Padre Júlio Lancellotti ensina o que é ser cristão

Peço que você que assista e reflita os poucos minutos deste vídeo. Caso dê algum problema no player assista clicando esse link! Este vídeo se destina principalmente aos católicos. Sei que o ódio foi plantado no coração de muitos de nós, mas é preciso voltar as origens da fé e refletir de verdade. Tenha um ótimo dia eque tua semana seja abençoada por Deus! Ganhe alguns minutos de sua vida e ouça as palavras do Padre Júlio Lancellotti. Uma verdadeira aula de amor fraterno! #compartilhe.

Assista outros vídeos do Padre Júlio Lancellotti.

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Quando a bancada da bíblia se submete à bancada da bala, Romanos 13 fica mais importante que 1ª Coríntios 13

Bancada da bíblia se submete a bancada da bala

Ainda na linha de desmascarar duas lógicas mentirosas impostas aos cristãos nessas eleições, (1) Deus teria escolhido um candidato; e (2) a Igreja está em uma guerra santa contra políticos que querem destruí-la, gostaria de falar sobre uma exegese enviesada que alguns pastores tem feito sobre os primeiros versículos do capitulo 13 da carta de Paulo aos Romanos.

1. Entendendo o Contexto

Antes de começar é preciso entender duas coisas: A primeira é o motivo dessa preocupação em fazer a exegese dessa passagem e publicar os vídeos que foram lançados. O tal candidato que segundo (1) é ungido por Deus tem um largo histórico de negação de Direitos Humanos, de exaltação a tortura, já fez discurso mostrando seu apoio a um grupo de extermínio na Bahia, é abertamente favorável a pena de morte e como proposta para resolver a grave epidemia de violência que passamos quer que os policiais tenham um “excludente de ilicitude” nas operações em comunidades controladas pelo tráfico, ou seja, uma licença para atirarem para matar primeiro e não serem responsabilizados nem mesmo nos casos em que inocentes sejam atingidos.

Nós vamos voltar a falar sobre o papel esperado da polícia mais adiante nesse texto mas no momento eu quero que entenda que a preocupação com o texto de Rm 13 é apenas para tentar legitimar o voto em um candidato que se esconde na mentira (1). Há 4 anos atrás nenhum pastor postava vídeo sobre Rm 13. E se fossem questionados sobre a pena de morte certamente diriam que são contra. Eles mesmos não acreditam no que dizem. A lógica de guerra (2) tem feito afetado até mesmo a credibilidade de pastores honestos e respeitáveis. Se alguém dissesse que grandes homens de Deus estariam usando a Bíblia para justificar a frase “bandido bom é bandido morto” ninguém acreditaria a 4 anos atrás. Mas é o cenário que temos hoje. E a razão tem ver com o próximo parágrafo.

A segunda coisa a entender é que os políticos e pastores que criaram a mentira (2) fazem parte de um grupo de deputados federais conhecido pelo nome de Bancada da Bíblia. Até 2014 esse grupo era mais ou menos independente mas a partir de 2015 começaram a se juntar com outro grupo, conhecido como a Bancada da Bala, formado por policiais e ex militares, misturando os temas. Era de se esperar que o Evangelho influenciasse os policiais mas o que ocorreu foi o contrário. Os deputados evangélicos foram influenciados e começaram a defender pautas que nunca tinham sido suas. A Bancada Evangélica hoje está a serviço da Bancada da Bala.

Há números sobre esse movimento: Em 2014 foram eleitos quase 90 deputados evangélicos, inclusive o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que depois acabou preso por corrupção. Este ano, o número caiu para perto de 80. Quase 30 deputados evangélicos não conseguiram se reeleger. A Bancada da Bala, por outro lado, não para de crescer. O próprio candidato se referiu a Eduardo Cunha como um herói e seus filhos são militares que frequentam igrejas evangélicas para conseguir arrebanhar votos. A influência da igreja evangélica no Brasil está diminuindo depois que ela sucumbiu ante seus novos “parceiros”. A exegese enviesada de Rm13 é mais uma imposição que a Bancada da Bala está empurrando goela abaixo dos evangélicos, fazendo com que eles digam o contrário do que sempre pregaram, falaram e votaram.

2. Romanos 13:1-4 como licença para matar

A exegese feita sob encomenda para a campanha do candidato se baseia em dois pontos: Primeiro, que a bíblia manda matar, sim. Segundo, que a autoridade que existe foi constituída por Deus e tem, por isso, o direito de matar quem quiser, se achar que deve. Há muita coisa errada aqui e mais a frente uma exegese e uma interpretação sobre Romanos 13 será apresentada. Essa seção apenas aponta os erros teológicos comuns que tem sido mais falados.

Pastores conhecem a bíblia e conhecem um pouco da alma humana. Nós somos bons nisso e não por acaso usamos os dois conhecimentos ao mesmo tempo: Fazemos pregações com textos bíblicos que parecem estar falando da sua vida e na hora dos aconselhamentos no gabinete encontramos nos problemas que nos contam comparações com personagens bíblicos. Mas quando algum pastor quer trazer uma reflexão bíblica sobre outro assunto que não a alma humana, como o papel do Estado ou os conflitos que existem na sociedade, sem ter a capacidade para isso, acabam mudando o sentido da boa leitura bíblica. Ao invés da opinião se basear no texto, o texto acaba se baseando na opinião.

Pastores sem estudo fora da teologia não possuem conhecimentos de sociologia, direito, história, ciência política ou políticas públicas. Falam de uma sociedade que existiu há dois mil anos cheia de contradições e conflitos (como todas são) como se fossem harmoniosas e seus únicos problemas fossem as questões morais e a idolatria. São incapazes de perceber e diferenciar os contextos históricos, sociais e políticos e por isso tem uma enorme dificuldade de trazer uma interpretação útil para os nossos dias sobre como o Estado deve exercer sua autoridade sobre os cidadãos. É como se alguém que não soubesse que a terra é redonda começasse a comentar sobre como a terra é plana por a bíblia citar os seus 4 cantos.

Citar a parte do texto que diz que a autoridade traz a espada para concluir que a Bíblia manda matar pessoas seria o mesmo que concluir que a Bíblia manda dar todo o dinheiro para os pobres citando a parábola do jovem rico. Isso é obviamente um absurdo! O mandamento de Jesus não foi “Se livre de todo o seu dinheiro!”, mas sim “Não seja escravo do seu dinheiro!”. Paulo não ensinou “A autoridade deve usar a espada para matar bandidos!”, mas sim “Sejam submissos às autoridades desse mundo pois os bandidos que não se submetem tem sido tratados com a espada”. Não é uma recomendação mas uma constatação de como as coisas funcionavam naquela época. E funcionavam muito mais para o mal do que para o bem, já que vários cristãos foram mortos injustamente pelas autoridades romanas.

