O PT é uma estrela, mas não uma estrela qualquer

Cadu e Haddad em Florianópolis

O PT é uma estrela. Mas cada vez mais me convenço de que não é uma estrela qualquer. É uma estrela feita de milhares de milhões de estrelas com brilho próprio. É uma estrela que não está lá longe, na distância do céu. Está aqui, pé no chão, ombro a ombro com todos os milhões de estrelas que formam o nosso povo.

E o que nós vimos ontem, aqui, bem no coração de Florianópolis? Vimos o brilho inapagável de nossas estrelas. Inapagável e impagável, porque o que vimos ontem não tem preço!

O que aconteceu na nossa história recente?

Lutamos e chegamos à presidência do país. Juntos!

Reelegemos nosso presidente Lula. Juntos!

Vimos nosso povo empregado, estudando, viajando de avião, consumindo, se sentindo parte da sociedade. Juntos!

Vimos nosso país ser reconhecido e respeitado. Juntos!

Elegemos a presidenta Dilma. Juntos!

Reelegemos a presidenta Dilma. Juntos!

Enfrentamos todos os ataques da mídia, do judiciário, do setor produtivo, das forças externas, dos gananciosos e dos ignorantes. Juntos!

Vimos nosso governo ser golpeado. Vimos desaparecer toda a evolução conquistada. Juntos!

Vimos nosso presidente Lula ser preso. Tristes, abalados, mas juntos!

E o que fizemos? Continuamos juntos!

Juntos, fomos para as ruas denunciar o golpe. Juntos, fomos para as ruas defender o patrimônio e a soberania nacional. Juntos, lutamos contra as reformas impostas pelos golpistas.

E toda essa luta, ao invés de nos cansar, nos deu mais força e mais brilho.

Agora, companheiros e companheiras de constelação, estamos juntos, assistindo, de pé e de cabeça erguida, a caminhada do PT novamente rumo ao topo do país. Com passos firmes que só podem dar aqueles que têm propósitos claros: uma vida melhor para todas e para todos, um governo inclusivo, com visão desenvolvimentistas, sim, mas com bases na justiça social, algo ainda tão distante de nossa nação.

O que vimos ontem à noite foi a expressão disso tudo que eu escrevi até aqui. A explosão de sentimentos, a nossa alma sendo lavada e renovada pela esperança de podermos trilhar, novamente, o caminho que já experimentamos e que já sabemos que dá certo.

Como vai ser daqui para frente? Continuaremos juntos, é claro! Dirigentes, militantes, simpatizantes, população, explicando, ensinando, fazendo entender o que de fato fizeram com nosso país. E o que agora podemos e devemos fazer para colocar o nosso maravilhoso Brasil de volta no rumo certo. No rumo que nós, povo brasileiro, escolhemos!

A emoção me tomou ontem. A emoção me toma agora, quando escrevo. A emoção me toma sempre que vivo o que é ser PT.

Por Carlos Eduardo de Souza – Cadu
Presidente do Partido dos Trabalhadores de Florianópolis

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Argumentos científicos sobre a ocorrência de um tsunami meteorológico na Ilha de Santa Catarina em 2009

Tsunami meteorológico

Documento final do 4º Seminário e Workshop em Engenharia Oceânica, FURG, Rio Grande/RS, realizado em novembro/2010

RESUMO

O presente artigo apresenta argumentos para explicar a “misteriosa” onda ocorrida no dia 19/11/2009 nas praias do Pântano do Sul e Armação, na Ilha de Santa Catarina/SC, como um Tsunami Meteorológico, similar ao ocorrido na praia do Cassino, RS em 1977 [2]. Aponta-se também similaridades entre o evento de SC e um outro ocorrido na praia de Daytona na Florida, EUA in 1992 [3]. Vídeos feitos durante e após o evento juntamente com observações de campo realizadas no local, indicam que a altura da onda pode ter atingido 3m na Praia do Pântano do Sul. Dados meteorológicos preliminares suportam a hipótese de que a onda tenha sido gerada por uma linha de instabilidade atmosférica que deslocou-se sobre a plataforma continental em condições de ressonância com uma onda longa ao longo da isóbata de 23m. São discutidos alguns mecanismos que, em tese, poderiam explicar a amplificação da onda nas praias acima mencionadas.

1. INTRODUÇÃO

As praias do Pântano do Sul e Armação, no sul da ilha de Santa Catarina em Florianópolis, foram palco de um inusitado evento no dia 19 de Novembro de 2009 (ver figura 1 para localização das praias). Segundo relatos de testemunhas, ao longo do dia o mar encontrava-se tranqüilo e as condições meteorológicas estáveis. Entretanto, no final da tarde, houve uma mudança brusca no tempo com a chegada repentina de nuvens pesadas acompanhadas de forte vendaval. Moradores e banhistas que se encontravam na praia do Pântano do Sul (figura 2) relatam que durante a passagem desse sistema meteorológico, surgiu um grande “vagalhão” que invadiu a praia, arrastando barcos de pesca que se encontravam ancorados próximos a costa, arrastando carros estacionados na praia e inundando restaurantes próximos ao mar.

O mesmo comportamento foi observado também na vizinha praia da Armação (figura 3). Segundo relatos, a onda veio de sul e atingiu o flanco sul da praia, vinda da praia do Matadeiro. A onda passou por cima do pequeno molhe e da passarela que liga a praia a Ponta das Campanhas seguindo em direção à costa. O efeito de inundação nessa praia foi menos danoso que no Pântano do Sul em vista da existência de um muro de proteção que lá existe porém deixou moradores e banhistas bastante assustados.

O fenômeno descrito acima assemelha-se muito ao misterioso “vagalhão” ocorrido na praia do Cassino no RS analisado por Melo et al [2] na primeira edição do SEMENGO. De fato, a praia do Cassino foi palco de uma onda com características similares no ano de 1977, igualmente acompanhada pela passagem de uma linha de instabilidade atmosférica e que foi explicado por esses autores como sendo um Tsunami Meteorológico: uma onda com características similares às de um tsunami “tradicional” (i.e. de origem sísmica), porém causada por forçantes meteorológicas. Conforme discutido no presente artigo, as evidências indicam que o fenômeno em Santa Catarina também tenha sido um Tsunami Meteorológico.

Diferentemente do evento da praia gaúcha que não teve qualquer documentação, o “vagalhão” de Santa Catarina foi filmado por um turista tendo sido o vídeo publicado na internet e obtido destaque no noticiário nacional da TV. Apesar de ser um vídeo amador, as imagens capturadas foram úteis para visualizar algumas características do fenômeno que no caso do episódio da praia do Cassino foram apenas conjecturadas.

Ressalta-se também que o primeiro autor tomou conhecimento recentemente de um artigo [3] sobre um evento similar ocorrido nos EUA em 1992 o qual apresenta uma explicação alternativa para o mecanismo de geração da onda mais simples do que aquele proposto na ref [2] para a praia do Cassino e que parece mais adequado para o caso de Santa Catarina.

