Há 80 anos, olimpíada alternativa em Barcelona desafiava Hitler e Alemanha nazista

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Olimpíada Popular foi organizada como contraponto a Jogos de Berlim de 1936, mas foi atropelada por golpe de Estado que desencadeou Guerra Civil espanhola.

opera mundiA tarde do dia 19 de julho de 1936 deveria ser marcada por uma grande celebração em Barcelona. Exatamente às quatro da tarde, 5.000 atletas e 3.000 folcloristas começariam a desfilar no estádio de Montjuïc, para celebrar o espírito esportivo, a paz e a fraternidade. Seria a cerimônia de abertura da Olimpíada Popular, evento organizado como um contraponto aos jogos oficiais, que em 15 dias seriam inaugurados na Berlim capital da Alemanha nazista e entrariam para a história como os jogos de Hitler.

Se o projeto da Olimpíada Popular nasceu para desafiar o nazismo alemão, foi o fascismo espanhol que acabou impedindo que as competições acontecessem. Na véspera da cerimônia de abertura, ocorreu o golpe de Estado mal sucedido que desencadeou a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Desta forma, a Olimpíada Popular, que seria realizada entre 19 e 26 de julho, terminou tragicamente, sem que nem mesmo tivesse começado.

A origem desta empreitada que seria a Olimpíada Popular remonta à escolha da cidade que sediaria os jogos de 1936. A eleição de Berlim como sede das Olimpíadas havia acontecido em 1931, quando a Alemanha ainda vivia sob a democrática e instável República de Weimar. Na ocasião, Barcelona havia sido a principal adversária de Berlim, sendo considerada a favorita entre as dez cidades candidatas, incluindo o Rio de Janeiro. A capital catalã já havia realizado uma bem-sucedida Exposição Universal em 1929, tendo montado uma estrutura turística e hoteleira que seria reutilizada como vila olímpica e construído um estádio com capacidade para receber os jogos na colina de Montjuïc.

Apenas dez dias antes da escolha da cidade-sede dos jogos de 1936, em 14 de abril de 1931, ocorreu a proclamação da 2ª República Espanhola, o que teria sido determinante para a derrota de Barcelona. Diversos membros do COI (Comitê Olímpico Internacional), desconfiados do governo republicano recém-eleito, decidiram optar por Berlim. A votação foi realizada por correspondência e o placar final foi de 43 a 16.

Apenas dois anos depois, porém, o Partido Nazista ascenderia ao poder na Alemanha e, em pouco tempo, o país mergulharia em uma feroz ditadura. O temor de que as Olimpíadas de 1936 se tornassem um evento global de propaganda do regime e dos ideais nazistas fez surgir uma ampla campanha internacional de boicote. O movimento reuniu desde a esquerda tradicional e grupos liberais até entidades judaicas, passando por federações esportivas e atletas que acreditavam que as Olimpíadas não deveriam ser utilizadas para tais fins.

A contestação aos Jogos de Berlim: do boicote à Olimpíada Popular

A ideia de realizar uma olimpíada alternativa nasceu no seio da campanha de boicote internacional. Além da Espanha, tal movimento ganhou repercussão – ainda que efêmera – em países como Grã-Bretanha, França, Suécia, Tchecoslováquia e Holanda, tendo força particular nos Estados Unidos, onde algumas federações debateram a adesão ao boicote e parte da comunidade judaica se mobilizou pela causa. Alemães exilados também fizeram campanha contra os jogos e, individualmente, atletas judeus de diversas nações aderiram ao movimento.

Como forma de esvaziar a campanha de boicote, o governo nazista tomou providências para suavizar sua imagem nos meses que antecederam os jogos. Símbolos antissemitas foram retirados das ruas e, apesar da exclusão dos atletas de ascendência judaica das federações alemãs, foram aceitas algumas poucas exceções, como a esgrimista Helene Mayer. A decisão dos Estados Unidos, em dezembro de 1935, de participar das Olimpíadas de Berlim enfraqueceu o movimento de boicote e, ao final, apenas a Espanha, que à época já estava em guerra civil, se manteve fora das competições.

