Por que às vezes achamos que Deus não está sendo muito justo?

Deserto

Faça um esforço de imaginação e tente visualizar isso: Moisés, de pé no topo de uma montanha, um lindo panorama se estende diante dele. Ele está olhando para a Terra Prometida. Depois de 40 anos sem rumo vagando pelo deserto, parece maravilhoso demais para ser verdade. Ele está esperando este dia há muito, muitos anos. É uma terra que flui leite e mel, uma terra que já vem pronta – já é cultivada e domada. Não é uma terra selvagem. E Deus está preparado para entregá-la ao Seu povo em uma bandeja de ouro.

Se alguém no mundo mereceu este belo capítulo de prosperidade que se aproxima, esse alguém é Moisés. Ele tem sido alvo de tanta reclamação, rebeldia e acusação dos israelitas por tantos anos… toda essa beleza e sonho próximo é o suficiente para levar o homem mais humilde do mundo à vagar em sua imaginação. É o suficiente, na verdade, para desencadear um ataque de alegria desmedida – o tipo de situação em que você grita e grita e bate nas coisas. Mas Moisés era um cara equilibrado. Nas situações mais difíceis Moisés manteve a calma por mais de 40 anos, mesmo conduzindo um povo extremamente difícil, orando por seu povo maltrapilho, guiando-os em obediência e até mesmo intercedendo em favor deles quando Deus ia eliminá-los da face da terra.

Mas em vez de prosseguir para o sonho, em vez de prosseguir para a Terra Prometida, Deus tem algo completamente diferente planejado para Moisés. Morte, para ser claro.

Você irá morrer!

Você já ficou completamente espantado quando está lendo um texto na Bíblia? Eu já fiquei muitas vezes. Essa é uma daquelas histórias que parece nos incomodar quando lemos. Parecia tão “injusto”. Eu diria que Moisés tinha um espírito de mãe, tal a paciência com a qual ele conduziu aquele povo. Deus o colocou no comando de um grupo das crianças mais chorosas que já existiu. E Moisés não estava exatamente pedindo uma oportunidade para ser um líder. Na verdade, ele estava cuidando de seus próprios negócios, cuidando de ovelhas em uma montanha distante, quando Deus lhe deu uma designação que viraria seu mundo de cabeça para baixo.

Agora, vamos voltar para o topo da montanha onde deixamos Moisés olhando para a Terra Prometida extasiado. Deus lhe deu um vislumbre da terra em que estavam prestes a entrar, mas não permitiu que Moisés a desfrutasse. Por quê? Aqui está o que Deus disse a Moisés:

Depois de vê-la, você também morrerá como seu irmão Arão, pois, quando a comunidade se rebelou nas águas do deserto de Zim, vocês dois desobedeceram à minha ordem de honrar minha santidade perante eles. Isso aconteceu nas águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim… verás a terra diante de ti, mas tu não irás para a terra que eu dou ao povo de Israel.

Agora, para entender isso, precisamos voltar, mais uma vez, a outro dia na vida de Moisés, muitos anos antes. Deus estava guiando o Seu povo pelo deserto, cuidando fielmente de todas as suas necessidades, mostrando a Si mesmo a eles uma e outra vez. Mas o povo de Israel ficou com sede em um lugar chamado Meribá. Eles não tinham água, então vieram a Moisés e disseram que desejavam estar mortos. Eu não estou brincando com você.

Moisés tinha acabado de perder sua irmã Miriam e, apesar das aparências externas, logo abaixo da superfície, ele estava fervendo. E quem poderia culpá-lo por isso?

Moisés foi a Deus e caiu prostrado diante dele, e o Senhor disse a Moisés que pegasse seu cajado e fosse à frente do povo e dissesse a uma rocha para produzir água. Então ele pegou seu cajado e reuniu o povo diante desta rocha, como Deus lhe dissera para fazer. Mas então, Moisés perdeu o controle da situação. Ele abriu a boca e eis o que saiu:

Escutem, rebeldes, será que nós teremos que tirar água desta rocha para lhes dar? Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou água, e a comunidade e os rebanhos beberam
Números 20.10,11

E foi isso. Esse é o pequeno ataque que fez com que Moisés fosse excluído da entrada na Terra Prometida. Pareceu um pouco injusto para mim quando li pela primeira vez há muitos anos. Afinal, Moisés acabara de perder sua irmã. Ele estava de luto. E esses israelitas estavam além do absurdo e ridículo. Eu não sei como alguém poderia aguentar isso. O próprio Deus ficou muito bravo com eles. Moisés estava apenas demonstrando uma pequena indignação justa, certo? E essas pessoas não estavam apenas pecando contra Moisés, mas contra o próprio Deus.

Mas um dia eu estava lendo essa história quando as escamas caíram dos meus olhos. O peso do meu próprio pecado me atingiu com força total quando vi, pela primeira vez, a maldade das ações de Moisés. Você vê, Moisés não estava apenas cansado e com raiva. Ele não apenas atingiu a rocha. Ele não apenas os chamou de rebeldes, uma palavra que certamente se justificava nas circunstâncias. Aqui está o que ele disse:

Nós devemos…

Ou…

Escutem, rebeldes, será que nós teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?

