O mistério das árvores que formam símbolos da Suástica

O mistério das árvores que formam símbolos da Suástica

O símbolo da Suástica foi encontrado, de forma estranha, como uma formação de um conjunto de árvores no estado de Brandemburg, na Alemanha. Nos últimos 60 anos, os lariços – cresceram ou – foram cultivados – despercebidos, em meio às florestas, delineando cruzes suásticas. O símbolo é antigo e remonta às tradições budistas. Posteriormente, o Partido Nazista promoveu algumas modificações e o adaptaram como representação visual.

As suásticas somente são visíveis do alto, por aviões particulares. E do ponto de vista aéreo os desenhos são claramente vistos, uma vez que os lariços, no outono, destacam-se dos pinheiros que os circundam. Embora existam a seis décadas, ao menos, esses bosques tornaram-se conhecidos somente em 1992, quando o estagiário de uma empresa de paisagismo, fazendo o registro fotográfico aéreo para instruir a construção de linhas de irrigação – Ökoland Dederow – avistou as suásticas.

Desde então muitas outros desenhos gigantes foram encontrados, traçados em bosques ou – ainda- em estruturas arquitetônicas de algumas edificações, mesmo fora da Alemanha. Sobre as suásticas nos bosques, um mistério reside na questão sobre quem ou que grupo ou grupos de pessoas são os responsáveis pelo plantio. Os lariços não foram escolhidos ao acaso. Ao contrário dos pinheiros que os rodeiam, sempre verdes, aquelas outras árvores mudam de cor no outono: tornam-se amarelas e, mais tarde, marrons.

Na ocasião da descoberta (1992), o engenheiro florestal local, Klaus Göricke, foi examinar as árvores e descobriu que elas estavam ali há muito tempo. Medindo os anéis etários dos troncos, Göricke concluiu que os arbolglifos tinham sido plantados no final dos anos de 1930. Os desenhos ficaram por muito tempo desconhecidos do grande público, pois além de só aparecerem no outono, os aviões de passageiros não possibilitam visualizá-los e os aviões privados eram proibidos durante a existência da Alemanha Oriental, território onde estão localizadas as formações.

Depois da descoberta, não tardaram a surgir rumores sobre a origem das cruzes. Um fazendeiro local afirmou que havia plantado as árvores quando era criança, a mando de um (suposto) engenheiro florestal que pagou alguns centavos por cada muda assentada. Outra versão sustenta que um líder nazista local determinou o plantio em homenagem a um dos aniversários de Hitler. Uma terceira informação, com ares de lenda, diz que prisioneiros de guerra alemães, desafiando a vigilância de seus carcereiros soviéticos, embrenharam-se na floresta e plantaram as fileiras de mudas como uma forma de afirmar a persistência do nazismo.

Fontes:

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História de Hiroo Onoda, oficial japonês da inteligência do Exército Imperial Japonês

História de Hiroo Onoda, oficial japonês da inteligência do Exército Imperial Japonês

Em março de 1974, quase 29 anos depois do fim oficial da II Guerra Mundial, Hiroo Onoda, oficial japonês da inteligência do Exército Imperial Japonês, emerge da selva da ilha de Lubang, nas Filipinas, onde finalmente depõe suas armas e é isentado do dever. Onoda entregou sua espada (pendurada em seu quadril na foto), cerca de 500 cartuchos de munição e várias granadas de mão. O oficial Hiroo Onoda havia sido enviado para a ilha Lubang em dezembro de 1944, onde se juntou a um grupo de soldados japoneses que tinham a missão de resistir à qualquer custo aos ataques inimigos.

Em 28 de fevereiro de 1945, tropas americanas atacaram e, após uma batalha de quatro dias, todos os combatentes japoneses, com exceção de Onoda e outros três soldados, que correram para as montanhas, foram mortos ou capturados.

A partir daí, décadas de insurgência foram iniciadas, mesmo após a guerra. Vários avisos deixados por nativos da ilha e panfletos foram atirados de aviões militares anunciando o fim da Segunda Guerra Mundial, mas os soldados japoneses se recusaram a acreditar. Em setembro de 1949, Akatsu, um dos soldados, se entregou às autoridades filipinas e pouco tempo depois, deixou um recado para seus três compatriotas que ficaram na selva, avisando que de fato a guerra havia terminado e que ele não havia sofrido nenhuma retaliação, contudo, Onoda e seus companheiros deduziram que se tratava de uma traição de seu antigo companheiro e uma tática do inimigo para capturá-los. Em 1954, Shimada, soldado japonês que havia partido para a guerra deixando sua jovem esposa com uma filha recém-nascida, foi morto. Em 19 de outubro de 1972, o último companheiro de Onoda, Kozuka, também tombou após um ataque. Onoda estava sozinho na selva.

