Copa do mundo de futebol de robôs também será no Brasil

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Uma semana depois de encerrada a Copa do Mundo de Futebol no Brasil terá início em João Pessoa, na Paraíba, outro torneio internacional de futebol, só que dessa vez de robôs.

Entre 19 e 25 de julho, participantes de mais de 45 países trarão ao país robôs dotados de inteligência artificial para disputar a RoboCup, um dos principais eventos de tecnologia do mundo. Nas partidas de futebol, participarão robôs autônomos que deverão obedecer as regras de um jogo convencional, com dois tempos, marcação de gols e até cobrança de lateral. Haverá um juiz humano, que poderá ser auxiliado por um juiz robô.

A RoboCup é organizada anualmente desde 1997 por professores voluntários do mundo todo e começou em Nagoya, no Japão.

Copa do mundo de futebol de robô, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2014Um dos objetivos dos organizadores é ter, em 2050, um time de futebol composto por robôs humanoides e totalmente autônomos que jogue com a equipe humana campeã da Copa do Mundo – e vença. O torneio inclui, além de disputas futebolísticas, competições em outras categorias, como a “Resgate”, na qual são apresentados robôs projetados para substituir humanos em situações de resgate arriscadas. Em 2011, após o acidente nuclear de Fukushima, por exemplo, foram usados esses tipos de robôs.

Na categoria @Home (em casa, em tradução livre), participam os robôs que desempenham atividades domésticas. Há ainda uma modalidade industrial, para tarefas logísticas. A programação contará com oficinas de robótica voltadas a professores da rede pública de ensino, demonstrando como robôs podem ser usados em sala de aula para despertar os alunos para a ciência.

No último dia do evento, haverá um simpósio, no qual serão apresentados trabalhos acadêmicos. O cientista australiano Rodney Brooks, professor emérito do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e fundador da empresa iRobot, proferirá uma palestra.

A RoboCup 2014 ocorrerá no centro de convenções Poeta Ronaldo Cunha Lima, na Rodovia PB-008, km 4. Mais informações podem ser obtidas no site www.robocup2014.org.

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Buscas no Google revelam quais países olham mais para o futuro

As preocupações dos brasileiros com o futuro caíram drasticamente de um ano para o outro, caso o índice idealizado pelos pesquisadores britânicos esteja correto. [Imagem: Tobias Preis/Susannah Moat]

Como saber que país é mais ligado no futuro? Analisando as buscas no Google, é claro. Pesquisadores britânicos analisaram o número de vezes que internautas de 45 países procuravam, no final do ano, pelo ano anterior ou pelo ano novo. Nas buscas do final de 2011, eles contaram quantos internautas procuraram por “2010” ou por “2012” e, no final de 2012, eles contaram as buscas por “2011” ou por “2013”.

Teorizando que isto mostra o quanto os internautas de cada país estão mais ligados no futuro do que no passado, eles compilaram o “Índice de Orientação para o Futuro”. Em termos de quem olha para o futuro, a Alemanha está no topo do ranking, seguida pelo Japão, Suíça e Reino Unido. Na passagem 2011/2012 o Brasil ficou em 3º lugar, mas a preocupação dos brasileiros com o futuro diminuiu na passagem 2012/2013, com o país caindo para a 9ª posição.

Procurando explicações

A conclusão dos pesquisadores é que, em termos gerais, quanto maior é a renda per capita de um país, maior é a preocupação com o futuro, conforme expressa no seu índice.

“Nós vemos duas explicações principais para essa relação entre as buscas e o PIB. Primeiro, esses resultados podem refletir diferenças internacionais na atenção ao futuro e ao passado, onde um foco no futuro dá suporte ao sucesso econômico,” propõe o Dr. Tobias Preis (Universidade de Warwick), que idealizou o Índice de Orientação para o Futuro em colaboração com sua colega Helen Susannah Moat (Universidade College Londres).

“Em segundo lugar, esses resultados podem refletir diferenças internacionais no tipo de informação procurada online, talvez devido a influências econômicas sobre a infraestrutura disponível da internet,” teorizou.

Telefones celulares merecem antenas domésticas?

Os testes mostraram que as femtocélulas reduzem o tráfego nas redes móveis e melhoram a intensidade e a cobertura dos sinais em nível local. [Imagem: Befemto Project]

Todos querem ter sinal no celular onde quer que estejam, mas nem todos querem ter uma antena de celular na vizinhança. Uma equipe de pesquisadores europeus está agora apresentando uma solução inusitada para esse problema.

