Eles repetem Bush em Nova Orleans

Obana é o novo Bush

Há oito anos, no dia 26 de agosto de 2005, o furacão Katrina chegou aos EUA. No dia 29 atingiria Nova Orleans. Desencadearia uma espiral de devastação que associou desabamentos, inundações, afogamento, fome, sede e saques. Pretos, pobres, velhos e crianças foram as principais vítimas do desastre que custou 1.800 vidas. O governo Bush demorou quatro dias para reagir. Uma semana após o ciclone, áreas continuavam isoladas; populações desassistidas. A popularidade do republicano  vergou sob o peso dos mortos. Não era uma guerra, não cabiam desculpas patrióticas. Novas Orleans deixou patente a inadequação social de um governo que se evocava um anexo dos mercados. Em meio ao desespero, Fidel Castro  ofereceu ajuda.  Cuba se propôs  a colocar 1.600 médicos experimentados em catástrofes para atuar em Nova Orleans. ‘Em 48 horas’, prontificou-se o governo cubano. Bush ignorou. Fidel insistiu. Cuba providenciaria  todo o equipamento necessário e 36 toneladas de medicamentos. Silêncio. Há um ciclone de abandono e isolamento médico cujo vórtice atinge cerca de 3500 municípios brasileiros. A  exemplo de Bush, o conservadorismo local prefere ver a pobreza morrer doente a ter um médico cubano prestando assistência emergencial nas áreas mais  carentes do país. Se dependesse dos gásparis, elianes, tucanos e assemelhados o Katrina da carência médica continuaria a devastar o Brasil miserável, enquanto eles pontificam elevadas razões humanistas para recusar a ajuda emergencial de Cuba. (LEIA  MAIS AQUI. Leia também dois textos do dossiê ‘Cuba’, do Instituto de Estudos Avançados da USP:  um oportuno panorama dos avanços da medicina na ilha; e os desafios de atualização do projeto socialista cubano)

O texto foi extraído da newslatter do Carta Maior recebido diariamente em meu e-mail.

 

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Campanha da Hope mostra como unir “esquerda” e “direita”

Hope brinca com divisão política entre esquerda e direita em anúncios (Bush e Chavez)Hope brinca com divisão política entre esquerda e direita em anúncios (Margaret Thatcher e Che Guevara)Hope brinca com divisão política entre esquerda e direita em anúncios (Ronald Reagan e Fidel Castro)

A marca de roupa íntima Hope criou uma propaganda inusitada para promover o modelo de de sutiãs “Super Push Up”.

Ela colocou caricaturas de grandes figuras políticas, ideologicamente opostas, para mostrar que consegue unir a “esquerda” e a “direita”. Sob o slogan “Right and Left Together”, a marca coloca Margaret Tatcher e Che Guevara, Ronald Reagan e Fidel Castro e George Bush e Hugo Chávez dentro dos decotes das modelos.

 

Movimentos pela Alba reforçam compromisso com integração popular e anti-imperialismo

Movimentos pela Alba reforçam compromisso com integração popular e anti-imperialismo

A 1ª Assembleia Continental dos Movimentos Sociais da Aliança Bolivariana das Américas (ALBA) reuniu mais de 200 delegados e delegadas de 22 países de diversos movimentos sociais da América Latina, entre os dias 16 a 20 de maio.

A atividade, realizada na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), em Guararema (SP), fortaleceu a iniciativas de integração dos povos e organizações do continente por meio de lutas em comum, com a finalidade de concretizar um projeto de articulação continental.

“A ALBA é um projeto essencialmente político, anti-neoliberal e anti-imperialista, fundamentado nos princípios da cooperação, da complementaridade e da solidariedade, que busca acumular forças populares e institucionais por um novo ciclo de independência latino-americana, dos povos e para os povos, por uma integração popular, pela vida, pela justiça, pela paz, pela soberania, pela identidade, pela igualdade, pela libertação da América Latina, por uma autêntica emancipação que tenha em seu horizonte o socialismo indo-afro-americano”, diz declaração final da assembleia.

Os movimentos sociais manifestaram preocupação com a ofensiva dos Estados Unidos sobre o continente. “O Império segue mobilizando-se contra a reorganização das forças popular e o surgimento de novos projetos autônomos de integração da Pátria Grande. Logo que surgiram as primeiras rebeliões antineoliberais, os EUA começaram a reorientar sua política exterior visando recuperar sua hegemonia sobre o processo continental em várias dimensões: econômica, militar, normativa, cultural, midiática, política e territorial”, denuncia carta das organizações latino-americanas.

Abaixo, confira a declaração final da 1ª Assembleia Continental dos Movimentos Sociais pela ALBA, que levou o nome de um dos tantos revolucionárias da América Latina, Hugo Chávez Frías.

Declaração da 1ª Assembleia Continental dos Movimentos Sociais pela ALBA

De 16 a 20 de maio, na Escola Nacional Florestan Fernandes, cidade de Guararema, estado de São Paulo, Brasil; nos encontramos mais de 200 delegadas e delegados de movimentos de mulheres, camponeses, urbanos, indígenas, estudantes, jovens, sindicatos e organizações agroecológicas de 22 países, para constituir a I Assembleia Continental dos Movimentos Sociais pela ALBA.

Chegamos aqui como parte de um processo histórico que nos fez encontrar em fóruns, campanhas, redes internacionais, instâncias setoriais e diversas lutas dentro de cada um de nossos países, carregando as mesmas bandeiras de luta e os mesmos sonhos por uma verdadeira transformação social.

Vivemos uma nova época em Nossa América, que se expressou nos últimos anos através de diversas mobilizações e rebeliões popular, a busca pela superação do neoliberalismo e a construção de uma sociedade alternativa que seja justa e inclusiva, porque já é possível e necessária.

A derrota da ALCA em 2005, evidenciou a resistência dos movimentos sociais e uma nova configuração geopolítica continental, caracterizada pelo surgimento de governos populares que se atrevem a enfrentar o Império. A aposta máxima neste sentido, lançada em 2004 por Fidel Castro e Hugo Chávez, é o que hoje se chama Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA).

A ALBA é um projeto essencialmente político, anti-neoliberal e anti-imperialista, fundamentado nos princípios da cooperação, da complementaridade e da solidariedade, que busca acumular forças populares e institucionais por um novo ciclo de independência latino-americana, dos povos e para os povos, por uma integração popular, pela vida, pela justiça, pela paz, pela soberania, pela identidade, pela igualdade, pela libertação da América Latina, por uma autêntica emancipação que tenha em seu horizonte o socialismo indo-afro-americano.

Entretanto, o Império segue mobilizando-se contra a reorganização das forças popular e o surgimento de novos projetos autônomos de integração da Pátria Grande. Logo que surgiram as primeiras rebeliões antineoliberais, os EUA começaram a reorientar sua política exterior visando recuperar sua hegemonia sobre o processo continental em várias dimensões: econômica, militar, normativa, cultural, midiática, política e territorial.

O surgimento da crise capitalista no seio de Wall Street em 2008 reforçou estes planos. Desde esse momento visibilizamos uma contraofensiva imperialista ainda maior no continente, que se expressa no aumento da presença transnacional nos territórios, o saqueio de nossos bens naturais e a privatização dos direitos sociais; a militarização do continente, a criminalização e repressão da luta popular; a intervenção estadunidense nos golpes de Estado em Honduras e Paraguai; a permanente desestabilização de governos progressistas latinoamericanos; o intento de recuperar influência política e econômica através de iniciativas como a Aliança do pacífico e outros acordos internacionais.

Neste contexto marcado pela ofensiva imperialista, por um lado, mas também pela abertura de novas possibilidades com o horizonte que nos aponta o projeto lançado pelos governos da ALBA, se faz mais necessário que nunca a Articulação dos Movimentos Sociais do continente. Temos que assumir o desafio histórico de articular as resistências e passar à ofensiva com um pensamento original e novas propostas de modelos civilizatórios, que recuperem as melhores tradições de nossos povos.

