Maioria dos católicos e grande parte dos evangélicos pensa que “bandido bom é bandido morto”, diz pesquisa

Smoking gun lying on the floor, revolver

A crise de segurança pública que o brasileiro comum enfrenta há anos vem transformando a forma de enxergar a maneira como a Polícia age no combate ao crime, e atualmente, metade da população entende que é necessária uma ação mais enérgica, apoiando uma ação letal no confronto com criminosos.

Essa é a conclusão de uma pesquisa recente realizada pelo Ibope sobre segurança pública, uma das grandes bandeiras de campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e alvo de uma ação emergencial do presidente Michel Temer (MDB), que decretou uma intervenção na secretaria responsável pela área no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro com 2.002 pessoas entrevistadas em todo o país, abordando temas espinhosos, como a morte de bandidos no confronto com as polícias. Os que “concordam” ou “concordam totalmente” com a frase “bandido bom é bandido morto” somam 50%.

Quando a pesquisa é analisada pelo parâmetro religioso, os dados mostraram que 52% dos católicos concordam com a frase, enquanto o número de evangélicos que pensam assim são 44%. Se o parâmetro for o sexo, 53% dos homens aprovam a tese, enquanto entre as mulheres a aprovação é de 45%.

Os entrevistados que se opõem totalmente a esse pensamento são 37% da população. No entanto, é possível que a pesquisa não tenha tido a abrangência necessária para um retrato um pouco mais fiel da percepção popular sobre o assunto. Uma enquete realizada pelo portal Correio 24 Horas mostra que 84% dos leitores que participaram do levantamento aprovam essa diretriz, contra apenas 13% dos que reprovam.

A informação sobre a pesquisa do Ibope foi revelada inicialmente pelo jornalista Lauro Jardim, colunista d’O Globo, e repercutida pelos demais veículos de imprensa.

Insegurança e desarmamento

Atualmente, a insatisfação da sociedade com a segurança pública vem fazendo a população debater de forma intensa e espontânea os benefícios e malefícios do Estatuto do Desarmamento, em vigor desde dezembro de 2003, época do primeiro mandato do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.

No período em que o Estatuto do Desarmamento está em vigor, a renda média do brasileiro subiu 33,1%, o número de crianças matriculadas nas escolas chegou a 97,7%, e o orçamento do Ministério da Educação quadruplicou, saindo de R$ 33 bilhões em 2003 para R$ 136 bilhões em 2017. A tese dos defensores do desarmamento era que, com menos armas na rua, maior renda e maior investimento em educação, a violência cairia.

Mas o que aconteceu foi o contrário, de acordo com dados reunidos pelos especialistas em segurança pública Bene Barbosa e Flávio Quintela, no livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento, o que evidencia que há a sensação, por parte dos criminosos, de que sempre sairão impunes de assaltos, sequestros e outros crimes.

Em 2003, cerca de 48 mil pessoas eram assassinadas anualmente no Brasil, e hoje quase 15 anos depois da entrada em vigor da lei que dificulta a posse de arma, o número cresceu 20,7%, somando mais de 61,6 mil assassinatos por ano. Em termos de comparação, esse número é similar às vítimas da bomba nuclear lançada pelos Estados Unidos em Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial.

Nas redes sociais, ativistas contra o desarmamento vêm tornando públicos dados a respeito da discussão que são, geralmente, omitidos pela grande mídia. Um deles é Mateus Bandeira, que produziu um vídeo sobre o assunto, detalhando as informações e recapitulando fatos históricos ligados ao desarmamento da população, como durante os regimes de Josef Stalin, na União Soviética, e de Adolf Hitler, na Alemanha, que produziram dezenas de milhões de mortos.

Por outro lado, há dados de países que não possuem leis de desarmamento, como Canadá, Suíça e o Uruguai – vizinho do Brasil -, onde o índice de armas legais por habitantes é altíssimo, e os problemas de segurança pública são infinitamente menores.

Na Venezuela, que implantou um projeto de desarmamento civil similar ao brasileiro durante os governos de Hugo Chavez e Nicolás Maduro, o número de mortes é maior do que o registrado por aqui, com Caracas sendo considerada a capital de um país mais violenta do mundo.

