Maioria dos católicos e grande parte dos evangélicos pensa que “bandido bom é bandido morto”, diz pesquisa

Smoking gun lying on the floor, revolver

A crise de segurança pública que o brasileiro comum enfrenta há anos vem transformando a forma de enxergar a maneira como a Polícia age no combate ao crime, e atualmente, metade da população entende que é necessária uma ação mais enérgica, apoiando uma ação letal no confronto com criminosos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo Ibope sobre segurança pública, uma das grandes bandeiras de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e alvo de uma ação emergencial do presidente Michel Temer (MDB), que decretou uma intervenção na secretaria responsável pela área no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro com 2.002 pessoas entrevistadas em todo o país, abordando temas espinhosos, como a morte de bandidos no confronto com as polícias. Os que “concordam” ou “concordam totalmente” com a frase “bandido bom é bandido morto” somam 50%.

Quando a pesquisa é analisada pelo parâmetro religioso, os dados mostraram que 52% dos católicos concordam com a frase, enquanto o número de evangélicos que pensam assim são 44%. Se o parâmetro for o sexo, 53% dos homens aprovam a tese, enquanto entre as mulheres a aprovação é de 45%.

Os entrevistados que se opõem totalmente a esse pensamento são 37% da população. No entanto, é possível que a pesquisa não tenha tido a abrangência necessária para um retrato um pouco mais fiel da percepção popular sobre o assunto. Uma enquete realizada pelo portal Correio 24 Horas mostra que 84% dos leitores que participaram do levantamento aprovam essa diretriz, contra apenas 13% dos que reprovam.

A informação sobre a pesquisa do Ibope foi revelada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, colunista d’O Globo, e repercutida pelos demais veículos de imprensa.

Insegurança e desarmamento

Atualmente, a insatisfação da sociedade com a segurança pública vem fazendo a população debater de forma intensa e espontânea os benefícios e malefícios do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época do primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No período em que o Estatuto do Desarmamento está em vigor, a renda média do brasileiro subiu 33,1%, o número de crianças matriculadas nas escolas chegou a 97,7%, e o orçamento do Ministério da Educação quadruplicou, saindo de R$ 33 bilhões em 2003 para R$ 136 bilhões em 2017. A tese dos defensores do desarmamento era que, com menos armas na rua, maior renda e maior investimento em educação, a violência cairia.

Mas o que aconteceu foi o contrário, de acordo com dados reunidos pelos especialistas em segurança pública Bene Barbosa e Flávio Quintela, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, o que evidencia que há a sensação, por parte dos criminosos, de que sempre sairão impunes de assaltos, sequestros e outros crimes.

Em 2003, cerca de 48 mil pessoas eram assassinadas anualmente no Brasil, e hoje quase 15 anos depois da entrada em vigor da lei que dificulta a posse de arma, o número cresceu 20,7%, somando mais de 61,6 mil assassinatos por ano. Em termos de comparação, esse número é similar às vítimas da bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas redes sociais, ativistas contra o desarmamento vêm tornando públicos dados a respeito da discussão que são, geralmente, omitidos pela grande mídia. Um deles é Mateus Bandeira, que produziu um vídeo sobre o assunto, detalhando as informações e recapitulando fatos históricos ligados ao desarmamento da população, como durante os regimes de Josef Stalin, na União Soviética, e de Adolf Hitler, na Alemanha, que produziram dezenas de milhões de mortos.

Por outro lado, há dados de países que não possuem leis de desarmamento, como Canadá, Suíça e o Uruguai – vizinho do Brasil -, onde o índice de armas legais por habitantes é altíssimo, e os problemas de segurança pública são infinitamente menores.

Na Venezuela, que implantou um projeto de desarmamento civil similar ao brasileiro durante os governos de Hugo Chavez e Nicolás Maduro, o número de mortes é maior do que o registrado por aqui, com Caracas sendo considerada a capital de um país mais violenta do mundo.

