A resistência democrática continua

Lula livre

Findadas as eleições presidenciais de 2018, o candidato Fernando Haddad fez um pronunciamento aos brasileiros. O candidato fez um chamado de coragem aos mais de 45 milhões de eleitores que se opuseram ao autoritarismo e violência representados pela candidatura adversária.

Ele se colocou à disposição para a luta contra o retrocesso e os ataques à democracia, em um discurso espontâneo aclamado pelos apoiadores que acompanhavam a apuração, em São Paulo. “Coloco a minha vida à disposição desse país, e tenho certeza de que falo a milhões de pessoas”.

Agradeceu a militância aguerrida, grande responsável pelo crescimento nas vésperas do pleito. “Gente que saiu às ruas, passou a panfletar no país inteiro, passou a dialogar e reverter o quadro que se anunciava na primeira semana do primeiro turno”.

Também lembrou que o Brasil já enfrenta há alguns anos a fragilidade das instituições, refletidas no golpe contra Dilma Rousseff e na prisão de Lula, impedido de registrar sua candidatura, contrariando recomendações da ONU. E que a luta é por democracia e soberania continua.

Daqui a quatro anos teremos uma nova eleição. Temos que garantir as instituições e não vamos deixar de exercer nossa cidadania. Talvez o Brasil nunca tenha precisado tanto do exercício da nossa cidadania como agora. E quero dizer que senti uma angústia e um medo em muitas pessoas. Não tenham medo. Nós estaremos aqui, estaremos juntos. Vamos abraçar a causa de vocês. Coragem. Viva o Brasil!

A presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, também afirmou que o partido resistirá na defesa das liberdades, na defesa da soberania nacional, pelo Brasil e pelo povo brasileiro. Assista ao vídeo aqui.

Em nota divulgada na noite de domingo (28/10), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, onde se articulam diversos movimentos, organizações populares e partidos de esquerda destacou que as eleições terminaram, mas a luta pela democracia e pelos direitos sociais está apenas começando. Ou seja, o resultado das eleições abre uma janela de resistência popular contra o fascismo.

“A eleição de Bolsonaro representa uma ruptura política, cujos sinais estão representados no assassinato de Marielli, de Moa Katendê, líder capoeirista, Charlione, jovem cearense que ainda ontem participava de uma carreata. Eles ameaçam as nossas vidas por lutarmos por um país igual e justo”, analisaram as frentes.

E continua: “Apesar de tantos obstáculos, nossa aliança organizou uma poderosa resistência por todo o país, que levou à realização do segundo turno e a um formidável movimento em defesa da civilização contra a barbárie, da democracia contra a ditadura, do amor contra o ódio”.

Nesse contexto, alguns desafios são apresentados, entre eles, a unidade em torno da democracia, da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. Confira a nota na íntegra aqui.

A CUT emitiu nota para todos os trabalhadores e trabalhadoras da base de cada um dos seus sindicatos afiliados, afirmando que se juntará à resistência democrática.

Enganam-se aqueles que acharam que destruiriam nossa capacidade de resistência e de luta. O PT saiu mais forte desse processo como a principal força de oposição ao governo de recorte neoliberal e neofascista. A CUT e os movimentos sociais também se fortaleceram. Lula e Haddad consolidaram-se como as grandes lideranças no campo democrático-popular. A CUT manterá a classe trabalhadora unida, preparando-a para a luta, nas ruas, nos locais de trabalho, nas fábricas e no campo contra a retirada de direitos e em defesa da democracia.

A entidade também fez um alerta e conclamou à classe trabalhadora a resistir:

O governo que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2019 vai tentar aprofundar o programa neoliberal que está em curso desde o golpe contra a presidenta Dilma: a reforma da previdência, a retirada de mais direitos, a continuidade das privatizações, o aumento do desemprego, o arrocho salarial, o aumento do custo de vida, a piora da educação e da saúde, o aumento da violência e da insegurança. Além disso, vai tentar perseguir e reprimir o movimento sindical, os movimentos sociais, bem como os setores democráticos e populares em geral.

Temos um enorme desafio pela frente. É hora de unidade das forças democrático-populares para resistir. A CUT dará continuidade a sua trajetória de luta e conclama suas bases a continuarem mobilizadas e a resistirem a qualquer ataque contra os direitos e a democracia.

Diante das ameaças ao Estado Democrático de Direito e à soberania nacional que Bolsonaro representa, lideranças e parlamentares de esquerda também se manifestaram em defesa de uma resistência imediata e já articulam atos democráticos contra as ofensivas da extrema direita. Confira aqui os posicionamentos de Guilherme Boulos (Psol), Gleisi Hoffman (PT), Luciana Santos (PCdoB) e Paulo Pimenta, deputado federal pelo PT.

Haddad e Gleisi

Confira outros destaques

1. PT elege maior número de governadores no país
O PT, mesmo derrotado no plano federal, é o partido com o maior número de governos estaduais. Foram quatro, todos na região Nordeste, além de sair vitorioso nas outras cinco candidaturas que apoiou na região. A última vitória veio no domingo (28/10), com o triunfo no Rio Grande do Norte, que tem a senadora Fátima Bezerra como única mulher eleita governadora. Professora de origem, ela tem 63 anos e é filiada ao partido praticamente desde o início, em 1981. Fátima também foi deputada federal pelo PT. Leia mais aqui.

2. No JN, Bolsonaro volta a falar de kit gay e promete punir Folha
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi entrevistado na noite de segunda-feira (29/10) no Jornal Nacional. Questionado sobre os ataques que fez ao jornal Folha de S. Paulo, Bolsonaro voltou a dizer que “imprensa que se comportar mentindo não terá apoio do governo”, fazendo referências às verbas publicitárias governamentais que serão cortadas. O presidente eleito ainda respondeu pergunta sobre o que quis dizer com a afirmação de que “marginais vermelhos serão banidos” do país. De acordo com Bolsonaro, ele se referia à “cúpula do PT e a Boulos que disse que iria invadir a casa dele”. “No Brasil de Bolsonaro, quem desrespeitar a lei sentirá o peso da mesma contra a sua pessoa”. Bolsonaro repetiu em cadeia nacional uma das principais informações falsas que circulou pelo WhatsApp nas eleições. A fake news foi desmentida pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirmou que o “kit gay” nunca existiu. Ele ainda disse que as divisões entre “ricos e pobres, negros e brancos, héteros e gays” apareceram nos governos do PT. E prometeu convidar o juiz Sergio Moro para ser Ministro da Justiça ou para integrar o Supremo Tribunal Federal, o que ele preferir. Leia mais aqui.

3. Luta por direitos deve se intensificar no governo Bolsonaro
Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República insere o Brasil em um movimento de mudança radical que pode avançar tanto para a direita como para o seu extremo, e força uma nova disputa por direitos, liberdade, democracia e justiça. “Nesse novo mundo, que do ponto de vista econômico está sendo desmontado e remontado de uma outra maneira, teremos quatro anos de muita luta pela frente”, antecipa Clemente. Leia mais aqui.