O presente artigo, portanto, dá prosseguimento ao trabalho apresentado no SEMENGO de 2004 [2] sobre o mesmo tema, descrevendo o evento catarinense, apontando as similaridades com o caso ocorrido nos EUA e apresentando um mecanismo de resposta das águas costeiras à forçante atmosférica diferente daquele proposto anteriormente.

2. DESCRIÇÃO DO FENÔMENO

O vídeo que documentou o evento no Pântano do Sul foi feito de um ponto elevado, no costão que flanqueia a praia e, portanto, mostra a cena de um bom ângulo de visada. Observa-se que esse canto da praia do Pântano do Sul é bem abrigado das ondas graças à proteção natural que o grande maciço rochoso ali existente promove. O vídeo tem uma duração de cerca de 2 minutos. As imagens mostram uma onda de período longo atingindo a costa, entrando terra adentro e causando uma pequena inundação. Barcos de pesca que estavam ancorados próximos à praia e automóveis que encontravam-se estacionados na areia são arrastados pela onda e dois restaurantes construídos bem ao final da faixa de areia se vêem rapidamente circundados pela água. Guardadas as devidas proporções, as imagens lembram nitidamente cenas do famoso tsunami de Sumatra, confirmando que o fenômeno em questão teve características de um (pequeno) tsunami.

Lamentavelmente, não existiam (nem existem) estações maregráficas instaladas na área, portanto, do ponto de vista oceanográfico, o tsunami não foi capturado por nenhum instrumento. Em vista disso, os autores tiveram de recorrer a formas alternativas para avaliar a altura que a onda atingiu ao chegar a praia. Uma estimativa direta baseada no vídeo do momento do evento se mostrou imprecisa pela qualidade (precária) das imagens. Porém, entrevistas posteriores feitas por um dos autores (A.D.S.) com moradores locais, juntamente com uma inspeção visual de sinais e marcas (nas paredes dos restaurantes, por exemplo) que possibilitassem inferir o nível
máximo das águas e, ainda, a análise de cenas de um vídeo feito logo após o evento permitiram estimar com razoável precisão a altura da onda quando esta atingiu a praia do Pântano do Sul.

A figura 4 ilustra o resultado dessa estimativa. A figura contém um perfil médio da Praia do Pântano do Sul obtido de uma série de levantamentos topográficos realizados por um dos autores (U.R.O.). O estabelecimento do nível do mar na figura foi feito adicionando o nível da maré (astronômica) previsto para o porto de Florianópolis para a tarde do dia 19 / Nov (no valor de 1.0m – ref.: tábua de maré da DHN) ao nível ao qual os perfis foram referenciados. A seguir, o nível assinalado nas paredes dos restaurantes na praia foi identificado no perfil (linha pontilhada vertical), juntamente com a posição na rua de acesso a praia onde um dos barcos de pesca ficou encalhado após ser arrastado pelo tsunami (linha pontilhada inclinada na figura 4), de acordo com
imagens do vídeo supra-citado. Assim, levando em consideração o espraiamento (“run-up”) da onda na rampa da rua e possíveis imprecisões nas observações, pode-se inferir que a altura da onda na chegada à praia aproximou-se dos 3 metros em relação ao nível do mar (ver figura 4).

Do ponto de vista meteorológico, a “viração” (ventos fortes e com rajadas acompanhados de nuvens pesadas que surgem rapidamente) mencionada por testemunhas, foi monitorada pela estação meteorológica do aeroporto de Florianópolis localizado no sul da ilha de SC a cerca de 15 km da Praia do Pântano do Sul conforme mostra a figura 5.

Mesmo tratando-se de dados horários, as medições do aeroporto mostram claramente a passagem de uma perturbação atmosférica a partir das 15 h da tarde do dia 19/11/2009. Na medição das 16 h, o vento médio atingiu valores de cerca de 50 km/h (linha azul) com rajadas na 6 casa dos 80 km/h (linha magenta) e direção Sul (linha verde). O evento surgiu repentinamente e teve curta duração pois na medição das 17 h o vento já havia abrandado novamente.

Lamentavelmente, até o momento os autores ainda não conseguiram medições meteorológicas contínuas e que incluam o parâmetro pressão atmosférica o qual, conforme apontado na próxima seção, é de importância chave para o presente problema. Entretanto, é de se supor, pelo comportamento observado no vento, que a pressão atmosférica também tenha apresentado variações igualmente rápidas como ocorre usualmente durante a passagem desse tipo de sistema.

Imagens de satélite obtidas do banco de dados do CPTEC/INPE, confirmam a passagem de uma linha de instabilidade pela costa de Santa Catarina na tarde do dia 19/11/2009. A figura 6 ilustra uma dessas imagens.

Em resumo, as informações meteorológicas obtidas no aeroporto e no CPTEC mostram claramente que na tarde do dia 19/11/2009, a costa de SC foi palco da passagem de um peculiar sistema atmosférico sustentando, pelo menos do ponto de vista atmosférico, a hipótese do tsunami meteorológico.

A questão que se coloca nesse ponto é: poderia esse sistema atmosférico ter gerado uma onda no oceano com a magnitude da onda observada na costa de SC ? A resposta a essa questão é abordada a seguir pela apresentação de fenômeno similar ocorrido na praia de Daytona na Florida, EUA.

3. O CASO DA PRAIA DE DAYTONA, FLORIDA, EUA

O vídeo, os relatos de testemunhas e os aspectos meteorológicos reportados acima mostram que o fenômeno de SC teve grande similaridade com uma onda que atacou a praia de Daytona na Florida, EUA, no dia 3 / Julho / 1992, descrita por Sallenger et al [3]. Segundo reportado em [3], a onda aproximou-se da praia como uma parede de água “branca”, produzindo um ruído típico de zona de arrebentação e arrastando cerca de 20 veículos que estavam estacionados na praia resultando em múltiplas colisões. Apenas 20 pessoas sofreram ferimentos leves uma vez que a praia estava pouco movimentada. Os autores chamam a atenção que se o evento tivesse ocorrido 1 dia depois (4 de julho – feriado nacional nos EUA ) milhares de banhistas teriam corrido risco.

Curiosamente, ao contrário dos eventos de SC e do RS, as condições de tempo no local mantiveram-se calmas. Entretanto, um estudo das condições atmosféricas que antecederam o evento em Daytona mostrou que uma linha de instabilidade deslocou-se ao longo de 80 km de costa dissipando-se cerca de 10 km antes da praia de Daytona. A velocidade de deslocamento da tempestade, citada em [3], foi de 14 m/s, com ventos de 12 m/s e um pulso de pressão atmosférica de 2 mb. O evento em Daytona, portanto, resultou da onda que se formou mais a norte e se propagou até o local em questão.