A decisão de realizar um evento paralelo às Olimpíadas de Berlim aconteceu relativamente tarde. Embora a ideia já estivesse ganhando força na Espanha e no movimento internacional que defendia o boicote, foi decisivo o resultado da eleição espanhola de fevereiro de 1936. Naquele momento o país encarava o seu pleito mais acirrado. A formação de uma ampla coalização, a Frente Popular, levou a esquerda espanhola a uma apertada vitória. A candidatura reunia republicanos progressistas, socialistas, comunistas e grupos que defendiam uma maior autonomia regional, contando até com o apoio indireto dos anarquistas. Na Catalunha foi eleito Lluís Companys, político republicano de esquerda, que apoiou a realização da Olimpíada Popular e foi convertido em presidente de honra do evento.

No mês de abril, o recém-criado Comitê Catalão Pró-Esporte Popular (CCEP), formado por diversas organizações, envia uma carta ao novo presidente espanhol, Manuel Azaña, criticando o financiamento previsto pelo governo anterior para a ida de esportistas ao evento alemão. No documento, a associação afirmava que “o regime nacional-socialista utiliza o movimento esportista para seus fins reacionários, para a militarização da juventude e para a preparação da guerra”, como relata o livro “L’Altra Olimpíada” (A Outra Olimpíada, em catalão), dos historiadores Carles Santacana e Xavier Pujadas. Na carta, o CCEP solicitava que o dinheiro fosse utilizado para financiar o esporte popular e realização da Olimpíada paralela.

Sem esperar resposta do governo, o CCEP começa a articular com diversas outras entidades a viabilização da Olimpíada Popular, com a criação do Comitê Organizador no início de maio. No ato de constituição, é reforçado o carácter de contraposição ao evento alemão, mas não às Olimpíadas em si: “os organizadores da Olimpíada Popular querem a afirmação do verdadeiro espírito olímpico, do ‘fair play’ e do ‘jogo honrado’, e é por isso que essa será a verdadeira festa olímpica da Paz e da Fraternidade”.

Com a formação do Comitê Organizador há menos de três meses das competições, concretizar o evento não foi simples, ainda mais com um orçamento pequeno. A Olimpíada contou com um financiamento modesto, mas importante, dos governos de Catalunha, Espanha e França, à época também sob um governo de Frente Popular. Apesar de relativamente bem estruturada, a capital catalã não estava preparada para receber as milhares de pessoas que viriam para participar e acompanhar o evento, e o Comitê recorreu ao apoio de diversas associações e clubes, inclusive do Barcelona, para atender as demandas.

Além destas dificuldades, a Olimpíada Popular sofreu uma oposição implacável da direita e dos conservadores espanhóis, que em seus jornais chamavam o evento de “Olimpíada Vermelha”. Os críticos ainda afirmavam que a realização e o uso do termo Olimpíada eram uma afronta ao COI e que nunca mais Barcelona realizaria os jogos olímpicos.

Como seria a Olimpíada Popular?

O evento contaria com 16 modalidades. Haveria esportes olímpicos tradicionais, como futebol, rúgbi, basquete, handebol, beisebol, boxe, tênis, tênis de mesa, atletismo, natação, ciclismo, remo, tiro e luta, além de outros hoje não presentes: pelota basca e xadrez. Os jogos contariam ainda com exibições de ginástica e aviação sem motor. Além disso, as competições seriam acompanhadas de uma programação cultural, com mais de 3.000 artistas participando de atividades folclóricas como danças populares, música e teatro. Esta programação contemplava a concepção de que as duas dimensões – esporte e cultura – eram inseparáveis e contribuíam à formação integral dos indivíduos.

Um dado impressionante é que os jogos alternativos de Barcelona contariam com um número de participantes maior que o de Berlim, embora não contasse com todos os atletas de ponta como o evento oficial. A capital alemã recebeu pouco mais de 4.000 atletas de 49 países, enquanto da Olimpíada Popular participariam cerca de 6.000 esportistas de 23 países. Ainda eram esperadas outras 20 mil pessoas para acompanhar os jogos. A maior delegação estrangeira era a francesa, com 1.500 atletas, sendo 500 de federações oficiais, seguida da Suíça com 200 e da Bélgica, Holanda e Reino Unido, com 50 esportistas cada.

A Olimpíada Popular, além de receber delegações nacionais, possibilitou a inscrição de equipes regionais e locais, como forma de quebrar o monopólio estatal sobre a representação esportiva. Foram inscritas, por exemplo, delegações de Catalunha, País Basco e Galícia, na Espanha, e da Alsácia, na França. Além disso, estiveram presentes equipes das colônias francesas em Marrocos e Argélia; da Palestina, à época em mãos inglesas; e dos territórios espanhóis na África. Houve também a participação de representações de exilados políticos alemães, austríacos e italianos e uma equipe de judeus de diferentes nacionalidades.

