Seja um defensor da liberdade enquanto ainda temos tempos

Seja um defensor da liberdade

Anistia Internacional, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツMargaret Huang, acabou de retornar do México e é uma diretora executiva da Anistia Internacional EUA. Você provavelmente ainda não me conhece. No entanto, Jurema Werneck me convidou a escrever este e-mail para te contar, em primeira mão, sobre a minha viagem recente ao México.

Tenho certeza que você não vai acreditar quando eu te contar o que vi no México. Eu não posso te mostrar os rostos das pessoas que conheci. Não é seguro para elas. Mas a foto acima diz tudo sobre o sofrimento que eles e elas estão enfrentando neste momento.

Em Tijuana, eu visitei crianças e famílias que tiveram o acesso negado a proteções de refúgio e que vivem no esquecimento – alojadas em abrigos lotados e perigosos e, com muita frequência, forçosamente separadas de seus familiares. Conheça a história horrível desta mãe é tragicamente comum por lá:

Eles me disseram: ‘você não tem nenhum direito aqui e você não tem nenhum direito de ficar com seu filho’. Para mim, eu morri naquele momento. Eles arrancaram meu coração de mim. Como pode uma mãe não ter o direito de estar com o seu filho?

A administração Trump está fazendo o possível para tornar a situação na fronteira insuportável. Ajude-nos a proteger famílias vulneráveis ​​que buscam segurança nos EUA.

Em 2017 e 2018, a Anistia Internacional realizou extensas pesquisas de base sobre a situação dos requerentes de asilo nos Estados Unidos e na fronteira EUA-México. Mas sem o seu apoio, nossa equipe não poderá mais documentar como os EUA estão cometendo flagrantes violações de direitos humanos contra pessoas que buscam asilo no país.

Agora é o momento de mudarmos esta situação. Nós não podemos virar as costas para esse sofrimento, Dialison. Há crianças, mães e pais que precisam de proteção, e não de mais violência. Políticas que tratem as famílias com dignidade, justiça e respeito devem ser criadas. Precisamos do apoio de pessoas como você para fazer a diferença na vida de milhares de pessoas.

Portanto, amigo, estamos muito chocados com o que vi e sei que você também estaria. É por isso que estou te convidando hoje a se juntar a nós como Defensor da Liberdade. A sua doação mensal fortalece a nossa pressão para que as autoridades dos EUA parem com o retorno ilegal de solicitantes de asilo; acabe com os maus-tratos na detenção de imigrantes e com as políticas devastadoras como a separação de familiares.

Não devemos abandonar aqueles que viajaram para a fronteira em busca de proteção. Por favor ajude!

Obrigado pela sua generosidade.

Com esperança,
Margaret Huang
Diretora executiva da Anistia Internacional EUA

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Avante México

Andrés Manuel López Obrador

Saudamos a opção do povo mexicano por eleger, para presidente da república, Andrés Manuel López Obrador. Uma atitude que não se intimidou com o avanço do pensamento conservador e de práticas políticas autoritárias e xenófobas que têm se mostrado, de forma cada vez menos dissimulada, o modus operandi das potências imperialistas e, em especial, dos EUA. Intervenções militares, bombardeios, bloqueios econômicos, deposições e/ou desestabilizações de governos legitimamente eleitos são algumas dessas práticas. Nesse sentido, ganha importante relevo simbólico a eleição de López Obrador para presidente do México, diante dos desafios a enfrentar.

Em um país marcado pelo domínio de oligarquias entreguistas aliadas ao capital externo e de grupos de narcotraficantes, onde predomina a violência, a corrupção e elevados índices de desigualdades sociais, Obrador tem a enorme responsabilidade de atacar os problemas sem capitular frente aos interesses dos poderosos internos e a pressão externa dos EUA. Portanto, a eleição de Obrador demonstra a possibilidade de se romper com o pensamento e práticas que se estabeleceram no mundo, nas três últimas décadas, como forças hegemônicas, e que têm violentado qualquer iniciativa de adoção de políticas com foco na justiça social.