Portal Gospel+

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Deputado Jair Bolsonaro fala que é contra a #PEC241 e vota a favor. Entenda isso

Deputado Jair Bolsonaro opressor

Bolsonaro fala uma coisa e faz outra. Quando você achar que o tal de Jair Messias Bolsonaro é inocente e honesto, lembre-se que ele votou a favor da #PEC241 proposta pelo presidento Michel Temer em que congela gastos com #educação #saúde e #segurançapública por 20 anos. O triste é saber que há otários achando que ele vai mudar o #Brasil#SQN.

O Deputado Federal Jair Bolsonaro uso nas redes sociais com um vídeo onde se manifestava contra a #PEC241. Na sua fala o deputado militar Jair Bolsonaro diz:

“Se nós diminuíssemos apenas 3% a taxa Selic ao longo de um ano a economia representaria muito mais do que o governo quer deixar de pagar… a grande injustiça que o governo faz no momento é exatamente (contra) a Classe A categoria que sempre esteve ao lado do Brasil e esteve ao lado de Michel Temer visando obviamente a legalidade é a mais prejudicada… ao nos colocar todos numa situação de congelamento salarial por 20 anos…

Nós não temos como ter outra profissão, trabalhamos no mínimo 60 horas por semana… mas o que nos entristece é ver o governo Temer apunhalando os militares congelando por 20 anos a sua questão salarial… uma medida que levará a proletrarização das Forças Armadas… e o governo ainda tem a desfaçatez de me convidar para um jantar… com essa forma de governar eu não posso concordar… assim sendo declaro agora o meu voto é contrário a essa PEC… se o governo não tem independência não pode ter prepotência…”

Depois de publicado o vídeo de Jair Bolsonaro muitos militares, que antes defendiam a PEC por acreditar que é correto que o governo não gaste mais do que arrecade, mudaram o discurso, passando a dizer que a norma iria acabar com as Forças Armadas etc. Contudo, no dia seguinte Bolsonaro surpreendeu muita gente e votou a favor da #PEC241 que segundo ele mesmo antes disse, levaria a proletrarização das Forças Armadas.

Logo, no dia 10 de outubro, ainda pela manhã o deputado Eduardo Bolsonaro avisou pelas redes sociais que ele e o pai haviam mudado de posição e que votariam a favor do governo.

Pouco depois Jair Bolsonaro explicou em vídeo que mudou de posição porque foi convencido pelo governo Temer em conversa junto com militares do alto escalão das Forças Armadas. O governo teria explicado que os integrantes das Forças Armadas não seriam esquecidos pelo governo e que será feita em breve uma “reformulação de toda a sua carreira”.

Fonte

Bolsonaro: a gota d’água #forabolsonaro

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O deputado Jair Bolsonaro voltou a ofender a também deputada Maria do Rosário no plenário da Câmara. Ele disse: “só não te estupro porque você não merece”! Mas se agirmos rápido, podemos garantir que a impunidade não acoberte ele e outros parlamentares que propagam este tipo de discurso de ódio que tanto envenena a nossa democracia.

As palavras de Bolsonaro não atingem apenas vítimas de estupro e as famílias dessas vítimas — elas promovem a cultura do estupro que violenta todas as mulheres. Não é a primeira vez que Bolsonaro gera tanta polêmica com suas frases misóginas, homofóbicas e racistas, mas essa pode ser a gota d’água. Deputados já pediram ao Conselho de Ética a cassação de Bolsonaro, mas precisam de apoio popular para isso se concretizar!

Vamos apoiar urgentemente a petição de Cristian, um membro da Avaaz que iniciou o movimento para impedir que Bolsonaro saia impune e que está bombando nas redes — já são mais de 160 mil assinaturas em apenas alguns dias!Clique abaixo para se juntar e contar a todos — se chegarmos a 500 mil assinaturas, faremos uma entrega da petição na frente do Congresso Nacional e diante de toda a imprensa: http://www.avaaz.org/po/petition/Conselho_de_Etica_da_Camara_dos_Deputados_Cassacao_do_Deputado_Jair_Bolsonaro_PPRJ/?bYLqhbb&v=50000.

