[Vídeo] Esperança para corações aflitos

Deus nunca está do lado do opressor, do escravagista e do rico espoliador. Assista a pregação do Pastor Ricardo Gondim da Igreja Betesda.

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O voto evangélico

O voto evangélico

Houve um assanhamento sobre a possibilidade de uma migração massiva do voto dos evangélicos ao Bolsonaro, pelo suposto apoio de caciques de igrejas no início desta semana pela mídia. Reforçada por uma campanha de #FakeNews, utilizando-se em caixa alta, a perversão, o preconceito e a mentira.

Alguns exemplos, mamadeiras em formato de pênis, definição de sexo em registro após uma certa idade, além de confisco humano pelo estado, turbinadas aos ventos nas redes sociais, atitude que na verdade disfarça os verdadeiros desejos que possui ou a intenção, falando da perversão. Mas esquecem de um detalhe, não será pela moral, o subjetivo, que uma significativa parte da base evangélica destinará o seu voto a #EleNão.

O discurso moral influencia a religião, claro, mas não na proporção estatística que é alardeada. Digo isso porque a parcela significativa dos membros das chamadas igrejas evangélicas e de massa, são mulheres, de periferia, mães e trabalhadoras que, até bem pouco tempo, a única boa nova do evangelho que ouvia era a palavra: submissão. Mas não é mais assim. Muitas delas, foram empoderadas pelos programas sociais, administram recursos, educaram filhos e filhas, compraram casas, viajaram de férias, adquiriam direitos trabalhistas etc.

O voto será, em parte, destinado a essa memória objetiva, principalmente, com o retrocesso, ou seja, a perda dos direitos e a ameaça de voltar ao mundo da total dependência. Apesar do apóstolo, bispo, pastor, missionário, tentar convencer ao contrário, esquece de quem sabe dos problemas, guarda os segredos dos filho(as), administra os conflitos, os recursos, preocupa-se com o futuro da família, na maioria das vezes, não são eles, são elas. Imagino que, na hora da desobediência silenciosa dessas mulheres, a oração íntima será, segundo a bíblia: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At. 5:29).

Isso não é para gerar conforto nem comodidade. É o voto a ser consolidado, com clareza,discernimento, diálogo e consciência nesta reta final da campanha eleitoral.

Companheiro Luis Sabanay, 52 anos, Teólogo e Pastor Presbiteriano.

Evangelho e responsabilidade

Evangelho e responsabilidade

Numa sociedade dividida, como se vive a vocação cristã? Que vocação é essa?

Onde a honra a Deus é comprada com a desonra do humano, aí, na verdade, o nome de Deus é desonrado
Paul Tillich, Humanität und Religion, 1958

Deus encarnou em Jesus para que, quem nele crê, compreenda, pela fé, sua identificação e seu compromisso com a vida das pessoas que carecem e desejam um Deus presente e próximo. Em sua vida e ministério, Jesus se viu inserido numa religião que possuía centenas de leis e regras que procuravam orientar a vida das pessoas. Todas essas leis surgiram em contextos específicos, com o objetivo de balizar a convivência em sociedade e a sua relação com o Deus em que depositavam sua fé. Algumas dessas leis foram endossadas por Jesus, mas aquelas leis que, essencialmente, não contribuíam para que o amor a Deus estivesse em primeiro lugar e que impediam que a misericórdia divina ficasse, cristalinamente, visível e sensível, foram revogadas pelo Filho de Deus. São exemplos de leis revogadas: as que inibiam ações de misericórdia ou o saciar as necessidades do corpo no dia de descanso; leis de vingança como olho por olho, dente por dente; e a pena de morte para situações de adultério.

Jesus revogou antigas leis e, sob o espírito de uma nova aliança, resumiu-as em apenas duas: amar a Deus acima de tudo e amar ao próximo como a si mesmas/os (Mc 12.28-34; Mt 22.34-40). E para que se pudesse reconhecer o próximo, Jesus usou de parábolas e deixou muitos exemplos que evidenciam que “próximo” é a pessoa que carece de nossa misericórdia e cuja ajuda está ao nosso alcance (Lc 10.26-37). Essa atitude de Jesus não foi apenas um posicionamento religioso, mas profético e político, no sentido que tomou partido das pessoas mais pobres, oprimidas e discriminadas pelos sistemas de poder político, econômico, social que também tinham (e têm) suas extensões no âmbito religioso.

Não há como ficarmos distantes das lutas políticas de nosso tempo. Como escrevem Dietrich Bonhoeffer e Franz Hildelbrandt, “por mais que o cristão queira permanecer distante da luta política, mesmo aqui, porém, o mandamento do amor o impele a tomar uma posição em favor de seu próximo. A sua fé e seu amor devem saber se os ditames do Estado poderão levá-lo a ir contra a sua consciência” (Catecismo Luterano, 1931). A liberdade e a consciência cidadã constituem, pois, um bem inalienável, mas elas somente se tornam efetivas e atuais na esfera política.

Sabemos que é parte da nossa vocação ao ministério na missão de Deus o envio “como ovelhas para o meio de lobos” (Mt 10.16ss) e que devemos estar prontas e prontos para sermos odiadas e odiados por causa do nome de Cristo (Mc 13.13). Ainda nesse sentido, concordamos com Martim Lutero de que somos pessoas simultaneamente justas (porque Deus nos justifica através do que Cristo fez por nós) e pecadoras (sempre dependentes da misericórdia e do perdão de Deus). Por isso, diante das pressões que nunca cessam, é preciso distinguir os gritos que clamam por socorro dos gritos de quem não se condói ou comove com a dor daquelas e daqueles aos quais Jesus nomeou pequeninas e pequeninos.