O cristianismo, por dever de consciência e respeito aos seus mártires, é contra a pena de morte. O Novo Testamento não manda matar. Ele orienta a andar a segunda milha e sempre deixar espaço para o arrependimento. Aplicar a pena de morte é desistir da pessoa, coisa que o Senhor nunca fez conosco. Thiago e João quiseram aplicar a pena de morte em Lucas 9:54 mas foram repreendidos por Jesus. Pedro desembainhou a espada e atacou o servo Malco em João 18:10 e também foi repreendido pelo Senhor. Ao término desse texto será falada a perspectiva cristã sobre o papel do Estado na sua função de manter a ordem e punir os infratores.

O outro absurdo defendido é que como a autoridade foi constituída por Deus ela teria a legitimidade para decidir, em nome de Deus, quem deveria morrer e quem deveria ficar vivo. Acreditar que Deus dá um cheque em branco para homens decidirem sobre a vida e a morte de outros é o mesmo que dizer que Hitler matou 6 milhões de judeus em nome de Deus. Isso é uma ofensa sem tamanho! O texto como veremos na outra seção não fala em avalizar as escolhas de quem está dando ordens mas sim realçar a virtude de quem de boa consciência é capaz de se submeter a outros, reconhecendo a autoridade que neles está.

No caso concreto do Brasil a autoridade não está em uma pessoa mas na Constituição Federal. Toda a autoridade do país vem dela pois não somos mais uma monarquia absolutista em que o imperador podia mandar e desmandar a vontade. E o que diz a constituição? No Brasil não há pena de morte. Quem diz e prega isso está indo contra a autoridade máxima do Brasil, está em rebeldia e debocha da autoridade constituída pelo próprio Deus.

Romanos 13 não manda ninguém usar a espada contra ninguém nem avaliza a decisão de um juiz ou policial que resolve matar ou mandar matar quem quer que seja. Paulo não estava escrevendo um tratado sobre segurança pública ou ciência política nem dando regras para o funcionamento da polícia militar. Paulo, como veremos a seguir, estava apenas resolvendo um problema peculiar que a igreja de Roma estava passando.

3. Romanos 13:1-7 – Como um ensino sobre a disciplina espiritual da submissão.

O texto fala em ser obediente às autoridades. Ora, poucas coisas eram tão desobedientes ao império romano quanto o cristianismo. Sofremos 10 grandes perseguições nos primeiros trezentos anos exatamente por sermos desobedientes. A política do império era cultuar o imperador como Deus, coisa que os cristãos sempre rejeitaram. Mas não era apenas isso. Os cristãos de dentro do império tratavam os de fora como irmãos e não como inimigos. Em uma economia baseada no trabalho escravo em que várias rebeliões destes ocorreram, o cristianismo desafiava a hierarquia com algumas comunidades cristãs sendo lideradas por escravos. Do que Paulo estava falando, afinal?

As cartas no Novo Testamento são respostas para problemas que as comunidades estavam passando. Paulo não entra em um assunto sem contexto. Havia uma inquietação na igreja de Roma com a qual ele precisava lidar: cristãos estavam enfrentando perseguições e problemas com os magistrados romanos não convertidos e alguns começavam a acreditar que somente magistrados cristãos seriam autoridades legítimas. Há um princípio de clima de desobediência civil fomentado por uma visão de que o cristianismo deveria ter o seu próprio Estado. A resposta de Paulo para esses irmãos é exatamente no sentido contrário: É indiferente para a igreja quem esteja exercendo a justiça dos homens sobre a igreja já que “nenhum magistrado teria autoridade contra Cristo se de cima não lhe tivesse sido dada”.

A primeira surpresa aparece aqui: Paulo se posiciona contra a ideia de que o Estado funcionaria melhor com autoridades cristãs! O Império Romano naquilo que fazia de bem, não dependia de ser dirigido por cristãos. É justamente o contrário do que alguns pastores tem pregado quando dizem que Deus ungiu um candidato supostamente cristão para trazer a Paz para o Brasil. Paulo diz o contrário: Não importa quem seja o encarregado para fazer justiça e sim que haja justiça disponível para as pessoas. Não se sujeitar a uma autoridade ou magistrado apenas por ele não ser cristão é negar se sujeitar ao próprio Deus.

Paulo sabia muito bem que autoridades muitas vezes erravam e eram injustas. Ele mesmo sofreu na pele algumas vezes com isso. Os apóstolos foram perseguidos e alguns mortos por ordem de autoridades perversas. E o próprio Senhor foi condenado em um julgamento fraudulento e irregular, tanto por parte dos Judeus quanto por parte dos Romanos. Desde que existem governantes no mundo ocorrem injustiças feitas pelas pessoas com autoridade contra inocentes ou contra adversários políticos. Por que Paulo então diz que as autoridades são ministros de Deus para o bem das pessoas? Onde está o sentido no que Paulo está ensinando?

Primeiro, Paulo não está dando o aval de Deus para as pessoas que estão revestidas com autoridade, como os juízes e os reis, agirem do jeito que quiserem. Deus nunca deu carta branca para ninguém agir em seu nome. Paulo não enfatiza o direito de alguém ditar e fazer cumprir as regras e sim a virtude de alguém em se sujeitar a estas. Podem parecer coisas iguais mas são profundamente distintas. Dar ordens até o diabo dá, mas se sujeitar de boa consciência é algo que só Filhos de Deus podem fazer. Não é a hierarquia que revela a autoridade e sim a sujeição. Paulo não estava defendendo que tudo o que um magistrado fazia era da vontade de Deus mas apenas que a própria igreja não poderia reivindicar a autoridade de Deus quando falava se não fosse capaz de se sujeitar a autoridade dos homens no Estado quando vivia. Há um ditado para isso: Quem não se assenta para ouvir, que não se levante para falar!

Segundo, Paulo fala sobre fazer o bem para receber louvor e evitar o mal para não receber castigo. Nem de longe o apostolo está dizendo que as autoridades sabem sempre o que é o bem e o que é o mal. Longe disso, pois os juízes e reis também são pecadores e não há um justo sequer. Ele está se referindo às consequências sociais dos nossos atos. Por mais que alguém julgue incorreto pagar tantos impostos, não pode simplesmente parar de pagá-los, como o próprio Paulo citou no verso 6, pois o Estado irá lhe cobrar o devido cedo ou tarde. Quem não quiser gastar tempo e dinheiro para obter sua carteira de motorista e resolve dirigir vai ter seu carro apreendido se for parado em uma operação policial. As palavras ‘bem’ e ‘mal’ aqui não estão sendo usadas como sinônimos de virtude e pecado. O mundo jaz no maligno e esperar que magistrados saibam louvar o que é santo e reprovar o que é pecado é ignorar a própria lógica do Evangelho.

