Alcântara: o custo do Centro Espacial para as comunidades quilombolas

Centro de Lançamento de Alcântara

Novos projetos da base de lançamentos ameaçam 400 moradores de comunidades próximas à Alcântara, no Maranhão.

O Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, mudou a vida de dezenas de famílias quilombolas. Se antes moravam ao lado do mar e sobreviviam da pesca, a nova morada, nas chamadas agrovilas, está a 40 quilômetros da antiga residência. Hoje, compram o peixe – que chega na garupa de motos.

O segundo maior Centro Especial de Foguetes do mundo nunca mandou um só satélite ao espaço. Este ano, o governo Temer retomou negociações para que os Estados Unidos usem a base.

Novos projetos ameaçam 400 pessoas das comunidades de Boa Vista e Manuma. Nessa última comunidade, vivem 71 famílias de remanescentes de escravos. Há 30 anos vivem um conflito territorial com o Centro de Lançamento de Alcântara.

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Você já ouviu falar em Ruralômetro?

Ruralômetro

repórter brasilAs escolas de samba Paraíso do Tuiuti e Beija Flor venceram o Carnaval deste ano com enredos tomados pelo espírito crítico ao cenário político e ao trabalho escravo. Acompanhar e investigar a atuação dos políticos é uma constante do jornalismo da Repórter Brasil. Este ano, criamos uma ferramenta interativa capaz de mostrar, com apenas um clique, a atuação dos deputados federais que prejudicam o meio ambiente e a população do campo.

O resultado você confere no Ruralômetro. O cálculo é simples: quanto pior o impacto dos projetos que o parlamentar votou ou propôs, mais alta é a febre ruralista do deputado. Descobrimos que 60% da Casa têm atuação desfavorável ao meio ambiente, indígenas e trabalhadores rurais.

O Ruralômetro revela que desmatadores financiaram a campanha de metade da Câmara e ainda mostra as doações de empresas flagradas com trabalho escravo. Mas você pode descobrir muito mais acessando o Ruralômetro.

Se você já navegou, pedimos que clique aqui e responda uma pesquisa para melhorarmos o Ruralômetro – leva apenas 4 minutos! Contamos com a sua ajuda para seguir investigando a Câmara dos Deputados.

Repórter Brasil

Estudo divulga os riscos à diversidade e à pluralidade no sistema de comunicações no país

Quem controla a mídia no Brasil?

O debate sobre a democratização dos meios de comunicação no Brasil está na pauta do Serviço Social. Atualmente, o CFESS integra o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), pois considera que, se houvesse no Brasil uma mídia democraticamente acessível a todas as pessoas e segmentos, diferentes vozes seriam ouvidas e você, assistente social, poderia ter a oportunidade de assistir a outros programas de televisão e de rádio e ter até suas manifestações ouvidas.

É nesse sentido que o CFESS divulga o lançamento do estudo Quem Controla a Mídia no Brasil, que ocorreu em Brasília nesta sexta-feira, 2 de fevereiro, no auditório do Conselho Nacional do Ministério Público Federal. O levantamento, que faz parte de uma iniciativa internacional que ganhou o nome de Media Ownership Monitor (Monitor de Propriedade de Mídia), foi organizado pela instituição Repórteres sem Fronteiras.

O estudo identificou os 40 principais grupos de mídia, seus proprietários e proprietárias e os riscos à diversidade e à pluralidade no sistema de mídia do país. Participaram do lançamento a procuradora federal dos direitos do cidadão, Deborah Duprat, o representante da Repórteres sem Fronteiras no Brasil, Emmanuel Colombié, e o coordenador da pesquisa, André Pasti, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, este último responsável pelo estudo do caso brasileiro.

Assistente social pode participar

Para além do estudo, a categoria de assistentes sociais pode participar ativamente desse debate e dessa luta. Basta conhecer as atividades da Comissão de Comunicação do CRESS de sua região, as ações e estratégias do FNDC e dos Fóruns Estaduais pela Democratização da Comunicação.

O CFESS acredita que, para se aliar a essa luta, é preciso entender que a comunicação é um direito de todos/as. E que, para todo mundo poder exercer esse direito (que inclui a expressão e o direito à informação com diversidade), é preciso que haja mais mídia independente, menos recursos públicos para a mídia privada, menos concentração de controle e propriedade, mais canais disponíveis gratuitamente para a sociedade, mais conteúdo local e menos influência de governos e políticos nos conteúdos da radiodifusão.

Você pode acessar o estudo, clicando aqui!