Portal Gospel+

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Diocese de Rio do Sul e CEMEAR emitem nota de solidariedade ao povo Xokleng pelo assassinato do professor Namblá

Diocese de Rio do Sul e CEMEAR emitem nota de solidariedade ao povo Xokleng, pelo assassinato do professor Namblá

Cáritas Diocesana e Pastoral Indígena também assinam a nota. Nota de Solidariedade à Comunidade Indígena Xokleng de José Boiteux, SC

A Diocese de Rio do Sul, a CARITAS DIOCESANA, a Pastoral Indígena e o CEMEAR manifestam sua solidariedade, tristeza e indignação diante do assassinato do indígena Marcondes Namblá, indígena da comunidade Xokleng, ocorrido na madrugada do dia 1º de janeiro de 2018, na cidade de Penha, SC. Conclamamos e acreditamos nas esferas judicias, para que os fatos sejam devidamente apurados, esclarecidos e julgados. Que a justiça seja garantida tanto para o povo indígena quanto para a população que vive em situação de vulnerabilidade social.

Quem foi Marcondes? Um indígena xokleng; fez os primeiros estudos no Colégio em José Boiteux, sendo aluno estudioso, alegre e estimado por todos, como declara sua professora Ir. Isabel Venturi. Fez Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em nota divulgada pela coordenação do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC, do qual a vítima era graduada, lamentou o assassinato, afirmando:

Perdemos a criatividade, o brilhantismo, a originalidade e sensibilidade, o empenho, o vigor e os horizontes de Marcondes. Ficamos com a memória, feitos, reflexões, sua alegria, competência e habilidade!

Foi líder do povo Laklanõ-Xokleng. Era casado e tinha cinco filhos. Era professor e orientador da língua Xokleng e lutava para fortalecer este idioma, na escola indígena de José Boiteux. Foi juiz eleitoral das últimas eleições das oito aldeias indígenas, por ser considerado um homem calmo e honesto, gentil, não consumia álcool e não arrumava confusões, fazia trabalho voluntário no curso, afirma seu povo.

Lamentavelmente este assassinato não é fato casual, ele demonstra uma agressão contra a vida dos indefesos, como ocorre com frequência em comunidades, negras e nas periferias sociais. A indiferença diante desse tipo de barbárie social gera insegurança e incentiva a violência. Oxalá a impunidade não prevaleça também neste caso?

A Diocese de Rio do Sul, a Caritas Diocesana, a Pastoral Indígena e o CEMEAR, manifestam sua solidariedade com a família e toda a comunidade Xokleng.

Ao mesmo tempo intercedem a Deus para que a Campanha da Fraternidade deste ano, com o tema “Fraternidade e superação da violência”, e o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), se tornem realidade em nossa sociedade!

Marcondes será lembrado, porque se tornou semente de vida e de coragem, regadas com seu sangue derramado injustamente

Jornal Alto Vale

Resultado de imagem para Marcondes Namblá

Depois da Copa das Confederações agora são os R$ 120 milhões pro Papa

Papa Francisco

Disso eu não esperava, R$ 120 milhões pro Papa? R$ 120 milhões é o custo do orçamento público pra custear a visitinha do novo Papa ao país? Não acreditei quando li a notícia em destaque que recebi da newslatter via e-mail do blog Coluna Online. A cada dia aumenta minha indignação com a atual conjuntura nacional, em todos os setores e segmentos. De fato, não temos mais controle com os orçamentos públicos. O Papa não me representa! Jesus Cristo é o meu único salvador. E porque gastar tanto com a visita desse fulano? Estou cheio dessas baboseiras do catolicismo e que ainda continuam a zombar dos representantes e políticos evangélicos pentecostais. Sou evangélico sim e não me envergonho de louvar e glorificar a Deus todos os dias.

Mas vamos ao que nos interessa…

O governo foi devidamente avisado que as principais igrejas evangélicas preparam uma grande manifestação no Rio de Janeiro para o fim de semana de 20/21 de julho, véspera da chegada do papa Francisco à cidade. O objetivo dos religiosos é reunir mais de 1 milhão de pessoas contra os gastos públicos com a visita do líder católico, estimados em R$ 120 milhões. Não temos segurança, os hospitais continuam caindo pela tabelas, as escolas caindo pelo chão, mas temos copa, estádios e até o papa, nada contra ele, muito pelo contrário, mas de onde vem e para onde vai toda esta grana? Seria padrão FIFA ou padrão papa? Ou seria papa-tudo governamental?