4. Vigília Lula Livre resiste, em defesa de um projeto popular
Às 19h de domingo, 28 de outubro, cerca de 80 pessoas se reuniam na Vigília Lula Livre, em Curitiba, para saudar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o tradicional “boa noite, presidente Lula”. Ao final das apurações, o TSE anunciou que Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil. Diante da derrota do candidato petista, os manifestantes da Vigília Lula Livre se dirigiram para o Centro de Formação e Cultura Marielle Vive, localizado a poucos metros da Superintendência da Polícia Federal. As ruas do entorno foram tomadas por manifestantes pró-Bolsonaro, que cantavam o hino nacional em frente à PF e exaltavam a vitória de seu candidato aos gritos. Para Roberto Baggio, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná e da Vigília Lula Livre, a vitória de Bolsonaro foi apenas eleitoral. Agora, abre-se um campo de novas possibilidades e novos desafios para a esquerda reconquistar a população. Leia mais aqui.

5. Mídia internacional expressa perplexidade e desconforto com eleição no Brasil
“A extrema direita vence no Brasil”. “Os militares voltam ao poder no Brasil, desta vez pelo voto”. As duas observações resumem o misto de perplexidade e desconforto manifestado por boa parte dos principais veículos de imprensa do mundo após a divulgação da vitória de Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, no domingo (28/10). Os jornais franceses Le Monde e Libération, os norte-americanos New York Times e Wall Street Journal, o canadense The Globe and Mail, o britânico The Guardian, os portugueses Diário de Notícias e O Público, o espanhol El Mundo e o argentino Página 12 estão entre os veículos que trataram o resultado das eleições brasileiras com apreensão. Leia mais aqui.

6. Deputados rechaçam revogação do Estatuto do Desarmamento e redução da maioridade penal
Os deputados Paulão (PT-AL), Adelmo Leão (PT-MG) e Nilto Tatto (PT-SP) rechaçaram, na segunda-feira (29/10), a ideia defendida por aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro de tentar aprovar, ainda nesta legislatura no parlamento, duas pautas contrárias aos interesses dos defensores dos direitos humanos: a revogação do Estatuto do Desarmamento, em tramitação na Câmara, e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, atualmente com trâmite no Senado. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, os deputados bolsonaristas já procuraram o candidato à reeleição à presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), na tentativa de colocar os temas em votação ainda em 2018. A prioridade dos bolsonaristas é o afrouxamento das regras para a posse e o porte de armas, com o esvaziamento do Estatuto do Desarmamento. Leia mais aqui.

7. Guedes diz que vai priorizar Reforma da Previdência e privatizações
Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do governo Jair Bolsonaro (PSL), afirmou, durante entrevista no domingo (28/10) que para “controlar os gastos do governo”, considera prioridade retomar a Reforma da Previdência, assim como acelerar as privatizações e “enxugar” a máquina pública. As relações do Brasil com os países do Mercosul, disse, também perdem prioridade. Como medidas de reaquecimento econômico, ele defendeu que serão eliminados “encargos e impostos trabalhistas sobre a folha de pagamento para gerar em dois, três anos 10 milhões de empregos novos”. O “guru econômico de Bolsonaro” atribuiu o “alto custo-Brasil” à falta de “segurança jurídica”. E prometeu: “regulamentar corretamente, fazer os marcos regulatórios na área de infraestrutura, porque o Brasil precisa de investimentos em infraestrutura”Leia mais aqui.

8. Universidades e professores são alvos de apoiadores de Bolsonaro
Após declarada a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) como o novo presidente da República, a recém-eleita deputada estadual pelo PSL de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo, divulgou, em sua página no Facebook, que por conta própria e arbitrariamente, criou um canal para que alunos denunciem eventuais manifestações de professores contrários à vitória do candidato da extrema direta. Na publicação, a deputada, que se mostra entusiasta da proposta “Escola sem Partido”, afirma que “muitos professores e doutrinadores estarão inconformados e revoltados” e anuncia que estudantes que se sintam “humilhados ou ofendidos”, devem registrar a “denúncia” informando o nome do professor, escola e cidade.

Um grupo de docentes lançou uma ação no site de assinaturas coletivas Avaaz na segunda-feira (29/10) pedindo a impugnação da deputada estadual. “A liberdade de expressão dos professores em sala de aula foi explicitamente atacada na noite de 28/10/2018. Logo após o anúncio da vitória de Jair Bolsonaro, Ana Caroline Campagnolo, eleita Deputada Estadual por Santa Catarina para a legislatura de 2019, conhecida por sua defesa do Projeto Escola Sem Partido, divulgou, em suas redes sociais, uma mensagem em tom ameaçador convocando os estudantes em sala a filmarem seus professores a partir de segunda, dia 29/10/2018″, diz a ação.

A OAB/SC emitiu nota repudiando a manifestação da deputada pedindo a denúncia de profissionais da educação e impedindo a exposição do livre pensamento.

A onda de ataques bolsonaristas também atingiu várias universidades brasileiras no dia seguinte ao segundo turno das eleições. Professores de diversos departamentos da Universidade de Brasília (UnB) decidiram cancelar aulas, na segunda-feira (29/10), depois que apoiadores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) convocaram atos em redes sociais para dar início ao que chamaram de “caça aos comunistas”, em uma das postagens, diz-se que “universidade não é lugar de comunista”. A convocação mobilizou muitos eleitores de Bolsonaro nas redes, mas não surtiu o efeito imaginado fora delas. Ao todo, cerca de dez se enrolaram em bandeiras do Brasil e camisas da seleção brasileira de futebol e foram ao campus manifestar apoio ao deputado do PSL.

A segunda-feira (29/10) na Universidade de São Paulo (USP) também amanheceu com expectativa e tensão. Após ameaças de realização de um ato no campus, para comemorar a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e provocar opositores, os portões da instituição foram fechados, com permissão de acesso apenas para alunos. Também foi programado um ato antifascista, que superou em muito o número de provocadores.

O ato, convocado por um grupo ligado à facção conservadora Movimento Brasil Livre (MBL), pretendia sair da Escola Politécnica, que reúne cursos de Engenharia, e ir até a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), que concentra maior número de alunos afinados com o campo democrático. Entretanto, o plano deles foi frustrado. A diretoria da FFLCH pediu reforço policial, que barrou a entrada na universidade pessoas que não fossem alunos. O resultado foi que a marcha da extrema-direita reuniu número reduzido de pessoas. Do outro lado, antifascistas, especialmente de estudantes das ciências humanas, se reuniram em grande número no prédio da FFLCH para defendê-la de qualquer possível ato de vandalismo.

No final da tarde de segunda-feira, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN) publicou uma Nota Política sobre os ataques contra docentes e divulgando as iniciativas adotadas pela direção nacional. Para o ANDES-SN é fundamental “que os/as professores/as se mantenham em tranquilidade, não deixando o pânico se espalhar entre nós e que registrem todos os casos de ameaças e procurem imediatamente a sua seção sindical para fazer denúncia”, orientou a Nota. O texto ainda informou que novas orientações da Assessoria Jurídica Nacional serão divulgadas nos próximos dias, sobre como proceder em caso de agressões, ameaças e violências.

“O momento é de unidade de ação de forma ampla e de ações conjuntas na defesa das Universidades Públicas, Institutos Federais e CEFET e das liberdades democráticas. Seguiremos firmes na luta e convocamos nossa categoria a se fortalecer de forma coletiva”, concluiu a nota.

Escola Nacional de Formação do PT

Haddad e Manu resistência

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As mentiras vão roubar as eleições?