Medições de anomalias do nível do mar obtidas por [3] num píer na praia de St. Augustine (a norte de Daytona) mostraram que a passagem do pulso de pressão foi acompanhada quase que simultaneamente por uma sobre-elevação de nível de 25 a 35 cm. Levantamentos indiretos feitos posteriormente indicaram que a água do mar na praia de Daytona chegou a atingir níveis até 2.5 m acima do nível do mar. Sallenger et al [3] chamam a atenção para a necessidade de se considerar o espraiamento da onda (“run-up”), antes de se inferir a altura da onda nesse tipo de observação. De qualquer forma, parece claro que a onda em Daytona foi maior do que os 25 a 35 cm medidos mais a norte. A amplificação de altura observada nessa praia é atribuída por [3] a efeitos de refração da onda ao longo da sua propagação. A refração, calculada em [3] por meio de modelo numérico indicou que a onda em Daytona atingiria uma altura máxima de cerca de 1 m.

4. O TSUNAMI METEOROLÓGICO DE SC EXPLICADO COMO UMA ONDA DE ÁGUAS RASAS GERADA POR UMA LINHA DE INSTABILIDADE (“SQUALLLINE SURGE”)

As medições da velocidade de deslocamento da linha de estabilidade feitas na Florida (14 m/s) sugerem que Melo et al [2] podem ter estimado razoavelmente bem a ordem de grandeza da velocidade de avanço desse fenômeno no evento da praia do Cassino (10 m/s). No caso do Cassino, entretanto, Melo e colaboradores [2], admitindo uma declividade uniforme da plataforma interna, consideraram a hipótese da onda excitada no mar ter assumido a forma de uma onda de borda (“edge wave”) em lugar de uma simples onda longa como fizeram Sallenger  et al [3]. Essa hipótese talvez seja razoável para a praia gaúcha que se prolonga para S sem qualquer obstáculo. Contudo no caso de Santa Catarina, as praias afetadas, além de situarem-se numa ilha, são praias de enseadas e, portanto, confinadas entre costões rochosos. Assim, no caso catarinense, faz-se necessário analisar um outro mecanismo conforme discutido nessa seção.

Inspirados pelo exemplo da praia de Daytona, vamos admitir que a linha de instabilidade tenha se deslocado sobre o mar ao longo de uma faixa de profundidade aproximadamente constante. A teoria de ondas longas forçadas por um pulso móvel de pressão que se desloca com velocidade U está apresentada no livro de Dean & Dalrymple [1] (seção 5.10) e pode ser sintetizada pela expressão:

Onde, η = altura da onda , h = profundidade , po = pressão (correspondente ao pulso móvel de pressão), ρ = densidade da água e g = gravidade

Para um caso estático (U = 0), a expressão simplifica-se para: que é a conhecida pressão hidrostática.

Entretanto, para casos em que a velocidade de deslocamento do pulso se aproxima da
velocidade de propagação de uma onda longa livre, isto é, há uma amplificação da resposta [ eq.(1) ] a qual, nessa solução simplificada, torna-se infinita pela ausência de dissipação. Esse, na verdade, é um exemplo claro do mecanismo de ressonância mencionado em [3] e que seria responsável pela amplificação da onda.

Voltando a atenção novamente ao fenômeno de SC, fica claro que o ingrediente fundamental da ressonância entre a forçante atmosférica e a resposta do oceano requer que a linha de instabilidade em SC tenha se deslocado sobre o mar numa direção aproximadamente paralela a costa (dir. Sul) e que tenha atuado por um período de tempo suficientemente longo para que uma quantidade de energia “razoável” pudesse ser transferida para a onda.

No intuito de elucidar essa questão, uma sequência de imagens de satélite similares a da figura 5 foi cuidadosamente analisada de modo a avaliar a direção e a velocidade de deslocamento da linha de instabilidade. O resultado dessa análise está mostrado na figura 7.

Analisando a figura, observa-se que a direção de deslocamento da linha de instabilidade é bem aproximadamente paralela à costa como esperado (vinda de S). A distância total percorrida pela linha de instabilidade sobre o mar não pode ser deduzida da figura pois não há informação anterior às 16:00 h. Porém, admitindo que, antes das 16 :00 h, ela já vinha avançando de modo similar ao que ocorreu depois, pode-se estimar que a distância percorrida sobre mar deve ter sido da mesma ordem de grandeza (i.e. muitas dezenas de km) daquela observada em Daytona (que foi de 80 km).

Finalmente, uma análise das posições sucessivas da linha de instabilidade permitiu estimar sua velocidade de avanço. De fato, medindo-se a distância entre a posição as 16:00 h (linha magenta) e a posição as 16:45 h (linha preta) chega-se a um valor de cerca de 40 km. A estimativa da velocidade de avanço, portanto, seria: Uma velocidade bem similar àquela encontrada na Florida.

Considerando a velocidade de 15 m/s como sendo a velocidade ( C ) que a onda no mar teria de ter para entrar em ressonância com a linha de instabilidade, pode-se, através da equação (3), obter-se a faixa de profundidade na qual a onda teria sido gerada: Com isso, todos os ingredientes necessários para a geração da onda por ressonância parecem ter sido atendidos nesse caso: a linha de instabilidade deslocou-se sobre o mar com velocidade de 15 m/s numa direção aproximadamente paralela à costa (vinda de Sul) atuando sobre a batimétrica de 23 m por um período de tempo suficientemente longo para que uma quantidade de energia “razoável” fosse transferida para a onda.

Para avançar na construção da hipótese, vamos admitir que, ao se aproximar da parte Sul da ilha de SC, a linha de instabilidade tenha diminuído de intensidade, se desviado, ou mesmo estacionado, “libertando” a onda de forma que esta pudesse propagar-se como uma onda livre. Uma observação minuciosa da figura 7, na verdade, sustenta essa hipótese pois a partir de 16:45h a linha de instabilidade parece ter estacionado(ver linha amarela) e, a seguir, mudado de rumoem direção ao mar.

A onda agora estando “livre” para propagar-se, teria sua direção guiada pela batimetria local pelo efeito da refração. Finalmente, se admitirmos que esse processo de refração dirigisse a energia da onda para a região das praias do Pântano do Sul e da Armação estaria aí montado o cenário que explicaria o evento observado. (A refração dessa onda será alvo de futura investigação).

No caso da praia do Pântano do Sul, é possível que o maciço rochoso tenha ainda contribuído para amplificar mais a onda refletindo-a parcialmente e servindo de “guia” para a mesma. Essa hipótese explicaria, talvez, porque a onda nessa praia foi maior do que na vizinha Armação (cujo costão está do lado oposto).

5. CONCLUSÃO

A “misteriosa” onda ocorrida nas praias do sul da Ilha de Santa Catarina no dia 19/11/2009 foi estudada no presente artigo. Vídeos e observações feitas no local após a passagem da onda permitiram estimar a altura da mesma na praia do Pântano do Sul em cerca de 3 metros. Fazendo uso de medições no aeroporto de Florianópolis e de imagens de satélite, os autores conseguiram documentar de forma simples a passagem de uma linha de instabilidade pela costa de SC e a partir daí montar um cenário que explica o fenômeno como um tsunami meteorológico gerado por uma iteração ressonante entre o pulso móvel de pressão associado à linha de instabilidade e uma onda longa na plataforma continental.