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS

 

Julian Assange oferece recompensa por informações sobre assassinos de jornalista

Twitter Julian Assange

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, prometeu uma recompensa de 20 mil euros por informações que levem aos assassinos da jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia. A repórter, vítima de um atentado no dia 16 de outubro, foi fundamental na investigação e divulgação de denúncias no âmbito do “Panamá Papers”.

“Indignado de saber que a jornalista investigativa e blogger maltesa Daphne Caruana Galizia foi assassinada esta tarde perto de casa com uma bomba em seu carro. Ofereço uma recompensa de 20 mil euros por informações que conduzam à condenação de seus assassinos”, escreveu Assange em seu blog.

Esta semana, o filho da jornalista, Matthew Caruana Galizia, que também é membro do Consórcio Internacional de Periódicos de Investigação (ICIJ), acusou as autoridades de Malta de cumplicidade do assassinato. “Vocês são cúmplices, responsáveis”, disse por sua conta no Facebook.

Na quarta-feira (18), a União Europeia se pronunciou sobre o crime. “Estamos horrorizados pelo fato de ser uma jornalista conhecida e respeitada, a senhora Daphne Caruana Galizia, perdeu sua vida no que parece ser um ataque especificamente dirigido contra ela”, disse Margarita Schinas. “Foi um ato escandaloso”, assegurou, “O que conta agora é que se faça justiça”.

O primeiro ministro de Malta, Joseph Muscat, que reconheceu que a jornalista publicava constantemente críticas contra ele, tachou o assassinato como um ato de “barbarie” e ordenou aos serviços de segurança que dediquem todos os recursos possíveis à investigação.

Para o porta-voz do executivo europeu, Caruana Galizia era “uma pioneira do jornalismoinvestigativo em Malta” e explicou que o presidente da Comissão Jean-Claude Juncker, e seus comissários “condenam com máxima força este ataque”.

Portal Imprensa

A “Investigação a partir de histórias: um manual para jornalistas investigativos” de Mark Lee Hunter

Livro, publicado pela primeira vez em 2009 e já conta com versões em sete idiomas, é uma ferramenta básica para começar e terminar um trabalho investigativo, oferecendo conteúdo para o aprendizado de técnicas básicas. A “Investigação a partir de histórias: um manual para jornalistas investigativos”, de Mark Lee Hunter, é um guia amplamente reconhecido por jornalistas investigativos de várias partes do mundo, publicado pela primeira vez em 2009, em diversas línguas. Naquele momento, as versões em espanhol e português não estavam disponíveis. Baixe a publicação em português clicando neste link: http://bit.ly/Ms7TLw.

UNESCO lança edição em português de manual para jornalistas investigativos

A UNESCO lança esta semana as versões em português e espanhol de seu manual para jornalistas investigativos. Foto: iStockphoto (via site da UNESCO)

UNESCO lança esta semana as versões em português e espanhol de seu manual para jornalistas investigativos.

“Investigação a partir de histórias: um manual para jornalistas investigativos”, de Mark Lee Hunter, é um guia amplamente reconhecido por jornalistas investigativos de várias partes do mundo, publicado pela primeira vez em 2009, em diversas línguas. Naquele momento, as versões em espanhol e português não estavam disponíveis.

Cinco anos mais tarde, devido à grande demanda, a UNESCO lança nestas línguas, gratuitamente, esta notável publicação. Ambas as versões já estão disponíveis para download, e se somam aos outros cinco idiomas previamente publicados.

O valor e a importância da precisão, do cuidado e da busca detalhada de informações pelo jornalismo investigativo em uma democracia são cada vez mais reconhecidos. Suas contribuições são essenciais para a governabilidade democrática.

A existência de um “watchdog” (cão de guarda) público que expõe e informa aos cidadãos e cidadãs sobre as eventuais más práticas dos membros supostamente confiáveis da sociedade ou do governo é fundamental para uma democracia que está funcionando de forma saudável. No entanto, Mark Lee Hunter sugere que o jornalismo investigativo envolve não somente cobrir o que não funciona bem.

'Investigação a partir de histórias: um manual para jornalistas investigativos', de Mark Lee HunterAo longo da publicação, ele reforça: “Por fim, não busque apenas coisas que envolvam transgressões. É frequentemente mais difícil realizar um bom trabalho de registro sobre algo que está dando certo – entender um novo talento, ou um projeto de desenvolvimento que alcançou as suas metas, ou uma empresa que está gerando riqueza e empregos. Identificar os elementos replicáveis do sucesso, ou as ‘melhores práticas’, é um valioso serviço aos seus expectadores”.

