Judeus contra Bolsonaro #EleNão

Nós, brasileiros abaixo-assinados, judeus e judias identificados com várias candidaturas à Presidência do Brasil, vimos a público para deixar claro nosso repúdio ao candidato Jair Bolsonaro, representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira.

Ele enaltece o período da ditadura militar (1964-1984), um dos mais nefastos da história do país, e tudo de trágico que ela representou, especialmente a tortura contra seus oponentes. Entre eles, muitos judeus e judias.

Não nos deixamos seduzir pelo apelo à “segurança” feito pela campanha do candidato, que encontra terreno fértil diante de nossa sociedade civil fragilizada. Essa “segurança” mascara a violência indiscriminada, a defesa de privilégios e a exclusão de amplos setores da sociedade.

Não nos deixamos seduzir, também, pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com “sua” noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é.

Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito.

Conclamamos os democratas de todo o espectro político nacional a cerrarem fileiras em defesa dos direitos de todos os segmentos que compõem nossa sociedade.

Somos contra o fascismo! Todos por todas e todas por todos! Vote pela democracia, Vote pela tolerância, #EleNão!

Change

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Enquanto os evangélicos neopentecostais glorificam o candidato neofascista, judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Petição no site Change.org foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel, tem texto em apela para que os judeus não se deixem ‘seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro’; um grupo chamado Judeus contra Bolsonaro Judeus Contra Bolsonaro, criado no Facebook, já reuniu cinco mil membros em apenas cinco dias.

Às vésperas de uma data importantíssima para o povo judeu, o Yom Kippur, ou Dia do Perdão, um abaixo-assinado criado no site Change.org reúne, em pouco menos de dez horas, quase mil assinaturas de judeus contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, descrito no texto da petição como “representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira”.

A mobilização online foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel e membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). O abaixo-assinado apela para que os judeus não se deixem “seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro”.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com ‘sua’ noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é. Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito,
diz outro trecho.

Outra mobilização do povo judeu contra o candidato foi criada no Facebook, em um grupo chamado “Judeus Contra Bolsonaro”, que já reuniu cerca de cinco mil membros em apenas cinco dias.

Em abril do ano passado, Bolsonaro participou de um evento na Hebraica do Rio de Janeiro, onde fez um discurso de ódio, ofendendo negros e quilombolas, e por causa dele se tornou alvo de um processo de racismo que até há pouco corria no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou a abertura de investigação sobre o caso. A maioria da comunidade judaica no Brasil, no entanto, é contra a candidatura do deputado.

Brasil 247

Ele não, ele nunca

Ele não

Como é possível que se digam seguidores de Jesus Cristo e de Bolsonaro ao mesmo tempo? Como é possível que em nome dos valores cristãos votem em um candidato que trata Carlos Alberto Brilhante Ustra como herói?

Será que é possível ver em um torturador como Ustra os valores de Jesus? Será que são mandamentos de Jesus Cristro enfiar insetos no ânus e na vagina de mulheres Será preceito de Jesus Cristo torturar gestantes e crianças? O “pau-de-arara” e o choque elétrico são instrumentos de Jesus? Será o espancamento e o afogamento os métodos de salvação de Jesus? O estupro de homens e mulheres nos porões do DOI-CODI são sinais da salvação? #EleNão!

Ele não

Aproveitado a postagem…

Desrespeitam nossas famílias e ainda querem governar esse país… desajustado aqui só seu discurso preconceituoso que não representa a diversidade de lares do Brasil! Assista ao vídeo em que o descontrolado do vice de Bolsonaro disse num encontro com a corja dele.

 

Lições de como enfrentar Bolsonaro e a extrema-direita sem fortalecê-los

Extrema-direita brasileira

No último debate presidencial, o jornalista Reinaldo Azevedo fez uma pergunta bastante simples sobre dívida interna para Bolsonaro, mas que o fez perder o chão. Durante o minuto de resposta, o candidato ficou tenso como se estivesse acabado de ficar nu diante de todo o país. O mito da força e da ordem derreteu ao vivo e se transformou em um garotinho assustado, com olhar vazio. Ficou perdido como o meme do John Travolta. Foi possível enxergar em seu semblante “sofrimento interior”, ‘desequilíbrio emocional” e “angústia”— os mesmos sentimentos que o acometeram quando o deputado do PSB carioca Carlos Minc o chamou de machista, homofóbico e racista, como consta no processo que abriu contra o ex-ministro.