Fake news acima do Brasil, Caixa 2 acimo de nós

Queridos amigos e amigas!

É chocante. Pesquisa de opinião da Atlas Político mostra que pelo menos 49 milhões de brasileiros foram enganados pelas fake news nessas eleições! Isso é uma crise para a nossa democracia. Abaixo estão sete das fake news mais faladas e a verdade. Nós queríamos ser equilibrados entre os candidatos mas as agências verificadoras de fatos reportam que a maioria das fake news tem como alvo o Haddad. Vamos garantir que votaremos sabendo da verdade, encaminhe esse e-mail para todo mundo! Compartilhe isso no Facebook e WhatsApp.

  1. As urnas eletrônicas NÃO foram fraudadas!
    No dia da eleição, um homem filmou uma urna eletrônica dizendo que ela estava fraudada, e mostrava automaticamente Haddad quando se pressionava o número 1. O governo, a Justiça e os meios de comunicação de todos os lados políticos mostraram que o vídeo foi manipulado. Veja você mesmoVejaUOLTSEG1Valor Econômico.
  2. Haddad NÃO distribuiu “kit gay” para crianças nas escolas
    Nem uma única escola JAMAIS recebeu um chamado “kit gay” porque eles não existem! O que foi chamado de “kit gay” foi um conjunto de materiais destinados a ensinar as crianças sobre a homofobia, criado quando Haddad era Ministro da Educação. Não se tratava de tornar as crianças gays, mas de combater a violência contra crianças gays. Aqui está parte do materialVeja você mesmoG1Valor EconômicoHuffpost.
  3. Revistas VEJA e Época NÃO receberam R$ 600 milhões para difamar Bolsonaro.
    Tudo começou no YouTube, com a deputada federal eleita Joice Hasselmann espalhando descaradamente uma mentira de que VEJA levou dinheiro para assediar Bolsonaro. Hasselmann nunca provou isso, nem mostrou quaisquer documentos apoiando sua alegação. No final, foi apenas uma teoria da conspiração. Veja você mesmoO AntagonistaThe Intercept BrasilEl País.
  4. Haddad NÃO convidou Jean Wyllys para ser Ministro da Educação.
    Alguém criou uma versão falsa do site G1, da Globo para espalhar essa história que se tornou viral! Nunca houve nenhum registro em lugar algum de Haddad dizendo isso, nenhuma citação, nenhum vídeo, nada. Veja você mesmoG1FolhaEstadãoValor EconômicoO GloboPiauíUOL.
  5. Feministas e grupos anti-Bolsonaro NÃO defecaram OU fizeram sexo dentro de igrejas evangélicas.
    Todas as imagens usadas nessas histórias estão amplamente fora de contexto. A imagem de mulheres protestando seminuas em frente a uma igreja – algo a que muitos de nós poderíamos realmente nos opor – aconteceu em 2013 e não tem nada a ver com Bolsonaro. E, veja só, as imagens usadas de pessoas fazendo sexo dentro da igreja sequer são do Brasil, mas da Noruega! Veja você mesmoAos FatosÉpocaBoatos.org.
  6. Haddad e Manuela NÃO estavam conspirando contra o exército e Bolsonaro — e nunca existiu um aúdio secreto!
    Uma mensagem de áudio editada se tornou viral no WhatsApp dizendo que existia uma “chamada telefônica secreta” entre os candidatos do PT. O aúdio verdadeiro era, na REALIDADE, uma entrevista que Haddad deu em conjunto para o UOL, Folha e SBT, e Manuela sequer estava lá. A mulher na gravação? A entrevistadora! Veja você mesmo, leia as notícias e, melhor ainda, assista o vídeo real aquiEstadão; G1.
  7. Haddad NÃO escreveu um livro encorajando incesto e pedofilia!
    O escritor Olavo de Carvalho publicou em suas redes sociais que Haddad encorajava sexo entre pais e filhos em um livro seu, “Em defesa do socialismo: por ocasião dos 150 anos do manifesto” (1998). Comprova, um grupo de 23 veículos de mídia, leu o livro e disse: “Não há citações sobre incesto ou relações que rompam dogmas do relacionamento familiar tradicional na obra.” Veja você mesmoProjeto ComprovaG1Poder 360Folha de S. Paulo.

A democracia morre quando a verdade deixa de valer algo. Independente das nossas posições políticas, vamos nos certificar de fazer as escolhas profundas sobre nosso futuro com base em fatos, não em mentiras. Compartilhe esse email com todo mundo.

Com amor e respeito, A equipe da Avaaz.

você é melhor que o Bolsonaro

[Documentário] Driblando a democracia – Como Trump venceu

Conheça o método de trabalho do assessor de Trump e Bolsonaro.

O documentário “Driblando a democracia – Como Trump venceu”,  sob a direção de Thomas Huchon, produzido na França este ano, retrata a metodologia de trabalho de Steve Bannon, o diretor de campanha do então candidato à Presidência dos Estados Unidos e hoje assessor de Jair Bolsonaro, com base na manipulação do uso de dados, alcance nas redes sociais sob apelo popular e Fake News.

Como, contrariando todas as previsões, Donald Trump conseguiu se tornar presidente? Revelando uma trama que envolve fake news, o uso de dados pela misteriosa Cambridge Analityca e a ação de poderosos empresários americanos ultraconservadores, este documentário explica como se chegou ao resultado da eleição que chocou a comunidade internacional, é a resenha do documentário.

“Steve Bannon, diretor de campanha de Donald Trump é também assessor da campanha de Jair Bolsonaro. O filme conta em detalhes as estratégias baseadas em fake news e roubo de dados pessoais, que foram usadas para levar Trump a vitória, enganando a América”, informou a produtora de filmes Ogum, que disponibilizou o documentário de origem francesa de 50 minutos, na íntegra.

Jornal GGN

TSE: Se ele é culpado, cumpra o seu dever

Jair Bolsonaro fake news

O TSE está investigando relatos confiáveis de que aliados de Bolsonaro gastaram quantias ilegais gigantescas promovendo sua campanha – criando até 300 mil grupos de WhatsApp e alcançando até 75 milhões de brasileiros e brasileiras!

Mas e se o próprio Bolsonaro for culpado, o que eles farão? Eles ficarão tentados a deixar passar, mas é uma questão de democracia, justiça e Estado de direito não permitimos que líderes tomem o poder ilegalmente.

Nós lutamos muito e por muito tempo contra a corrupção para aceitar uma eleição fraudulenta. Pior ainda, existem muitas evidências de que milhões de reais foram gastos para espalhar um tsunami de fake news e mentiras sobre o Haddad — mais um ataque profundo e ilegal à nossa democracia.

Podemos discordar sobre quem será o melhor presidente para o país, mas certas coisas vêm acima da política. Precisamos insistir que NINGUÉM está acima da lei. Se tem uma mensagem que une todos os brasileiros e brasileiras é: FORA CORRUPÇÃO! Vamos exigir que se o TSE considerar Bolsonaro responsável por essa fraude gigantesca, ele seja acusado de tais crimes e desqualificado da eleição: TSE: investigue Bolsonaro já!

A nossa comunidade representa pessoas de diferentes opiniões políticas, e a Avaaz nunca apoiou ou se opôs à eleição de nenhum político no Brasil. Nosso movimento foi crucial no processo da Ficha Limpa e para acabar com votos secretos no Congresso. Isso não é sobre política, é sobre corrupção.