O presente trabalho representa um passo adiante no entendimento desse tipo raro de fenômeno que anteriormente só havia sido reportado no Brasil na praia do Cassino, RS [2].

6. REFERÊNCIAS

  1. DEAN, R.G & DALRYMPLE, R.A. Water Wave Mechanics for Engineers and Scientists. World Scientific, 356 pp, 1984.
  2. MELO Fo, E, CALLIARI, L.J.; FRANCO, D. & STRAUCH, J.C.S. Indídios da Ocorrência de um Tsunami Meteorlógico na Praia do Cassino, RS. 1º Seminário e Workshop em Engenharia Oceânica, FURG, Rio Grande, pp-11 (publicado em CD).
  3. SALLENGER, A.H.; JEFFREY H.L; GELFENBAUM, G ; STUMPF, R.P. & HANSEN, M. Large Wave at Daytona Beach, Florida, Explained as a Squall-Line Surge. Journal of Coastal Research (Technical Communication) Vol.11, no.4, 1995.

Fonte

Praia do Pântano do Sul em Florianópolis

3ª feira de instrumentos usados de Floripa!

3ª feira de instrumentos usados de Floripa!

Você tem um instrumento musical parado? Então, alguém pode precisar dele!!!

Chegou a notícia por e-mail e eu resolvi blogar pela importância da causa cultural. A dominguera do business manézinho está de volta com a terceira Feira de Venda e Troca de Instrumentos de Floripa! Dia 14 de julho, às 14h. Você não veio nas duas primeiras edições?

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Serviço

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  • HORÁRIO: DAS 14H ÀS 20H
  • Mais informações pelo telefone: 48 3234-9020 (Marcio Pimenta)

 

Congresso reúne 12 dos melhores fotógrafos do Brasil

Congresso reúne 12 dos melhores fotógrafos do Brasil

Depois de passar por Florianópolis, Salvador e Belo Horizonte, e reunir mais de 1200 fotógrafos, chegou a vez da região Centro-Oeste do Brasil receber o PhotoShow. Neste ano, Goiânia será a sede de um dos maiores congressos de fotografia do Brasil. Serão três dias de congresso, divididos em 12 palestras com mais de 27 horas de muita prática. E uma das apresentações será do fotógrafo Marcio Sheeny, que mostrará como aplicar conceitos da fotografia de moda dentro de um casamento e como inovar seus ensaios e fotos. Imperdível!

Informações e inscrições: www.iphotoeditora.com.br/photoshow ou ligue 0800 600 5622

 

Encontro de motociclista agitará a noite desta sexta-feira em Ilhota

Moto Grupo Asas ao Vento

O Moto Clube Asas ao Vento promove o 2ª confraternização de motociclistas da região que acontece nesta sexta-feira, 15/05.

O Encontro de Moto Clubes reunirá as cidades Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Tijucas, Florianópolis, Palhoça com destino a Ilhota onde serão reunidos a partir das 19h30 no posto Santa Rosa, rodovia BR-101 (trevo de acesso a Blumenau) em Itajaí, com saída prevista para 20h.

Os grupos prometem fazer um grande bonde, rumo a capital catarinense da Moda Intima e Linha Parai para prestigiar com todos os irmãos de estrada. O encontro em Ilhota acontecerá na lanchonete  Baumgart do nosso amigo Jorge.

IGP de Blumenau passa a realizar exames em substâncias entorpecentes

IGP de Blumenau

O IGP-Instituto Geral de Perícias de Blumenau passa a contar a partir do mês de maio com um Perito Criminal Bioquímico, que realizará a análise de substâncias entorpecentes apreendidas. Este profissional será responsável pela implantação do Instituto de Análises Forenses na região.

Toda droga apreendida na região de Blumenau será encaminhada ao perito que concluirá o laudo final num prazo de até 10 dias (prazo que antes levava cerca de 30 dias), evitando o deslocamento até Florianópolis para transporte da droga ao laboratório da sede e reduzindo o tempo de espera para a destruição da substância.

O Instituto Geral de Perícias é formado pelo Instituto de Análises Forenses (IAF), Instituto de Criminalística (IC), Instituto de Identificação Civil e Criminal (II), Instituto Médico Legal (IML) e a Academia de Perícia (Acape).

O IGP de Blumenau tem a sede localizada na Rua São Paulo, nº 1569 – bairro Vitor Konder e atende das 11h às 17h, de segunda a sexta-feira. O telefone para contato é o (47) 3340-1920.

Programação da 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul – Florianópolis

6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Pela primeira vez Florianópolis receberá a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que este ano chega a todas as capitais do Brasil. O evento é gratuito e dedicado a produções que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos.

21/11 (segunda-feira)

19h00 – Sessão de Abertura

  • Doce de Coco – Allan Deberton (Brasil, 20 min, 2010, fic). A família de Diana produz cocadas caseiras. João, o irmão mais novo, recolhe os cocos; Diana e a mãe preparam os doces, vendidos por Zacarias, o pai. Tudo muda quando Diana vai tomar banho de rio.
  • Tempo de Criança – Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic). Uma construção dramática e poética sobre o cotidiano de uma menina que precisa ser gente grande quando a mãe não está em casa.
  • Máscara Negra – Rene Brasil (Brasil, 15 min, 2010, fic). Gregório é apaixonado por uma máscara de carnaval. Luisette é um travesti em busca de carinho. Durante um jogo de futebol, Luisette cativa Gregório com seu amor sincero.
  • Classificação indicativa: 14 anos.

22/11 (terça-feira)

09h00

  • Tempo de Criança – Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic). Uma construção dramática e poética sobre o cotidiano de uma menina que precisa ser gente grande quando a mãe não está em casa.
  • Arquitetos da Natureza – Cléa Lúcia (Peru/Brasil, 25min, 2011, doc). A grandiosidade de civilizações pré-colombianas no Peru e o paradoxal contraste com a pobreza vigente nos dias de hoje.
  • Tava – Paraguai Terra Adentro – Lucas Keese/Lucía Martin/Mariela Vilchez (Argentina/Brasil/Paraguai, 70 min, 2011, doc). Combinando herança cultural indígena e perspectivas de emancipação socialista, o filme apresenta a luta dos camponeses do assentamento Tava Guarani, no Paraguai, contra os latifundiários. Desde o começo dos anos 1990, a comunidade resiste aos ataques da elite agrária, mas a imprensa paraguaia insiste em denominar a região de “terra guerrilheira”. O assentamento é inovador, pois adotou um modelo centralizado, oposto aos esquemas impostos pelo governo, que isolam os camponeses uns dos outros. Entre memórias, colheitas, poesias e assembleias, a comunidade constrói suas imagens.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

