Carta aberta do companheiro Cadu a toda militância

Cadu Carlos Eduardo de Souza

Companheiras e companheiros petistas e todos aqueles que sonham com a retomada do desenvolvimento social e econômico do Brasil, e com um novo jeito de governar Santa Catarina.

Nestes 20 anos de militância política de alta intensidade, estive engajado nos movimentos Estudantil, de Juventude, Sindical, na Direção Estadual do PT-SC, na presidência do PT da Capital, Florianópolis, especialmente, na resistência contra o golpe, contra a perseguição e contra a prisão política do companheiro Lula, que mesmo preso político, tem ideias livres que nos encantam, nos embalam e nos renovam cotidianamente.

Para mim só um lado nos importa: o lado dos trabalhadores e das trabalhadoras, daqueles que, verdadeiramente, produzem as riquezas que têm sido espoliadas de nosso país. Com ele, nosso líder Lula, reconhecido mundialmente como uma das mais importantes lideranças do atuais, tenho aprendido que a luta se faz com erros e acertos e que jamais podemos fraquejar ou ter dúvidas de qual lado da história nós estamos.

Por isso, em conjunto com militantes que estiveram conosco nessa trincheira, foi crescendo a nossa vontade de ocupar um espaço estratégico no campo de esquerda através de uma candidatura ao Senado no pleito de outubro de 2018.

Acreditamos que existe a necessidade de renovação na política, capaz de contemplar as novas ideias, frutos da incansável batalha dos que reivindicam justiça social, que amargam dia a dia, sem dó ou piedade, o peso das velhas e novas formas de desigualdade, de discriminação e de preconceito.

Há um grande embate acontecendo neste momento no cenário brasileiro e mundial. Ideias conservadoras são consentidas e assumidas por uma parcela da sociedade. Para combatê-las, precisamos de ideais que reoxigenam, que se movimentam e se organizem no enfrentamento ideológico ao campo tão conservador quanto neoliberal e fascista.

Apresentamos nossa candidatura com esse objetivo: renovação! Mais que isso, de comprometimento com as causas populares, do comprometimento com aqueles que nos piores momentos do golpe não esmoreceram, que se mantiveram firmes na linha de frente, ao mesmo tempo, uma renovação militante, consistente, sem aventura nem oportunismo.

No entanto, sabemos da complexidade das decisões internas, especialmente dentro do PT catarinense. No pouco tempo que tivemos para viabilizar um projeto à altura do nosso desejo, dialogamos com nossas bases de apoio, conversamos com possíveis pré-candidaturas que não se dispuseram a colocar seus nomes à disposição para a vaga. Diante disto, apresentamos nosso nome na instância partidária e respeitamos os espaços legítimos de debate e decisão do nosso partido.

Dada as condições, caímos na estrada, percorremos regiões junto com a caravana majoritária. Para nossa surpresa, aquela vaga em aberto que desejávamos ocupar com o ideal de renovação militante, aquela vaga que ninguém queria, passou a ser disputada.

Respeitamos as diferenças internas, dialogamos com todas as forças políticas e individualmente com a maioria dos dirigentes estaduais do PT. Lutamos até o fim para que, somado todo o capital político do partido, representado por nossos companheiros mais experientes mais a nossa energia militante, o PT poderia se renovar, se reinventar, formar e apresentar novos quadros. Porém, diante da decisão dada pela maioria da executiva do partido no dia 03 de agosto, chegamos à conclusão que as condições para a vitória da ideia de renovação militante ainda não estão dadas dentro da correlação de forças e nos espaços decisórios do partido.

Saímos de cabeça erguida e com a certeza de que contribuímos para lançar a semente da renovação. Inspirarmos as novas gerações partidárias e apresentamos, mesmo em tão pouco tempo, uma novidade à população catarinense.

Sabemos da intensidade que esse momento nos proporcionou e agradecemos imensamente o acolhimento de toda militância de base do PT, que acreditou e acredita serem possíveis as mudanças e as transformações.

Com muita esperança no Partido dos Trabalhadores – o nosso PT, da cor vermelha e da estrela que não deixa de brilhar, com muita vontade de eleger Lula Presidente, nos resta agradecer cada militante que nos apoiou e acreditou nesse projeto.

Para nos fortalecermos coletivamente, sem jamais nos omitirmos da luta e da nossa responsabilidade, vamos levar nossos temas para serem incorporados pela campanha majoritária. Então, rumo à vitória, companheiras e companheiros!

TamoJuntoCadu
#RenovaçãoMilitante
#LulaLivre
#LulaPresidente

Carlos Eduardo de Souza – Cadu

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Breve relato da última reunião da Executiva Estadual do PT de Santa Catarina

Reunião da Executiva Estadual do PT SC

Buscamos compor maioria na executiva através das substituições realizadas com membros do diretório após a reunião do sábado. Ao longo da semana, através das conversas realizadas com membros do diretório, alcançar os votos para que o Cadu pudesse vencer a disputa com a Ideli na reunião da executiva marcada no sábado, ocorrida ontem.

