Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada

Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada

Você se pergunta como um candidato com tão poucas qualidades e com tantos defeitos pode conseguir o apoio quase que incondicional de grande parte da população?

Você já tentou argumentar racionalmente com os eleitores deles, mas parece que eles estão absolutamente decididos e te tratam imediatamente como inimigo no mais leve aceno de contrariedade?

Até sua tia, que sempre foi fofa com você, agora ataca seus posts sobre política no Facebook?

Pois bem, vou contar uma história.

O principal nome dessa história é um sujeito chamado Steve Bannon. Bannon tinha uma visão de extrema direita nacionalista. Ele tinha um site no qual expressava seus pontos de vista que flertavam com o machismo, com a homofobia, com a xenofobia, etc. Porém, o site tinha pouca visibilidade e seu sonho era que suas ideias se espalhassem com mais força no mundo.

Para isso, Bannon contratou uma empresa chamada Cambridge Analytica. Essa empresa conseguiu dados do Facebook de milhões de contas de perfis por todo mundo. Todo tipo de dado acumulado pelo Facebook: curtidas, comentários, mensagens privadas. De posse desses dados e utilizando algoritmos, essa empresa poderia traçar perfis psicológicos detalhados dos indivíduos.

Tais perfis seriam então utilizados para verificar quais indivíduos estariam mais predispostos a receber as mensagens: aqueles com disposição de acreditar em teorias conspiratórias sobre o governo, por exemplo, ou que apresentavam algum sentimento de contrariedade difuso ao cenário político atual.

A estratégia seria fazer com que esse indivíduo suscetível a essas mensagens mudasse seu comportamento, se radicalizasse. Como as pessoas passaram a receber as notícias e a perceber o mundo principalmente através das redes sociais, não é difícil manipular essas informações. Se você pode controlar as informações a que uma pessoa tem acesso, você pode controlar a maneira com que ela percebe o mundo e, com isso, pode influenciar a maneira como se comporta e age.

Posts no Facebook podem te fazer mais feliz ou triste, com raiva ou com medo. E os algoritmos sabem identificar as mudanças no seu comportamento pela análise dos padrões das suas postagens, curtidas, comentários.

Assim, indivíduos com perfis de direita e seu tradicional discurso “não gosto de impostos” foram radicalizados para perfis paranoicos em relação ao governo e a determinados grupos sociais. A manipulação poderia ser feita, por exemplo, através do medo: “o governo quer tirar suas armas”. Esse tipo de mensagem estimula um sentimento de impotência e de não ser capaz de se defender. Estimula também um sentimento de “somos nós contra eles”, o que fecha a pessoa para argumentos racionais.

Sites e blogs foram fabricados com notícias falsas para bombardear diretamente as pessoas influenciáveis a esse tipo de mensagem. Além disso, foi explorado também um sentimento anti-establishment, anti-mídia tradicional e anti “tudo isso que está aí”. Quando as pessoas recebiam várias notícias de forma direta, e não viam essas notícias repercutirem na grande mídia, chegavam à conclusão de que a grande mídia mente e esconde a verdade que eles tem.

Se antes a mídia tradicional podia manipular a população, a manipulação teria que ser feita abertamente, aos olhos de todos. Agora, todos temos telas privadas que nos mandam mensagens diretamente. Ninguém sabe que tipo de informação a pessoa do lado está recebendo ou quais mensagens estão construindo sua percepção de realidade.

Com esse poder nas mãos, Bannon conseguiu popularizar a alt right (movimento de extrema direita americana) entre os jovens, que resultou nos protestos “unite de right” no ano passado em Charlottesville, Virgínia que tiveram a participação de supremacistas brancos. Bannon trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump e foi estrategista de seu governo. A Cambridge Analytica trabalhou também no referendo do Brexit, que foi vencido principalmente por argumentos originados de fake news.

Quando a manipulação veio à tona, Mark Zuckerberg foi chamado ao senado americano para depor. Pra quem entendeu o que houve, ficou claro que a democracia da nação mais importante do mundo havia sido hackeada. Mas os congressistas pouco entendimento tinham de mídia social; e quem estaria disposto a admitir que a democracia pode ser hackeada através da manipulação dos indivíduos?

Zuckerberg estava apenas pensando em estabelecer um modelo de negócios lucrativo com a venda de anúncios direcionados. A coleta de dados e a avaliação de perfil psicológico das pessoas tinham a intenção “inocente” de fazer as pessoas clicarem em anúncios pagos. Era apenas um modelo de negócios. Mas esse mesmo instrumento pode ser usado com finalidade política.

