Israel vs. Palestina. Filme explica a convivência impossível entre as duas comunidades

Cinco câmeras quebradas: o melhor filme para entender a convivência impossível entre israelenses e palestinos.

“5 Câmeras Quebradas” mostra como a convivência entre israelenses e palestinos é impossível – e, ao mesmo tempo, fala de esperança, justiça, perseverança e paz. Emad Burnat, um pequeno proprietário de terras em Bilin, ganhou uma filmadora meia-boca em 2005, quando nasceu seu quarto filho, Gibreel. Naquele mesmo ano, colonos israelenses começaram a construir assentamentos nas redondezas de sua casa, erguendo uma cerca.

O filme foi indicado para o Oscar de documentário em 2013. Com simplicidade e poucos recursos, com talento, urgência e coragem, um judeu e um palestino realizaram um pequeno épico. “Se você for ferido, vai sempre se lembrar da sua ferida, mesmo depois de ela se curar. Se você se machucar de novo e de novo… você esquece as suas cicatrizes”, diz Emad. “Mas a câmera se recorda, e então eu filmo para me curar”.

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A batalha político-imobiliária pelo controle de Jerusalém

Em 1947, logo após a divisão da Palestina, a ONU colocou Jerusalém sob mandato internacional. No ano seguinte, com a guerra da independência, Israel se apoderou do setor oeste da cidade, enquanto que o setor oriental passou para controle da Jordânia. Durante a Guerra dos Seis Dias (1967), Israel anexou Jerusalém Oriental. Hoje, à força de investimentos, compra de terras e restrições específicas aos palestinos, Jerusalém se move entre a modernidade de seu setor israelense e a pobreza da parte oriental. Jerusalém é o território de um combate imobiliário em cujo interior se movem as sombras da geopolítica. A reportagem é de Eduardo Febbro.

Cada pedra é um conflito, cada muro uma leda, cada rocha o rastro sagrado de algum Deus diferente: Jerusalém. Suprema, mágica, polifônica, acolhedora, juvenil, discriminatória e veloz. Capital “eterna” para os judeus, capital da palestina “histórica” para os palestinos, capital fundacional do cristianismo, Jerusalém é uma viagem dentro da viagem, um labirinto de ódio e de amor que está no centro da disputa territorial entre israelenses e palestinos, onde intervém corporações secretas, milionários norteamericanos, ritos religiosos corrompidos por dólares, capitais árabes bloqueados e uma política urbana de manifesto isolamento.

Uma mesma cidade, três religiões, islamismo, cristianismo, judaísmo, três histórias, dois nomes diferentes: Yerushalayim – a paz aparecerá – para os judeus, Al Qods – a santa – para os árabes. Nesta capital poliglota, de cruzes e contrastes, convergem os relatos fundadores das três religiões monoteístas: para os árabes, Jerusalém é, depois de Meca e Medina, o terceiro lugar santo do Islã. Para os judeus, Jerusalém é a cidade conquistada pelo rei Davi no ano de 1004 antes de Cristo, logo depois de Davi se unir às tribos de Israel. Para os cristãos, Jerusalém é o epicentro dos atos fundadores do cristianismo, o lugar onde Cristo viveu a paixão e a ressureição. Jerusalém, capital de quem? A resposta é inequívoca. Como diz Khaled, um comerciante da célebre rua Salah Ad Din, de Jerusalém Oriental: “é de quem tiver mais capital e poder para se apropriar dela”.

Em 1947, logo após a divisão da Palestina, a ONU colocou Jerusalém sob mandato internacional. No ano seguinte, com a guerra da independência, Israel se apoderou do setor oeste da cidade, enquanto que o setor oriental passou para controle da Jordânia. Mas durante a Guerra dos Seis Dias (1967), Israel anexou Jerusalém Oriental. Em 1950, a cidade foi declarada capital do Estado de Israel e, em 1980, a Knesset, Parlamento israelense, a elevou à condição de “capital eterna”. Hoje, à força de investimentos, compra de terras e restrições específicas aos palestinos, Jerusalém se move entre a modernidade de seu setor israelense e a pobreza da parte oriental. Um mundo estagnado, marcado pela ausência de infraestrutura urbana e falta de investimentos, e outro mundo desenvolvido, uma cidade moderna, luminosa e cuidada.

A fronteira entre a luz e a limpeza e o caos e a miséria é invisível. Basta descer até o começo de Jaffa Street, dobrar à esquerda, caminhar trezentos metros e, pronto, você está em outro planeta. Na parte leste da cidade não há cinemas, nem teatros, nem bares atraentes. Apesar de seu declarado laicismo, o prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, mantem as limitações aos investimentos palestinos em Jerusalém. Ainda que representem 59% da população de Jerusalém Oriental, os palestinos só estão autorizados a construir em 13% desse setor. As permissões de construção demoram uma década para serem outorgadas. Isso leva os palestinos a erguer construções ou ampliar suas casas sem autorização, o que implica a imediata demolição desses puxados.

As cifras sobre os investimentos municipais são eloquentes. Os palestinos representam 35% da população global, mas só entre 10 e 12% do orçamento municipal é utilizado para investimento em obras de infraestrutura no setor leste. Cerca de 80% das ruas corretamente asfaltadas e dos bueiros em bom estado estão na zona judia da cidade, onde também há 1.000 jardins públicos contra 45 em Jerusalém Oriental. Persiste uma inesgotável sensação de que tudo é feito para levar os palestinos a deixar Jerusalém.