Aqui aparece a segunda surpresa do texto: A lei dos homens tem muito mais a ver com poder do que com justiça. A escravidão estava dentro da lei. O extermínio de judeus na Alemanha nazista estava dentro da lei. O regime do apartheid na África do Sul estava dentro da lei. Nenhuma dessas coisas tem a ver com a justiça de Deus mas com o poder de quem faz e executa as leis. A maior parte do ministério de Paulo foi usada justamente para mostrar que pela observância de leis ninguém consegue ser justo. A Lei de Moisés revelava que havia um poder maior acima dos homens, a quem todos um dia irão prestar contas. A Lei tem a ver com poder de Deus sobre as criaturas. O Evangelho tem a ver com justiça de Deus sobre seus filhos. O texto de Romanos 13 não é um aceno ao poder das leis e dos magistrados mas um chamado à memória que no Evangelho o Filho, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo tomando a forma de quem servia. Quem não consegue ser submisso a um homem de carne e osso como será submisso a Deus que é apenas Espírito?

A disciplina espiritual da submissão é algo esquecido no meio da igreja hoje. E quando se toca no assunto, é para legitimar uma obediência cega dos membros para com os líderes. Eles mesmos, porém, em nada são submissos. Submissão tem a ver com reconhecer nas necessidades da comunidade a importância maior que as suas próprias. Não há comunhão sem submissão pois quem se considera acima dos demais a ponto de não precisar se submeter deixou de tratar os demais como irmãos. Eu não gosto de pagar impostos mas a necessidade da cidade de ter luz elétrica no poste e escola de qualidade para todos é maior que a necessidade de guardar ou gastar dinheiro. A submissão não tem a ver com acreditar que a hierarquia dos homens foi instituída por Deus e sim que mais bem aventurado é servir do que ser servido.

Romanos 13 deve ser lido com o mesmo Espírito de 1ª Coríntios 13. O caminho excelente que Paulo mostrou não mudou. Como apoiar a pena de morte e uma carta branca para autoridades matar quem quiserem ao ler “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”? Será que Paulo se enganou ao escrever o texto de Coríntios e resolveu consertá-lo com esse texto de Romanos? É claro que não! O Evangelho é um só e nele não há variação. Usar a espada para se livrar dos problemas era algo que qualquer povo conseguia fazer. Amar quem nos ofende, por outro lado, é algo que só os seguidores de Cristo fazem.

Mas como conseguimos conciliar a justa necessidade de manter a ordem e fazer justiça com a lógica do amor? Se Paulo não estava em Romanos 13 dando seu parecer sobre a política de segurança pública nem endossando o uso da pena de morte pelo Império Romano, o que o cristianismo tem a dizer sobre o assunto? Que tipo de relação do Estado com os cidadãos pode existir que se aproxime do Espírito de 1 Coríntios 13? É o assunto da próxima seção.

4. Qual é a perspectiva cristã sobre o papel do Estado na manutenção da ordem?

Toda sociedade vai ter conflitos. Parte do problema nas interpretações erradas de Rm 13 é achar que a sociedade é como um formigueiro onde todo mundo tem o seu lugar certo. Quem pensa com a lógica do “formigueiro” acha que todos os males da sociedade ocorrem por causa de indivíduos desajustados, “formigas que nasceram erradas”, males sociais que precisam ser extirpados. Só que não. Nós não somos insetos e a sociedade nunca esteve em harmonia. Desde Caim e Abel estamos convivendo no mesmo espaço social mas em constante divergência.

Quando estamos em uma ditadura, como era o Império Romano do tempo da carta de Paulo, o Estado não tolera conflitos, simplesmente porque quem está no poder não quer que nada seja criticado. O crime é visto como uma ameaça ao Estado e a preocupação não é com a vítima e sim com o sistema. O importante não é fazer justiça e sim garantir que a ordem seja mantida, pois o “formigueiro” tem de continuar funcionando sem perturbações. Se inocentes forem condenados será apenas um pequeno preço que a sociedade tem de pagar para a ordem seja mantida. Algumas formigas precisam se sacrificar às vezes para que o formigueiro continue.

Quando estamos em uma democracia as coisas são diferentes. Todos reconhecem que estão sempre em conflito, uns mais graves, outros mais simples, e o papel do Estado é fazer a justiça ouvindo todas as partes. O Estado não pode ter lado nas disputas, pois não existem “formigas que nasceram defeituosas”. Isso é próximo da Bíblia quando ela “diz que todos pecaram e que não há um justo sequer”, e que “quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra”. O criminoso não é um ser humano “com defeito” e “menos humano” que os demais. Antes, ele é profundamente humano, pois o que mais temos de igual uns com os outros é o pecado e a desobediência a Deus.

Combater o crime na ditadura é dar uma lição em alguém “menos humano” que os outros por ter perturbado a ordem dos humanos. Combater o crime na democracia é fazer justiça entre dois humanos que entraram em conflito por causa de uma propriedade (que pode ser em último caso, a própria vida). No primeiro caso é a ordem que interessa e a acusação sempre vai sempre querer desumanizar o outro. No segundo é a justiça que interessa e todos continuam sendo humanos, sendo discutido apenas como um deles será responsabilizado pelo que fez.

Em uma ditadura não importa se mil inocentes forem condenados para que um culpado pague por seus atos. A ordem e o sistema, afinal de contas, são mais importantes que as pessoas. Na democracia as pessoas, todas e cada uma delas, são mais importantes que o sistema de tal forma que é preferível que mil culpados não sejam punidos do que apenas um inocente acabe condenado. Isso também é condizente com o cristianismo que exige que haja duas testemunhas para que alguém seja condenado (uma só não bastava!) e que afirma que todos pecados podem ser perdoados, com uma exceção: chamar de maldito e merecedor de Cruz o único ser humano realmente inocente que já houve: o Filho de Deus.

A ditadura trabalha com uma ilusão que através da força o Estado vai conseguir resolver todos os conflitos, sem espaço para a necessidade do perdão. A democracia trabalha com a realidade de que sempre teremos conflitos e que nem sempre o uso da força vai conseguir resolvê-los, fazendo com que muitas vezes a única saída para vivermos em paz seja perdoar. Vemos aqui de novo os ecos das palavras de Jesus dizendo: Se perdoares os pecados de quem te ofendeu, Deus também perdoará os teus pecados.

A ditadura é o sistema mais parecido com o Império Romano. A democracia é o sistema mais parecido com o Reino de Deus. Nada neste mundo será perfeito até que o Senhor venha mas se a terra nunca será parecida com o paraíso, não quer dizer que precisa imitar o inferno! Pelo contrário: a igreja está nesse mundo justamente para dar uma amostra de como será o céu. A Luz do mundo deve brilhar para iluminar o “como-deve-ser” e não bater palmas para o “como-sempre-foi”. Só depois de entender a diferença entre ditadura e democracia é que podemos falar da perspectiva cristã sobre o papel do Estado na manutenção da ordem, que é o que faremos a seguir.