A equipe se propôs a trabalhar na eliminação dos chamados “buracos negros” – áreas sem cobertura dos sinais de celular e internet sem fios – e da saturação de algumas áreas, quando há sinal, mas a rede fica congestionada por excesso de usuários. A solução que eles encontraram parece controversa à primeira vista.

Em vez de mais antenas normais, que custam caro para as operadoras e enfrentam oposição da população, os pesquisadores propõem usar “células” de sinal – pequenas antenas com área de cobertura menor, espalhadas por toda a cidade, inclusive nas residências.

Ao contrário do que possa parecer, essas antenas domésticas permitiriam diminuir a intensidade dos sinais distribuídos por toda a cidade, o que seria obtido por duas vias: fazendo as “antenas celulares” operarem com uma potência baixíssima, e unificando a rede celular com a rede de telefonia fixa.

Femtocélulas

A unidade básica das antenas celulares seria o que a equipe chama de “femtocélula”, essencialmente uma antena residencial, capaz de prover sinal para uma casa ou para um andar de um edifício.

também a “femtocélula móvel”, dedicada a fornecer o sinal para ônibus, trens e outros veículos. Uma célula comercial atenderia a empresas, prédios de escritórios ou shopping centers. Na opinião dos seus defensores, em vez de aumentar a intensidade de sinal da radiação eletromagnética na cidade como um todo, o conceito de femtocélula na verdade diminui a quantidades de ondas de rádio no ambiente, permitindo que as operadoras otimizem o uso de suas frequências.

Isso porque, sendo ligadas à fiação da telefonia fixa, cada antena poderia selecionar como transmitir seus sinais, se para a próxima antena, ou, para um destino mais distante, pela fiação. Outra medida seria a limitação da potência de cada femtocélula, que deve operar com uma potência típica de 10 mW.

Antenas inteligentes

Ainda há muitos desafios para tornar prático esse conceito, mas as autoridades europeias estão levando a ideia a sério: o projeto Befemto recebeu apoio do programa FP7, a maior fonte de financiamento para pesquisas na Europa, e tem na lista de colaboradores as maiores empresas de telecomunicações e provedores de telefonia móvel, além de uma dezena de universidades.

O entusiasmo se baseia nos primeiros testes de campo, que mostraram resultados animadores. Os testes mostraram que as femtocélulas reduzem o tráfego nas redes móveis e melhoram a intensidade e a cobertura dos sinais em nível local.

“Adicionando femtocélulas e pequenas células à rede móvel, nós possibilitaremos que os operadores melhorem a eficiência do seu espectro por meio das redes heterogêneas e pela integração transparente com a rede de telefonia fixa,” disse Thierry Lestable, coordenador do projeto.

Ainda não há previsão sobre a adoção do projeto Befemto como um todo, mas os algoritmos de gerenciamento da rede, que dão às antenas a inteligência para fazerem o roteamento entre as redes móvel e fixa, já estão sendo aproveitados pelos parceiros comerciais do projeto.

Cartão de crédito quântico será imune à clonagem

Embora os bandidos possam ter acesso a técnicas para replicar as informações dos cartões de crédito tradicionais, é virtualmente impossível clonar a informação quântica guardada em um qubit. [Imagem: vektorportal/F. Pastwaski]

Uma equipe internacional de físicos desenvolveu uma técnica que permitirá usar chaves de criptografia quântica em um protocolo de segurança imune a ruídos e interferências. O trabalho estabelece os protocolos para a troca das informações quânticas responsáveis pela autenticação do usuário, e que devem ser trocadas a cada transação entre o terminal do estabelecimento e o banco.

A equipe afirma que esses protocolos estabelecem a base para a criação de um sistema de segurança que evite definitivamente a clonagem de cartões de crédito e outros documentos.

Embora os bandidos possam ter acesso a técnicas para replicar as informações dos cartões de crédito e débito tradicionais, é virtualmente impossível clonar a informação quântica guardada em um qubit. O problema é que, enquanto as informações dos cartões de crédito ficam bem guardadas lá dentro – garantindo que ele funcione sempre que você precise -, um qubit é algo extremamente sensível.

Se o qubit suportar as imperfeições do material e o ruído, ele certamente sucumbirá vítima do fenômeno físico da decoerência.