Embora em toda parte e em todos os tempos sempre tenha havido disputas por poder, vivemos tempos em que estas têm se revelado mais acirradas que nunca – consequência do uso para o mal dado à tecnologia colocada à nossa disposição para comunicar e aproximar. Infelizmente, deixamos que vozes, antes não ouvidas com tanta facilidade, entrem em nossas casas, em nossas relações com nossos semelhantes e nas nossas comunidades de fé, gritando insultos, calúnias e ameaças, inclusive de morte, promovendo discórdia, torcendo a verdade e a essência do objetivo cristão – a saber, favorecer a expansão do Reino de Deus, delimitado pelas experiências de “ágape” – e tornando-nos personagens da mais moderna experiência de Babel. Essas vozes têm se mostrado ardis e revelado alguma eficácia em seus esforços para abafar o Espírito de Pentecostes que, inibido de “soprar onde quer”, deixa exposta, no âmbito da Igreja de Cristo, uma dificuldade para discernir os espíritos que agem nesse mundo (1 Jo 4.1-6).

Temos sido testemunhas e ouvintes de vozes carregadas de ódio e que, sob a pretensão de invocarem luz, espalham trevas para a vida em comunidade e na sociedade. São ataques inconsequentes e irresponsáveis à vida, à credibilidade e à integridade física e moral de pessoas como a pastora Lusmarina Campos Garcia e o pastor Inácio Lemke, atacados por atenderem ao chamado à prática da misericórdia em favor de pessoas em situações de extrema vulnerabilidade. O aumento crescente da violência contra as pessoas mais à margem de projetos de poder vigentes em nosso contexto e em diferentes partes do mundo, bem como contra as pessoas comprometidas com os direitos das mais fragilizadas por diversas razões, revela o quão afastadas e afastados estamos da experiência plena do Reino de Deus anunciado por Jesus há dois milênios. A Igreja precisa se colocar a serviço de Deus e apoiar profetas e profetizas que resgatam a vontade divina de maneira concreta, sobretudo quando buscam promover justiça a quem dela vem sendo privada, por qualquer que seja a razão.

Queremos uma Igreja em que pronunciamentos ou exortações, quando necessários para dar respostas a uma sociedade marcada por novos desafios, não se orientem simplesmente pelo senso comum, por costumes ou quaisquer outros interesses que não sejam reforçar a necessidade da inclusividade da diversa criação de Deus e do acolhimento amoroso e misericordioso oferecido por Jesus.

Dos exemplos e ensinamentos de Jesus, aprendemos muitas coisas, segundo as quais, especialmente, ministras e ministros da Igreja devem se orientar. No cerne de tudo, vemos o fato de que Jesus não queria pessoas marginalizadas em função de sua condição social, legal, religiosa ou de saúde. E os testemunhos presentes nas narrativas evangélicas revelam que ele assumiu esse compromisso até as últimas consequências. É por meio do exemplo de Jesus, como registrado nas narrativas evangélicas, que possuímos a ciência de que, no Reino de Deus, sinônimo de poder é serviço, e que qualquer autoridade decorre de condutas coerentes, à parte das quais perdem sua legitimidade. Lutero reforçou esse entendimento ao definir boas obras como aquelas que procedem de Deus e apontam para Deus. Pessoas ou grupos que buscam holofotes voltados sobre si não apontam para Deus e, precisamente por isto, não merecem crédito.

As respostas religiosas e teológicas às grandes questões contemporâneas têm sido tímidas ou insuficientes. Em que se pese o fato de nos pronunciarmos, aqui, a partir de um contexto bastante particular, parece-nos, todavia, que a teologia ainda se encontra circunscrita a um universo separado, dissociada das vivências comunitárias concretas. Esta distância entre teologia acadêmica e Igreja, ainda que faça parte do caráter, por vezes, mais abstrato do saber teológico, termina contribuindo para que os grandes problemas que afetam a humanidade não recebam a atenção teológica devida. “As religiões e, dentro delas, as teologias se tornaram, na maioria das vezes, expressões de controle e dominação quando justificaram suas verdades para além da experiência humana, para além da história, para além do poder e do amor que nos habitam” (Ivone Gebara). A lacuna entre teologia acadêmica e Igreja, ainda que não possa ser plenamente preenchida, precisa ser diminuída. Somente assim o saber teológico poderá superar o risco da completa abstração e a vivência comunitária poderá ser informada e iluminada por uma teologia verdadeiramente encarnada.

Urge retomar, portanto, uma nova concepção teológica. Nós defendemos uma teologia encarnada que considere a simultaneidade de experiências de sofrimento, pobreza e exclusão, por um lado, e de movimentos libertários, de resistência e de transformação social através de comprometimentos sócio-político-culturais, por outro. As experiências são constitutivas de nossa identidade – seja como cidadãs e cidadãos, seja como pertencentes a uma confissão religiosa determinada. As experiências são sempre circunstanciais, localizadas e contextualizadas. Elas são, portanto, experiências sempre e invariavelmente históricas e necessariamente políticas.