Ele se deu conta disso e sabia que as eleições brasileiras podiam estar em risco também. Somos uma das maiores democracias do mundo. O Facebook tomou medidas ativas para evitar que as campanhas de desinformação e manipulações ocorressem em sua rede social. Muitas contas fake e páginas que compartilhavam informações falsas foram retiradas do Facebook no período que antecede as eleições.

Mas não contavam com a capilarização e a popularização dos grupos de Whatsapp. Whatsapp é um aplicativo de mensagens diretas entre indivíduos; por isso, não pode ser monitorado externamente. Não há como regular as fake news, portanto, fazer um perfil fake no Whatsapp também é bem mais fácil que em outras redes sociais e mais difícil de ser detectado.

Lembram do Steve Bannon, que sonhou com o retorno de uma extrema direita nacionalista forte mundialmente? Que tinha ideias que são classificadas como anti minorias, racistas e homofóbicas? E que usou um sentimento difuso anti “tudo que está aí”, e um medo de os homens se sentirem indefesos para conquistar adeptos?

Pois bem, ele se encontrou em agosto com Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro disse que o Bannon apoiaria a campanha do seu pai com suporte e “dicas de internet”, essas coisas. Bannon é agora um “consultor eventual” da campanha. Era o candidato ideal pra ele, por compartilhava suas ideias, no cenário ideal: um país passando por uma grave crise econômica com a população desiludida com a sua classe política.

Logo depois de manifestações de mulheres nas ruas de todo o Brasil e do mundo contra Bolsonaro, o apoio do candidato subiu, entre o público feminino, de 18 para 24 por cento. Um aumento de 6 pontos depois de grande parte das mulheres se unir para demonstrar sua insatisfação com o candidato.

Isso acontece porque, de um lado, a grande mídia simplesmente ignorou as manifestações e, por outro, houve um ataque preciso às manifestações através dos grupos de Whatsapp pró-Bolsonaro. Vídeos foram editados com cenas de outras manifestações, com mulheres mostrando os seios ou quebrando imagens sacras, mas utilizadas dessa vez para desmoralizar o movimento #elenão entre as mais conservadoras.

Além disso, Eduardo Bolsonaro veio a público logo após a manifestação e declarou: “As mulheres de direita são mais bonitas que as de esquerda. Elas não mostram os peitos e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene”. Essa declaração pode parece pueril ou simplesmente estúpida mas é feita sob medida para estimular um sentimento de repulsa para com o “outro lado”.

Isso não é nenhuma novidade. A máquina de propaganda do nazismo alemão associava os judeus a ratos. O discurso era que os judeus estavam infestando as cidades alemãs como os ratos. Esse é um discurso que associa o sentimento de repulsa e nojo a uma determinada população, o que faz com que o indivíduo queira se identificar com o lado “limpo” da história. Daí os 6 por cento das mulheres que passaram a se identificar com o Bolsonaro.

Agora é possível compreender porque é tão difícil usar argumentos racionais para dialogar com um eleitor do Bolsonaro? Agora você se dá conta do nível de manipulação emocional a que seus amigos e familiares estão expostos? Então a pergunta é: “o que fazer?”

Não adiante confrontá-los e acusá-los de massa de manobra. Isso só vai fazer com que eles se fechem e classifiquem você como um inimigo “do outro lado”. Ser chamado de manipulado pode ser interpretado como ser chamado de burro, o que só vai gerar uma troca de insultos improdutiva.

Tenha empatia. Essas pessoas não são tolas ou malvadas; elas estão tendo suas emoções manipuladas e estão submetidas a uma percepção da realidade bastante diferente da sua.

Tente trazê-las aos poucos para a razão. Não ofereça seus argumentos racionais logo de cara, eles não vão funcionar com essas pessoas. A única maneira de mudar seu pensamento é fazer com que tais pessoas percebam sozinhas que não há argumentos que fundamentem suas crenças e as notícias veiculadas de maneira falsa.

Isso só pode ser feito com uma grande dose de paciência e de escuta. Peça para que a pessoa defenda racionalmente suas decisões políticas. Esteja aberto para ouvi-la, mas continue sempre perguntando mais e mais, até ela perceber que chegou num ponto em que não tem argumentos para responder.