Outra prioridade do evento foi buscar o incentivo à participação das mulheres nas competições. Nas primeiras décadas do século 20, as Olimpíadas contaram com escassa presença feminina, que enfrentava oposição inclusive do fundador dos jogos modernos, Pierre Coubertin. Nos jogos de Berlim, por exemplo, as atletas foram apenas 8% do total de inscritos. Ainda que os dados disponíveis não permitam conhecer o número de mulheres participantes do evento espanhol, entidades e federações esportivas femininas estiveram na organização e competiriam no evento.

Muitos dos atletas participantes foram enviados por clubes e associações esportivas vinculadas a sindicatos e partidos de esquerda, e não por comitês patrocinados pelos Estados, com algumas poucas exceções como a França, que inscreveu atletas para as duas Olimpíadas. Desde o início, o intuito dos organizadores era realizar um evento o mais amplo possível, atraindo instituições oficiais de diversos países. Ao final participariam dez federações internacionais, oito espanholas e seis catalãs. O objetivo não era realizar mais uma competição internacional de atletas amadores ou outra edição dos tradicionais jogos operários e, sim, organizar um grande evento esportivo capaz de se contrapor aos jogos oficiais.

Sonho interrompido

Milhares de atletas já estavam na capital da Catalunha no dia 18 de julho. Os últimos ensaios para a cerimônia de abertura eram realizados no Estádio de Montjuïc, quando começou a correr a notícia de que iniciara um golpe militar, a partir dos territórios espanhóis na África. O clima tenso que tomava o país era sentido entre os atletas às vésperas das competições, como relata o participante catalão Eduardo Vivancos: “o entusiasmo e a euforia flutuavam sobre o estádio, mas, desgraçadamente, eram mitigados por um sentimento de temor e tensão. Durante todo o dia corriam rumores muito alarmantes sobre uma iminente rebelião militar”.

No dia seguinte, antes de o sol raiar, as ruas de Barcelona vivenciariam uma insurreição militar que tentou controlar a cidade. “Em torno das cinco da manhã, os atletas foram despertados por tiros de fuzil, metralhadora e canhão: as forças fascistas tentavam derrubar a República”, recordaria em uma crônica da época Auguste Delaune, dirigente francês que participou da organização da Olimpíada. O que se seguiu então foram dois dias de combates até que as forças legalistas controlassem a capital catalã, com um saldo de centenas de mortos e cerca de mil feridos.

O desenrolar dos confrontos nas outras regiões espanholas nos dias seguintes deixou o país dividido em duas zonas, uma leal ao governo republicano democrático e outra que havia sido tomada pelos insurgentes, que tinham entre suas lideranças o futuro ditador Francisco Franco. A guerra civil que explodiu justo um dia antes do início da Olimpíada Popular tinha como pano de fundo a conjuntura internacional radicalizada da década de 1930 e, em especial, a extrema polarização da sociedade espanhola, então dividida entre grupos conservadores e os que defendiam – de distintas formas – profundas mudanças sociais.

Com o início do conflito, muitos dos atletas estrangeiros deixaram o país às pressas e, inclusive, dois barcos foram fretados para que pudessem partir rumo à França. Alguns atletas, entretanto, decidiram ficar e colaborar com a República, principalmente franceses e exilados alemães e italianos. Segundo o historiador Antony Beevor, em seu livro “A Batalha Pela Espanha”, “muitos dos atletas estrangeiros que esperavam em seus alojamentos e hotéis se uniram no dia seguinte aos operários para lutar contra o fascismo, e uns duzentos deles se incorporaram mais tarde às colunas das milícias populares”.

É difícil confirmar tal número, mas é certo que muitos esportistas colaboraram com a resistência ao golpe militar – há relatos de um austríaco morto já no dia 19 – e que alguns deles teriam participado de outras batalhas. O livro “L’Altra Olimpíada”, por exemplo, confirma que um grupo de alemães teria lutado na frente de Aragão. Outros episódios relatados pela obra mostram que italianos e franceses teriam participado dos combates em Barcelona. Além disto, esportistas espanhóis de Mallorca e Zaragoza decidiram permanecer na capital catalã, já que suas regiões haviam sido tomadas pelos insurgentes. Com o passar do tempo, ganhou força a tese – difícil de ser confirmada – de que aqueles atletas teriam sido uma espécie de embrião das Brigadas Populares, formadas por milhares de estrangeiros que deixaram seus países para lutar ao lado da República.