Em função da ausência de uma pedagogia religiosa e teológica academicamente dialógica e inclusiva, temos visto crescer nos âmbitos do parlamento brasileiro fundamentalismos patológicos que atingem níveis de histeria e perversão; fundamentalismos que buscam impor seus valores, “verdades religiosas” e concepções do sagrado – sempre bastante restritas e exclusivistas – como únicas e imutáveis. Essa visão de mundo fundamentalista, que alcança representatividade em diferentes bancadas no parlamento brasileiro, termina por interferir nas decisões políticas de Estado. Nossas concepções religiosas não deveriam influenciar, entretanto, a formação de projetos de leis e dispositivos legais para o Estado, tendo-se em vista que a Constituição Federal determina um Estado laico (art. 19) e é a única disposição normativa válida para todas as pessoas. É o caráter laico do Estado que assegura não apenas o direito de indivíduos e grupos sociais religiosos de manifestarem aberta e publicamente suas crenças e significações religiosas, mas também a própria liberdade de consciência.

Embora a laicidade do Estado esteja assegurada pela Constituição Federal, esta mesma laicidade não anula a liberdade religiosa. A Constituição Federal garante, por exemplo, a assistência religiosa aos que estão em regime de reclusão, sendo esta a vontade livre manifesta pela pessoa presa. O direito à assistência religiosa às pessoas encarceradas é assegurado tanto pela Constituição (art. 5º, inciso VII) quanto pelas Leis Federais nº. 7.210/1984 e nº. 9.982/2000, que tratam, respectivamente, da assistência religiosa, com liberdade de culto, às pessoas segregadas, e da prestação de assistência religiosa em estabelecimentos penais.

Ora, foram precisamente o mandamento constitucional e esses dispositivos legais que possibilitaram, em 23 de julho de 2018, a visita do pastor Inácio Lemke ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se encontra preso na sede da Polícia Federal em Curitiba. Atendendo a um pedido expresso do ex-presidente Lula de receber visitas de um ou uma representante de alguma religião para lhe prestar assistência religiosa todas as segundas-feiras, o pastor Inácio Lemke, amigo do ex-presidente há mais de trinta anos, dirigiu-se à sede da Polícia Federal em Curitiba para, na condição de pastor e amigo, ouvir, dialogar e orar pelo ex-presidente. Para além dos mandamentos constitucionais e outros dispositivos legais, o Evangelho é claro que somos chamados a visitar as encarceradas e os encarcerados (Mt 25.36): “Estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-me”.

Enquanto membros, ministras e ministros da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), entendemos que tal visita foi um ato de amor para com um aprisionado, cuja própria condenação encontra-se sob suspeita jurídica e já foi problematizada e criticada, inclusive, por organismos internacionais. Portanto, estranhamos que a IECLB, quando do ocorrido, em comunicado às ministras, aos ministros e às comunidades, não tenha manifestado uma palavra baseada no Evangelho, mas tenha abordado a celeuma gerada por este evento baseando-se tão-somente em termos jurídicos e doutrinários. Outrossim, causa-nos profundo incômodo o fato de não encontrarmos expressa uma linha sequer em defesa de seu pastor vice-presidente, sobretudo quando consideramos que lhe faltam pouco mais de quatro meses para sua jubilação em função dos longos anos de serviço dedicados à missão de Deus na Igreja. A longa trajetória vocacional do pastor Inácio Lemke conta com amplo reconhecimento nacional e internacional precisamente pelo comprometimento que sempre demonstrou com uma práxis evangélica verdadeiramente encarnada na realidade concreta do povo de Deus. Além disso, cabe-nos sublinhar que a visita prestada pelo pastor Inácio Lemke ao ex-presidente Lula não foi realizada, por um lado, em nome da IECLB ou do Sínodo que preside, ou em nome do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), por outro.

De igual forma, vemos com profunda tristeza uma manifestação pessoal do pastor Dr. Nestor Friedrich acerca do posicionamento da pastora Lusmarina Campos Garcia na audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da proposta da descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. Em tendo sido esse um manifesto pessoal, isto é, um manifesto do pastor Nestor Friedrich – que, a despeito disto, se encontra no exercício de sua função como presidente da Igreja –, postamo-nos, aqui, e na condição de membros, ministras e ministros da IECLB, de forma contrária à substância deste pronunciamento. Isso porque, ao contrário do posicionamento pessoal do pastor Nestor Friedrich, temos percebido que, nos últimos anos, a IECLB tem se revelado cada vez mais tímida no amparo às pessoas em sofrimento, sobretudo dos mais frágeis. Por outro lado, o aparato institucional da IECLB se mostra cada vez mais robusto em questões que dizem respeito ao sacerdócio e aos ritos litúrgicos. O chamado profético em favor do seu povo, entretanto, parece constituir preocupação, na melhor das hipóteses, apenas secundária.

A nota pública e pessoal do pastor Nestor Friedrich nos causa ainda mais espanto e tristeza quando nos damos conta que a pastora Lusmarina compareceu ao STF como representante do Instituto de Estudos da Religião (ISER), e não como representante da IECLB. Como disse a própria ministra Rosa Weber por ocasião do convite: “Convido a Reverenda Lusmarina Campos Garcia para fazer uso da palavra, representante que é do Instituto de Estudos da Religião”. Ou seja: a pastora Lusmarina, ainda que como pastora da IECLB, apenas exerceu seu compromisso como representante de um egrégio e já academicamente consolidado instituto de estudos, e não a função de representante da instituição na qual é pastora. Sua participação na audiência pública promovida pelo STF representa um exercício livre de cidadania e de posicionamento intelectual honesto diante da mais alta instância do poder judiciário brasileiro. Tal participação deveria ser motivo de orgulho para a IECLB, e não de censura. Afinal, assumir para si a responsabilidade de discorrer, enquanto cidadã, intelectual, teóloga e pastora, mas também como alguém graduada em direito, sobre um tema tão complexo, e que envolve várias áreas do saber acadêmico, não é tarefa fácil e demanda competência e maestria colossais. Essa tarefa foi executada com tamanho brilhantismo pela pastora Lusmarina que nos sentimos plenamente representadas e representados por ela: a IECLB não pode cercear sua voz sem correr o risco de ferir de morte as garantias individuais e cidadãs de seus membros, ministras e ministros.