Ratificamos os princípios, diretrizes e objetivos de nossa primeira carta dos Movimentos Sociais das Américas, de construir a integração continental dos movimentos sociais desde abaixo e à esquerda, impulsionando a ALBA e a solidariedade dos povos, frente ao projeto do imperialismo.

Afirmamos nosso compromisso de contribuir ao projeto de integração latino-americano, seguir as batalhas anticoloniais, anticapitalistas, antiimperialistas e antipatriarcais, sob os princípios de solidariedade permanente e ativa entre os povos, através de ações concretas contra todas as formas de poder que oprimem e dominam.

Reafirmamos nossa aposta por conquistar a autodeterminação dos povos, a soberania popular em todos os níveis: territorial, alimentar, energética, econômica, política, cultural e social.

Defenderemos a soberania dos povos em decidir sobre seus territórios, os bens naturais e nos comprometemos a defender os direitos da Mãe Terra.

Os movimentos sociais de Nossa América chamamos a:

  • Promover a unidade e integração regional baseada em um modelo de vida alternativo, sustentável e solidário, onde os modos de produção e reprodução estejam aos serviço dos povos;
  • Relançar a luta de massas e a luta de classes, a nível nacional, regional e continental, que nos permita frear e desmantelar programas e projetos do capitalismo neoliberal.
  • Tecer redes e coordenações efetivas de comunicação popular, que nos permitam enfrentar a batalha de ideias e frear a manipulação da informação pelas corporações e os meios de comunicação.
  • Aprofundar nossos processos de formação política e ideológica para fortalecer nossas organizações, assim como avançar em processos de unidade conscientes e consequentes com as transformações necessárias.

Assim,

  • Manifestamos nosso apoio e solidariedade ao povo da Colômbia neste momento crucial do processo de diálogo e negociação para alcançar a assinatura de um acordo de paz com justiça social, que verdadeiramente resolvam as causas que deram origem ao conflito armado. Estamos atentos ao desenvolvimento deste processo, dispostos a colaborar e acompanhar da maneira que o povo colombiano necessite.
  • Manifestamos nosso apoio ao Governo Bolivariano da Venezuela, encabeçado pelo Companheiro Presidente Nicolás Maduro, expressão inequívoca da vontade popular do povo venezuelano refletida nas urnas no 14 de abril passado, diante das contínuas tentativas de desestabilização por parte da direita que buscar desconhecer a decisão soberana do povo e conduzir o país à uma crise política, institucional e econômica.

Esta Articulação Continental dos Movimentos Sociais pela ALBA é parte de um processo emancipador que desde a Revolução Haitiana até nossos dias, busca construir uma sociedade mais justa e profundamente humana. Nosso compromisso é continuar o legado de milhões de revolucionárias e revolucionários como Bolívar, San Martín, Dolores Cacuango, Toussaint L’Overture, José María Morelos, Francisco Morazán, Bartolina Sisa e tantos outros que de maneira solidária e desprendida entregaram suas vidas por estes ideais.

Reafirmando nossa história, nossa Assembleia leva o nome de um deles, de nosso Comandante Hugo Chávez, a quem honramos retomando suas bandeiras de luta pela unidade e a irmandade entre todos os povos desta Patria Grande, livre e soberana.

A unidade e integração de Nossa América está
em nosso horizonte e é nosso caminho!

ACESSE WWW.MST.ORG.BR

 

O relato de uma brasileira que mora em Cuba

O relato de uma brasileira que mora em Cuba

Saiu na página do Socialismo da Depressão no facebook! Se informem com A VERDADE e não com as imensas manipulações que estão rodando na rede.

Antes que digam qualquer coisa referente ao povo cubano, sobre a ausência na comunicação e internet, Cuba tem acesso sim, só que o acesso é bem mais caro do que para nós. Os debates pelos fóruns vimos que que há muitos cubanos em redes sociais e até sites de notícia de lá muito bem feitos. Cuba sofre com um embargo econômico, não se esqueçam. O aprimoramento de tecnologias não funciona como aqui. Além do mais, ou no começo desse ano ou no final do ano passado, Cuba começou a operar com o auxílio de cabos de fibra óptica vindos da Venezuela. Cuba conta com grande auxílio dos países latinos pra vencer esse embargo, mas as coisas não funcionam de um dia pra noite.

Acho bem legal a Tainá colocar um ponto de vista oposto – é assim que se constrói o debate e se chega mais perto da verdade. No entanto, meu questionamento está ligado não à organização teórica (e talvez até constitucional!) do sistema político cubano, e sim do seu funcionamento na prática. Ainda que exista, pelo menos recentemente, um sistema honesto e competitivo nas eleições cubanas, a eleição de Raul é algo, sem dúvida, polêmico – a manutenção do controle executivo do país pela família Castro é algo preocupante, já que indica ou uma atitude muito forte da população a favor da manutenção das políticas de Fidel, ou uma manipulação através de um sistema que se diz competitivo mas não o é de fato (lembremos da falsa oposição entre ARENA e MDB durante o regime militar). De qualquer forma, ainda acho que o assunto requer mais conhecimento do que o simples relato no blog, ou das alegações de uma blogueira.

Quem questiona se é verdade o que a Tainá fala ou se é verdade o que a Yoani Sánchez é porque Yoani normalmente sai papagueando o que ela diz, o que garantimos que é verdade é que não é a primeira vez que ouço isso de um brasileiro que mora em Cuba, além do mais, eles não se conhecem. Antes que digam qualquer coisa, eu queria sim morar em Cuba, se você não gostou, pague as passagens que eu irei de vez pra lá! Se você é contra ao sistema e quer viver sendo manipulado, viva seu mundo e respeite as opiniões divergentes. Eu sou socialista sim!

Cubanos comemoram aniversário de 54 anos de Revolução no país

No primeiro dia de 1959, Fidel Castro e suas tropas entraram em Santiago de Cuba e derrubaram Fulgencio Batista

No primeiro dia de 1959, Fidel Castro e suas tropas entraram em Santiago de Cuba e derrubaram Fulgencio Batista.

A população cubana iniciou o ano de 2013 com a comemoração dos 54 anos da Revolução no país, que retirou Fulgencio Batista do poder em 1959. À meia-noite local, como já é tradição no país, uma bandeira foi hasteada em Santiago de Cuba, cidade pela qual entraram no território Fidel Castro e suas tropas. Leia o especial do Opera Mundi sobre os 50 anos de bloqueio econômico a Cuba

De acordo com a Telesur, 160 municípios realizaram festividades pelo aniversário da Revolução Cubana. Outros eventos estão previstos para o dia 6 de janeiro.

Líderes de diversos países felicitaram o governo cubano nesta terça-feira (1/1). Entre eles estão Jamaica, Romênia, Suriname, Nicarágua, entre outros. O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que está em Havana acompanhando a recuperação de Hugo Chávez, também agradeceu a colaboração de Cuba com seu país.

“Em nome do comandante Hugo Chávez Frías e com o mais profundo amor de Simón Bolívar, quero destacar a nossa infinita gratidão pelo desprendimento, a entrega e a solidariedade que encarnam cotidianamente as Missões Cubanas na Venezuela”.

O filme Fidel é de Estela Bravo

Fidel Castro O filmeO filme Fidel é de Estela Bravo, considerada uma das melhores cineastas do momento atual. Mexicana, radicada em Cuba, Estela tem dado grande contribuição à divulgação da Revolução Cubana com seus filmes e documentários sobre o tema.

Muito bem recebido pela crítica e pelos conhecedores do cinema latino-americano, o filme aborda atividades de Fidel no período pré-revolucionário e destaca eventos da maior importância sobre o avanço dos revolucionários cubanos até sua entrada triunfal em Havana, em 1º de janeiro de 1959; e também enfoca vitórias e conquistas da Revolução Cubana.

A obra resgata a história da Revolução Cubana e aspectos da vida de Castro através de seu relato pessoal e depoimentos de personalidades como o Prêmio Nobel, jornalista e escritor Gabriel García Márquez, Sydney Pollack, Ted Turner e Muhammed Ali.