O presidente Décio Lima, procurou a direção da Militância Socialista – MS com o intuito de propor um acordo: aceitarmos a suplência do Lédio e retirarmos o nome para o senado a fim de manter a unidade partidária. Este acordo foi aceito pela direção da MS, tendo nós assumido compromisso com a unidade partidária, uma vez que o presidente informou que teria a maioria da executiva.

Reunião da executiva de quinta-feira (2/8) às 17h

Nesta reunião, o presidente informou que retiraríamos o nome do Cadu da vaga ao senado na disputa com a Ideli e que a condição para isso seria ocupar a vaga de primeiro suplente do Lédio, tendo ele faltado realizar as conversas com alguns membros da executiva, ou seja, o Décio não conseguiu cumprir o acordo, causando desconforto para a Militância Socialista – MS.

Neste momento o Vânio se coloca como suplente do Lédio, dizendo que o seu nome estava apontado e que não retiraria. Foi pedido pela Militância Socialista – MS que o acordo fosse cumprido tendo o Décio assumido o erro e a reunião foi prorrogada para esta sexta-feira, (3/8).

Reunião da executiva de sexta-feira (3/8) dàs 12h

Após a corrente Militância Socialista – MS fazer as substituições na executiva, o presidente foi questionado pela tendência MS sobre a evolução do acordo e se seria cumprido. O Décio informou não ter ocorrido devendo ser implementado um método para que a situação fosse resolvida. Foi então proposta a votação para suplência, que não foi aceita pela MS, uma vez que em não se cumprindo o acordo, a situação voltaria como estava na reunião do diretório.

Desta forma, voltamos à disputa com a Ideli. Colocou-se então em votação, tendo o Cadu, como primeiro nome a ter sido apresentado ficado com 3 votos e na sequência a Ideli, tendo obtido 12 votos.

Reunião da Executiva Estadual do PT SC2

Mensagem do Cadu a Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores

A Comissão Executiva Estadual do Partido dos Trabalhadores se reunirá nesta quinta-feira (2/8) às 17h, na sede estadual do PT de Santa Catarina para definir a chapa majoritária do Partido para as eleições gerais de 2018. Em áudio e vídeo, Cadu envia mensagem aos membros da Executiva e pede o apoio para renovarmos a esperança.

#TamoJuntoCadu
#RenovaçãoMilitante
#CaduSenador
#LulaLivre

Vídeo de apoio do Cadu Carlos Eduardo de Souza aos membros da Executiva Estadual do PT SC

Cadu pré-candidato a Senador do PT por Santa Catarina

Cadu Carlos Eduardo de Souza

Olá companheiros e companheiras!

Vocês me conhecem pela minha militância nos movimentos sindicais, e pela Educação pública e de qualidade em Santa Catarina.

Nos últimos três anos de enfrentamento ao golpe, temos construído a resistência na nossa capital e vocês sabem o quanto isso é desafiador.

Incansavelmente construímos e destacamos a importância da Frente Brasil Popular.

Nas eleições de 2014 fizemos de Florianópolis a cidade de Santa Catarina que mais retirou votos do Aécio Neves no segundo turno.

Depois do sucesso da caravana Lula em Florianópolis recebi muitos incentivos da militância para ser candidato nessas eleições. O meu trabalho foi de construir pontes para além do Partido dos Trabalhadores, na defesa incansável contra o golpe e pela libertação da nossa maior liderança.

A minha experiência em eleições foram poucas, em 2000 me candidatei para ajudar a construir o Partido dos Trabalhadores em Ilhota, e nas últimas duas eleições em Florianópolis para o cargo de vereador, onde sou suplente e irei assumir o mandato no próximo dia 13 de agosto.

Nesses últimos meses dialoguei muito sobre uma possível candidatura, e como havia espaço aberto ao senado fui convencido de que esta seria uma oportunidade de apresentar uma proposta de renovação.

Renovar para encantar especialmente a militância de esquerda, mas também tendo no horizonte aqueles que não veem opção na política e precisam de esperança.

E por que esperança?

Desde cedo militando no PT aprendi com a vida de luta e, com o companheiro Lula, que mais do que oferecer respostas para a sociedade e para nossos companheiros de partido, precisamos oferecer esperança. A vida não pulsa sem motivação e sem fé num futuro melhor.

Na luta em defesa do companheiro Lula, vivendo o dia-a-dia do acampamento em Curitiba, no meio de tanta dificuldade e perseguição que temos passado, pude sentir uma força e energia intensa que só ocorre quando estamos unidos em prol de algo maior. Dessa união, saí com a certeza de que o PT sairá fortalecido de todo este processo histórico que vivemos.

Sábado decidiremos sobre os candidatos majoritários do Partido dos Trabalhadores em Santa Catarina, respeito muito a trajetória de todos postulantes, mas com tudo que tenho acumulado nos meus 20 anos de militância, acredito ser uma opção real de renovação no partido e por isso gostaria de contar com seu apoio.

Seguimos juntos.