Não obstante, como o próprio pastor Nestor atesta em sua nota, o tema “aborto” envolve dor, sofrimento, culpa, abandono. E, assim como a pastora Lusmarina Campos Garcia, toda mulher que luta por emancipação está ciente que deve encarar a realidade patriarcal dolorosa que a oprime, e isso também inclui as mulheres luteranas. Essa luta por emancipação deve ser travada ainda que o risco de uma marginalização precisamente por parte da instituição que deveria ser acolhedora não possa ser evadido. Afinal, as mulheres não são uma redoma, como as “mônadas sem janelas” de Leibniz, mas são como que um espelho da sociedade, com todas as suas virtudes e contradições. Em outras palavras: as mulheres sofrem o peso de uma herança patriarcal, pervasiva em todas as esferas da cultura, que reivindica para si a ingerência sobre seus corpos e decisões. Por outro lado, é necessário lembrar e enfatizar que boa parte da dor, da culpa e do abandono sofrido por mulheres que decidem interromper uma gestação é fruto da postura (ou da não postura) das Igrejas. Nesse sentido, a Igreja precisa estar atenta ao sofrimento de muitas mulheres que, em situações extremas, recorrem à interrupção da gestação e são criminalizadas por tal ato. Isso implica afirmar que a Igreja deveria postar-se como um baluarte na defesa da vida dessas mulheres que são relegadas à clandestinidade, e não como uma instância de reverberação de estruturas sociais opressoras.

Essa situação nos convida para uma interpretação profética dos tempos atuais, tomando o rigoroso conceito de “profetismo” como chave de leitura para uma análise da conjuntura socioeconômica, política e religiosa. Os profetas, com suas críticas e denúncias, ajudam-nos não somente a localizar a realidade no campo teológico, como também a analisar os problemas que o povo de Deus enfrenta em determinadas situações históricas. Esse exercício teológico-hermenêutico, sob o prisma do profetismo, possibilita-nos deslindar, uma vez assegurado o Reino de Deus enquanto critério ético e político último de normatividade, novos caminhos para a transformação da realidade.

Assim, com uma voz profética, ousamos perguntar: como não falar sobre o problema da descriminalização do aborto em um país que tem um alto número de mulheres que morrem em decorrência de procedimentos mal feitos? Como não levantar nossas vozes se a cada dois dias uma mulher morre em consequência de procedimentos não seguros para interromper uma gestação? Como nos silenciar quando a existência de uma “cultura do aborto” em nosso país, muito embora clandestina à restrição legal, é um fato social transmitido entre diferentes gerações (Debora Diniz; Marcelo Medeiros)? Como não falar em aborto na Igreja se as mulheres que abortam são casadas, já têm filhos e 88% se declaram católicas, evangélicas, protestantes e espíritas? Em outras palavras: como não assumir a temática do aborto como um problema a ser pensado também teologicamente quando as mulheres que recorrem ao aborto são participantes de comunidades religiosas, também das comunidades religiosas luteranas? É necessário que encaremos o problema de frente, de forma profética, e não com discursos religiosos apaziguadores e uma interpretação errônea de concepções de gênero que colocam a culpa nas mulheres por engravidar. O aborto não é uma prática contraceptiva, mas uma decisão em situação, via de regra, de desespero das mulheres em se verem sem condições de criar um novo ser com um mínimo de dignidade.

Ao propor que a prática sexual masculina seja reavaliada, temos que considerar que, em todos os estudos de gênero já realizados há mais de vinte anos no âmbito da Igreja, podemos notar com clareza que a questão não está em avaliar a prática sexual masculina para que assumam a responsabilidade pela vida que geram, mas em refletir sobre as masculinidades normativas e as estruturas de dominação social e patriarcal vigentes. É por esse motivo que precisamos, também neste contexto, de justiça de gênero. “O conceito de justiça de gênero é usado como um instrumento no processo de transversalizar e implementar a igualdade de gênero no contexto das organizações de fé e igrejas. Justiça de gênero é um conceito que tem seu fundamento na teologia, e desvela meandros importantes e desafiadores no contexto das igrejas, como por exemplo, o funcionamento e os mecanismos das relações de poder” (Elaine Neuenfeldt).

O pastor Nestor Friedrich, por fim, diz: “Lamento profundamente que, mais uma vez, a IECLB é envolvida numa polêmica que não condiz com seu jeito de ser Igreja”. Não entendemos este “mais uma vez” e nem qual é, a seu ver, o “jeito de ser Igreja”, pois decididamente não entendemos que ser Igreja signifique emitir notas pessoais rápidas, muito menos sem representar um pronunciamento conjunto com alguma mulher ou, ao menos, indicar alguma mulher que tenha participado da elaboração da nota. Em nosso entendimento, essa nota revela uma tentativa, por parte do pastor Nestor Friedrich, de salvaguardar-se a si mesmo, permitindo que a pastora Lusmarina seja jogada “na cova dos leões” ávidos, com perseguições e ameaças de morte.

