mídias sociais deram um megafone para as massas. Isso nos permite, como cristãos, nos posicionarmos pelo que acreditamos e usar nossa voz coletiva para fazer diferença na coletividade. A pergunta é: o que estamos dizendo e qual será a diferença?

Se você pensar a respeito, a paz, assim como o amor, tem acumulado vários significados ao longo do tempo. Mas temos uma oportunidade agora de declarar o verdadeiro significado da paz por meio das nossas palavras e ações, e apresentar as pessoas a Jesus, o verdadeiro Pacificador.

Tudo o que Jesus fazia apontava para a paz. Na verdade, o motivo dEle ter vindo para a terra foi trazer paz.

Em João 8:1-11 vemos que quando líderes religiosos se reuniram para apedrejar uma mulher que tinha quebrado a lei, Jesus ofereceu a ela a paz, o perdão e um novo jeito de viver.

Essa mesma paz está disponível e acessível hoje, e somos chamados para estendê-la para o mundo. Porque a verdade é que não podemos conhecer a Jesus verdadeiramente e não sermos pacificadores. Ser pacificador é parte do ato de se entregar a Deus, pois apenas Deus pode trazer a verdadeira paz.

Somos chamados para ser pacificadores, e não apaziguadores!

Apaziguadores mantém a paz de uma perspectiva do medo, evitando conflitos, enquanto pacificadores restauram a paz de uma perspectiva de força e reconciliação.

Como embaixadores de Jesus e agentes de paz, é hora de nos posicionarmos e tomarmos responsabilidade pessoal por PROMOVER a paz em nossas comunidades e cidades. Não será fácil. Isso requererá convicção, diligência, perseverança e disposição para sair da nossa zona de conforto e imitar Jesus, para que outros possam iniciar suas vidas com Ele. Mesmo com as dificuldades, valerá a pena!

Mateus 5:9 diz:

Bem-aventurados são os pacificadores! Porque eles serão chamados filhos de Deus

Então, você está preparado e disposto a ser um pacificador?

Vamos passar esses próximos dias desvendando o que isso pode significar para você no dia a dia, e aprender como você pode colocar isso em ação de forma prática na sua comunidade, seu local de trabalho e sua casa.

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Evangelho e responsabilidade

Evangelho e responsabilidade

Numa sociedade dividida, como se vive a vocação cristã? Que vocação é essa?

Onde a honra a Deus é comprada com a desonra do humano, aí, na verdade, o nome de Deus é desonrado
Paul Tillich, Humanität und Religion, 1958

Deus encarnou em Jesus para que, quem nele crê, compreenda, pela fé, sua identificação e seu compromisso com a vida das pessoas que carecem e desejam um Deus presente e próximo. Em sua vida e ministério, Jesus se viu inserido numa religião que possuía centenas de leis e regras que procuravam orientar a vida das pessoas. Todas essas leis surgiram em contextos específicos, com o objetivo de balizar a convivência em sociedade e a sua relação com o Deus em que depositavam sua fé. Algumas dessas leis foram endossadas por Jesus, mas aquelas leis que, essencialmente, não contribuíam para que o amor a Deus estivesse em primeiro lugar e que impediam que a misericórdia divina ficasse, cristalinamente, visível e sensível, foram revogadas pelo Filho de Deus. São exemplos de leis revogadas: as que inibiam ações de misericórdia ou o saciar as necessidades do corpo no dia de descanso; leis de vingança como olho por olho, dente por dente; e a pena de morte para situações de adultério.

Jesus revogou antigas leis e, sob o espírito de uma nova aliança, resumiu-as em apenas duas: amar a Deus acima de tudo e amar ao próximo como a si mesmas/os (Mc 12.28-34; Mt 22.34-40). E para que se pudesse reconhecer o próximo, Jesus usou de parábolas e deixou muitos exemplos que evidenciam que “próximo” é a pessoa que carece de nossa misericórdia e cuja ajuda está ao nosso alcance (Lc 10.26-37). Essa atitude de Jesus não foi apenas um posicionamento religioso, mas profético e político, no sentido que tomou partido das pessoas mais pobres, oprimidas e discriminadas pelos sistemas de poder político, econômico, social que também tinham (e têm) suas extensões no âmbito religioso.

Não há como ficarmos distantes das lutas políticas de nosso tempo. Como escrevem Dietrich Bonhoeffer e Franz Hildelbrandt, “por mais que o cristão queira permanecer distante da luta política, mesmo aqui, porém, o mandamento do amor o impele a tomar uma posição em favor de seu próximo. A sua fé e seu amor devem saber se os ditames do Estado poderão levá-lo a ir contra a sua consciência” (Catecismo Luterano, 1931). A liberdade e a consciência cidadã constituem, pois, um bem inalienável, mas elas somente se tornam efetivas e atuais na esfera política.