Os jogos de Hitler

Adolf HitlerEnquanto a Espanha mergulhava em sua violenta guerra civil, começava a Olimpíada de Berlim com uma estrutura nunca antes vista. O orçamento havia sido multiplicado por 20 e foi construído um moderníssimo complexo esportivo. A Olimpíada teve presença de jornais do mundo todo, foi a primeira transmitida ao vivo pelo rádio – e para mais de 40 países – e ainda contou com uma pioneira cobertura televisiva. Além disso, a destacada cineasta Leni Riefenstahl foi escalada para produzir o filme oficial dos jogos “Os deuses do Estádio”. Como se era de esperar, as competições foram transformadas em um espetáculo de apologia ao nazismo e de propaganda do poderio alemão.

Pela primeira vez se realizou o agora tradicional cortejo da tocha desde as ruínas de Olímpia. Mais de 3.000 atletas carregaram o fogo olímpico desde a Grécia até chegar em Berlim para a cerimônia de abertura, que foi acompanhada por 100 mil pessoas e não poupou na exibição de símbolos nazistas e no culto à personalidade do führer. Entre as delegações estrangeiras em desfile, muitas fizeram a saudação nazista ao passar por Hitler, que declarou os jogos abertos. Enquanto a euforia tomava conta de Berlim, 800 ciganos eram levados para o gueto de Marzahn e, perto da capital alemã, o enorme campo de concentração de Sachsenhausen era erguido. Em pouco tempo seria o destino de milhares de inimigos do regime.

Após as competições, mesmo com a consagração do atleta negro norte-americano Jesse Owens, era inegável a enorme vitória política da Alemanha. O país ficou em primeiro lugar, com 38 medalhas de ouro, e utilizou o evento para legitimar o regime nazista e propagandear seus ideais. O próprio Pierre de Coubertin afirmou, ao final das competições, que aquela tinha sido a melhor edição. Com a Segunda Guerra Mundial e derrota da Alemanha nazista, o tempo não perdoaria a Olimpíada de 1936, hoje considerada o episódio mais controvertido da história dos jogos modernos.

Esquecimento e memória

Quase 40 anos de ditadura franquista fez com que a empreitada da Olimpíada Popular praticamente caísse no esquecimento. Apenas com a abertura política, a partir de 1975, a memória desses acontecimentos ressurgiu. Até hoje o tema é relativamente desconhecido e diversas informações a seu respeito se perderam para sempre, como muitos dos arquivos dos jogos que desapareceram durante a guerra civil. O único livro sobre o assunto, “L’Altra Olimpíada”, foi publicado em 1990, e, apenas em 2006 o governo da Catalunha realizou uma exposição sobre os jogos. Atualmente, por conta do aniversário de 80 anos, outra mostra está em cartaz no Estádio do Montjuïc.

Foram necessários 56 anos para que Barcelona realizasse seus Jogos Olímpicos, contrariando os opositores da Olimpíada Popular que afirmavam que a capital catalã nunca mais teria tal oportunidade. O mesmo estádio de Montjuïc que sediaria a Olimpíada Popular foi reformado e adaptado para os jogos de 1992. Desde 2001, o lugar foi nomeado Estádio Olímpico Lluís Companys. Assim como a Olimpíada Popular, seu presidente de honra também teve um fim trágico. Após a tomada da Catalunha pelos franquistas em 1939, Companys foge para a França, onde foi preso pelos nazistas, que haviam invadido o país em 1940. Deportado para a Espanha, acabou fuzilado no castelo de Montjuïc, muito próximo ao estádio que hoje leva o seu nome. Muitos catalães gostam de lembrar, com orgulho, que o seu então presidente teria sido o único chefe de estado democraticamente eleito a ter sido executado no exercício do cargo.

