[Documentário] O fim do sonho americano

Talvez seja um dos filmes mais esperados do ano.

O documentário mostra através de embasamento científico de Noam Chomsky, considerado como o maior intelectual vivo do planeta, como se mantém a estrutura de poder e corrupção pelo mundo. Como uma minúscula oligarquia mundial, através de seu poderio, consegue sabotar qualquer sonho de democracia e bem-estar.

O filme relaciona os 10 princípios da concentração de riqueza e poder:

  1. Reduzir a democracia;
  2. Moldar a ideologia;
  3. Redesenhar a economia;
  4. Deslocar o fardo de sustentar a sociedade para os pobres e classe média;
  5. Atacar a solidariedade;
  6. Controlar os reguladores;
  7. Controlar as eleições;
  8. Manter a ralé na linha;
  9. Fabricar consensos e criar consumidores; e
  10. Marginalizar a população.

Vale muito a pena assistir!

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[Filme] Batismo de Sangue

São Paulo, fim dos anos 60. O convento dos frades dominicanos torna-se uma trincheira de resistência à ditadura militar que governa o Brasil. Movidos por ideais cristãos, os freis Tito (Caio Blat), Betto (Daniel de Oliveira), Oswaldo (Ângelo Antônio), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves) passam a apoiar o grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, comandado por Carlos Marighella (Marku Ribas). Eles logo passam a ser vigiados pela polícia e posteriormente são presos, passando por terríveis torturas.

Crítica do Câmera Lenta

A produção nacional “Batismo de Sangue”, dirigida e escrita por Helvécio Ratton, em parceria com Dani Patarra, é mais uma dentre tantas obras que descrevem o período mais crítico da política brasileira, a Ditadura Militar.

Uma salva de palmas para Ratton que, ao contrário de Bruno Barreto no adorado “O que é isso, companheiro?”, não se manteve em cima do muro, não humanizou carrascos militares, nem demonizou revolucionários de esquerda. O diretor e roteirista colocou cada personagem em seu respectivo lugar.

Quem estudou sobre a história da Ditadura Militar no Brasil, sabe que os padres tiveram grande participação na luta em favor da democracia, liberdade e direitos civis. E o filme de Ratton, sob um olhar macroscópico, mostra isso. Conta a história mais conhecida do envolvimento de padres contra os militares naquele período. A razão de o fato ser tão famoso, é o livro homônimo de Frei Betto, lançado em 1983 e ganhador do prêmio Jabuti.

Betto, também jornalista, escreveu do que viveu ao lado de Frei Tito e os frades dominicanos Oswaldo, Fernando e Ivo, em São Paulo.

Comovidos com tantas notícias de violência contra os jovens por parte dos militares, e motivados por ideais de cristianismo e democracia, os frades decidem se unir ao grupo guerrilheiro Ação Libertadora Nacional, liderado por Carlos Marighella, o revolucionário mais procurado pela Ditadura à época.

Na busca por Marighella, os padres acabam pegos e torturados por militares comandados pelo delegado Sérgio Fleury, um dos piores carrascos do Regime. Frei Tito, cujo olhar norteia o andamento do filme, consegue ser liberto. No entanto, fica severamente perturbado após as sessões de tortura nos porões do Dops. Mesmo exilado na França, as memórias das violências sofridas no Brasil o atormentam.

Um longa-metragem altamente informativo, sem perder a humanidade. Uma brilhante atuação de Caio Blat, como o protagonista Frei Tito. Daniel de Oliveira encarna o narrador, Betto. O filme levou para casa os prêmios de melhor diretor e melhor fotografia no Festival de Cinema de Brasília.

Ficha técnica

“Bohemian Rhapsody” é o filme que conta a história de Freddie Mercury

Bohemian Rhapsody filme poster Queen

Queen divulga teaser do filme Bohemian Rhapsody.

O Queen divulgou as primeiras imagens do filme “Bohemian Rhapsody” que conta a história de Freddie Mercury. O teaser mostra trechos de cenas do ator Rami Malek como o vocalista da banda britânica. Com direção de Bryan Singer, “Bohemian Rhapsody” está previsto para estrear nos cinemas no dia 2 de novembro. Os membros Brian May e Roger Taylor são os produtores executivos do filme e supervisores musicais. Agora é esperar pra curtir.

 

[Filme] Rambo I – Programado para Matar

Assista o filme online e dublado em português.