Sou Carlos Eduardo de Souza, mais conhecido como Cadu!

#TamoJuntoCadu
#RenovaçãoMilitante
#CaduSenador
#LulaLivre

Contra a criminalização da previdência complementar

Partido dos Trabalhadores - Destaque estrela

Proposta de moção do 6º Congresso do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina

Os delegados e delegadas participantes do 6º Congresso Estadual do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina, preocupados com a criminalização, açodamento no encaminhamento de denúncias sem provas, perseguição e desmoralização de entidades de previdência complementar e de seus dirigentes aprovam a seguinte Moção:

  1. Os fundos de pensão brasileiros garantem complemento de aposentadoria para mais de três milhões de participantes, investem seus recursos no longo prazo e sempre desempenharam papel importante como fonte de poupança para o desenvolvimento da economia.
  2. Nos últimos anos temos assistido a tentativas de desmonte deste sistema, por meio inclusive da tentativa de criminalizar os fundos de pensão e seus dirigentes, indicados ou eleitos pelos participantes, com acusações feitas de maneira açodada, irresponsável e leviana.
  3. Frequentemente têm sido instaladas comissões parlamentares de inquéritos (CPIs) para apurar as atividades dos fundos de pensão. A última delas foi instalada em 2016, com objetivo de denunciar operações de investimentos que ainda nem tinham sido apuradas pelos órgãos de fiscalização e, com isso, tentar criminalizar o PT e seus quadros. A CPI terminou com o indiciamento de dirigentes e o encaminhamento do relatório ao Ministério Público, sem que o trabalho dos parlamentares elucidasse com profundidade e isenção os supostos desvios.
  4. A imagem das entidades de previdência e de vários dirigentes foi afetada profundamente, sem que as acusações fossem apuradas devidamente ou comprovadas.
  5. Defendemos que todas as denúncias sejam devidamente investigadas pelos órgãos competentes, garantindo o legítimo direito de defesa e contestação por parte dos acusados e a apuração rigorosa dos fatos. Afinal de contas, os recursos dos fundos de pensão pertencem aos participantes ativos e aposentados de cada entidade e devem ser muito bem administrados para garantir-lhes uma aposentadoria tranquila. No entanto, não podemos admitir que se façam denúncias vazias e sem provas, com único objetivo de fazer uma guerra política contra determinados partidos ou dirigentes de fundos de pensão que sempre atuaram com zelo na administração do dinheiro dos participantes.
  6. Investimentos nem sempre dão o resultado esperado, pois as condições de mercado se alteram entre a aplicação dos recursos e o seu retorno. Não se pode confundir investimentos que não deram retorno devido a mudanças nas condições de mercado daqueles que foram feitos de maneira errada, má-fé de dirigentes ou interferência de agentes externos aos fundos. Para acusar, primeiro é preciso investigar de maneira séria e cuidadosa.
  7. O sistema de governança dos fundos de pensão brasileiros está entre os mais avançados do mundo, pois garante a eleição conselheiros deliberativos e fiscais e, em alguns casos, de diretores executivos pelos participantes, verdadeiros donos dos recursos. As decisões sobre investimentos são tomadas por decisões colegiadas, mediante estudos técnicos de viabilidade, retorno e controle de riscos. Todos os dirigentes têm mandatos, inclusive os indicados pelas empresas patrocinadoras, diminuindo assim a interferência das empresas na gestão dos fundos.
  8. Em 2009 foi criada a PREVIC, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, o órgão de fiscalização dos fundos e sua estrutura foi reforçada para poder fiscalizar com profundidade a gestão dos fundos e do patrimônio dos participantes. A PREVIC cobra muita responsabilidade, capacitação e formação dos dirigentes, aplicando inclusive pesadas multas e inabilitando aqueles que comentem irregularidades.
  9. Há fundos de pensão com déficit, que nem sempre é decorrente de maus investimentos. Muitas vezes este desequilíbrio é causado pelo aumento da expectativa de vida dos participantes, que tem aumentado constantemente nos últimos anos, fruto dos avanços da medicina e da qualidade de vida de segmento da população.
  10. É de interesse de todos os participantes dos fundos de pensão e da própria sociedade, que os recursos sejam administrados com muito zelo e eventuais desvios sejam punidos com rigor. O que não se pode admitir é o denuncismo oportunista de parlamentares ou setores da imprensa que visam somente apontar o dedo para os dirigentes, em especial aqueles que possuam vínculo com o movimento sindical ou o próprio PT.
  11. Por isso, o Congresso Estadual do Partido dos Trabalhadores de Santa Catarina orienta seus parlamentares, dirigentes de entidades sindicais e associativas e filiados a adotar ações, atitudes, manifestações, defesas e intervenções que visem a preservar os fundos de pensão e o patrimônio dos trabalhadores e defender os seus dirigentes, particularmente os eleitos pelos participantes, que reconhecidamente não estejam envolvidos em ilícitos e que são acusados irresponsavelmente pela imprensa golpista e seletiva.

Moção apresentada pela Militância Socialista