Entre um silêncio interminável e outro, falou qualquer coisa que lhe veio à cabeça, sem nenhuma conexão com a pergunta, e apresentou soluções constrangedoramente infantis como: “fazer com que empregados e patrões sejam amigos, e não inimigos”. Escolhido para comentar a resposta, Ciro Gomes teve a chance de escancarar ainda mais o despreparo de um candidato minúsculo, mas preferiu ser cortês, talvez para não parecer arrogante aos olhos do eleitor. Se uma pergunta trivial sobre economia causou todo esse estrago no emocional de Bolsonaro, não é difícil imaginar como seria o seu comportamento na hora de tomar grandes decisões, administrar conflitos e atender demandas complexas de uma sociedade que passa por crises de toda ordem.

O avanço recente da extrema-direita no mundo tem suscitado discussões sobre como os líderes políticos que emergem desse espectro devem ser abordados. Nos EUA, Europa e agora no Brasil, jornalistas tentam descobrir a melhor maneira de entrevistá-los sem oferecer palanque para suas propostas antidemocráticas. A experiência americana com Trump indica que confrontar os absurdos racistas e homofóbicos, por exemplo, não funciona e só ajuda a alimentar a fúria dos seus seguidores. Primeiro porque o confronto em si é uma das principais estratégias da extrema-direita, que busca a briga com a imprensa a todo custo para poder posar de vítima perseguida pelo establishment. Segundo porque todo extremista é, via de regra, intelectualmente limitado e se perde ao ser convocado a falar sobre temas que estão fora da sua caixinha moralista.

Há uma tendência da imprensa mundial em querer apontar os absurdos dos extremistas, mas são exatamente esses mesmos absurdos que têm aumentado os seus capitais políticos. Grandes temas fundamentais acabam ficando em segundo plano, o que não acontece com políticos não extremistas.

Uma pergunta banal de Reinaldo Azevedo revelou a fragilidade do Bolsonaro, coisa que a bancada inteira do Roda Viva não conseguiu em horas de entrevista. Os entrevistadores do programa da TV Cultura se focaram nos mais famosos episódios de agressividade e preconceito do candidato, o que o fez nadar de braçada. É justamente por causa desses episódios que o candidato está onde está. Reforçá-los não ajuda em nada.

No ano passado, o partido alemão de extrema-direita AfD conquistou seus primeiros assentos no parlamento explorando um sentimento anti-refugiados de parte da sociedade alemã. Há duas semanas, Alexander Gauland, dirigente do partido, participou de uma entrevista atípica na televisão. O jornalista Thomas Walde da ZDF conduziu o programa sem em nenhum momento tocar no tema dos refugiados, a principal bandeira do partido. Durante 19 minutos, o extremista se viu obrigado a tratar de assuntos que estão fora da sua zona de conforto, como previdência, mudanças climáticas e digitalização — temas muito mais relevantes para a Alemanha do que a questão dos refugiados. O desempenho de Gauland foi péssimo.

A jornalista americana Emily Schultheis, que atualmente mora em Berlim, escreveu um artigo para o The Atlantic citando essa entrevista e analisando as dificuldades que a mídia internacional tem encontrado ao lidar com extremistas de direita: “A mídia alemã (e europeia) tem sido criticada por dar um enfoque sensacionalista nas questões de refugiados e migração. O constante foco da mídia nessas questões ajuda a mantê-las na mente das pessoas, mesmo depois que o fluxo de refugiados tenha diminuído de forma significativa”.

Quando perguntado sobre a fala de um correligionário que propôs uma “mudança no sistema previdenciário”, Gauland se limitou a dizer que o “partido ainda está discutindo” e que não há “nenhum conceito determinado”. O jornalista insistiu no tema e perguntou se o partido não tinha, de fato, uma proposta para as aposentadorias. O líder extremista respondeu que “agora, não”, mas que apresentaria uma após a próxima reunião do partido.