Em 1974, Norio Suzuki, um estudante japonês, foi até a ilha de Lubang, onde encontrou Onoda e o advertiu sobre o fim da Guerra. O oficial japonês ainda assim, se recusou a acreditar. Suzuki retornou ao Japão e relatou a situação ao governo, que localizou o ex-comandante de Onoda, o major Yoshimi Taniguchi, que havia se tornado um livreiro após a guerra.

Taniguchi foi até Lubang, onde se encontrou pessoalmente com Hiroo Onoda e formalmente comunicou o fim da guerra ao ex-oficial, emitindo a ordem de depor armas. Ao longo dos quase 29 anos de guerrilha, o pequeno grupo havia matado cerca de 30 filipinos em vários ataques, mas Onoda ficou livre ao se entregar as autoridades, vez que recebeu o perdão do presidente filipino Ferdinand Marcos.

Em seu regresso à pátria, Onoda foi recebido por cerca de 4000 compatriotas no aeroporto e se tornou uma figura de muita popularidade no Japão. Lançou uma autobiografia intitulada “No Surrender: My Thirty-Year War” (“Os Trinta Anos de Minha Guerra”, título no Brasil). Em abril de 1975, Onoda se mudou para o Brasil, onde exerceu atividade de fazendeiro na Colônia Jamic, comunidade japonesa de Terenos, no Mato Grosso do Sul, juntamente com seu irmão mais velho, Tadao.

Casou-se em 1976 e assumiu um papel de liderança na colônia. Em 1984, Onoda retornou ao Japão, onde estabeleceu o Onoda Shizen Juku, um acampamento educacional para jovens que é realizado em vários locais no Japão.

Onoda foi condecorado com a medalha de Mérito Santos-Dumont pela Força Aérea Brasileira em 6 de dezembro de 2004. Em 21 de fevereiro de 2010, a Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul lhe concedeu o título de “Cidadão do Mato Grosso do Sul”. Hiroo Onoda atualmente possui 91 anos e visita o Brasil regularmente.

Chupado da fan page Imagens Históricas, com texto por Italo Magno Jau. Foto: Associated Press

Capa da revista Veja de 3 dezembro de 1969

Capa da revista Veja de 3 dezembro de 1969

A partir de 1968, o uso sistemático da tortura começou a ser amplamente aplicado, para conseguir confissões das pessoas envolvidas na militância contra a ditadura militar. Foram tantas pessoas presas, que os presídios que existiam não foram suficientes. Com o AI-5, os jornais passaram a ser mais censurados e com a falta de divulgação da violência, os fatos de tortura tornaram-se cotidianos. Apesar disso, nenhum torturador foi punido, pois o Congresso Nacional aprovou, em 1979, a Lei da Anistia. Com ela, as pessoas envolvidas em crimes políticos seriam perdoadas pela justiça, inclusive os torturadores.

Em 1857, potências ocidentais atacam China dando início à Segunda Guerra do Ópio

Suspeito de contrabando, navio britânico Arrow é apreendido por soldados chineses

Conflito ocorreu em um contexto histórico de expansão do imperialismo; EUA, França e Reino Unido exigiam que chineses abrissem seu comércio à força.

A Segunda Guerra do Ópio foi um conflito armado entre Reino Unido e França de um lado e a dinastía Qing, da China, de outro, que teve início em 3 de março de 1857 com o ataque britânico à cidade de Guangzhou.

Os anos 1850 assistiram a um rápido crescimento do imperialismo. Alguns objetivos comuns entre as potências ocidentais consistiam em expandir seus mercados ultramarinos e estabelecer novos portos de escala. Em um esforço para ampliar seus territórios na China, o Reino Unido exigiu em 1854 que as autoridades da dinastía Qing renegociassem o Tratado de Nanquim. As demandas britânicas incluiam o exercício do livre comércio, a legalização da comercialização do ópio, abolição dos impostos a estrangeiros, supressão da pirataria, regulação do tráfico de coolies (trabalhadores semi-escravos) e a permissão do embaixador britânico residir em Pequim. A corte dos Qing repeliu as exigências apresentadas pelo Reino Unido, França e Estados Unidos.