Com uma pequena palavra, nós, Moisés, invertemos a situação. Ele se colocou no mesmo nível de Deus e agiu como se o pecado do povo fosse uma afronta pessoal a ele. Ele agia como se estivesse fornecendo água para eles de uma rocha. “Nós vamos ter que tirar água para vocês desta rocha?” Quando Moisés disse “nós” não está claro se ele estava se referindo a si mesmo e a Arão, ou a si mesmo e a Deus. Mas de qualquer forma, ele está fazendo tudo sobre si mesmo. Nas palavras de Moisés, o pecado do povo é contra ele. E a água vem dele também.

Mas aqui está o que Deus disse a Moisés depois que ele pecou:

Por que você não honrou minha santidade perante eles?

E novamente bem antes da morte de Moisés na montanha…

“…Assim será porque vocês dois foram infiéis para comigo na presença dos israelitas, junto às águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim, e porque vocês não sustentaram a minha santidade no meio dos israelitas. Portanto, você verá a terra somente à distância, mas não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel
Deuteronômio 32.51,52

Quando finalmente entendi a natureza do pecado de Moisés, me vi chorando. E aqui está o porquê:

Eu nunca quis ver a natureza do pecado de Moisés porque sou tão culpado desse mesmo pecado. Até onde sabemos, Moisés cometeu esse pecado uma vez. E, no entanto, eu já o cometi tantas vezes.

Quando meus filhos choramingavam quando pequenos e se queixavam ou se rebelavam, eu fazia tudo ser sobre mim. Quando penso que estou exibindo justa indignação, estou realmente me elevando a um nível com Deus. Como Moisés, eu sinto que o lamento deles é a palha final que quebrou as costas do camelo. A gota de água que fez transbordar o copo. Como Moisés, eu penso:

Depois de tudo que fiz por você, é assim que você me trata? Aqui vamos nós novamente…

E isso é só um pequeno problema entre outros maiores. Muitas vezes fazemos da luta pela Verdade, pelo Evangelho, pela Sã Doutrina, pela igreja… como se fosse algo sobre nós.

Facilmente eu me justifico por perder a paciência por fazer tudo a minha volta a ser sobre mim. Eu desculpo a mim mesmo e aponto para circunstâncias atenuantes. Eu catalogo todos os pecados dos meus filhos, da igreja, dos irmãos, das pessoas no trabalho, do motorista a minha frente no trânsito… que me trouxeram a este ponto de ruptura. Pior ainda, como Moisés, sou culpado do pecado da incredulidade. Deus me deu instruções sobre como orientar e instruir e viver como seu filho no mundo. Mas eu não creio que Deus irá trabalhar no coração das pessoas, da igreja, dos irmãos, dos meus filhos… e cumprir as promessas que Ele deu sobre eles – que Ele irá suavizar seus corações duros à obediência, que Ele trará água de uma rocha.

Como Moisés, eu tenho a responsabilidade de pastorear as almas de uma multidão heterogênea de pessoas que são frequentemente rebeldes, muitas vezes reclamando… Eu atravesso os movimentos de disciplina e discipulado porque é isso que Deus me mandou fazer. Mas eu não trato Deus como santo no meio do Seu povo quando faço tudo isso ser algo a meu respeito.

Isto não é algum pequeno pecado, algum pequeno lapso de julgamento, alguma fraqueza momentânea. Este é meu orgulho, minha ingratidão, minha rebelião. Isso é uma violação do primeiro mandamento e o terceiro também. Se esse pecado excluiu Moisés da entrada na Terra Prometida, então o que o meu pecado merece?

Quando Deus abre meus olhos para a profundidade da minha culpa, é quando entendo melhor a Sua santidade. Essa é a graça de Deus para mim, para reconhecer e lamentar o meu pecado. Não tememos a Deus como devíamos.

Moisés não conseguiu entrar na Terra Prometida naquele dia. Ele morreu no topo da montanha e foi enterrado lá pelo próprio Deus. Moisés, porém, foi tirado da prova e aperfeiçoado na terra da luz, e não por seu próprio mérito. Se ele não merecia a entrada na Terra Prometida, quanto mais a Terra Prometida final – a Cidade de Deus. E, no entanto, Moisés também foi redimido pelo sangue do Cordeiro, perdoado por seu pecado. Naquele mesmo dia ele se tornou um cidadão do céu.

Graças a Deus que estamos vestidos na justiça de Cristo. Não podemos nos justificar, mas Deus nos justifica. Somos cidadãos indignos do Céu, apesar de nossa incredulidade. Apesar da nossa raiva absurda muitas vezes. Apesar do nosso fracasso em seguir as instruções claras de Deus. Que possamos ter aprendido com Moisés. Não é sobre nós… nunca é. É sempre sobre santificar o nome de Deus em todas as situações. E Deus foi claro, como com Moisés, como devemos fazer.

“Graças a Deus por Jesus Cristo… nosso Senhor!”

Artigo de Josemar Bessa, extraído do blog Ministério Batista Beréia.

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[Vídeo] Esperança para corações aflitos

Deus nunca está do lado do opressor, do escravagista e do rico espoliador. Assista a pregação do Pastor Ricardo Gondim da Igreja Betesda.