A Igreja que se orgulha de dizer que tem uma pastoral do cuidado e não cuida das suas e dos seus, e nem mesmo de suas cuidadoras e de seus cuidadores, precisa, com urgência, repensar-se enquanto Igreja de Cristo. A “Igreja do cuidado” precisa cuidar e reaprender a cuidar sempre de novo, e não acusar, abandonar, julgar sem ao menos ouvir as pessoas envolvidas, negando-lhes, dessa forma, o direito à ampla defesa – um direito, diga-se en passant, assegurado tanto por nossa Constituição Federal, quanto pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Precisamos buscar palavras e gestos de solidariedade humana para que a Igreja não se transforme em uma empresa, mas continue como a assembleia de crentes, como nas primeiras comunidades cristãs, não sem conflitos, mas com coragem e maturidade para enfrentá-los, e misericórdia no tratamento de umas/uns com as outras e os outros. Nesse espírito profético que move e molda nossa existência cristã em todas as esferas da sociedade, nós, membros, ministras e ministros da IECLB, sentimo-nos plenamente representadas e representados pela coragem, maturidade, honestidade e firmeza expressas pela postura indubitavelmente evangélica adotada pelo pastor Inácio Lemke e pela pastora Lusmarina Campos Garcia. Não vemos a ministra e o ministro como proponentes de atitudes escandalosas e perniciosas para a fé cristã, mas como símbolos da luta infindável e incessante por justiça e emancipação humana que acreditamos ser parte constitutiva do movimento luterano mundial e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Mais do que isso, a coragem e a firmeza de suas ações, em tempos de crescente polarização política e fascistização social, servem-nos de inspiração para que vivamos a fé cristã que nos move, e a confessionalidade luterana que nos molda, de uma forma ainda mais eficaz – mesmo que isso nos custe, vale dizer, um preço a pagar.

Que a oração expressa neste Salmo seja, por fim, nossa oração:

Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, Senhor, tu o sabes. Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação. Não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade. Não retires de mim, Senhor, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade
Sl 40.9-11

Agosto de 2018

Maioria dos católicos e grande parte dos evangélicos pensa que “bandido bom é bandido morto”, diz pesquisa

Smoking gun lying on the floor, revolver

A crise de segurança pública que o brasileiro comum enfrenta há anos vem transformando a forma de enxergar a maneira como a Polícia age no combate ao crime, e atualmente, metade da população entende que é necessária uma ação mais enérgica, apoiando uma ação letal no confronto com criminosos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo Ibope sobre segurança pública, uma das grandes bandeiras de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e alvo de uma ação emergencial do presidente Michel Temer (MDB), que decretou uma intervenção na secretaria responsável pela área no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro com 2.002 pessoas entrevistadas em todo o país, abordando temas espinhosos, como a morte de bandidos no confronto com as polícias. Os que “concordam” ou “concordam totalmente” com a frase “bandido bom é bandido morto” somam 50%.

Quando a pesquisa é analisada pelo parâmetro religioso, os dados mostraram que 52% dos católicos concordam com a frase, enquanto o número de evangélicos que pensam assim são 44%. Se o parâmetro for o sexo, 53% dos homens aprovam a tese, enquanto entre as mulheres a aprovação é de 45%.

Os entrevistados que se opõem totalmente a esse pensamento são 37% da população. No entanto, é possível que a pesquisa não tenha tido a abrangência necessária para um retrato um pouco mais fiel da percepção popular sobre o assunto. Uma enquete realizada pelo portal Correio 24 Horas mostra que 84% dos leitores que participaram do levantamento aprovam essa diretriz, contra apenas 13% dos que reprovam.

A informação sobre a pesquisa do Ibope foi revelada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, colunista d’O Globo, e repercutida pelos demais veículos de imprensa.

Insegurança e desarmamento

Atualmente, a insatisfação da sociedade com a segurança pública vem fazendo a população debater de forma intensa e espontânea os benefícios e malefícios do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época do primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No período em que o Estatuto do Desarmamento está em vigor, a renda média do brasileiro subiu 33,1%, o número de crianças matriculadas nas escolas chegou a 97,7%, e o orçamento do Ministério da Educação quadruplicou, saindo de R$ 33 bilhões em 2003 para R$ 136 bilhões em 2017. A tese dos defensores do desarmamento era que, com menos armas na rua, maior renda e maior investimento em educação, a violência cairia.

Mas o que aconteceu foi o contrário, de acordo com dados reunidos pelos especialistas em segurança pública Bene Barbosa e Flávio Quintela, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, o que evidencia que há a sensação, por parte dos criminosos, de que sempre sairão impunes de assaltos, sequestros e outros crimes.

Em 2003, cerca de 48 mil pessoas eram assassinadas anualmente no Brasil, e hoje quase 15 anos depois da entrada em vigor da lei que dificulta a posse de arma, o número cresceu 20,7%, somando mais de 61,6 mil assassinatos por ano. Em termos de comparação, esse número é similar às vítimas da bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas redes sociais, ativistas contra o desarmamento vêm tornando públicos dados a respeito da discussão que são, geralmente, omitidos pela grande mídia. Um deles é Mateus Bandeira, que produziu um vídeo sobre o assunto, detalhando as informações e recapitulando fatos históricos ligados ao desarmamento da população, como durante os regimes de Josef Stalin, na União Soviética, e de Adolf Hitler, na Alemanha, que produziram dezenas de milhões de mortos.

Por outro lado, há dados de países que não possuem leis de desarmamento, como Canadá, Suíça e o Uruguai – vizinho do Brasil -, onde o índice de armas legais por habitantes é altíssimo, e os problemas de segurança pública são infinitamente menores.

Na Venezuela, que implantou um projeto de desarmamento civil similar ao brasileiro durante os governos de Hugo Chavez e Nicolás Maduro, o número de mortes é maior do que o registrado por aqui, com Caracas sendo considerada a capital de um país mais violenta do mundo.