Agora, Fernando Pastawski e seus colegas demonstraram que é possível construir um protocolo de autenticação quântica que seja tolerante às interferências, sem perder a segurança. A saída foi construir um esquema tolerante a falhas, cujos limites foram ampliados para dar conta dos inevitáveis ruídos e dos estragos que eles fazem nos qubits.

Em termos teóricos, não mais do que 83% dos dígitos secretos poderão ser duplicados corretamente por um falsário. Em condições realísticas, podemos assumir que um usuário honesto será capaz de recuperar 95% dos dígitos, disse o Dr. Pastawski.

Assim, se o banco estabelecer como aceitável para a autenticação do usuário um nível de tolerância a falhas de 90%, será virtualmente impossível validar comandos fraudulentos ou rejeitar uma transação autêntica.

O princípio desse cartão de crédito quântico foi demonstrado usando fótons transmitidos para por fibras ópticas. Mas, para aplicações práticas, será necessário desenvolver memórias quânticas robustas e duradouras.

Embora já tenham sido demonstradas memórias quânticas em cristais sólidos, otempo de latência de um dado quântico a temperatura ambiente não supera ainda a casos dos segundos. Assim, para que o dinheiro quântico vire realidade, será necessário antes aumentar muito o tempo de vida dos qubits, o que equivale a desenvolver memórias quânticas não-voláteis.

Nova teoria tenta explicar formação da Lua

Simulações computadorizadas e análises de isótopos de diferentes elementos deram origem a uma nova teoria sobre a formação da Lua.[Imagem: Reufer et al.]

Cientistas propuseram uma ideia nova no longo debate sobre como a Lua foi formada. Há um certo consenso de que algum tipo de impacto de outro corpo celeste teria liberado material da jovem Terra, e os detritos resultantes coalesceram naquilo que hoje é a Lua.

Mas os detalhes exatos do tamanho desse projétil cósmico e sua velocidade continuam sendo objeto de discussões. Agora, pesquisadores estão sugerindo que o evento teria envolvido um corpo muito maior e mais rápido do que se calculava anteriormente para o hipotético planeta Téia (ou Theia).

Teoria da formação da Lua

Essas teorias precisam estar de acordo com o que já sabemos sobre a Lua, sobre os processos violentos que provocam a criação de luas em geral, e com o que as simulações de computador mostram sobre o ajustamento gravitacional que ocorre em seguida a um choque. Nos últimos anos, as melhores estimativas sobre como a Lua se formou davam conta de que um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia, movendo-se com uma velocidade relativamente baixa, teria se chocado contra a jovem Terra.

Isso teria aquecido os dois e lançado uma vasta nuvem de material fundido, material que teria resfriado e aglutinado, fazendo surgir a Lua. Essa teoria sugere que a Lua seria feita de material tanto vindo da Terra quanto de Theia, materiais que deveriam ser ligeiramente diferentes um do outro.

Fatia da Terra

O que complica essa história é uma série de observações de “composições isotópicas” – os índices de ocorrência de variantes naturais de alguns átomos – colhidas da Terra e de amostras lunares. Embora a Lua tenha um núcleo de ferro como a Terra, ela não tem a mesma proporção de ferro – e modelos de computador que dão suporte à ideia do impacto de Theia mostram exatamente a mesma coisa.

No entanto, a relação entre os isótopos de oxigênio aqui e lá é quase idêntica, e nem todos os cientistas concordam em como isso pode ter acontecido. Para confundir ainda mais as coisas, cientistas relataram recentemente na revistaNature Geoscience que uma nova análise das amostras lunares trazidas pelas missões Apollo mostrou que a Lua e a Terra compartilham relações entre os isótopos do metal titânio estranhamente similares. Isso, segundo eles, deu peso à ideia de que a Lua foi de alguma forma “fatiada” da própria Terra.

A colisão teria resultado em um disco de destroços muito mais quente do que o calculado até agora. [Imagem: Reufer et al.]

Raspão radical

Agora, Andreas Reufer e seus colegas da Universidade de Berna, na Suíça, fizeram simulações que sugerem uma outra possibilidade: a de que um corpo muito maior e mais rápido teria dado um golpe ainda mais radical na jovem Terra.