Nada reflete melhor a complexidade da situação do que o bonde inaugurado em 2011. A linha percorre 14 quilômetros em ambos os sentidos, desde o bairro de Pisgat Zeev, em Jerusalém Leste, até Monte Herzl, na parte oeste. Em seu trajeto, a linha é uma espécie de bomba geopolítica: passa pelos bairros judeus construídos no setor de Jerusalém anexado logo depois da Guerra dos Seis Dias e onde a soberania do Estado de Israel não está plenamente reconhecida pela comunidade internacional.

Em termos do direito internacional, a ocupação e a posterior anexação de Jerusalém Leste foram condenadas pelas resoluções 241, 446, 452 e 465 das Nações Unidas, além de contraria a quarta Convenção de Genebra. A guerra pela posse da cidade tem atores econômicos de peso que jogam entre as sombras e antecipadamente a carta que pode conduzir ao reconhecimento de um Estado Palestino com Jerusalém Leste como capital. Por isso, com lances de milhões, compram o máximo de áreas possíveis.

Os negócios da Richard Marketing Corporation deram lugar a um dos controversos episódios desta confrontação pelas pedras sagradas. A Richard Marketing Corporation é, na verdade, a cobertura da organização sionista Ateret Cohanim, atrás da qual se encontra o milionário norteamericano Irving Moscowitch. Há anos, a corporação vem se dedicando a comprar casas palestinas e áreas situadas na Cidade Velha de Jerusalém, ou seja, no olho do furacão: ali estão a Mesquita de Al-Aqsa (Maomé foi de Meca até a Mesquita de Al-Aqsa), o Domo da Pedra (os muçulmanos acreditam que Maomé subiu aos céus neste local), o Muro das Lamentações (o último vestígio do Templo de Jerusalém, que é o emblema mais sagrado do judaísmo), a Esplanada das Mesquitas e um sem número de edificações ligadas à história do cristianismo, entre elas o Santo Sepulcro.

A Cidade Velha, localizada em Jerusalém Oriental, está dividida em quatro setores: muçulmano, judeu, cristão e armênio. Ali a corporação colocou seus dólares para comprar casas palestinas, cristãs e, sobretudo, áreas e secessões negociadas com a Igreja Ortodoxa Grega. O patriarca Irineu primeiro, hoje recluso em sua espiritualidade, cobrou vários milhões por baixo da mesa em troca de um “aluguel” de 99 anos de um dos lugares mais emblemáticos da Cidade Velha, situado na Porta de Jaffa. Por curioso que pareça, partindo desde a Porta de Jaffa, a primeira placa indicando o Santo Sepulcro está escrito em vários idiomas, incluindo o hebraico, menos em árabe.

Arieh King, um membro notório de Ateret Cohanim, levou anos comprando quantas casas aparecessem em seu caminho na Cidade Velha e em Jerusalém Oriental. Homem franco e sem rodeios, King está a frente da organização Israel Land Fund. Não tem nada a ocultar: “Jerusalém é o lugar mais importante do projeto sionista. Nós estamos comprando dos árabes para colocar judeus em seu lugar. Não aceitamos que Jerusalém seja dividida”. Arieh King é um autêntico agente imobiliário da judaização de Jerusalém e não esconde isso. Tem em seu “currículo” dezenas de casas compradas e – isso ele não confessa – acordos de compra e aluguel com várias congregações cristãs sensíveis ao dinheiro em cash. Nada o detém, nem sequer a compra de casas palestinas e, além do preço elevado que paga, consegue “a obtenção de um visto para que o vendedor vá para o exterior”.

A história de Arieh King merece um capítulo a parte. Sua atividade, financiada com fundos provenientes do mundo inteiro, tem o mérito da transparência ao mesmo tempo em que revela a luta pela posse da Cidade Santa. “Trabalho para o futuro da nação judia”, proclama sem titubear. Os cristãos palestinos denunciam essa política aplicada de judaização de Jerusalém. Árabes, muçulmanos e cristãos de Jerusalém viram a maneira pela qual, pouco a pouco, as casas situadas nas ruelas da Cidade Velha que levam ao Templo foram mudando de proprietário.

A batalha imobiliária é uma corrida contra o relógio. Para retomar as negociações de paz, além das fronteiras de 1967, do fim da colonização e do retorno dos refugiados, a Autoridade Palestina reivindica como condição que Jerusalém Oriental seja a capital de um futuro Estado Palestino. Políticas de Estado, municipais e agentes privados participam dessa corrida. Jerusalém é o território de um combate imobiliário em cujo interior se movem as sombras da geopolítica.

Tradução de Katarina Peixoto.

ANP pede à ONU reconhecimento do Estado palestino

Abbas submeteu pedido formal de reconhecimento do Estado palestino  ao secretário-geral da ONU,Ban Ki-moon - Fotos: UN Multimidia

O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, classificou a ONU como “uma casa de mentiras”.

De acordo com um comunicado divulgado pela ONU, Abbas se encontrou com o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, em Nova York, e entregou a ele um pedido formal de reconhecimento. O pedido será avaliado pelo Conselho de Segurança da ONU e, em seguida, pela Assembleia Geral.O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, submeteu nesta sexta-feira (23) um pedido formal à Organização das Nações Unidas (ONU) pelo reconhecimento de um Estado palestino que seja membro do organismo.

Os palestinos pedem a delimitação de seu Estado a partir das fronteiras de 1967, que incluem a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental – territórios ocupados por Israel, que rechaça veementemente a decisão palestina.