Carta aberta ao povo de Deus

Fernando Haddad em encontro com pastores evangélicos

Queridos irmãos, queridas irmãs!

O Senhor odeia os lábios mentirosos,
mas se deleita com os que falam a verdade.
Provérbios 12:22

Quero me dirigir diretamente ao povo evangélico neste momento tão decisivo da vida de nosso Brasil, cujo futuro será decidido democraticamente nas urnas do próximo dia 28. Para estar no segundo turno, tive que vencer uma agressiva campanha baseada em mentiras, preconceitos e especulações massivamente espalhadas pelo Whatsapp e outras redes sociais, contra mim e minha família.

Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.
Provérbios 6:16-19

Desde as eleições de 1989, o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT. Comunismo, ideologia de gênero, aborto, incesto, fechamento de Igrejas, perseguição aos fiéis, proibição do culto: tudo o que atribuem ao meu futuro governo foi usado antes contra Lula e Dilma. As peças veiculadas, de baixo nível, agridem a inteligência das pessoas de boa vontade, que não se movem pelo ódio e pela descrença.

Ó Deus, a quem louvo, não fiques indiferente, pois homens ímpios e falsos, dizem calúnias contra mim, e falam mentiras a meu respeito.
Salmos 109:1-2

Que provas tenho a oferecer para desmentir quem usa meios tão baixos para enganar, fraudar a vontade popular?

Minha vida, em primeiro lugar: sou cristão, venho de família religiosa desde meu avô, que trouxe sua fé do Líbano quando migrou para o Brasil para construir vida melhor para sua família. Sou casado há 30 anos com a mesma mulher, Ana Estela, minha companheira de jornada que criou comigo dois filhos, nos valores que aprendemos com nossos pais. Sou professor, passaram por minhas mãos milhares de jovens com os quais aprendi e ensinei meus sonhos de um Brasil digno e soberano.

Minha vida pública, em segundo lugar: minha atuação, como Ministro da Educação e como Prefeito de São Paulo, fala por mim. Abri as portas da educação para os mais pobres, das creches – nas quais o governo federal passou a investir pesadamente em minha gestão – à Universidade. Antes do Pro-Uni, do FIES sem fiador, do ENEM, da criação de vagas em instituições públicas e gratuitas de ensino e das cotas raciais, o ensino superior era inacessível para jovens negros, trabalhadores e da periferia. Busquei humanizar a metrópole que me foi confiada, buscando inovações para ampliar os direitos, à moradia, à mobilidade urbana, ao meio ambiente sadio, à convivência fraterna.

Sempre contei, no MEC ou na Prefeitura de São Paulo, com a parceria com todas as denominações religiosas. Tratei a todas de forma igualitária. Os governos Lula e Dilma, bem como nossos governos estaduais e municipais, sempre reconheceram dois pilares do Estado democrático: é laico e, como tal, não privilegia nem discrimina ninguém em razão de sua religiosidade. Nenhuma Igreja foi perseguida, o direito de culto sempre foi assegurado, a liberdade de expressão também. Nenhum dos nossos governos encaminhou ao Congresso leis inexistentes pelas quais nos atacam: a legalização do aborto, o kit gay, a taxação de templos, a proibição de culto público, a escolha de sexo pelas crianças e outras propostas, pelas quais nos acusam desde 1989, nunca foram efetivadas em tantos anos de governo. Também não constam de meu programa de governo.

Acautelai-vos quanto aos falsos profetas. Eles se aproximam de vós disfarçados de ovelhas, mas no seu íntimo são como lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Assim sendo, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins.
Mateus 7:15-17

Os frutos que quero legar ao Brasil como Presidente são a justiça e a paz. Emprego para milhões de desempregados e desempregadas poderem sustentar com dignidade suas famílias. Salário justo, com direitos que foram eliminados pelo atual governo e que serão trazidos de volta com a anulação da reforma trabalhista, e o direito à aposentadoria, ameaçado pela reforma da Previdência apoiada pelo atual governo e meu adversário.

Aprendei a fazer o bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.
Isaías 1:17

Quero governar o Brasil com diálogo e democracia, com a participação de todos e todas que se disponham a doar de seu tempo e talentos na construção do bem comum. Um governo que promova a cultura da paz, que impeça a violência, que nunca use da tortura e da guerra civil como bandeiras políticas. Que una novamente a Nação brasileira, para que volte a ser vista com esperança pelos mais pobres e com respeito pela comunidade internacional.

Apresento-me, pois, diante dos irmãos e irmãs das mais variadas denominações cristãs, com a sinceridade e honestidade que sempre presidiram minha vida e meus atos. A Deus, clamo como o salmista:

Guia-me com a tua verdade e ensina-me, pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo
Salmos 25:5 

E a vocês, peço justiça, a justa apreciação de meus propósitos e o voto para concretizar essas intenções num governo que traga o Brasil aos caminhos da justiça, da concórdia e da paz.

Fernando Haddad
Presidente

Carta aberta ao povo de Deus Carta aberta ao povo de Deus Carta aberta ao povo de Deus

Carta aberta aos pastores e igrejas que apoiam Bolsonaro

Carta aberta aos pastores e igrejas que apoiam Bolsonaro

Senhores (as) líderes evangélicos, graça, paz e discernimento!