Eles afirmam que esse corpo teria perdido apenas uma pequena quantidade de material, e a maior parte dele teria seguido seu caminho depois do raspão com a Terra. Isso teria resultado em um disco de destroços da colisão muito mais quente, mas combina com o que seria necessário para gerar um corpo do porte da Lua.

Os autores sugerem que, uma vez que a maior parte do que viria se tornar a Lua teria sido liberado da própria Terra, as semelhanças entre as proporções de isótopos devem ser mais acentuadas. Mas uma coisa é certa: análises de diferentes elementos presentes nas amostras lunares – e maiores simulações de computador que resultem em uma lua como a nossa – serão necessários para decidir o debate.

Tecnologias eletrizantes a bordo do primeiro carro de corrida elétrico

O carro de corrida elétrico Lola-Drayson B12/69EV reune um conjunto de tecnologias que tornam o protótipo realmente competitivo. [Imagem: Lola]

Carros de corrida verdadeiramente competitivos têm que trabalhar sempre no limite entre o desempenho e a confiabilidade. Não será diferente para os carros elétricos de corrida. É o que se pode ver no protótipo apresentado no Reino Unido por um consórcio de 10 empresas, liderado pela Drayson Racing Technologies, e pela Lola Cars. Como já se discute quando entrará na pista o primeiro Fórmula 1 totalmente elétrico, a equipe Lola-Dyson mostrou que não quer ficar para trás.

Capaz de atingir até 320 km/h, o carro elétrico de corrida, chamado B12/69EV, reuniu um conjunto de tecnologias que tornam o protótipo realmente competitivo. Entre essas tecnologias destacam-se a “bateria estrutural” – peças do carro que são elas próprias baterias -, o recarregamento das baterias pela suspensão e a captura de energia sem fios a partir da própria pista. Os materiais químicos que compõem a bateria estrutural são mesclados no próprio compósito.

Bateria estrutural

Construída pela BAE Systems, a bateria estrutural é construída no interior de algumas das peças de fibra de carbono que compõem a carroceria do carro. A tecnologia usa a química das baterias de níquel que, embora não seja a mais eficiente de que se dispõe, é compatível com a fibra de carbono, o que permite sua fabricação em virtualmente qualquer formato.

Segundo a BAE, não se trata de enfiar uma bateria fina no meio das placas de fibra de carbono: os materiais químicos que compõem a bateria são mesclados no próprio compósito, permitindo que fabricação em qualquer formato. O único inconveniente é a baixa densidade energética, equivalente a um terço da energia armazenada em uma bateria comum de carro, do tipo chumbo-ácida, e um décimo de uma bateria de lítio, do tipo usada em celulares e notebooks.

Ainda assim é uma vantagem, uma vez que a bateria é adicionada ao carro virtualmente sem custos em termos de peso, já que ela própria é uma peça do carro, com função estrutural ou aerodinâmica. A energia fornecida pela bateria estrutural será utilizada para alimentar sistemas eletrônicos do carro, e não para sua propulsão.

Entre as tecnologias destacam-se a bateria estrutural, o sistema de recarregamento das baterias em movimento e a suspensão regenerativa. [Imagem: Lola]

Suspensão regenerativa

Outra tecnologia usada no B12/69EV representa um passo à frente dos sistemas regenerativos, também conhecidos como KERS, que usam a energia cinética das frenagens para gerar energia.

A parceira Multimatic construiu um sistema de suspensão regenerativa, com bobinas que foram integradas ao sistema de suspensão do carro. Isto significa que cada oscilação do carro será aproveitada para gerar eletricidade. Essa energia ficará armazenada em um capacitor, e será usada para acionar as superfícies aerodinâmicas móveis do carro.

Abastecer sem parar

A HaloIPT, uma divisão da Qualcomm, está trabalhando em um sistema para recarregar as baterias principais, que precisam levar o carro até o fim da corrida. A empresa desenvolveu um sistema de bobinas de cobre, acondicionadas em uma estrutura em barra, que é posicionada no assoalho do carro.

Mantas igualmente contendo bobinas devem ser montadas na pista, o que levanta dúvidas sobre seu uso prático a curto prazo, uma vez que elas exigirão mudanças nos circuitos.

Mas os projetistas afirmam que as bobinas de recarregamento não precisam estar ao longo de toda a pista. Ademais, defendem, a tecnologia precisa ser desenvolvida, uma vez que já há interesse em seu uso nas rodovias e ruas das cidades.