O pedido da Palestina conta com o apoio de 128 países da ONU, o que representa dois terços da Assembleia Geral do organismo. No entanto, os Estados Unidos ameaçam rejeitar o pedido no Conselho de Segurança, onde os palestinos necessitam de nove votos de um total de 15 e nenhum veto dos membros permanentes (Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, China e Rússia).

O dia é considerado histórico já que, 44 anos após a guerra de 1967 e 63 anos após a fundação do Estado de Israel, um presidente palestino se dirige aos 193 países membros da ONU para pedir o reconhecimento da Palestina.

Já o governo israelense alega que a reivindicação palestina, ao ser levada para a ONU, aumenta as tensões bilaterais e não resolve as disputas pendentes entre os dois lados.

A hora do povo palestino

Abbas mostra na Assembleia uma cópia do pedido  de reconhecimento do Estado palestino

Em discurso durante a 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, Abbas ressaltou a necessidade de que a Palestina seja reconhecida como país livre e independente e pediu o ingresso da nação como membro 194 do organismo. “Essa é a hora da verdade, nosso povo quer escutar a resposta de vocês”, afirmou.

No terceiro dia de sessões na ONU, diante dos líderes mundiais, Abbas declarou que “ninguém com consciência pode ignorar nossa solicitação de filiação plena à ONU”. “Já é hora de entrar em negociações com parâmetros claros e credibilidade”, afirmou, em meio a aplausos na Assembleia e também de palestinos que acompanhavam seu discurso em Ramallah.

O presidente da ANP também fez um chamado para que os países que ainda não reconhecem o Estado da Palestina o façam porque “é hora de que o povo palestino tenha sua independência e que acabe o sofrimento do povo na diáspora”.

Abbas garantiu ainda que a Autoridade Nacional Palestina busca “uma paz justa que garanta os direitos inalienáveis dos palestinos”. E na busca dessa paz, segundo ele, os palestinos se chocaram “contra uma rocha, a relutância de Israel em iniciar um processo de negociações, pois segue construindo assentamentos”. De acordo com ele, o governo de Israel “se nega a se comprometer com as resoluções da ONU sobre os assentamentos em território palestino” e rechaçou “a construção acelerada de territórios anexados”.

O presidente da ANP também enfatizou que a força de ocupação segue com escavações e ameaça lugares sagrados com a instalação de postos militares de controle que impedem aos cidadãos de chegarem às mesquitas e outros lugares santos. Segundo Abbas, a ocupação de Israel “está buscando redefinir as fronteiras de nossa terra e completar uma situação que modifica a realidade e destroi o potencial real para o surgimento de um Estado palestino”.

O líder também pediu que Israel construa pontes de diálogo em vez de muros e postos de controle nos territórios ocupados depois da guerra de 1967.

Israel

Benjamín Netanyahu: ONU é "uma casa de mentiras"

Em seguida a Mahmoud Abbas na Assembleia, foi a vez do discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu. Para ele, o conflito entre os dois países deve se resolver sem as resoluções da ONU. “A verdade é que Israel quer a paz, eu quero a paz. A paz deve se ancorar na segurança, não com resoluções da ONU. Os palestinos só querem um Estado sem paz”, disse.

Netanyahu classificou ainda a ONU como “uma casa de mentiras”. “Quando me nomearam embaixador das Nações Unidas em 1984, me disseram que iria trabalhar em uma casa de muitas mentiras. É um lugar escuro em que espero que a luz da verdade ilumine ainda que seja por alguns minutos meu país, que tem sido humilhado por tantos anos”, afirmou.

O primeiro-ministro destacou ainda que, “ano após ano, Israel tem sido tratado de maneira injusta e condenado com mais frequência do que outras nações do mundo juntas”.

Nentanyahu também rechaçou a proposta do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de que a Palestina seja um “Estado não-membro” da ONU. Segundo ele, isso seria reconhecer a existência de um Estado “à margem das negociações de paz”.

Confrontos

Também nesta sexta-feira (23), pelo menos um homem morreu durante confrontos entre manifestantes e colonos judeus na Cisjordânia. Segundo fontes oficiais palestinas, a vítima é um homem de 35 anos chamado Essam Kamal Badran, que teria sido morto com um tiro na nuca por forças de segurança israelenses. O exército, por sua vez, afirma estar investigando a situação no local. O incidente teria ocorrido na localidade de Qusra, a sudoeste de Nablus. A repressão israelense também deixou vários palestinos feridos.

Os choques iniciaram quando dezenas de colonos judeus atacaram a região, atirando contra as janelas de várias casas, segundo testemunhas. Os moradores responderam às agressões com pedras.

Em Ramallah, cerca de 120 manifestantes se concentraram próximos a uma área a oeste da cidade e atiraram pedras contra as forças militares israelenses.

Os soldados reprimiram os manifestantes com gás lacrimogêneo e outros equipamentos adquiridos recentemente por Israel para conter uma possível onda de protestos pela apresentação da candidatura da Palestina à ONU. Três pessoas, entre elas um jornalista francês, sofreram ferimentos pela inalação do gás.

Em Bilin, local onde durante anos os palestinos se manifestaram para protestar contra a construção da barreira de separação da Cisjordânia, também foi registrada uma pequena concentração. E em Qalandia, um dos focos de maior tensão entre Jerusalém e Ramallah, testemunhas informaram que homens encapuzados arremessavam pedras contra as forças israelenses.

