Cid Moreira leu trecho da Bíblia durante velório em Chapecó

Cid Moreira narra a primeira carta aos Coríntios, capítulo 13 em Chapecó, durante a cerimonia fúnebre do velório coletivo na Arena Condá, dos mortos da tragédia aérea envolvendo toda delegação da Chapecoense. Uma leitura divina, uma oração cheia de fé e força divina para esse povo. Meu respeito a Cid Moreira, um senhor de 89 anos que viajou até Chapecó para deixar uma palavra de conforto a todos. Logo, ele eu o Salmo 23.

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Nota oficial de agradecimento do Governo do Estado de Santa Catarina #ForçaChape

Governo do Estado de Santa Catarina em luto

Logo do Governo do Estado Santa Catarina, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, FeedO Governo do Estado de Santa Catarina agradece a todas as pessoas que nas últimas horas dedicaram-se ao trabalho de liberar os corpos das vítimas do desastre aéreo com 71 mortos na Colômbia. Não há palavras para traduzir o sentimento de gratidão dos catarinenses aos irmãos colombianos nesta hora em que a finitude da vida se materializa e joga luz sobre a fragilidade humana.

A grandeza dos colombianos não se manifestou apenas na dedicação ao realizar o trabalho de liberação dos corpos. Na noite de quarta-feira, quando a Chapecoense deveria entrar em campo para um justo combate com o Atlético Nacional, na busca do título da Copa Sul-Americana, os moradores de Medellín deram uma lição de humanidade, de igualdade, num momento tão singular em que os sonhos de tantos se fragmentaram em segundos. Ao vestir a camisa da Chapecoense, no Estádio Atanásio Girardot, cada pessoa tomou para si um pouco da implacável dor da perda que comoveu todas as nações. Em Chapecó, torcedores de todas as idades permanecem em vigília na Arena Condá, numa homenagem silenciosa aos heróis da cidade. A emoção das crianças unidas pela dor da perda coletiva sinaliza que a Chapecoense renasce ainda mais forte.

Desde a madrugada de terça-feira, Santa Catarina está mobilizada em torno do capítulo de uma história que ficou em aberto. Os relatos feitos pelos representantes do Governo do Estado em Medellín, liderados pelo secretário executivo de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira, dão conta de que médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais e profissionais de todas as áreas, colombianos e brasileiros, nunca se deixaram abater pelo cansaço, dando assim a sua maior contribuição para confortar as famílias das vítimas.

O Governo do Estado faz também um agradecimento público ao perito do Instituto Geral de Perícias (IGP) Ruy Fernando Garcia, que nas primeiras horas de terça-feira embarcou para Medellín de posse de toda a documentação necessária para identificação dos mortos.

As mensagens, os gestos de solidariedade, o trabalho das forças de segurança e defesa civil de Medellín e por técnicos do Governo do Estado, foram fundamentais para que cada família e cada amigo receba seu ente querido o mais rápido possível para a despedida que fecha, de certa forma, o ciclo de vida de cada pessoa envolvida nesta tragédia.

Resta agora rezar para que essas pessoas que tantas alegrias trouxeram em sua passagem pela terra continuem brilhando no infinito. Para pais, mães, esposas, filhos e familiares, expressamos aqui o agradecimento por terem, de alguma forma, contribuído para a construção de pessoas tão especiais.

Que fique na memória a imagem do vídeo, feito minutos antes do avião decolar, no qual o grupo de jogadores sonhando em gravar seu nome na história do time e, dos jornalistas, que aguardavam com alegria o momento de registrar um dos mais importantes capítulos do futebol catarinense.

Governo do Estado de Santa Catarina

Governo do Estado instala gabinete de gestão na Arena Condá para auxílio às pessoas e cerimonial de recebimento dos corpos das vítimas do voo da Chapecoense

Governo do Estado instala gabinete de gestão na Arena Condá #blogdodcvitti

Logo do Governo do Estado Santa Catarina, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, FeedA Arena Condá, em Chapecó, no Oeste do Estado, palco de alegrias proporcionadas pelo time de futebol da Chapecoense se transformou numa espécie de grande QG de onde partem homenagens e as informações sobre o trajeto dos corpos das vítimas do acidente com o avião da delegação na Colômbia. No local, o Governo do Estado, montou um Centro de Comando, Gestão e Controle Integrado para atuar no auxílio às pessoas e na organização do cerimonial que será realizado durante o velório coletivo.