A guerra pode ser vista como uma continuação da Primeira Guerra do Ópio (1839-1842). Em 8 de outubro de 1856, oficiais dos  Qing abordaram o Arrow, um barco de donos chineses, registrado em Hong Kong, suspeito de pirataria e contrabando. Doze chineses foram presos. O fato ficou conhecido como o Incidente do Arrow.

Oficiais britânicos em Cantão pediram a libertação dos marinheiros afirmando que como o navio havia sido recentemente registrado por britânicos estava protegido pelo Tratado de Nanquim. Quando se demonstrou que a alegação era débil, os britânicos insistiram  que os soldados dos Qing haviam insultado a bandeira. Em guerra com os insurgentes da Rebelião Taiping, os Qing não estavam em condições de repelir um ataque do Ocidente.

Após o Incidente do Arrow, no começo de março de 1857, os britânicos atacaram  Guangzhou a partir do rio das Pérolas. Depois de tomar os fortes cerca de Cantão, a armada britânica atacou a cidade. O Parlamento em Londres decidiu exigir compensação da China. França, Estados Unidos e Rússia receberam convite do Reino Unido para uma aliança. A França logo se uniu à ação britânica contra a China, provocada pela execução do missionário francês Auguste Chapdelaine, em Guangxi.

Britânicos e franceses uniram forças sob o comando do almirante Michael Seymour. Suas armadas atacaram e ocuparam no final de 1857. A aliança anglo-francesa manteve o controle de Guangzhou por quase quatro anos.

Em junho de 1858, terminou a primeira fase da guerra com o Tratado de Tientsin, no qual França, Rússia e Estados Unidos tomaram parte. Os chineses inicialmente se negaram a firmar o tratado que rezava: o Reino Unido, a França, a Rússia e os Estados Unidos teriam o direito de estabelecer delegações diplomáticas em Pequim, uma cidade fechada à época; dez novos portos seriam abertos ao comercio internacional, incluindo  Niuzang, Danshui, Hankou e Nanquim; o direito de todos os navios estrangeiros navegar libremente pelo rio Yangtsé; o direito aos estrangeiros de viajar livremente pelo interior do país; a China deveria pagar uma indenização ao Reino Unido e à França de 2 milhões de taeles de prata; além de uma compensação aos comerciantes británicos de 2 milhões de taeles de prata pela destruição de suas propiedades.

Em 1859, depois que a China se negou a permitir o estabelecimento de embaixadas em Pequim, conforme acordado no Tratado de Tientsin, uma força naval bombardeou os fortes localizados na boca do rio Hai He.

Em 1860, uma força naval anglo-francesa levou a cabo um desembarque em Pei Tang em 3 de agosto e um ataque bem-sucedido aos fortes de Taku em 21 de agosto. Em 26 de setembro, a força chegou a Pequim e tomou a cidade em 6 de outubro. Designado seu irmão, o príncipe Gong, como seu representante, o imperador Xianfeeng fugiu para o Palácio de Verão, em Chegde, mais ao oeste. As tropas anglo-francesas incendiaram, o palácio e o velho Palácio de Verão, depois de saqueá-los por vários días.

Os motivos da destruição do palacio de verão foram um tema de debate. Os britânicos alegaram que se tratava de desalentar os chineses de usar o sequestro como ferramenta de negociação, além de vingar-se do imperador por sua violação à tregua.

Ruínas do Palácio de Verão do imperador em Xiyanglou, na China, detruído por tropas britânicas e francesasHistoriadores ocidentais afirmam que a autorização dos britânicos para incendiar o palácio deveu-se à tortura e ao assassinato de quase 20 prisioneiros ocidentais. Os manchus da época haviam convertido a tortura em uma arte cruel que incluía a morte por meio de milhares de cortes na epiderme da vítima presa por uma espécie de jaqueta de arame; além da morte por mortificação, em que os membros eran separados do corpo, um a um. Historiadores chineses argumentaram que a destruição foi um encobrimento para os múltiplos saques.

O Tratado de Tientsin, firmado em julho de 1858, foi finalmente ratificado pelo irmão do imperador, o príncipe Gong, na Convenção de Pequim em 18 de ouutubro de 1860, enquanto as potências ocidentais ocupavam Pequim, pondo fim à Segunda Guerra do Ópio.