Pergunte, por exemplo: “Por que você decidiu por esse candidato? Por que você acha que ele vai mudar as coisas? Você acha que ele está preparado? Você conhece as propostas dele? Conhece o histórico dele como político? Quais realizações ele fez antes que você aprova?”

Em muitos casos, a pessoa tentará mudar o discurso para falar mal de um outro partido ou do movimento feminista. Tal estratégia é esperada porque eles foram programados para achar que isso representa “o outro lado”, os inimigos a combater.

Nesse caso, o caminho continua o mesmo: tentar trazer a pessoa para sua própria razão: “Por que você acha que esse partido é tão ruim assim? Sua vida melhorou ou piorou quando esse partido estava no poder? Como você conhece o movimento feminista? Você já participou de alguma reunião feminista ou conhece alguém envolvido nessa luta?”

Se perceber que a pessoa não está pronta para debater, simplesmente retire-se da discussão. Não agrida ou nem ofenda, comportamento que radicalizaria o pensamento de “somos nós contra eles”. Tenha em mente que os discursos que essa pessoa acredita foram incutidos nela de maneira que houvesse uma verdadeira identificação emocional, se tornando uma espécie de segunda identidade. Não é de uma hora pra outra que se muda algo assim.

Duas das mais importantes democracias do mundo já foram hackeadas utilizando tais técnicas de manipulação. O alvo atual é o nosso país, com uma das mais importantes democracias do mundo. Não vamos deixar que essas forças nos joguem uns contra os outros, rasgando nosso tecido social de uma maneira irrecuperável.

P.S.: Por favor, pesquise extensamente sobre todo e qualquer assunto que expus aqui, e sobre o qual você esteja em dúvida. Não sou de nenhum partido. Sou filósofo e, como filósofo, me interesso pela verdade, pela ética e pelo verdadeiro debate de ideias.

Artigo recebido e compartilhado via WhatsApp e desconheço a autoria.

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Fim do mimimi no Facebook. Zuckerberg anuncia plano para combater notícias falsas na rede

Mark Zuckerberg e Dilma Rousseff

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou que a empresa possui planos para tentar combater a circulação de notícias falsas na rede social.

A companhia virou alvo de polêmica depois da eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, quando usuários, pesquisadores e colunistas de jornais alegaram que notícias falsas sobre os candidatos podem ter influenciado a escolha dos eleitores.

De acordo com a BBC, o CEO informou que a empresa elabora sete propostas para combater a desinformação de modo mais eficiente, como:

  • Desenvolver sistemas técnicos mais eficientes, para detectar o que as pessoas irão denunciar como falso antes que elas façam isso.
  • Tornar mais fácil o processo de denúncia reportagens falsas.
  • Fazer parcerias com organizações de checagem de fatos.
  • Rotular os links que foram denunciados como notícia falsa e mostrar avisos quando as pessoas lerem ou compartilharem estes links.
  • Aumentar a exigência de qualidade para os links que aparecem como “relacionados” na linha do tempo.
  • Dificultar o lucro dos sites de notícias falsas com anúncios.
  • Trabalhar com jornalistas para aprender métodos de checagem de fatos.

Algumas dessas ideias irão funcionar e outras não, mas quero que vocês saibam que sempre levamos isso a sério, entendemos a importância deste assunto para nossa comunidade e estamos determinados a resolver isso
disse Zuckerberg

Em uma conferência na Califórnia, o empresário destacou que a ideia de que notícias falsas na rede social teriam influenciado as eleições era “bem maluca”. Na mensagem que publicou no último sábado (19/11), ele reafirmou que “o percentual de desinformação é relativamente pequeno”.

Portal Imprensa

Facebook cria opção que denuncia notícias falsas, mas a boataria corre solto

Facebook app

Você pode concordar comigo que muitas vezes vê uma notícia na internet e fica com aquela dúvida se é real ou não. Isso ocorre porque realmente há muitos boatos e fofocas lançadas só para difamar alguém ou mesmo por brincadeira. A rede social de Mark Zuckerberg – conhecida por sempre pregar a veracidade e a confiabilidade em seus conteúdos e nos seus usuários – lançou uma nova aplicação para denunciar as chamadas notícias fake no Facebook.

O novo sistema funciona como as demais opções de denúncia, que já existiam, como a de pornografia e a de violência. Essa novidade pretende diminuir drasticamente a proliferação de fotos, vídeos e atualizações de status falsos e enganosos.