Sabemos que é parte da nossa vocação ao ministério na missão de Deus o envio “como ovelhas para o meio de lobos” (Mt 10.16ss) e que devemos estar prontas e prontos para sermos odiadas e odiados por causa do nome de Cristo (Mc 13.13). Ainda nesse sentido, concordamos com Martim Lutero de que somos pessoas simultaneamente justas (porque Deus nos justifica através do que Cristo fez por nós) e pecadoras (sempre dependentes da misericórdia e do perdão de Deus). Por isso, diante das pressões que nunca cessam, é preciso distinguir os gritos que clamam por socorro dos gritos de quem não se condói ou comove com a dor daquelas e daqueles aos quais Jesus nomeou pequeninas e pequeninos.

Embora em toda parte e em todos os tempos sempre tenha havido disputas por poder, vivemos tempos em que estas têm se revelado mais acirradas que nunca – consequência do uso para o mal dado à tecnologia colocada à nossa disposição para comunicar e aproximar. Infelizmente, deixamos que vozes, antes não ouvidas com tanta facilidade, entrem em nossas casas, em nossas relações com nossos semelhantes e nas nossas comunidades de fé, gritando insultos, calúnias e ameaças, inclusive de morte, promovendo discórdia, torcendo a verdade e a essência do objetivo cristão – a saber, favorecer a expansão do Reino de Deus, delimitado pelas experiências de “ágape” – e tornando-nos personagens da mais moderna experiência de Babel. Essas vozes têm se mostrado ardis e revelado alguma eficácia em seus esforços para abafar o Espírito de Pentecostes que, inibido de “soprar onde quer”, deixa exposta, no âmbito da Igreja de Cristo, uma dificuldade para discernir os espíritos que agem nesse mundo (1 Jo 4.1-6).

Temos sido testemunhas e ouvintes de vozes carregadas de ódio e que, sob a pretensão de invocarem luz, espalham trevas para a vida em comunidade e na sociedade. São ataques inconsequentes e irresponsáveis à vida, à credibilidade e à integridade física e moral de pessoas como a pastora Lusmarina Campos Garcia e o pastor Inácio Lemke, atacados por atenderem ao chamado à prática da misericórdia em favor de pessoas em situações de extrema vulnerabilidade. O aumento crescente da violência contra as pessoas mais à margem de projetos de poder vigentes em nosso contexto e em diferentes partes do mundo, bem como contra as pessoas comprometidas com os direitos das mais fragilizadas por diversas razões, revela o quão afastadas e afastados estamos da experiência plena do Reino de Deus anunciado por Jesus há dois milênios. A Igreja precisa se colocar a serviço de Deus e apoiar profetas e profetizas que resgatam a vontade divina de maneira concreta, sobretudo quando buscam promover justiça a quem dela vem sendo privada, por qualquer que seja a razão.

Queremos uma Igreja em que pronunciamentos ou exortações, quando necessários para dar respostas a uma sociedade marcada por novos desafios, não se orientem simplesmente pelo senso comum, por costumes ou quaisquer outros interesses que não sejam reforçar a necessidade da inclusividade da diversa criação de Deus e do acolhimento amoroso e misericordioso oferecido por Jesus.

Dos exemplos e ensinamentos de Jesus, aprendemos muitas coisas, segundo as quais, especialmente, ministras e ministros da Igreja devem se orientar. No cerne de tudo, vemos o fato de que Jesus não queria pessoas marginalizadas em função de sua condição social, legal, religiosa ou de saúde. E os testemunhos presentes nas narrativas evangélicas revelam que ele assumiu esse compromisso até as últimas consequências. É por meio do exemplo de Jesus, como registrado nas narrativas evangélicas, que possuímos a ciência de que, no Reino de Deus, sinônimo de poder é serviço, e que qualquer autoridade decorre de condutas coerentes, à parte das quais perdem sua legitimidade. Lutero reforçou esse entendimento ao definir boas obras como aquelas que procedem de Deus e apontam para Deus. Pessoas ou grupos que buscam holofotes voltados sobre si não apontam para Deus e, precisamente por isto, não merecem crédito.

As respostas religiosas e teológicas às grandes questões contemporâneas têm sido tímidas ou insuficientes. Em que se pese o fato de nos pronunciarmos, aqui, a partir de um contexto bastante particular, parece-nos, todavia, que a teologia ainda se encontra circunscrita a um universo separado, dissociada das vivências comunitárias concretas. Esta distância entre teologia acadêmica e Igreja, ainda que faça parte do caráter, por vezes, mais abstrato do saber teológico, termina contribuindo para que os grandes problemas que afetam a humanidade não recebam a atenção teológica devida. “As religiões e, dentro delas, as teologias se tornaram, na maioria das vezes, expressões de controle e dominação quando justificaram suas verdades para além da experiência humana, para além da história, para além do poder e do amor que nos habitam” (Ivone Gebara). A lacuna entre teologia acadêmica e Igreja, ainda que não possa ser plenamente preenchida, precisa ser diminuída. Somente assim o saber teológico poderá superar o risco da completa abstração e a vivência comunitária poderá ser informada e iluminada por uma teologia verdadeiramente encarnada.