Descoberto plástico piezoelétrico super potente

Os cristais e cerâmicas piezoelétricos empalideceram frente às habilidades mostradas por um novo material que acaba de ser descoberto. A descoberta mereceu a capa da revista Advanced Materials.

Materiais piezoelétricos

Com um efeito 10 vezes mais forte do que o melhor material desse tipo conhecido atualmente, o novo material polimérico – essencialmente um tipo de plástico – foi descoberto por cientistas do Laboratório Nacional Oak Ridge (EUA) e da Universidade Técnica Aachen (Alemanha). Materiais piezoelétricos geram eletricidade quando sofrem uma compressão mecânica, ou produzem um “tranco” quando recebem uma carga elétrica.

Eles estão no centro das atenções nos últimos anos por serem os grandes viabilizadores dos chamados nanogeradores, dispositivos capazes de coletar eletricidade do meio ambiente, desde o andar de uma pessoa até as vibrações do trânsito em uma ponte ou viaduto.

Plástico piezoelétrico

“Nós observamos o efeito quando duas moléculas poliméricas diferentes, poliestireno e borracha, são acopladas como dois blocos, para formar um copolímero di-bloco,” explicou o Dr. Volker Urban, membro da equipe. Essa estrutura molecular inusitada apresentou um equilíbrio complexo da repulsão entre os blocos e uma restauração elástica da força, fornecida pela borracha.

O campo elétrico adiciona uma terceira força que altera esse balanço intrincado, levando ao efeito piezoelétrico. Além da “potência” 10 vezes maior, o novo material conserva suas características de plástico, facilitando seu uso em roupas e acessórios capazes de gerar energia. Outra vantagem é que o polímero não contém em sua composição os materiais biologicamente pouco amigáveis presentes em algumas cerâmicas piezoelétricas.

Usos imediatos

Até agora, os cientistas não acreditavam que polímeros não-polares fossem capazes de apresentar o efeito piezoelétrico, que só havia sido verificado em materiais não-condutores. Foi por isso que a enorme resposta eletroativa do novo material surpreendeu os cientistas.

“A resposta extraordinariamente elevada deverá revolucionar o campo dos dispositivos eletroativos,” afirmou Urban.

Ele lista entre os usos mais imediatos do polímero piezoelétrico os sensores, atuadores (músculos artificiais), sistemas de armazenamento de energia e equipamentos biomédicos.

Geólogos começam a acertar previsão de terremotos

Em um futuro próximo, moradores de regiões geologicamente mais ativas poderão assistir às previsões de terremotos pela TV, como ocorre hoje com as previsões do tempo.

Previsão de terremotos

Se medir as variações do tempo é difícil, com ventos, nuvens, temperatura e tudo o mais facilmente mensurável, muito mais difícil é prever o que vai acontecer nas camadas internas da Terra, onde o homem não tem acesso. Mas os geólogos não têm descansado, e agora estão colhendo os primeiros resultados.

Observando uma área de alto risco, as previsões de que um terremoto irá acontecer em um determinado período já são 10 vezes mais precisas do que uma previsão aleatória. A conclusão é resultado de um desafio lançado pelo Centro de Terremotos do Sul da Califórnia em 2005.

Vai tremer ou não vai?

Para participar, os cientistas deviam prever a probabilidade da ocorrência de um terremoto, de magnitude 4,95 ou maior, entre 1º de Janeiro de 2006 e 31 de Dezembro de 2010. A área do estado da Califórnia foi dividida em 8.000 quadrados, ou células, e os cientistas deviam apontar em quais células os terremotos ocorreriam e quando.

Durante esse período, terremotos atingiram 22 das 8.000 células, com o maior deles alcançado 7,2 de magnitude, em Abril de 2010. Nesta semana, os organizadores publicaram um artigo científico comparando os resultados e dando seu veredito.

Probabilidade de terremotos

As previsões de todos os 7 grupos participantes apresentaram alguma utilidade. A previsão mais precisa foi a apresentada pela equipe da Universidade da Califórnia em Davis, que acertou 17 das 22 áreas efetivamente atingidas e apontou o maior risco em 8 delas.

Os cientistas esperam agora que o trabalho inicie uma discussão mais ampla entre os geólogos que permita a construção, primeiro, de parâmetros para julgar quando uma previsão é melhor do que a outra e, segundo, de índices de probabilidade de terremotos que possam finalmente ser anunciados à população.