As eleições se avizinham, e boa parte dos pastores de nosso país tem manifestado seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro. A maioria alega ser ele o que melhor representa os anseios do povo evangélico, principalmente devido ao seu discurso favorável à família tradicional e aos valores morais tão caros ao cristianismo.

De repente, sinto-me como se houvesse viajado no tempo e revivesse os dias da guerra fria, quando o mundo se via ameaçado pela eclosão de uma guerra nuclear envolvendo as duas potências mundiais: A União Soviética e os Estados Unidos. Colegas vociferam de seus púlpitos sobre o perigo do comunismo que ronda a nossa sociedade. Pergunto-me em que mundo estamos vivendo, afinal? Qualquer um que levante sua voz a favor do pobre, do excluído, do oprimido, logo é tachado de esquerdopata, comunista, “agente do inferno”, e coisa parecida.

Os senhores já pararam para se perguntar sobre o que estaria por trás deste discurso ultraconservador? Há uma onda conservadora varrendo a Europa e os EUA, suscitando velhos rancores contra os imigrantes, os homossexuais, as minorias, a classe operária, etc.

No meio desta avalanche de intolerância, eis que uma voz destoante se faz ouvir mundo afora. Não de um pastor como foi nos dias de Luther King nos EUA, ou de Bonhoeffer na Alemanha, mas de um Papa, líder da instituição mais conservadora do mundo. Por ironia, justamente o primeiro Papa latino-americano se levanta contra tudo e contra todos os que insistem em ressuscitar um discurso que há décadas parecia ter sido abandonado e enterrado. Enquanto isso, a igreja evangélica, que por tanto tempo esteve na vanguarda na luta pelos direitos humanos passa a se aliar com o que há de mais retrógrado e ultrapassado. Que vergonha! Tudo em nome de nossos escrúpulos moralistas.

Conseguiram a façanha de diluir o puro Evangelho da graça num discurso de ódio e intolerância.

Esquecemo-nos dos colegas que foram perseguidos, torturados, e, alguns até mortos e desaparecidos, durante o regime militar. Justificamo-nos no fato de que o tal candidato defenda os mesmos valores. Será que ser a favor da tortura soa menos cruel quando se é contrário ao aborto? Será que ser a favor do armamento da população condiz com o que foi ensinado por Jesus? Afinal, bem-aventurados são os pacificadores ou os que pretendem armar a população? Ser pela família tradicional abona a conduta de quem se revela contrário aos direitos trabalhistas conquistados a duras penas? Se você, pastor, é contra tais direitos, recomendo que não aceite mais dízimos de décimo-terceiro ou de férias de seus membros.

Não ajamos como o profeta Natan que encorajou a Davi a construir o templo, afirmando-lhe categoricamente que Deus o havia escolhido para aquela empreitada. Porém, o Senhor não o tinha autorizado a fazer tal coisa, de modo que, mesmo constrangido, teve que retornar ao rei e dizer-lhe a verdade. Por causa do sangue que havia em suas mãos, Deus não o designou para edificar Sua casa, ainda que já houvesse levantado todos os recursos para tal, e recebido do Senhor a planta, caberia ao seu sucessor tocar a obra.

Quem somos nós para abençoar o que Deus não abençoou? Quem somos nós para encorajar o que contraria frontalmente a Sua vontade?

Sei que muitos alegarão que tudo não passa de manipulação da mídia esquerdista. Mas basta assistir aos inúmeros vídeos de discursos e entrevistas do candidato para verificar que exatamente assim que ele pensa. Ele mesmo afirma que o trabalhador terá que escolher entre ter seus direitos assegurados ou o emprego. Ele é quem diz com todas as letras que o Estado não é laico, mas cristão e que as minorias terão que se dobrar à vontade das maiorias. Ele diz que seria incapaz de amar um filho homossexual e que a homossexualidade é falta de p*rrada na infância. Diz que não empregaria uma mulher, já que esta engravida. Diz que educou seu filhos para que jamais namorassem negras. Diz que em seu governo os índios não receberiam nem mais um centímetro de terra. Se ele é a favor da família tradicional, por que disse que usava o apartamento para “comer gente”? Como defender quem diz que uma mulher não merecia ser estuprada por ser feia? Como apoiar quem defende o uso da tortura se somos seguidores de um Cristo torturado e morto numa cruz? Como apoiar quem diz que ordenaria que helicópteros metralhassem uma favela se os criminosos não se rendessem? Será que na favela só mora bandido? Com que cara visitaremos os presídios para pregar o amor de Cristo depois de apoiar que tem como slogan “bandido bom é bandido morto”?

O sangue de toda uma geração poderá cair em nossas mãos!

Se você é pastor de uma pequena congregação, talvez esteja indo na onda de grandes líderes que já manifestaram seu apoio a Bolsonaro. Não seja ingênuo. Muitos deles o fazem, não por convicção, mas por conveniência, movidos por interesses nem sempre louváveis (alguns até sórdidos).

Lembre-se de quem nos considerou fiéis, pondo-nos em seu ministério (1 Timóteo 1:12), e que um dia, teremos que prestar contas (Hebreus 13:17).