Religiosidade dos super-heróis é questionada por jornal do Vaticano

dcvitti e o tapa do batman

Na última quinta-feira (4/7), a religiosidade dos super-heróis foi questionada por meio de um artigo veiculado no jornal do Vaticano L’Osservatore Romano. O texto, intitulado “Hulk é católico de verdade?”, analisa as crenças religiosas de vários personagens dos desenhos animados, entre eles o Super-Homem.

Segundo o portal TVI 24, com base em um site americano, o jornal da Santa Sé ressalta que Bruce Banner, o incrível Hulk, foi casado pela Igreja. “Ele está com a amada Betty Ross, enquanto a cerimônia foi oficiada por um sacerdote católico”, descreve o veículo, acrescentando que “outros sinais” também “revelariam inequivocamente sua fé”, como aparecer com um terço entre as mãos.

Além de Hulk, o L’Osservatore afirma que, embora não sejam uma maioria, há outros personagens  a declarar explicitamente sua fé, caso do jornalista Clark Kent, o Super-Homem. De acordo com o jornal do Vaticano, há vários sinais da sua religiosidade no filme “O Homem de Aço”, com referência direta à fé cristã em diálogos.

“Quando Jor-El, o pai krytoniano de Superman, lhe põe na nave espacial para enviá-lo à terra, a mãe, Lara, tem medo e diz: “Será marginalizado e o matarão”. No entanto, o pai responde: “Será um Deus para eles”, exemplifica o veículo.

 

Em 1215, Papa Inocêncio III pede nova cruzada e intensifica perseguição aos hereges

Papa Inocêncio III

Com o fim do IV Concílio, aumentou a repressão a grupos opositores de Roma.

O papa Inocêncio III preside a última sessão do IV Concílio deLatrão em 30 de novembro de 1215. Este novo concílio ecumênico foi o quarto a ter lugar no palácio romano de Latrão. Resultou na condenação dos cátares e dos valdenses; na proibição de criar novas ordens religiosas; na manutenção da discriminação contra os judeus; na aparição do termo “transubstanciação”. De resto, o papa apela por uma nova cruzada. Todavia, seria seu sucessor, o papa Honório III quem a organizaria dois anos depois e que acabaria em fracasso.

Até 1184, a ação de reprimir a heresia na Itália era problema dos bispos nas áreas afetadas. O III Concílio de Latrão (1179), que discutira a incidência da heresia, dirigiu sua atenção parao sul da França. No entanto, em 1184, o papa Lúcio III e o imperador Frederico Barba Ruiva encontram-se em Verona e juntos condenam os cátares, patarinos, valdenses, humiliates, os Pobres de Lyon e outras seitas.

Foi Inocêncio III (1198-1216) quem pressionou para que a ação papal tivesse maior âmbito. Enviou uma torrente de cartas sobre heresia aos arcebispos e bispos e aos governantes seculares. Ele via a reforma da Igreja como necessidade básica. Em 1215, o IV Concílio de Latrão reafirmou a legislação pontifical ainda em vigor.

Em seu primeiro cânone, o concílio aprovou a doutrina baseadanas tradicionais profissões de fé, que foi porém emendada para contemplar as presentes heresias. O terceiro cânone especificou os procedimentos contra os heréticos, Outros cânones tocaram no tema da heresia de várias formas.

Por ocasião da morte de Inocêncio a Igreja já mobilizava suas forças contra a heresia, faltando apenas a Inquisição papal, para o que os  recedentes já estavam estabelecidos.

Seria excomungada e anatematizada toda heresia que se levantasse contra a sagrada, ortodoxa e católica fé. Seriam condenados todos os hereges, fosse quem fosse. “Ele têm distintas faces, mas suas caudas estão atadas juntas na medida em que se parecem em sua arrogância. Que esses condenados sejam levados às autoridades seculares para a devida punição”.

Se fossem clérigos seriam primeiramente privados de suas ordens. Os bens do condenado seriam confiscados se foremlaicos e, se clérigos, seriam aplicadas as leis da ordem da qual recebiam o estipêndio. Aqueles que fossem apenas suspeitos de heresia seriam tocados pela espada do anátema, a menos que provassem sua inocência por uma apropriada purgação, levando-se em conta as razões da suspeita e o caráter da pessoa. Se a excomunhão persistisse por um ano seriam condenados como hereges.