14h00

  • Bala Perdida – Maurício Durán Blacut (Bolívia, 52 min, 2010, doc). Em janeiro de 1982, Oswaldo, irmão do diretor Mauricio Durán Blacut, morreu enquanto cumpria o serviço militar. Segundo os peritos militares, a morte foi provocada por uma bala perdida. Desde então, por autoproteção e necessidade, a família de Mauricio decidiu esquecer o fato. No entanto, mesmo sem ter qualquer lembrança do irmão – ele tinha apenas um ano e oito meses na época da morte -, Maurício não esqueceu Oswaldo. Quase trinta anos depois de sua morte, o diretor fez uma viagem de trem para encontrar as respostas às perguntas levantadas pelo trágico acontecimento.
  • No Futuro – Mauro Andrizzi (Argentina, 60min, 2010, fic). Depois de uma longa sequência de beijos desenfreados, a imagem como ação se detém, e com ela as possibilidades de continuar sendo parte de alguma história. Os encontros e desencontros que caracterizam a experiência amorosa passam a ser objeto do discurso dos personagens. Os acontecimentos sentimentais se convertem em palavras e são elas que permanecem, mas como sombras, como fantasmas eternos que percorrem um espaço fílmico que já não existe. En el Futuro trata disso, de espaços despojados, sem limites, filtrados pelas cores do passado do cinema em emulação digital, as não-cores e textura do registro de um tempo verbal extinto.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

16h00 

  • Orquestra do Som Cego – Lucas Gervilla (Brasil, 13 min, 2010, doc). Dois sanfoneiros cegos, um filme mudo e um “decompositor” musical.
  • Poliamor – José Agripino (Brasil, 15 min, 2010, doc). Em uma sociedade na qual predominam valores afetivos monogâmicos, algumas pessoas escolhem um arranjo de relacionamentos que está se tornando conhecido como Poliamor.
  • Camponeses do Araguaia – GUERRILHA VISTA POR DENTRO – Vandré Fernandes (Brasil, 73 min, 2010, doc). Camponeses falam da amizade que travaram com os “paulistas” (militantes do PC do B) durante a Guerrilha do Araguaia (1972-1974), evidenciando que estes contavam com o apoio popular. Além da convivência com os guerrilheiros, a população local relembra o sofrimento pelo desaparecimento de familiares e amigos, as torturas cometidas pelo Exército brasileiro na região em um dos mais sangrentos e desconhecidos episódios do período da ditadura militar (1964-1985). O filme traz raras imagens da época, mostrando o treinamento do Exército na região, que escaparam da destruição de documentos do conflito empreendida pelos próprios militares.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

19h00

  • Araguaya – A Conspiração do Silêncio – Ronaldo Duque (Brasil, 105 min, 2005, fic). O Exército no auge da ideologia da segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militantes aguerridos, inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo. Eis o cenário deste filme sobre a Guerrilha do Araguaia. A narração se faz a partir de Padre Chico, um religioso francês que chegou à região no início dos anos 1960. A profunda identidade dele com a população local, seu sentimento religioso e suas dúvidas existenciais permitem abordar este momento histórico com liberdade, oferecendo uma visão original sobre uma história instigante e real.
  • Classificação indicativa: 12 anos.

23/11 (quarta-feira)

09h00

  • A Grande Viagem – Caroline Fioratti (Brasil, 15 min, 2011, fic). Seu Mário já não consegue distinguir claramente passado e presente. Revive em sua mente uma fase da vida em que vendia guias de viagem. Entretanto, ele nunca viajou. Mas agora tem a oportunidade de conhecer os quatro cantos da Terra com o neto Felipe.
  • Avós – Carla Valencia Dávila (Equador/Chile, 93 min, 2010, doc). Uma viagem à origem e ao fim. Remo Dávila, médico autodidata equatoriano e avô materno da diretora, tinha um grande objetivo: descobrir a imortalidade. O avô paterno, Juan Valencia, militante comunista chileno, foi assassinado no campo de concentração de Pisagua em 1973, após o golpe militar que derrubou o presidente Salvador Allende. Duas histórias: uma mágica e outra trágica. Duas paisagens: uma viva e frondosa, outra árida e desolada. Dois sonhos: um próximo e outro por conhecer. Uma viagem pessoal que procura entender a morte, uma homenagem à resistência e à imortalidade.
  • Classificação indicativa: Livre.

14h00 

  • Café Aurora – Pablo Polo (Brasil, 19 min, 2010, fic). Um especialista na preparação de cafés admira secretamente uma artista plástica, cliente habitual do Café Aurora. O encontro dos dois nos leva a um mundo de sensações diferentes, em que as palavras valem menos do que a percepção.
  • Confissões – Gualberto Ferrari (Argentina/Brasil/França, 90 min, 2011, doc). Gustavo Scagliusi, ex-agente secreto do Batalhão 601, unidade do Serviço de Informações do Exército argentino durante a última ditadura militar (1976-1983), encontra- se frente a frente com o passado e as próprias culpas. Um jornalista e escritor, à época militante estudantil de uma famosa organização guerrilheira, revela sua amizade com o ex-agente, mesmo investigando as ações criminais cometidas pelo temível batalhão. Uma paradoxal ironia do destino une estes dois amigos em uma estranha relação circular que atravessa quase três décadas.
  • Classificação indicativa: Livre.

16h00 – Sessão Audiodescrição

  • Diário de uma Busca – Flávia Castro (Brasil/França, 105 min, 2010, doc). A diretora Flávia Castro tenta desvendar os mistérios da prematura morte do pai, o militante político brasileiro Celso Castro (1943-1984), cuja história coincide com as lutas que abalaram a América Latina na década de 1960. Uma vida de exílios sucessivos e militância – que vai da euforia e da esperança dos anos de juventude ao desalento dos últimos anos – que terminou tragicamente no apartamento de um ex-nazista, onde Celso Castro possivelmente fazia uma investigação. Flávia reconstrói a memória afetiva e familiar de sua infância passando por países como Brasil, Chile, Argentina, Venezuela e França.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

19h00 

  • Dama do Peixoto – Allan Ribeiro/Douglas Soares (Brasil, 11 min, 2011, doc). A invisibilidade é subjetiva, se enxerga o que é desejado. Ela, a protagonista, sempre está ali; os invisíveis são os outros.
  • Quem se Importa – Mara Mourão (Brasil, 96 min, 2011, doc). O trabalho de empreendedores sociais ao redor do mundo. O filme investiga o empreendedorismo social a partir de entrevistas com dezenove das mais destacadas personalidades do setor, que decidiram mudar a realidade por meio de ideias criativas de grande impacto social. Entre os entrevistados estão o economista e banqueiro bengali Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz e figura central do microcrédito, e o norte-americano Bill Drayton, fundador da Ashoka, organização pioneira no campo da inovação social.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

24/11 (quinta-feira)