Em outra pergunta, Walde se referiu à retórica nacionalista que prega a proteção do povo alemão (e que geralmente explora a perda de empregos para imigrantes) e perguntou sobre como os locatários locais serão protegidos das grandes empresas internacionais de locação como o Airbnb, que fizeram os aluguéis em Berlim dispararem. Mais uma resposta melancólica: “Não posso lhe dar uma resposta no momento. Isso não foi votado no programa do partido”.

Sobre a digitalização — tema importante na Alemanha, já que o país tem uma infraestrutura digital bastante precária em relação a outros países europeus —, a resposta seguiu o padrão vergonhoso das anteriores.  “Eu não posso explicar isso. Você precisa perguntar a um deputado”, acrescentando que ele próprio não tem “nenhuma familiaridade com a internet”.

Depois da entrevista, Gauland sentiu o golpe e resmungou publicamente. Disse que o jornalista foi “excessivamente tendencioso” e “absolutamente anti-jornalístico”. As perguntas simples e técnicas irritaram também o exército de militantes virtuais de extrema-direita, que atacaram o jornalista alemão em suas redes sociais — exatamente o que o fã-clube de Bolsonaro fez com Reinaldo Azevedo.

No mês passado, Luciano Caramori, um redator publicitário com experiência em campanhas eleitorais, escreveu uma série de tweetspropondo um modo de como abordar Bolsonaro. Trata-se basicamente da mesma estratégia utilizada por Azevedo e por Walde.

Por mais absurdo que seja, os comportamentos RACISTA, HOMOFÓBICO, VIOLENTO do candidato não me parecem os melhores argumentos contra ele. Infelizmente, existe uma tendência mundial em relevar essas atitudes. O que interessa é SEGURANÇA, EMPREGO, SAÚDE. O argumento que ele não fez NADA pela segurança do Rio de Janeiro em 30 anos de mandato vai ser mais eficaz do que comentar que ele espancaria o próprio filho se fosse gay

Essa deve ser a postura dos jornalistas ao abordar não só Bolsonaro, mas todos os candidatos de extrema-direita que têm pipocado por aí. Questões básicas e técnicas sobre segurança, economia e saúde, que demandam respostas complexas, são as principais armas contra o extremismo. Políticos que exaltam a ditadura militar e propõem que fazendeiros se armem com fuzis e tanques de guerra, por exemplo, devem ser confrontados com perguntas técnicas sobre segurança pública, sem ter espaço para o proselitismo ideológico de sempre. É só oferecer a corda que o extremista se enforca sozinho.

Depois de ter sido nocauteado por uma pergunta simples e, temendo que o fato se repita nos debates, Bolsonaro anunciou que é melhor já ir se acostumando com sua possível ausência nos próximos. O presidente do PSL justificou dizendo que seu candidato é diferente, que não apresenta soluções fáceis, “mas novos direcionamentos para um Brasil, que está sofrendo com a esquerdopatia que está aí há mais de duas décadas”. Apelou até para a convocação do comunismo imaginário para justificar a fuga do seu Dom Quixote.

O fato de Bolsonaro não ter a mínima noção dos problemas básicos que poderá vir a enfrentar como presidente deve ser cada vez mais exposto. Ele está há quase 30 anos na vida pública parlamentar sem ter feito nada de relevante — nem em favor de suas odiosas bandeiras, diga-se — e até hoje não adquiriu a mínima noção de economia. O povo quer emprego, segurança e comida na mesa, e para isso é preciso que fique claro que o polemismo por si só não resolverá essas questões.

Que Bolsonaro continue pregando para convertidos apenas em suas bolhas nas redes sociais. Quando sair delas, deve ser confrontado com questões técnicas e práticas do mundo real. Não dá pra ser presidente de um país em profunda crise econômica cumprindo exclusivamente o papel de guardinha da moral e dos bons costumes, enquanto na economia cumpre o de fantoche. Não se governa um país do posto Ipiranga.

The Intercept

Os campeões de seguidores falsos no Twitter

Estudo revela quem são os presidenciáveis com mais seguidores falsos no Twitter. Alvaro Dias (Podemos) lidera lista com impressionantes 64%.