Com um determinando número de usuários denunciando tal postagem, menos ela será visualizada através de um algoritmo específica e podendo ser visto como algo falso ou boato. Segundo o Facebook, essa função não deve afetar a rotina dos usuários, apenas daqueles que gostam de espalhar notícias falsas.

Diretrizes

Usuários rejeitam nova política de dados do Facebook

facebook dcvitti

Vontade dos internautas, no entanto, só será validada com o aval de 30% do público.

O documento no qual o Facebook propõe mudanças em sua política de uso de dados e declaração de direitos e responsabilidades (DDR) não tem agradado. Até a manhã desta terça-feira, 90% dos cerca de 45 mil votantes rejeitam as alterações propostas.

Para que a vontade dos internautas seja validada, é preciso que 30% dos usuários da rede se manifestem. Ou seja, as mudanças sugeridas pelo Facebook só serão ignoradas se mais 300 milhões de pessoas as vetarem. A votação permanece no ar até o dia 10.

Proposto no dia 21 de novembro, o documento trata de privacidade dos usuários, do modo como as informações podem ser vendidas aos anunciantes e propõe unificação com a base de dados do Instagram, recentemente comprado pela rede social. Desde então, a equipe de Mark Zuckerberg recebe comentários e sugestões de qualquer um disposto a participar.

“Você (usuário) ressaltou que nossa decisão em atualizar o processo nos dá a oportunidade de inovar e pesquisar novas e melhores formas de aprimorar a participação. Nós concordamos e iremos incorporar suas sugestões, criando novas ferramentas para aprimorar a comunicação sobre privacidade e governança no Facebook”, informa a rede social em comunicado. Na última vez que foi proposta uma votação, apenas 0,038% dos usuários votou.

Com o objetivo de ajudar o público a compreender as propostas, explicadas em longos documentos, o Facebook realizará um webcast hoje à tarde, às 15h30, horário de Brasília.

Críticas à Política de uso de dados

O grupo de ativistas Europe-v-Facebook afirmou nesta terça-feira, 4, que irá processar o escritório do Facebook na Irlanda, onde as operações da empresa são comandadas.

O grupo pede, há cerca de um ano, mais proteção de dados na rede social. Os ativistas alegam estar decepcionados com a Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, que realizou auditoria após a organização arquivar diversas queixas.

“A Irlanda obviamente não tem grandes interesses políticos em ir contra essas companhias porque ela é dependente dos empregos que elas criam”, disse Max Schrems, fundador do europe-v-facebook, à Reuters. Gary Davies, da Comissão Irlandesa de Proteção de Dados, negou à agência de notícias que os investimentos do Facebook no país tenham influenciado na decisão do órgão.

Schrems afirmou que mais de 40 mil pessoas enviaram pedidos ao Facebooksolicitando uma cópia de todos os dados que a rede social têm deles. Até agora, meses depois, nada foi respondido.

Ações em alta

Em meio à polêmica, o Facebook apresenta bons resultados financeiros. Em novembro, as ações da empresa subiram 33% saltando de 21,08 dólares, no começo do período, para 28 dólares no último dia do pregão.

Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que possui 504 milhões de ações, viu sua fortuna pessoal aumentar em US$ 3,48 bilhões recentemente, e atingir a casa dos US$ 14,1 bilhões.

Facebook decreta guerra aos fakes

Fakes de Mark Zuckerberg

Atrás da tela do computador dá pra ser mais jovem, mais bonito, endinheirado e até assumir outra identidade. Mas a já manjada onda de ilegitimidade que circula na web parece estar com os dias contados – pelo menos no território “facebookiano” de Mark Zuckerberg.

A iniciativa da rede social mais popular da atualidade vai intensificar o monitoramento e banir esses “mentirosinhos”, conhecidos comofakes. Desde a semana passada oFacebook vem deletando milhares de contas de usuários fakes e eliminando “curtidas” geradas por malwares e muitas vezes compradas pelas marcas que se promovem na rede – sem mencionar o fato de que alguns internautas têm sido questionados sobre a legitimidade de seus amigos por meio de perguntas em sigilo que indagam se determinados usuários estão utilizando seus nomes reais na rede.

Muitas fan pages já foram afetadas – bons exemplos são as páginas das cantoras Lady Gaga, que perdeu 31.700 likes e Rihanna, que agora tem 22 mil fãs a menos, além do popular jogo Texas HoldEm Poker, que perdeu quase 100 mil likes.