Facebook, YouTube e principalmente o WhatsApp são as ferramentas preferidas de forças corruptas para tirar o poder do povo e se beneficiarem com isso. Mas essa nova tática tecnológica é mais nociva que as velhas estratégias — os políticos mais corruptos estão realizando uma verdadeira lavagem cerebral em milhões de pessoas, enchendo suas mentes e corações com ódio e mentiras para que virem seus apoiadores!

Ainda bem que isso ainda é ilegal no Brasil. Existem acusações de que o PT cometeu fraude eleitoral — como o vídeo da urna eletrônica programada para votar no Haddad — mas já foi comprovado que os vídeos são falsos, verificado pelo próprio TSE e analistas independentes. Esse é só mais um exemplo do tsunami de fake news ilegais e das mentiras com que fomos bombardeados. Se o TSE descobrir que Bolsonaro esteve envolvido nesses crimes, eles devem proteger nossa democracia e responsabilizá-lo: TSE: investigue Bolsonaro já!

Nosso país está numa jornada. Temos combatido a corrupção como nunca, mas a reação dos políticos mais corruptos entre nós foi de tirar vantagem desse momento para chegar ao poder. Essa é a hora. Deixaremos que a corrupção decida quem serão nossos governantes ou lutaremos de uma vez por todas, como nunca antes, por justiça e verdade? Cabe a nós lutar por isso. Vamos escolher lutar pelos nossos filhos e seu futuro.

Com esperança e determinação, O time da Avaaz.

PS: O time anticorrupção da Avaaz está fiscalizando as fake news online e acompanhando o esforço de fact checkers independentes como o Comprova, uma coalizão das 24 maiores empresas de notícias de todos os espectros políticos. Uma porcentagem alta das fake news descobertas são atacando o candidato Haddad. Existem muitas razões verdadeiras para criticar o PT, mas não podemos deixar que mentiras nos manipulem. Aqui vão alguns exemplos dessas mentiras (por favor compartilhe para ajudar outros cidadãos a combater as fake news):

  • Haddad distribuiu mamadeiras em formato de pênis nas escolas.
  • Urnas eletrônicas automaticamente votam em Haddad.
  • Áudio de Haddad e Manuela conspirando contra o Bolsonaro e o exército.
  • Ficha Limpa proíbe Haddad de concorrer.
  • Haddad apoia pedofilia e incesto em livro

Mais informações

Em defesa da democracia, contra o ódio plantado na sociedade

Haddad Em defesa da democracia, contra o ódio plantado na sociedade

O Brasil está sob um feitiço político maligno. O principal candidato às eleições presidenciais é Jair Bolsonaro, um político de extrema-direita. É como se os eleitores estivessem caminhando sonâmbulos em direção à destruição da democracia brasileira. Enfeitiçados, estão cegos para a verdade na política brasileira e cegos para suas próprias virtudes.

Bolsonaro representa a ressurreição da tradição política fascista. Essa tradição descarta qualquer norma de decência, tolerância, compromisso e devido processo legal sempre que estes valores venham obstruir a tomada do poder.

Ele defende abertamente o racismo, o sexismo, a tortura e os esquadrões da morte. Essas visões se somam a um programa econômico neoliberal que visa a aniquilar o estado de bem-estar no Brasil e privatizar os principais ativos da nação. Esse programa econômico lhe rendeu o apoio da elite empresarial, disposta a ignorar suas inclinações fascistas como parte do acordo.

Para fazer frente a este perigo real à democracia e a todo o ódio que vem sendo alimentado na sociedade, PT, PSB, PCdoB, PCB, PROS e PSOL anunciaram, em nota, a união em torno da candidatura de Haddad:

O Brasil vive um momento histórico que exige resposta firme de todos e todas que defendem a democracia, a liberdade, a soberania nacional, os direitos do povo e a justiça social.

As sementes do ódio e da violência, plantadas nos últimos anos pelas forças reacionárias e pelos donos das grandes fortunas, deram vida a uma candidatura que é o oposto desses valores; que rompe o pacto democrático da Constituição de 1988 e lança sobre o país a sombra do fascismo.

Votar em Fernando Haddad é a resposta a esta ameaça, porque sua candidatura representa os valores da civilização contra a barbárie, representa um projeto de país em que todos têm oportunidades, não apenas os privilegiados de sempre.

Votar em Fernando Haddad é a resposta às fábricas de mentiras e à violência que se espalha pelo país; o prenúncio de um estado autoritário, contra a vida, contra os direitos das pessoas, contra a liberdade e a justiça.

Acima de todas as diferenças, estamos conclamando brasileiras e brasileiras a votar, neste segundo turno, pela democracia e pelo futuro do nosso Brasil. É hora de união e de luta, sem vacilações.

Hoje (16/10), o movimento Arte pela Democracia, composto por sindicatos, cooperativas e artistas independentes, também realizará o Ato Cultura com Haddad e Manuela em defesa da democracia, em São Paulo, na Quadra dos Bancários, às 18 horas. Segundo o ator e diretor Celso Frateschi, que é um dos organizadores do encontro, o movimento tem como objetivo garantir os valores democráticos, que, na atual situação política, estão representados por esta candidatura.

Fernando Haddad e Manuella

Confira outros destaques

1. Pesquisa do Ibope aponta 59% para Bolsonaro e 41% para Haddad
Pesquisa do Ibope divulgada na noite de segunda-feira (15/10) aponta 59% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) para o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. O candidato do PT, Fernando Haddad, tem 41%. Foi o primeiro levantamento do instituto para o segundo turno. Considerado o total de votos, Bolsonaro tem 52% e Haddad, 37%. Segundo o instituto, há 9% dispostos a anular ou votar em branco, enquanto 2% não souberam responder. Segundo a pesquisa, 41% votam no candidato do PSL com certeza e 35% não votam de jeito nenhum. Para Haddad, esses números somam 47% e 28%, respectivamente. O Ibope informa ter ouvido 2.506 eleitores no sábado e no domingo (13 e 14/10). A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. Leia mais aqui.

Antes da divulgação da pesquisa IBOPE, o quarto colocado na eleição para governador do Distrito Federal, general Paulo Chagas (PRP) repetiu a estratégia do candidato Jair Bolsonaro (PSL) de questionar os institutos de pesquisa que não apontassem números favoráveis a ele. Em sua conta no Twitter, Chagas afirmou que se houver mudanças nas pesquisas, “teremos que por (sic) as barbas de molho”, porque, segundo ele, “será o prenúncio da fraude”. Em seu blog, Chagas foi além. Afirmou que se o candidato do PT, Fernando Haddad, ganhar, “vamos ter que reagir à altura do desacato”. E falou em “intervenção federal no sistema eleitoral”. Na segunda-feira (15/10), o militar acusou e ofendeu eleitores do candidato do PT à Presidência da República. Sempre no Twitter, disse que Bolsonaro foge dos debates “porque um eleitor seu (Haddad) tentou mata-lo (sic)”.