Imagens exclusivas dos arquivos do Estado cubano revelam momentos de intimidade de Fidel ao lado do amigo Nelson Mandela, ou comemorado o aniversário com os músicos do grupo Buena Vista Social Club.

O gênio de Chávez

Fidel Castro - La genialidad de Chávez

O presidente Chávez apresentou ao Parlamento o seu relatório sobre a actividade da Venezuela em 2011 eo programa a ser executado no ano em curso. Depois de cumprir rigorosamente as formalidades exigir que a atividade importante, falou na Assembleia das autoridades dos governos estaduais, parlamentares de todos os partidos e apoiadores e opositores que o país cumpre o seu ato mais solene.

O líder bolivariano foi gentil e respeitoso a todos aqui, como é seu costume. Se você perguntasse a qualquer uso da palavra para esclarecimentos, nós damos essa possibilidade. Quando um parlamento, que o saudou amavelmente Como outros adversários, pediu para falar, ele interrompeu seu relatório e deu a palavra, num gesto de grandes alturas políticos. Ele chamou minha atenção para a extrema dureza com que o presidente foi insultado com frases que testaram sua coragem e frieza. Isso era uma ofensa indiscutível, embora não tenha sido a intenção do Parlamento. Só ele foi capaz de reagir com calma para o rótulo de insultar “ladrão”, ela usou para julgar a conduta do presidente pelas leis e medidas tomadas.

Depois de se certificar do empregado exato prazo, respondeu ao pedido individual de uma discussão com uma frase elegante e tranquila “águia não caça moscas” e sem outra palavra, ele foi silenciosamente exposição.

Era uma prova insuperável de raciocínio rápido e auto-controle. Outra mulher da linhagem inquestionável palavras humildes, emocional e profunda exprimiu o seu espanto com o que viu e bateu o aplauso da grande maioria estava presente, que o barulho deles, parecia vir de todos os amigos e muitos dos adversários do presidente.

Mais de nove horas gastas em sua responsabilidade discurso de Chávez, sem diminuiro interesse despertado por suas palavras e, talvez devido ao incidente, foi ouvido por um número incontável de pessoas. Para mim, aproximei-me problemas muitas vezes difícil em longos discursos sempre fazendo todo esforço para transmitir as idéias que ele queria ser entendido, não consigo explicar como aquele soldado de origem humilde foi capaz de manter sua mente afiada e seu talento único como implantação oratória sem perder a sua voz ou diminuir sua força.

Política para mim é a batalha amplo e determinado de idéias. A publicidade é o trabalho dos publicitários, que podem ter as habilidades para fazer os ouvintes, telespectadores e leitores fazer o que lhes é dito. Se uma tal ciência, arte, ou como eles chamam, foram usados para o bem dos seres humanos, merecem algum respeito, merecem as mesmas pessoas que ensinam o hábito de pensar.

No cenário na Venezuela hoje é travada uma grande luta. Os inimigos internos e externos da revolução preferem o caos, como diz Chávez, antes de o país justo, ordeiro e pacífico. Usado para analisar os eventos para mais de meio século, e observar mais e mais evidências a conturbada história do nosso tempo e do comportamento humano, aprende-se quase prever o desenvolvimento futuro dos acontecimentos.

Promover uma profunda revolução não era fácil na Venezuela, um país de história gloriosa, mas imensamente rico em recursos de necessidade vital para as potências imperialistas que se debruçaram e ainda desenhar padrões do mundo.

Os líderes políticos no estilo de Romulo Betancourt e Andres Carlos Perez não tinha qualidades pessoais mínimos para tal tarefa. O primeiro foi também excessivamente vaidoso e hipócrita. Teve muitas oportunidades de aprender sobre a realidade venezuelana. Em sua juventude ele tinha sido um membro do Politburo do Partido Comunista da Costa Rica. Ele conhecia a história da América Latina eo papel do imperialismo, as taxas de pobreza e da pilhagem cruel dos recursos naturais do continente. Eu não podia ignorar que, em um país imensamente rico como a Venezuela, a maioria das pessoas viviam em extrema pobreza. Os materiais de cinema estão no arquivo e fornecer provas irrefutáveis de tais factos.

Como tantas vezes explicou Chávez, na Venezuela há mais de meio século foi o maior exportador de petróleo do mundo e europeu navios de guerra Yankees no início do século XX interveio para apoiar um governo ilegal e tirânico que deu ao país a monopólios estrangeiros . É bem conhecido que os fundos incontáveis veio a inchar a riqueza dos monopólios e da oligarquia venezuelana em si.

Eu só me lembro que, quando visitei pela primeira vez na Venezuela, depois do triunfo da revolução, para agradecer por sua simpatia e apoio à nossa luta, o petróleo era apenas dois dólares por barril.

Quando viajei depois de participar da inauguração de Chávez, no dia em que jurou sobre a “Constituição moribunda” holding caldeiras de óleo, no valor de US $ 7 por barril, apesar dos 40 anos desde a primeira visita e quase 30 de que a “digna” Richard Nixon havia declarado que o dinheiro do dólar já não existia e os Estados Unidos começaram a comprar o mundo de papel. Durante um século a nação estava a fornecer combustível barato para a economia do império e um exportador líquido de capitais para os países desenvolvidos e ricos.

Por que prevaleceu por mais de um século estas realidades desagradáveis?

Os oficiais das Forças Armadas da América Latina tiveram suas escolas privilegiadas em os EUA, onde os campeões olímpicos de democracia. Educados em classes especiais destinadas a preservar a ordem burguesa e do imperialismo Golpes eram bem-vindos, desde que eles tinham a intenção de “defender a democracia” tão repugnante para preservar a ordem e assegurar, em parceria com as oligarquias, se os eleitores sabia ou não ler e escrever, ou não habitação, emprego, serviços médicos e educação, não importa, contanto que o sagrado direito à propriedade foi mantida. Chávez disse que essas realidades com maestria. Ninguém chamou o que estava acontecendo em nossos países.

O que era pior, a sofisticação das armas, a complexidade da operação e uso de armamento moderno que exige anos de aprendizado e treinamento de especialistas altamente qualificados, o preço deles quase inacessível para as débeis economias dos continente, criou um mecanismo superior de subordinação e dependência. O governo dos EUA através de mecanismos que nem sequer consultam com os governos, estabelece normas e determina as políticas para os militares. Técnicas mais sofisticadas de tortura foram transmitidas às forças de segurança chamados de pedir às pessoas que se rebelaram contra o sistema imundo e repugnante da fome e da exploração.

Mesmo assim, não uns poucos funcionários honestos, alimentados por desavergonhada tantos, corajosamente tentou erradicar essa traição vergonhosa da história da nossa luta pela independência.

Na Argentina, Juan Domingo Perón, oficial do exército, foi capaz de projetar uma política independente e trabalhando em suas raízes nacionais. Um sangrento golpe militar derrubou ele, expulsou de seu país, e manteve no exílio 1955-1973. Anos mais tarde, sob a égide do Yankees invadiram volta ao poder, assassinados, torturados e desapareceram dezenas de milhares de argentinos, e não foram ainda capazes de defender o país na guerra colonial contra a Argentina, quando a Inglaterra foi realizado com cúmplices apoio dos EUA e Augusto Pinochet capanga, com sua coorte de fascistas oficiais treinados na Escola das Américas.

Em Santo Domingo, o coronel Francisco Caamaño Deno, no Peru, o general Velasco Alvarado, no Panamá, o general Omar Torrijos, e os capitães e oficiais de outros países que sacrificaram suas vidas de forma anônima, foram a antítese do comportamento traiçoeiro incorporado em Somoza, Trujillo, Stroessner ea tirania sangrenta do Uruguai, El Salvador e outro Central e América do Sul. Os pontos de vista militares revolucionários expressa teoricamente elaborado em detalhes, e ninguém tinha o direito de exigírselos porque eles não foram educados em estudiosos da política, mas os homens com um senso de honra que amava seu país.

No entanto, você tem que ver o quão longe eles irão nos caminhos dos homens de tendência revolução honestos, que rejeitam a injustiça eo crime.