A sociedade mexicana demonstrou no domingo do dia 2 de julho, nas urnas, seu descontentamento com o sistema político ao dar crédito à coalizão de centro-esquerda liderada por Obrador. À classe dominante nacional e ao imperialismo resta respeitarem essa opção popular. Ao presidente eleito, Andrés Manuel López Obrador, compete cumprir suas promessas de campanha.

Salve à pátria grande!

Aprenda com os melhores fotógrafos do mundo

Aprenda com os melhores fotógrafos do mundo com Altair Hoppe, iPhoto Editora

Finalmente um congresso para colocar sua fotografia em outro nível. Bem-vindo ao PhotoWeek!

Seu trabalho está parecido com o de seus concorrentes? Você quer colocar sua fotografia e sua carreira em outro patamar? Se a sua resposta for sim, chegou a hora de você participar de algo realmente novo, transformador e inédito no Brasil. Acesse www.PhotoWeek.com.br e conheça essa novidade.

Um congresso criado por Altair Hoppe, referência na organização de eventos de qualidade em conteúdo, seleção de palestrantes e carinho com os congressistas. Agora você tem um congresso com foco em qualidade e não em quantidade.

Nos últimos anos ouvimos centenas de fotógrafos dizendo: “Altair, precisamos de um novo congresso nacional sem chororô, sem palestrante ficar contando a sua vida ou mostrando o seu portfólio durante a palestra inteira. Queremos aprender as técnicas para iluminar, dirigir, compor nossas fotos e também como vender nossos ensaios e eventos. Precisamos de conteúdo de qualidade, sem enrolation”.

De tanto ouvir isso, Alta sentiu que era hora de criarmos algo para elevar o nível dos congressos de fotografia no Brasil. De fazer um congresso, onde a quantidade de congressistas ou de palestrantes não fosse o mais importante, mas sim, a qualidade dos palestrantes e a qualidade do conteúdo das palestras.

Bem-vindo ao PhotoWeek

photoweek logoCom a grande quantidade de fotógrafos no mercado ficou muito mais difícil estar um passo a frente dos seus concorrentes, seja na estética das fotos ou nas estratégias de vendas e marketing. Seu trabalho está parecido com de seus concorrentes? Você quer colocar sua fotografia e sua carreira em outro patamar? Se a sua resposta for sim, chegou a hora de você participar de algo realmente novo, transformador e inédito no Brasil!

No Brasil existem mais de 150 mil fotógrafos. E apenas 1% terá a oportunidade de participar do PhotoWeek e aprender as novas tendências e técnicas de iluminação, composição e direção de noivos e casais usadas na Europa e nos EUA para fazer fotos e ensaios inovadores e impactantes, que vão tornar o seu trabalho algo único na sua cidade, região ou estado.

Depois de aprender a fazer fotos incríveis no PhotoWeek, você precisa vender bem o seu trabalho, mas seu Instagram não bomba? Seu Facebook não tem engajamento? O seu site não atrai clientes? Você não consegue aumentar o preço dos seus álbuns? Se você tem dificuldades para transformar sua fotografia em um negócio de sucesso, participe também do Inside, o primeiro congresso de vendas e marketing para fotógrafos no Brasil. No Inside você vai aprender como atrair mais clientes e vender muito mais pelo seu Instagram, Facebook, Site e Google, melhorando suas estratégias de atendimento, vendas e divulgação.

Palestrantes do PhotoWeek

E quem serão os palestrantes? Altair Hoppe e o curador Vinícius Matos selecionaram os fotógrafos premiados entre os melhores do mundo vindos de 7 países (Estados Unidos, França, México, Polônia, Romênia, Coréia do Sul e Brasil) para compartilhar suas técnicas e segredos para fotografar noivos, casais, ensaios e casamentos.