Portal Gospel+

Evangélicos lançam manifesto contra a reforma da previdência

Reforma da Previdência - Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito

Rede Brasil AtualPastores se mobilizam e criticam articulação de pastores conservadores midiáticos no reforço à propaganda enganosa do governo Temer

Uma semana depois de Michel Temer reunir-se com pastores midiáticos, em busca de apoio à “reforma” da previdência, crentes ligados à Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito lançaram o manifesto “Pastores contra a Reforma da Previdência”. De acordo com a coordenadora nacional da frente, a jornalista Nilza Valéria Zacarias do Nascimento, trata-se de um “grito dos evangélicos para que a reforma, como foi apresentada, não seja aprovada, já que reforçará a perda de direitos, sobretudo dos mais pobres e afetará consideravelmente a dignidade que se deve ter na velhice, defendida, inclusive, pela Bíblia Sagrada”, explicou.

O manifesto trata a tentativa do governo de dificultar o acesso dos brasileiros à aposentadoria como “maldita” e afirma que foi “forjada para oprimir o povo pobre e trabalhador, em seu direito à aposentadoria tranquila e digna”. O documento afirma ainda que vê como “estranho e fora do sentido democrático que o presidente de um estado laico, ainda que seja um golpista, chame religiosos para garantir votos no Congresso”.

O texto critica duramente pastores aliados ao governo como “coronéis evangélicos”. “Ao participarem dessas conversas, carimbam e plastificam a carteirinha de traidores do povo que os via como pastores, isto é, se revelarão como verdadeiros lobos, ou pior, como pastores de seu próprio ventre, dependendo do que esse governo oferecerá como moeda de troca, e o que eles aceitarão”.

Desde seu início, em 2016, a Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito reuniu mais de 6 mil adesões, possui representantes em todos  os estados e núcleos já organizados em 15. “São crentes das mais diversas denominações, como batistas, anglicanos, metodistas, presbiterianos, congregacionais, assembleianos e de igrejas independentes”, diz Valéria.

campanha não à reformaO pastor Fábio Ferreira Ramos Colen, da igreja Catedral da Paz, em São Mateus,  zona leste paulistana, é um dos opositores da reforma. “A palavra de Deus diz ‘ai dos que chamam ao mal de bem, e ao bem de mal. Que mudam as trevas em luz e a luz em trevas. Que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce’. O presidente Michel Temer diz que a reforma da previdência vai ser boa para os brasileiros, mas isso só vai ser bom para os bancos. Lembrando que este mesmo governo desmontou os direitos trabalhistas”.

Para o pastor José Marcos da Silva, da Igreja Batista em Coqueiral, em Recife, Temer tem “se empenhado cabalmente na agenda de retirada de direitos, sobretudo dos oprimidos”. Ele criticou o que chamou de “conchavo” entre as lideranças evangélicas e o governo atual. “Eles podem se achar acima da lei, mas não estão acima da lei de Deus. Aos líderes que apoiaram esse tipo de coisa, quero dizer que vocês têm a responsabilidade de ser a boca de Deus, sobretudo para os oprimidos”.

A campanha reúne depoimentos de pastores na página na rede social da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito >>>www.facebook.com/frentedeevangelicos<<< e pela hashtag #PastoresContraAReformaDaPrevidência.

Rede Brasil Atual

Até que ponto vai o respeito e submissão de um liderado a um líder?

Submissão de um liderado a um líder

Assunto polêmico e muito interessante.

O portal A Bíblia, trás assunto do universo cristão e tem como finalidade em responder perguntas sobre a Bíblia. Como é de costume, esse é mais um de tantos outros portais que assino a newsletter e ao abrir o último e-mail, me deparei com esse assunto, que por sua grandeza, resolvi compartilhar no meu blog. Se você ainda não conhece esse site, demorô. Vamos ao assunto!

Pergunta

Nesta semana conheci uma pessoa um tanto fanática, ao meu ver. Por quê? Bom, estávamos conversando e em um determinado momento eu falei que não concordava com uma certa atitude que o pastor da minha Igreja tomou, (ele e eu não congregamos na mesma igreja), a partir disso ele me deu um “sermão” argumentando que era pecado criticar aos nossos pastores, líderes, superiores em geral, apontando que na bíblia está escrito que eles são ungidos de Deus, e portanto criticá-los é criticar a Deus. Não estou querendo arrumar um pretexto para “falar mal” do meus líderes e pastores, mas pelo que conheço, uma das coisas que Lutero quis combater com a reforma foi a alienação do povo, que não tinha acesso a bíblia e aceitava a palavra dos padres da época como “verdades irrefutáveis”, sem contestar, nem questionar. Gostaria de uma posição dos administradores do site no tocante a esse assunto, sobre até onde vai a nossa lealdade e submissão aos nossos líderes, e também até onde vai a nossa interpretação pessoal da palavra? Novamente friso que não estou buscando pretextos para “falar mal” dos meus líderes, sei que eles têm uma carga de responsabilidade sobre seus ombros maior do que a minha, que muitas vezes e em muitos lugares o trabalho deles não é retribuído da forma merecida, e também sou daqueles que acham que “só criticar, mas não fazer nada para melhorar não resolve em nada”. Não sei se isso é relevante, mas a atitude do meu pastor com qual não concordei é que na minha igreja congrega uma senhora com deficiência nas pernas, e que por não ter condução, vai a pé para igreja, enquanto que o pastor que tem carro, mora no mesmo bairro que ela e nunca ofereceu uma carona para ela, isso não foi ninguém que me contou não, ou presunção minha, mas eu ouvi isso da boca da própria irmã. Sei que muitos que lerem falarão pra mim levar a senhora para casa se estou incomodado, mas da mesma forma que ela não tenha condução, mas graças a Deus tenho duas pernas saudáveis que não me impedem de frequentar a casa de Deus, mas infelizmente ela não está nas mesmas condições que eu. Pergunta de Adriano de Presidente Prudente/SP em 20/01/2018.