A Venezuela é um exemplo brilhante de papel teórico e prático que os militares podem desempenhar na luta revolucionária pela independência de nossos povos, como fizeram há dois séculos, sob a liderança brilhante de Simon Bolívar.

Chávez, um militar venezuelano de origem humilde, irrompe na vida política da Venezuela, inspirado nas idéias do Libertador da América. Em Bolívar, fonte inesgotável de inspiração, Marti escreveu: “sublime com os soldados ganharam batalhas descalço e seminu […] nunca lutou muito, nem o melhor do mundo lutou por liberdade …”

“… Bolívar, ele disse que você pode falar para uma plataforma de montanha […] ou um grupo de povos livres na mão …”

“… O que ele deixou de fazer, está fazendo hoje, porque Bolívar ainda tem que fazer na América.”

Mais de meio século depois do famoso e premiado poeta Pablo Neruda escreveu um poema sobre Bolívar Chávez repetido freqüentemente. Na sua última estrofe lê:

Eu conheci uma manhã longa Bolívar,

em Madri, na foz do quinto regimento,

Pai, eu disse, ou não você é ou quem você é?

E olhando para a Sede da Montanha, disse:

Eu acordava a cada cem anos, quando o povo acordado.

Mas o líder bolivariano não está limitada ao desenvolvimento teórico. Sua concreto não vai esperar. Os países caribenhos de língua Inglês, para que os navios de cruzeiro modernos e luxuosos Yankees lutou com ele o direito de receber visitantes em seus hotéis, restaurantes e centros recreativos, muitas vezes de capital estrangeiro, mas pelo menos empregos criados, sempre bem-vinda para a Venezuela combustível fornecido por esse país com facilidades de pagamento especiais, quando o barril atingiu preços que às vezes ultrapassou os 100 dólares.

O pequeno Estado da Nicarágua, a terra de Sandino, “General de Homens Livres”, onde a Agência de Inteligência Central por Luis Posada Carriles, depois de ser resgatado de uma prisão venezuelana, organizou a troca de armas por drogas que custam milhares de vidas e mutilados em este povo heróico, também recebeu apoio sólido a partir de Venezuela. Exemplos não têm precedentes na história deste hemisfério.

O Acordo de Comércio Livre ruinosa que o Yankees pretende impor na América Latina, como aconteceu com o México, para tornar-se países da América e do Caribe não só no pior região do mundo onde a riqueza é distribuída, que já é, mas também uma enorme mercado onde até mesmo os alimentos milho e outros que são fontes históricas de proteína vegetal e animal seria substituída por culturas subsidiados norte-americanos, como já está acontecendo no México.

Use os carros e outros bens deslocar indústria mexicana, ambas as cidades e os campos de perder a sua capacidade para o comércio de drogas, emprego e braços cresce, quase como jovem adolescente de 14 ou 15 anos, um número crescente são se transformou em criminosos temíveis. Nunca vi que os ônibus ou outros veículos cheios de pessoas, que até pagou para ser transportado através da fronteira em busca de emprego, foram seqüestrados e removido en masse. Figuras conhecidas crescer de ano para ano. Mais de 10 mil pessoas já estão perdendo suas vidas a cada ano.

Não é possível analisar a Revolução Bolivariana, sem levar em conta estas realidades.

As forças armadas em tais circunstâncias sociais, são forçados a desgastadoras guerras intermináveis.

Honduras não é um país industrializado, financeiros ou comerciais, ou mesmo grande produtor de drogas, mas algumas de suas cidades quebrar o recorde de mortes violentas por causa das drogas. Lá está o banner em vez de uma importante base das forças estratégicas do Comando Sul dos Estados Unidos. O que acontece e lá já está acontecendo em mais de um país latino-americano é o retrato dantesco acima, de que alguns países já começam a surgir. Entre eles, antes de Venezuela, mas não só porque possui recursos naturais consideráveis, mas porque o. Resgatado ganância insaciável das corporações estrangeiras e provocou consideráveis forças políticas e sociais capazes de grandes realizações Venezuela hoje é outra com quem me encontrei apenas 12 anos, e já me impressionou profundamente, visto que Phoenix ressurgindo das cinzas históricas.

Aludindo versão para o computador misterioso de Raul Reyes, nas mãos dos EUA e da CIA ataque organizado a partir de e por eles fornecidos em pleno território equatoriano, que matou um deputado para Marulanda e vários jovens latino-americanos desarmados, divulgaram que Chávez apoiou a “organização narco-terrorista das FARC”. Os verdadeiros terroristas e traficantes de drogas na Colômbia são os grupos paramilitares que os concessionários americanos fornecidos os medicamentos vendidos no maior mercado de drogas no mundo: Estados Unidos.

Nunca falei com Marulanda, mas honrado com escritores e intelectuais que vieram a conhecê-lo bem. Eu analisei os seus pensamentos e história. Foi sem dúvida, um corajoso e revolucionário, que não hesita em afirmar. Expliquei que eu não concordo com ele em suas táticas de design. Na minha opinião, dois ou três mil homens teria sido mais do que suficiente para derrotar no território da Colômbia a um exército convencional regular. Seu erro foi criar um exército revolucionário armado com soldados quase tantos como o inimigo. Isso foi extremamente caro e praticamente impossível tratar, torna-se impossível.

Hoje, a tecnologia mudou muitos aspectos da guerra, as formas de luta também mudam. Na verdade, o choque de forças convencionais, entre as potências que possuem armas nucleares, tornou-se impossível. Não tem um conhecimento de Albert Einstein, Stephen Hawking e milhares de outros cientistas para entender. É um perigo latente eo resultado é conhecido ou deveria saber. Seres pensantes poderia levar milhões de anos para repovoar o planeta.

No entanto, tenho o dever de lutar, que em si é algo inato no homem, encontrar soluções que permitam uma existência mais digna e fundamentado.

Desde que eu conheci Chávez, e como presidente da Venezuela, desde a fase final do governo Pastrana, sempre o vi interessado na paz na Colômbia, e facilitou reuniões entre o governo colombiano e os revolucionários que tinham em casa para Cuba Ouça bem, para um acordo de paz verdadeira e não uma rendição.

Não lembro de ter ouvido Chávez na Colômbia para promover outra coisa senão a paz, nem mencionar Raul Reyes. Sempre que abordamos outras questões. Ele aprecia particularmente os colombianos, milhões deles vivem na Venezuela e todos os benefícios das medidas sociais tomadas pela Revolução, eo povo da Colômbia aprecia quase tanto como o da Venezuela.

Desejo expressar minha solidariedade e apreço ao general Henry Rangel Silva, chefe do Comando Estratégico Operacional das Forças Armadas, eo ministro recém-nomeado para a Defesa da República Bolivariana. Tive a honra de conhecê-lo em meses e distante quando visitou Chávez em Cuba. Eu podia ver nele um inteligente, saudável, capaz, ainda modesto. Ouvi sua voz calma, corajoso e claro, que inspirava confiança.

Ele dirigiu a organização do desfile militar mais perfeita que eu vi da força militar americana, que esperamos ser um incentivo e exemplo para outros irmãos exércitos.

O Yankees não têm nada a ver com o desfile e não seria capaz de fazer melhor.

É extremamente injusto criticar Chávez para os recursos investidos nas excelentes armas que foram exibidos lá. Tenho certeza de que nunca usou para atacar um país vizinho. As armas, recursos e conhecimentos devem percorrer os caminhos da unidade para formar nos Estados Unidos como sonhou El Libertador, “… a maior nação do mundo, exceto pelo seu tamanho e riqueza como pela sua liberdade e glória.”

Tudo nos une do que para a Europa ou os Estados Unidos em si, mas a falta de independência que nos foi imposta por 200 anos.

Assinatura de Fidel Castro

Fidel Castro Ruz
25 jan 2012
8 e 32 pm

A lição do Haiti

Fidel Castro

Reflexões do companheiro Fidel: A lição do Haiti.