Pouco antes, a polícia de fronteiras israelense deteve três palestinos em uma estrada de Jerusalém Oriental por atirarem pedras contra veículos israelenses, e outros dois na Cidade Antiga por desordens na entrada da Esplanada das Mesquitas.

Urgente: Algumas horas para salvar a Palestina!

Hoje, o apelo palestino por uma condição de Estado independente pode morrer nos próximos meses, a menos que nós ajudemos a salvar esse apelo. Na quarta-feira à noite, o presidente Obama se encontrou com o presidente palestino Abbas, e possivelmente o pressionou fortemente para evitar uma votação completa na assembleia das Nações Unidas, uma votação que a Palestina certamente venceria. Ontem a pressão parecia estar funcionando, e ospalestinos estão desistindo da votação.

Vai ser uma tremenda desilusão para o mundo e para os palestinos se esse momento passar sem nenhuma realização. Isso iria enfraquecer a paz e alimentar a desesperança, o extremismo e a violência. Mas ainda podemos virar o jogo. Em algumas horas, a Avaaz vai levar uma flotilha de navios pelo rio que corre próximo à ONU, coberta com enormes cartazes. Outro barco com jornalistas dos maiores meios de comunicação do mundo vai permitir a filmagem da flotilha e os jornalistas vão entrevistar nosso porta-voz. Se pudermos dizer que, em apenas 12 horas, 250 mil pessoas apelaram ao Abbas para que ele seja firme e forte e permita que o mundo faça uma votação, isso vai ajudar a definir este momento na mídia — influenciando a decisão de Abbas em atender ou não a esse apelo histórico.

Esta semana a Avaaz se reuniu com vários ministros de relações exteriores e nossa manifestação em Nova Iorque para entregar nossa poderosa petição com um milhão de assinaturas que foi notícia em todos os lugares. Mas o lobby dos EUA é impetuoso – nós precisamos urgentemente apelar ao Abbas para que ele seja forte e a cada um de nossos países para que apoiem o presidente palestino. Clique abaixo para assinar a petição e enviar uma mensagem urgente por telefone, no Facebook ou Twitter para governos e seus líderes, ou deixe comentários em artigos de notícias específicos para modelar a narrativa da mídia nesse momento. Temos apenas algumas horas antes que o presidente Abbas faça seu discurso na ONU mostrando sua decisão. Vamos fazer tudo que pudermos: http://www.avaaz.org/po/urgent_18_hours_for_palestine/?vl.

O apelo pela condição de Estado independente é uma tentativa pacífica, razoável e diplomática para dar os próximos passos rumo à paz e dar aos palestinos esperança após 40 anos de ocupação, opressão e colonização pelo estado legítimo de Israel. Pesquisas de opinião pública financiadas pela Avaaz e outras pesquisas mostram que a grande maioria de pessoas pelo mundo apoiam essa medida. Mas o governo extremista de Israel, com seu poderoso lobby político dos EUA, está determinado a matar essa proposta consciente e manter a Palestina fraca, oferencendo, pelo contrário, mais anos de falsas conversações de paz, ao passo em que colonizam mais terras palestinas. Ironicamente, estes extremistas ameaçam mais a Israel do que a Palestina, uma vez que um crescente número de palestinos estão desistindo da ideia de dois Estados e decidindo abraçar um desafio a longo prazo — um desafio que eles comparam com a luta da África do Sul contra o apartheid — por um único estado democrático secular com igualdade de direitos para todas as etnias e credos — efetivamente o fim de Israel enquanto um Estado Judeu.

Algo grandioso está acontecendo aqui. O presidente Obama disse que um Estado palestino somente pode ser concedido por meio de negociações com os israelenses. Mas quando Israel aplicou junto à ONU pela condição de Estado, os EUA não solicitaram que os palestinos concordassem com o pedido. Os EUA usam a retórica das manifestações a favor da democracia na Líbia, Síria e outros lugares, mas quando os palestinos buscam a liberdade, Washington faz tudo o que pode para se opor. Esse tipo de predisposição, no qual um aliado convicto, e até mesmo cego, de Israel é o único “pacificador” que temos é parcialmente o motivo pelo qual este conflito persite por décadas. Mas finalmente o mundo já se cansou – 127 nações, incluindo o Brasil, Índia, China e agora a França, levantaram-se para apelar por uma nova direção, e se outros se juntarem a eles, a era da hegemonia de Israel/EUA sobre esse conflito pode estar chegando ao fim, com um panorama de vozes globais e regionais mais amplo e mais sábio, especialmente as vozes das próprias pessoas, para substituir essa hegemonia. Tudo se resume às próximas horas — vamos fazer com que o mundo se levante, e fazer acontecer: http://www.avaaz.org/po/urgent_18_hours_for_palestine/?vl.

Agora mesmo, o presidente Abbas está escrevendo seu discurso. Fontes internas dizem que ele está se sentido traído pelos americanos, israelenses e líderes árabes aliados dos EUA com quem trabalhou toda a sua vida pela paz. Na quarta-feira, em um evento, ele disse alegadamente ao New York Times que “estava farto de todas essas pessoas, e não sabia o que fazer…”. As esperanças do povo palestino estão com um homem que, após ser repetidamente traído e enfraquecido pelos EUA, está perdendo a sua própria esperança. Mas uma grande maioria do mundo, e 80% de seu próprio povo, apoiam seu objetivo. Vamos pedir que ele coloque sua esperança no mundo e no apelo de seu povo, deixe o mundo votar o reconhecimento da Palestina, e deposite confiança ao resto do mundo e ao seu povo, que ajudarão esse novo Estado florescer.