Estudo realizado pelo Instituto InternetLab aponta que dentre os seguidores do candidato Alvaro Dias (Podemos) no Twitter, em torno de 64% são perfis falsos, também conhecidos como bots ou robôs. Atrás de Dias, os candidatos com o maior índice de perfis falsos entre os seguidores são Geraldo Alckmin (PSDB), com 46%, Marina Silva (Rede), com 36%. Pelo menos um em cada três (34%) perfis que formam a audiência de Jair Bolsonaro (PSL) também é um robô.

Na outra ponta, o candidato Guilherme Boulos (Psol) é o que têm o menor percentual (14%) de seguidores falsos, seguido por João Amoêdo(Novo). Manuela D’Avila (PCdoB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm 22% de robôs entre os perfis. Henrique Meirelles (MDB), Flávio Rocha (PRB) e Ciro Gomes (PDT) têm entre 24% e 32% de seguidores não autênticos.

A coleta de dados no Twitter foi realizada entre os dia 4 e 28 de junho de 2018, e os perfis falsos identificados por meio da ferramenta Botometer, combinada a outros algoritmos.

Esses perfis falsos, ou bots, têm a função de alavancar a audiência das páginas artificialmente e, em contextos de disputas eleitorais, “podem ser empregados dessa forma para distorcer a dimensão de movimentos políticos, manipular e radicalizar debates, e criar falsas percepções sobre disputas e consensos nas redes sociais“, aponta o relatório do InternetLab.

Apesar de causarem deformações importantes no debate político virtual, não é possível afirmar que os pré-candidatos adquiriram os seguidores ilicitamente, segundo o Instituto, que também lembra que o Brasil hospeda o 8º maior número de bots do mundo. O fenômeno também não é novo, e foi percebido por aqui pelo menos desde 2011.

Pragmatismo Político

Para Bolsonaro, trabalhador rural não pode folgar aos sábados, domingos e feriados

Para Bolsonaro, trabalhador rural não pode folgar aos sábados, domingos e feriados

Veja aqui como Bolsonaro votou nas medidas que têm impacto socioambiental.

O candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), entende que o trabalhador rural precisa de uma lei trabalhista diferente das que regem os trabalhadores urbanos. “O homem do campo não pode parar no Carnaval, sábado, domingo e feriado. E fica oneroso demais o homem do campo observar essas folgas nessas datas, como existe na área urbana”, defendeu o candidato durante entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura.

De acordo com o Ruralômetro, ferramenta desenvolvida pela Repórter Brasil para medir o comportamento dos deputados federais eleitos em 2014, Bolsonaro tem febre ruralista 38,7°C e atuação legislativa desfavorável ao meio ambiente, comunidades tradicionais e trabalhadores rurais.

 

Jornalista acredita que, se necessário, Rede Globo se aliará a Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018

Globo e Bolsonaro estarão unidos em outubro

Não se iludam: se for preciso, Globo e Bolsonaro estarão unidos em outubro

Crítico contumaz do sistema de comunicação no Brasil, em especial da principal emissora do país, um dos vários meios em que trabalhou, o jornalista Paulo Henrique Amorim diz que não fosse a TV Globo “o (Sérgio) Moro não existiria, não haveria golpe“.

Em conversa promovida pelo ex-ministro Carlos Gabas, na noite de terça-feira (3), em Araçatuba (SP), ele afirma acreditar em união no campo progressista para derrotar os atuais detentores do poder. Mas identifica possibilidade de uma aliança no campo oposto, em torno do conservadorismo mais exacerbado.

Os trabalhistas, de preferência unidos, não podem manter essa gente que está no poder, a turma da barbárie, e ainda por cima pelo voto popular“, afirmou Amorim, em alusão ao tema do ciclo de debates organizado por Gabas (“Humanidade ou barbárie“). “E não se iludam: se for preciso, a Globo e o Bolsonaro estarão unidos em outubro“, acrescentou.

Criador do blog Conversa Afiada, o jornalista afirmou que o Brasil é a única “democracia”, enfatizando as aspas, “em que uma única emissora privada de televisão tem o monopólio para transmitir os jogos da seleção do esporte predileto do povo“. Como corrigir isso?

Ele cita o ex-ministro e também jornalista Franklin Martins, que apresentou a solução “revolucionária“: cumprir a Constituição de 1988, que proíbe o monopólio. “Em Hollywood, 50% dos empregos são para produção independente para televisão, porque as emissoras americanas são obrigadas a comprar conteúdo de terceiros. E aqui a Globo exibe praticamente 90% de conteúdo que ela gerou”.