Mais informações em www.PhotoWeek.com.br.

photoweek

Salvem os botos do México

Vaquita

AvaazAs vaquitas são mamíferos aquáticos lindos e tímidos que se parecem com botos e golfinhos – e só restam 30 delas no mundo! Mas se nós agirmos depressa, ainda podemos impedir que essa linda espécie desapareça para sempre.

Elas estão morrendo porque ficam presas em redes de pesca e se afogam. No entanto, o México está considerando agora mesmo banir essas redes e um importante representante do governo concordou em levar nosso apelo diretamente aos mais altos gabinetes do governo.

Juntos podemos influenciar essa decisão em favor das vaquitas. Vamos mostrar aos ministros de governo mexicanos que se eles propuserem uma proibição permanente, milhões de pessoas os apoiarão. Assine a petição abaixo com um clique e compartilhe amplamente: Clique para salvar as vaquitas.

Ao Presidente do México, Enrique Peña Nieto, ao Ministro do Meio Ambiente e Recursos Naturais, e ao Ministro da Agricultura e da Pesca:

Como cidadãos globais preocupados com a biodiversidade de nosso planeta, apelamos para que V. Exas proíbam permanentemente as redes de pesca no habitat das vaquitas no México. Como restam apenas 30 vaquitas, pedimos para que V. Exas façam todo o possível para salvar essa linda espécie, incluindo impor garantias de que a proibição seja cumprida.
Clique para salvar as vaquitas

A vaquita, cujo nome significa “vaca pequena” em espanhol, é o mais raro mamífero e o menor cetáceo do mundo. É um animal maravilhoso e único, mas pode desaparecer em alguns meses.

Os pescadores poderiam usar outras técnicas para pescar camarão e corvina, mas o tipo de rede usada atualmente é a opção mais fácil, e por isso muitos deles estão lutando contra a proibição. Além disso, muitos dos pescadores usam estas redes para pescar totoaba – uma espécie ameaçada de extinção e vendida ilegalmente na China por grandes lucros.

Se agirmos juntos agora, podemos salvar essa linda espécie. Diga ao governo mexicano para aprovar a proibição permanente e proteger as vaquitas. Assine agora com um clique e compartilhe com todos. Nosso tempo está se esgotando: Clique para salvar as vaquitas.

Das savanas sfricanas às densas florestas de Bornéu, nossa comunidade financiou agentes secretos contra a máfia da caça de animais selvagens e comprou terras para salvar os orangotangos. Durante anos, lutamos juntos para proteger as baleias e para assegurar a criação da maior reserva marinha da história, e agora temos uma oportunidade única de assegurar a sobrevivência das graciosas vaquitas.

Com esperança, Caroline, Rewan, Diego, Ana Sofia, Allison, Bert, Emma e todo o time da Avaaz.

Mais informações

Carta da Via Campesina para apoiar UNORCA greve de fome no México

Via Campesina

Como o coordenador global da Via Campesina, os agricultores do mundo e movimentos camponeses, escrevo para dar o meu apoio total aos meus colegas líderes camponeses do UNORCA no México, que estão protestando para parar a iminente aprovação pelo governo mexicano de grande escala comerciais de OGMs plantações de milho. Uma vez que, 23 Wednesdat, eles estão sentados em e realização de uma greve de fome no Monumento Anjo na Cidade do México, que comemora a independência mexicana da Espanha. Eles agora estão lutando contra uma nova forma de colonialismo.

Com a nossa presença em mais de 70 países ao redor do mundo, em La Via Campesina temos visto a verdade por trás das mentiras da Monsanto e outras corporações transnacionais quando promovem os supostos benefícios de sementes transgênicas. Vimos como as falhas destas sementes levaram a suicídios de agricultores em massa na Índia e comunidades inteiras nas Filipinas e no Paraguai adoecer, entre outros desastres. Agora eles querem contaminar o centro de origem de uma das culturas alimentares mais importantes para toda a humanidade. Não podemos, em boa-fé permitir que isso aconteça, pois poderia colocar a soberania alimentar de toda a humanidade em risco.