Rambo (Sylvester Stallone) é um veterano da Guerra do Vietnã que é preso injustamente pelo xerife Teasle (Brian Dennehy), mas consegue fugir e promove uma guerra não só contra o policial mas contra toda uma cidade, causando pânico e destruição, que é o que ele sabe fazer de melhor.

Filme Lamarca de 1994 – Assista online

Lamarca é um filme brasileiro de 1994, dirigido por Sérgio Rezende e baseado em livro de José Emiliano e Miranda Oldack, de título Lamarca, o capitão da guerrilha, uma biografia do militar e guerrilheiro Carlos Lamarca. O filme acompanha os dois últimos anos da vida do Capitão Carlos Lamarca (Paulo Betti), desde o momento em que, casado com Marina, decide fazer uma opção radical pela revolução enviando a mulher e os dois filhos para Cuba e desertando do Exército em janeiro de 1969 até a sua morte em 1971. Na clandestinidade, ligado à Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Lamarca comanda assaltos e sequestros, apaixona-se por Clara e amadurece em suas convicções políticas.

A insuportável crueldade da carne

A insuportável crueldade da carne

AvaazTodo ano, 56 BILHÕES de animais são amontoados em gaiolas nojentas, sem janela e são então abatidos, só para alimentarem nosso vício em carne. E nós estamos destruindo florestas preciosas como a Amazônia para sustentar essa indústria. É terrível, e pode levar anos até conseguirmos acabar com essas práticas absurdas e insustentáveis — mas tem uma coisa que todos podemos fazer hoje e que poderá acelerar esse processo: comer menos carne.

A Avaaz é um movimento global de 46 milhões de pessoas. Se cada um de nós se comprometer a não comer carne em apenas um dia da semana e, se você já for vegetariano ou vegano, convidar seus amigos, celebridades e empresas a participarem, poderemos juntos criar o maior compromisso coletivo global já visto! Vamos mandar à indústria da carne o sinal de que seus dias estão contados, e virar o jogo da crueldade e da destruição.

Nosso consumo de carne alimenta não apenas a tortura massiva de animais, mas está matando nosso planeta! O agronegócio contribui mais para o aquecimento global do que a soma de todos os carros, aviões e ônibus no mundo todo! 75% das plantações agrícolas são usadas para alimentar animais de abatedouro — isso é surreal!

Não precisamos nos tornar vegetarianos do dia pra noite, mas especialistas dizem que reduzir o consumo de carne é o melhor que podemos fazer para evitar uma catástrofe planetária.

Nossa hora chegou: o alcance global de nosso movimento é capaz de acender a faísca necessária para a redução drástica do consumo de carne no mundo inteiro, e um dia, fecharmos essas fazendas asquerosas. Vamos, cada um de nós, se comprometer com um pequeno passo hoje.

Muitos disseram que nunca reduziríamos nossa dependência aos combustíveis fósseis. Mas quando juntos começamos a mudar nossos hábitos e exigimos que nossos governos atuassem, as coisas começaram a avançar. Vamos nos unir novamente para acabar com essa crueldade e salvar nosso planeta, juntos.

Com amor e esperança para 2018, Danny, Allison, Marigona, Nataliya, Lisa e todo o time da Avaaz.

Mais informações

Dez filmes para entrar no clima da Greve Geral do dia 28 de abril

O Dia do Trabalhador no Cinema

Antecipando-se à paralisação geral do próximo dia 28, selecionamos 10 obras cinematográficas sobre mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras pelo mundo.

Nesta sexta-feira, dia 28 de abril, diversas categorias profissionais devem paralisar suas atividades contra as reformas da Previdência e a trabalhista, aderindo ao chamado das centrais sindicais para uma greve geral.

Aproveitando a data, o Brasil de Fato listou filmes que abordam, de forma ficcional ou não, mobilizações de trabalhadores e trabalhadoras pelo mundo. Confira abaixo.

ABC da Greve – 1990
Diretor: Leon Hirzman
Documentário, dirigido por um dos expoentes do Cinema Novo brasileiro e também responsável por Eles Não Usam Black Tie, mostra a articulação de 150 mil operários do ABC paulista no ano de 1979, reivindicando melhores salários e enfrentando a Ditadura Militar, que limitava a atuação sindical.