Um monopólio que se estende à seleção brasileira e à Copa, diz Amorim. “Não há um elenco sem estrela, e o maior produto da Globo não é a novela, é o esporte“, afirma, acrescentando que novelas e jornalismo são hoje “atividade deficitária” da emissora.

A rigor, hoje, a Globo só ganha dinheiro com os eventos esportivos, e por isso ela faz esse carnaval intolerável da Copa, ela está vendendo o produto dela, não está dando notícia. Está vendendo o Itaú, a Vivo. É por isso que o Galvão grita.” Segundo o jornalista, a Globo já deixou de ser o principal destino da publicidade no país, perdendo para Facebook e Google.

Ele procurou refletir sobre a dificuldade enfrentada pelos candidatos “trabalhistas, que lutam contra a barbárie“, no debate político. E atribui os problemas, em grande medida, à comunicação, ou sua ausência.

Catequese

Os beneficiários do Bolsa Família, Fies, Luz para Todos, da política previdenciária do Gabas, do ProUni, devem achar que isso tudo já estava aí, já estava pronto, como o Pão de Açúcar, o rio Tietê, ninguém precisou lutar por isso. E por que isso? Por que essa alienação, esse distanciamento entre o benefício e o beneficiado, entre o autor do benefício e o reconhecimento do trabalho que ele fez? Porque quem faz a cabeça do brasileiro é a Globo. Os governos trabalhistas não construíram plataformas de comunicação que pudessem dizer quem fez o quê, para quem e por quê. Não foram pedagógicos, não fizeram catequese”.

Ele também critica a postura dos governos Lula e Dilma em relação ao tema, ao mesmo tempo em que aponta semelhanças entre os golpes de 1964 e 2016. “Jango e Dilma não tinham instrumentos de acesso à opinião pública para enfrentar o PIG (partido da imprensa golpista, termo cunhado por Amorim), 1964 era o PIG do Chateaubriand e do Carlos Lacerda. Em 2016, a Globo. Uma diferença em relação a 64: Lula e Dilma foram os governos que mais dinheiro deram à Globo. Deram carne ao leão”.

Eleito em 2002“, prossegue o jornalista, “a primeira coisa que Lula fez foi ancorar o Jornal Nacional ao lado de Fátima Bernardes, que naquela época ainda não vendia presunto. A primeira coisa que Dilma fez (em 2010) foi fazer uma omelete com Ana Maria Braga. Que deu errado, aliás”.

Ele fez referência a um projeto sobre meios de comunicação redigido por Franklin Martins, que “continua secreto até hoje“. “Não se sabe o que Lula queria fazer. Paulo Bernardo (ex-ministro), se não jogou no lixo, jogou na gaveta.” E lembrou que a lei que regula a televisão no Brasil (4.117) é de 1962. “Chateaubriand tinha um deputado chamado João Calmon, que fez uma lei de radiodifusão. E o grande presidente João Goulart, com ajuda do grande brasileiro Waldir Pires, redigiu 40 vetos à lei. O Congresso derrubou os 40 vetos do Jango. Os 40, não sobrou nenhum. E para comemorar esse feito histórico, as empresas de rádio e televisão criaram o maior lobby do Brasil, que é a Abert (associação do setor), controlada pela Rede Globo”.

Golpes de ontem e hoje

Ainda sobre 1964 e 2016, Amorim cita uma “raiz comum” entre os momentos históricos. “Em 1964, os Estados Unidos financiaram os golpistas e trouxeram a Quarta Frota até o litoral do Espírito Santo para rachar o Brasil ao meio, como faziam naquele momento na Coreia. Essa Quarta Frota, depois do golpe no Brasil, foi desativada. E quando foi reativada? Quando o Brasil descobriu o pré-sal, para vir aqui no Atlântico Sul ficar de olho no pré-sal brasileiro.” Em 2016, prossegue, “trocaram de golpistas“, citando “os Moros, os Dallagnols, os Janots“, com o mesmo objetivo: “Meter a mão no petróleo, no pré-sal“.