Apelo ao Governo do México para rejeitar o plantio comercial de milho OGM, para cancelar as autorizações já concedidas para campo aberto experimental e lotes-piloto, e revogar a semente neoliberal e as leis de biossegurança que abriram a porta aos transgênicos no México.

Eu estou junto com meus irmãos e irmãs da UNORCA em sua defesa da humanidade e da Mãe Terra. Para o Governo do México, para os meios de comunicação no México e no Mundo, para a União Nacional de Organizações Camponesas Autônomas Regionais do México (UNORCA).

Carta da União Nacional de Organizações Camponesas Autônomas Regionais

Carta ao povo e ao Governo do México - O Manifesto Milho: Não aos transgênicos Maiz

Nesta quarta-feira, 23 de janeiro, vamos começar uma nova fase em nossa luta contra o plantio de milho transgênico aqui no México, que consiste em uma greve de fome coletiva realizada em frente ao monumento Anjo da Independência na Cidade do México. Líderes camponeses nacionais de nossa organização de mais de 20 estados de nossa república começará um sit-in neste local muito simbólico.

Este ato de voluntariamente usando nossos próprios corpos para o protesto cívico vai lembrar de nossa quase 30 milhões de mexicanos companheiro que não conseguem encontrar comida suficiente para encher seus estômagos em uma base diária. Queremos atingir os corações e mentes do povo do México e do mundo para compartilhar nossa grande preocupação para a saúde, cultura e economia do nosso país, corroído por um modelo de desenvolvimento que só beneficia uma pequena minoria, uma minoria que inclui a transnacional As empresas que hoje conspiram para apropriar para si um dos maiores patrimônios de nossos povos: o milho.

Queremos expressar a nossa indignação diante da terrível golpe que viria com a aprovação iminente de grande escala plantio comercial do milho transgênico no México, e exigimos que o governo mexicano colocar os interesses dos camponeses e da maioria dos agricultores mexicanos acima do interesses de algumas corporações transnacionais. Após sua visita oficial ao México em 2011, o relator especial para o Direito à Alimentação das Nações Unidas, Olivier de Schutter, recomendou que o governo do então presidente Calderón imediatamente suspender o plantio experimental de milho transgênico, por causa de seu impacto sobre os direitos dos camponeses, sobre a biodiversidade, e por causa da importância do milho na dieta e da cultura dos mexicanos. O governo ignorou a recomendação.

Este não é apenas um problema para os camponeses. A invasão de milho OGM vindo impactaria todas as pessoas como consumidores, e iria agravar a dependência alimentar terrível que o nosso país sofre. Pedimos respeitosamente que você para se juntar a nossa luta com um jejum de solidariedade, um dia, e se juntar ao nosso sit-in, se puder, ou do lugar onde você vive e trabalha, por falar publicamente para expressar seu apoio para nossas ações, o envio de uma mensagem para nós e/ou para a mídia.

Somos muito gratos pelo seu apoio.

Cidade do México, 21 de janeiro de 2013.

O 21/12 dos verdadeiros maias

Exército Zapatista de Libertação Nacional  -  EZLN

Neste dia 21/12/2012, enquanto o mundo brincava de apocalipse, os verdadeiros descendentes dos maias, vivos e reais, nos mandaram das montanhas de Chiapas, uma importante mensagem, que surpreendeu o México hoje de manhã. Em diferentes municípios da região Sudeste, milhares de indígenas integrantes do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) iniciaram o dia em grandes marchas por diferentes estradas e cidades.

A manifestação, organizada até a véspera em sigilo, foi pacífica e surpreendentemente silenciosa. Em todas as marchas, o silêncio foi absoluto. Nenhuma palavra de ordem, nenhum cântico, nenhum grito de protesto. Ao final do dia finalmente foi divulgado um comunicado oficial do líder máximo do EZLN, Subcomandante Marcus, dizendo apenas: “Escutaram? É o som do mundo de vocês desmoronando.