O gabinete de gestão tem a coordenação geral do coronel da Polícia Militar, Kern em parceria com a direção do Clube Chapecoense. Da parte do Governo do Estado, policiais e servidores têm a missão de organizar as ações em diversas áreas como Corpo de Bombeiros, serviços de Saúde, operações aéreas, segurança interna da Arena, Polícia Rodoviária Federal, apoio logístico, segurança e transporte de autoridades, entre outras.

O cerimonial com a presença de autoridades, familiares e imprensa e, inclusive, o cortejo que será realizado em Chapecó assim que os corpos cheguem ao aeroporto da cidade também está sendo conduzido pelo Governo do Estado, sob a coordenação do coronel PM Luiz Carlos.

“É um momento de comoção internacional e nossa presença aqui caracteriza uma ação de Governo no sentido de servir e proteger as pessoas que estão diretamente envolvidas com essa tragédia”, explicou o coronel Kern. Segundo ele estão mobilizados no trabalho do gabinete.

Comoção toma conta da Arena Condá

Não para assistir a mais uma partida de futebol, a Arena Condá virou o ponto de concentração de torcedores que fazem vigília, colocam flores, velas e cartazes na entrada do estádio. O corredor, por onde o time passava para entrar em campo foi dividido em salas onde profissionais de saúde prestam atendimento e apoio psicológico aos parentes das vítimas.

Por todos os cantos da Arena há pessoas com lágrimas nos olhos e abraços demorados como demonstrações de solidariedade e consolo. A comoção toma conta de jovens, adultos e crianças que ainda não querem acreditar que estão ali não mais para comemorar com o time que vinha fazendo história no futebol de Santa Catarina.

Imprensa do mundo todo em Chapecó

A Arena Condá também tem sido o local de trabalho de centenas de profissionais da imprensa que atualizam durante as 24 horas do dia as informações sobre os atos realizados em Chapecó em homenagem às vítimas do acidente com o avião da Chapecoense.

Sobre o campo, é possível observar repórteres de todo o mundo, que transmitem, muitas vezes, ao vivo, as informações direto de Chapecó, para sites, telejornais, rádios e outros veículos de comunicação da imprensa nacional e internacional.

Assessoria de Imprensa
Secretaria de Estado de Comunicação – Secom

Presidente da República e governador de SC irão participar do velório coletivo em Chapecó

Chapecoense

Logo do Governo do Estado Santa Catarina, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, FeedO presidente da República, Michel Temer, e o governador Raimundo Colombo irão acompanhar o velório coletivo dos mortos no acidente aéreo com a delegação da Chapecoense. A cerimônia fúnebre acontecerá na Arena Condá, em Chapecó, e está prevista para esta sexta-feira, 2, ainda sem horário definido. O presidente confirmou a presença durante conversa com o governador de Santa Catarina na noite desta quarta-feira, 30.

O secretário executivo de Assuntos Internacionais, Carlos Adauto Virmond Vieira, informou, no final da tarde desta quarta-feira, 30, que 45 corpos das vítimas do acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense e um grupo de jornalistas estão formalmente identificados. Carlos Adauto está em Medellín, onde acompanha os trâmites para agilizar a liberação dos corpos das vítimas. “No Comitê de Desastres, montado no aeroporto de Medellín, o secretário de Segurança Pública de Medellín, Gustavo Villegas, informou que os 45 corpos começam a ser embalsamados nas próximas horas”, disse.

Há uma expectativa que todos os corpos estejam identificados e embalsamados até noite de quinta-feira, caso não ocorra nenhum problema técnico. Duas aeronaves da FAB, que farão o transporte dos corpos de Medellín até Chapecó, já estão posicionadas na Base Aérea de Manaus aguardando a conclusão dos trabalhos na capital colombiana para fazer o traslado.