Tempos modernos [Modern Times] – 1936
Diretor: Charles Chaplin
Clássico do cinema-mudo, aborda com humor as condições indignas às quais o operariado fabril passa a ser submetido com o modelo industrial fordista.

 

César Chavez – 2014
Diretor: Diego Luna
Cinebiografia do líder sindical César Chavez – cofundador da União dos Trabalhadores Rurais dos EUA – mostrando as campanhas pelo reconhecimento dos direitos da categoria e a reação, muitas vezes violentas, de seus patrões.

Revolução em Danegham [Made in Danegham] – 2010
Diretor: Nigel Cole
Baseado na greve de 1968 na fábrica da Ford em Danegham, protagonizada por mulheres em busca de melhores salários e contra a discriminação sexual, tendo de enfrentar, além dos patrões, resistência dentro de suas próprias casas.

Sal da Terra [Salt of The Earth] – 1954
Diretor: Hebert J. Biberman
Inspirada na longa greve de 1951 contra a Empire Zinc Company, no Novo México. Trabalhadores da mineração e seus familiares são responsáveis pela atuação no filme.

A Classe Operária vai ao Paraíso [La classe operaia va in paradiso] – 1971
Diretor: Elio Petri
Um dos maiores nomes do cinema político italiano, Petri conta a história de um operário que sofre um acidente de trabalho na fábrica.

Cabra Marcado para Morrer – 1984
Diretor: Eduardo Coutinho
Considerado por muito o melhor filme documental brasileiro, narra a vida do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado em 1962, abordando a história das Ligas Camponesas.

 

A Greve [Stachka] – 1925
Diretor: Serguei Einsenstein
Outro clássico do cinema-mudo, a produção de um dos maiores diretores soviéticos retrata a vida em uma fábrica na Rússia pré-revolução de 1917. Comparando a situação dos operários a animais, o filme indica a importância da solidariedade sobre o individualismo.

 

Germinal – 1993
Diretor: Claude Berrri
Baseada no livro de Émile Zola, descreve as condições dos trabalhadores franceses no século 19, abordando uma greve de mineiros em 1860.

 

Orgulho e Esperança [Pride] – 2014
Diretor: Matthew Warchus
Comédia dramática baseada em fatos reais, conta a história de um grupo de gays e lésbicas que se organiza em uma campanha de apoio financeiro às famílias dos trabalhadores da mineração do Reino Unido, que entram em greve em 1984 e sofrem uma brutal repressão do governo Margaret Tatcher.

Afinal de contas, o significa Kali-Ma, aquele ritual da extração do coração humano no segundo filme de Indiana Jones?

Kali-ma Indiana Jones

Imagino que você, assim como eu, pesquisa sobre as coisas que consome, que se diverte por onde anda, come e bebe, o que lê, o que assiste, antes ou depois que elas acontecem, certo? Imagino que sim! Então… esses dias dias eu assisti novamente os filmes da série Indiana Jones (obrigado Netflix) e justamente no segundo longa  “Templo da Perdição” algo me chamou a atenção, o ritual de Kali-ma. Sei que Steven Spielberg é cheio de manias, sutilezas e mensagens subliminares em suas produções, então fui pesquisar sobre o ritual e encontrei num post americano isso que vocês irão a seguir. Traduzi pelo Google Translate e o que irão ler é muito interessante. Chega de mi mi mi e ao assunto

Kali-ma! O ritual da extração do coração humano

Se você assistiu um dos filmes através da série “Indiana Jones”, você provavelmente tem uma memória muito distintiva da cena “Kali-Ma” do “Temple of Doom”. Depois de fugir sem sucesso de uma gangue de bandidos de Xangai, Indiana, Willie e Short-Round encontram-se encalhados em Mayapore, uma aldeia no norte da Índia. Explorando o palácio da aldeia, eles encontram túres subterrâneos que revelam que um antigo culto a Kali. O sumo sacerdote Mola Ram remove o coração de uma vítima de sacrifício com as próprias mãos como forma de pacificar o deus e ganhar o poder de governar o mundo. Outro bom exemplo de filme de remoção de coração é “Apocalypto”, onde a elite maia remove os corações dos guerreiros derrotados para pacificar seus deuses. Ou para uma versão menos séria.