Devido à natureza do seu trabalho, jornalistas investigativos enfrentam, com frequência, muitos desafios inesperados, especialmente em países onde o Estado de Direito ainda não está consolidado. Na última década, mais de 600 jornalistas foram mortos e muitos mais sofreram ataques não fatais. Além disso, tem havido um reduzido índice de condenação dos autores desses crimes.

Promover a segurança dos jornalistas faz parte dos compromissos de longo prazo da organização, por isso a UNESCO esteve envolvida, desde o início, com o Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, que foi aprovado pelo Conselho dos Chefes Executivos das Nações Unidas, em 12 de abril de 2012. A UNESCO também salienta a importância da liberdade de informação para o jornalismo investigativo.

A UNESCO reconhece não apenas a importância do jornalismo investigativo, mas frequentemente promove debates sobre a responsabilidade da mídia e os padrões profissionais e éticos, além de também sublinhar as ameaças a que estão sujeitos os jornalistas durante o exercício de seu trabalho. Neste contexto, fornece aos jornalistas informações, treinamento e materiais que lhes permitam exercer melhor sua profissão; é o caso neste manual.

A UNESCO encoraja e apoia os jovens que estão interessados no jornalismo investigativo como uma vibrante carreira profissional e, portanto, a organização está especialmente entusiasmada em oferecer ao público que fala português e espanhol mais esta ferramenta de trabalho.

De acordo com o autor Mark Lee Hunter, “há uma série de reportagens investigativas importantes produzidas em espanhol e português, em países como Brasil, México e outros países latino-americanos, bem como na Europa, África e, em particular, em Moçambique”.

A publicação centra-se na abordagem baseada na investigação por hipótese. Todas as etapas do processo investigativo, desde a concepção, passando pela pesquisa, controle de qualidade, escrita e divulgação são aplicadas e foram exaustivamente analisadas e bem ilustradas por estudos de caso reais em cada capítulo.

A UNESCO convida o público a baixar uma cópia gratuita do manual e assistir a um pequeno vídeo de Mark Lee Hunter falando sobre o lançamento do livro em português e espanhol.

Baixe a publicação em português clicando aqui.

O jornalismo e o financiamento coletivo

O jornalismo e o financiamento coletivo

Há duas semanas a Agência Pública lançou um projeto no Catarse . O objetivo é financiar coletivamente reportagens investigativas que tragam ao público verdades escondidas sobre o Brasil. O “Reportagem Pública” é transformador, pois dá ao público o poder de decidir aquilo que ele quer ler. O esquema é simples: o repórter propõe sua investigação ao público e todas as pessoas que apoiarem o projeto no Catarse vão poder escolher quais reportagens devem ser realizadas.

A Pública foge dos modelos convencionais do jornalismo online. No nosso site você não vai encontrar notícias, artigos de opinião ou fofocas sobre celebridades, mas apenas reportagens longas e autorais, com um cuidado na apuração e apresentação das informações. A Pública foi o primeiro veículo a cobrir as violações de direitos humanos no Brasil por conta dos megaeventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas. O blog Copa Públicaé uma experiência de jornalismo cidadão, que trouxe à tona temas geralmente ignorados pela mídia tradicional. Além disso, projetos como o Futuro da Amazônia e o Amazônia Pública também levantaram questões ignoradas, como o mau uso de verbas para educação no Pará e os efeitos sociais e ambientais das grandes obras desenvolvimentistas nos rios Madeira e Tapajós e na região de Carajás.

O grande trunfo da Pública é a rede de leitores e republicadores que conseguimos formar ao longo de quase três anos de existência. Tudo o que é publicado por nós é feito sob licença creative commons, para que o conteúdo seja espalhado pela rede, tanto em grandes portais como o Yahoo e Terra, como em perfis no Facebook.

O crowdfunding no Catarse vem justamente no momento em que o público quer mais, e nós também: queremos mais repórteres nas ruas fazendo o que gostam, queremos mais informação de qualidade e menos enrolação, queremos mais verdades sobre o Brasil, queremos mais denúncias que têm que ser feitas. O nosso objetivo é aumentar a rede de produção de jornalismo investigativo e fortalecer a estimular o trabalho de excelentes jornalistas em todos os cantos do país.