Durante dois dias, quase às 6 horas, quando Cuba, durante a noite no Haiti por sua localização geográfica, as estações de televisão começaram a divulgar a notícia de que um grande terremoto com magnitude 7,3 na escala Richter, foi severamente espancado em Port-au-Prince. O evento sísmico teve origem em uma falha tectônica localizado sobre o mar, a apenas 15 quilômetros da capital haitiana, uma cidade onde 80% da população vive precárias habitações construídas de barro e lama.

A notícia continua quase sem interrupção durante horas. Não foram encontradas imagens, mas afirmou que muitos prédios públicos, hospitais, escolas e mais sólida construção são relatados em colapso. Eu li que um terremoto de magnitude 7,3 é equivalente à energia liberada por uma explosão equivalente a 400 mil toneladas de TNT.

As descrições foram transmitidos trágico. Os feridos nas ruas clamando ajuda médica, cercado por familiares enterrados ruínas. Ninguém, no entanto, foi incapaz de transmitir qualquer imagem por muitas horas.

A notícia pegou todos nós de surpresa. Muitas vezes ouviu informações sobre furacões e inundações no Haiti, mas não sabia que o país vizinho estava em risco de um grande terremoto. Desta vez, verificou-se que 200 anos atrás, houve um grande terremoto na cidade, que certamente alguns milhares.

Às 12 horas, nenhuma menção é ainda uma estimativa de vítimas. ONU cúpula os líderes do governo e falou de vários eventos de agitação e anunciou o envio de equipes de emergência. As tropas estão implantados há Minustah, as forças das Nações Unidas de vários países, alguns ministros da Defesa falou sobre possíveis vítimas entre os seus funcionários.

Foi realmente manhã da quarta-feira, quando começou a ficar triste notícia sobre enormes perdas humanas na população, e mesmo instituições como a ONU referiram que alguns dos seus edifícios tinha desmoronado ali, uma palavra que não diz nada em si mesma ou pode significar muito.

De forma ininterrupta durante horas ficando mais e mais notícias traumáticas a situação naquele país irmão. Os números foram discutidos variam mortes, de acordo com relatórios, entre 30 mil e 100 mil. As imagens são sombrias e é evidente que o evento desastroso recebeu ampla distribuição mundial, e muitos governos, sinceramente, movido, fazendo esforços para cooperar, na medida dos seus recursos.

A tragédia mudou-se de boa fé para muitas pessoas, especialmente aquelas de caráter natural. Mas talvez poucos parar para pensar por que o Haiti é tão pobre. Por seu povo depende quase 50 por cento das remessas familiares que são recebidos do exterior? Por que não considerar também as realidades que levou à actual situação no Haiti e seu imenso sofrimento?

O que é fascinante nesta história é que ninguém se pronuncia uma palavra para lembrar que o Haiti foi o primeiro país em que 400 mil africanos escravizados e traficada pelos europeus revoltaram contra 30 mil brancos proprietários de plantações de cana e café, trazendo a primeira grande revolução social em nosso hemisfério. Páginas de glória insuperável foi escrito lá. O mais eminente de Napoleão foi derrotado. O Haiti é um produto líquido do colonialismo e do imperialismo, mais de um século de utilização dos seus recursos humanos trabalhar mais, intervenções militares e da extração de suas riquezas.

Esta negligência histórica não seria tão ruim quanto a realidade de que o Haiti é uma vergonha do nosso tempo, prevalece em um mundo onde a exploração e espoliação da imensa maioria dos habitantes do planeta.

Bilhões de pessoas na América Latina, África e Ásia sofrem de deficiências similares, embora talvez não todos, a uma taxa tão elevada como o Haiti.

Situações como este país não deve existir em qualquer lugar na Terra, onde há dezenas de milhares de cidades em condições similares e às vezes pior, sob uma ordem econômica internacional e política imposta ao mundo errado. A população do mundo está ameaçada, não só as catástrofes naturais como o Haiti, que é apenas uma pálida sombra do que poderia acontecer no planeta às mudanças climáticas, que era realmente um objeto de escárnio, zombaria e decepção em Copenhague.

É justo que se expressa de todos os países e instituições que tenham perdido alguns cidadãos ou membros da catástrofe no Haiti não tenha dúvida de que, neste momento, fez o maior esforço para salvar vidas e aliviar a dor do que pessoas que sofrem. Não podemos culpar um fenômeno natural que ocorreu ali, apesar de discordar da política seguida com o Haiti.

Não posso expressar a opinião de que é hora de buscar soluções reais e verdadeiras para que a nação irmã.

No campo da saúde e outras áreas, em Cuba, apesar de ser um país pobre e bloqueado para ano tem vindo a cooperar com o povo haitiano. Cerca de 400 médicos e especialistas em saúde oferecem gratuitamente a cooperação do povo haitiano. Em 227 dos 337 municípios do país estão a trabalhar todos os dias os nossos médicos. Além do mais, nada menos que 400 jovens haitianos foram treinados como médicos em nosso país. Agora trabalho com o reforço que ontem viajou para salvar vidas em situação crítica. Eles podem mover-se, portanto, sem esforço especial, até mil médicos e especialistas em saúde que já estão quase todos lá e pronto para cooperar com qualquer Estado que queira salvar vidas no Haiti e na reabilitação de lesões.

Outro grande número de pessoas matriculadas jovens haitianos estudam medicina em Cuba.

Nós também cooperar com o povo haitiano em outras áreas que estão ao nosso alcance. Haverá, no entanto, nenhuma outra forma de cooperação, para considerar a pena, mas para lutar na arena de idéias e de ação política para acabar com a tragédia ilimitada de sofrer um grande número de nações como o Haiti.

O chefe da nossa brigada médica informou que “a situação é difícil, mas nós já começamos a salvar vidas.” Isso foi feito através de uma breve mensagem horas após sua chegada, ontem, em Port-au-Prince, com reforços adicionais médica.

Tarde da noite, informou que os médicos cubanos e formados na ELAM haitianos estavam sendo implantados no país. Tinha assistido em Port-au-Prince e mais de mil pacientes, realizando um trabalho de urgência do hospital não tinha recolhido, com tendas, quando necessário. Preparados para rapidamente instalar outros centros de atendimento de urgência.

Sentimos um orgulho saudável na parceria que, nestes momentos trágicos, os jovens médicos cubanos e haitianos os médicos formados em Cuba estão a prestar aos seus irmãos no Haiti!

Fidel Castro Ruz, january 14, 2010

Confira:

A mais recente tentativa da BBC para matar Fidel no Twitter

Fidel Castro em janeiro de 1959 (Foto do Arquivo de Assuntos Históricos do Conselho de Estado)

Em dezembro, Fidel Castro entrou para o Livro Guinness dos Recordes, porque tentativa de homicídio em 638 casos. Empresa em que os esforços da Casa Branca coordenadas, a Máfia, da CIA e exilados em Miami.

Eles não tiveram sucesso, apesar dos melhores assassinos contratados, comprou alguns amigos de Castro, armas contrabandeadas e bazucas, armas tornou-se câmeras, inventou venenos e presentes contaminados.

No entanto, o que esses especialistas falhou armados até os dentes que têm os meios de Miami. Guinness World Records realmente deve inscrever Castro também como a pessoa que morreu mais vezes … na imprensa.

Voltar na década de 90, em um jantar com um grupo de correspondentes estrangeiros, o então presidente Fidel Castro, ele disse ironicamente que os jornalistas tinha anunciado a sua morte, para que o dia em que acontece, ninguém acreditaria.

Foi pouco tempo na Flórida, tinha emitido um novo relatório sobre a sua morte, apesar de que reapareceu na abertura do ano letivo. Ele passou todo o pessoal da imprensa e nós embebido na chuva de vê-lo falar.

As fontes que se originam os rumores estão perto o suficiente para ele dar-lhes credibilidade e difundir o suficiente para nunca ser capaz de vê-los, são “militares de alta patente”, “parentes de dirigentes cubanos” ou “saúde dos membros da equipe de saúde.”

Mas as profecias dos exilados anti-Castro raramente se encontravam, o que não parece importar muito, é como apostar na co-criação, a capacidade de realizar desejos usando apenas o poder do pensamento.

