Judeus contra Bolsonaro #EleNão

Nós, brasileiros abaixo-assinados, judeus e judias identificados com várias candidaturas à Presidência do Brasil, vimos a público para deixar claro nosso repúdio ao candidato Jair Bolsonaro, representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira.

Ele enaltece o período da ditadura militar (1964-1984), um dos mais nefastos da história do país, e tudo de trágico que ela representou, especialmente a tortura contra seus oponentes. Entre eles, muitos judeus e judias.

Não nos deixamos seduzir pelo apelo à “segurança” feito pela campanha do candidato, que encontra terreno fértil diante de nossa sociedade civil fragilizada. Essa “segurança” mascara a violência indiscriminada, a defesa de privilégios e a exclusão de amplos setores da sociedade.

Não nos deixamos seduzir, também, pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com “sua” noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é.

Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito.

Conclamamos os democratas de todo o espectro político nacional a cerrarem fileiras em defesa dos direitos de todos os segmentos que compõem nossa sociedade.

Somos contra o fascismo! Todos por todas e todas por todos! Vote pela democracia, Vote pela tolerância, #EleNão!

Change

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Enquanto os evangélicos neopentecostais glorificam o candidato neofascista, judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Judeus criam manifesto contra Bolsonaro

Petição no site Change.org foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel, tem texto em apela para que os judeus não se deixem ‘seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro’; um grupo chamado Judeus contra Bolsonaro Judeus Contra Bolsonaro, criado no Facebook, já reuniu cinco mil membros em apenas cinco dias.

Às vésperas de uma data importantíssima para o povo judeu, o Yom Kippur, ou Dia do Perdão, um abaixo-assinado criado no site Change.org reúne, em pouco menos de dez horas, quase mil assinaturas de judeus contra a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, descrito no texto da petição como “representante de uma visão intolerante, racista, machista, misógina e homofóbica que ameaça a ainda frágil democracia brasileira”.

A mobilização online foi criada por Mauro Nadvorny, brasileiro que mora em Israel e membro do Juprog (Judeus Progressistas) e da J-Amlat (movimento em construção de judeus latinoamericanos de esquerda). O abaixo-assinado apela para que os judeus não se deixem “seduzir pela simpatia declarada do candidato para com uma Israel estereotipada. Trata-se de mero interesse eleitoreiro”.

Ao justificar a violência como método, hostilizar mulheres, negros, oposicionistas políticos e quem não concorda com ‘sua’ noção de normalidade sexual, Bolsonaro se coloca no mesmo patamar de doutrinas que tanto sofrimento causaram ao povo judeu e a todo o mundo, se desnudando como o fascista que realmente é. Como minoria, somos solidários a todos os grupos hostilizados por este candidato e nos unimos a eles no combate à intolerância e ao preconceito,
diz outro trecho.

Outra mobilização do povo judeu contra o candidato foi criada no Facebook, em um grupo chamado “Judeus Contra Bolsonaro”, que já reuniu cerca de cinco mil membros em apenas cinco dias.

Em abril do ano passado, Bolsonaro participou de um evento na Hebraica do Rio de Janeiro, onde fez um discurso de ódio, ofendendo negros e quilombolas, e por causa dele se tornou alvo de um processo de racismo que até há pouco corria no Supremo Tribunal Federal. Na semana passada, a Suprema Corte rejeitou a abertura de investigação sobre o caso. A maioria da comunidade judaica no Brasil, no entanto, é contra a candidatura do deputado.

Brasil 247

De acordo com pesquisa, 81% dos homens consideram Brasil um país machista

Machismo

Pesquisa realizada pela ONU Mulheres e pelo portal Papo de Homem mostrou que 81% dos homens entrevistados concordam que o machismo ainda é recorrente no Brasil, enquanto o percentual sobe para 95% no caso das mulheres.

Segundo o levantamento, estereótipos do comportamento masculino causam dificuldades para os homens, já que 66,5% deles disseram não conversar com os amigos sobre medos e sentimentos. Outros 45% disseram que não gostam de se sentir responsáveis pelo sustento financeiro da casa e 45,5% disseram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo.

Pesquisa realizada nesta terça-feira (25) pela ONU Mulheres e pelo portal Papo de Homem mostrou que 81% dos homens entrevistados concordam que o machismo ainda é recorrente no Brasil, enquanto o percentual sobe para 95% no caso das mulheres.

O levantamento apontou que estereótipos do comportamento masculino causam dificuldades para os homens, já que 66,5% deles disseram não conversar com os amigos sobre medos e sentimentos. Outros 45% disseram que não gostam de se sentir responsáveis pelo sustento financeiro da casa e 45,5% disseram que gostariam de se expressar de modo menos duro ou agressivo. A pesquisa, que teve apoio do Grupo Boticário, mostrou ainda que 3% dos homens se consideram bastante machistas.

O estudo teve como objetivo saber mais sobre como as pessoas se sentem em relação ao tema, de forma a encontrar caminhos rumo a uma sociedade mais igualitária e com mais diálogo entre os gêneros, disse a ONU Mulheres.

Os homens consultados disseram ser difícil lidar com a figura de “herói durão” e do ideal da virilidade dominante na sociedade. Segundo a pesquisa, 56,5% dos homens entrevistados disseram que gostariam de ter uma relação mais próxima com os amigos, enquanto 54% disseram que gostariam de ter mais liberdade para explorar hobbies pouco usuais, sem serem julgados.

O estudo também identificou como as mulheres percebem o papel dos homens em sua vida e na sociedade. A pesquisa constatou que os homens ainda não sabem lidar com mudanças de posição na hierarquia social, o que faz com que busquem provar sua masculinidade.

ONU Brasil