Se um senhor temporal, demandado e instruído pela Igreja, negligenciasse em depurar seu território dessa “imundície herética”, estaria sujeito à excomunhão. Se se recusasse a dar satisfação dentro de um ano, a questão será levada ao supremo pontífice que poderá declarar seus vassalos livres de prestar-lhe lealdade e tornar a terra, após a expulsão dos hereges, disponível para ocupação pelos católicos.

Também estavam sujeitos à excomunhão os crentes que homiziassem, defendessem ou apoiassem os hereges. Qualquer pessoa que, após ter sido indicada como excomungada, se recusasse a prestar satisfação dentro de um ano, seria acoimado de infame e não poderia ser admitido em órgãos públicos, nem escolher outros para a mesma função ou prestar testemunho. Não teria a liberdade de manifestar a última vontade nem de receber herança.

Se fosse um juiz, suas sentenças não teriam vigência e casos não poderiam ser levados ao seu julgamento; se advogado, não lhe seria permitido defender ninguém; se notário, os documentos por ele autenticados não teriam valor algum; se clérigo, que fosse destituído de qualquer função ou benefício.

Em 1959 o Concílio Vaticano II, papa João XXIII inicia a modernização da Igreja Católica

Quem visita a Basílica de São Pedro, no Vaticano, depara-se com três pontos de aglomerações: extasiadas diante da Pietá de Michelangelo Buonarotti, contemplativas ante as colunatas de Bernini e reverenciando o corpo embalsamado de João XXIII.

João XXIII (1881–1963), papa de 1958 a 1963, nasceu em Bergamo, como Ângelo Giuseppe Roncalli, que sucedeu ao papa Pio XII. Em janeiro de 1959, anunciou reservadamente a intenção de convocar um concílio ecumênico, a fim de estudar medidas para a renovação da Igreja no mundo moderno, para a promoção da diversidade dentro da enclausurada unidade eclesiástica e para levar adiante reformas seriamente estimuladas pelo movimento ecumênico e o movimento litúrgico.

Desta forma, a convocação do Concílio em 11 de outubro de 1962 foi o ponto alto de seu pontificado. A amabilidade, o entranhado amor pela humanidade, individual e coletivamente, e o frescor na abordagem dos assuntos da Igreja trouxe-lhe o apodo de “O Bom Papa João”, um dos mais amados papas da história. Ele foi sucedido por Paulo VI e beatificado em 2000 pelo Papa João Paulo II.

Uma passagem interessante em seu pontificado ocorreu em abril de1959, quando proibiu os católicos de votar em qualquer partido que defendesse o comunismo. Contudo, sua encíclica Mater et Magistra – um vigoroso documento publicado em 14 de julho de 1961 – clamava por reforma social, assistência aos países subdesenvolvidos, salários dignos para todos os trabalhadores e apoio a todas as medidas socialistas que redundassem em real benefício à sociedade.

O Concílio Vaticano II foi o 21º concílio da Igreja Católica Romana. Seu manifesto propósito foi a renovação espiritual da Igreja e o reposicionamento no mundo moderno.

A mais espetacular inovação do Concílio foi o convite às igrejas protestantes e ortodoxas do Leste para que enviassem observadores. As sessões foram assistidas por representantes de muitas outras igrejas.

Um dos objetivos do conclave era a reforma da liturgia. Fundamentalmente, fazer com que os fiéis participassem mais de perto dos serviços eclesiais e, por conseguinte, encorajar a diversidade na linguagem e na prática. Grande ênfase foi dada desde o princípio aos deveres pastorais dos bispos, distintos das obrigações administrativas.

O regimento do concílio, fundado nas práticas democráticas, propiciou um vivo debate entre as correntes progressistas e conservadoras. Do encontro, surgiram quatro constituições, nove decretos e três declarações. A natureza das afirmações foi de conciliação, evitando definições rígidas e anátemas condenatórios. O papa João XXIII praticamente dobrou o número de cardeais, fazendo deste colégio de purpurados o mais numeroso até então.

A Sessão II, de setembro a dezembro de 1963, aprovou a Constituição da Sagrada Liturgia, permitindo a vernacularização da liturgia – a missa seria conduzida na língua local, e não mais em latim, e o oficiante deveria estar voltado de frente para os fieis, estimulando sua maior participação no ritual.