Somos guiados por fatos estabelecidos, não publicar rumores de o Twitter , mas investigar, mas tudo que você tem a ver com a vida íntima, incluindo saúde cubanos líderes estão muito bem guardado segredo de Estado.

Em regra princípio a possibilidade de que ele havia morrido no início de dezembro, porque é muito improvável que seu irmão, o atual presidente, manter festividades de final de ano e todas as estações de rádio que você ouve música de salsa.

Também não podemos pensar em uma razão para ocultar a sua morte por um mês. O terremoto social e político já ocorreu há 5 anos atrás, quando seu secretário pessoal surpreendeu o país ao ler uma declaração do Comandante-em ceder todos os seus posts.

O engraçado é que, nessa ocasião, quando Fidel Castro realmente estava à beira da morte, havia rumores anteriores. Certamente que o verão, as fontes que a imprensa está dentro do governo cubano de Miami estavam em férias de Varadero.

Falhas jornalistas que iria salvar se nós nos concentramos em relatar o que está acontecendo e que devemos deixar aos astrólogos previsões maias. Muito mais se tem que escrever sobre um país tão imprevisível quanto Cuba.

Uma revolução verde acabou por ser vermelha, que os americanos estavam indo para derrubar alguns meses, até que viram mísseis russos espiou através das palmas. Nunca foi capaz de produzir mais leite do que a Holanda ou impedir “homem novo”, mas sobreviveu a caminhada colapso da União Soviética.

Este é um país de paradoxos em que um Papa excomunga o presidente e dois Papas visitar como se nada tivesse acontecido. Quando Fidel nunca iria demitir-se, Raul seria incapaz de manter o poder e os ortodoxos não tolerar reformas.

Para entender esta nação é fundamental reconhecer que aqui nada é o que parece, os salários não são a renda, os pobres estão desnutridos, o professor ganha menos de um goleiro e Saúde é o setor que dá mais dinheiro, apesar de ser livre.

É uma sociedade na qual as pessoas não roubar, mas “resolvido”, que não é o mesmo, mas o leigo vai olhar da mesma forma. Pessoas muito nacionalistas, no entanto, aceitar a liderança de generais e comandantes em guerras no estrangeiro.

E se é difícil compreender os acontecimentos da nação muito mais é de prever a data exata da morte de um de seus filhos. Por essa razão, mais inteligente e profissional parece estar a relatar o fato, quando temos a confirmação oficial.

Sentado à espera que a morte do adversário anunciar que uma e outra vez como porta-vozes para funeral humanamente antiético, jornalisticamente e politicamente baixa credibilidade significa uma confissão pública de seu próprio fracasso.

Por Fernando Ravsberg , Cartas de Cuba , blog da BBC

Fidel, 11 de setembro de 2001: Nenhum dos atuais problemas do mundo pode ser resolvidos pela força

Hoje é um dia de tragédia para os Estados Unidos de América. Vocês sabem muito bem que aqui jamais se tem semeado ódio pelo povo norte-americano. Talvez, precisamente por sua cultura e por sua falta de complexos, ao sentir-se totalmente livre, com pátria e sem amo, Cuba seja o país onde se trate com mais respeito aos cidadãos americanos. Nunca predicamos nenhum gênero de ódios nacionais, nem coisas parecidas ao fanatismo, por isso somos tão fortes, porque nossa conduta a baseamos em princípios e em idéias, e tratamos com grande respeito —e eles percebem isso— a cada cidadão norte-americano que visita nosso país.

Além disso, não esquecemos o povo americano que pôs fim à guerra de Vietnã com sua enorme oposição àquela guerra genocida; não esquecemos o povo americano que, em número superior a 80% apoiou o regresso de Elián para nossa pátria (Aplausos); não esquecemos quanto idealismo, perturbado muitas vezes pelo engano, porque —como já dizemos muitas vezes— para conseguir que um americano apoie uma causa injusta, uma guerra injusta, primeiro há que o enganar e o método clássico utilizado na política internacional desse enorme país é o método de enganar primeiro, para depois contar com o apoio da população. Quando acontece ao contrário e seu povo descobre que alguma coisa é injusta por sua tradição de idealismo, opõe-se a aquilo que esteve apoiando, muitas vezes, causas muito injustas, convencidos de que o que estava apoiando era justo.

Por isso nós —que sabemos não o número exato, mas que assistimos cenas impressionantes de sofrimentos e possíveis vítimas— temos sentido dor profunda e tristeza pelo povo norte-americano, fiéis à linha que temos seguido sempre.

Não estamos louvando governos, nem pedindo perdões, nem favores, nem nos nossos peitos se albergam nem sequer um átomo de temor. A história da Revolução tem demonstrado qu± o capaz é de desafiar, qu± o capaz é de lutar, de resistir o que tenha que resistir, o que nos tornou um povo invencível. Esses são nossos princípios, uma Revolução baseada em idéias, na persuasão e não na força. Espero que não exista um louco pelo mundo capaz de dizer que 1 200 000 cidadãos desfilaram por esse “Malecón” o passado 26 de Julho obrigados, pela força.

A nossa reação foi a que disse, e quisemos que nosso povo pudesse assistir as cenas e contemplasse a tragédia. Não hesitamos em expressar publicamente nosso sentimento. Aqui temos uma declaração que foi entregue à imprensa internacional por volta das 15h:00, redigida logo que foram conhecidos os fatos, enquanto nossa televisão estava engajada na divulgação dos acontecimentos. Seria comunicada ao nosso povo no noticiário da noite.

Adianto-me aqui alguns minutos para que conheçam a Declaração Oficial do Governo de Cuba, perante os fatos acontecidos nos Estados Unidos.

“O governo da República de Cuba recebeu com dor e tristeza as notícias sobre os ataques violentos e surpreendentes realizados hoje de manhã contra instalações civis e oficiais nas cidades de Nova Iorque e Washington, que provocaram numerosas vítimas.

“Conhece-se a posição de Cuba contra toda ação terrorista” —nossa história o demostra, isso o conhecem bem todos os que conhecem a história das nossas lutas revolucionárias. “Não é possível esquecer que nosso povo tem sido vítima durante mais de 40 anos da tais ações promovidas desde o próprio território dos Estados Unidos.

“Tanto por razões históricas quanto por princípios éticos, o Governo de nosso país rejeita e condena com toda energia os ataques realizados contra as referidas instalações e exprime suas mais sinceras condolências ao povo americano pelas dolorosas e injustificáveis perdas de vidas humanas que provocaram os referidos ataques.

“Nesta hora amarga para o povo americano, nosso povo solidariza-se com o povo dos Estados Unidos e exprime sua total disposição de cooperar, na medida de suas modestas possibilidades, com as instituições sanitárias e com qualquer outra instituição de caráter médico ou humanitário desse país, no atendimento, cuidado e reabilitação das vítimas ocasionadas pelos fatos acontecidos na manhã de hoje” (Aplausos).

Isto não apenas não o fizemos público, mas o transmitimos por via oficial, à tarde, especialmente quando começaram a aparecer somas impressionantes de possíveis vítimas e conhecemos que os hospitais estavam superlotados de feridos.

Embora não se saiba se são 5 000, 10 000, 15 000. 20 000 as vítimas, sabe-se que só nos aviões que foram colididos contra as torres, ou contra o Pentágono, viajavam centenas de passageiros, e oferecemos o que podíamos se fizesse falta.

Esse é um país que tem um grande desenvolvimento científico, médico, recursos; mas há momentos em que pudesse fazer falta sangue de um grupo específico, plasma — ou qualquer outro produto que nós possamos doar o que faríamosgostosamente—, ou apoio médico, ou de pessoal paramédico, porque sabemos que muitos hospitais têm défice de determinados técnicos e profissionais. Resumindo, o que queríamos era expressar nossa atitude e nossa disposição com respeito a estes trágicos acontecimentos.