A ideia do crowdfunding surgiu há tempos, inspirada por iniciativas de sucesso mundo afora, onde a prática do público financiar reportagens e repórteres, de acordo com o interesse da maioria, está se naturalizando cada vez mais. Além disso, centros de jornalismo investigativo, como o ProPublica também já utilizaram o financiamento coletivo como ferramenta para fomentar a produção de reportagens de qualidade.

freedom of press

O sucesso da campanha do ProPublica começou com uma simples pergunta “Qual é a sua história de estágio?”. Em um mês a meta de US$ 22 mil foi alcançada  e permitiu o início da investigação: durante 16 semanas o ProPublica vai percorrer campi de diversas universidades americanas para pesquisar sobre o tema e desenvolver a reportagem.

propublica

Outro caso muito interessante é a parceria da Freedom of the Press Foundation com a repórter Alexa O’Brien. Após uma campanha de financiamento coletivo, foi possível custear todo o trabalho de transcrição das audiências de julgamento de Bradley Manning, soldado norte-americano condenado a 35 anos de detenção por vazar documentos secretos ao WikiLeaks. Essa iniciativa permitiu o registro de um caso histórico já que não foi feita nenhuma transcrição oficial do julgamento de Manning.

No Brasil, ainda há poucas iniciativas nesse sentido. Recentemente, a ONG Repórter Brasil lançou o projetoArquitetura da Gentrificação, aqui mesmo no Catarse, que arrecadou mais de R$ 20 mil para investigar e mapear a expulsão de moradores pobres de áreas centrais da cidade de São Paulo. O Viomundo, site de jornalismo independente, também lançou uma campanha convidando os leitores a patrocinarem a realização de cinco pautas. Até agora o site já arrecadou mais de R$17 mil reais. Além disso, entre os cinco maiores projetos da história do Catarse estão dois documentários que investigaram temas de interesse público. Belo Monte – Anúncio de uma Guerra se debruçou sobre a construção da polêmica hidroelétrica no rio Xingu, e Domínio Público  foi atrás dos bilhões de reais investidos no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, para a Copa do Mundo e as Olímpiadas.

São iniciativas independentes, ou seja, não se subordinam a corporações ou governos para se manter no ar. A Pública acredita que a independência é o caminho para levar ao leitor informações de qualidade, em busca de justiça, a versão mais próxima da verdade, e, por isso, o crowdfunding é o caminho mais coerente para manter essa postura. O público, mais do que ninguém, é capaz de ajudar a conservar a independência de um veículo.

Durante todo o processo de apuração da pauta os apoiadores acompanharão alguns passos da reportagem , com informações disponibilizadas pelo repórter, e poderão se oferecer para  colaborar e ajudar, se quiserem. E, no final, a Pública promoverá um bate-papo com os repórteres contando como foi a sua experiência. Além de convidar o público a se envolver com o projeto, do início ao fim, da arrecadação à escolha das reportagens que serão publicadas, o Reportagem Pública também faz um chamado aos repórteres: compartilhem suas pautas com o público.

Estamos à procura de boas histórias que ainda não foram contadas (link form), daquilo que, por algum motivo, passou batido, ficou invisível e ignorado. Há um mundo quase que infinito de pautas que ainda esperam por um repórter para adotá-las. Há um grande número de repórteres que ainda esperam por uma oportunidade de colocar seu sonho em prática. Para ambos, o momento é agora.

Conheça o projeto. Se puder, colabore e ajude a espalhá-lo.

Por Luiza Bodenmüller, da Agência Pública

O comparativo dos governos de FHC x LULA

O livro do jornalista Amaury Ribeiro Júnior intitulado “A Privataria Tucana” pode representar o fim da carreira política do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador do Estado de São Paulo, José Serra, um dos principais participantes do governo FHC na era das grandes privatizações, haja vista que ocupou a função de Ministro do Planejamento e, em seguida, Ministro da Saúde. O vídeo é sugestão do jornalista Paulo Henrique Amorim entrevista autor do livro da obra investigativo.

Uma coisa que me deixa puto é esse lance de piratear obras literárias sem autorização e disponibilizar na rede como mais um link. Desculpem amigos, mas temos que dar e ser o exemplo. Sou contra a pirataria e esse link do livro publicado no 4Shared é algo desonesto para aqueles que lutam por justiça neste país e principalmente aos patronos da ética. Caro ou não, temos que adquirir o livro com a intensão de financiarmos esses autores iluminados a produzirem outros tantos livros valiosos como esse. Esse link não é legal e me recuso a divulga-lo! Eu comprei o meu e recomendo.

Um salve o jornalismo investigativo e parabéns Amaury pelo livro.