09h00 – Sessão de Audiodescrição

  • Doce de Coco – Allan Deberton (Brasil, 20 min, 2010, fic). A família de Diana produz cocadas caseiras. João, o irmão mais novo, recolhe os cocos; Diana e a mãe preparam os doces, vendidos por Zacarias, o pai. Tudo muda quando Diana vai tomar banho de rio.
  • Tempo de Criança – Wagner Novais (Brasil, 12 min, 2010, fic). Uma construção dramática e poética sobre o cotidiano de uma menina que precisa ser gente grande quando a mãe não está em casa.
  • Máscara Negra – Rene Brasil (Brasil, 15 min, 2010, fic). Gregório é apaixonado por uma máscara de carnaval. Luisette é um travesti em busca de carinho. Durante um jogo de futebol, Luisette cativa Gregório com seu amor sincero.
  • A Grande Viagem – Caroline Fioratti (Brasil, 15 min, 2011, fic). Seu Mário já não consegue distinguir claramente passado e presente. Revive em sua mente uma fase da vida em que vendia guias de viagem. Entretanto, ele nunca viajou. Mas agora tem a oportunidade de conhecer os quatro cantos da Terra com o neto Felipe.
  • Garoto Barba – Christopher Faust (Brasil, 14 min, 2010, fic). Fábula sobre um garoto que tem barba devido a uma doença rara. Quando os pais resolvem submetê-lo a uma cirurgia, ele tem que tomar uma decisão drástica, que mostrará a eles e à cidade inteira que às vezes vale a pena lutar pelo que se é realmente.
  • O Plantador de Quiabos – Coletivo Santa Madeira (Brasil, 15 min, 2010, fic). Tragicomédia sobre um agricultor do interior de São Paulo dividido entre o aumento da produção de sua lavoura de quiabos e a realização de um sonho efêmero da filha.
  • Classificação indicativa: 14 anos.

14h00 

  • Acercadacana – Felipe Peres Calheiros (Brasil, 20 min, 2010, doc). Com a valorização do etanol e a expansão do latifúndio canavieiro na década de 1990, 15 mil famílias da Zona da Mata de Pernambuco foram expulsas de seus sítios. Dona Maria Francisca, que mora na região há 40 anos, decidiu resistir.
  • A Ocupação – Angus Gibson/Miguel Salazar (Colômbia/EUA/França, 88 min, 2011, doc). Na manhã de 6 de novembro de 1985, 35 guerrilheiros do grupo M-19 tomaram de assalto o Palácio da Justiça em Bogotá, na Colômbia. O Exército reagiu, convertendo a Praça Bolívar em um campo de batalha, com quase cem mortos, entre eles 11 magistrados da Corte Suprema, e 12 desaparecidos. Em junho de 2010, o Coronel Luís Alfonso Plazas Vega foi condenado a 30 anos de prisão como corresponsável pelos desaparecimentos. O filme traz farto material de arquivo, boa parte dele inédita, além de depoimentos de sobreviventes para contar esta história que abalou a Colômbia e ainda é objeto das mais diversas interpretações.
  • Classificação indicativa: 12 anos.

16h00

  • Garoto Barba – Christopher Faust (Brasil, 14 min, 2010, fic). Fábula sobre um garoto que tem barba devido a uma doença rara. Quando os pais resolvem submetê-lo a uma cirurgia, ele tem que tomar uma decisão drástica, que mostrará a eles e à cidade inteira que às vezes vale a pena lutar pelo que se é realmente.
  • Assunto de Família – Caru Alves de Souza (Brasil, 13 min, 2011, fic). A família de Rossi se prepara para assistir a um jogo de futebol pela TV. Eunice, a mãe, olha pela janela, enquanto o pai e o irmão mais velho acompanham o jogo. Rossi tenta achar seu lugar na casa.
  • Copa Vidigal – Luciano Vidigal (Brasil, 75 min, 2010, doc). Em 1997, o morro do Vidigal vivia uma situação delicada. A guerra entre traficantes do Vidigal e da Rocinha atormentava os moradores. Os tiroteios acabaram com qualquer diversão da comunidade. No fim da guerra, Cypa, professor de futebol e líder comunitário, resolveu organizar no Vidigal um torneio de futebol reunindo times de várias comunidades. Além de Cypa, dois outros personagens conduzem a narrativa: Nélio, ex-jogador do Flamengo que vive no Vidigal, e Thiago Beição, um motoboy que teve a oportunidade de ser goleiro em grandes times, mas não realizou o sonho por problemas de disciplina.
  • Classificação indicativa: 12 anos.

19h00

  • D.O.R – Leandro Goddinho (Brasil, 4 min, 2010, doc). Documentário poético-experimental sobre a dor e o racismo construído a partir de depoimentos pessoais – baseados em gestos e sem palavras – dos atores da Cia. de Teatro Os Crespos.
  • Silêncio 63 – Fábio Nascimento (Brasil , 23 min, 2011, doc). Em 1963, um violento embate sacudiu a cidade mineira de Ipiranga. De um lado, operários grevistas de uma siderúrgica; do outro, forças militares. O episódio foi um ensaio geral do golpe militar de 1964. É o silêncio que nos conta esta história.
  • E a Terra se fez Verbo – Erika Bauer (Brasil, 77 min, 2011, doc). A Prelazia de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso, tem uma história marcada por lutas de resistência contra todo tipo de opressão. Seu principal personagem, o bispo espanhol Dom Pedro Casaldáliga, está no Brasil desde 1968. Foi bispo prelado de São Félix do Araguaia entre 1971 e 2005, quando se afastou por motivos de saúde. O documentário esboça um retrato do religioso a partir de depoimentos e histórias contadas por posseiros, índios e peões que atuaram e atuam em defesa de sua permanência na terra.
  • Classificação indicativa: 12 anos.

25/11 (sexta-feira)

09h00

  • Barras e Barreiras, Retrato de Kelly Alves – Riccardo Migliore (Brasil, 38 min, 2011, doc). Kelly nasceu menina em um corpo de menino. Com 22 anos e às vésperas de fazer uma cirurgia de redesignação sexual, Kelly compartilha com a câmera os seus segredos para sobreviver às adversidades, superando barras e barreiras, para exigir um lugar no “clube” dos socialmente incluídos.
  • Quatro Litros Por Tonel – Belimar Román Rojas (Argentina/Venezuela, 70 min, 2010, doc). Vicenta, Marilin, Luisa, Victoria e outras oito camponesas venezuelanas decidem se tornar independentes economicamente formando a Mubay, uma cooperativa dedicada à produção de adubo orgânico. Com a colaboração de vários membros da comunidade, as doze cooperadas conseguem sustentar a produção, superando múltiplos obstáculos sociais e culturais. O novo desafio que precisam superar é conseguir um transporte próprio que lhes permita manter a produção a todo vapor, sem depender de favores dos vizinhos. Esta busca causa problemas, e elas recebem ameaças que podem destruir o projeto.
  • Classificação indicativa: 12 anos.