Por isso, deixo aqui uma recomendação que deveria perturbar o sono de todos os que levam a sério o ministério pastoral:

Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho.
1 Pedro 5:2,3

Não compete a pastor algum dizer em quem seu rebanho deve votar. Mas compete-nos instrui-los a reconhecer os riscos por trás de todo discurso de ódio e intolerância.

Jesus disse que enquanto o bom pastor dá a vida pelas ovelhas, o ladrão, ao ver o lobo, foge e deixa suas ovelhas à mercê do perigo. Portanto, cumpramos nosso papel. Pois cuidar das ovelhas que nos foram confiadas é a melhor maneira de dizer: TU SABES QUE TE AMO, SENHOR.

Por Hermes C. Fernandes

Judeus contra Bolsonaro #EleNão

Nós, brasileiros abaixo-assinados, judeus e judias identificados com várias candidaturas à Presidência do Brasil, vimos a público para deixar claro nosso repúdio ao candidato Jair Bolsonaro, representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira.

Ele enaltece o período da ditadura militar (1964-1984), um dos mais nefastos da história do país, e tudo de trágico que ela representou, especialmente a tortura contra seus oponentes. Entre eles, muitos judeus e judias.

Não nos deixamos seduzir pelo apelo à “segurança” feito pela campanha do candidato, que encontra terreno fértil diante de nossa sociedade civil fragilizada. Essa “segurança” mascara a violência indiscriminada, a defesa de privilégios e a exclusão de amplos setores da sociedade.

Não nos deixamos seduzir, também, pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com “sua” noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é.

Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito.

Conclamamos os democratas de todo o espectro político nacional a cerrarem fileiras em defesa dos direitos de todos os segmentos que compõem nossa sociedade.

Somos contra o fascismo! Todos por todas e todas por todos! Vote pela democracia, Vote pela tolerância, #EleNão!

Change

Enquanto os evangélicos neopentecostais glorificam o candidato neofascista, judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Petição no site Change.org foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel, tem texto em apela para que os judeus não se deixem ‘seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro’; um grupo chamado Judeus contra Bolsonaro Judeus Contra Bolsonaro, criado no Facebook, já reuniu cinco mil membros em apenas cinco dias.

Às vésperas de uma data importantíssima para o povo judeu, o Yom Kippur, ou Dia do Perdão, um abaixo-assinado criado no site Change.org reúne, em pouco menos de dez horas, quase mil assinaturas de judeus contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, descrito no texto da petição como “representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira”.

A mobilização online foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel e membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). O abaixo-assinado apela para que os judeus não se deixem “seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro”.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com ‘sua’ noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é. Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito,
diz outro trecho.

Outra mobilização do povo judeu contra o candidato foi criada no Facebook, em um grupo chamado “Judeus Contra Bolsonaro”, que já reuniu cerca de cinco mil membros em apenas cinco dias.

Em abril do ano passado, Bolsonaro participou de um evento na Hebraica do Rio de Janeiro, onde fez um discurso de ódio, ofendendo negros e quilombolas, e por causa dele se tornou alvo de um processo de racismo que até há pouco corria no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou a abertura de investigação sobre o caso. A maioria da comunidade judaica no Brasil, no entanto, é contra a candidatura do deputado.

Brasil 247

Onde Igreja e pastorais podem ajudar a quebrar a espiral da violência?

Teologia Negra

Ronilso Pacheco faz uma análise sobre a violência racial a partir da proposta da CF 2018.

Talvez o que podemos realmente fazer enquanto igreja, para contribuir com a construção de uma cultura onde a violência não tenha mais lugar central, seja onde exatamente nossa posição nos cabe: nós podemos inviabilizar a sacralização da violência, que passa pela divinização do sangue.

Uma contribuição importante da chamada Teologia Negra nos Estados Unidos foi denunciar o lugar central que a crucificação de Jesus tinha para o cristianismo. Neste lugar central, a cruz sempre teve um papel de relevância como um símbolo de sacrifício máximo, ao qual Jesus se submete (quase) voluntariamente. A compreensão equivocada da narrativa do “esvaziamento” de Jesus contida em Filipenses 2, transformou a crucificação em um auge do ministério de Jesus. O sacrifício foi necessário, e, como tal, perde a força de sentido como um instrumento de tortura e morte usado pelo poder, pelo Império, pelo estado, pelas autoridades, políticas, militares e religiosas para punir, constranger, eliminar, intimidar, executar e (consequentemente) fazer sangrar sujeitos considerados “ameaças”, corpos e presenças que eram um risco para a “ordem social”.

A Teologia Negra comparou a crucificação de Jesus ao linchamento de negros na sociedade racista e segregacionista dos Estados Unidos dos anos finais do século XIX e primeira metade do XX. Se, em algum momento da narrativa bíblica, o Deus de “perfil guerreiro” desaparece, condena o derramamento do sangue inocente e desagua na pessoa de Jesus de Nazaré como o Deus que é todo amor, com profunda ênfase na misericórdia e no perdão, deveria desaparecer nossa linguagem violenta sobre Deus (o “general”, o “Senhor dos Exércitos”, aquele a quem “a vingança pertence”, que recorre “a vara” para a correção, o Deus da “ira implacável”, aquele cuja ira “devorará os ímpios), dando lugar a compreensão plena do Deus que escolhe ser definido como amor.