Na Sessão III, de setembro a novembro de 1964, aprovou-se a Constituição Dogmática da Igreja que esposou o princípio da colegialidade Episcopal com o Santo Padre, os decretos sobre o ecumenismo e sobre as igrejas católicas do Leste e a proclamação da Abençoada Virgem Maria como a “Mãe da Igreja”.

A Sessão VI, aberta pelo papa Paulo VI depois da morte de João XXIII, publicou uma série de medidas de ordem interna, destinada a abrir a Igreja para os ventos da modernidade. Um ponto de destaque foi a declaração sobre o relacionamento da igreja católica com as religiões não-cristãs que incluiu uma passagem importante que condena o antissemitismo e reconhece “o vínculo que liga espiritualmente o povo das Doutrinas da Graça do Novo Testamento com o legado de Abraão”.

Morre São Francisco de Assis

Bernardo Strozzi - São Francisco de Assis

Image via Wikipedia

São Francisco ou São Francisco de Assis, fundador da Ordem dos Franciscanos, um dos maiores santos da Igreja católica romana, nasceu em Assisi, Úmbria, Itália em 1182, vindo a falecer em 3 de outubro de 1226 aos 44 anos.

Seu nome de batismo era Giovanni, no entanto desde pequeno era chamado – inclusive pelo próprio pai – de Francesco. Atualmente, o nome Francisco, e seu equivalente em outros idiomas, deve sua grande popularidade a São Francisco, já que antes de sua consagração o nome não era comum.

Preso aos 20 anos em Perugia, quando a cidade entrou em conflito com Assisi,  Francisco foi tomado como prisioneiro numa batalha. Dois anos após o seu retorno, pôs-se a caminho das guerras na Apulia, mas, doente, viu-se obrigado a regressar a casa. Sofreu então uma conversão que o levou da vida mundana que levava. Tornou-se notoriamente devoto e ascético, começando a apresentar-se em andrajos.

Em 1206, partiu para uma peregrinação a Roma. Uma série de acontecimentos à época revelou de modo impressionante as características que Francisco iria incorporar: humildade, amor à pobreza absoluta, singular devoção aos outros e à Igreja Romana e entusiástico fervor religioso.

Três anos depois, enquanto assistia a uma missa, as palavras de Jesus no Evangelho exortando seus apóstolos a seguir em frente em suas missões chocaram-no como se fosse um apelo a ele dirigido. Passou então, ainda como leigo, a pregar.

Juntou um grupo de pessoas e foram a Roma para ver o papa Inocêncio III, que lhe deu permissão oral para viver da maneira que havia escolhido. A partir daí, criava-se a ordem franciscana de freis, um tipo inteiramente novo de ordem eclesiástica.

Os freis percorreram pela Umbria e por toda a Itália pregando o Evangelho, trabalhando para suprir suas parcas necessidades. Desta forma, o crescimento dos freis franciscanos foi muito rápido. Em 1212, Santa Clara passou a acompanhar São Francisco e as Damas Pobres – segunda Ordem de São Francisco -, uma ordem contemplativa, enclaustrada foi estabelecida. Francisco não somente enviou os irmãos ao exterior, mas também ele pessoalmente esteve na Dalmácia, França, Espanha. E entre 1219 e 1220 na Terra Santa. Em seu caminho para a Palestina parou em Damietta e orou para o sultão.

Porém, uma crescente dissensão em sua ordem chamou-o de volta. Após o seu regresso em 1221, uma grande assembleia teve lugar na capela de Porciúncula, perto de Asssisi, com a qual Francisco se identificava estreitamente. Nesse momento, o santo abandona a liderança ativa da ordem, porque sentiu que ela se havia tornado demasiado difícil de comandar. Continuou, porém, sua pregação e dedicou-s e a formar a Terceira Ordem dos Franciscanos.

Dois anos antes de sua morte, em 1224, ocorreu o mais famoso acontecimento de sua vida. Recebeu em seu corpo a stigmata – fenômeno religioso caracterizado pelo ferimento espontâneo das mãos, dos pés e do lado direito do corpo, exatamente como as chagas de Cristo na crucificação – quando rezava no Monte della Verna. Passou a sofrer da stigmata pelo resto de sua vida. Segundo consta, foi o primeiro surgimento da stigmata e o único que é celebrado liturgicamente pela Igreja Católica romana em 17 de setembro. Francisco morreu em 3 de outubro de 1226 e dois anos depois o papa Gregório IX, seu patrono e amigo, canonizou-o.