2. Haddad: “Bolsonaro foge de debates pois sua campanha é baseada em mentiras”
O candidato do PT às eleições 2018, Fernando Haddad, concedeu entrevista aos jornalistas Florestan Fernandes Junior e Luiz Nassif, na qual falou sobre economia, ecologia e propostas para o país, além da ausência de seu oponente no pleito, Jair Bolsonaro (PSL), em debates: “Lamento que hoje não estou debatendo com meu opositor. É compreensível sua ausência, já que a campanha dele está baseada unicamente em mentiras divulgadas por WhatsApp. Se desligar o aplicativo por cinco dias, ele desaparece”. Haddad lamentou que Bolsonaro tenha “uma visão autoritária, truculenta e violenta do mundo”, ao comentar a escalada do ódio inspirada nos discursos do “mito”. “Eu, como professor, agradeço a Deus por aprender com a diferença. Ele vê a diferença como inimigo”, disse. O candidato do PT vê Jair Bolsonaro como uma continuidade de Michel Temer. “Bolsonaro vai adotar o neoliberalismo no Brasil. O neoliberalismo tem um pressuposto: a retomada do crescimento só se dará com a exclusão das pessoas. Com achatamento salarial, corte de salários. Meu modelo de economia é com mais gente e não menos gente. Mais direitos e não menos direitos. Não acredito que a reforma trabalhista do Temer, apoiada pelo Bolsonaro e pelo Paulo Guedes, vai resultar em aumento de poder de compra do trabalhador. A tendência é reduzir ainda mais”. Assista à entrevista na íntegra aqui.

3. TSE determina exclusão de fake news sobre o “kit gay” usadas por Bolsonaro
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Horbach, deferiu no final da segunda-feira (15/10) liminar proposta pela defesa da coligação “O Povo Feliz de Novo”, do candidato Fernando Haddad, proibindo a chapa de Jair Bolsonaro de divulgar nas redes sociais publicações sobre o que ficou conhecido como kit gay. A representação eleitoral contra Jair, Flávio e Carlos Bolsonaro pedia a retirada de vídeo que afirmava que o livro “Aparelho Sexual e Cia” teria sido distribuído em escolas públicas pelo Ministério da Educação quando Haddad era o ministro da pasta. Diz a decisão: Nesse quadro, entendem comprovada a difusão de fato sabidamente inverídico, pelo candidato representado e por seus apoiadores, em diversas postagens efetuadas em redes sociais, requerendo liminarmente a remoção de conteúdo. Assim, a difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político. Leia mais aqui.

É preciso continuar denunciandon otícias falsas. A verdade vai vencer a mentira! Viu alguma fake news nas redes sociais? Mande para o nosso Whatsapp: 11 97402-8726.

4. “Ele soa como nós”: David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan, elogia Bolsonaro, mas critica proximidade com Israel
Rosto mais conhecido do grupo racista Ku Klux Klan (KKK) nos Estados Unidos, o historiador americano David Duke fez um raro comentário sobre a política brasileira no programa de rádio que comanda. “Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista”, disse o ex-líder da KKK sobre Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL. “Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco nos EUA, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”, afirmou Duke, que frequentemente classifica o prêmio Nobel da Paz sul-africano Nelson Mandela como um “terrorista”Leia mais aqui.

5. PT é o mais transparente do país, diz pesquisa. PSL de Bolsonaro é o pior de todos
O Partido Social Liberal (PSL), legenda do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, ficou em último lugar no ranking de transparência feito pelo Movimento de Transparência Partidária, organizado pelos cientistas políticos Marcelo Issa (PUC) e Humberto Dantas (USP), e pela administradora Victoria Gandolfi (FGV), que coordenou o trabalho. No topo do ranking ficaram o Novo, com nota 2,5 e o PT, com 1,38. O MDB e o PSDB receberam nota 0,88. Todos os outros partidos tiveram notas menores que 1. As informações foram obtidas nas páginas oficiais dos partidos. Dando uma demonstração do que seria o acesso à informação em um eventual governo Bolsonaro, o PSL não cumpriu nenhum requisito da pesquisa, deixando de informar sobre seus filiados, contabilidade, estrutura e organização. Os dados vêm sendo reunidos desde dezembro do ano passado. Em uma escala de zero a dez em transparência, o partido de Bolsonaro aparece com zero absoluto. Ao seu lado está o PCO, com a mesma nota. Leia mais aqui.

6. Assessor de Bolsonaro quer salas separadas para negros e pobres
Bolsonaro é inimigo das cotas raciais e sociais. Sempre que teve oportunidade ele deixou isso claro para o Brasil. Por isso, o general Aléssio Ribeiro Souto, assessor do candidato do PSL para a Educação, quer substituir a política de cotas por aulas de reforço para alunos negros e pobres. Em outras palavras, eles querem instituir salas de aulas separadas para esses estudantes. “Que tal se, em vez de cota, propiciarmos ensino adicional, correção dos erros existentes, complementariedade?”, apontou Souto em entrevista ao Estadão, na segunda-feira (15/10). Além desse “apartheid sócio-racial”, os militares defendem ainda que a Polícia Militar retire crianças que não se comportarem da sala de aula, no que Souto intitulou de “repressão democrática”Leia mais aqui.

7. Eleição de Bolsonaro seria “regressão terrível”, diz Piketty
A democracia no Brasil está em risco, disse Thomas Piketty, economista francês e autor do livro “O Capital no século XXI”, em análise publicada no site do jornal Le Monde. Militar, homofóbico e machista, o candidato também é contrário a políticas sociais e não gosta de pobres, lembrou o economista, citando seu programa de governo. Para ele, Bolsonaro “surfa na nostalgia da ordem do homem branco, em um país onde os brancos não são mais maioria”. Segundo ele, diante das condições “duvidosas” da destituição da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e do impedimento da candidatura de Lula, em 2018, a eleição no Brasil pode deixar “traços terríveis”. Em sua análise, Piketty também citou pontos positivos do governo do PT, como o aumento do salário mínimo, a criação do Bolsa Família e a retomada da economia acompanhada da queda da pobreza. Citou ainda a implantação de mecanismos de acesso preferenciais às universidades para as classes populares e para os negros. Leia mais aqui.

A análise de Piketty foi reforçada por um recado grave que veio no sábado (13/10), da Alemanha, país com mais investimentos de multinacionais no Brasil, como a Volkswagen, Mercedes e Siemens. Segundo a presidente do Grupo Parlamentar Teuto-Brasileiro, Yasmin Fahimi, uma possível eleição do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) pode impedir uma retomada da parceria estratégica. “O Brasil está à beira de uma grande ruptura. Ficamos chocados como o fato de que, com Jair Bolsonaro, uma pessoa que tornou socialmente aceitável um discurso de ódio tenha chegado à liderança. Isso nos enche de preocupação sobre o futuro do Brasil”, afirmou a deputada.

8Braço-direito de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni admite ter recebido dinheiro de caixa dois da JBS
Anunciado pelo candidato Jair Bolsonaro como seu ministro da Casa Civil, caso seja eleito, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) admitiu, no ano passado, ter recebido recursos via caixa 2 da empresa JBS. Relator do projeto das “10 Medidas contra a Corrupção” na Câmara, o parlamentar admitiu que R$ 100 mil doados pela companhia não foram declarados. Lorenzoni revelou que o valor foi recebido através de um intermediário, o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Carne Bovina (ABIEC), Antônio Jorge Camardelli. Relembre o caso aqui.