No entanto, o sangue continua tendo lugar central na nossa cultura cristã, e, muito por isso, a compreensão da violência como recurso possível não nos deixa em paz. Se o sangue é necessário, a violência que provoca o seu derramamento também passa a ser. Tudo o que temos visto no comportamento social de nossas cidades, como o Rio de Janeiro, é a violência ocupar o lugar central. Tão central que a ideia de segurança pública passou a se resumir única e exclusivamente a “gestão da violência”.

A segurança pública deixou de ser a oportunidade que o público (a população, todas e todos) deveria ter de ter acesso a paz, aos bons tratos, aos serviços que funcionam para si e para os outros, de não ser coagido pelas necessidades extremas e nem pela pressão de ter mais e mais numa cultura social que prioriza o consumo e o privilégio. A segurança pública resume-se agora a “gestão da violência”.

Com efeito, espera-se que a violência sirva para punir violentos e ameaçadores de violência. Vai do linchamento do infrator que furtou o celular até as operações policiais que precisam dar como “saldo positivo” para a sensação de insegurança (seja lá o que for isso) a apresentação dos corpos pretos e pobres, devidamente incriminados, para que todos possam saber que acabamos de ter um criminoso a menos, um traficante a menos, um vagabundo a menos. A cultura do sangue derramado se espalha mesmo onde sangue (ainda) não foi derramado. Ter uma comunidade ocupada pela presença ostensiva de militares do Exército não é apenas a militarização da vida cotidiana, é o recurso da violência das armas que indicam que, a qualquer movimento estranho, o sangue será derramado.

Não há (e nem pode haver) poder no sangue. Nossa política pública de segurança, a resposta do poder para a violência, a ocupação dos territórios precarizados e desassistidos; a criminalização prévia dos corpos pretos e pobres; a militarização da vida cotidiana; as estratégias de auto defesa que clamam pelo porte de armas; a espetacularização midiática da violência que espalha mais medo e influencia nas respostas de soluções fáceis das autoridades visando calar a opinião pública; a circulação de armas nas favelas; o inacabável comércio de drogas ilícitas rodeado de violência e crueldade; as crianças que pulam corpos a caminho da escola.

Tudo está manchado de sangue. Tudo na sociedade está atravessado pelo sangue, e a igreja é uma voz que poderia desmistificar o sangue deste lugar simbólico sacrifical que é capaz de produzir algo de valor. Não pode.

Se continuar afirmando que há poder “no sangue de Jesus”, continuaremos abrindo margem suficiente para que os métodos usados para fazer Jesus sangrar até a morte tenha tido alguma utilidade para os planos de Deus. O que é o mesmo que dizer que Deus usa as mesmas armas da estrutura da morte, para vencer a morte. E até onde sabemos, na narrativa dos Evangelhos, a morte é vencida com a ressurreição. A cruz é arma do Império. A ressurreição é resposta de Deus, para dizer que a vida deve sempre vencer.

E, sejamos sinceros, com quem o corpo de Jesus se parecia na hora da morte. Sua pele escura, sua condição social precária, seu território pobre e militarmente ocupado, sua ascendência de um povo marcado pela escravidão, punido, sem oportunidade, sem justiça, vítima do medo e do desprezo. Isto mostra que, na cultura do sangue derramado e da violência (socializada e institucionalizada), raçaclasse e gênero continuarão sendo sempre os fatores decisivos para definir aqueles e aquelas cujo sangue continuarão a jorrar. E é por isso que precisamos denunciar este ciclo, desmistifica-lo. Não há poder no sangue.

Fonte: Texto de Ronilso Pacheco para o Portal das CEBs

Maioria dos católicos e grande parte dos evangélicos pensa que “bandido bom é bandido morto”, diz pesquisa

Smoking gun lying on the floor, revolver

A crise de segurança pública que o brasileiro comum enfrenta há anos vem transformando a forma de enxergar a maneira como a Polícia age no combate ao crime, e atualmente, metade da população entende que é necessária uma ação mais enérgica, apoiando uma ação letal no confronto com criminosos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo Ibope sobre segurança pública, uma das grandes bandeiras de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e alvo de uma ação emergencial do presidente Michel Temer (MDB), que decretou uma intervenção na secretaria responsável pela área no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro com 2.002 pessoas entrevistadas em todo o país, abordando temas espinhosos, como a morte de bandidos no confronto com as polícias. Os que “concordam” ou “concordam totalmente” com a frase “bandido bom é bandido morto” somam 50%.

Quando a pesquisa é analisada pelo parâmetro religioso, os dados mostraram que 52% dos católicos concordam com a frase, enquanto o número de evangélicos que pensam assim são 44%. Se o parâmetro for o sexo, 53% dos homens aprovam a tese, enquanto entre as mulheres a aprovação é de 45%.

Os entrevistados que se opõem totalmente a esse pensamento são 37% da população. No entanto, é possível que a pesquisa não tenha tido a abrangência necessária para um retrato um pouco mais fiel da percepção popular sobre o assunto. Uma enquete realizada pelo portal Correio 24 Horas mostra que 84% dos leitores que participaram do levantamento aprovam essa diretriz, contra apenas 13% dos que reprovam.