Cometa tem água similar aos oceanos da Terra

Observações do cometa Hartley 2 pelo telescópio espacial Herschel deram novas pistas que reforçam a teoria de que os cometas abasteceram uma parcela significativa dos oceanos da Terra.

Origem dos oceanos

Os cientistas acreditam que os oceanos da Terra se formaram cerca de 8 milhões de anos depois que o próprio planeta. Não existe nenhuma teoria para explicar a origem da água, surgindo espontaneamente na Terra nascente.

Por isso os cientistas têm estado mais confortáveis com a ideia de que a água dos oceanos tenha sido trazida de algum outro lugar, a bordo de cometas – embora ninguém nunca tenha sugerido a fonte dessa água ou mesmo tenha calculado quantos cometas tenham que ter caído aqui para trazer tanta água.

A vida não existiria na Terra sem água em estado líquido, e assim, as perguntas de como e quando os oceanos vieram parar aqui é uma questão fundamental”, disse Ted Bergin, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. “É um grande quebra-cabeças e essas novas descobertas são uma peça importante

Composição química dos oceanos

Medições realizadas pelo instrumento HiFi a bordo do Herschel indicam que o gelo no cometa Hartley 2 tem a mesma composição química dos oceanos.

Ambos têm uma taxa D/H semelhante – a relação D/H é a proporção de deutério, ou hidrogênio pesado, em relação ao hidrogênio comum. Um átomo de deutério é um hidrogênio com um nêutron extra em seu núcleo. Esta é a primeira vez que água similar à dos oceanos foi detectada em um cometa.

Outros seis cometas rastreados com o mesmo instrumento nos últimos anos apresentam uma relação D/H muito diferente dos nossos oceanos, o que significa que tais cometas não poderiam ter sido responsáveis por mais do que 10 por cento da água da Terra.

Os astrônomos supõem que o Hartley 2 tenha-se formado em uma parte diferente do Sistema Solar. Ele provavelmente se formou no Cinturão de Kuiper, que começa perto de Plutão, enquanto se acredita que os outros seis se formaram na Nuvem de Oort, uma nuvem hipotética que se acredita existir a cerca de um ano-luz do Sol.

Bill Gates quer reinventar o vaso sanitário

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Image via CrunchBase

Banheiro sem água e sem esgoto

A Fundação Bill & Melinda Gates anunciou que irá custear uma pesquisa para “reinventar a privada”. O objetivo do projeto é desenvolver novas tecnologias para o processamento de dejetos humanos sem qualquer ligação a linhas de água, energia ou esgoto.

Para Gates, a privada ideal para os países em desenvolvimento deve ser auto-sustentável, de custo acessível e sem ligações a linhas de energia, água ou esgoto, que quase nunca estão disponíveis nas condições em que o novo sanitário deverá ser utilizado.

Plasma de micro-ondas

A tarefa de reinventar o vaso sanitário caberá a um grupo de cientistas e engenheiros da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, sob a coordenação do professor Georgios Stefanidis.

“Vamos aplicar a tecnologia de micro-ondas para transformar os dejetos humanos em eletricidade. A partir desta inovação, pretendemos idealizar o design e construir um protótipo modular para um banheiro completo que satisfaça as urgentes necessidades do mundo em desenvolvimento,” afirmou Stefanidis.

Inicialmente os dejetos humanos serão secos. Em seguida, os resíduos sólidos serão gaseificados utilizando plasma, criado por micro-ondas em um reator apropriado.

Este processo vai gerar o chamado gás de síntese, uma mistura de monóxido de carbono (CO) e hidrogênio (H2). O gás de síntese será então usado para alimentar um conjunto de células de combustível de óxidos sólidos (SOFCsolid oxide fuel cell) para a geração de eletricidade.

“Para que o processo seja energeticamente auto-suficiente, parte da eletricidade produzida será usada para ativar a gaseificação a plasma, enquanto o calor recuperado do fluxo de gás de síntese e dos gases de escape das células de combustível será usado para a secagem dos resíduos,” explica o pesquisador.

Privada barata

Aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso ao saneamento básico. O impacto negativo dessa situação sobre a saúde dessas populações é enorme.

Para mudar esta situação, Bill Gates e sua esposa acreditam que a solução é reinventar o vaso sanitário.

E, como o projeto é voltado para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, uma das exigências é que o banheiro sem água e sem esgoto possa ser construído a custos acessíveis.