Convenção de Pequim submete China a indenizações humilhantesO comercio do ópio foi legalizado e aos cristãos foram concedidos todos os direitos civis, incluindo o direito à propriedade privada e o direito de evangelizar.

A Convenção de Pequim incluiu: abertura de Tianjin como porto comercial; cessão desse distrito ao Reino Unido; autorização aos navios britânicos de levar os chineses feridos aos Estados Unidos; indenização ao Reino Unido e à França de 8 milhões de taeles de prata a cada um.

Também nessa data

Vista aérea do festival de Woodstock, em 1969

Vista aérea do festival de Woodstock, em 1969

Em um dos períodos mais conturbados da humanidade, quatro jovens idealizaram um festival de música sem ter noção de que o mesmo se tornaria o maior evento mundial do rock. Tinha o objetivo inicial de reunir cerca de cem mil pessoas. Porém, estima-se que 450 mil pessoas compareceram ao evento.

Woodstock ficou conhecido como o maior dos festivais, tendo como lema “Três Dias de Paz, Amor e Rock and Roll“.Através do mesmo, reuniram-se consagrados nomes do rock and roll, como Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joe Cocker, Jefferson Airplane, Santana, dentre outros. Nesse festival da contra cultura, marcou-se a liberdade dos jovens, em uma apologia à diversão e ao estilo musical que extrapola as regras e os limites impostos pelos mais conservadores da época.

Nova Iorque de repente se viu em um dos maiores engarrafamentos de sua história, mas como a paz era um dos principais elementos que figuravam no movimento, não aconteceram acidentes ou manifestações de violência. O festival deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Woodstock, mas os moradores locais não aceitaram, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.

O festival exemplificou a era hippie e a contracultura do final dos anos 1960. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como um dos maiores momentos na história da música popular.

Porém, a precariedade da estrutura montada não foi suficiente para atender a multidão presente no local, o que fez apresentar problemas de higiene, falta d’água e de alimentos. Foi marcado também pelo disseminado uso de drogas. Woodstock simbolizou os valores da juventude da década de 60, protestando contra a guerra e contra o capitalismo, levantando a bandeira do amor livre.

Texto de Diego Vieira. Administração Imagens Histórica

O parabéns que ninguém cantou!

José Koehler Kila” ou melhor, José Koehler, apelido em que ele é generosamente conhecido por todos, foi o nosso primeiro prefeito eleito na história política do município. Depois dele, muitos outros administram a cidade, 9 na verdade, entre eles o seu irmão, Ricardo Kila, o Hercules que teve dois mandatos, o Betinho o primeiro reeleito sucessivamente e por último Ademar. Agora temos esse aí que todos o conhecem, pelo menos eu o conheço dos tempos de Pedra de Amolar.

O que me levou a postar esse artigo em meu blog, foi que ao ler a página do meu amigo Rudi no facebook, Personagens da Nossa Política, um grande fórum em que aborda a política e o processo eleitoral de todos os tempos ocorridos na cidade, onde procura enaltecer os grandes personagens da política ilhotense, figuras marcantes que fizeram e fazem parte da nossa história. “Os homens passam, os nomes ficam”, é o lema da comunidade, e que recentemente ganhou um blog [www.personagensdanossapolitica.blogspot.com.br]. Gosto muito do que leio lá na página. Parabéns Rudi!

Mas afinal, e o parabéns é pro Rudi? Deveria, mas não é! O parabéns é pra democracia. Na sexta-feira, dia primeiro de fevereiro foi a 54º aniversário de posse da primeira legislatura política executiva e legislativa do município e ninguém se lembrou, muito menos o parabéns foi cantado.

A primeira eleição pra prefeito e vereadores ocorreu no dia 3 de outubro de 1958 e tive apenas dois candidatos, José Koehler, pelo UDN, e Pedro Teixeira de Melo, pelo PSD, elegendo o seu Zé. Naquela época, Ilhota tinha míseros 2.446 eleitores, sendo que apenas 2.365 marcaram presença na urna. Com a maioria dos votos, o candidato da UDN, José Koehler foi eleito o primeiro prefeito da pequena cidade recém criada. Sua posse deu-se em 31 de janeiro de 1959 há exatos 54 anos e findou em 31 de dezembro de 1964, um ano antes do golpe militar.