Carlos Adauto disse ainda que a prefeitura de Medellín está organizando um ato de despedida às vítimas do acidente. “Estão sendo providenciados 70 carros funerários para levar os corpos até o aeroporto de Medellín, onde terá uma cerimônia com honras militares para os atletas e jornalistas que perderam a vida nesta tragédia aqui na Colômbia”, afirmou.

O secretário também informou que os médicos catarinenses que integram a comitiva do Governo do Estado visitaram os hospitais nos quais os sobreviventes estão internados. “A impressão geral é que tratam-se de hospitais de altíssima qualidade e que todo o atendimento prestado às vítimas do acidente, desde os primeiros socorros até o atendimento em UTI, foram de um elevado nível técnico”, disse.

Secom Santa Catarina

Chapecó prepara-se para velório coletivo das vítimas de acidente aéreo

Chapecó

Logo do Governo do Estado Santa Catarina, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, FeedDe luto, a cidade de Chapecó prepara-se para receber os corpos dos atletas e dirigentes da Chapecoense e dos jornalistas que fariam a cobertura da Copa Sul-Americana e estavam no avião que caiu na cidade colombiana de Medellín. A assessoria de comunicação da Associação Chapecoense de Futebol informa que o velório com as vítimas deverá ser coletivo, aberto ao público e realizado no gramado da Arena Condá. O aeroporto municipal também está sendo preparado para receber o avião que fará o traslado dos corpos.

De luto, a cidade de Chapecó prepara-se para receber os corpos dos atletas e dirigentes da Chapecoense e dos jornalistas que fariam a cobertura da Copa Sul-Americana e estavam no avião que caiu na cidade colombiana de Medellín. A assessoria de comunicação da Associação Chapecoense de Futebol informa que o velório com as vítimas deverá ser coletivo, aberto ao público e realizado no gramado da Arena Condá. O aeroporto municipal também está sendo preparado para receber o avião que fará o traslado dos corpos.

No município, as aulas da rede estadual foram suspensas nesta terça, 29, e quarta-feira, 30. O mesmo procedimento ocorre nas escolas da rede municipal de ensino. As universidades também suspenderam as aulas por dois dias, e nesta quarta-feira o prefeito em exercício Elio Cela decretou ponto facultativo. A prefeitura decretou luto oficial de 30 dias e todos os eventos agendados foram suspensos.

Assessoria de Imprensa
Agência de Desenvolvimento Regional de Chapecó

Nota oficial do governador Raimundo Colombo sobre a tragédia ocorrida com a delegação da Chapecoense

Chapecoense

Logo do Governo do Estado Santa Catarina, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, FeedO governador Raimundo Colombo lamentou profundamente a tragédia ocorrida, na madrugada desta terça-feira, 29, com a delegação da Chapecoense que se deslocava para Medelin, na Colômbia, onde amanhã disputaria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias em razão da tragédia ocorrida.

Consternado, Colombo lembrou que a Chapecoense, além de levar o nome de Chapecó e de Santa Catarina para todo o Brasil e a América Latina, estava fazendo história ao ser o primeiro clube catarinense a disputar a final de uma competição internacional.

Ainda chocado com as primeiras informações vindas da Colômbia, o governador manifestou solidariedade aos familiares dos jogadores, dirigentes e jornalistas, que estavam na delegação, e aos torcedores da Chapecoense neste momento de muita dor para o esporte de Santa Catarina e do Brasil.

O presidente Michel Temer telefonou às 8h15 para governador Raimundo Colombo prestando solidariedade pela tragédia ocorrida com a delegação da Chapecoense na Colômbia.

Temer informou que um avião da FAB deverá ir para Chapecó de onde transportará familiares dos jogadores, comissão técnica, dirigentes e de jornalistas para a Colômbia para a identificação dos mortos.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gelson Merisio, e o deputado federal João Rodrigues estão reunidos neste momento com o governador na Casa da Agronômica, na Capital.