Além de propor um novo olhar, a guerra aos fakes propõe um espaço mais autêntico, confiável e transparente aos usuários desta rede social; contudo, se existe um nicho onde o buzz acerca da discussão realmente se instalou, foi entre ossocial medias.

Em tempos que o número de fãs é proporcional à reputação de uma marca, a notícia não foi bem recebida pelos “fanfarrões“ que vendem ou compram audiência para páginas no Facebook por centavos (é só dar uma busca rápida para conhecer as promessas de popularidade no Facebook a custos módicos).

Apesar do Facebook ter assegurado uma queda máxima de 1% de fãs nasfan pages (o que a princípio não parece quase nada), muitas páginas novas podem se sentir ameaçadas e comprometidas com a “expulsão” dos “camaradinhas” que preenchiam algumas lacunas e distribuíam “likes”. Mas pense: não é muito mais válido atrair e garantir uma audiência seleta e fiel ao seu cliente, que realmente trarão retorno para a marca? Sob essa linha tênue, as métricas deixam de ser apenas números e passam a representar uma fonte límpida de resultados e um universo real a ser explorado.

Analistas preveem que Facebook comprará Nokia para lançar smartphone próprio

Especialistas acreditam que, para fazer sucesso com celular, rede social precisa fazer parcerias com empresas que entendam de tecnologia

Especialistas acreditam que, para fazer sucesso com celular, rede social precisa fazer parcerias com empresas que entendam de tecnologia.

No início da semana, você deve ter acompanhado os rumores de que o Facebook tem planos de lançar seu próprio smartphone já no ano que vem. E parece que a rede social está dando o primeiro passo nesse sentido, já que a companhia estaria em negociações com engenheiros da Apple para ajudar no desenvolvimento do dispositivo.

Agora, alguns analistas começam a fazer previsões sobre qual o melhor caminho para que Mark Zuckerberg coloque o projeto em prática. Para alguns especialistas, o fundador do Facebook poderia gastar mais alguns milhões de dólares e adquirir uma das empresas de maior renome no mercado: a finlandesa Nokia.

“O Facebook vai lançar o ‘FacePhone’. Se vai ser azul e com um grande F, eu não sei – e nem mesmo o Facebook sabe. Mas sei que eles precisam de uma relação com alguém que entenda de rede, tecnologia, relacionamento com operadoras e logística. Eles poderiam comprar a Nokia ou a RIM, e não gastar nem muito dinheiro com isso”, disse Paul Amsellem, diretor do Mobile Network Group.

O executivo acredita que a negociação seria boa para todos os envolvidos. Isso porque tanto a Nokia quanto a RIM enfrentam momentos financeiros cruciais no mercado de telefonia móvel. Além disso, o celular do Facebookpoderia ser uma boa concorrência contra o Android e o iOS.

Por outro lado, há quem acredite que a rede social não siga esse caminho. “OFacebook parece estar tentando imitar o Google, assim como o Google tentou fazer com a Apple. Uma cópia de uma cópia não parece boa ideia, ainda mais pelo fato de o iOS e o Android já serem bem poderosos”, declarou Rod Enderle, analista do Enderle Group, em entrevista para a ComputerWorld.

Anonymous prometeu ataque ao Facebook no dia 5/11; será que vai cumprir?

Anonymous

Rede social virou alvo do grupo por não respeitar a privacidade dos usuários. Hackers têm habilidade, mas será que vão cumprir a promessa?

Em agosto deste ano, um dos grupos hackers mais famosos da internet, o Anonymous, conhecido por derrubar o site da Sony e diversas páginas governamentais, prometeu derrubar o Facebook. O ataque à rede social estaria programado para o dia 5 de novembro, mas será que o grupo cumprirá a promessa?

Na época, a operação foi denominada “OP_FB” (Operação Facebook, em português) e tem como propósito “punir” a rede social por abusar da privacidade de seus usuários. Depois do anúncio, feito por meio de diversos vídeos colocados no Youtube, o grupo não tocou mais no assunto.

De acordo com informações do site Mashable, o aviso teve seu lado bom e seu lado ruim. O bom é que o grupo costuma usar as ameaças e avisos para fazer com que as pessoas pensem sobre os alvos, mas sem atacá-los de verdade. O lado ruim é que o grupo tem a capacidade e habilidade para derrubar seu novo alvo facilmente.