9. Marun declara voto em Bolsonaro por afinidade com governo Temer
Um dos maiores defensores do governo Temer, o ministro da Secretaria de Governo, responsável pela articulação política, Carlos Marun (MDB), declarou, na segunda-feira (15/10) que votará no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno porque vê semelhanças entre as propostas de Bolsonaro e medidas do governo atual. “Nesse momento, repito, vejo mais afinidade dos meus pensamentos em relação à pauta do Bolsonaro do que à pauta do Haddad. […] É uma agenda mais liberalista, uma agenda que defende privatizações, é a verdade. Essa é a verdade. É uma agenda que defende a reforma trabalhista. Tem vários aspectos de sinergia conosco, com relação ao que é pleiteado pelo governo [Temer]”, declarou. Leia mais aqui.

10. ONU condena violência bolsonarista nas eleições
A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou, na sexta-feira (12/10), profunda preocupação com o clima de violência nas eleições brasileiras e cobrou que líderes políticos nacionais condenem, explicitamente, tais atos. A declaração foi feita em Genebra pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, que deixou claro que a situação brasileira tem sido considerada “delicada” por parte do organismo internacional e pediu investigações imparciais sobre os crimes registrados. Outro comunicado, divulgado também nesta sexta, veio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, que reforçou a preocupação internacional diante da tensão no Brasil. A comissão “condena atos de violência no contexto eleitoral no Brasil e expressa preocupação com a incidência desproporcional em mulheres e população LGBTI”. O órgão fez um “chamado para estimular um debate de ideias pacífico e democrático”Leia mais aqui.

Escola Nacional de Formação do PT

Resistência Lula Livre

Brasil diz sim ao futuro, com Haddad no segundo turno

Haddad chega ao 2º turno e o Brasil diz sim ao futuro

Fernando Haddad está no segundo turno! A confirmação do embate já esperado entre o ex-prefeito de São Paulo e o candidato do PSL foi recebida com gritos e muita festa no local onde estava o candidato do PT, em um hotel em São Paulo.

Sob forte aplauso, Haddad agradeceu o esforço do PT, do ex-presidente Lula e dos demais partidos da coligação (PCdoB e PROS). “Quero dizer que me sinto desafiado pelos resultados, a oportunidade do segundo turno é uma chance inestimável que o povo nos deu”, disse.

Ele também reforçou o compromisso do PT com um projeto democrático e popular, numa convocação ao campo progressista do país. “Queremos unir os democratas, as pessoas que têm atenção aos mais pobres. Vamos fazer um governo que una o país, há muita coisa em jogo”.

O candidato do PT disse ainda que já está em contato com Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e o pedetista Ciro Gomes, discutindo apoio daqui em diante. A manifestação de Ciro contrária ao candidato do PSL, anunciada logo após o resultado oficial do primeiro turno, foi recebida com entusiasmo.

Em carta ao povo brasileiro, Haddad agradeceu pela coragem, carinho e confiança e ressaltou que não se pode, neste momento, deixar-se intimidar pela campanha mentirosa e covarde da oposição:

Vocês, mais do que ninguém, sabem que o nosso caminho nunca foi fácil. Condenaram e prenderam injustamente o nosso presidente Lula. Eles fazem de tudo para impedir que a nossa mensagem chegue às pessoas. A campanha deles é feita basicamente de mentiras, todas urdidas no submundo, porque eles não têm coragem de enfrentar o debate democrático que se faz à luz do dia. Eles têm a força como ideia, nós temos nossas ideias como força.

Mas não se intimidem nem caiam em provocações. Não importa o que eles façam, a gente jamais vai esmorecer, porque sabemos que não estamos sozinhos. A nossa luta não é por nós mesmos, mas pelos milhões que os nossos governos resgataram da miséria, garantiram direitos, oportunidade e trataram com o respeito de cidadãos.

Leia a carta de Haddad na íntegra aqui.

O ex-presidente Lula também enviou uma carta a todos os brasileiros e brasileiras, reforçando a necessidade de enfrentar as mentiras da oposição e lutar para que a verdade prevaleça. “Não acreditem em mentiras. A cada eleição, nossos adversários inventam um monte de mentiras contra nós. Puxem pela memória, lembrem-se de como foram os meus oito anos de governo. Todas as mentiras que eles hoje contam contra o meu candidato, Fernando Haddad, eles já contaram contra o Lula. E nada de ruim que eles diziam que ia acontecer aconteceu. Muito pelo contrário. Governei para todos os brasileiros e brasileiras, olhando com mais atenção para quem mais precisava. A religião foi respeitada. A dignidade humana foi respeitada. A família foi mais do que respeitada: ela foi reforçada e cuidada com especial carinho pelo meu governo”, destacou Lula, que completou: “Por isso eu peço mais uma vez: não acreditem nas mentiras que nossos adversários de novo inventam contra nós. Eles semeiam o ódio e espalham mentiras, boatos e fake news pelo WathsApp. Foram as mentiras contadas pela Globo e pelo juiz Sérgio Moro que me levaram à prisão, sem nenhuma prova de qualquer crime cometido, que me tiraram desta eleição, que me impedem de falar ao povo brasileiro, que me impedem até de votar. A esperança já venceu o medo, o amor já venceu o ódio, e a verdade, mais uma vez, vai vencer a mentira. A verdade agora é Haddad. Por isso eu peço a cada um e a cada uma de vocês: vote 13, para sua família ser feliz de novo”.

Confira outros destaques

1. PT conta novamente com a maior bancada na Câmara dos Deputados
Com 56 deputados e deputadas, o Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger novamente a maior bancada da Câmara dos Deputados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), computados até as 23h40 de domingo (07/10). Desse total, 42 já fazem parte da atual bancada e foram reeleitos. Outros 14 conseguiram uma vaga na Câmara pela primeira vez. Confira aqui os nomes dos deputados e deputadas eleitos em cada Estado.

2. PT elege 3 governadores e 4 senadores nas Eleições de 2018
O PT reelegeu três governadores no Nordeste nas eleições deste domingo (07/10). Camilo Santana foi reeleito ao governo do Ceará, Wellington Dias no Piauí e Rui Costa na Bahia. Fátima Bezerra disputará o segundo turno no Rio Grande do Norte no dia 28 de outubro. O PT também elegeu quatro senadores em quatro estados. No Rio Grande do Sul, Paulo Paim foi reeleito senador com 1,8 milhão votos, um total de 17,7%. O ex-governador da Bahia Jaques Wagner venceu a disputa, com 35% dos votos, cerca de 3,7 milhões e representará o estado no Senado Federal. Humberto Costa foi reeleito por Pernambuco. O petista teve 25,7% dos votos um total de 1,6 milhão. O atual deputado federal Rogério Carvalho Santos teve 298 mil votos 16,4% e garantiu uma das vagas do Sergipe para o Senado Federal. Leia mais aqui.