A informação sobre a pesquisa do Ibope foi revelada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, colunista d’O Globo, e repercutida pelos demais veículos de imprensa.

Insegurança e desarmamento

Atualmente, a insatisfação da sociedade com a segurança pública vem fazendo a população debater de forma intensa e espontânea os benefícios e malefícios do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época do primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No período em que o Estatuto do Desarmamento está em vigor, a renda média do brasileiro subiu 33,1%, o número de crianças matriculadas nas escolas chegou a 97,7%, e o orçamento do Ministério da Educação quadruplicou, saindo de R$ 33 bilhões em 2003 para R$ 136 bilhões em 2017. A tese dos defensores do desarmamento era que, com menos armas na rua, maior renda e maior investimento em educação, a violência cairia.

Mas o que aconteceu foi o contrário, de acordo com dados reunidos pelos especialistas em segurança pública Bene Barbosa e Flávio Quintela, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, o que evidencia que há a sensação, por parte dos criminosos, de que sempre sairão impunes de assaltos, sequestros e outros crimes.

Em 2003, cerca de 48 mil pessoas eram assassinadas anualmente no Brasil, e hoje quase 15 anos depois da entrada em vigor da lei que dificulta a posse de arma, o número cresceu 20,7%, somando mais de 61,6 mil assassinatos por ano. Em termos de comparação, esse número é similar às vítimas da bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas redes sociais, ativistas contra o desarmamento vêm tornando públicos dados a respeito da discussão que são, geralmente, omitidos pela grande mídia. Um deles é Mateus Bandeira, que produziu um vídeo sobre o assunto, detalhando as informações e recapitulando fatos históricos ligados ao desarmamento da população, como durante os regimes de Josef Stalin, na União Soviética, e de Adolf Hitler, na Alemanha, que produziram dezenas de milhões de mortos.

Por outro lado, há dados de países que não possuem leis de desarmamento, como Canadá, Suíça e o Uruguai – vizinho do Brasil -, onde o índice de armas legais por habitantes é altíssimo, e os problemas de segurança pública são infinitamente menores.

Na Venezuela, que implantou um projeto de desarmamento civil similar ao brasileiro durante os governos de Hugo Chavez e Nicolás Maduro, o número de mortes é maior do que o registrado por aqui, com Caracas sendo considerada a capital de um país mais violenta do mundo.

Portal Gospel+

O Diabo, Lutero e o Protestantismo

Livro o Diabo, Lutero e o Protestantismo

O Diabo, Lutero e o Protestantismo retrata, com fidelidade e penetração, uma das épocas mais agitadas da igreja. Esta época é conhecida pela decadência que apresenta na história. Poucos, porém, conhecem de perto, e nos pormenores, a luta titânica, que a igreja sustentou contra os abusos e erros de Lutero e comparsas. Os católicos e até protestantes olham Lutero apenas através de curtas monografias, que nos mostram a sua revolta contra a igreja, mas não o situam no ambiente em que viveu.

Ficha técnica

  • Autor:
  • Número de Páginas: 282
  • Editora: Nebli
  • Idioma: Português
  • ISBN: 978-85-69098-13-3
  • Dimensões do Livro: 14 x 21 cm
  • Valo R$ 58,00
  • Loja: http://bit.ly/2sCzNPE
  • Para baixar o livro de

Pesquisando sobre o livro descobri que há um PDF dando sopa no submundo da internet e algum abençoado liberou o conteúdo para ser baixando sem custo. Clicando este link você poderá ter o material de forma digital. Volto a lembrar a comunidade que isso não é legal e não recomendo. Mas cada um é juízo de si e sabe o que faz. Fazer a aquisição do material ainda é a melhor opção, gera emprego e a economia. Mas livro é cultura, conhecimento… nesse casa tá liberado.

Introdução do livro

“O Diabo, Lutero e o Protestantismo” é o estranho título de um livro a nos contar uma história macabra. A princípio parece exagero a aproximação dessas três realidades. Mas não é, como o leitor chegará a verificar.

Do mesmo modo por que se entrelaçam e se completam numa só entidade o CRISTO, O PAPA E A IGREJA, como demonstrei noutro volume sobre esse título, também se ligam e se estreitam no diabo, Lutero e o Protestantismo. Assim como deixei provada a suave, harmoniosa e divina união entre Nosso Senhor, o Pontífice de Roma e a instituição de Pedro, tentarei, agora estabelecer a conexão flagrante e diabólica e as seitas ditas da reforma.

Não me acusem de deturpar as coisas, antes de manusearem com atenção o livro todo. Quem o ler logo estará convicto do fato.

Calúnia alguma assaquei ao protestantismo. Apenas tirei do olvido e frisei, com argumentos numerosos e seguros, a expressão viva de um acontecimento histórico e moral.

A vida de Lutero jaz num esquecimento inexplicável.

Por que razão um homem que revolucionou tanto o mundo, as consciências, as idéias e até a política, permanece de tal forma desconhecido, que mesmo os seus seguidores lhe ignoram os gestos? Como atinar com o sepulcral silêncio que envolve a existência desta curiosa personagem?