O dia 5 de novembro foi escolhido por ser o Dia de Guy Fawkes, feriado do Reino Unido quando se comemora a falha no plano de explodir o Parlamento Britânico e matar o rei James I, feito por alguns conspiradores, incluindo Fawkes, em 1605. Ou seja, neste dia é comemorada a salvação da vida do rei.

Mesmo que o Anonymous não ataque o Facebook, os avisos fazem você pensar na quantidade de dados de usuários que a rede de Mark Zuckerberg possui. E, você, acha que o Anonymous cumprirá a promessa de derrubar a rede social ou somente os avisos bastam? Dê sua opinião!

Filme de Steve Jobs deve ter roteirista de “A Rede Social”

Aaron Sirkin, roteirista de “A Rede Social”, ainda não decidiu se participará do projeto.

A Sony Pictures, que negocia a compra dos direitos da biografia de Steve Jobs, cogita contratar Aaron Sorkin como roteirista da adaptação. Ele foi responsável pelo roteiro do filme “A Rede Social” (2010), e está entre as principais opções para adaptar a história de Jobs aos cinemas.

De acordo com o jornal LA Times, uma fonte envolvida no projeto, mas que não está autorizada a falar em público, diz que Sorkin faz parte de uma lista de possíveis roteiristas para participar da adaptação. Sorkin estuda a possibilidade, mas ainda não tomou nenhuma decisão. Ainda segundo o jornal, o roteirista chegou a conhecer Jobs.

Sorkin ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “A Rede Social”, em fevereiro deste ano. O filme, dirigido por David Fincher, conta a história da criação do Facebook, de Mark Zuckerberg, e ganhou categorias como Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora em grandes premiações, como Oscar e Globo de Ouro. Além disso, Sorkin ficou famoso ao trabalhar no seriado “Nos Bastidores do Poder” (“The West Wing“, em inglês).

Além de Sorkin, o site Deadline afirma que Mark Gordon deve ser o produtor da cinebiografia do cofundador da Apple. Gordon foi o responsável pela produção de “O Resgate do Soldado Ryan” (1998), filme dirigido por Steven Spielberg.

Versão animada e bem humorada mostra mudanças recentes do Facebook

Humoristas de Taiwan abordam as principais mudanças anunciadas por Mark Zuckerberg e as reclamações feitas por usuários do serviço.

Quer um resumo rápido e bem humorado do que foi a f8, conferência do Facebook que anunciou o novo perfil e a integração da rede social com serviços de mídia, realizada ontem? O video abaixo, feito pelos humoristas da Next Media Animation, de Taiwan, resume de forma divertida os anúncios de Mark Zuckerberg, assim como retrata algumas das principais reclamações feitas pelos usuários da rede social.

20% de todas as fotos tiradas este ano estão no Facebook

Cada pessoa tira 150 fotos por ano, em média, totalizando 375 bilhões de imagens, das quais 70 bilhões estão na rede social.

É comum querermos registrar os momentos felizes para lembrarmos deles para o resto de nossas vidas. Mas você já parou para pensar na quantidade de fotos existentes hoje no mundo? O site1000memories fez uma pesquisa e descobriu números impressionantes. E o Facebook é um dos maiores responsáveis pelo espanto.

Em 2011, foram tiradas mais de 375 bilhões de fotos no mundo todo. É um número enorme, já que, em 200 anos de história (séculos 18 e 19), 3,5 trilhões de fotografias foram tiradas. Com a chegada das câmeras digitais, que já estão nas mãos de mais de 2,5 bilhões de pessoas, o número só tende a aumentar: estima-se que cada pessoa deve tirar um total de 150 fotos em 2011.

ReproduçãoMas a rede social de Mark Zuckerberg também traz alguns números: 20% de todas as fotos tiradas este ano estão no Facebook. Isso resulta em um número 10 mil vezes maior que o total de imagens guardadas pelo Congresso dos EUA – e cerca de 140 bilhões de imagens estão lá!

ReproduçãoO tráfego na rede social é tão grande que, em apenas 1 mês, o número de fotos postadas por lá é o mesmo que todo o acervo do Flickr: 6 bilhões. O aplicativo Instagram está bem atrás, com 150 milhões de fotografias em seu “acervo”.

Esses números todos mostram que as pessoas tiram 4 vezes mais fotos do que há 10 anos. Preços dos equipamentos e a facilidade de compartilhamento contribuem e muito para esse resultado.