Secretaria de Estado de Comunicação

Vice-governador lamenta a tragédia ocorrida com a delegação da Chapecoense

Charge conda voo chapecoense

Lamento profundamente a tragédia ocorrida com a delegação da Chapecoense, jornalistas e demais passageiros e tripulantes da aeronave que seguia para Medelin, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira, 29, onde o grupo de atletas disputaria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana.

Aos familiares, amigos e aos catarinenses, especialmente os chapecoenses, manifesto minha solidariedade neste momento de muita dor.

Eduardo Pinho Moreira
Vice-governador do Estado de Santa Catarina

The team chapecoense forever #ForçaChape

Charge chapecoense

2009 – Série D
2011 – Série C
2013 – Série B
2014 – Série A
2016 – Final da Sul-Americana.
Não cansaram de subir e chegaram ao Céu.

A Associação Chapecoense de Futebol enfrenta o pior momento de sua história. Porém, o apoio que estão recebendo dá a força que o time precisa superar tamanha tragédia. Neste momento só nos resta agradecer e rogar à Deus para que abençoe e conforte os corações dos familiares

#ForçaChape

Entenda por que o brasileiro Marin foi preso na Suíça a pedido dos EUA

Fifa - Ilustração de Carlos Latuff, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed

Interpol havia solicitado detenção do cartola ao Brasil, mas por não se encontrar no país, detenção ocorreu em Zurique; ele deverá ser extraditado aos EUA.

José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), foi detido na manhã desta quarta-feira (27) em Zurique, na Suíça, junto om outros oito dirigentes de futebol. O pedido para as prisões foi feito pela Justiça dos Estados Unidos, que investiga uma rede de subornos na escolha das sedes das edições da Copa do Mundo em 2018 e 2022. Ele deverá ser extraditado para os EUA, onde será julgado. A rede de corrupção pode existir há pelo menos 24 anos.

A Justiça dos EUA já havia pedido ao governo brasileiro, há alguns dias, a detenção de Marin. A ordem foi emitida assim que o FBI e a Justiça do país concluíram o indiciamento. O alerta da Interpol chegou a ser emitido, mas o cartola não estava em território brasileiro e, por esse motivo, a prisão foi efetuada na Suíça, que também recebeu o alerta.

As autoridades suíças não têm o histórico de colaborar com investigações e podem, inclusive, recusar a extradição de acusados por crimes fiscais. Mas, por se tratar de um crime comum e pelo fato do Departamento de Justiça da Suíça também estar investigando a Fifa por corrupção e lavagem de dinheiro, o país uniu forças com os Estados Unidos na operação.

A ação da Justiça norte-americana tem como fundamento o fato de que a lei do país dá ao Departamento de Justiça autoridade para investigar estrangeiros que vivem no exterior caso estes tenham alguma ligação com o país. Esta conexão pode ser identificada a partir do uso de serviços de bancos ou até de provedores de internet norte-americano.

No caso da investigação da cúpula da Fifa, as autoridades do país entenderam que foram cometidos e preparados três crimes nos Estados Unidos, com pagamentos realizados por meio de bancos americanos.

Quatro pessoas que se declararam culpadas estão colaborando com as investigações, em uma espécie de delação premiada. Entre elas está o empresário brasileiro José Hawilla, dono e fundador do grupo Traffic, um conglomerado de marketing esportivo responsável por diversas negociações de direitos de transmissão. Hawilla também é dono da TV Tem, afiliada da TV Globo.

Embrião da corrupção

Há suspeitas de que o esquema de corrupção funcionou por 24 anos, mas o início das investigações ocorreu por suspeitas de fraude na escolha da sede das copas do mundo de 2018, na Rússia e 2022, no Qatar. Os Estados Unidos eram o principal candidato para sediar o mundial de futebol em 2022.

As suspeitas de corrupção na Concacaf (Confederação de Futebol das Américas Central e do Norte) fizeram com que o FBI entrasse na investigação.

“A acusação alega que a corrupção é desenfreada, sistêmica e profundamente enraizada tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos”, disse a procuradora-geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, eventos como os jogos das Eliminatórias da Copa na Concacaf, a Copa Ouro, a Concachampions, a Copa América e a Copa Libertadores teriam participado do esquema de pagamentos de propinas e subornos. Há ainda o indício de irregularidades na escolha da sede da Copa de 2010, na África do Sul.