Com esperança, Ricken, Alice, Emma, Wissam, Nicola, David e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

Palestina: a hora é agora

apelo de reconhecimento da Palestina está para ser decidido — e se nós juntarmos nossas forças nas próximas 72 horas poderemos conseguir que as lideranças cruciais europeias impulsionem a proposta.

Até agora três países-chave — França, Grã-Bretanha e Alemanha — ainda estão hesitantes e sob pressão de pessimistas que estão tentando acabar com essa oportunidade de liberdade. Para sacudí-los nós estamos planejando uma entrega espetacular da nossa poderosa petição de 900,000 com uma bandeira gigantesca de 300 m2 da Palestinaque será colocada do lado de fora do encontro do Conselho da União Europeia. Nós também temos a urgência de fazer 3 pesquisas de opinião pública que mostrem a esses líderes que as pessoas apoiam o reconhecimento da Palestina, além deencher a mídia com anúncios de páginas inteiras.

Nós podemos chamar a atenção desses líderes, mostrando um mandato público massivo para que eles ajam e enfatizem a mensagem de esperança ao povo palestino. Talvez não tenhamos essa chance novamente — se 10,000 de nós fizermos uma pequena doação agora, nós poderemos colocar fundos em poderosas ações públicas que são necessárias nesse momento crítico: https://secure.avaaz.org/po/time_for_palestine/?vl.

O reconhecimento da Palestina poderia abrir uma nova via para paz na região e dar o apoio necessário ao povo palestino para sua proteção sob leis internacionais. E esse apoio não poderia vir mais cedo: um governo de direita em Israel está expandindo a construção de abrigos na Cisjordânia, e obstruindo as possibilidades de uma solução viável de dois estados — uma solução apoiada pela maioria dos cidadãos de Israel e da Palestina.

Mais de cento e vinte países já se comprometeram a apoiar o estado independente da Palestina, mas o apoio de países-chave da Europa é crucial nesse momento para dar à proposta o suporte e legitimidade global que necessita. A pressão pública fez a Espanha se comprometer com o reconhecimento do estado independente da Palestina. Pesquisas de opinião pública mostram que a maioria dos cidadãos querem que seus líderes apoiem a proposta e uma esplêndida atenção da mídia no momento de decisão poderia mudar a opinião dos três países decisivos: Grã-Bretanha, Alemanha e França.

Estamos em contagem-regressiva. Nossas ações nos próximos dias podem sacudir os líderes e fazer com que eles mudem de uma rota de colisão para uma decisão que inauguraria uma era de liberdade e resgataria o caminho para uma decisão negociada. Apenas uma pequena doação hoje pode fazer a diferença — clique abaixo para contribuir: https://secure.avaaz.org/po/time_for_palestine/?vl.

Mais de 900,00 de nós já emprestaram suas vozes para esse esperançoso chamado de auto-determinação e paz. Enfatizar esse chamado aos líderes-chave na Europa, na mídia e no próprio encontro das Nações Unidas é o passo seguinte vital a ser tomado. Juntos, nós podemos abafar o medo e a intolerância com um chamado global de não-violência, diplomacia e reconhecimento para a Palestina.

Com esperança, Emma, Alice, Antonia, Ricken, Benjamin, Pascal, Diego e todo o time da Avaaz.

Mais informações:

Terra Santa? Jesus Cristo pisou e viveu nestas terras, por isso é santa.

Assista ai o um documentário legendado que retrata a violência no cotidiano das pessoas que moram na dita “Terra Santa”.

Este vídeo é aterrorizante, mas verdadeiro. Mostra o que a mídia esconde do povo e a perseguição que o povo palestino sofre em sua própria terra. É um pouco longo e legendado, mas vale a pena investir esse tempo para saber mais e melhorar nossa opinião sobre a causa Palestina.

Setembro Negro sequestra atletas de Israel na Olimpíada de Munique

Em 5 de setembro de 1972, de manhã cedo, seis membros do grupo terrorista Setembro Negro, vestidos com agasalhos esportivos olímpicos de países árabes, pularam a cerca da Vila Olímpica em Munique, Alemanha, carregando sacolas cheias de armas. Embora os guardas tenham notado, deram pouca importância a eles porque era comum atletas saltarem a cerca na volta de suas atividades.

Após mudarem para seus disfarces, os terroristas invadiram os apartamentos de 21 atletas e funcionários da delegação de Israel. Yossef Gutfreund, um árbitro de lutas que lutou para manter os terroristas do lado de fora, salvou Tuvia Sokolovsky, que teve tempo de pular pela janela e escapar. Num outro apartamento, Moshe Weinberg foi alvejado 12 vezes, mas ainda assim conseguiu ferir um dos terroristas, ajudando a salvar a vida de um de seus colegas de equipe.

Criado em 1970 por um grupo de sobreviventes dos “dez terríveis dias de setembro” de luta contra o governo da Jordânia por uma pátria palestina, o Setembro Negro conseguiu manter sob sua mira nove reféns antes de exigir a libertação de 234 prisioneiros árabes de prisões israelenses. As exigências foram categoricamente rejeitadas, mas concordou-se que os reféns fossem levados ao aeroporto de Furstenfeldbruck de helicóptero e lá haveria um avião à disposição para a fuga.