A primeira distinção a fazer é que soldados e policiais são funções diferentes e com resultados esperados diferentes. O soldado existe para as situações de guerra a fim de usar a força contra inimigos para derrotá-los. O policial existe para situações de Paz a fim de usar a força contra quem não aceita resolver seus conflitos dentro da lei. Um soldado em missão vai matar seus inimigos ou capturá-los. Um policial em missão vai levar alguém perante a justiça. Um pensa em vitória. O outro pensa em justiça. A primeira coisa que o cristianismo considera sobre o Estado manter a ordem é que policiais não devem ser soldados. Na maioria do mundo ocidental eles não são.

Em segundo lugar, os policiais não devem existir para matar bandidos, e sim para levá-los até um magistrado, onde serão julgados de forma justa. O cristianismo não aceita a lógica do “bandido bom é bandido morto” por que acredita que Deus não se livra dos problemas, ele disciplina sempre esperando o arrependimento. O bandido bom é o bandido que ao estar cumprindo sua pena, se converte e tem o seu coração mudado pelo Espírito Santo de Deus. Foi para estes que o Senhor veio. Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

Em terceiro lugar, o próprio policial deveria ter a sua voz ouvida sobre o que acha dessa guerra contra o varejo das drogas em que eles vivem morrendo e nada melhora. O comercio de drogas existe em todos os lugares do mundo mas a violência desse comércio existe apenas em alguns lugares. A causa real da violência não é a droga em si mas as condições de extrema desigualdade da sociedade que fazem o caminho do crime organizado ser mais atraente que tentar a vida dentro da honestidade. Hoje o policial é usado como peça descartável de uma operação que apenas “enxuga gelo” para agradar uma sociedade que ao invés de encarar o desafio de dar oportunidades iguais para todos prefere fingir que tudo se resolve a bala.

Em quarto lugar, as operações policiais que fazem vítimas inocentes, algo que seria repudiado se acontecesse nos bairros ricos, tem se tornado comum e aceitável nas favelas. Nenhuma “guerra às drogas” justifica a morte de uma única criança inocente. Muito se fala que as favelas se tornaram territórios do tráfico, o que justificaria as operações, mas a questão é perguntar porque o tráfico se organizou na favela e não no asfalto. A resposta é que no asfalto há saneamento, há obras, há coleta de lixo, há escola, há ruas, etc. Na favela nunca houve nada disso. A crise de violência também é uma crise de moradia e uma crise de cidadania. São crises que não se resolvem a bala mas com planos de urbanização e de acesso à cidadania.

Há muito mais para dizer e se debater sobre o assunto e certamente isso deve ser feito com toda a sociedade, principalmente com quem mora nas comunidades onde o tráfico opera. Quando se trata de pessoas em uma sociedade democrática as soluções não aparecem com o recitar de um ou dois versículos. Nem o Império Romano que era uma ditadura se manteve na base da espada, por que achamos que o Brasil do século XXI irá resolver seus problemas assim?

5. Palavras finais

A democracia é o sistema onde tratamos os outros da mesma forma que gostaríamos de ser tratados. É o mais perto do sermão do monte que podemos chegar. Defender a espada é fazer o jogo da Bancada da Bala. O Evangelho não pode se sujeitar a isso. Nenhuma vaga no palácio de Cesar é mais importante que a nossa vaga nas mansões celestiais. A igreja que lançar mão da espada, à espada morrerá. Já começamos a minguar no congresso. Quanto tempo demorará para minguarmos nos templos?

Que Deus nos abençoe.

Por Artur Souza, presbítero ativo e Pastor da 7ª R.E. da Igreja Metodista.

PS: Na foto, cristãos fazem o gesto da “arminha” dentro de um templo, em um gesto de apoio ao candidato que defende a pena de morte.

Fernando Haddad e Ana Estela desejam um feliz dia dos professores ❤ #MaisLivroMenosArmas

Eu quero um professor presidente

Feliz dia do Professor, do professor Haddad #MaisLivrosMenosArmas.

Neste 15 de outubro, a melhor forma de homenagear as professoras e professores é mostrar que a educação tem de voltar a ser prioridade para o governo federal. Trabalho e educação são a resposta para o Brasil retomar seu rumo, e não há ninguém melhor para falar sobre o tema do que o melhor ministro da educação que o país já teve. Fernando Haddad foi ministro da Educação por quase sete anos e promoveu, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma verdadeira revolução na educação brasileira.

Haddad é professor universitário e vive do seu salário, assim como sua esposa, Ana Estela, com quem é casado há 30 anos. Por isso sempre valorizou os professores, profissionais fundamentais para a construção de um país mais justo e soberano.

#AgoraÉHaddad

 

Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada

Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada

Você se pergunta como um candidato com tão poucas qualidades e com tantos defeitos pode conseguir o apoio quase que incondicional de grande parte da população?

Você já tentou argumentar racionalmente com os eleitores deles, mas parece que eles estão absolutamente decididos e te tratam imediatamente como inimigo no mais leve aceno de contrariedade?

Até sua tia, que sempre foi fofa com você, agora ataca seus posts sobre política no Facebook?

Pois bem, vou contar uma história.

O principal nome dessa história é um sujeito chamado Steve Bannon. Bannon tinha uma visão de extrema direita nacionalista. Ele tinha um site no qual expressava seus pontos de vista que flertavam com o machismo, com a homofobia, com a xenofobia, etc. Porém, o site tinha pouca visibilidade e seu sonho era que suas ideias se espalhassem com mais força no mundo.

Para isso, Bannon contratou uma empresa chamada Cambridge Analytica. Essa empresa conseguiu dados do Facebook de milhões de contas de perfis por todo mundo. Todo tipo de dado acumulado pelo Facebook: curtidas, comentários, mensagens privadas. De posse desses dados e utilizando algoritmos, essa empresa poderia traçar perfis psicológicos detalhados dos indivíduos.

Tais perfis seriam então utilizados para verificar quais indivíduos estariam mais predispostos a receber as mensagens: aqueles com disposição de acreditar em teorias conspiratórias sobre o governo, por exemplo, ou que apresentavam algum sentimento de contrariedade difuso ao cenário político atual.

A estratégia seria fazer com que esse indivíduo suscetível a essas mensagens mudasse seu comportamento, se radicalizasse. Como as pessoas passaram a receber as notícias e a perceber o mundo principalmente através das redes sociais, não é difícil manipular essas informações. Se você pode controlar as informações a que uma pessoa tem acesso, você pode controlar a maneira com que ela percebe o mundo e, com isso, pode influenciar a maneira como se comporta e age.

Posts no Facebook podem te fazer mais feliz ou triste, com raiva ou com medo. E os algoritmos sabem identificar as mudanças no seu comportamento pela análise dos padrões das suas postagens, curtidas, comentários.