Mas quem sabe, ano que vem o povo de Ilhota resolve cantar o “parabéns pra você” a democracia, afinal, a posse do primeiro prefeito eleito completará 55 anos. Falando em 55, uma coisa é certa e não passará em branco, ou verde, seja a cor que preferir. Ilhota completará os seus 55 anos da emancipação política-administrativa da fundação do município e certamente farão a festa. Tomara, pois eu gosto muito de festa e nessa eu vou!

Naquele anos, os vereadores eleitos e empossados foram: Lauro Olimpio Ignacio, Arnoldo Schmitt, José Pedro Castelain, Ervins Kretzer, Felicio José Bitencourtt, Antonio Castelain, Arnoldo João Vicente

Ilhota ano a ano

Confira o cronograma das eleições e governos dos prefeitos de Ilhota:

  • 2013: Início do governo de Daniel Bosi (PSD)
  • 2012: Eleições municipais
  • 2009: Segundo mandato do governo de Ademar Felisky (PMDB)
  • 2008: Eleições municipais
  • 2005: Início do primeiro mandato do governo de Ademar Felisky (PMDB)
  • 2004: Eleições municipais
  • 2001: Segundo mandato do governo de Roberto da Silva (PP)
  • 2000: Eleições municipais
  • 1997: Início do primeiro mandato do governo de Roberto Da Silva (PDT)
  • 1996: Eleições municipais
  • 1993: Governo de Hercules Geraldo de Oliveira (PMDB)
  • 1992: Eleições municipais
  • 1989: Governo de José Izidro Vieira (PFL)
  • 1988: Eleições municipais
  • 1983: Governo de Henrique Schaadt (PMDB)
  • 1982: Eleições municipais
  • 1977: Governo de Hercules Geraldo de Oliveira (PMDB)
  • 1976: Eleições municipais
  • 1973: Governo de Ricardo Koehler (ARENA)
  • 1972: Eleições municipais
  • 1969: Eleições para vereadores
  • Governo de Orlando Schneider (ARENA)
  • 1968: Eleição para prefeito
  • 1966: Eleições para vereadores
  • 1965: Governo de Osvaldo Teixeira de melo (UDN)
  • 1964: Eleição para prefeito
  • 1962: Eleições para vereadores
  • 1959: Governo de José Koehler (UDN)
  • 1958: Eleições municipais
  • Inicio da administração de Guilherme Alipio Nunes
  • Emancipação de Ilhota

Morre Lenin, o líder da Revolução Russa

Lenin, o líder da Revolução Russa

Em 21 de janeiro de 1924, morre aos 53 anos o líder da revolução bolchevique, Vladímir Ílitch Ulianov – Lenin. O revolucionário já estava semi-paralisado devido a sucessivos acidentes vasculares e aos poucos foi obrigado a renunciar ao exercício do poder. Mas teve tempo de instalar a ditadura do proletariado após o triunfo da Revolução de Outubro. Sua morte, devido a uma hemorragia generalizada, provocou intensa comoção popular. O funeral de Lenin foi assistido por quase 1 milhão de pessoas sob o rigoroso inverno russo.

Teórico político e homem de ação, Lenin foi o primeiro dos herdeiros de Marx a conduzir uma revolução até a vitória, lançando as bases do sistema soviético. Combinando uma reflexão teórica original e uma visão de organização centralizada e disciplinada, foi considerado por seus contemporâneos como o verdadeiro pai da revolução bolchevique. Os opositores consideram-no também como a origem do sistema de repressão e supressão das liberdades individuais.

Influenciado desde muito cedo pela leitura da obra seminal de Karl Marx, O Capital, Lenin radicalizou sua posição com a execução de seu irmão mais velho, Aleksandr, por conspirar contra o czar Alexandre III em 1887. Profundo e ardoroso intelectual, Lenin associa os princípios do marxismo diretamente à sua própria teoria de organização política e a análise da realidade russa, imaginando um grupo de elite de revolucionários profissionais – ou “vanguarda do proletariado” -, que inicialmente conduziriam as massas russas à vitória sobre o regime czarista para finalmente provocar uma revolução mundial. Expôs essa teoria em sua famosa obra O que fazer? em 1902. A insistência de Lenin na necessidade desta vanguarda acabou por dividir o Partido Social-Democrata russo em dois. Uma ligeira maioria passou a ser conhecida como bolchevique que pregava a revolução e seus oponentes, como mencheviques, que defendiam as reformas graduais.