Urge retomar, portanto, uma nova concepção teológica. Nós defendemos uma teologia encarnada que considere a simultaneidade de experiências de sofrimento, pobreza e exclusão, por um lado, e de movimentos libertários, de resistência e de transformação social através de comprometimentos sócio-político-culturais, por outro. As experiências são constitutivas de nossa identidade – seja como cidadãs e cidadãos, seja como pertencentes a uma confissão religiosa determinada. As experiências são sempre circunstanciais, localizadas e contextualizadas. Elas são, portanto, experiências sempre e invariavelmente históricas e necessariamente políticas.

Em função da ausência de uma pedagogia religiosa e teológica academicamente dialógica e inclusiva, temos visto crescer nos âmbitos do parlamento brasileiro fundamentalismos patológicos que atingem níveis de histeria e perversão; fundamentalismos que buscam impor seus valores, “verdades religiosas” e concepções do sagrado – sempre bastante restritas e exclusivistas – como únicas e imutáveis. Essa visão de mundo fundamentalista, que alcança representatividade em diferentes bancadas no parlamento brasileiro, termina por interferir nas decisões políticas de Estado. Nossas concepções religiosas não deveriam influenciar, entretanto, a formação de projetos de leis e dispositivos legais para o Estado, tendo-se em vista que a Constituição Federal determina um Estado laico (art. 19) e é a única disposição normativa válida para todas as pessoas. É o caráter laico do Estado que assegura não apenas o direito de indivíduos e grupos sociais religiosos de manifestarem aberta e publicamente suas crenças e significações religiosas, mas também a própria liberdade de consciência.

Embora a laicidade do Estado esteja assegurada pela Constituição Federal, esta mesma laicidade não anula a liberdade religiosa. A Constituição Federal garante, por exemplo, a assistência religiosa aos que estão em regime de reclusão, sendo esta a vontade livre manifesta pela pessoa presa. O direito à assistência religiosa às pessoas encarceradas é assegurado tanto pela Constituição (art. 5º, inciso VII) quanto pelas Leis Federais nº. 7.210/1984 e nº. 9.982/2000, que tratam, respectivamente, da assistência religiosa, com liberdade de culto, às pessoas segregadas, e da prestação de assistência religiosa em estabelecimentos penais.

Ora, foram precisamente o mandamento constitucional e esses dispositivos legais que possibilitaram, em 23 de julho de 2018, a visita do pastor Inácio Lemke ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Atendendo a um pedido expresso do ex-presidente Lula de receber visitas de um ou uma representante de alguma religião para lhe prestar assistência religiosa todas as segundas-feiras, o pastor Inácio Lemke, amigo do ex-presidente há mais de trinta anos, dirigiu-se à sede da Polícia Federal em Curitiba para, na condição de pastor e amigo, ouvir, dialogar e orar pelo ex-presidente. Para além dos mandamentos constitucionais e outros dispositivos legais, o Evangelho é claro que somos chamados a visitar as encarceradas e os encarcerados (Mt 25.36): “Estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-me”.

Enquanto membros, ministras e ministros da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), entendemos que tal visita foi um ato de amor para com um aprisionado, cuja própria condenação encontra-se sob suspeita jurídica e já foi problematizada e criticada, inclusive, por organismos internacionais. Portanto, estranhamos que a IECLB, quando do ocorrido, em comunicado às ministras, aos ministros e às comunidades, não tenha manifestado uma palavra baseada no Evangelho, mas tenha abordado a celeuma gerada por este evento baseando-se tão-somente em termos jurídicos e doutrinários. Outrossim, causa-nos profundo incômodo o fato de não encontrarmos expressa uma linha sequer em defesa de seu pastor vice-presidente, sobretudo quando consideramos que lhe faltam pouco mais de quatro meses para sua jubilação em função dos longos anos de serviço dedicados à missão de Deus na Igreja. A longa trajetória vocacional do pastor Inácio Lemke conta com amplo reconhecimento nacional e internacional precisamente pelo comprometimento que sempre demonstrou com uma práxis evangélica verdadeiramente encarnada na realidade concreta do povo de Deus. Além disso, cabe-nos sublinhar que a visita prestada pelo pastor Inácio Lemke ao ex-presidente Lula não foi realizada, por um lado, em nome da IECLB ou do Sínodo que preside, ou em nome do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), por outro.

De igual forma, vemos com profunda tristeza uma manifestação pessoal do pastor Dr. Nestor Friedrich acerca do posicionamento da pastora Lusmarina Campos Garcia na audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da proposta da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Em tendo sido esse um manifesto pessoal, isto é, um manifesto do pastor Nestor Friedrich – que, a despeito disto, se encontra no exercício de sua função como presidente da Igreja –, postamo-nos, aqui, e na condição de membros, ministras e ministros da IECLB, de forma contrária à substância deste pronunciamento. Isso porque, ao contrário do posicionamento pessoal do pastor Nestor Friedrich, temos percebido que, nos últimos anos, a IECLB tem se revelado cada vez mais tímida no amparo às pessoas em sofrimento, sobretudo dos mais frágeis. Por outro lado, o aparato institucional da IECLB se mostra cada vez mais robusto em questões que dizem respeito ao sacerdócio e aos ritos litúrgicos. O chamado profético em favor do seu povo, entretanto, parece constituir preocupação, na melhor das hipóteses, apenas secundária.