O sentimento de frustração de muitos dos que se envolveram naquela aventura foi traduzido, ainda durante a guerra civil, em julho de 1937, em um texto do articulista Prats i Fonts, reproduzido no livro “L’Altra Olimpíada”: “não nos foi possível computar nossa força esportiva diante do mundo pelo fato de que tivemos que trocar os dardos pelo fuzil; o lançamento de disco pela bomba de mão; os saltos de obstáculos pelas barricadas e trincheiras; e as corridas pelas marchas militares; da mesma maneira nossa alegria se desmoronou ao sofrimento e a atração estrangeira foi trocada pelo horror, o turismo pela invasão, e a luz, o amor e a vida pelo tenebroso, o ódio e a morte. O CCEP não pôde levar a cabo aquele sonho que se havia forjado com tanto ânimo”.

Resgate histórico promovido por Juliana Sada e Rodrigo Valente para o portal do Opera Mundi.

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É a Bíblia – impactando os Jogos Olímpicos de 2016

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Quando o mundo se reunir para assistir aos Jogos Olímpicos de 2016, todos os olhos estarão voltados para o Rio de Janeiro. E você pode se conectar de maneira singular a esse fenômeno global assistindo essa série de 15 vídeos especiais: A Bíblia e as Olimpíadas! Você vai se inspirar enquanto aprende sobre o impacto da Bíblia nas Olimpíadas modernas e ao descobrir como a Palavra de Deus influenciou a vida de esportistas Olímpicos famosos, como a ginasta Shannon Miller, o corredor Eric Liddell, a estrela do futebol Kaká, a atleta Lolo Jones e muitos outros!

Sobre o editor

Gostaríamos de agradecer ao Museum of the Bible por fornecer esse plano. Para mais informações, visite: www.museumofthebible.org. Fonte: YouVersion.

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Violações de direitos humanos não combinam com o espírito olímpico

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Anistia InternacionalAnistia Internacional protocolou a entrega parcial de mais de 120 mil assinaturas da petição A Violência não faz parte desse jogo, na sede do Comitê Organizador Local Rio2016 (COL). Assim como você, pessoas de mais de 15 países assinaram a petição internacional exigindo das autoridades brasileiras e dos organizadores dos jogos uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos.

A entrega foi feita durante ato simbólico e pacífico, onde 40 sacos fúnebres foram dispostos na calçada do COL, representando o total de mortos pela polícia na cidade do Rio de Janeiro no último mês de maio. Esse número representa um aumento de 135% em comparação aos mortos pela polícia em maio de 2015.

Obrigada por ter se mobilizado na campanha A violência não faz parte desse jogo! A pressão não pode parar! Compartilhe a petição e convide seus amigos, amigas e familiares a se juntarem a esta causa.

Desde o final de abril, a Anistia Internacional vem alertando sobre os riscos de aumento de violações de direitos humanos no contexto da Olimpíada, como já ocorreu em outros megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos PanAmericanos de 2007.

No ano da Copa, os homicídios cometidos pela polícia aumentaram 40% no estado do RJ. Desde 2009, quando o Rio se tornou sede da Olimpíada 2016, mais de 2600 pessoas foram mortas pela polícia na cidade.

Continue pressionando as autoridades responsáveis exigindo uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos. Megaeventos esportivos não podem acontecer às custas de direitos já conquistados!

As autoridades precisam ser responsabilizadas para que adotem medidas onde os planos de segurança pública adotados sejam transparentes e os mecanismos de denúncia e responsabilização de fato funcionem.

Obrigada pelo seu apoio! A mobilização da sociedade é fundamental para garantir direitos!

Nos ajude a ampliar essa mobilização. Mobilize seus amigos e compartilhe a petição em suas redes!

Marcelle Decothè
Assistente de Campanhas
Anistia Internacional Brasil

 

Ativismo é coisa séria!

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No começo de junho, a Anistia Internacional lançou a campanha Rio 2016: A Violência não faz parte desse jogo!. Sabemos que o número de vítimas decorrentes de operações policiais – sejam elas civis ou os próprios policiais – não para de crescer. Porém, é no contexto de grandes eventos que, sob o argumento da segurança e da ordem pública, esses índices tornam-se ainda mais alarmantes.

Desde então, ativistas voluntários de todo o Brasil têm se mobilizado dia e noite, com ações de rua, fotos e flashmobs – de segunda a sexta e aos finais de semana. Estamos em feiras, praças, escolas, universidades, eventos de rua e festivais. Dialogamos com pessoas de diferentes realidades, buscando quebrar o ciclo de apatia em relação às violações de direitos da nossa juventude negra e periférica.