Resposta

Responder sua pergunta é manifestar, uma compreensão do agir do ser humano.

Problemas semelhantes ao que descreveste, existem em todos os lugares. Onde vivem seres humanos, aparecem estes problemas. Muitos responsáveis pelas Igrejas, se portam como Jesus ensinou. Lembro o fato da última ceia de Jesus com os discípulos, nesta ocasião deixou para eles um ensinamento que é chave de ouro: “quem quiser ser o primeiro em sua comunidade seja o último, seja o servo de todos”. O ensinamento está na pratica do serviço.

Todo o que se considera chamado por Deus para um ministério, conhece este ensinamento de Jesus. Deus estará com ele, mas junto vem o compromisso do serviço. Outra passagem “o maior amigo é aquele que dá a vida por seu amigo”.

Infelizmente, no serviço da igreja, existem os bons pastores, como o profeta Ezequiel capítulo 34 fala e Jesus no evangelho de João capítulo 10, e existem os pastores que são mercenários.

A pessoa humana devido, a ganância pelo poder, toma caminhos diversos daqueles que Jesus nos deixou. Pensam fazer carreira na Igreja, (os chamados carreiristas) ter poder, ser bem visto por todos. Na verdade o verdadeiro poder vem do serviço da dedicação do dar a vida, (como o Bom Pastor faz) a sua comunidade.

O que argumentas é o correto, se não puderes evitar a ação anti evangélica do Pastor, pelo menos busque o que seja melhor para ti, em relação ao serviço a sua comunidade. Que estes fatos não te afastam do que é o principal: viver o ensinamento de Jesus.

Portal A Bíblia

Saldo positivo do Congresso dos Gideões será aplicado pela Prefeitura em compras de camisetas de uniforme escolar

Congresso Gideões Missionários 2017

Valor é de R$ 300 mil. Anúncio foi feito esta semana pelo prefeito Elcio Kuhnen.

O saldo positivo do Congresso dos Gideões nos cofres da Prefeitura de Camboriú, de R$ 300 mil, será aplicado na aquisição de camisetas de uniforme escolar para os cerca de 14 mil alunos da rede municipal de ensino. O anúncio foi feito esta semana pelo prefeito Elcio Rogério Kuhnen. Ele explica que a compra de uniformes não estava prevista no orçamento da Prefeitura de 2017, por isso a decisão de aplicar os valores neste investimento. “Entendemos que esta seria uma boa destinação dos recursos, de forma a trazer melhorias para nossos alunos”, analisa.

A arrecadação em alvarás com o comércio instalado na cidade em virtude do Congresso Internacional dos Gideões Missionários da Última Hora foi de R$ 513 mil. O secretário de Finanças, Fernando Garcia Junior, o Fernandinho, destaca no trabalho realizado durante o Congresso a mudança na forma de cobrança durante o fim de semana do evento. O pagamento do alvará foi feito via depósito bancário na conta específica para esse recurso e mediante fiscalização. Nesse período, um fiscal acompanhou cada solicitante até o banco e rubricou um comprovante de depósito, de forma que fosse auditado. “Não houve qualquer movimentação financeira dentro da Prefeitura”, ressalta ainda.

Para investimentos em infraestrutura, a Câmara de Vereadores de Camboriú aprovou a utilização de até R$ 320 mil pela Prefeitura. A definição do valor, esclarece o prefeito, levou em conta o projeto de 2016. Os gastos, porém, ficaram bem abaixo deste limite: o total foi de R$ 213 mil.

Prefeitura de Camboriú
Assessoria de Imprensa

Prefeitura de Camboriú divulga gastos e arrecadação durante o Congresso dos Gideões

Imagens do Congresso dos Gideões

A arrecadação com emissão de alvarás para o comércio temporário em virtude do Congresso Internacional dos Gideões Missionários da Última Hora deve atingir os R$ 500 mil. É o que explica o secretário de Finanças, Fernando Garcia Junior. Dados prévios levantados pela equipe da Secretaria indicam uma arrecadação de R$ 481.062,10 – mas ainda não foram registrados nesta soma alguns pagamentos feitos no fim de semana.

O relatório prévio indica a emissão de 226 alvarás para ambulantes, 298 para pontos comerciais, 15 para estacionamentos e 18 para transporte. O secretário destaca que todos os pagamentos no fim de semana foram realizados por depósito bancário e que os recursos arrecadados foram destinados a uma conta específica.

Os investimentos realizados pela Prefeitura em infraestrutura para o evento somaram R$ 231.088,00 – valor bem abaixo do limite de gastos determinado por projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores, que era de R$ 320 mil. “Fizemos todos os esforços para ter economia de recursos públicos, sem prejuízo para o evento”, explica o prefeito Elcio Rogério Kuhnen. Estes recursos foram empregados, por exemplo, no aluguel de banheiros químicos – 48 deles foram colocados em diferentes pontos da área central da cidade.

Além da locação de sanitários, integram a listagem de investimentos feitos pelo Município: alimentação e água para servidores a trabalho; locação de cadeiras; climatização e manutenções no ginásio; e locação de rádios de comunicação para os fiscais.