Em 1660, morre em Paris o padre Vicente de Paulo

O carismático padre Vicente de Paulo morreu em Paris em 28 de setembro de 1660 aos 79 anos, após dedicar toda a sua vida à religião católica e aos pobres.

Nascido em Pouy em 1581, ele é fruto de uma família muito pobre. Após estudos de teologia em Dax e em Toulouse, foi ordenado padre em 1600, aos 19 anos, em Château-l’Évêque em Dordogne.

Entrou na corte do rei na condição de preceptor da rainha Margot, passando a ser discípulo do cardeal Pierre de Bérulle. Tomou consciência então que os franceses se manifestavam crescentemente indiferentes à religião.

Decidiu popularizá-la de novo, tornando-se sacerdote rural. Fundou diversas confrarias de caridade, notadamente As Filhas da Caridade ou Irmãs de São Vicente de Paulo a serviço das crianças abandonadas, dos doentes e de todos os necessitados.

Seus restos mortais repousam na capela dos Lazaristas, no coração de Paris. Foi canonizado em 1737. A cidade que o viu nascer leva hoje seu nome: São Vicente de Paulo.

Provavelmente capturado pelos piratas em 1605, foi levado de Marselha a Narbonne. Fugiu de Tunis ao cabo de dois anos de prisão, para se tornar padre de paroquia. A partir de 1619, e durante muito tempo, atuou como capelão geral dos condenados a remar nas galés, agrilhoados. Tornou-se então o superior do primeiro mosteiro parisiense da Ordem da Visitação Santa Maria, após a morte de Francisco de Sales em 1622.

Pôs-se a serviço da rainha Margot de Navarra, esposa de Henri IV. Foi Capelão da rainha Margot, depois padre rural em Clichy e preceptor dos filhos de Philippe de Gondi. Graças ao suporte financeiro de Madame de Gondi, fundou em1625 a Congregação da Missão. Voltada à evangelização dos pobres do campo, a congregação tomaria o nome de Lazaristas por ter se instalado no antigo priorato Saint-Lazare em Paris, em 1632.

Vicente de Paulo formou numerosos padres e criou um seminário da Missão. Os primeiros lazaristas seriam enviados a Madagascar em 1648. Em 29 de novembro de 1633, fundou a congregação dos Guardas dos Pobres que logo se transforma em Companhia das Filhas da Caridade, uma sociedade de vida apostólica exclusivamente feminina sob a responsabilidade de Louise de Marillac.

As irmãs se dedicam aos doentes e aos pobres, tanto material quanto espiritualmente. Esta instituição está na origem do Hospital das Crianças Abandonadas de Paris. Renomeadas bem mais tarde como Irmãs de São Vicente de Paulo estão presentes hoje em 94 países e contam com cerca de 20 mil membros.

Vicente organizou igualmente coletas em Paris para levar socorro às vítimas das guerras de religião. Como membro da companhia do Santo Sacramento pregava moderação com respeito dos protestantes, opondo-se, portanto, ao jansenismo. Fundou ainda um hospício para os velhinhos, que viria a ser o célebre Hospital da Salpêtrière em 1657.

Foi nomeado mais tarde para o Conselho de Consciência (Conselho de Regência para os negócios eclesiásticos) pela regente Ana da Áustria de quem era confessor. Faleceu em 27 de setembro de 1660. Posteriormente, Vicente foi proclamado santo pelo papa Clemente XII em 16 de junho de 1737.

Outros fatos marcantes da data

A igreja moderna: Pós modernidade e comunicação

A Igreja está preparada para o mundo cibernético e para a divulgação de Cristo na pós-modernidade? Confira uma entrevista feita com o Padre Elmo Heck, mestre em Bíblia, pároco de Nossa Senhora da Conceição, Butiatuvinha, Curitiba/PR, para o voz da igreja, em setembro 2011.

Com os tablets e toda a mídia eletrônica, seria num futuro próximo a proclamação da Palavra através de um IPad?