Após a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914, Lenin, que então vivia na Suíça, instou seus partidários na Rússia de reverter o  conflito interimperialista numa guerra civil que livraria as classes trabalhadoras do jugo da burguesia e da monarquia. Com o sucesso da Revolução de Fevereiro de 1917 com a abdicação do czar Nicolau II, Lenin retorna clandestinamente à Rússia e trata de organizar a tomada do poder pelos bolcheviques, o que ocorreria em outubro do mesmo ano.

Ao chegar ao poder, Lenin busca um armistício imediato com as Potências Centrais (Alemanha, Áustria e Turquia) e age rapidamente para consolidar o poder do novo Estado soviético, sob o controle do que passou a ser Partido Comunista bolchevique. Para tanto, os “vermelhos” (revolucionários) tiveram de derrotar os “brancos” (reacionários) em feroz luta e repelir a invasão de 13 potências estrangeiras.

Em seus 6 anos de poder, Lenin enfrentou extremas dificuldades para implementar sua visão de Estado dentro das fronteiras, assim como materializar a revolução internacional. Lenin e o Politburo, que incluia Trotsky, seu fiel seguidor durante a guerra civil, e Josef Stalin, o secretário-geral do Partido Comunista, cuidaram de esmagar toda a oposição às políticas proclamadas na constituição da nova União Soviética.

Lenin sofreu um primeiro derrame em maio de 1922. O segundo, mais violento, ocorreu em maio do ano seguinte, deixando-o quase sem fala e praticamente encerrando sua carreira política.

Quando Lenin morre, em janeiro de 1924, em sua casa de campo em Gorki, o Politburo, em meio à comoção geral, prepara exéquias excepcionais. Stalin envia um telegrama a Trotsky, que estava ausente de Moscou, comunicando a morte de Lenin, mas o velho camarada não vai ao funeral. Havia três versões para a ausência de Trotsky: estaria em descanso no sul da Rússia; em tratamento de saúde; a serviço, a bordo de um trem militar. Trotsky telefona para Stalin e pergunta quando seriam os funerais. Stalin responde “No sábado. Você não conseguirá chegar a tempo, e de qualquer modo nós o aconselhamos a seguir aí com o seu tratamento de saúde”. As cerimônias ocorreram no domingo. Stalin foi o único orador ao lado do caixão mortuário. O povo e os camaradas do partido interpretaram a cena: Stalin transformara-se no herdeiro de Lenin.

Em tempos de twitter, vale a pena mencionar algumas das citações curtas de Lenin:

Enquanto o Estado existir não haverá liberdade; quando reinar a liberdade não haverá mais Estado

Os fatos são terrivelmente teimosos

A mania de citação é a nossa maior inimiga

A confiança não exclui o controle

Lá onde houver uma vontade, haverá um caminho

É mais agradável e mais útil fazer a experiência de uma revolução do que escrever sobre ela

O tempo não espera

O Estado somos nós

Em 1793, o ex-rei da França Louis Capet é guilhotinado

ex-rei da França Louis Capet

Às 10h20, de 21 de janeiro de 1793, na Praça da Revolução (atual Place de La Concorde), Louis Capet, 39 anos, ex-rei da França, é guilhotinado um dia após ser condenado por conspiração com potências estrangeiras e sentenciado à morte pela Convenção Nacional Francesa.

Preso nas Tuileries com sua família desde o mês de agosto de 1792, a Convenção o acusa de ser um traidor da Nação. Suas derradeiras palavras: “Franceses, eu morro inocente; perdôo meus inimigos; desejo que minha morte seja…” No entanto, o final de suas palavras seria coberto pelo rufar do tambor anunciando sua execução. Em 16 de outubro do mesmo ano seria vez de sua mulher Maria Antonieta ser executada na guilhotina em praça pública.

Luis XVI havia assumido o trono francês em 1774 e desde o começo mostrou-se incapaz de tratar dos graves problemas financeiros que herdara de seu avô, o rei Luis XV. Em 1789, numa desesperada tentativa de resolver a aguda crise por que passava o país, Luís XVI convoca os Estados-Gerais, uma assembleia nacional que representava os três “Estados” do povo francês – a nobreza, o clero e a população comum e que não se haviam reunido desde o longínquo ano de 1614.

Ao longo da década de 1780, vários ministros tentaram ampliar a cobrança de impostos para assim reverter o quadro critico do país. No entanto, o conservadorismo das autoridades reais e a conivência de grande parte da nobreza e do clero impediam a realização dessas mudanças.