Congresso dos Gideões 2017

Mudanças para 2018

Os alvarás emitidos nesta edição do evento foram entregues aos comerciantes com um comunicado. Eles traziam que “a partir de 2018 serão aplicadas novas regras acerca da localização e funcionamento do comércio temporário no Gideões, bem como demais ações serão adotadas para a melhoria do evento. Assim sendo, no ano de 2018, os interessados deverão buscar as informações pertinentes junto à Prefeitura do Município, a fim de se adequar aos novos termos”.

O prefeito Elcio reforça esta necessidade de mudanças. “Sabemos que o evento precisa de algumas alterações, que não foram realizadas neste ano por falta de tempo hábil de debate. Fizemos as modificações que eram possíveis neste momento e vamos iniciar as conversas para realizar melhorias no ano que vem”, explica.

Elcio destaca também a dedicação dos servidores que atuaram na fiscalização e organização da infraestrutura. “Há uma necessidade de mudanças, mas não podemos deixar de destacar a dedicação de todos os servidores, que fizeram um grande trabalho durante todo o evento”.

Prefeitura de Camboriú
Assessoria de Imprensa

Trânsito em Camboriú será alterado para Congresso dos Gideões

Trânsito em Camboriú será alterado para Congresso dos Gideões

Mudanças serão realizadas entre os dias 27 de abril a 1º de maio e traçam rotas específicas para ônibus, automóveis e vans.

O trânsito em Camboriú será alterado de 27 de abril a 1º de maio devido à movimentação esperada para o 35º Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora. Poucas mudanças foram implementadas em relação ao ano passado – uma delas é a proibição do estacionamento na Avenida Minas Gerais, que terá o acostamento liberado apenas para embarque e desembarque. Automóveis, ônibus e vans contam com rotas específicas para circulação durante o evento.

O diretor do Departamento de Trânsito (Demutran), Edemir Meister, explica que para possibilitar as mudanças, foi reservado um espaço para o estacionamento dos ônibus em terreno localizado na Rua Daniel Silvério, bairro Cedro – onde antes havia o Centro de Tradição Gaúcha (CTG). “A sinalização que indica o fluxo permitido para cada veículo durante os dias de evento já está em processo de colocação na cidade”, esclarece. As mudanças também podem ser conferidas no Mapa do Trânsito, divulgado pelo Demutran.

Meister explica que três postos de recepção para veículos serão montados nos principais acessos a Camboriú. O primeiro fica próximo ao bairro Taboleiro, na Avenida Santa Catarina, entre as ruas Imbuia e Guaramirim. No acesso via bairro São Francisco de Assis, o posto de recepção ficará na Praça Municipal Waldemar Florindo Vieira. O terceiro é o do bairro Rio Pequeno e estará na Rio Amazonas, em frente à escola Lucinira Melo Rebelo.

Outros dois postos para recepção e informação aos pedestres estarão disponíveis durante o Congresso: um na rótula entre a Avenida Santa Catarina e a Rua Gustavo Richard; e o outro na Avenida Minas Gerais, atrás do Ginásio de Esportes Irineu Bornhausen. Na Praça das Figueiras haverá uma central de informações aos visitantes.

Como nos anos anteriores, a área central da cidade fica fechada para veículos. Quem chegar em Camboriú pela Avenida Santa Catarina, vai entrar à direita na rótula – sentido Instituto Federal – e seguir pela Avenida Minas Gerais. Os moradores que precisam transitar nas áreas isoladas devem procurar a Secretaria de Finanças, com comprovante de residência atualizado, para retirar o passe livre que permitirá sua circulação. Até o dia 1º de maio, a Secretaria atende em horário estendido – das 9 às 21 horas – diariamente, inclusive no final de semana.

Fiscais do setor de Planejamento Urbano estarão em pontos estratégicos do município para orientar os motoristas a entrarem e saírem da cidade. Segundo o diretor Municipal de Trânsito, a fiscalização será feita pela Polícia Militar com o apoio do Departamento de Trânsito. “Contamos com a colaboração de todos para divulgar o Mapa e respeitar a sinalização”, encerra Meister.

Prefeitura de Camboriú

Ministério Público catarinense quer explicações sobre repasse de verba do governo aos Gideões

Gideões

MP/SC solicita explicações sobre repasse de R$ 400 mil do governo aos Gideões . Secretaria estadual de Turismo destinou verba pública para a realização do congresso missionário em Camboriú.

O Ministério Público de Santa Catarina exige que a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte comprove como será utilizada a verba de R$ 400 mil enviada pelo Governo do Estado para o Congresso de Gideões, que começou neste fim de semana em Camboriú.

A procuradora-geral adjunta, Cibelly Farias, requereu cópias de todos os documentos apresentados pela Associação Rádio Paz do Valle FM, organizadora do evento. Se contabilizado o recurso do município — que não é repassado diretamente à organização, mas investido pela própria prefeitura em infraestrutura — o evento evangélico recebeu cerca de R$ 720 mil de dinheiro público.

O congresso, ligado à igreja Assembleia de Deus, é realizado anualmente, sendo considerado o maior da América Latina. No ano passado a procuradora Cibelly Farias recomendou que o Estado e o município não fizessem repasses, por que o edital de liberação não especificava como seria aplicada a verba.

O MP explicou que deseja garantir que o dinheiro seja usado somente em infraestrutura turística, uma vez que o argumento do Estado e da prefeitura é que o evento atrai turistas. Caso entenda que a destinação do dinheiro não cumpre as regras, a procuradora poderá recomendar o não pagamento.

Fonte Clic RBS