A nota pública e pessoal do pastor Nestor Friedrich nos causa ainda mais espanto e tristeza quando nos damos conta que a pastora Lusmarina compareceu ao STF como representante do Instituto de Estudos da Religião (ISER), e não como representante da IECLB. Como disse a própria ministra Rosa Weber por ocasião do convite: “Convido a Reverenda Lusmarina Campos Garcia para fazer uso da palavra, representante que é do Instituto de Estudos da Religião”. Ou seja: a pastora Lusmarina, ainda que como pastora da IECLB, apenas exerceu seu compromisso como representante de um egrégio e já academicamente consolidado instituto de estudos, e não a função de representante da instituição na qual é pastora. Sua participação na audiência pública promovida pelo STF representa um exercício livre de cidadania e de posicionamento intelectual honesto diante da mais alta instância do poder judiciário brasileiro. Tal participação deveria ser motivo de orgulho para a IECLB, e não de censura. Afinal, assumir para si a responsabilidade de discorrer, enquanto cidadã, intelectual, teóloga e pastora, mas também como alguém graduada em direito, sobre um tema tão complexo, e que envolve várias áreas do saber acadêmico, não é tarefa fácil e demanda competência e maestria colossais. Essa tarefa foi executada com tamanho brilhantismo pela pastora Lusmarina que nos sentimos plenamente representadas e representados por ela: a IECLB não pode cercear sua voz sem correr o risco de ferir de morte as garantias individuais e cidadãs de seus membros, ministras e ministros.

Não obstante, como o próprio pastor Nestor atesta em sua nota, o tema “aborto” envolve dor, sofrimento, culpa, abandono. E, assim como a pastora Lusmarina Campos Garcia, toda mulher que luta por emancipação está ciente que deve encarar a realidade patriarcal dolorosa que a oprime, e isso também inclui as mulheres luteranas. Essa luta por emancipação deve ser travada ainda que o risco de uma marginalização precisamente por parte da instituição que deveria ser acolhedora não possa ser evadido. Afinal, as mulheres não são uma redoma, como as “mônadas sem janelas” de Leibniz, mas são como que um espelho da sociedade, com todas as suas virtudes e contradições. Em outras palavras: as mulheres sofrem o peso de uma herança patriarcal, pervasiva em todas as esferas da cultura, que reivindica para si a ingerência sobre seus corpos e decisões. Por outro lado, é necessário lembrar e enfatizar que boa parte da dor, da culpa e do abandono sofrido por mulheres que decidem interromper uma gestação é fruto da postura (ou da não postura) das Igrejas. Nesse sentido, a Igreja precisa estar atenta ao sofrimento de muitas mulheres que, em situações extremas, recorrem à interrupção da gestação e são criminalizadas por tal ato. Isso implica afirmar que a Igreja deveria postar-se como um baluarte na defesa da vida dessas mulheres que são relegadas à clandestinidade, e não como uma instância de reverberação de estruturas sociais opressoras.

Essa situação nos convida para uma interpretação profética dos tempos atuais, tomando o rigoroso conceito de “profetismo” como chave de leitura para uma análise da conjuntura socioeconômica, política e religiosa. Os profetas, com suas críticas e denúncias, ajudam-nos não somente a localizar a realidade no campo teológico, como também a analisar os problemas que o povo de Deus enfrenta em determinadas situações históricas. Esse exercício teológico-hermenêutico, sob o prisma do profetismo, possibilita-nos deslindar, uma vez assegurado o Reino de Deus enquanto critério ético e político último de normatividade, novos caminhos para a transformação da realidade.

Assim, com uma voz profética, ousamos perguntar: como não falar sobre o problema da descriminalização do aborto em um país que tem um alto número de mulheres que morrem em decorrência de procedimentos mal feitos? Como não levantar nossas vozes se a cada dois dias uma mulher morre em consequência de procedimentos não seguros para interromper uma gestação? Como nos silenciar quando a existência de uma “cultura do aborto” em nosso país, muito embora clandestina à restrição legal, é um fato social transmitido entre diferentes gerações (Debora Diniz; Marcelo Medeiros)? Como não falar em aborto na Igreja se as mulheres que abortam são casadas, já têm filhos e 88% se declaram católicas, evangélicas, protestantes e espíritas? Em outras palavras: como não assumir a temática do aborto como um problema a ser pensado também teologicamente quando as mulheres que recorrem ao aborto são participantes de comunidades religiosas, também das comunidades religiosas luteranas? É necessário que encaremos o problema de frente, de forma profética, e não com discursos religiosos apaziguadores e uma interpretação errônea de concepções de gênero que colocam a culpa nas mulheres por engravidar. O aborto não é uma prática contraceptiva, mas uma decisão em situação, via de regra, de desespero das mulheres em se verem sem condições de criar um novo ser com um mínimo de dignidade.