Se o Conselho de Ética não cassar o mandato do deputado por quebra de decoro parlamentar, o recado que ficará para o Brasil será: “se a mulher merecer, podem estuprar.” Não podemos ser permissivos com esse comportamento. Imunidade parlamentar é pra proteger parlamentar corajoso e não acobertar apologia a crime.

Bolsonaro foi longe demais — ele tem sido o bastião do conservadorismo e da extrema-direita do país, e a voz de um tempo sombrio que o Brasil não quer mais viver. Ele tem lutado contra a comunidade LGBT, já declarou publicamente que espancaria o próprio filho se ele fosse gay, já fez acusações racistas que poderiam tê-lo levado à prisão se não fosse a imunidade parlamentar e, sem titubear, propaga um discurso delirante de que os militares deveriam tomar o Brasil novamente, ignorando as mortes, tortura e estupros que a ditadura promoveu durante anos. Mas agora que a oposição não está mais em silêncio é hora de agir contra essa impunidade — assine já e espalhe para todo mundohttp://www.avaaz.org/po/petition/Conselho_de_Etica_da_Camara_dos_Deputados_Cassacao_do_Deputado_Jair_Bolsonaro_PPRJ/?bYLqhbb&v=50000.

Durante anos, a comunidade da Avaaz tem lutado pelos direitos das mulheres e de minorias — para construir um país progressista e que respeite o indivíduo e os direitos humanos, precisamos agir sem medo contra tipos como o Bolsonaro. Juntos conseguiremos.

Com esperança e determinação, Michael, Diego, Carol, Rosa, Débora, Oli e toda a equipe da Avaaz.

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Bolsonaro: a cepa de 1964 segue viva em 2011

Bolsonaro tem sido tratado pela mídia conservadora como uma excrescência. Um ponto fora da curva. Um excesso. Um palavrão deselegante na narrativa garbosa do conservadorismo nativo em nosso tempo. De fato, o deputado professa de forma desabrida e truculenta um relicário de anticomunismo, racismo, elitismo, defesa da tortura (hoje em interrogatório de presos comuns…) e mesmo da pena de morte. Ademais, vocaliza alinhamentos nada exóticos em relação a outros temas, quando recebe menos espaço na mídia, mas cumpre igual papel de perfilar entre os que erguem pontes de atualização do programa e dos interesses que produziram 1964. O artigo é de Saul Leblon.

 

Não deve ser negligenciada a coincidência entre o aniversário dos 47 anos do golpe militar de 1964 e o vomitório homofóbico-racista despejado pelo deputado Jair Bolsonaro (PP), nas últimas semanas.

Em entrevistas e declarações a diferentes veículos, ele adicionou mais algumas pérolas a sua robusta coleção de ataques aos direitos humanos, cujo usufruto, na visão sombria de mundo desse ex-capitão reformado do Exército brasileiro, deveria ser vetado aos negros, aos homossexuais, os índios, os comunistas, socialistas, os pobres e, possivelmente, também, aos deficientes físicos.

Bolsonaro tinha apenas 12 anos de idade quando ocorreu o golpe que instaurou a ditadura militar de 1964. Mas sua formação na Academia de Agulhas Negras ocorreu exatamente durante os anos de chumbo, tendo deixado a carreira em 1988 (fim do regime) para se transformar no único parlamentar brasileiro que defende abertamente o golpe de abril de 1964.

Bolsonaro tem sido tratado pela mídia conservadora como uma excrescência. Um ponto fora da curva. Um excesso. Um palavrão deselegante na narrativa garbosa do conservadorismo nativo em nosso tempo. De fato, o deputado professa de forma desabrida e truculenta um relicário de anticomunismo, racismo, elitismo, defesa da tortura (hoje em interrogatório de presos comuns…) e mesmo da pena de morte.

Assim apresentado, parece mais uma caricatura inofensiva do folclore político nacional. Um Tiririca da Tortura. Será?