14h00

  • Do Outro Lado do Muro – Eleonora Menutti (Argentina, 12 min, 2010, doc). Algo se move por trás do muro: uma presença, uma força. As marcas do passado estão nos espaços, objetos e nas pessoas que habitaram centros clandestinos de detenção e tortura durante a ditadura militar argentina (1976-1983).
  • Entre Vãos – Luísa Caetano (Brasil, 20 min, 2010, doc). Além de revelar seus sonhos, a menina Lizeni, da comunidade remanescente quilombola Kalunga, em Cavalcante (GO), conduz nosso olhar para as brincadeiras de infância, o mundo dos pais e a relação da família com a cidade mais próxima.
  • Vocacional, Uma Aventura Humana – Toni Venturi (Brasil, 77 min, 2011, doc). Criadora de um modelo progressista e pioneiro na educação pública brasileira instalado nos anos 1960 em São Paulo, Batatais e Americana, a educadora Maria Nilde Mascellani (1931-1999) defendia a formação multidisciplinar de alunos, para que fossem também sujeitos de sua história. Para isso, os Ginásios Vocacionais aliavam projetos interdisciplinares e viagens de estudo, estimulando os alunos a se expressarem sobre todas as questões. Interrompida pela ditadura militar, que perseguiu e prendeu Mascellani, a experiência das escolas vocacionais é relembrada e reavaliada por antigos professores e alunos, entre eles, o próprio diretor do filme, Toni Venturi.
  • Classificação indicativa: Livre.

16h00

  • O Plantador de Quiabos – Coletivo Santa Madeira (Brasil, 15 min, 2010, fic). Tragicomédia sobre um agricultor do interior de São Paulo dividido entre o aumento da produção de sua lavoura de quiabos e a realização de um sonho efêmero da filha.
  • Máscara Negra – Rene Brasil (Brasil, 15 min, 2010, fic). Gregório é apaixonado por uma máscara de carnaval. Luisette é um travesti em busca de carinho. Durante um jogo de futebol, Luisette cativa Gregório com seu amor sincero.
  • Uma Nova Dança – Nicolás Lasnibat (Chile/França, 23 min, 2010, fic). Armando é um cantor de tango deficiente físico. Ele nunca teve uma vida fácil. Hoje, seu destino vai mudar. Uma história de reconstrução e esperança em um país que ainda tenta superar o fantasma da ditadura.
  • Classificação indicativa: 14 anos.

19h00

  • Graffiti que Mexe – Coletivo Graffiti com Pipoca (Brasil, 13 min, 2011, animação). Animação que usa os muros da cidade em ruas, becos e vielas como suporte para serem pintados. Foram dez mutirões em diferentes regiões de São Paulo, nos quais mais de 50 artistas participaram da construção desta colcha de retalhos.
  • Licuri Surf – Guilherme Martins (Brasil, 15 min, 2011, doc). Uma aventura pelo litoral brasileiro na companhia de um pataxó surfista que vive numa praia sem ondas.
  • Céu sem Eternidade – Eliane Caffé (Brasil, 70 min, 2011, doc). Um embate entre tradição e modernidade, um experimento audiovisual de caráter poético e antropológico que explora as narrativas das comunidades quilombolas de Alcântara, no Maranhão. Há mais de trinta anos, os quilombolas estão em conflito com o Projeto Espacial Brasileiro, que instalou uma base de lançamento de foguetes em uma área que os quilombolas ocupam há cerca de três séculos. O documentário é uma criação coletiva da Oficina Audiovisual de Alcântara, coordenada pela cineasta Eliane Caffé.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

26/11 (sábado)

14h00

  • Doce de Coco – Allan Deberton (Brasil, 20 min, 2010, fic). A família de Diana produz cocadas caseiras. João, o irmão mais novo, recolhe os cocos; Diana e a mãe preparam os doces, vendidos por Zacarias, o pai. Tudo muda quando Diana vai tomar banho de rio.
  • Cortina de Fumaça – Rodrigo Mac Niven (Brasil, 88 min, 2010, doc). O documentário analisa a política de drogas no Brasil e no mundo, comparando a legislação brasileira com a de países que encaram a questão de forma menos repressora. A discussão sobre a legalização das drogas é ampliada com entrevistas de estudiosos, cientistas, médicos, políticos e antropólogos. Entre eles estão o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o Ministro da Suprema Corte da Argentina, Raúl Zaffaroni, o ensaista e filósofo espanhol Antonio Escohotado, autor do tratado Historia General de las Drogas, e o criminalista Nilo Batista.
  • Classificação indicativa: 12 anos.

16h00

  • Cabra Cega – Toni Venturi (Brasil, 107 min, 2005, fic). Thiago (Leonardo Medeiros) e Rosa (Débora Duboc) são dois jovens militantes de esquerda que sonham com uma revolução social no Brasil. Depois de ser ferido por um tiro em uma emboscada feita pela polícia, Thiago se refugia na casa de Pedro (Michel Bercovitch), um arquiteto simpatizante da causa. Thiago comanda um “grupo de ação” de uma organização de esquerda que atravessa uma crise, mas cogita retornar à luta política. Rosa é o contato de Thiago com o mundo. Com o passar do tempo, Pedro passa a ficar preocupado com a segurança deles, e adota um comportamento estranho. Seria ele um traidor?
  • Classificação indicativa: 14 anos.

19h00

  • Bicho de Sete Cabeças – Laís Bodanzky (Brasil, 74 min, 2000, fic). Seu Wilson (Othon Bastos) e o filho Neto (Rodrigo Santoro) mantêm um relacionamento difícil, e cada vez mais aumenta a distância entre eles. Seu Wilson despreza o mundo de Neto, e este não suporta a presença do pai. A situação entre os dois atinge seu limite, e Neto é enviado para um manicômio, onde terá que suportar as agruras de um sistema que lentamente devora suas presas. Além de abordar a questão dos abusos cometidos em hospitais psiquiátricos, o filme trata também da questão das drogas e da relação entre pai e filho. Baseado no livro Canto dos Malditos, relato autobiográfico de Austregésilo Carrano Bueno (1957-2008).
  • Classificação indicativa: 14 anos.

21h00

  • Central do Brasil – Walter Salles (Brasil, 112 min, 1998, fic). Dora (Fernanda Montenegro) escreve cartas para analfabetos na estação Central do Brasil. Nos relatos que ela ouve e transcreve, surge um Brasil desconhecido e fascinante, um verdadeiro panorama da população migrante, que tenta manter os laços com os parentes e o passado. Uma das clientes de Dora é Ana, que lhe pede para escrever uma carta com seu filho, Josué (Vinícius de Oliveira), um garoto de nove anos que sonha encontrar o pai que nunca conheceu. Na saída da estação, Ana é atropelada e Josué fica sozinho. Mesmo a contragosto, Dora acaba acolhendo o menino e levando-o para o interior do nordeste, à procura do pai. Durante a viagem, os dois personagens se aproximam.
  • Classificação indicativa: 16 anos.

27/11 (domingo)

14h00

  • Sobra uma Lei – Daiana Di Candia/Denisse Legrand (Uruguai, 36 min, 2011, doc). Ativistas uruguaios refletem sobre as diferentes campanhas pela anulação da “Ley de Caducidad”, segundo a qual o Estado renuncia a sua faculdade de julgar e punir delitos cometidos por militares e policiais até 1 de março de 1985, durante a ditadura militar. Todos concordam: há uma lei sobrando no Uruguai.
  • Pequenas Vozes – Óscar Andrade e Jairo Eduardo Carrillo (Colômbia, 76 min, 2010, doc). Documentário de animação baseado em entrevistas e oficinas de desenho com crianças colombianas de 8 a 13 anos que cresceram expostas à violência do conflito entre terroristas, grupos paramilitares e o exército, que corrói o país há décadas. Três meninos e uma menina falam de suas experiências, colocando às vezes no mesmo plano os pequenos detalhes do cotidiano e os dramas da violência. Assim, compartilham com o espectador sua maneira de perceber esta terrível realidade, seus sonhos e esperanças. Os relatos são ilustrados e animados a partir de desenhos das próprias crianças.
  • Classificação indicativa: 10 anos.