Ao propor que a prática sexual masculina seja reavaliada, temos que considerar que, em todos os estudos de gênero já realizados há mais de vinte anos no âmbito da Igreja, podemos notar com clareza que a questão não está em avaliar a prática sexual masculina para que assumam a responsabilidade pela vida que geram, mas em refletir sobre as masculinidades normativas e as estruturas de dominação social e patriarcal vigentes. É por esse motivo que precisamos, também neste contexto, de justiça de gênero. “O conceito de justiça de gênero é usado como um instrumento no processo de transversalizar e implementar a igualdade de gênero no contexto das organizações de fé e igrejas. Justiça de gênero é um conceito que tem seu fundamento na teologia, e desvela meandros importantes e desafiadores no contexto das igrejas, como por exemplo, o funcionamento e os mecanismos das relações de poder” (Elaine Neuenfeldt).

O pastor Nestor Friedrich, por fim, diz: “Lamento profundamente que, mais uma vez, a IECLB é envolvida numa polêmica que não condiz com seu jeito de ser Igreja”. Não entendemos este “mais uma vez” e nem qual é, a seu ver, o “jeito de ser Igreja”, pois decididamente não entendemos que ser Igreja signifique emitir notas pessoais rápidas, muito menos sem representar um pronunciamento conjunto com alguma mulher ou, ao menos, indicar alguma mulher que tenha participado da elaboração da nota. Em nosso entendimento, essa nota revela uma tentativa, por parte do pastor Nestor Friedrich, de salvaguardar-se a si mesmo, permitindo que a pastora Lusmarina seja jogada “na cova dos leões” ávidos, com perseguições e ameaças de morte.

A Igreja que se orgulha de dizer que tem uma pastoral do cuidado e não cuida das suas e dos seus, e nem mesmo de suas cuidadoras e de seus cuidadores, precisa, com urgência, repensar-se enquanto Igreja de Cristo. A “Igreja do cuidado” precisa cuidar e reaprender a cuidar sempre de novo, e não acusar, abandonar, julgar sem ao menos ouvir as pessoas envolvidas, negando-lhes, dessa forma, o direito à ampla defesa – um direito, diga-se en passant, assegurado tanto por nossa Constituição Federal, quanto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Precisamos buscar palavras e gestos de solidariedade humana para que a Igreja não se transforme em uma empresa, mas continue como a assembleia de crentes, como nas primeiras comunidades cristãs, não sem conflitos, mas com coragem e maturidade para enfrentá-los, e misericórdia no tratamento de umas/uns com as outras e os outros. Nesse espírito profético que move e molda nossa existência cristã em todas as esferas da sociedade, nós, membros, ministras e ministros da IECLB, sentimo-nos plenamente representadas e representados pela coragem, maturidade, honestidade e firmeza expressas pela postura indubitavelmente evangélica adotada pelo pastor Inácio Lemke e pela pastora Lusmarina Campos Garcia. Não vemos a ministra e o ministro como proponentes de atitudes escandalosas e perniciosas para a fé cristã, mas como símbolos da luta infindável e incessante por justiça e emancipação humana que acreditamos ser parte constitutiva do movimento luterano mundial e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Mais do que isso, a coragem e a firmeza de suas ações, em tempos de crescente polarização política e fascistização social, servem-nos de inspiração para que vivamos a fé cristã que nos move, e a confessionalidade luterana que nos molda, de uma forma ainda mais eficaz – mesmo que isso nos custe, vale dizer, um preço a pagar.

Que a oração expressa neste Salmo seja, por fim, nossa oração:

Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, Senhor, tu o sabes. Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade. Não retires de mim, Senhor, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade
Sl 40.9-11

Agosto de 2018

Passando a tocha

Passando a tocha

Devocional Nosso Legado.

Em 1791, J. Wesley inspirou, através de uma carta, a William Wilberforce (membro influente do parlamento inglês) a continuar sua luta pela abolição da escravatura. Quatro dias depois Wesley morreu, mas sua influência na vida de Wilberforce continuou por muitos anos. Wilberforce não conseguiu convencer o parlamento para que se abolisse a escravatura naquele momento, mas não se deu por vencido. Apesar das difamações, ele continuou lutando; e quando se sentia incapaz de prosseguir, lia a carta que Wesley lhe havia enviado. Finalmente, em 1807, o tráfico de escravos foi abolido. Em 1833, depois da morte de Wilberforce, a escravatura se tornou ilegal em todo o império britânico.