3. Maior desafio do segundo turno será combater notícias falsas
Passado o primeiro turno, agora o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, enfrenta o capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSL), que representa a extrema-direita. A campanha de Bolsonaro usou, ao longo do primeiro turno, como arma, uma avalanche de mentiras para desqualificar os adversários. Agora, no caminho do segundo turno, não deve ser diferente, o que preocupa o economista Márcio Pochmann. “O método das eleições é do século passado. A candidatura do Bolsonaro prova. A Justiça eleitoral é do século passado. Ela não está apta para monitorar e coibir o que aconteceu de estranho no processo. O uso de internet para passar notícias falsas. Precisamos de uma reflexão profunda de que sociedade é essa. Precisamos rever as instituições que não dão mais conta dessa fase em que estamos”, argumentou. Uma das maiores lutas dos democratas neste segundo turno será tentar reverter esse cenário de disseminação de mentiras via redes sociais. Leia mais aqui.

4. Imprensa internacional mostra preocupação com resultado das eleições no Brasil
O resultado do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil foi destaque na imprensa internacional. O site do jornal britânico The Guardian destacou o resultado do pleito, que levou o candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) e o petista Fernando Haddad ao segundo turno, com avaliações de especialistas de que as próximas semanas intensificarão a polarização do país. A notícia também estampou a primeira página do periódico argentino Clarín, em matéria que afirma que “o processo eleitoral foi marcado por um intenso descontentamento com a classe governante depois de anos de turbulência política e econômica”. A edição espanhola do El País repercutiu o desempenho do candidato do PSL e o caracterizou como “um político autoritário, racista, machista, homofóbico, um adorador da ditadura que afundou o Brasil em uma de suas épocas mais sombrias durante 20 anos”. Já o site do jornal estadunidense The Washington Post qualificou a campanha presidencial como “populista e polarizante”, lembrando as semelhanças entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o capitão reformado brasileiro. Na capa do periódico alemão Deutsche Welle, uma matéria descreve o sentimento de “desconfiança e revolta” dos eleitores que foram às urnas e a imensa diferença entre os dois projetos que estão agora em disputa. O site da BBC, do Reino Unido, deu destaque em sua página principal para as eleições no Brasil. Leia mais aqui.

Escola Nacional de Formação do PT

Haddad chega ao 2º turno e o Brasil diz sim ao futuro

Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada

Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada

Você se pergunta como um candidato com tão poucas qualidades e com tantos defeitos pode conseguir o apoio quase que incondicional de grande parte da população?

Você já tentou argumentar racionalmente com os eleitores deles, mas parece que eles estão absolutamente decididos e te tratam imediatamente como inimigo no mais leve aceno de contrariedade?

Até sua tia, que sempre foi fofa com você, agora ataca seus posts sobre política no Facebook?

Pois bem, vou contar uma história.

O principal nome dessa história é um sujeito chamado Steve Bannon. Bannon tinha uma visão de extrema direita nacionalista. Ele tinha um site no qual expressava seus pontos de vista que flertavam com o machismo, com a homofobia, com a xenofobia, etc. Porém, o site tinha pouca visibilidade e seu sonho era que suas ideias se espalhassem com mais força no mundo.

Para isso, Bannon contratou uma empresa chamada Cambridge Analytica. Essa empresa conseguiu dados do Facebook de milhões de contas de perfis por todo mundo. Todo tipo de dado acumulado pelo Facebook: curtidas, comentários, mensagens privadas. De posse desses dados e utilizando algoritmos, essa empresa poderia traçar perfis psicológicos detalhados dos indivíduos.

Tais perfis seriam então utilizados para verificar quais indivíduos estariam mais predispostos a receber as mensagens: aqueles com disposição de acreditar em teorias conspiratórias sobre o governo, por exemplo, ou que apresentavam algum sentimento de contrariedade difuso ao cenário político atual.

A estratégia seria fazer com que esse indivíduo suscetível a essas mensagens mudasse seu comportamento, se radicalizasse. Como as pessoas passaram a receber as notícias e a perceber o mundo principalmente através das redes sociais, não é difícil manipular essas informações. Se você pode controlar as informações a que uma pessoa tem acesso, você pode controlar a maneira com que ela percebe o mundo e, com isso, pode influenciar a maneira como se comporta e age.

Posts no Facebook podem te fazer mais feliz ou triste, com raiva ou com medo. E os algoritmos sabem identificar as mudanças no seu comportamento pela análise dos padrões das suas postagens, curtidas, comentários.

Assim, indivíduos com perfis de direita e seu tradicional discurso “não gosto de impostos” foram radicalizados para perfis paranoicos em relação ao governo e a determinados grupos sociais. A manipulação poderia ser feita, por exemplo, através do medo: “o governo quer tirar suas armas”. Esse tipo de mensagem estimula um sentimento de impotência e de não ser capaz de se defender. Estimula também um sentimento de “somos nós contra eles”, o que fecha a pessoa para argumentos racionais.

Sites e blogs foram fabricados com notícias falsas para bombardear diretamente as pessoas influenciáveis a esse tipo de mensagem. Além disso, foi explorado também um sentimento anti-establishment, anti-mídia tradicional e anti “tudo isso que está aí”. Quando as pessoas recebiam várias notícias de forma direta, e não viam essas notícias repercutirem na grande mídia, chegavam à conclusão de que a grande mídia mente e esconde a verdade que eles tem.

Se antes a mídia tradicional podia manipular a população, a manipulação teria que ser feita abertamente, aos olhos de todos. Agora, todos temos telas privadas que nos mandam mensagens diretamente. Ninguém sabe que tipo de informação a pessoa do lado está recebendo ou quais mensagens estão construindo sua percepção de realidade.

Com esse poder nas mãos, Bannon conseguiu popularizar a alt right (movimento de extrema direita americana) entre os jovens, que resultou nos protestos “unite de right” no ano passado em Charlottesville, Virgínia que tiveram a participação de supremacistas brancos. Bannon trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump e foi estrategista de seu governo. A Cambridge Analytica trabalhou também no referendo do Brexit, que foi vencido principalmente por argumentos originados de fake news.

Quando a manipulação veio à tona, Mark Zuckerberg foi chamado ao senado americano para depor. Pra quem entendeu o que houve, ficou claro que a democracia da nação mais importante do mundo havia sido hackeada. Mas os congressistas pouco entendimento tinham de mídia social; e quem estaria disposto a admitir que a democracia pode ser hackeada através da manipulação dos indivíduos?

Zuckerberg estava apenas pensando em estabelecer um modelo de negócios lucrativo com a venda de anúncios direcionados. A coleta de dados e a avaliação de perfil psicológico das pessoas tinham a intenção “inocente” de fazer as pessoas clicarem em anúncios pagos. Era apenas um modelo de negócios. Mas esse mesmo instrumento pode ser usado com finalidade política.

Ele se deu conta disso e sabia que as eleições brasileiras podiam estar em risco também. Somos uma das maiores democracias do mundo. O Facebook tomou medidas ativas para evitar que as campanhas de desinformação e manipulações ocorressem em sua rede social. Muitas contas fake e páginas que compartilhavam informações falsas foram retiradas do Facebook no período que antecede as eleições.

Mas não contavam com a capilarização e a popularização dos grupos de Whatsapp. Whatsapp é um aplicativo de mensagens diretas entre indivíduos; por isso, não pode ser monitorado externamente. Não há como regular as fake news, portanto, fazer um perfil fake no Whatsapp também é bem mais fácil que em outras redes sociais e mais difícil de ser detectado.

Lembram do Steve Bannon, que sonhou com o retorno de uma extrema direita nacionalista forte mundialmente? Que tinha ideias que são classificadas como anti minorias, racistas e homofóbicas? E que usou um sentimento difuso anti “tudo que está aí”, e um medo de os homens se sentirem indefesos para conquistar adeptos?