O primeiro estado, o clero, contava com cerca de 120 mil religiosos divididos em alto clero (bispos e abades, muitos deles proprietários de terras) e o baixo clero (padres, monges e abades de pouca condição). O segundo estado, a nobreza, dividia-se entre a nobreza provincial (proprietária de terras) e a nobreza de toga (burgueses que compravam títulos de nobreza da Coroa). O terceiro estado era composto pela esmagadora maioria da população. No topo, a burguesia que se dividia em três categorias: a alta burguesia (banqueiros, agiotas e grandes empresários). Em seguida, vinha a média burguesia (empresários, professores, profissionais liberais e advogados). Por fim, a pequena burguesia (artesãos, pequenos comerciantes, artistas). Na base do terceiro estado encontrava-se toda a classe trabalhadora francesa, proletários, aprendizes, pequenos artesãos, e os camponeses livres e semi-livres.

À parte de formar um estado misto com agudos conflitos de classe, somente os integrantes do terceiro estado arcavam com as taxas e impostos que sustentavam a monarquia francesa.

No hemiciclo da Assembléia Geral, o primeiro estado, sentado à direita, contava com 291 cadeiras; o segundo, no centro, com 270; o terceiro, posicionado à esquerda, contava com 578 cadeiras. Como o voto era dado por Estado, a coalizão entre nobreza e clero barrava a aprovação de leis mais avançadas.

Contando com o apoio de integrantes dos demais estados, o Terceiro Estado forçou a adoção de voto por cabeça o que garantiu um amplo leque de reformas. Acuado o rei ameaçou dissolver os Estados gerais. Rebelados, os membros do Terceiro Estado reuniram-se nos espaços do Jogo da Péla, de onde exigiram a convocação de uma Assembléia Nacional. Sem saída, o monarca decidiu acatar o estabelecimento de uma Assembléia Nacional que aprovaria uma nova Constituição.

Diante da insuportável situação econômica vivida, a população começa a se mobilizar. No dia 14 de julho de 1789, uma grande multidão invadiu a Bastilha e libertaram todos aqueles que eram considerados inimigos da realeza. Era o começo da Revolução Francesa.

Em outubro de 1789, a multidão marchou sobre Versalhes obrigando o casal real a se mudar para as Tuileries. Em junho de 1791, forçaram os reis a fugir para a Áustria. Durante a viagem, Luis e Maria foram detidos em Varennes e reconduzidos a Paris. Ali, Luis XVI teve de aceitar a Constituição de 1791, que o reduziu a mera figura decorativa.

Em agosto de 1792, os reis foram presos pelos ‘sans-cullottes’ e levados à Conciergerie. Em setembro, a monarquia é abolida pela Convenção, que substituíra a Assembleia Nacional. Em novembro, ficaram provadas as maquinações contra-revolucionárias com a Áustria e outras nações estrangeiras, o que levou o rei a ser julgado por traição pela Convenção.

Em janeiro seguinte, Luis foi considerado culpado e condenado à morte por estreita maioria. Em 21 de janeiro, caminhou imperturbável para a guilhotina.

Em 1938, morre Georges Méliès, ilusionista e pai do cinema

Georges Méliès

Visionário e empreendedor, transformou a sétima arte ao assistir histórica projeção dos irmãos Lumière.

Georges-Jean-Méliès, ilusionista francês, que usava efeitos especiais para criar mundos fantásticos, morre em Orly em 21 de janeiro de 1938, aos 76 anos. Considerado o fundador da 7ª Arte, o cinema, Méliès fez mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa. Foi também o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projetar suas cenas.

Méliès tinha 33 anos quando assistiu à primeira sessão pública dos irmãos Lumière. Isto ocorreu em 28 de dezembro de 1895, no Grand Café do bulevar des Capucines, em Paris. Deslumbrado, antevê a dimensão artística do cinema, a qual iria revelar ao grande público.

Nascido em 8 de dezembro de 1861, filho de família abastada, Méliès prestou serviço militar em Blois, cidade do prestidigitador Robert Houdin e assim descobriu sua vocação. Vai a Londres se iniciar na magia e de volta a Paris, vende sua parte na sociedade familiar para adquirir de Houdin um pequeno teatro. Rapidamente, ganha reputação como prestidigitador. Após a sessão memorável dos irmãos Lumière, mostra-se disposto a comprar seu material. Porém, Auguste Lumière recusa-se a vender, afirmando: “Agradeça-me, estou evitando sua ruína, pois este aparelho, simples curiosidade científica, não tem qualquer futuro comercial”.