O governo alemão planejou uma emboscada no aeroporto, localizando atiradores em volta da pista e policiais dentro do avião. Mas o plano saiu do controle quando os policiais de dentro do avião, preocupados com a falta de preparação, desertaram. Por outro lado, não havia atiradores de elite suficientes para abater todos os sequestradores, em parte porque os alemães não se deram conta de que dois outros homens haviam se juntado ao ataque do Setembro Negro.

Apesar de tudo, a operação prosseguiu. Três terroristas foram mortos na primeira leva de tiros, mas os outros puderam esconder-se e escapar da linha de tiro. Um deles atirou uma granada dentro do helicóptero onde cinco reféns se encontravam amarrados, matando-os instantaneamente. Um outro atirou no segundo helicóptero, matando os demais reféns.

Vinte horas depois de o Setembro Negro ter desencadeado seu ataque, um policial alemão, cinco palestinos e 11 atletas israelenses estavam mortos. Três dos terroristas sobreviventes foram capturados, mas foram libertados um mês depois quando um avião Boeing 727 da Lufthansa foi seqüestrado sendo exigida sua libertação.

Alguns dias depois da chacina dos Jogos Olímpicos de Munique, Israel retaliou com ataques aéreos contra a Síria e o Líbano, matando 66 pessoas e ferindo dezenas. Além disso, o governo de Israel, chefiado por Golda Meir, ordenou que esquadrões da morte caçassem e eliminassem cada um dos membros restantes do Setembro Negro (história contada no filme Munique, de Steven Spielberg). Ao mesmo tempo, tropas terrestres israelenses atravessaram a fronteira libanesa, dando início aos mais pesados ataques desde a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Mais Hoje na História

Reconhecimento: a cartada final dos palestinos

“Se a solução dos dois Estados falhar, Israel enfrentará uma luta tipo União Sul-Africana. E, uma vez que isso aconteça, será o fim do Estado de Israel”. São palavras de Ehud Barak, quando primeiro-ministro israelense, em 2007.

Há 20 anos que, sob inspiração de presidentes americanos, se tenta chegar a um acordo para a criação de um Estado palestino ao lado do Estado de Israel. Não se andou nada devido à firme decisão dos vários governos israelenses de tornar impossível esse objetivo. Na última tentativa, patrocinada pelo presidente Obama, sequer se iniciaram as negociações de paz, boicotadas pela recusa de Israel em interromper mais uma vez, ainda que temporariamente, a implantação de novos assentamentos em terras árabes.

Diante desse fracasso e como já haviam renunciado à resistência armada, só restava aos palestinos uma última cartada: obter para si o reconhecimento internacional de um Estado independente e viável, dentro dos limites estabelecidos pela ONU desde 1967. É o que irão solicitar à Assembléia Geral da ONU, em setembro.

Isso é inaceitável pelo atual governo de Tel-aviv. Desde os Acordos de Paz de Oslo, em 1993, que lançou as bases para a negociação do futuro Estado palestino, Israel tem agido contra tal idéia, estimulando a criação de novos assentamentos em terras árabes. Dessa maneira, vem aumentando sem cessar a área ocupada na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, expulsando os árabes das suas propriedades, num processo que se não for detido acabará por inviabilizar, de fato, a criação do Estado palestino.

Caso o reconhecimento da Palestina seja aprovado pela Assembléia Geral da ONU e o governo Israel persista em combatê-lo, ficará provada urbi et orbi sua oposição à idéia de dois Estados na Palestina. E as conseqüências, segundo o líder empresarial israelense Idan Ofer, serão pesadas: “Nós estamos nos tornando rapidamente uma União Sul-Africana. O impacto econômico das sanções será sentido por cada família em Israel”.

Em reunião com dirigentes dos maiores grupos econômicos de Israel, Dan Gillerman, ex-embaixador do país na ONU, repetiu Ehud Barak e Idan Ofer: “Na manhã depois do anúncio antecipado do reconhecimento do Estado palestino, um dramático e doloroso processo de sul-africanização começará.” Ou seja, Israel se tornaria um estado pária, sujeito a sanções internacionais, inclusive o boicote da importação de seus produtos. Seu caso seria levado à Corte Internacional de Justiça, o país poderia ser condenado, não só por violar leis internacionais, mas também por efetuar ações criminosas num Estado ocupado pela força, reconhecido pela ONU.

Como os empresários sul-africanos no passado, também os empresários israelenses atualmente pressionaram seu governo para entregar os pontos. Sugeriram que fosse aceito o Acordo de Genebra de 2003, no qual personalidades de alto nível israelenses e palestinas negociaram uma solução, dentro da idéia dos dois Estados, aprovada por estadistas de todo o mundo, porém, recusada por Israel. Mas a coligação de direita que está no poder prefere outro caminho. Com apoio dos Estados Unidos, tenta convencer, especialmente os países da Europa, a opor-se ao reconhecimento palestino.

Alega que isso representaria a “deslegitimação” de Israel. Argumento difícil de ser justificado. Na verdade, o que seria deslegitimado seria a ocupação ilegal pelos israelenses do território que pertence de direito aos árabes.

Como parte dessa campanha, Dennis Ross, enviado especial do governo Obama, apregoou que, se os árabes desistirem de pleitear o reconhecimento pela ONU, Netanyahu estaria disposto a renegociar um status final para a Palestina, em condições extremamente “generosas”. Afirmação de escassa credibilidade, considerando que até agora o governo do primeiro-ministro tem se comportado com extrema dureza em relação aos palestinos.