O jornalista e blogueiro cita ainda episódio em que Sérgio Moro vazou grampos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então presidenta Dilma Rousseff. “O juiz Moro entregou à Globo, em duas horas, o grampo de uma conversa ilegal captada de Dilma Rousseff com Lula. Só a CIA poderia fazer isso em duas horas. Nos Estados Unidos, um juiz que captasse uma conversa ilegal do Trump com Obama e vazasse para uma emissora de televisão pegaria cadeira elétrica. Isso é crime contra a segurança nacional. E foi apenas admoestado pelo Supremo Tribunal Federal. E, por isso, Lula não foi ministro da Dilma e não pôde ajudar a evitar o golpe”.

Amorim cita ainda a Lei de Meios na Argentina. “Os Kirchner tiraram o monopólio do Clarín e entregaram o sinal da seleção argentina de futebol para a TV estatal. O Macri chegou ao poder, tentou desmontar tudo o que os Kirchner fizeram, mas manteve isso, porque o povo não gostava de ver a seleção só pelo Clarín. Aqui somos obrigados a escutar as asnices do Galvão e do Ronaldo Fenômeno“, ironizou.

Mesmo com a opinião de que “a barbárie pode piorar“, o jornalista acredita que “a canoa pode virar“, mas afirma que o repúdio ao projeto representado pelo atual governo “precisa se manifestar em voto“. Identifica mudanças no ambiente político. “O ministro Ricardo Lewandowski acabou de adotar uma decisão no Supremo Tribunal Federal que é preciso a aprovação do Congresso Nacional para fazer uma privatização. E, além disso, tem de haver uma licitação. Isso dá ao futuro presidente do Brasil o direito de rever, segundo a lei, todas as doações que foram feitas no governo golpista, sobretudo na área da Petrobras e do pré-sal. Faltava um instrumento jurídico-legal para rever as decisões do Pedro Parente, e o Lewandowski deu”.

Ele cita outros possíveis sinais, como a paralisação da reforma da Previdência. “E inventaram uma operação tabajara no Rio de Janeiro para encobrir a derrota. Outro sinal do ministro Toffoli, de botar a tornozeleira do (José) Dirceu na perninha do Moro. Acredito que será possível uma união das forças progressistas para derrotar o Bolsonaro. Com Lula ou sem Lula, haverá uma reunião de interesses políticos inevitável entre aqueles que vão dizer ‘meu Deus do céu, Bolsonaro já é demais’. Não adianta botar um novo Pinochet na Presidência da República, com um projeto neoliberal. As pessoas despertarão para isso. Serão 45 dias de campanha no horário eleitoral gratuito, e aí será possível fazer um trabalho didático que não foi possível fazer até agora”.

Para Gabas, que nas edições anteriores levou a ex-presidenta Dilma e o ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli, a sociedade começou a reagir. “Acho que temos chance de garantir Lula disputando a eleição. Se a gente ficar falando que eleição sem Lula é fraude, para dar consequência nós teríamos de sair da eleição. É fundamental que nosso projeto de país esteja representado nas urnas“, afirmou.

Pragmatismo Político

Maioria dos católicos e grande parte dos evangélicos pensa que “bandido bom é bandido morto”, diz pesquisa

Smoking gun lying on the floor, revolver

A crise de segurança pública que o brasileiro comum enfrenta há anos vem transformando a forma de enxergar a maneira como a Polícia age no combate ao crime, e atualmente, metade da população entende que é necessária uma ação mais enérgica, apoiando uma ação letal no confronto com criminosos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo Ibope sobre segurança pública, uma das grandes bandeiras de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e alvo de uma ação emergencial do presidente Michel Temer (MDB), que decretou uma intervenção na secretaria responsável pela área no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro com 2.002 pessoas entrevistadas em todo o país, abordando temas espinhosos, como a morte de bandidos no confronto com as polícias. Os que “concordam” ou “concordam totalmente” com a frase “bandido bom é bandido morto” somam 50%.

Quando a pesquisa é analisada pelo parâmetro religioso, os dados mostraram que 52% dos católicos concordam com a frase, enquanto o número de evangélicos que pensam assim são 44%. Se o parâmetro for o sexo, 53% dos homens aprovam a tese, enquanto entre as mulheres a aprovação é de 45%.