Nos dias de hoje precisamos nos manter firmes, sem vacilar, naquilo em que temos crido. Devemos analisar nossas vidas de acordo ao legado que estamos deixando às futuras gerações. Precisamos semear nas pessoas que estão ao nosso redor o testemunho e a virtude do Deus verdadeiro. Nosso testemunho e nossa confiança em Deus sempre será crucial para que outros alcancem a salvação.

Muitos líderes geram um grande impacto enquanto estão conosco; porém, cuando se vão, tudo se desvanece. Lembro-me de haver lido sobre as tochas olímpicas. As mesmas estão desenhadas e preparadas para queimar continuamente. O legado é bem semelhante a estas tochas. Durante nossa trajetória como líderes, devemos fazer com que a única posição que as pessoas vejam em nós seja a de servos de Deus, e mesmo quando nosso tempo de liderança termine ou Deus nos chame à Sua glória, que a tocha continue ardendo de geração em geração.

Quando o Senhor levou Elias aos céus num redemoinho, aconteceu o seguinte: Elias e Eliseu saíram de Gilgal, e no caminho disse-lhe Elias: “Fique aqui, pois o Senhor me enviou a Betel”. Eliseu, porém, disse: “Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que não te deixarei ir só”. Então foram a Betel. Em Betel os discípulos dos profetas foram falar com Eliseu e perguntaram: “Você sabe que hoje o Senhor vai levar para os céus o seu mestre, separando-o de você?” Respondeu Eliseu: “Sim, eu sei, mas não falem nisso”. Então Elias lhe disse: “Fique aqui, Eliseu, pois o Senhor me enviou a Jericó”. Ele respondeu: “Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que não te deixarei ir só”. Desceram então a Jericó. Em Jericó os discípulos dos profetas foram falar com Eliseu e lhe perguntaram: “Você sabe que hoje o Senhor vai levar para os céus o seu mestre, separando-o de você?” Respondeu Eliseu: “Sim, eu sei, mas não falem nisso”. Em seguida Elias lhe disse: “Fique aqui, pois o Senhor me enviou ao rio Jordão”. Ele respondeu: “Juro pelo nome do Senhor e por tua vida que não te deixarei ir só!” Então partiram juntos. Cinquenta discípulos dos profetas os acompanharam e ficaram olhando a distância, quando Elias e Eliseu pararam à margem do Jordão. Então Elias tirou o manto, enrolou-o e com ele bateu nas águas. As águas se dividiram, e os dois atravessaram em chão seco. Depois de atravessar, Elias disse a Eliseu: “O que posso fazer em seu favor antes que eu seja levado para longe de você?” Respondeu Eliseu: “Faze de mim o principal herdeiro de teu espírito profético”. Disse Elias: “Seu pedido é difícil; mas, se você me vir quando eu for separado de você, terá o que pediu; do contrário, não será atendido”. De repente, enquanto caminhavam e conversavam, apareceu um carro de fogo puxado por cavalos de fogo que os separou, e Elias foi levado aos céus num redemoinho. Quando viu isso, Eliseu gritou: “Meu pai! Meu pai! Tu eras como os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!” E, quando já não podia mais vê-lo, Eliseu pegou as próprias vestes e as rasgou ao meio. Depois pegou o manto de Elias, que tinha caído, e voltou para a margem do Jordão. Então bateu nas águas do rio com o manto e perguntou: “Onde está agora o Senhor, o Deus de Elias?” Tendo batido nas águas, elas se dividiram e ele atravessou. Quando os discípulos dos profetas, vindos de Jericó, viram isso, disseram: “O espírito profético de Elias repousa sobre Eliseu”. Então foram ao seu encontro, prostraram-se diante dele e disseram
2 Reis 2:1-15

Fonte

Líderes exemplares

Martin Luther King

Devocional Nosso Legado.

Uma pesquisa do Gallup indica que 82% dos americanos se identificam com a fé cristã. A princípio parece alentador; porém, 62% dizem ser membro de alguma congregação e somente 44% vão regularmente à igreja. Outra pesquisa revela que a média de tempo que pastores e líderes americanos se dedicam a oração é de quinze minutos por dia.

Para deixar um legado rico em carácter, integridade e responsabilidade temos que ser pessoas comprometidas a desenvolver um carácter íntegro e firme.

Podemos observar na Bíblia vários exemplos de líderes que deixaram legados maravilhosos. Davi foi um arquiteto social e produtivo. Transformou, no deserto, um grupo de 400 homens (em dificuldades, endividados e descontentes) em um exército; grupos em comunidades e doze tribos independentes em uma nação; e de um povo nômade fez um reino.

Neemias foi um dos exemplos mais destacados pela proeza de reconstruir os muros de Jerusalém em 52 dias. Apesar das adversidades e da falta de habilidades como construtor e soldado, assumiu a responsabilidade com um coração disposto aceitando o chamado que Deus lhe fez.

O apostolo Paulo também nos deixou o legado de um valente. E o melhor exemplo entre eles é Jesus, quem nos deixou um legado de serviço e integridade. Jesus ensinou que a liderança não se encontra no status ou posição, mas no serviço.