Assim, indivíduos com perfis de direita e seu tradicional discurso “não gosto de impostos” foram radicalizados para perfis paranoicos em relação ao governo e a determinados grupos sociais. A manipulação poderia ser feita, por exemplo, através do medo: “o governo quer tirar suas armas”. Esse tipo de mensagem estimula um sentimento de impotência e de não ser capaz de se defender. Estimula também um sentimento de “somos nós contra eles”, o que fecha a pessoa para argumentos racionais.

Sites e blogs foram fabricados com notícias falsas para bombardear diretamente as pessoas influenciáveis a esse tipo de mensagem. Além disso, foi explorado também um sentimento anti-establishment, anti-mídia tradicional e anti “tudo isso que está aí”. Quando as pessoas recebiam várias notícias de forma direta, e não viam essas notícias repercutirem na grande mídia, chegavam à conclusão de que a grande mídia mente e esconde a verdade que eles tem.

Se antes a mídia tradicional podia manipular a população, a manipulação teria que ser feita abertamente, aos olhos de todos. Agora, todos temos telas privadas que nos mandam mensagens diretamente. Ninguém sabe que tipo de informação a pessoa do lado está recebendo ou quais mensagens estão construindo sua percepção de realidade.

Com esse poder nas mãos, Bannon conseguiu popularizar a alt right (movimento de extrema direita americana) entre os jovens, que resultou nos protestos “unite de right” no ano passado em Charlottesville, Virgínia que tiveram a participação de supremacistas brancos. Bannon trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump e foi estrategista de seu governo. A Cambridge Analytica trabalhou também no referendo do Brexit, que foi vencido principalmente por argumentos originados de fake news.

Quando a manipulação veio à tona, Mark Zuckerberg foi chamado ao senado americano para depor. Pra quem entendeu o que houve, ficou claro que a democracia da nação mais importante do mundo havia sido hackeada. Mas os congressistas pouco entendimento tinham de mídia social; e quem estaria disposto a admitir que a democracia pode ser hackeada através da manipulação dos indivíduos?

Zuckerberg estava apenas pensando em estabelecer um modelo de negócios lucrativo com a venda de anúncios direcionados. A coleta de dados e a avaliação de perfil psicológico das pessoas tinham a intenção “inocente” de fazer as pessoas clicarem em anúncios pagos. Era apenas um modelo de negócios. Mas esse mesmo instrumento pode ser usado com finalidade política.

Ele se deu conta disso e sabia que as eleições brasileiras podiam estar em risco também. Somos uma das maiores democracias do mundo. O Facebook tomou medidas ativas para evitar que as campanhas de desinformação e manipulações ocorressem em sua rede social. Muitas contas fake e páginas que compartilhavam informações falsas foram retiradas do Facebook no período que antecede as eleições.

Mas não contavam com a capilarização e a popularização dos grupos de Whatsapp. Whatsapp é um aplicativo de mensagens diretas entre indivíduos; por isso, não pode ser monitorado externamente. Não há como regular as fake news, portanto, fazer um perfil fake no Whatsapp também é bem mais fácil que em outras redes sociais e mais difícil de ser detectado.

Lembram do Steve Bannon, que sonhou com o retorno de uma extrema direita nacionalista forte mundialmente? Que tinha ideias que são classificadas como anti minorias, racistas e homofóbicas? E que usou um sentimento difuso anti “tudo que está aí”, e um medo de os homens se sentirem indefesos para conquistar adeptos?

Pois bem, ele se encontrou em agosto com Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro disse que o Bannon apoiaria a campanha do seu pai com suporte e “dicas de internet”, essas coisas. Bannon é agora um “consultor eventual” da campanha. Era o candidato ideal pra ele, por compartilhava suas ideias, no cenário ideal: um país passando por uma grave crise econômica com a população desiludida com a sua classe política.

Logo depois de manifestações de mulheres nas ruas de todo o Brasil e do mundo contra Bolsonaro, o apoio do candidato subiu, entre o público feminino, de 18 para 24 por cento. Um aumento de 6 pontos depois de grande parte das mulheres se unir para demonstrar sua insatisfação com o candidato.

Isso acontece porque, de um lado, a grande mídia simplesmente ignorou as manifestações e, por outro, houve um ataque preciso às manifestações através dos grupos de Whatsapp pró-Bolsonaro. Vídeos foram editados com cenas de outras manifestações, com mulheres mostrando os seios ou quebrando imagens sacras, mas utilizadas dessa vez para desmoralizar o movimento #elenão entre as mais conservadoras.

Além disso, Eduardo Bolsonaro veio a público logo após a manifestação e declarou: “As mulheres de direita são mais bonitas que as de esquerda. Elas não mostram os peitos e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”. Essa declaração pode parece pueril ou simplesmente estúpida mas é feita sob medida para estimular um sentimento de repulsa para com o “outro lado”.

Isso não é nenhuma novidade. A máquina de propaganda do nazismo alemão associava os judeus a ratos. O discurso era que os judeus estavam infestando as cidades alemãs como os ratos. Esse é um discurso que associa o sentimento de repulsa e nojo a uma determinada população, o que faz com que o indivíduo queira se identificar com o lado “limpo” da história. Daí os 6 por cento das mulheres que passaram a se identificar com o Bolsonaro.

Agora é possível compreender porque é tão difícil usar argumentos racionais para dialogar com um eleitor do Bolsonaro? Agora você se dá conta do nível de manipulação emocional a que seus amigos e familiares estão expostos? Então a pergunta é: “o que fazer?”

Não adiante confrontá-los e acusá-los de massa de manobra. Isso só vai fazer com que eles se fechem e classifiquem você como um inimigo “do outro lado”. Ser chamado de manipulado pode ser interpretado como ser chamado de burro, o que só vai gerar uma troca de insultos improdutiva.

Tenha empatia. Essas pessoas não são tolas ou malvadas; elas estão tendo suas emoções manipuladas e estão submetidas a uma percepção da realidade bastante diferente da sua.

Tente trazê-las aos poucos para a razão. Não ofereça seus argumentos racionais logo de cara, eles não vão funcionar com essas pessoas. A única maneira de mudar seu pensamento é fazer com que tais pessoas percebam sozinhas que não há argumentos que fundamentem suas crenças e as notícias veiculadas de maneira falsa.

Isso só pode ser feito com uma grande dose de paciência e de escuta. Peça para que a pessoa defenda racionalmente suas decisões políticas. Esteja aberto para ouvi-la, mas continue sempre perguntando mais e mais, até ela perceber que chegou num ponto em que não tem argumentos para responder.

Pergunte, por exemplo: “Por que você decidiu por esse candidato? Por que você acha que ele vai mudar as coisas? Você acha que ele está preparado? Você conhece as propostas dele? Conhece o histórico dele como político? Quais realizações ele fez antes que você aprova?”

Em muitos casos, a pessoa tentará mudar o discurso para falar mal de um outro partido ou do movimento feminista. Tal estratégia é esperada porque eles foram programados para achar que isso representa “o outro lado”, os inimigos a combater.