É muito simples a resposta. É que ele, a despeito do papel saliente desempenhado no mundo, é alguém cuja vida, moral e aspirações pessoais não sobressaíram pelo valor e predicados próprios, mas unicamente devido ao ambiente de degradação, sensualidade e revolta que o envolveram, nele se corporificando de forma tal a torná-lo o representante de sua triste época, o herói dos males reinantes de então.

Está patente que quem elevou a sublimou a personalidade de Lutero não foram as suas qualidades pessoais, senão os males morais de seu tempo. E isto se verá nestas páginas, onde o contemplaremos de acordo com o retrato a nós legado pela história imparcial e não como o representam lendas gratuitas e suspeitas.

Nada inventarei, aqui, pois a história, sendo a reprodução de realidades vividas e objetivas, não se forja assim de repente.

Consultarei autoridades antigas, historiadores sérios, católicos, protestantes, e até o próprio Lutero, apoiando-me sobre documentos que me possibilitarão reproduzir a feição histórica e moral da Reforma e dos reformadores.

Leitores delicados acharão, talvez, essa história um tanto dura e violenta. Têm razão. Apenas quero lembrar-lhes ser mister, na reprodução de cenas rudes, usar de termos correspondentes à realidade. Não se pintam quadros de guerra em tons amenos e pálidos, mas de maneira persuasiva e forte.

A linguagem predileta de Lutero pode ser qualificada furiosa desenfreada, apelando a cada passo para o demo, com que ele assegurou possuir relações estreitas. Não convinha modificar esse seu modo de falar, sob pena de alterar-se a fisionomia do autor.

Católicos e protestantes deverão ler atentamente este livro.

Para os primeiros ele será um relâmpago e para os segundos, um trovão. O relâmpago projeta claridade, o trovão faz tremer os mais valentes. Precisam os católicos de luz, para se precaverem contra o erro protestante; os protestantes necessitam de trovão, para acordarem do sono dos seus ensinos falhos.

Apesar de sua forma popular, este livro é um verdadeiro estudo, com argumentos sólidos, certos, tendo por mira somente mostrar a verdade.

O protestantismo, ao contrário, firma-se exclusivamente na ignorância da doutrina católica. Aí está porque os pastores protestantes proíbem com tanto rigor aos seus adeptos a leitura dos livros católicos, sabendo que a verdade, neles exposta, é bastante clara e contagiante para uma alma reta à procura da luz. Possa esse volume tornar conhecida esta verdade que com tanto fulgor se irradia da Igreja, luzeiro divino, em face da qual aparecem as falsidades do pretenso reformador e de suas multiformes denominações sectárias.

A Igreja Católica é o pleno dia da verdade; as seitas protestantes são a noite trevosa dos erros.

Mostrar essa luz, este dia, esta escuridão, salientando o bem a ser seguido e o mal a evitar-se, tal é a grande aspiração do autor.

Pe. Júlio Maria

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Áudio book

Se você não estiver afim de comprar o livro, nem de baixar o PDF e ainda tem preguiça de ler, eu tenho uma coisinha aqui que vai te ajudar. Selecionamos uma série de vídeos hospedados no YouTube que trata de um áudio book da obra e criamos uma playlist.

Segundo o que constamos, o áudio book é composto por 16 partes, mas só conseguimos encontrar 3 partes mais a introdução. Caso alguém consiga encontrar as outras partes, manda uma notificação aqui nos comentários.

Forte abraço a todos.

Saldo positivo do Congresso dos Gideões será aplicado pela Prefeitura em compras de camisetas de uniforme escolar

Congresso Gideões Missionários 2017

Valor é de R$ 300 mil. Anúncio foi feito esta semana pelo prefeito Elcio Kuhnen.

O saldo positivo do Congresso dos Gideões nos cofres da Prefeitura de Camboriú, de R$ 300 mil, será aplicado na aquisição de camisetas de uniforme escolar para os cerca de 14 mil alunos da rede municipal de ensino. O anúncio foi feito esta semana pelo prefeito Elcio Rogério Kuhnen. Ele explica que a compra de uniformes não estava prevista no orçamento da Prefeitura de 2017, por isso a decisão de aplicar os valores neste investimento. “Entendemos que esta seria uma boa destinação dos recursos, de forma a trazer melhorias para nossos alunos”, analisa.

A arrecadação em alvarás com o comércio instalado na cidade em virtude do Congresso Internacional dos Gideões Missionários da Última Hora foi de R$ 513 mil. O secretário de Finanças, Fernando Garcia Junior, o Fernandinho, destaca no trabalho realizado durante o Congresso a mudança na forma de cobrança durante o fim de semana do evento. O pagamento do alvará foi feito via depósito bancário na conta específica para esse recurso e mediante fiscalização. Nesse período, um fiscal acompanhou cada solicitante até o banco e rubricou um comprovante de depósito, de forma que fosse auditado. “Não houve qualquer movimentação financeira dentro da Prefeitura”, ressalta ainda.

Para investimentos em infraestrutura, a Câmara de Vereadores de Camboriú aprovou a utilização de até R$ 320 mil pela Prefeitura. A definição do valor, esclarece o prefeito, levou em conta o projeto de 2016. Os gastos, porém, ficaram bem abaixo deste limite: o total foi de R$ 213 mil.

Prefeitura de Camboriú
Assessoria de Imprensa