Davi fugiu da cidade de Gate e foi para a caverna de Adulão. Quando seus irmãos e a família de seu pai souberam disso, foram até lá para encontrá-lo. Também juntaram-se a ele todos os que estavam em dificuldades, os endividados e os descontentes; e ele se tornou o líder deles. Havia cerca de quatrocentos homens com ele.
1 Samuel 22:1-2

Eu já estou sendo derramado como oferta de bebida. Está próximo o tempo da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.
2 Timóteo 4:6-7

Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.
Marcos 10:45

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A falta de integridade

A falta de integridade

Devocional Nosso Legado.

Vivemos em países que antes eram prósperos; porém, hoje se encontram imersos em uma profunda crise financeira, econômica e social. Esta crise há sido e é o resultado de uma escassez de líderes íntegros, de presidentes que decepcionam, e de congressistas, governadores e prefeitos envolvidos em escândalo de infidelidade, homossexualidade e enriquecimento ilícito. Também é o resultado de juízes e legisladores empenhados em destruir as bases éticas e morais que formaram grandes países, destruindo também a família como base da sociedade e a confiança do povo em seus governos e líderes da sociedade atual.

Neste tempo, com um sistema de vida e pensamento caracterizados pela ambição, o pecado e a rebeldia contra Deus, onde estão os cristãos na sociedade? A grande maioria dos líderes cristãos evangélicos são homens e mulheres que amam a Deus, fieis a seu cônjuge e a sua família, e realizam suas atividades com honestidade e integridade. Entretanto, há aqueles que falham causando escândalos por haver cometido adultério ou se envolver em prostituição, sonegação de impostos e outras ilicitudes financeiras em abuso de posição, poder e soberba.

Satanás sabe que a influência causada pelo escândalo de um líder cristão evangélico pode acarretar um impacto devastador na vida de muitos crentes. Assim como o adultério do rei Davi com Bate-Seba e a morte de Urias causaram um grande malefício à família de Davi e à nação de Israel, muitas igrejas e ministérios também são prejudicados ou destruídos pela queda de seu líder. Isso é um dos meios que muitos usam para rejeitar o evangelho.

Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!
Mateus 7:16-20

Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar. Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos.
1 Pedro 5:8-9

Fonte

Minha primeira pregação – Para aqueles que sofrem perseguições

Apóstolo Paulo e Timóteo

O dia 9 de setembro entrou para a minha história. Esse foi o dia em que fiz a minha primeira pregação no templo do meu Senhor. O evento aconteceu durante o círculo de oração dos irmãos da igreja Santuário da Família de Ilhota e falei sobre uma das carta de Paulo ao amado irmão Timóteo. A pregação que você irá ler é sobre II Tímóteo 3: 10-17. Boa leitura e que Deus, em sua infinita sabedoria, te abençoe poderosamente.

Para aqueles que sofrem perseguições

Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e aflições, quais as que sofri em Antioquia, em Icônio, em Listra; quantas perseguições suportei! e de todas o Senhor me livrou. E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra.
2 Timóteo 3:10-17

Quem era Timóteo?

Perguntar por Timóteo é querer conhecer aquele que é considerado o destinatário de duas Cartas Paulinas: 1 e 2 Carta a Timóteo. O conhecimento Bíblico de Timóteo veio pelo ensino da sua mãe Eunice e sua avó, Loide, que são conhecidas pela piedade e fé o que é um indicativo que tenham sido cristãs convertidas por Paulo. Paulo não poupou elogios a Timóteo por seu conhecimento das Escrituras.

Na 1ª carta a Timóteo, Paulo diz: “a Timóteo, meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor” (I Timóteo 1:2).

Timóteo escolheu um ótimo guia espiritual. Paulo o considerava como um filho. Na adolescência, ele conheceu o evangelho de Paulo e a este evangelho seguiu por toda a vida. Timóteo escolheu a melhor parte. Paulo conhecia profundamente a religião judaica, estudou o judaísmo em Jerusalém na escola de Gamaliel, mas principalmente, era um apóstolo de Jesus Cristo. Paulo preparou a Timóteo para fazer uma grande obra, sendo conhecido como evangelista, mestre e pastor.

A reputação de Timóteo ultrapassava a sua cidade (Atos 16,2). Ele era estimado em Listra e também os moradores de Icônio reconheciam sua fé e davam bom testemunho dele.

Ao retornar a Listra durante sua segunda viagem, Paulo ouviu falar do bom testemunho dos irmãos sobre Timóteo resolve levá-lo consigo para o trabalho da pregação do evangelho. (Atos 16,2-3). Timóteo torna-se missionário deixa sua cidade e segue Paulo (Atos 16,3). Companheiro de Paulo ele ajudou a anunciar o evangelho até os confins da terra.