A extração ritual do coração não é apenas uma tentativa de filme para atrapalhar as audiências, há evidências etno-históricas para a prática. Durante o período clássico maia, existem evidências de relatos históricos e inscrições que a remoção ritual de coração ocorreu durante períodos de crise. O coração seria apresentado no ídolo do templo como forma de pacificar os deuses. A arte maia deste período também descreve a remoção dos corações das crianças na adesão de um novo rei ou o início de um novo ano calendário.

Apesar do conhecimento de que isso ocorre, as evidências arqueológicas de sacrifício basearam-se principalmente em contextos em vez de mudanças físicas nos restos esqueletais. O enterro com a falta de bens graves, as diferenças na localização grave e o enterro de um grupo demográfico distinto, como todos os jovens do sexo masculino, são pensados ​​para serem indicativos de sacrifícios ou comportamentos rituais.

O sangue maia deixa o sacrifício na inscrição, via Wikimedia CommonsTiesler e Cucina (2007) argumentam que a remoção ritual do coração deve ser visível nos restos humanos. As marcas de corte e as fraturas devem ser visíveis na caixa torácica ou coluna vertebral, embora isso dependa do tempo e do método de extração. Não foram deixadas contas específicas de como esse procedimento ocorre, portanto, é desconhecido como o esqueleto refletiria esse comportamento. Os métodos potenciais incluem: o órgão removido abaixo da caixa torácica, cortando o tórax para abrir a cavidade torácica ou rompendo a caixa torácica (Tiesler e Cucina 2007: 494). A falta de conhecimento dos restos esqueletais com este tipo de evidências tem sido atribuída à falta de preservação e à falta de comunicação entre disciplinas sobre a maneira e a aparência desse processo.

Neste estudo, Tiesler e Cucina (2007) examinam sistematicamente os restos esqueletais das coleções do período Clássico de Calakmul, Palenque e Becan. Destes, quatro indivíduos apresentam trauma potencial que pode estar relacionado à extração do coração ou à evisceração. Todos os restos sob investigação foram encontrados em locais públicos ou palacios (palácio) nos centros urbanos. O indivíduo é de uma jovem adulta encontrada na antecâmara de um túmulo dinástico em Calakmul. O segundo indivíduo, um sexo desconhecido de 15 a 18 anos, foi encontrado no fundo de uma escada que conduzia a uma subestrutura selada em Becan. O indivíduo três é uma fêmea adulta que foi colocada fora de um sarcófago em uma câmara funerária no Templo Xlll sub em Palenque. O quarto quarto final foi encontrado em um depósito múltiplo dentro da estrutura funerária de Janaab ‘Pakal selada.

Resultado de imagem para kalima indiana jonesTodos os indivíduos foram avaliados quanto ao trauma no tórax, que pode ser indicativo de extração ritual do coração. Em todos os quatro casos, houve evidências de recortes ao longo do lado anterior e esquerdo das vértebras torácicas, especificamente entre 10 e 12. Estas vértebras estão localizadas ao mesmo nível que o diafragma, uma membrana muscular que separa o tórax e o abdômen. Todos os recortes são regulares e diretos, indicativos de ação violenta direta em vez de cortar. Não houve evidência de marcas de corte ao longo da caixa torácica. Devido à localização dessas marcas, Tiesler e Cucina (2007) argumentam que teria sido indicativo de cortar o diafragma para permitir o acesso à cavidade torácica. Isso permitiria o acesso mais fácil ao coração.

Eles concluem sua discussão com outras causas potenciais desse dano ao esqueleto e uma discussão sobre o ritual. Tiesler e Cucina (2007) terminam com uma advertência de que os arqueólogos e os historiadores devem ter cuidado ao interpretar rituais dessa maneira e distinguir entre o enterro normal e o sacrifício. Investigações como esta podem ser facilmente sensacionalistas, por isso é importante examinar as evidências de forma independente, e avaliá-la cuidadosamente contra o contexto arqueológico.

Fonte consultada: Blog Bones Don’t  Lie

Estou na Amazon Prime Video, o mais novo serviço de streaming de vídeos e iniciamos hoje nossa transmissão

Amazon Prime Video

Estamos em mais um streaming de vídeos, agora no Amazon Prime Video Brasil que chegou no Brasil no dia 14/12. Hoje, criamos a conta lá no app, afinal, já estou há muito tempo na Amazon.com e que estava aguardando a chegada do Amazon Prime Video. Então… chegou! Agora, vamos nessa, vamos aproveitar a promoção dos dias free para teste e curtir a novidade. Ainda há muito o que melhorar, como suporte em português, sincronização com Chromecast, um catálogo mais honesto, enfim… estreou agora no país, vamos esperar melhorar a iniciativa e julgar com perfeição o serviço, mas de antemão, posso dizer que está bem longe do concorrente, ao qual prefiro bem mais o Netflix.