Como ativista e mobilizador, sei que a tarefa não é simples, mas sei também que cada assinatura e cada gesto de empatia traz mais poder ao nosso discurso, pois temos a autoridade das ruas. Isso me dá forças para seguir adiante e pressionar por uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos.

De São Luís a Porto Alegre, estamos nas ruas, doando nossa voz a esse grande movimento por um mundo melhor e mais seguro para todas as pessoas. Se você quiser somar a sua voz à nossa para que possamos falar mais alto, assine nossa petição. Chega de violência!

A Tocha Olímpica passará por Ilhota e terá trânsito alterado durante percurso

Ilhota receberá o revezamento da tocha olímpica no dia 12 de julho, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2016, Newsletter, Feed

A cidade de Ilhota está se preparando para receber a passagem da Tocha Olímpica, a qual acontece nesta próxima terça-feira, dia 12. A rodovia Jorge Lacerda vai ser palco do revezamento que inicia às 15h, saindo em frente a Igreja Matriz São Pio X, o percurso de um quilômetro encerra em frente ao número 373. Uma cerimônia vai marcar o início do revezamento nas escadarias da Igreja Matriz.

O revezamento

O revezamento será feito por atletas que são do município entre eles está a goleira da Seleção Brasileira de Futsal Missiara Luiza Papst, o Bombeiro Civil Voluntário de Ilhota Anderson Douglas Bruno e por Bruno Back da Silva.

Ruas fechadas

Com a passagem do revezamento da tocha pelo município, algumas ruas da cidade ficaram interditadas a partir das 14h, inclusive a travessia da balsa. O bloqueio da rodovia Jorge Lacerda inicia na rua Modesto Vargas, em frente aos Correios, as vias transversais que dão acesso a Jorge Lacerda também estarão bloqueadas.

Haverá uma rota alternativa para veículos quem necessitarem transitar no sentindo Gaspar – Itajaí ou vice versa, esse trajeto poderá ser feito pelas ruas Modesto Vargas, Dr. Leoberto Leal (Sentido Ilhotinha) entrando na rua João Domingos Pereira, Passando pelo Bairro Missões, tendo como saída a Rodovia Jorge Lacerda e Novamente pela rua Silvério Silveira Ramos.

Vale ressaltar que o desvio será apenas para veículos leves (carros e motos) já caminhões e ônibus deveram estacionar nas extensões da própria rodovia ou em locais apropriados como postos de combustíveis entre outros.

Também será proibido o estacionamento de veículos em toda extensão do revezamento, o trabalho será acompanhado e fiscalizado pela Policia Rodoviária Federal (PRF) e também pela Policia Militar (PM).

Seguindo decreto da prefeitura, as de mais ruas também estarão bloqueadas para o trafego de veículos:

  • Rua Antonio Curbani;
  • Rua Isidorio Maes;
  • Rua Frei Jacinto;
  • Rua Dr. Leoberto Leal;
  • Rua Ângelo Tres;
  • Rua Almirante Tamandaré;
  • Rua Prof° Maura Inácio
  • Rua José Nilson Souza;
  • Rua Álvaro Cezar Schneider;
  • Rua Felisky;
  • Rua Bonifácio Maba;
  • Rua José Gonçalves; e
  • Rua Ezequiel Francisco

Esse é o link do Decreto nº 121, de 29 de junho de 2016, em que o prefeito de Ilhota, no uso das atribuições, atribui interrupções na ruas da cidade, durante a passagem da Tocha Olímpica pelo Município de Ilhota, no dia 12 de julho de 2016.

Ilhota receberá o revezamento da tocha olímpica no dia 12 de julho, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2016, Newsletter, Feed

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Balsa de Ilhota estará fechada durante o Revezamento da Tocha em Ilhota

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O comitê do revezamento da Tocha Olímpica informa que a Balsa que faz a travessia entre as margens do Rio Itajaí-Açu, estará fechada das 14h às 16h. Durante este intervalo, a travessia será feita, mas apenas para pedestre.

Esse é um dos eventos mais esperados pelos moradores da cidade de Ilhota em Santa Catarina e que está preste a acontecer no próximo dia 12 do corrente mês. Trata-se da passagem da Tocha Olímpica pela rodovia que corta o município, a Jorge Lacerda. Segundo determinações do Comitê Nacional das Olimpíadas, a Policia Civil, Militar e Federal além de outros órgãos ligado a segurança publica, estará envolvido na organização da passagem da Tocha e orientações do trânsito alem dos bloqueios em todo trajetos que passara a Tocha Olímpica.