E do nosso ressurgindo”. Como sabemos, os maias nunca falaram em “fim do mundo” (tampouco jamais conceberam essa ideia). Ao contrário, em um gigantesco silêncio, nos disseram hoje que um mundo novo, uma nova era, está começando. E que os ideais zapatistas estão de volta. LINK p/ o álbum completo: http://www.facebook.com/media/set/?set=a.425999010799688.95820.272904466109144&type=1

Antes do fim do mundo chegar, assista Apocalypto e entenda um pouco mais dessa civilização

Já que está chegando o fim do mundo, indico aos andarilhos das redes sociais que assistam antes de morrer, ao filme Apocalypto, que retrata uma das mais importantes civilizações de nosso continente, os Maias. Eu tenho ele em DVD original minha prateleira, mas se você quer assistí-lo, ele encontra-se inteiro no youtube e uma pena, nenhuma das locadoras de Ilhota possui nenhum exemplar disponível a locação.

Um ótimo filme, muito bom mesmo. Assistam, vale a pena! Vamos aprender mais um pouco sobre estas civilizações, principalmente os Maias. O idioma original do filme é na própria língua Maia, mas a legendas em português.

Sinopse

Durante o declínio do Império Maia, pouco antes da colonização européia na América Central, um pequeno grupo que vive na floresta tropical é dizimado e capturado. Jaguar Paw (Rudy Youngblood) é um dos capturados que tenta a todo custo defender sua família dos violentos ataques.

Crítica

ApocalyptoRodado em locações como Catemaco (floresta tropical) e Veracruz, ambos no México, Apocalypto conta com um elenco formado por indígenas das Américas e é falado no idioma maia. É um projeto bastante ousado abraçado por Mel Gibson, com prestígio (e dinheiro) de sobra depois do fenômeno A Paixão de Cristo. Ainda pisando em terrenos delicados, como religião e cultura (só que de povos antigos, quase que extintos, o que deve criar menos polêmica do que sua produção anterior), o cineasta mostra mais um bem-feito exercício de direção neste novo filme, provando saber criar primorosas cenas de ação.

O contexto histórico é diluído durante o filme, mas sabe-se que a produção explora um drama acontecido durante o declínio do Império Maia, pouco antes da chegada de colonizadores europeus na América Central, durante o século 15. Apocalypto acompanha a jornada de Jaguar Paw (Rudy Youngblood), que vive com sua tribo numa floresta tropical. Quando ela é invadida e dominada por violento grupo, o espectador é levado a conhecer a rica cultura – especialmente visual – do povo maia. Esse novo grupo para o qual a tribo é levada é visivelmente mais desenvolvido por conta dos ornamentos corporais, armas e arquitetura. Há também um novo nível de crenças: em nome de deuses, aclamados para que suas terras sejam mais férteis, os líderes do grupo oferecem os corpos dos dominados para seus deuses. Sempre escapando por pouco da morte (por isso, é chamado de “quase” por um dos que dominam seu povo), Jaguar Paw tenta voltar à tribo e juntar-se à esposa grávida e o filho pequeno.

Apocalypto aborda uma época histórica pouco explorada pelo cinema moderno. Afinal, trata-se de um assunto perigoso. O que se sabe da cultura existente na América Central antes da chegada dos europeus é baseado em livros e no que é encontrado em escombros, objetos e construções locais. Por isso, esteticamente, não é algo impossível de ser reproduzido pelo cinema. No entanto, o desconhecimento em relação à sociedade desses povos pode causar problemas. Aqui, Gibson não consegue escapar do maniqueísmo que borra o cinema norte-americano. Essa necessidade de dois lados, o bom e o mal, faz com que ambos soem falsos. A carnificina patrocinada pelo povo dominador é exageradamente cruel. Inclusive, a violência está em Apocalypto desde a primeira cena, que mostra o protagonista e seu bando caçando uma grande anta, até o final.