Sem se deixar vencer, Méliès fabrica seu próprio aparelho à imitação daqueles dos Lumière. É o “kinetógrafo”. A partir de 1896, com o fim de renovar o interesse do público, idealiza montar ficções e inventa os primeiros efeitos especiais do cinema.

A história dessa invenção é curiosa. Méliès estava rodando uma cena de rua nos grandes bulevares quando sua máquina ficou travada durante um minuto. Ao inesperadamente voltar a funcionar percebeu que havia sido filmado antes da pane um ônibus da linha Madeleine-Bastille e, na retomada, um carro fúnebre. Seu técnico quis inutilizar esta passagem, mas Meliès o impediu, captando de pronto o resultado cômico do incidente.

Méliès conquista rapidamente grande sucesso junto ao público pela sua fantasia e sua imaginação que contrastavam com a vulgaridade da maioria dos realizadores de então. Ainda hoje sua arte suscita interesse entre os amantes do cinema. Abre em Montreuil-sous-Bois, perto de Paris, em 1897 um estúdio cinematográfico, cria sua própria companhia a Star-Film, e na duas décadas seguintes roda cerca de mil filmes.

Realiza em 1899 um filme engajado, absolutamente notável, sobre o Caso Dreyfus. Em 1901, filma a coroação do rei Edward VII, mesclando cenas de ficção, com figurantes, e uma rodagem  in situ, à saída da Abadia de Westminster. Esta proeza valeu ao cineasta ser convidado pela família real.

Méliès em ums de suas apresetnações como ilusionista, em 1896

Os primeiros filmes eram chamados de ‘‘vistas’’, evidentemente mudos, medindo 125 metros com duração média de 4 minutos. Eram projetados em barracas de feira. Méliès realiza em 1902 um primeiro ‘‘ longa metragem’’ com sua obra-prima “Viagem à Lua”, inspirado num romance de H.G. Wells publicado no ano anterior : Os Primeiros Homens na Lua. Investiu no projeto 30 mil francos, uma soma assombrosa. A rodagem durou 4 meses, de maio a agosto de 1902 e a primeira sessão teve lugar em 1º de setembro de 1902.

Película de duração excepcional de 16 minutos decepciona num primeiro momento os compradores para os quais foi especialmente apresentado. Temiam que os fizesse perder receita, uma projeção substuituindo quatro. O cineasta não obstante conseguiu convencer um deles a fazer um teste, exibindo-a na Feira do Trono em Paris.

O público lotou as sessões e o filme foi imediatamente distribuido em centenas de cópias pelo mundo inteiro, Estados Unidos inclusive. Foi o primeiro filme de exportação, visto que, feito só de imagens, superava as barreiras do idioma.

O genial criador é eleito presidente do Congresso Internacional de Editores de Filmes em 1909 porém, em seguida, é rapidamente ultrapassado pelo vertiginoso sucesso mundial do cinema. Além do mais, a I Guerra Mundial desfere um golpe fatal no cinema europeu e favorece o surgimento dos grandes estúdios de Hollywood.

Méliès teve de jogar a toalha em 1923 por não ter dado a sua companhia uma dimensão industrial. Arruinado, teve de vender seus bens e latas e latas de filmes. Restaram até nós apenas pouco mais de cinquenta.

Sem perder seu sorriso e o indestrutível otimismo, converte-se em vendedor de brinquedos numa galeria comercial da estação de trens de Montparnasse. Reconhecido ao acaso por ilustres cineastas, terminou, graças à mobilização da categoria,  tranquilamente seus dias no castelo de Orly, a casa de repouso das pessoas ligadas ao cinema.

O diretor Martin Scorcese recriou a história de Georges Meliès no aclamado A Invenção de Hugo Cabret, premiado com cinco Oscars em 2012.

Em 1983, morreu Garrincha, o melhor representante do futebol arte

Mané Garrincha

Garrincha foi um mestre no futebol, Garrincha foi brilhante, mas pouco se tem de Garrincha além do que se fala ou do filme Garrincha, Alegria do Povo, o documentário definitivo sobre ele. Se foi o maior jogador do mundo, não se sabe e é provável que não. Mas deve ter sido o mais inspirado ponta-direita de todos os tempos e o maior driblador também. Morreu em decorrência de alcoolismo. A música é Cadeira Vazia, com Elza Soares, a que ele mais gostava de ouvir ela cantar.