Nesse caso, o caminho continua o mesmo: tentar trazer a pessoa para sua própria razão: “Por que você acha que esse partido é tão ruim assim? Sua vida melhorou ou piorou quando esse partido estava no poder? Como você conhece o movimento feminista? Você já participou de alguma reunião feminista ou conhece alguém envolvido nessa luta?”

Se perceber que a pessoa não está pronta para debater, simplesmente retire-se da discussão. Não agrida ou nem ofenda, comportamento que radicalizaria o pensamento de “somos nós contra eles”. Tenha em mente que os discursos que essa pessoa acredita foram incutidos nela de maneira que houvesse uma verdadeira identificação emocional, se tornando uma espécie de segunda identidade. Não é de uma hora pra outra que se muda algo assim.

Duas das mais importantes democracias do mundo já foram hackeadas utilizando tais técnicas de manipulação. O alvo atual é o nosso país, com uma das mais importantes democracias do mundo. Não vamos deixar que essas forças nos joguem uns contra os outros, rasgando nosso tecido social de uma maneira irrecuperável.

P.S.: Por favor, pesquise extensamente sobre todo e qualquer assunto que expus aqui, e sobre o qual você esteja em dúvida. Não sou de nenhum partido. Sou filósofo e, como filósofo, me interesso pela verdade, pela ética e pelo verdadeiro debate de ideias.

Artigo recebido e compartilhado via WhatsApp e desconheço a autoria.

Crise na campanha do Coiso. Vice da coisa ruim quer o fim do 13º salário e o 1/3 das férias. Bolsonazis ficam quietos

13º Salário

É bom lembrar a comunidade que é esse o candidato a presidente do Dida Oliveira e que o prefeito não deu nenhum reajustes salarial para os servidores, mexeu na previdência que logo, logo vai dar tilt e que o Peninha 1510 apoia e foi dos que votou no teto dos investimentos sociais por 20 anos, #ReformaTrabalhista e depois da eleição, Michel Temer anunciou que irá mandar pro congresso a pauta da #ReformaDaPrevidência pra ser votado esse ano ainda.

Então pessoal, infelizmente tenho que destacar uma notícia da chapa que eu critico muito e repudio, e não posso deixar passar barato. Ontem, o general, que é o vice do Coiso, deu uma declaração chocante que disse que é contra aos poucos direitos trabalhistas que restaram após a #ReformaTrabalhista. O 13º salário e o 1/3 das férias. Tenho que destacar isso, até por que, há pessoas que irão dizer que isso é uma mentira, uma fantasia de um qualquer, mas não é um Zé Mané qualquer, é o Mourão, vice do Coiso. Por isso, os bolsominions permaneceram quietos, afinal, a maioria deles são assalariados e pobres de direita.

A declaração é real e isso irá mexer no bolso das pessoas e, consequentemente, atrapalhar a frágil economia, herança do usurpador Temer, deixando ainda mais problemática à situação do trabalhador. Do que já estava ruim, pode piorar ainda mais, e se você já perdeu direito no governo Temer, irá perder o que restou.

O trabalhador conta com isso, todo mundo na verdade. Esse “dinheirinho” a mais, nós, trabalhadores, podemos fazer uma viagem ou pagar as algumas dívidas, reformar a casa, sei lá, fazer alguma útil que irá fomentar a economia. Mas o Mourão é contra e mostrou revê-lo todos dos direitos trabalhistas.

Aumentou ainda mais a crise da sua campanha do Coiso, que está em pleno declínio. Ele proibiu o general em participar de agenda pública e abrir a boca até o dia 7 de outubro. Um tá no hospital e o outro não pode abrir a boca que suja o que já está imundo. Complicado essa chapa! Mas pra nossa felicidade, isso é muito bom.

Tem ainda o tal do Paulo Guedes que teve que sair de cena quando ele disse que iria aumentará o poço imposto do pobre e voltar com a CPMF. Bom! Paulo Guedes será o ministro da Fazenda do Coiso. Acho que o tanto o general como Paulo Guedes estão revelando o verdadeiro projeto do Coiso, aquele que já comentamos por aí, não há nenhuma pauta ou agenda política, não tem nada, a não ser, sugar os últimos suspiros do povo trabalhador.

Ninguém vai votar no cara que vai acabar com o décimo terceiro salário. A CLT é uma das questões essenciais da história dos trabalhadores brasileiros. Você vota nesse cara?

Ainda ontem #28set2018, Lula recebeu um título de doutor #HonorisCausa e foi uma mais homenagem internacional muito importante, a segunda desde que foi preso injustamente na sede da Polícia Federal – PF em Curitiba, Paraná.

Por fim, as pesquisas mostram que Fernando Haddad com mais distância e o mercado já está adaptando ao nome dele como provável presidente da República.

#LulaLivre #HaddadÉLula #HaddadPresidente #OBrasilFelizDeNovo

Carta aberta do prefeito Dida ao povo ilhotense

Prefeito Dida de Oliveira

Bom dia! Gostaria de me utilizar deste espaço para esclarecer algumas questões e posições pessoais que adotarei nestes dias que virão, em relação ao pleito eleitoral que está em vigor, onde que se faz necessário definirmos os destinos de nosso Estado e do nosso País.

Como é do conhecimento de todos, sou uma pessoa de posição firme, cuja conduta sempre foi clara quanto às minhas preferências e ideologias pessoais. Entretanto, buscamos acima de tudo o bem comum do nosso povo, da nossa gente, pois é assim que eu acredito que seja a política: trabalhar para transformar cada vez mais a nossa cidade, deixando um legado de conquistas e benefícios às futuras gerações.

Acima de siglas partidárias, devemos acreditar nas pessoas, em projetos, em condutas que viabilizem o desenvolvimento de Ilhota e nossa região, restando desta forma cumprido o nosso dever de agente público.

Desta forma, buscando atender os interesses coletivos e o bem comum, venho através desta carta demonstrar meu apoio aos candidatos ao Senado Paulo Bauer e Jorginho Melo e ao governo Mauro Mariani e Napoleão Bernardes, por acreditar que nosso povo e nossa cidade estão acima de divergências partidárias, por acreditar que estamos juntos em um projeto de desenvolvimento para Ilhota

Conforme já mencionei, se faz necessário, neste difícil momento econômico que enfrentamos, selar uma parceria que traga em sua essência a certeza da vinda de recursos tão escassos e necessários, a fim de viabilizarmos diversas obras que ainda se fazem necessárias.

Busco, através deste apoio, o melhor para nosso Município e assim tenho a certeza que cumpro meu papel de trabalhar por todos.

Aproveito a oportunidade para anunciar uma parceria, em trabalho em favor de nossa cidade através do nosso deputado federal Peninha, o qual através de seu mandato como deputado auxiliou o município trazendo mais de 12,1 milhões de reais para importantes obras, na busca da melhoria da qualidade de vida de nossos munícipes.