Se a tribo de Jaguar Paw mata pela sobrevivência, os astecas matam em nome de sua religião. Neste aspecto, Apocalypto dialoga com A Paixão de Cristo. A intolerância cultural é motor para que a violência mais pesada no filme aconteça, dando forma ao maniqueísmo que Gibson (também autor do roteiro, ao lado do estreante Farhad Safinia) parece não querer abandonar. A crença religiosa faz com que castas diferentes de um mesmo povo se destruam. Seria uma resposta às críticas que Gibson recebeu por conta de seu filme anterior? Se for assim, qual será a próxima do diretor? Já que, desta vez, são os mexicanos quem estão vendo Apocalypto de uma forma bastante negativa.

Se o retrato da ideologia maia não é bem-feito, não se pode negar que, graças à primorosa direção de arte, Apocalypto consegue desenhar um excelente panorama dessa civilização no sentido estético, que, dizimada por colonizadores europeus, ainda intriga estudiosos por conta do desenvolvimento de seus estudos e descobertas em todas as áreas científicas, da arquitetura à astrologia. A complexidade da sociedade maia, no entanto, acabou fazendo com que muitos de seus povos fossem caçados e capturados como animais. Pelo menos é a esta conclusão que o espectador pode chegar ao assistir a este longa-metragem.

Esses problemas esvaziam o contexto de Apocalypto. A violência é excessiva e extrema sem muito sentido, fazendo com que o filme seja ideal para os que têm estômago mais forte. Mesmo assim, pelo rigor estético e a excelência na direção – especialmente nas cenas de ação -, é produção bastante interessante, mas não serve para que o espectador aprenda mais sobre essa civilização. Melhor deixar este papel para os livros de história.

Wikipédia

ApocalyptoApocalypto é um filme norte-americano de 2006, do gênero épico de ação e drama, realizado por Mel Gibson. Com filmagens iniciadas 21 de novembro de 2005, Apocalypto estreou nos cinemas brasileiros em 26 de janeiro e nos portugueses a 4 de janeiro no ano de 2007 e conta uma história que se passa na península de Iucatã, antes da colonização espanhola, durante o período da civilização maia.

Todos os personagens do filme usam um dialeto maia falado na região do Iucatã. Alguns críticos alegaram que Mel Gibson, ao contrário do que fez em seu filme anterior, A Paixão de Cristo, não teria prezado a exactidão do relato histórico.

O caçador Jaguar Paw (Garras de Jaguar, em português) vive com a sua mulher que está grávida, com o seu filho e com o seu pai numa idílica aldeia na selva da América Central. Quando um dia a sua aldeia é atacada por um outro povo, ele assiste a um massacre no qual o seu próprio pai é assassinado. Garras de Jaguar consegue, apesar de tudo, esconder a sua família numa gruta, deixando-a em segurança. Juntamente com outros membros do seu povo, acaba por ser capturado e é levado para uma cidade Maia, existem controvérsias, mas Gibson não quis mostrar uma civilização, mas fazer um filme com muito suspense e adrenalina.

Lá as mulheres capturadas são vendidas como escravas e os homens são levados para uma pirâmide, onde serão mortos ritualmente. Quando chega a vez de Garras de Jaguar ser sacrificado, acontece um eclipse solar que é interpretado pelo sumo sacerdote como um sinal de que o deus-sol não necessita de mais sacrifícios.

Garras de Jaguar e outros prisioneiros são então levados para um campo onde terão de correr pelas suas vidas, enquanto lhes são disparadas flechas e pedras. Garras de Jaguar é bem sucedido na fuga e consegue, mesmo gravemente ferido, embrenhar-se na selva, seguido por um grupo de guerreiros.