Brasil

A presidente Dilma Rousseff, que está em visita oficial no México, comentou as prisões: “acredito que toda investigação sobre essa questão é muito importante, acho que ela vai permitir uma maior profissionalização do futebol. Não vejo como isso pode prejudicar o futebol brasileiro, acho que só vai beneficiar o Brasil”.

A mandatária defendeu a investigação de eventuais desvios na Copa do Mundo no Brasil em 2014 e também de outros mundiais. “Acho que se tiver que investigar, investigue todas as Copas, todas as atividades. Isso vale para todos, vale desde a [Operação] Lava Jato até essa prisão, há que investigar, não vejo por que não”.

Fifa

Em comunicado oficial, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou que as investigações começaram por ação da própria entidade. “Enquanto muitos estão frustrados com o ritmo da mudança, eu gostaria de frisar as medidas que tomamos e que continuaremos a tomar. De fato, essas ações tomadas pelo Escritório da Procuradoria Geral da Suíça foram iniciadas depois que nós apresentamos um relatório às autoridades suíças final do ano passado”, explicou.

Fonte: Opera Mundi

😀

Radicalização eleitoral durante a Copa revive padrão Fla-Flu

Radicalização eleitoral durante a Copa, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2014

Os insultos à presidente da República neutralizaram todas as emoções provocadas pelo hino nacional cantado à capela por 60 mil torcedores na abertura da Copa. Civismo sem civilidade é escárnio, fraude, embromação.

Aquele momento que se pretendia glorioso, inesquecível, resultou estúpido, degradante. Discordância se expressa no voto, não na vaia. Ao direito de manifestar-se deve corresponder o dever de respeitar o outro. Afrontar a chefe da nação equivale a afrontar o que ela representa – a própria nação.

Aqueles que entoaram – também à capela – o ultraje contra Dilma não merecem a democracia conquistada com tanto sacrifício. Não merecem a Copa cuja conta ainda não está paga. Não merecem a condição de cidadãos. Ricos, pobres ou remediados – não importa a classe social – são, antes de tudo, marginais: excluíram-se da comunidade moral e espiritual que se tenta construir há 514 anos nesta terra.

Faltou um gesto reparador: alguém deveria ter pedido desculpas à presidente Dilma Rousseff. A oposição, os presidenciáveis, os chefes dos demais poderes, a imprensa como instituição (embora jornalistas individualmente tenham reagido à altura), algum gesto ou palavra de repúdio deveria ter sido registrado.

Temporada de gala

O desagravo, em compensação, foi desastroso. Na pressa em atalhar os possíveis desdobramentos ou, pior, pretendendo aproveitar politicamente o episódio, o presidente Lula apelou para um recurso no qual tem sido exímio – o paroxismo. No caso, totalmente inapropriado. Ao acusar a imprensa de ser responsável pela criação do clima que produziu a injúria, o experimentado mitingueiro substituiu o natural sentimento de solidariedade com a vítima por uma fúria belicosa aleatória, muito menos eficaz.

A velha cantilena contra a imprensa esvaziou o clima de simpatia e colocou tudo no ringue eleitoral onde, geralmente, há pouco espaço para generosidades, galantarias e, sobretudo, bons modos.

Fazer da imprensa o bode expiatório de todos os males é uma tentação fácil, desgastada. Não traz votos e aumenta as tensões. Tensões é o que menos precisa o governo. No caso da Copa, a acusação aos meios de comunicação é flagrantemente injusta: têm sido bastante cooperativos e úteis ao governo. Mais rigorosos e exigentes, teriam evitado grandes vexames. Preferiram agir como promotores do “clima de Copa” e estão sendo regiamente pagos por meio do patrocínio das empresas públicas às suas coberturas.

Para deixar boas impressões e imagem (sobretudo no exterior), esta temporada de gala do futebol exige comportamentos à altura. Transformá-la numa briga de galos ou num Fla-Flu de várzea será um enorme desperdício.

Publicado e chupado do Observatório da Imprensa