Pavimentações, obras de reurbanização da praça, Casarão Belga, revitalização de nosso perímetro urbano, custeios para saúde e ambulâncias, esses são algumas das ações que nosso deputado federal tem trazido para nossa cidade.

Assim, possuímos atualmente ainda uma parceria com Peninha para assegurar recurso do Programa Avançar Cidades, que vai atender a pavimentação da rua Silvério Silveira Ramos, bem como recursos do Badesc, assegurados para pavimentação das ruas Bonifácio Maba e João Domingos Pereira, isso tudo fruto do empenho do nosso deputado.

Convém trazer também o nosso esforço em todas as demais áreas de atuação da Prefeitura: trabalhos significativos na saúde, educação, assistência social, urbanismo, infraestrutura – onde possuímos este forte compromisso junto as estradas do interior, que mesmo neste momento econômico difícil não medirei esforços para até final deste ano e meados do ano que vem, pavimentar o maior número possível de estradas, além da macadamização.

Entretanto nossa busca por recursos para mais obras não parão por ai, irei me utilizar desta parceria que firmo para garantir melhorias na qualidade de vida do ilhotense.

Assim, buscando o melhor para o meu Município, reafirmo o compromisso que assumo junto aos ilhotense, apoiando Mauro Mariani e Napoleão Bernardes, pois acima de nossas diferenças partidárias municipais, estamos em um pleito estadual, aonde busco o melhor para cada cidadão da nossa querida cidade.

Finalizo reafirmando meu desejo de trabalhar pelo bem e pelo melhor para nosso povo, buscando soluções e recursos para juntos fazermos uma Ilhota melhor!

Dida Oliveira

Viu uma agressão? Apite, aponte, grite: “Agressão! Agressão!”

FOTO: GONÇAVES (CPDOCJB)

Sou Dialison Cleber Vitti e compartilhou uma publicação postado em meu perfil no FacebookCom a interatividade dos meus seguidores em nosso perfil, há muita agressão associado a um debate de ódio, rancores, com uma pitada reacionária. Um salve ao companheiro Sandro Silva, membro militante do Comitê pela Democracia Itajaí e Região que produziu esse artigo. Vamos a leitura!

Viu uma agressão?
Apite, aponte, grite: “Agressão! Agressão!”.

Não ataque o agressor.
Abrace a vítima.
Você, eu e quem mais estiver junto, abracemos a vítima.

Viu vandalismos?
Não corra, não disperse.
Junte-se com os seus. Faça um bloco coeso e homogêneo.
Frustre a ação do infiltrado em se misturar com você e com os seus.
E aí apite, aponte, grite!

Vá com seu celular já pronta(o) para filmar, fotografar.
Filme e fotografe a beleza dos seus, mas também filme os demais, discretamente.

Percebeu algo estranho?
Viu alguém com alguma arma branca ou de fogo?
Não aja por si.
Comunique imediatamente os organizadores e se junte com os seus.

Não responda a xingamentos.
Abra os ouvidos para os elogios.
Faça coro com as palavras de ordem do movimento.
Plante as boas sementes com os seus.

E, mais do que tudo, não esqueça:
Sorria, você está sendo filmada(o).

Será que somos verdadeiramente cristãos como falamos por aí?

O sangue do teu irmão clama a mim desde a terra

O sangue do teu irmão clama por mim desde a terra

Quero pedir desculpas a vocês se tenho andado afastada do front.

O problema é que já não acredito em soluções pacíficas para o Brasil. Creio que o que vem por aí é um banho de sangue, qualquer que seja o resultado destas eleições.

Se Bolsonaro ganhar, teremos um dos períodos mais violentos da história deste país, contra mulheres, negros, homossexuais, jornalistas, intelectuais, e até mesmo contra religiosos que não rezem pela cartilha dos xiitas que apoiam esse cidadão.

Se Bolsonaro perder, é possível que tenhamos um novo golpe, muito pior do que o de 1964.

E em qualquer dos casos, não se pode descartar uma guerra civil.

Tudo isso tem me deixado muito angustiada. Até porque, ao contrário dos defensores do fascismo, tenho uma profunda crença em Deus, a quem amo de todo o meu coração.

No passado, tive uma relação muito tumultuada com Deus. Mas em 2002, quando já não acreditava em coisa alguma, sofri um acidente em que quase morri.

E foi aí que senti a mão de Deus a me segurar.

Desde então, voltei a acreditar nEle.

E, a partir de 2011, essa relação foi se tornando cada vez mais forte.

É que vim morar em uma casa, ao redor da qual plantei muitas árvores, flores e cipós. Ao redor da qual há sempre passarinhos, borboletas e insetos de todos os tipos.

E foi nesta casa, através de toda essa explosão de vida, que Deus me mostrou toda a grandiosidade das maravilhas que Ele criou.

Tenho uma profunda gratidão a Deus, por jamais ter desistido de mim, apesar de todos os meus erros e defeitos.

Ele é de fato o Bom Pastor, que vai buscar as suas ovelhas, onde quer que se encontrem. A Sua luz ilumina os nossos caminhos. E Ele nos dá vida – e vida com abundância!

E é por isso que eu sei que onde Ele está não há lugar para o ódio.

A presença de Deus, quando preenche o nosso coração, afasta as trevas, afasta os espíritos que querem nos manter distantes do Criador.

E se você, meu irmão, odeia o seu próximo a ponto de querer vê-lo até torturado e morto, Deus, com certeza, não está no seu coração.

Esse ódio que você sente, com certeza, não vem de Deus.

E ainda que você fale em línguas e ande com a Bíblia debaixo do braço; ainda que você grite aleluias e se imagine o mais santo entre os santos; ainda que você ore todos os dias e tente conquistar mais e mais almas para Jesus, ainda assim, se você não tiver amor, NÃO poderá estar na presença de Deus.

Só um caminho conduz a Deus. E esse caminho é a maior expressão de amor do Universo: é Aquele que morreu de forma horrenda em uma cruz, apenas para salvar esse bando de pecadores que somos todos nós.

Jesus nos deixou dois mandamentos, que resumem todos os demais: amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, como a nós mesmos.

Por isso, fique certo, meu irmão: tudo o que disso passar provém do maligno.

Porque não é amar dentro de determinadas condições; não é amar apenas aqueles que me agradam ou que se parecem comigo: é amar a todos, como amamos a nós mesmos, com todas as nossas qualidades e imperfeições.

E isso significa não fazer ao outro o que não queremos que nos façam.

Queremos apanhar? Queremos ser violentados? Queremos ser torturados? Queremos ser espancados, presos e mortos apenas por nossa maneira de ser ou pelas nossas convicções?

Então, como podemos querer fazer tudo isso ao nosso irmão e ainda dizer por aí que somos cristãos?

Nós, cristãos, temos uma importante missão neste mundo: temos de refletir o amor e a misericórdia de Deus.

E o desafio que nos foi lançado por Jesus (de amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo, como a nós mesmos) pode até parecer extremamente simples.