Despista-os e consegue mesmo matá-los, à excepção de dois guerreiros, que o seguem até uma praia. Consegue fugir a ambos, enquanto estes estão distraídos pela chegada de navios espanhóis. Garras de Jaguar acaba por conseguir chegar à sua aldeia destruída, onde a sua mulher deu à luz. Com a família reunida, procura, no final do filme, um novo começo.

A guerra mais sem sentido do mundo

Em dias nós podemos ver o começo do fim da ‘guerra às drogas’. O tráfico ilegal de drogas é a maior ameaça à segurança da nossa região, mas essa guerra brutal falhou completamente em conter a praga da drogadição, ao custo de inúmeras vidas, da devastação de nossas comunidades e do afunilamento de trilhões de dólares em violentas redes de crime organizado.

Especialistas concordam que a política mais sensata é acabar com a guerra às drogas e legalizá-las, mas a maioria dos políticos tem medo de tocar no assunto. Em dias, uma comissão global incluindo antigos chefes de estado e altos membros da política externa do Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos e México irão quebrar o tabu e pedir publicamente novas abordagens, inclusive a descriminalização e legalização de drogas.

Este pode ser um momento único — se um número suficiente de nós pedir um fim a essa loucura. Políticos dizem que entendem que a guerra às drogas falhou, mas alegam que a sociedade não está pronta para uma alternativa. Vamos mostrar a eles que não apenas aceitamos uma política sã e humana — nós a exigimos. Clique abaixo para assinar a petição e partilhe com todo mundo — se nós alcançarmos 1 milhão de vozes, ela será entregue pessoalmente aos líderes mundiais pela comissão global: http://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/?vl.

Nos últimos 50 anos as políticas atuais de combate às drogas falharam em toda a América Latina, mas o debate público está estagnado no lodo do medo, da corrupção e da falta de informação. Todos, até o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que é responsável por reforçar essa abordagem, concordam — organizar militares e polícia para queimar plantações de drogas em fazendas, caçar traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usuários – tem sido completamente improdutivo. E ao custo de muitas vidas humanas – do Brasil ao México, e aos Estados Unidos, o negócio ilegal de drogas está destruindo nossos países, enquanto a drogadição, as mortes por overdose e as contaminações por HIV/AIDS continuam a subir.

Enquanto isso, países com uma política menos severa — como Suíça, Portugal, Holanda e Austrália — não assistiram à explosão no uso de drogas que os proponentes da guerra às drogas predisseram. Ao invés disso, eles assistiram à redução significativa em crimes relacionados a drogas, drogadições e mortes, e são capazes de focar de modo direto na destruição de impérios criminosos.

Lobbies poderosos impedem o caminho da mudança, inclusive militares, polícias e departamentos prisionais cujos orçamentos estão em jogo. E políticos de toda nossa região temem ser abandonados por seus eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opinião mostram que cidadãos de todo o mundo sabem que a abordagem atual é uma catástrofe. E liderados pelo presidente Cardozo, muitos Ministros e Chefes de Estado manifestaram-se pela reforma depois de deixar seus cargos. O momento está finalmente chegando de discutir novas políticas na América Latina, Estados Unidos e outras partes do mundo que estão devastadas por essa política desastrosa.

Se pudermos criar uma manifestação global nos próximos dias para apoiar os pedidos corajosos da Comissão Global de Política sobre Drogas, nós poderemos superar as desculpas estagnadas para o status quo. Em nossas vozes está a chave da mudança — assine a petição e divulguehttp://www.avaaz.org/po/end_the_war_on_drugs_la/?vl.

Nós temos uma chance de entrar no capítulo final dessa ‘guerra’ violenta que está destruindo milhões de vidas. A opinião pública irá determinar se essa política catastrófica será finalizada ou se políticos continuarão a nos usar como desculpa para evitar a reforma. Vamos nos unir com urgência para empurrar nossos líderes para fora da dúvida e do medo, para cruzar a fronteira e entrar no domínio da razão.

Com esperança e determinação, Luis, Alice, Laura, Ricken, Maria Paz e toda a equipe Avaaz.

Fontes:

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