Os entrevistados que se opõem totalmente a esse pensamento são 37% da população. No entanto, é possível que a pesquisa não tenha tido a abrangência necessária para um retrato um pouco mais fiel da percepção popular sobre o assunto. Uma enquete realizada pelo portal Correio 24 Horas mostra que 84% dos leitores que participaram do levantamento aprovam essa diretriz, contra apenas 13% dos que reprovam.

A informação sobre a pesquisa do Ibope foi revelada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, colunista d’O Globo, e repercutida pelos demais veículos de imprensa.

Insegurança e desarmamento

Atualmente, a insatisfação da sociedade com a segurança pública vem fazendo a população debater de forma intensa e espontânea os benefícios e malefícios do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época do primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No período em que o Estatuto do Desarmamento está em vigor, a renda média do brasileiro subiu 33,1%, o número de crianças matriculadas nas escolas chegou a 97,7%, e o orçamento do Ministério da Educação quadruplicou, saindo de R$ 33 bilhões em 2003 para R$ 136 bilhões em 2017. A tese dos defensores do desarmamento era que, com menos armas na rua, maior renda e maior investimento em educação, a violência cairia.

Mas o que aconteceu foi o contrário, de acordo com dados reunidos pelos especialistas em segurança pública Bene Barbosa e Flávio Quintela, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, o que evidencia que há a sensação, por parte dos criminosos, de que sempre sairão impunes de assaltos, sequestros e outros crimes.

Em 2003, cerca de 48 mil pessoas eram assassinadas anualmente no Brasil, e hoje quase 15 anos depois da entrada em vigor da lei que dificulta a posse de arma, o número cresceu 20,7%, somando mais de 61,6 mil assassinatos por ano. Em termos de comparação, esse número é similar às vítimas da bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas redes sociais, ativistas contra o desarmamento vêm tornando públicos dados a respeito da discussão que são, geralmente, omitidos pela grande mídia. Um deles é Mateus Bandeira, que produziu um vídeo sobre o assunto, detalhando as informações e recapitulando fatos históricos ligados ao desarmamento da população, como durante os regimes de Josef Stalin, na União Soviética, e de Adolf Hitler, na Alemanha, que produziram dezenas de milhões de mortos.

Por outro lado, há dados de países que não possuem leis de desarmamento, como Canadá, Suíça e o Uruguai – vizinho do Brasil -, onde o índice de armas legais por habitantes é altíssimo, e os problemas de segurança pública são infinitamente menores.

Na Venezuela, que implantou um projeto de desarmamento civil similar ao brasileiro durante os governos de Hugo Chavez e Nicolás Maduro, o número de mortes é maior do que o registrado por aqui, com Caracas sendo considerada a capital de um país mais violenta do mundo.

Portal Gospel+

Deputado Jair Bolsonaro fala que é contra a #PEC241 e vota a favor. Entenda isso

Deputado Jair Bolsonaro opressor

Bolsonaro fala uma coisa e faz outra. Quando você achar que o tal de Jair Messias Bolsonaro é inocente e honesto, lembre-se que ele votou a favor da #PEC241 proposta pelo presidento Michel Temer em que congela gastos com #educação #saúde e #segurançapública por 20 anos. O triste é saber que há otários achando que ele vai mudar o #Brasil#SQN.

O Deputado Federal Jair Bolsonaro uso nas redes sociais com um vídeo onde se manifestava contra a #PEC241. Na sua fala o deputado militar Jair Bolsonaro diz:

“Se nós diminuíssemos apenas 3% a taxa Selic ao longo de um ano a economia representaria muito mais do que o governo quer deixar de pagar… a grande injustiça que o governo faz no momento é exatamente (contra) a Classe A categoria que sempre esteve ao lado do Brasil e esteve ao lado de Michel Temer visando obviamente a legalidade é a mais prejudicada… ao nos colocar todos numa situação de congelamento salarial por 20 anos…

Nós não temos como ter outra profissão, trabalhamos no mínimo 60 horas por semana… mas o que nos entristece é ver o governo Temer apunhalando os militares congelando por 20 anos a sua questão salarial… uma medida que levará a proletrarização das Forças Armadas… e o governo ainda tem a desfaçatez de me convidar para um jantar… com essa forma de governar eu não posso concordar… assim sendo declaro agora o meu voto é contrário a essa PEC… se o governo não tem independência não pode ter prepotência…”

Depois de publicado o vídeo de Jair Bolsonaro muitos militares, que antes defendiam a PEC por acreditar que é correto que o governo não gaste mais do que arrecade, mudaram o discurso, passando a dizer que a norma iria acabar com as Forças Armadas etc. Contudo, no dia seguinte Bolsonaro surpreendeu muita gente e votou a favor da #PEC241 que segundo ele mesmo antes disse, levaria a proletrarização das Forças Armadas.