No velho estilo policial do “good cop, bad cop”, depois das belas palavras de Dennis Ross, vieram as ameaças do ultra-direitista ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman. Ele declarou que, caso as Nações Unidas reconhecessem o Estado da Palestina, Israel anularia os Acordos de Oslo. Em outras palavras: retomaria Gaza, tiraria os poderes da Autoridade Palestina, que deixaria de existir, e sepultaria de vez a solução dos dois Estados.

Susan Rice, embaixadora dos EUA na ONU, também entrou de sola, ameaçando com a retirada dos subsídios americanos à Autoridade Palestina (representam um quarto do orçamento).

Apesar das pressões americanas e israelenses, a reivindicação dos árabes tem todas as chances de vingar; 100 países já reconheceram o estado palestino. A França, o Reino Unido e outros países europeus elevaram a delegação geral palestina a “missões e embaixadas diplomáticas”, um status normalmente reservado aos países independentes. Na Assembléia Geral da ONU, a votação pró-Palestina deve ser esmagadora. Ainda no ano passado, uma resolução recomendando negociações de paz com volta aos limites de 1967 foi aprovada por 164 a 7. O mundo inteiro ficou de um lado e os EUA, Israel, a Austrália e algumas ilhotas da Oceania, do outro.

Não sabemos se esse placar se repetirá na votação do reconhecimento. O poder de pressão dos EUA é muito grande, possivelmente muitas nações cederão a ele e acompanharão a rejeição israelense. Antes de ser discutido pela Assembléia Geral da ONU, o caso deve passar pelo Conselho de Segurança. Aí, quem ficará numa saia justa será Barack Obama.

Se votar contra as aspirações palestinas, seu governo perderá de vez o prestígio que lhe resta em todo o mundo árabe. Governos aliados, especialmente a Arábia Saudita, com seu petróleo, e o Paquistão, com suas armas atômicas, ficarão em dificuldades diante dos seus povos para justificar a manutenção da amizade com os americanos.

Se votar pelo reconhecimento, terá contra si a maioria do Congresso americano e a maioria dos financiadores tradicionais do Partido Democrata, entre outros poderosos interesses. Fugir deste dilema é fundamental para Obama. Eis por que ele está fazendo de tudo para convencer Netanyahu a fazer logo uma proposta de paz realmente séria, capaz de convencer os palestinos a desistirem.

Escrito por Luiz Eça, jornalista. Website do autor: http://www.olharomundo.com.br/

Novo caminho para paz na Palestina é possível

Hoje o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir o apelo da Palestina para se tornar o 194º país do mundo. No entanto, governantes de países de destaque ainda estão em cima do muro. Somente um esforço gigantesco da opinião pública pode mudar a situação.

A Avaaz fez um pequeno, mas emocionante vídeo mostrando que essa proposta legítima é de fato a melhor oportunidade para acabar com o beco sem saída das infinitas negociações mal-sucedidas e abrir um novo caminho para a paz.

Clique para assistir o vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe para todos:

Clique aqui para assistir ao vídeo!

Enquanto a violência se espalha novamente e as tensões sobem no Oriente Médio, uma nova proposta de independência da Palestina ganha fôlego em todo o planeta. Se conseguirmos a aprovação dessa proposta na ONU, ela poderá significar um novo caminho para a paz.

Porém, os chefes de governo de países de destaque ainda estão em cima do muro e para convencê-los a apoiar a independência da Palestina precisamos reforçar a pressão da opinião pública. Muita gente acha que não entende a situação suficientemente bem para se mobilizar. Para ajudar, a Avaaz fez um novo vídeo de curta duração contando a verdade sobre o conflito. Se uma quantidade suficiente de pessoas assistir ao vídeo, assinar a petição e a encaminhar a todos os seus contatos, nossas lideranças serão forçadas a nos ouvir.

Quase 10 milhões de membros da Avaaz estão recebendo este e-mail. Vamos mudar o teor da conversa sobre o Oriente Médio e criar um maremoto de apoio à independência da Palestina. Clique no link abaixo para assistir ao vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos os seus contatoshttp://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?vl.

Enquanto a maioria dos palestinos e israelenses querem uma solução para o conflito baseada em dois Estados, o governo extremista de Israel continua aprovando a construção de assentamentos em áreas contestadas, alimentando ódio e massacres. Apesar dos esforços, décadas de negociações para a paz lideradas pelos EUA fracassaram na tentativa de refrear os inimigos da paz e chegar a um acordo.

Hoje, essa proposta de independência poderia ser a melhor oportunidade em vários anos para sair do impasse, evitar outra espiral da violência e equilibrar o campo de ação entre as duas partes em favor das negociações.

No mês passado, os palestinos apresentaram sua proposta ao Conselho de Segurança. Mais de 120 países a apoiam, mas os Estados Unidos não só a rejeitam como estão enviando um claro sinal a seus aliados europeus de que qualquer apoio à proposta legítima dos palestinos dificultaria as relações bilaterais. Cabe a nós dizer às lideranças de países europeus de destaque que a opinião pública apoia esse avanço não-diplomático e não-violento e que a opinião dos cidadãos é que deveria influenciar as decisões estratégicas, e não as preferências do governo americano.