Timóteo, enviado por Paulo a Coríntio, Filipos e Tessalônica para a obra de evangelização nessas comunidades por ele organizado. Nestas Igrejas a evangelização deveria continuar. Então, o pupilo de Paulo atuou como líder da igreja em Éfeso e ajudou os anciãos na evangelização e na solidificação da fé.

Timóteo nunca esmoreceu em sua fé mantendo firme na confissão de Jesus Cristo mesmo na prisão (Hebreus 13,23).

A vida missionária de Timóteo é um exemplo para nós. Ele é um modelo que declara que aquele que é forte em sua fé pode ser usado nas mãos de Deus. Timóteo já na sua adolescência começou seu ministério de evangelização. Ele nos diz que não devemos deixar para amanhã esta tarefa. O tempo é hoje.

O livro da segunda carta a Timóteo

O autor é o próprio aposto Paulo. Foi escrito em aproximadamente 67 dC, pouco antes do apóstolo Paulo ser condenado à morte. A epístola tem um versículos-chave: “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2 Timóteo 1:7).

Propósito
Aprisionado em Roma mais uma vez, o apóstolo Paulo se sentiu sozinho e abandonado. Paulo percebeu que a sua vida terrena provavelmente estaria em breve chegando ao fim. O livro de 2 Timóteo é essencialmente as “últimas palavras” de Paulo. Paulo olhou além da sua própria situação para expressar preocupação com as igrejas e especificamente com Timóteo. Paulo queria usar suas últimas palavras para encorajar Timóteo, e todos os outros crentes, a perseverar na fé (2 Timóteo 3:14) e proclamar o evangelho de Jesus Cristo (2 Timóteo 4:2).

Em 2 Timóteo 3:16-17 todo entender que: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.

Complementando, 2 Timóteo 4:2: “…prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina”.

Por fim, os versículos de 2 Timóteo 4:7-8, observamos um dos mais importante argumentos do apóstolo. “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”.

Em resumo
Paulo encoraja Timóteo a permanecer apaixonado por Cristo e a permanecer firme na sã doutrina (2 Timóteo 1:1-2, 13-14). Paulo relembra Timóteo a evitar as crenças e práticas ímpias e a fugir de qualquer coisa imoral (2 Timóteo 2:14-26). No fim dos tempos haverá intensa perseguição e apostasia da fé cristã (2 Timóteo 3:1-17). Paulo encerra com um apelo intenso para que os crentes permaneçam firmes na fé e terminem a corrida forte (2 Timóteo 4:1-8).

Conexões
Paulo estava tão preocupado em advertir Timóteo e aqueles que ele pastoreava dos perigos dos falsos mestres que acabou invocando a história dos magos egípcios que se opuseram a Moisés (Êxodo 7:11, 22; 8:7, 18, 19; 9:11). Embora seus nomes não sejam mencionados no Antigo Testamento, a tradição diz que esses homens promoveram a construção do bezerro de ouro e foram mortos com o resto dos idólatras (Êxodo 32). Paulo prevê o mesmo destino para aqueles que resistem à verdade de Cristo, sua insensatez eventualmente “será a todos evidente” (2 Timóteo 3:9).

Aplicação prática
É fácil desviar-se da vida cristã. Temos que manter nossos olhos firmes no prêmio — ser recompensado no céu por Jesus Cristo (2 Timóteo 4:8). Devemos nos esforçar para evitar tanto a falsa doutrina quanto as práticas ímpias. Isso só pode ser realizado quando nos firmamos em nosso conhecimento da Palavra de Deus e recusamos aceitar qualquer coisa que não seja bíblica.

Como o apóstolo Paulo morreu
O Apostolo Paulo foi uma das pessoas mais importantes da Igreja. A Bíblia não narra a morte de Paulo. Há um livro que narra as suas aventuras para levar o Evangelho até os limites do mundo conhecido, que é “A vida nos tempos do Apostolo Paulo” e acredita-se que ele tenha levado o Evangelho até a Espanha.

De acordo com alguns historiadores acredita-se que o apóstolo tenha morrido decaptado, por um golpe de espada atendendo a um decreto de Nero, o qual acusava os cristãos de terem incendiado Roma, não assumindo sua própria autoria. Nero mandou incendiar um bairro romano para que, ao visualizar a cena, pudesse se inspirar e escrever um poema épico.

Mas as coisas sairão erradas e o incêndio destruiu 10 das 14 zonas da cidade. Devido a irresponsabilidade de seus atos, Nero precisa de um bode expiatório e o povo preferido era os cristãos. Não se sabe o porque Nero creditou o incêndio aos cristão, mas a crueldade com a qual os cristãos passaram a ser tratados é impressionante.

Juntamente com Paulo, Pedro também foi condendado no mesmo decreto e executado na mesma data e hora, porém este por crucificação de ponta-cabeça. Devido a sua cidadania romana, Paulo acaba tendo um tratamento mais “humano” do que Pedro.

Mas se enganam quem acredita que os seus lábios se fecharam para sempre. Suas palavras e histórias falam até hoje, nos inspirando a sermos como ele: Fiel até o fim!