As avaliações lá no Google Play não são tão favoráveis assim para a galera da Amazon. Há muita crítica, como eu disse, temos que dar um tempo ao tempo. Precisa haver mais opções. Pode ser que a falta de opções seja pelo fato de terem acabado de lançar. Mas atualmente o app não tem muitas séries ou filmes. Enquanto não melhorarem o catálogo, é melhor continuar com a Netflix. Pelo tempo que esse aplicativo já existe na versão americana era pra ter muito mas títulos e em relação a versão dele no Brasil, muita falta de respeito com o país por vim todo em inglês, e produções sem legendas ou áudio em português mudo minha nota quando melhorar sem suporte pra web.

Tá uma coisa… e assim, a Amazon é uma gigante mundial e bem que poria chegar chegando, mas não chegou.

O que é o Amazon Prime Video

Bem… é um serviço de streaming de filmes e séries que promete competir com a Netflix e agora está disponível no Brasil. A novidade anunciada nesta terça-feira, dia 14/12, permite que usuários brasileiros assinem o serviço pelo preço econômico de US$ 2,99 (cerca de R$ 9,99) nos seis primeiros meses. Os títulos podem ser assistidos pelo aplicativo para celulares Android, iOS (iPhone), tablets Amazon Fire, além de versão web e de outra para Smart TVs. O serviço de streaming de vídeos está disponível em mais de 200 países no mundo e oferece legendas em diversos idiomas, inclusive o português.

No Amazon Prime Video é possível assistir seus filmes em até três dispositivos ao mesmo tempo e até baixar para ver offline no celular ou no tablet, recurso semelhante que foi lançado recentemente pelo Netflix.

A Amazon.com também promete ajustes automáticos na transmissão, se adaptando à velocidade de Internet. Com isso, deve-se limitar o consumo excessivo de dados móveis e apresentar menos interrupções ou lentidões no streaming.

Catálogo do Amazon Prime Video

No catálogo estão disponíveis títulos reconhecidos de filmes novos e clássicos, conteúdo original da Amazon, além de programas e séries de TV.  As séries originais produzidas pela Amazon oferecem ainda dublagem em português, além do francês, italiano e espanhol.

Vale lembrar que o preço no Brasil passa para US$ 5,99 (cerca de R$ 20 em conversão direta), depois do período promocional de seis meses. É possível cancelar a assinatura quando desejar pelo site. Para acessar é necessário fazer um cadastro na Amazon e adicionar um cartão de crédito.

Trump, o Dr. Fantástico e os cavaleiros do Armagedom

Dr. Fantástico

Carta Maior logoO filme, do diretor norte-americano Stanley Kubrick, de 1964, aborda com humor e sarcasmo a Guerra Fria e a possibilidade de um confronto nuclear, em um ano em que, por aqui, sofríamos na carne a divisão do planeta; os EUA se envolviam cada vez mais no Vietnã e em golpes sangrentos por todo o mundo; e a opinião pública ocidental estava tomada pelo impacto da construção do Muro de Berlim, e da então recente Crise dos Mísseis em Cuba.

O personagem que dá nome à obra é um cientista “ex-nazista” (existem ex-nazistas?), preso à cadeira de rodas, que, metaforicamente, se levanta dela no final da estória, em uma representação da ressurreição do fascismo que cairia muito bem nos dias de hoje, a começar pela própria eleição de Donald Trump.

O grande ator do filme é Peter Sellers, que faz três papéis, incluído o do Dr. Strangelove.

Mas a figura que mais se identifica – até mesmo fisicamente – com o novo presidente eleito norte-americano, é, com certeza, a do Major T.J. “King” Kong, interpretado pelo ator Slim Pickens, que, como comandante da “fortaleza voadora”, salta do avião no final do filme, com um chapéu de cowboy, montado na bomba atômica como se ela fosse um cavalo, em louca e frenética, apocalíptica, celebração da destruição e da morte.