16h00

  • Chuvas de Verão – Carlos Diegues (Brasil, 93 min, 1977, fic). Ao se aposentar, Afonso (Jofre Soares) decide viver com tranquilidade no subúrbio onde mora. O que mais quer é vestir seu pijama e nunca mais tirá-lo. Mas uma série de acontecimentos o faz descobrir que há formas bem menos passivas de encarar esta fase da vida. Na primeira semana longe do trabalho, durante um tórrido verão, Afonso se envolve com os problemas da filha, dos amigos e da vizinhança. Até sua convivência com Isaura (Miriam Pires), vizinha de tantos anos, se modifica. Os dois iniciam uma relação de amizade, amor e respeito. Um retrato corajoso, lírico e sem preconceitos, da velhice e do envelhecimento.
  • Classificação indicativa: 16 anos.

19h00

  • Morango e Chocolate – Tomás Gutiérrez Alea/Juan Carlos Tabío (Cuba/México, 110 min, 1993, fic). O encontro de dois personagens antagônicos: David (Vladimir Cruz), um estudante de Ciências Sociais filho de camponeses que acredita nas realizações da Revolução Cubana, e Diego (Jorge Perugorría), um artista dissidente que luta contra o preconceito com os homossexuais vigente na ilha e exige o direito à liberdade de expressão. Uma verdadeira amizade surge entre eles, acima das divergências políticas e de opção sexual. Um canto à compreensão e à tolerância, que também mostra aspectos da realidade cubana. Baseado no conto “El bosque, el lobo y el hombre nuevo”, do escritor, dramaturgo e roteirista Senel Paz.
  • Classificação indicativa: 14 anos.

21h00

  • A Terra a Gastar – Cássia Mary Itamoto/Celina Kurihara (Brasil, 6 min, 2009, animação). Animação sobre o consumo desenfreado da sociedade contemporânea, seu impacto sobre os recursos do planeta e a possibilidade de mudança. O título e a trilha sonora parodiam a canção popular “A Velha a Fiar”, tema de um filme de Humberto Mauro.
  • Os Inquilinos (Os Incomodados que se mudem) – Sérgio Bianchi (Brasil, 103 min, 2010, fic). Valter e Iara, sua mulher, têm novos inquilinos. São três rapazes, que ninguém sabe de onde vieram. Iara suspeita que devam ser bandidos; diz que nenhum deles trabalha, que trazem mulheres para a casa e falam palavras sujas. Os jovens da rua querem ir para a briga, mas Valter quer dormir, pois estuda à noite. Ele não tem uma arma; passa o dia inteiro fora; não vê o que acontece na rua; ouve o que a mulher diz e o que a rua diz; ouve o barulho da música e das risadas dos inquilinos na madrugada, e não consegue dormir. Adaptado de um conto de Vagner Geovani Ferrer.
  • Classificação indicativa: 14 anos.

Informações:

6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul

Pela primeira vez Florianópolis receberá a 6ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que este ano chega a todas as capitais do Brasil. O evento é gratuito e dedicado a produções que abordam questões referentes aos direitos humanos, produzidas recentemente nos países sul-americanos.

A pluralidade dos Direitos Humanos é uma das características da Mostra, reforçada com os filmes selecionados que, neste ano, tratarão dos Direitos de Crianças e Adolescentes, do Direito à Terra, da Cidadania LGBT, da Educação em Direitos Humanos, Democracia, das Populações Tradicionais, Quilombolas e Afrodescendentes, das Pessoas Idosas, da Saúde Mental e Combate à Tortura, das Pessoas com Deficiência, Migrantes e do Direito à Memória e à Verdade, dentre outros tantos.

Em todos os locais de exibição há acessibilidade a deficientes físicos e acontecem sessões com sistema de audiodescrição e de closed caption (voltadas a deficientes visuais e auditivos, respectivamente).

A Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, com produção da Cinemateca Brasileira/MinC e patrocínio da Petrobras. Em Santa Catarina temos o apoio da Diretoria de Direitos Humanos da Casa Civil, Fundação Catarinense de Cultura e do CESUSC.

O evento acontecerá em Florianópolis entre os dias 21 e 27 de novembro, no auditório do CESUSC, Rodovia SC-401, SC 401, Km 10, ao lado do Terminal de Integração de Santo Antônio de Lisboa (TICAN).

A programação é completamente gratuita e reúne 46 filmes, representando dez países da América do Sul.

As inscrições para as escolas e entidades já estão abertas! Escolha a programação (em anexo), entre em contato através do e-mail mostracinemadhsc@gmail.com, descrevendo data, horário e número de participantes e aguarde confirmação de agendamento. O transporte das escolas particulares é por conta da escola. O telefone para informações sobre agendamento é: (48) 91462142.

A programação completa e mais informações sobre a Mostra está disponível no site: www.cinedireitoshumanos.org.br.

Para o melhor aproveitamento da atividade pedimos especial atenção para a indicação da faixa etária/classificação indicativa.

Informações:

Adaptação às mudanças climáticas

Integrar para adaptar. II Conferência Ilhas Marinhas do Brasil – CIMBRA 2011 e I Fórum da Rede Ilhas Marinhas do Brasil e do Movimento Adaptar.

Como de costume, publico os convites e emails que recebo, que tenham conteúdo relevante em meu blog para que você possa, acima de tudo, compartilhar minha linha de raciocínio.

Nos dias 21, 22 e 23 de setembro a Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, acontecerá a II Conferência Ilhas Marinhas do Brasil – CIMBRA 2011. O tema da Conferência é  “Integrar para Adaptar” e  o  objetivo é promover a articulação social  e institucional e  sinalizar as ações necessárias para adaptação aos eventos climáticos extremos das comunidades costeiras e ilhéus.

O evento realizado pelo Instituto Ilhas do Brasil conta com o apoio do Instituto HSBC Solidariedade e Instituto BovespaSocial.

Saiba mais e tenha outras informação em www.cimbra.ilhas.org.br.

Língua Guarani Mbyá será reconhecida como bem imaterial

Inventário da Língua Guarani Mbyá deverá colocá-la entre os bens imateriais reconhecidos pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como patrimônio nacional, passando a contar com políticas de salvaguarda e promoção. Os estudos do Inventário serão apresentados, nesta terça-feira (26), em Florianópolis (SC), a lideranças Guarani, representantes de instituições e especialistas envolvidos direta ou indiretamente no trabalho. O inventário foi realizado em 69 aldeias dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A pesquisa teve início em 2009, com apoio do Ministério da Justiça e da Fundação Nacional do Índio (Funai).www.funai.gov.br