Logo, no dia 10 de outubro, ainda pela manhã o deputado Eduardo Bolsonaro avisou pelas redes sociais que ele e o pai haviam mudado de posição e que votariam a favor do governo.

Pouco depois Jair Bolsonaro explicou em vídeo que mudou de posição porque foi convencido pelo governo Temer em conversa junto com militares do alto escalão das Forças Armadas. O governo teria explicado que os integrantes das Forças Armadas não seriam esquecidos pelo governo e que será feita em breve uma “reformulação de toda a sua carreira”.

Fonte

Bolsonaro: a gota d’água #forabolsonaro

Jair Bolsonaro, (PP-RJ), Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2014, Newsletter, Feed

O deputado Jair Bolsonaro voltou a ofender a também deputada Maria do Rosário no plenário da Câmara. Ele disse: “só não te estupro porque você não merece”! Mas se agirmos rápido, podemos garantir que a impunidade não acoberte ele e outros parlamentares que propagam este tipo de discurso de ódio que tanto envenena a nossa democracia.

As palavras de Bolsonaro não atingem apenas vítimas de estupro e as famílias dessas vítimas — elas promovem a cultura do estupro que violenta todas as mulheres. Não é a primeira vez que Bolsonaro gera tanta polêmica com suas frases misóginas, homofóbicas e racistas, mas essa pode ser a gota d’água. Deputados já pediram ao Conselho de Ética a cassação de Bolsonaro, mas precisam de apoio popular para isso se concretizar!

Vamos apoiar urgentemente a petição de Cristian, um membro da Avaaz que iniciou o movimento para impedir que Bolsonaro saia impune e que está bombando nas redes — já são mais de 160 mil assinaturas em apenas alguns dias!Clique abaixo para se juntar e contar a todos — se chegarmos a 500 mil assinaturas, faremos uma entrega da petição na frente do Congresso Nacional e diante de toda a imprensa: http://www.avaaz.org/po/petition/Conselho_de_Etica_da_Camara_dos_Deputados_Cassacao_do_Deputado_Jair_Bolsonaro_PPRJ/?bYLqhbb&v=50000.

Se o Conselho de Ética não cassar o mandato do deputado por quebra de decoro parlamentar, o recado que ficará para o Brasil será: “se a mulher merecer, podem estuprar.” Não podemos ser permissivos com esse comportamento. Imunidade parlamentar é pra proteger parlamentar corajoso e não acobertar apologia a crime.

Bolsonaro foi longe demais — ele tem sido o bastião do conservadorismo e da extrema-direita do país, e a voz de um tempo sombrio que o Brasil não quer mais viver. Ele tem lutado contra a comunidade LGBT, já declarou publicamente que espancaria o próprio filho se ele fosse gay, já fez acusações racistas que poderiam tê-lo levado à prisão se não fosse a imunidade parlamentar e, sem titubear, propaga um discurso delirante de que os militares deveriam tomar o Brasil novamente, ignorando as mortes, tortura e estupros que a ditadura promoveu durante anos. Mas agora que a oposição não está mais em silêncio é hora de agir contra essa impunidade — assine já e espalhe para todo mundohttp://www.avaaz.org/po/petition/Conselho_de_Etica_da_Camara_dos_Deputados_Cassacao_do_Deputado_Jair_Bolsonaro_PPRJ/?bYLqhbb&v=50000.

Durante anos, a comunidade da Avaaz tem lutado pelos direitos das mulheres e de minorias — para construir um país progressista e que respeite o indivíduo e os direitos humanos, precisamos agir sem medo contra tipos como o Bolsonaro. Juntos conseguiremos.

Com esperança e determinação, Michael, Diego, Carol, Rosa, Débora, Oli e toda a equipe da Avaaz.

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