Pois bem, ele se encontrou em agosto com Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro disse que o Bannon apoiaria a campanha do seu pai com suporte e “dicas de internet”, essas coisas. Bannon é agora um “consultor eventual” da campanha. Era o candidato ideal pra ele, por compartilhava suas ideias, no cenário ideal: um país passando por uma grave crise econômica com a população desiludida com a sua classe política.

Logo depois de manifestações de mulheres nas ruas de todo o Brasil e do mundo contra Bolsonaro, o apoio do candidato subiu, entre o público feminino, de 18 para 24 por cento. Um aumento de 6 pontos depois de grande parte das mulheres se unir para demonstrar sua insatisfação com o candidato.

Isso acontece porque, de um lado, a grande mídia simplesmente ignorou as manifestações e, por outro, houve um ataque preciso às manifestações através dos grupos de Whatsapp pró-Bolsonaro. Vídeos foram editados com cenas de outras manifestações, com mulheres mostrando os seios ou quebrando imagens sacras, mas utilizadas dessa vez para desmoralizar o movimento #elenão entre as mais conservadoras.

Além disso, Eduardo Bolsonaro veio a público logo após a manifestação e declarou: “As mulheres de direita são mais bonitas que as de esquerda. Elas não mostram os peitos e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”. Essa declaração pode parece pueril ou simplesmente estúpida mas é feita sob medida para estimular um sentimento de repulsa para com o “outro lado”.

Isso não é nenhuma novidade. A máquina de propaganda do nazismo alemão associava os judeus a ratos. O discurso era que os judeus estavam infestando as cidades alemãs como os ratos. Esse é um discurso que associa o sentimento de repulsa e nojo a uma determinada população, o que faz com que o indivíduo queira se identificar com o lado “limpo” da história. Daí os 6 por cento das mulheres que passaram a se identificar com o Bolsonaro.

Agora é possível compreender porque é tão difícil usar argumentos racionais para dialogar com um eleitor do Bolsonaro? Agora você se dá conta do nível de manipulação emocional a que seus amigos e familiares estão expostos? Então a pergunta é: “o que fazer?”

Não adiante confrontá-los e acusá-los de massa de manobra. Isso só vai fazer com que eles se fechem e classifiquem você como um inimigo “do outro lado”. Ser chamado de manipulado pode ser interpretado como ser chamado de burro, o que só vai gerar uma troca de insultos improdutiva.

Tenha empatia. Essas pessoas não são tolas ou malvadas; elas estão tendo suas emoções manipuladas e estão submetidas a uma percepção da realidade bastante diferente da sua.

Tente trazê-las aos poucos para a razão. Não ofereça seus argumentos racionais logo de cara, eles não vão funcionar com essas pessoas. A única maneira de mudar seu pensamento é fazer com que tais pessoas percebam sozinhas que não há argumentos que fundamentem suas crenças e as notícias veiculadas de maneira falsa.

Isso só pode ser feito com uma grande dose de paciência e de escuta. Peça para que a pessoa defenda racionalmente suas decisões políticas. Esteja aberto para ouvi-la, mas continue sempre perguntando mais e mais, até ela perceber que chegou num ponto em que não tem argumentos para responder.

Pergunte, por exemplo: “Por que você decidiu por esse candidato? Por que você acha que ele vai mudar as coisas? Você acha que ele está preparado? Você conhece as propostas dele? Conhece o histórico dele como político? Quais realizações ele fez antes que você aprova?”

Em muitos casos, a pessoa tentará mudar o discurso para falar mal de um outro partido ou do movimento feminista. Tal estratégia é esperada porque eles foram programados para achar que isso representa “o outro lado”, os inimigos a combater.

Nesse caso, o caminho continua o mesmo: tentar trazer a pessoa para sua própria razão: “Por que você acha que esse partido é tão ruim assim? Sua vida melhorou ou piorou quando esse partido estava no poder? Como você conhece o movimento feminista? Você já participou de alguma reunião feminista ou conhece alguém envolvido nessa luta?”

Se perceber que a pessoa não está pronta para debater, simplesmente retire-se da discussão. Não agrida ou nem ofenda, comportamento que radicalizaria o pensamento de “somos nós contra eles”. Tenha em mente que os discursos que essa pessoa acredita foram incutidos nela de maneira que houvesse uma verdadeira identificação emocional, se tornando uma espécie de segunda identidade. Não é de uma hora pra outra que se muda algo assim.

Duas das mais importantes democracias do mundo já foram hackeadas utilizando tais técnicas de manipulação. O alvo atual é o nosso país, com uma das mais importantes democracias do mundo. Não vamos deixar que essas forças nos joguem uns contra os outros, rasgando nosso tecido social de uma maneira irrecuperável.

P.S.: Por favor, pesquise extensamente sobre todo e qualquer assunto que expus aqui, e sobre o qual você esteja em dúvida. Não sou de nenhum partido. Sou filósofo e, como filósofo, me interesso pela verdade, pela ética e pelo verdadeiro debate de ideias.

Artigo recebido e compartilhado via WhatsApp e desconheço a autoria.

O voto evangélico

O voto evangélico

Houve um assanhamento sobre a possibilidade de uma migração massiva do voto dos evangélicos ao Bolsonaro, pelo suposto apoio de caciques de igrejas no início desta semana pela mídia. Reforçada por uma campanha de #FakeNews, utilizando-se em caixa alta, a perversão, o preconceito e a mentira.

Alguns exemplos, mamadeiras em formato de pênis, definição de sexo em registro após uma certa idade, além de confisco humano pelo estado, turbinadas aos ventos nas redes sociais, atitude que na verdade disfarça os verdadeiros desejos que possui ou a intenção, falando da perversão. Mas esquecem de um detalhe, não será pela moral, o subjetivo, que uma significativa parte da base evangélica destinará o seu voto a #EleNão.

O discurso moral influencia a religião, claro, mas não na proporção estatística que é alardeada. Digo isso porque a parcela significativa dos membros das chamadas igrejas evangélicas e de massa, são mulheres, de periferia, mães e trabalhadoras que, até bem pouco tempo, a única boa nova do evangelho que ouvia era a palavra: submissão. Mas não é mais assim. Muitas delas, foram empoderadas pelos programas sociais, administram recursos, educaram filhos e filhas, compraram casas, viajaram de férias, adquiriam direitos trabalhistas etc.

O voto será, em parte, destinado a essa memória objetiva, principalmente, com o retrocesso, ou seja, a perda dos direitos e a ameaça de voltar ao mundo da total dependência. Apesar do apóstolo, bispo, pastor, missionário, tentar convencer ao contrário, esquece de quem sabe dos problemas, guarda os segredos dos filho(as), administra os conflitos, os recursos, preocupa-se com o futuro da família, na maioria das vezes, não são eles, são elas. Imagino que, na hora da desobediência silenciosa dessas mulheres, a oração íntima será, segundo a bíblia: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At. 5:29).

Isso não é para gerar conforto nem comodidade. É o voto a ser consolidado, com clareza,discernimento, diálogo e consciência nesta reta final da campanha eleitoral.

Companheiro Luis Sabanay, 52 anos, Teólogo e Pastor Presbiteriano.