Tudo isto tem alguns antecedentes, porque lhes mencionei que tínhamos suportado mais de 40 anos de terrorismo; inclusive, temos publicado que em determinadas ocasiões lhe transmitimos ao governo dos Estados Unidos importantes riscos para a vida de cidadãos norte-americanos. Aqui tenho um exemplo, é uma página e um quarto.

Nos dias posteriores aos ataques terroristas a nossos hotéis pela máfia terrorista sediada na Flórida que apoiada e paga pelos ataques terroristas contra Cuba, da mesma maneira que dezenas de planos de atentado contra mim, as vezes tive a necessidade de viajar ao estrangeiro, o grupo, chefiado pelo monstro Posada Carriles, ao que tínhamos capturado já alguns cúmplices que eram mercenários estrangeiros, ao entrarem ao território nacional com os meios correspondentes, tinha projetado utilizar o procedimento sofisticado das bombas que colocavam nos hotéis ou em lugares visitados por turistas estrangeiros como por exemplo “La Bodeguita del Medio”, e que podiam explodir até 99 horas depois de colocadas para atacar aviões. Podiam viajar, colocar a bomba no avião, estar três dias de festa e voltar para seu país antes que explodisse. Aconteceu o caso de um mercenário salvadorenho que projetou colocar cinco bombas em hotéis e lugares públicos da capital para que explodissem quase simultaneamente, uma detrás da outra. Vejam até onde tinha chegado.

Mais de uma ocasião entramos em contato, por vias confidenciais, com o governo dos Estados Unidos e aqui há um das mensagens diretas ao que presidia o país nesse momento —mensagens por vias confidenciais, não vamos dizer como, através de pessoas de inteira confiança, que tinham amizade conosco e com ele, às que explicávamos com exatidão o que queríamos que comunicassem—; uma vez já foi utilizado uma parte desse material, mas vou colocar textualmente um exemplo:

“Um assunto importante.

“Número um: Mantêm-se planos de atividade terrorista contra Cuba, pagos pela Fundação Nacional Cubano Americana e empregando mercenários de América Central. Já foram feitos duas novas tentativas de fazer explodir bombas em nossos centros turísticos, antes e depois da visita do Papa.

“No primeiro caso os responsáveis conseguiram escapar, voltando por via aérea para América Central, sem conseguir seus propósitos, deixando abandonados os meios técnicos e os explosivos, que foram ocupados.

“Na segunda tentativa foram apreendidos três mercenários, ocupando-se os explosivos e o resto dos meios; são de nacionalidade guatemalteca. Por cada uma das quatro bombas que deviam explodir receberiam 1 500 dólares” —foram dos primeiros capturados, não o que colocou o maior número de bombas.

“Os dois casos foram contratados e fornecidos por agentes da rede criada pela Fundação Nacional Cubano Americana; agora estão planejando e dando passos já para fazer explodir bombas em aviões das linhas aéreas cubanas ou doutro país que viajem a Cuba, trazendo ou levando turistas desde e até países latino-americanos.

“O método é semelhante: colocar o dispositivo de pequeno tamanho num lugar oculto do avião, explosivo potente, detonador controlado por relógio digital que pode ser programado até com 99 horas de antecedência, abandonar o avião normalmente no lugar de destino; a explosão aconteceria em terra ou em pleno vôo posterior. Procedimentos verdadeiramente diabólicos: mecanismos fáceis de armar, componentes quase impossíveis de descobrir, treino mínimo para seu emprego, impunidade quase total, sumamente perigosos para as linhas aéreas, instalações turísticas ou de qualquer outro tipo; instrumentos utilizáveis para crimes e delitos muito graves.

“Se chegam a ser divulgadas e conhecidas tais possibilidades” —nós nos opúnhamos a que fossem divulgadas a tecnologia que usavam— “podem tornar-se epidemia, como aconteceu noutros tempos com os seqüestros de aviões. Outros grupos extremistas de origem cubana, sediados nos Estados Unidos, começam a movimentar-se nessa direção.

“As agências policiais e de inteligência dos Estados Unidos possuem informações fidedignas e suficientes dos principais responsáveis, se realmente o desejam podem fazer abortar em tempo esta nova forma de terrorismo; impossível detê-la se os Estados Unidos não cumpre o elementar dever de combatê-la. Não se pode deixar a responsabilidade de fazê-lo só a Cuba, muito em breve poderia ser vítima de tais atos qualquer país do mundo.”

Isto o informamos, emprestaram-lhe atenção, a tal ponto que fomos consultados sobre a conveniência de enviar um texto do governo norte-americano a companhias aéreas.

Enviaram o texto em que lhes comunicavam às linhas aéreas:

“Recebemos informação sem confirmar sobre uma conspiração para colocar artefatos explosivos ´ bordo de aviões civis que operam em Cuba e países latino-americanos. As pessoas envolvidas no controle planejam deixar um pequeno artefato explosivo ´ bordo…”, isto é, explicam o que lhes tínhamos transmitido.

“Não podemos descontar a possibilidade de que a ameaça possa incluir operações da carga aérea internacional desde os Estados Unidos.

“O governo dos Estados Unidos continua procurando informação adicional para esclarecer, verificar ou refutar esta ameaça.”

Nós lhes colocamos nossa oposi¸ ão para que publicassem esse aviso, porque um dos objetivos que estavam perseguindo os indivíduos era semear o pânico, e lhes colocamos que haviam outros procedimentos, como os que nós empregamos: fazemos plantões em todos os lugares que existia um risco de colocar uma dessas bombas, verificamos e sabíamos quem podiam colocá-las e quem estavam envolvidos nos planos. Estivemos vigiando, que é o que há que fazer, se não querem semear o pânico, criar escândalo ou outorgar-lhes aos autores o objetivo que procuravam afetar a economia do país e semear o terror.

De qualquer maneira publicaram a informação. Muito bom, já nós tínhamos fortalecido muito os mecanismos para a captura dos indivíduos e desde então não conseguiram colocar mais nenhuma bomba e o plantão mantém-se onde é necessário. Quando foram fazer o atentado lá em Panamá, nós sabíamos mais do que estavam planejando do que eles próprios sabiam. Isso está muito claro.

Aí está a máfia de Miami fazendo esforços por colocar em liberdade os terroristas surpresos in fraganti e apreendidos em Panamá. Já têm planos como o fazer, qual é o país por onde vão ser evacuados e como, fingindo estar doentes e movimentando-se; recebem visitas de Miami de maneira livre, e até inclusive, participaram no envio de uma infiltração armada a Cuba há uns meses por Santa Clara.

Graças a muitos amigos que temos por todas as partes e a homens como os que estão aí (refere-se aos patriotas cubanos presos em Miami por procurar informação sobre planos terroristas contra Cuba), o país se defendeu desse terrorismo (Aplausos).

Falo nisto porque há uma realidade, por aí há mais papéis e apontamentos e nós temos enviado às vezes mensagens verbais, e às vezes temos deixado constância escrita, e um dos argumentos que temos utilizado é um argumento incontestável: os Estados Unidos é o país que tem maior número de grupos extremistas organizados e 400 deles estão armados.

Os seqüestros aéreos, método inventado contra Cuba, tornaram-se uma praga universal, e foi Cuba que afinal resolveu esse problema quando, depois de ser advertido reiteradamente, devolvemos aos Estados Unidos a dois dos seqüestradores, é doloroso, eram cidadãos cubanos, mas o advertimos, vieram e os enviamos, cumprimos com a palavra pública; mas nunca, nem sequer depois nos deram notícias para seus familiares. Têm seu modo de agir. Ninguém sabe. Sei que foram condenados a 40 anos, e aquilo foi o que pôs fim ao seqüestro de aviões.

Mas ouçam bem, lá têm 800 grupos extremistas. Às vezes se têm fechado num lugar por alguma razão, têm-se dado fogo, têm morto todos; grupos que por uma razão, muitos deles por razões políticas, às vezes por razões religiosas, mas grupos violentos, tendentes ao emprego da força ou a preparar venenos, produtos para agir contra as próprias autoridades norte-americanas. Não estou falando da máfia, estou falando de centenas de grupos de extremistas organizados e que agem dentro dos Estados Unidos. Há pouco explodiram aquele edifício de Oklahoma.