No entanto, amar assim, apesar de todas as imperfeições humanas, exige um esforço e um vigiar constantes, todos os dias, todas as horas, por toda a vida. E é por isso, meu irmão, minha irmã, que é estreito o caminho que conduz ao Nosso Senhor.

Nós, cristãos, se é que somos cristãos de fato; se é que verdadeiramente amamos a Deus, não podemos nos permitir odiar a quem quer que seja. Não podemos dar ouvidos aos falsos profetas, aos fariseus semelhantes aqueles que torturaram e crucificaram Jesus.

Um pastor ou um padre que prega o ódio, de forma alguma pode falar em nome de Deus.

São apenas cegos, a guiar outros cegos. São apenas almas que desconhecem o amor de Deus, e que, por isso mesmo, dizem aos irmãos: “espanquem!”, “persigam!”, “matem!”, “odeiem!”. Quando, na verdade, disse Jesus: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. E orai até por aqueles que vos perseguem!”.

E disse mais o Senhor: “quem vive pela espada, morrerá pela espada!”.

O Senhor conhece o coração de cada uma de suas criaturas e sabe o tempo exato de cada qual.

Nada do que existe dentro de nós escapa aos olhos de Deus.

E é só a Ele que compete dizer quem vive ou morre.

É só a Ele que compete condenar ou absolver.

É só a Ele que pertence todo o poder e toda a glória.

E quem somos nós, seres de pó e alma imperfeita, para querermos ocupar o lugar de Deus?

Como podemos imaginar ter o poder de dizer: “este vive, aquele morre!”

Que é o Homem diante Daquele que a tudo criou?

E eu oro, meus irmãos, para que Deus tenha piedade do Brasil. Oro para que Ele não permita que o ódio incendeie este país.

“O sangue do teu irmão clama a mim desde a terra!”, disse o Senhor a Caim.

Que Deus NÃO permita que acabemos todos por ter nas mãos o sangue dos nossos irmãos.

Extraído da fanpage Ana Célia Pinheiro – Perereca da Vizinha

Ele não, ele nunca

Ele não

Como é possível que se digam seguidores de Jesus Cristo e de Bolsonaro ao mesmo tempo? Como é possível que em nome dos valores cristãos votem em um candidato que trata Carlos Alberto Brilhante Ustra como herói?

Será que é possível ver em um torturador como Ustra os valores de Jesus? Será que são mandamentos de Jesus Cristro enfiar insetos no ânus e na vagina de mulheres Será preceito de Jesus Cristo torturar gestantes e crianças? O “pau-de-arara” e o choque elétrico são instrumentos de Jesus? Será o espancamento e o afogamento os métodos de salvação de Jesus? O estupro de homens e mulheres nos porões do DOI-CODI são sinais da salvação? #EleNão!

Ele não

Aproveitado a postagem…

Desrespeitam nossas famílias e ainda querem governar esse país… desajustado aqui só seu discurso preconceituoso que não representa a diversidade de lares do Brasil! Assista ao vídeo em que o descontrolado do vice de Bolsonaro disse num encontro com a corja dele.

 

Lulaço pra cá, lulaço pra lá e a trilha sonora é sempre a mesma

Lulaço, a parada que pira o cabeção dos reacionários!

É todo dia um Lulaço tocando LULA LÁ diferente. Já teve em São Paulo, em Brasilia, no país inteiro. E, em tudo quanto é lugar, é quase sempre o mesmo trompetista que dá o tom. Fabiano Leitão é um homem com uma missão: tocar “Lula Lá” até o Brasil ficar Feliz de Novo. Clique aqui e baixe o Lulaço e use como ringtone em seu smartphone.

Como surgiu o Lulaço

Fabiano Leitão iniciou missão de tocar “Lula Lá” até o Brasil ficar Feliz de Novo. Tá aí um brasileiro que precisa ser estudado mesmo, porque esses Lulaços crescem ao mesmo tempo em que Lula cresce nas pesquisas.

As pessoas que estavam ressabiadas com as denúncias e os ataques ao partido dos últimos anos, com o tempo, perceberam que era tudo farsa. Existe muita vontade de acreditar de novo na política e em quem fez tanto pelo país, disse Fabiano, cheio de humildade

Seria nosso trompetista o responsável por esse aumento de popularidade de Lula e do PT? 🤔🤔🤔

Bom, 2018 tá tão dedo na urna e gritaria que a gente não duvida mais de nada. Mas, enquanto Fabiano não elege o Lula e faz o Brasil Feliz de Novo, ele se contenta em fazer a imprensa golpista triste. E isso já é bem maneiro.

Aliás, a ideia dele de protestar com o trompete, que ele toca desde os 14 anos, surgiu quando Lula foi preso, em abril deste ano. Ele quis trollar uma transmissão ao vivo da TV Globo, que acontecia em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), gritando “mídia golpista”, mas os seguranças do STF não gostaram muito da ideia e foram pra cima dele dando porrada. Daí, ele resolveu zoar de longe.

A primeira vez que trollei com o trompete, estava a uns 150 metros da repórter, seguro à distância. O som foi ouvido no Jornal da Globo

Desde então, ele contabiliza oito intervenções em transmissões do jornalismo global e duas em noticiários da TV Record. Pra você que tá em dúvida sobre o que veio primeiro: o trompetista é, antes de tudo, um petista.

Só fiquei bravo com o Lula uma vez, aos dez anos, em 1989. Perdi a final do Brasileirão e não vi meu Vasco vencer, porque minha mãe quis ir até o aeroporto recepcionar o Lula na mesma hora do jogo.

Fabiano gosta de longas caminhadas na praia e banhos em espelhos d’água em prédios do governo. Ou, pelo menos, foi assim que ele chegou mais perto de Lula: quando uma galera resolveu tomar banho no espelho d’água do Palácio do Planalto.

Eu era um daquelas pessoas

Se não viu Lula de perto, foi ouvido por ele. Várias vezes. Fabiano já esteve várias vezes próximo da sede da Polícia Federal, onde Lula está sendo mantido como preso político, nos acampamentos montados para apoiar o presidente.

Toco várias músicas para alegrar ele. O hino do Corinthians, do Vasco – ele também é vascaíno –, músicas do Chico Buarque como Olê, Olá, jingles de campanhas dele. No dia dos pais, toquei Naquela Mesa, que é uma música de amor de um filho para o pai.

Hoje ele tá mais na pira dos Lulaços.

É maravilhoso chegar em um lugar, como aconteceu em Porto Alegre, por exemplo. Não achava que teria muita gente, mas, de repente, as pessoas começam a chegar de todos os cantos e a sensação é indescritível

Mas, também, quem não tá nessa, né? Pensa bem: é basicamente um monte de gente em espaço público cantando “Lula Lá”. É o verdadeiro rolezinho da democracia. Venha no próximo! Deixa de “vamo marcar”. Já tá marcado!