Já dissemos em um artigo anterior sobre o tema, UM MALUCO NA CASA BRANCA, que Trump representa a ascensão hipócrita da “antipolítica” – e do fascismo – ao topo do “establishment” administrativo norte-americano, e, contra tudo e contra todos, tornou-se uma espécie de símbolo para a extrema-direita do mundo inteiro, a ponto de lideranças como Marine Le Pen, do Front National francês, o terem saudado como o advento de um “novo tempo”, e de fascistas tupiniquins se manifestarem, ainda durante a campanha, em seu favor, em plena  Avenida Paulista, e contra a eleição de Hillary Clinton, uma “Dilma” norte-americana, para a Casa Branca.

Sem precisar de razões ancoradas na realidade, ou de justificativa maior que “tornar a América grande de novo”, e a rejeição aos políticos “tradicionais”, os eleitores norte-americanos, e, principalmente os delegados dos “swing-states”, que, teoricamente, poderiam ser comprados por um candidato bilionário, entregaram o poder a uma figura tão perigosa quanto controversa e imprevisível.

A polícia (também como costuma ocorrer em certos países) interferiu na campanha, a pouco mais de uma semana da eleição, lançando acusações relacionadas a emails não transcritos da candidata democrata, para depois negar, cinicamente, às vésperas do pleito, que algum indício de crime estivesse relacionado ao caso.

Seria interessante saber por que o Chefe do FBI, James Comey,  que é republicano, resolveu fazer esse desmentido na última hora.

Em política, tudo é uma questão de timing.

Feito o estrago contra Hillary, em uma campanha em que ela (como ocorreu também com outros personagens em certos países) foi tachada de corrupta sem nenhuma evidência jurídica que apoiasse essa acusação, o que aumentou o ódio – e a mobilização – dos eleitores de Trump em uma nação em que o voto não é obrigatório; talvez tenha sido preciso inocentar Hillary no último momento, não apenas para evitar acusações futuras de decisiva interferência no pleito, mas também para diminuir o ímpeto de seus eleitores, dando-lhes a certeza de que Trump certamente perderia, evitando que eles se esforçassem mais para comparecer em massa às urnas, para votar na candidata democrata.

Agora, será preciso esperar, para ver o que vai ocorrer com os EUA, e, também, com o mundo, nos próximos quatro anos, com Donald Trump na Casa Branca.

Teoricamente, ele é muito mais radical do que a candidata democrata, agora derrotada.

Mas foi ela, como Secretária de Estado, responsável pelas relações exteriores, que endossou, ou melhor, promoveu, no primeiro  mandato de Obama, alguns dos maiores erros cometidos pelos EUA, em matéria de política externa, nos últimos anos.

O seu apoio à malfadada e mentirosa “primavera” árabe, com a derrubada de Khadafi – e o seu assassinato por terroristas apoiados pelos EUA – a queda do governo no Egito, que levou os militares de volta ao poder naquele país, com a implementação de uma ditadura de fato, depois de uma eleição controversa; o maior envolvimento dos EUA no Iraque e as suas tentativas frustradas de derrubar o Presidente sírio Bachar Al Assad, ajudaram a criar um monstro chamado Exército Islâmico, destruíram países estáveis levando-os a horripilantes guerras civis, e causaram centenas de milhares de mortes, principalmente de velhos, mulheres e crianças, levando à crise dos refugiados, que obrigou milhões de pessoas a deixar os seus países para encontrar a morte nas águas do Mediterrâneo, ou enfrentar um destino amargo e incerto, em países como a Turquia, ou em uma Europa que não os quer, que neles vê um estorvo e um perigo, e que os tratará como animais, discriminando- os por sua cor e sua cultura.

Trump, paradoxalmente, parece se dar bem com regimes de força, como o chinês e até mesmo com os russos, principalmente Putin, a quem parece admirar pela sua personalidade forte e – quem sabe – seu físico de atleta.

Resta saber se isso não vai mudar depois que ele se sentar, com o seu queixo erguido e seu topete postiço, na cadeira mais poderosa do planeta, tendo, ao alcance de sua mão, os códigos para ordenar um ataque nuclear que poderia dar início ao Armagedon.

Nesse caso, com um Presidente na Casa Branca com uma trajetória menos previsível que a de um asteróide gigante dirigindo-se  para a Terra, só podemos rezar e pedir, já que os eleitores norte-americanos não o fizeram, que Deus nos ajude, a nós e a nossos filhos e netos, nos próximos anos.

Por Mauro Santayana, em Carta Maior.