O país mais vulnerável ao terrorismo é os Estados Unidos, aquele que tem mais aviões, mais dependência de recursos técnicos, vias elétricas, gasodutos, etc. etc. E muitos desses componentes desses grupos são fascistas, não lhes importa matar; mentalmente devem estar muito mais perto da loucura que de uma inteligência equilibrada. Nós lhes dizemos às autoridades norte-americanas: há que evitar que tais métodos sejam divulgados —esse argumento o usamos—, são fáceis de utilizar, é um perigo para vocês.

Neste mesmo momento, quando cheguei aqui, não havia nenhum elemento de juízo para afirmar quem conseguiu colocar essas bombas, porque pode ter sido uma ação pensada e executada por algum destes grupos, que já o fizeram em Oklahoma, ou podem ser grupos do estrangeiro; mas é evidente, pelos pormenores que chegaram, que isto foi organizado com bastante eficácia, poderíamos dizer, bastante organização e sincronização, próprio de pessoas que conhecem, que têm preparação, que possuíam pilotos capazes de pilotar os Boeing, de grande tamanho, que coordenaram as horas exatas em que os que iam agir, seqüestraram, sem dúvida, o avião da rota aérea onde viajavam, e tinham os pilotos que podiam conduzir esses aviões diretos a uma torre ou outros objetivos, e uns minutos depois de uma a outra, e quase ao mesmo tempo, outro dirigido contra o Pentágono.

Isto é, é pessoal com nível de preparação técnica, organização, e não têm necessariamente que ser grupos grandes; ninguém sabe o prejuízo que pode fazer os grupos pequenos, de 20, 25 ou 30 pessoas fanatizadas, ou comprometidas com determinadas idéias, e o lugar onde mais prejuízo podem fazer é nos Estados Unidos. Vê-se o estudo da hora em que podia ter mais pessoas nos escritórios, por volta das 9h:00, o prejuízo que podiam ocasionar, as milhares de vítimas que podiam causar.

Na realidade, neste momento terão que procurar pistas, alguma pista, porque este fato tem caraterísticas especiais. É por isso que o dever mais importante que, ao meu ver, têm os dirigentes dos Estados Unidos é lutar contra o terrorismo, e em parte estas tragédias são conseqüência de ter aplicado os métodos terroristas, no caso de Cuba durante um monte de anos, e no caso doutros países; pois tem difundido a idéia do terrorismo, e hoje, não poder no mundo, por grande que seja, que possa evitar fatos dessa natureza, porque são levados a cabo por pessoas fanáticas, pessoas indiferentes totalmente à morte. Portanto, a luta contra tais métodos é difícil.

Disto podemos tirar uma idéia: nenhum dos atuais problemas do mundo podem ser resolvidos pela força, não há poder global, nem poder tecnológico, nem poder militar que possa garantir a imunidade total contra tais fatos, porque podem ser ações de grupos reduzidos, difíceis de descobrir, e o mais complexo, aplicados por pessoas suicidas. De tal maneira que, o esforço geral da comunidade internacional é pôr fim a uma série de conflitos que andam pelo mundo, quando menos nesse terreno; pôr fim ao terrorismo mundial (Aplausos), criar uma consciência mundial contra o terrorismo. Falo-lhes em nome de um país que viveu mais de 40 anos de Revolução e que adquiriu muita experiência, está unido e tem um nível cultural grande; não é um povo de fanáticos, nem semeou o fanatismo, mas idéias, convicções, princípios.

Estaríamos em melhores condições de nos defender, e o demonstramos, quantas vida não se salvaram, perante tanto dinheiro e tantos recursos para semear o terrorismo em nossa pátria! Vivemos 40 anos de experiência, estamos dez vezes mais preparados para previr tais atos do que, inclusive, os Estados Unidos.

É muito importante saber qual vai ser a reação do Governo dos Estados Unidos. Possivelmente venham dias perigosos para o mundo, não estou falando de Cuba, Cuba é o país que mais tranqüilo está no mundo, por várias causas: por nossa política, por nossas formas de luta, por nossa doutrina, nossa ética, e para além, companheiras e companheiros, pela ausência total do temor.

Nada os inquieta, nada nos intimida. Seria muito difícil fabricar uma calúnia contra Cuba, não seria acreditada nem por aquele que a inventasse e fizesse a patente, é muito difícil; e Cuba não é hoje qualquer coisa neste mundo (Aplausos), tem uma posição moral muito grande e uma posição política muito sólida. Nem me passa pela cabeça a idéia, embora tenha saído um dos tolos da máfia a ver como intrigava, e acho que mencionou até a Venezuela e Cuba, um dos tantos da máfia, charlatães depreciáveis. Ninguém lhes vai fazer caso; mas haverá situação de tensões, riscos, segundo a maneira em que atue o governo dos Estados Unidos.

Os próximos dias vão ser tensos dentro dos Estados Unidos e fora dele começaram a emitir opiniões não se sabe quantas pessoas.

Sempre que acontece uma tragédia dessas, por difíceis que às vezes resultem de ser evitadas, não vejo outro caminho, e se em alguma ocasião é permitido fazer-lhe alguma sugestão ao adversário –adversário que tem sido duro conosco durante muitos anos, mas que sabe que somos duros, sabe que resistimos, sabe que não somos tolos, e pode até existir um bocadinho de respeito para com nosso país-, há muitos problemas em muitas partes, mas se fosse correto nalguma circunstância sugerir alguma coisa ao adversário, em prol do bem-estar do povo norte-americano e na base dos argumentos que eu coloquei, lhes sugeriríamos àqueles que dirigem o poderoso império que sejam serenos, que tentem agir com equanimidade, que não se deixem arrastar por impulsos de ira ou de ódio, nem se lancem a caçar pessoas lançando bombas pro todo o lado.

Reitero que nenhum dos problemas do mundo, nem o do terrorismo, podem ser resolvidos pela força, e cada ação de força, cada ação disparatada do uso da força, em qualquer parte, agravaria seriamente os problemas do mundo.

O caminho não é a força, nem a guerra. Digo-o aqui com toda a autoridade de ter falado sempre com honradez, possuir convicções sólidas e a experiência de ter vivido os anos de luta que Cuba tem vivido. Só a razão, a política inteligente de procurar a força do consenso e a opinião pública internacional pode arrancar de vez o problema. Julgo que este fato tão insólito deveria servir para criar a luta internacional contra o terrorismo, mas a luta internacional contra o terrorismo não se resolve eliminando um terrorista por aqui e outro lá, usando métodos semelhantes e sacrificando vidas inocentes. Resolve-se pondo termo, entre outras coisas, ao terrorismo de Estado e outras formas repulsivas de matar (Aplausos); pondo termo aos genocídios, seguindo lealmente uma política de paz e de respeito pelas normas morais e legais que são ineludíveis. O mundo não tem salvação se não segue uma linha de paz e de cooperação internacional.

Ninguém imagine que estamos tentando comprar uma tonelada de qualquer coisa no mercado dos Estados Unidos. Nós temos demonstrado que podemos sobreviver, viver e progressar, e tudo o que cá se mostra hoje é uma expressão de um progresso sem paralelo na história (Aplausos). Não se progressa apenas produzindo automóveis, progressa-se desenvolvendo inteligências, administrando conhecimentos, criando cultura, atendendo aos seres humanos como eles devem ser atendidos, que é o segredo da enorme força de nossa Revolução.

Não tem salvação o mundo por outras vias, e estou me referindo neste caso às situações de violência. Procure-se a paz em todas partes para proteger a todos os povos contra essa praga do terrorismo, que é uma das pragas (Aplausos), porque hoje há outra terrível praga que se chama, por exemplo, AIDS; há outra praga terrível que mata a dezenas de milhões de crianças, adolescentes e pessoas no mundo por fome, doenças e por falta de assistência e medicamentos.

Discurso proferido pelo Presidente de Cuba, Fidel Castro Ruz, no dia dos trágicos fatos acontecidos nos Estados Unidos, a 11 de Setembro de 2001.