Com a passagem do Revezamento da Tocha pelo município, algumas ruas da cidade ficaram interditadas durante o percurso. Como o evento ocorrerá na Rodovia Jorge Lacerda, o fechamento da via iniciará na Rua Modesto Vargas (em frente aos correios), e também as demais ruas que necessitarem ser bloqueada como as vias transversais que dar acessos a rodovia.

O revezamento será feito por atletas que são do município entre eles está a goleira da Seleção Brasileira de Futsal Missiara Luiza Papst, o Bombeiro Civil Voluntário de Ilhota Anderson Douglas Bruno e também por Bruno Back da Silva.

Esse é o link do Decreto nº 121, de 29 de junho de 2016, em que o prefeito de Ilhota, no uso das atribuições, atribui interrupções na ruas da cidade, durante a passagem da Tocha Olímpica pelo Município de Ilhota, no dia 12 de julho de 2016.

Ilhota receberá o revezamento da tocha olímpica no dia 12 de julho, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2016, Newsletter, Feed

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Alteração no trânsito durante a passagem e o revezamento da Tocha Olímpica por Ilhota

Mapa da rota alternativa durante o revezamento da tocha olímpica no dia 12 de julho, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2016, Newsletter, Feed

A Rua 21 de Junho, que trata-se da Rodovia Jorge Lacerda, será fechada, por volta das 13h30, na altura da rua Modesto Vargas até altura da loja Instinto Feminino. Todas as vias transversais que dão acesso a rua 21 de junho estarão bloqueadas por causa do evento. Haverá um desvio para veículos leves, que iniciará na rua Modesto Vargas e terminará na rua Silvério Silveira Ramos.

Vale ressaltar que o desvio será apenas para veículos leves (carros e motos) já caminhões e ônibus deveram estacionar nas extensões da própria rodovia ou em locais apropriados como postos de combustíveis entre outros.

Também será proibido o estacionamento de veículos em toda extensão do revezamento, o trabalho será acompanhado e fiscalizado pela Policia Rodoviária Federal (PRF) e também pela Policia Militar (PM).

Seguindo decreto da Prefeitura, as de mais ruas também estarão bloqueadas para o trafego de veículos:

  • Rua Antonio Curbani;
  • Rua Isidorio Maes;
  • Rua Frei Jacinto;
  • Rua Dr. Leoberto Leal;
  • Rua Ângelo Tres;
  • Rua Almirante Tamandaré;
  • Rua Prof° Maura Inácio
  • Rua José Nilson Souza;
  • Rua Álvaro Cezar Schneider;
  • Rua Felisky;
  • Rua Bonifácio Maba;
  • Rua José Gonçalves; e
  • Rua Ezequiel Francisco

Esse é o link do Decreto nº 121, de 29 de junho de 2016, em que o prefeito de Ilhota, no uso das atribuições, atribui interrupções na ruas da cidade, durante a passagem da Tocha Olímpica pelo Município de Ilhota, no dia 12 de julho de 2016.

O revezamento será feito por atletas que são do município entre eles está a goleira da Seleção Brasileira de Futsal Missiara Luiza Papst, o Bombeiro Civil Voluntário de Ilhota Anderson Douglas Bruno e por Bruno Back da Silva.

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Estamos cometendo os mesmos erros da Copa…

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Você lembra do caso do Rafael Braga?

Anistia InternacionalEle foi detido em junho de 2013, após um dos maiores protestos do Rio de Janeiro, carregando duas garrafas de produtos de limpeza. Rafael vivia em situação de rua e foi processado por “porte de artefato explosivo ou incendiário sem autorização” – mesmo com a conclusão do laudo de que os tais produtos nunca poderiam ser usados como explosivos.

Já testemunhamos o endurecimento da violência policial em tempos de grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo, quando centenas de pessoas ficaram feridas e/ou foram detidas de maneira arbitrária na repressão violenta a protestos. E vimos como essa repressão violenta deixa marcas profundas na vida das pessoas, como fez com Rafael Braga.

Agora, são as Olimpíadas que vêm aí! Exija que as autoridades tomem medidas para evitar que as violações de direitos humanos se agravem com a proximidade dos Jogos.