Antes os judeus utilizavam rolos de couro de animais para escrever e guardar a Palavra. Depois veio o papiro e o papel. Surgiu então a Bíblia, que significa “conjunto de livros”. E agora, no universo digital, tudo se tornou ainda mais acessível.

Ao seu ver, a Palavra atingirá melhor o coração das pessoas através das novas tecnologias digitais? Quais os pontos positivos e negativos desta modernidade?

A Palavra de Deus sempre será válida, em livros ou no universo digital. O mundo tem sede de Deus; por isso, os pontos positivos da entrada das novas tecnologias nos meios de comunicação da Igreja são muitos. A Palavra no meio moderno da comunicação é um fato que não podemos desmerecer. É também urgente anunciar pelos meios atuais, pois Deus é sempre atual e moderno, assim como os seus dizeres. Gosto de ver a Bíblia digitalizada e usada nos computadores. Também é de bom senso usar dos meios de comunica¬ção para anunciar a Boa Nova.

Os riscos mais eminentes desta modernidade tecnológica são o individualismo e o subjetivismo que a própria modernidade carrega em si. Para muitos, os computadores trazem informações úteis e inúteis; porém, o excesso do virtual gera a perda do contato vivencial. Cada indivíduo passa a criar a sua religião, o seu Deus e o seu mundo, no qual lida com a sociedade como subalterna a sua vontade. Não vale mais a sociedade como um todo, mas o todo vale ou não para o meu mundo. A modernidade vive o egoísmo que leva à descrença de todas as instituições.

Em muitas cerimônias solenes do catolicismo usa-se o Evangeliário [livro católico, usado na missa, durante a Liturgia da Palavra). Com os tablets e toda a mídia eletrônica, seria um futuro próximo a proclamação da Palavra através de um IPad?

O Lecionário e o Evangeliário sempre vão fazer parte da liturgia, jamais serão substituídos por tablets. Agora, fora dos templos, nada impede que sejam usa¬dos para evangelizar.

Para anunciar a Palavra de Deus, podemos usar os meios de comunicação disponíveis, o que não significa que devemos deixar de lado a tradição e aquilo que dá sentido às nossas celebrações litúrgicas. Os folhetos são uma demonstração de que se deixou a Bíblia de lado. Hoje, utiliza-se os meios eletrônicos, mas não deixamos de anunciar a Palavra. O saudoso papa João Paulo II apregoava que é necessário usar dos meios de comunicação para fazer conhecer a Cristo.

Usar o tablet para proclamar a Palavra de Deus, em lugares comuns, é uma boa opção. Eu mesmo tenho a Bíblia no meu celular e certa vez a tive que usar. Agora, em liturgias, acho que deverá ter um estudo e uma palavra oficial da Igreja sobre o assunto.

Nós, como Igreja, estamos preparados para o mundo cibernético e para a divulgação de Cristo na pós-modernidade? Não corremos o risco de simplesmente ignorar até mesmo o que disse a Exortação Apostólica Verbum Domini [documento do sumo Pontífice sobre a “Palavra de Deus”, na vida e na missão da Igreja”]?

A Exortação Apostólica Verbum Domini veio alertar os abusos que se faz da interpretação e do uso indevido da Bíblia.

A Palavra de Deus é sempre a carta Magna que deve ser respeitada no seu uso, mas também é importante salientar a mudança teológica e hermenêutica ocorrida ao longo dos séculos. A Palavra não é estática, ela permanentemente se reinterpreta; aliás, os diversos livros bíblicos são a interpretação um do outro. Não haveria teologia se a Palavra de Deus fosse estática.

O senhor acredita que em algum dia os livros cederão totalmente aos espaços virtuais?

Os livros jamais cederão para os espaços virtuais. Quando surgiu a televisão, diziam que o cinema acabaria. Percebemos, porém, o contrário. A televisão tem seu lugar, e o cinema está bem vivo e melhor que na época do surgimento da televisão. O mesmo acontecerá com os livros impressos. Vão melhorar, mas não acabar. A tecnologia tem o seu espaço e beneficiará bastante aos primeiros. Nada é permanente, a não ser a mudança. Portanto, seja livro impresso ou virtual, a Palavra de Deus será sempre mudança e permanência no coração de quem crê.