Nossa campanha está explodindo em todo o mundo — mais de 830.000 membros se juntaram ao apelo nos primeiros dias! Ela foi mencionada na primeira página de grandes veículos de notícia, citada no Conselho de Segurança da ONU e tuitada pelo próprio presidente da Palestina! Agora vamos fazer com que ela ressoe nos ouvidos das lideranças de países europeus de destaque, cujo apoio é crucial. Clique no link abaixo para assistir ao vídeo, assine a petição e, em seguida, encaminhe este e-mail a todos os seus contatos – nossa meta é conseguir 1 milhão de assinaturashttp://www.avaaz.org/po/middle_east_peace_now/?vl.

Há muita falta de informação sobre o conflito entre Israel e Palestina e muita gente não se sente segura para se engajar. Mas este pequeno vídeo explica claramente os detalhes e pode nos munir de informações para uma mobilização. Por sermos uma sólida rede global reforçada por quase 10 milhões de membros em todos os países do mundo, temos a oportunidade de provocar uma votação capaz de reverter décadas de violência.

Com esperança, Alice, Pascal, Emma, Ricken, David, Rewan e a equipe da Avaaz.

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Reconhecimento da Palestina hoje

Dentro de quatro dias, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá e o mundo terá oportunidade de aceitar uma nova proposta capaz de reverter décadas de fracasso nas negociações para a paz entre Israel e Palestina: o reconhecimento da Palestina como Estado pela ONU.

Mais de 120 países do Oriente Médio, África, Ásia e América Latina já endossaram essa iniciativa, mas o governo de direita de Israel e os Estados Unidos opõem-se veementemente a ela. Portugal e outros importantes países europeus ainda estão indecisos, mas uma gigantesca pressão pública agora poderá convencê-los a votar a favor dessa importante oportunidade de dar fim a 40 anos de ocupação militar.

As iniciativas de paz lideradas pelos EUA têm fracassado há décadas, enquanto Israel tem confinado o povo palestino a pequenas áreas, confiscando suas terras e impedindo sua independência. Esta nova e corajosa iniciativa poderá ser a melhor oportunidade de impulsionar a solução do conflito, mas a Europa precisa assumir a liderança. Vamos construir um apelo global em massa para que Portugal e outros importantes países europeus endossem imediatamente a proposta de soberania e vamos deixar claro que cidadãos de todos os cantos do mundo apoiam essa proposta legítima, não-violenta e diplomática. Assine a petição e envie esta mensagem a todos os seus contatos: http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_9/?vl.

Embora as raízes do conflito entre Israel e Palestina sejam complexas, a maioria das pessoas em todos os lados concordam que o melhor caminho rumo à paz imediata é a criação de dois Estados. Porém, vários processos de paz têm sido arruinados pela violência em ambos os lados, pela ampla construção de assentamentos na Cisjordânia e pelo bloqueio humanitário na Faixa de Gaza. A ocupação israelense diminuiu e fragmentou o território onde se poderia construir um Estado palestino e transformou a vida cotidiana do povo palestino em um suplício atroz. A ONU, o Banco Mundial e o FMI recentemente anunciaram que os palestinos estão prontos para administrar um Estado independente, mas eles dizem que a principal restrição ao sucesso dessa empreitada é a ocupação israelense do território palestino. Até mesmo o presidente norte-americano pediu o fim da expansão dos assentamentos e o retorno às fronteiras de 1967 com trocas de territórios em comum acordo, mas o primeiro-ministro israelense Netanyahu, furioso, recusou-se a cooperar.

Chegou a hora de uma drástica mudança, deixando de lado um processo de paz inútil e partindo para um novo caminho de progresso. Enquanto os governos de Israel e Estados Unidos classificam a iniciativa palestina de “unilateral” e perigosa, a verdade é que a esmagadora maioria das nações do mundo apoiam essa proposta diplomática não-violenta. O reconhecimento mundial da Palestina como Estado poderá derrubar os extremistas e fomentar um crescente e não-violento movimento palestino-israelense em consonância com a arrancada da democracia em toda a região. E o mais importante é que ele retomará um caminho rumo a um programa de assentamento negociado, permitirá aos palestinos acesso a diversas instituições internacionais que podem ajudar a promover a liberdade da Palestina e enviará um sinal transparente ao governo de Israel, que é favorável aos assentamentos, de que o mundo não mais aceita a impunidade e intransigência dos israelenses.

Israel já passou tempo demais enfraquecendo a esperança de criação de um Estado palestino. Os Estados Unidos já passaram tempo demais satisfazendo as exigências de Israel, com o apoio da Europa. Neste momento, Portugal, França, Espanha, Alemanha, Reino Unido e o Alto Representante da UE estão indecisos quanto à soberania palestina. Vamos fazer um apelo para que eles assumam o lado certo da história e apoiem uma declaração palestina de liberdade eindependência, prestando ampla assistência e ajuda financeira. Assine a petição urgente agora mesmo para pedir que a Europa apoie a proposta e endosse essa iniciativa de paz duradoura entre Israel e Palestina: http://www.avaaz.org/po/independence_for_palestine_9/?vl.

A soberania palestina não significará de uma hora para a outra o fim desse espinhoso conflito, mas o reconhecimento pela ONU mudará a dinâmica e começará a abrir a porta rumo à liberdade e paz. Em toda a Palestina, as pessoas estão se preparando com esperança e expectativa para recuperar uma liberdade que sua geração nunca viveu. Vamos dar nosso apoio e pressionar as lideranças europeias a fazer o mesmo, assim como elas apoiaram os povos do Egito, Síria e Líbia.

Com esperança, Alice, Ricken, Stephanie, Morgan, Pascal, Rewan e toda a equipe da Avaaz.

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