Acabamos de lançar um documento que mostra que as autoridades brasileiras e os organizadores dos Jogos vêm colocando em prática as mesmas políticas de segurança pública que levaram a um aumento no número de homicídios e violações de direitos humanos desde a Copa.

Até hoje não temos uma melhor regulamentação do uso de armas menos letais. O Projeto de Lei antiterrorismo foi aprovado com um texto tão amplo e vago que dá margem para uma maior criminalização de manifestantes e movimentos.

Não queremos que os erros de 2014 se repitam em 2016. A repressão aos protestos não pode cometer injustiças como fez com Rafael Braga e as violações cometidas por agentes do Estado não podem ficar impunes. Já passamos por isso antes, conhecemos nossos direitos e vamos exigi-los.

A Comissão de Segurança da Rio 2016 será responsável pelas operações de segurança pública nos jogos olímpicos – portanto ela também é responsável por evitar violações nessas operações.

Assine agora a petição pedindo que a Comissão de Segurança assuma sua responsabilidade e respeita os direitos humanos antes e depois da Rio2016Juntos e juntas, vamos dizer a eles que a violência não faz parte desse jogo!

Rebeca Lerer
Campaigner
Anistia Internacional Brasil

Fonte: Recebido pela Newsletter da Anistia Internacional do Brasil.

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A violência não faz parte desse jogo

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Em fevereiro de 2015, bem cedo de manhã, Vitor Santiago estava no carro com os amigos indo para casa no Complexo da Maré, Rio de Janeiro.

Anistia InternacionalQuando eles entraram na Maré, haviam soldados por toda parte. Os soldados pararam o carro e o revistaram. Depois de confirmar que estava tudo ok, eles foram autorizados a seguir. Mas apenas alguns metros à frente, havia outro posto de controle militar.

Sem qualquer aviso, os soldados abriram fogo contra o veículo. Vitor e o motorista foram baleados. Vitor ficou paralisado da cintura para baixo e uma de suas pernas foi amputada. As autoridades não deram a ele ou sua família assistência adequada, e não conduziram uma investigação completa e imparcial sobre o caso.

Enquanto isso, as Olimpíadas estão chegando. A atenção do mundo todo se volta para o Rio de Janeiro. E as Forças Armadas, assim como em 2014, serão novamente destacadas para o policiamento de favelas.

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Desde 2009, quando a cidade foi escolhida para os Jogos, mais de 2.500 pessoas já foram mortas pela polícia. Não queremos uma política de segurança pública que permite injustiças como a que ocorreu com Vitor.

A Comissão de Segurança da Rio 2016 será responsável pelas operações de segurança pública nos jogos olímpicos – portanto ela também deve ser responsável por evitar violações de direitos humanos. Entre em ação agora e exija responsabilidade!

Afinal, a violência não faz parte desse jogo. Não vamos tolerar essa injustiça.

Atila Roque
Diretor Executivo
Anistia Internacional Brasil

Fonte: Recebido pela Newsletter da Anistia Internacional do Brasil.

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Estamos a menos de 100 dias das Olimpíadas

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Anistia Internacional

Você sabia que, apesar da promessa de legado de uma cidade segura para sediar os Jogos Olímpicos…

…1 a cada 5 homicídios na cidade do Rio de Janeiro em 2015 foi cometido pela polícia?

Somente no mês de abril, pelo menos 11 pessoas morreram durante operações policiais na cidade. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 54% nas mortes resultantes de intervenção policial na capital – a maioria desses casos não é investigada.

Manifestações pacíficas também tem recebido repressão violenta como resposta.Manifestantes foram gravemente feridos por balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e até mesmo armas de fogo usadas pelas forças policiais.

A única nova legislação no campo da segurança pública relacionada aos Jogos Olímpicos é a lei antiterrorismo, que na prática pode ser usada para coibir e criminalizar protestos.

Ainda há tempo!

Nos próximos 100 dias que faltam até as Olimpíadas, as autoridades e o comitê organizador dos Jogos Olímpicos ainda podem tomar medidas para assegurar que não hajam mais violações de direitos humanos em operações policiais ou no policiamento de protestos.

Esperamos que as forças policiais do Rio de Janeiro abordem as questões de segurança pública de forma preventiva, preservando o direito à vida e à manifestação.

Meu amigo, contamos com você ao nosso lado, acompanhando e defendendo esta causa!

Atila Roque

Atila Roque
Diretor Executivo
Anistia Internacional Brasil

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