Em primeiro lugar, cumpre reconhecer que o ex-capitão exerce o seu 6º mandato. Logo, tem adeptos fiéis. Conta com financiadores perseverantes. Ademais, vocaliza alinhamentos nada exóticos em relação a outros temas, quando recebe menos espaço na mídia, mas cumpre igual papel de perfilar entre os que erguem pontes de atualização do programa e dos interesses que produziram 1964.

Vejamos. Bolsonaro, a exemplo de próceres da coalizão demotucana (caso do senador Agripino Maia, hoje presidente dos Demos e de Artur Virgílio, ex-lider do PSDB) é esfericamentre contra o programa Bolsa Família, que garante uma transferencia de renda a 50 milhões de brasileiros mais pobres.

No seu entender, trata-se, aspas para o capitão: “um projeto assistencialista, de dinheiro de quem trabalha, de quem tem vergonha na cara, para quem está acostumado à ociosidade”. Vamos falar sério. O linguajar pedestre condensa para o nível da caserna aquilo que sofisticados economistas e ‘consultores’ dos mercados financeiros apregoam diariamente como plataforma para a racionalização do capitalismo tupiniquim. Como tal são incensados pelos colunistas, editorialistas e ventríloquos instalados na mídia conservadora que cumprem assim a função de trazer para o ambiente do século XXI aquilo que foi cimentado pelo udenismo, pela repressão e pela censura nos anos de chumbo, aqui e alhures.

Na campanha presidencial de 2010, certos alinhamentos ganharam vertiginosa transparência como acontece sempre que se decide o passo seguinte da história.

Enquanto o jornal Folha de São Paulo e o candidato Serra tentavam sedimentar uma imagem de terrorista e abortista para a então candidata Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro, com a rude transparência daqueles a quem é reservado o trabalho dos porões, foi aos finalmentes.

Num comício de Dilma no Rio, o parlamentar pendurou três faixas em postes da Cinelândia. “Dilma, ficha suja de sangue”; “Dilma, cadê os 2,5 milhões de dólares roubados do cofre do Adhemar” e “Lula, vá para o Mobral. Dilma, para o Bangu Um”.

Na verdade, o homofóbico deputado apenas fazia uma suíte, a seu modo, da ficha falsa de Dilma construída pela Folha de SP em mais uma demonstração do jornalismo isento…(e que até hoje não se retratou).

Dava incômodos decibéis, igualmente, ao empenho da esposa do tucano José Serra, a bailarina Mônica Serra, que em corpo-acorpo na Baixada Fluminense, em 14 de novembro de 2010, vociferou autoritariamente ao vendedor ambulante Edgar da Silva, de 73 anos: “Ela é a favor de matar as criancinhas”, insinuando o apoio de Dilma à legalização do aborto. Seria cansativo rememorar outros alinhamentos do período expressos, por exemplo, por setores de extrema direita da Igreja Católica e por ‘jovens’ revelações dessa mesma cepa ideológica, como o candidato a vice de José Serra, Índio da Costa, um bolsanarinho versão ‘mauricinho carioca’.

Bolsonaros, Fleurys, Erasmos Dias, Curiós, Virgílios, Agripinos, Rodrigos Maia, ACMs netos, Índios da Costa e Carlos Lacerdas nunca prosperam num vazio de conteúdo histórico. Em certos momentos, como agora, incomodam à elite conservadora ao personificarem com alarido e crueza as linhas de passagem que promovem o aggiornamento, para os dias atuais, dos interesses e valores que fizeram o golpe de 32 em SP; o golpismo que levou Getúlio ao suicídio em 54, a tentativa de impedir a posse de JK em 56, a quartelada contra a posse de Jango em 62, a ditadura 64 e a tentativa de impeachment de Lula em 2005.

Mas assim como as tardes quentes do turfe requisitam chapéus esvoaçantes e blazers de linho delicado, também é forçoso cevar e tolerar os relinchos dos potros selvagens nas estrebarias. É dessa cepa que sairão as manadas decisivas para limpar e ocupar o terreno quando for a hora, de novo.

 

Escrito por Saul Leblon.