Documentário produzido em Ilhota relembra a tragédia de 2008 no Complexo do Baú

Este filme é um relato de moradores do da região do Complexo Morro do Baú, uma região rural da cidade de Ilhota/SC, sobre os deslizamentos que aconteceram pela primeira vez nesta magnitude em novembro de 2008. Foram 47 mortes, todas por soterramento. Dos 2400 moradores, 1700 só conseguiram sair por resgate aéreo. Desde então, a convivência com o risco faz parte deste cotidiano. Eu participei da produção deste documentário! O documentário foi produzindo no mês de junho de 2010 e durante uma semana, e a equipe de jovens jornalista paulistas realizaram o trabalho com o apoio da Prefeitura de Ilhota e eu acompanhei toda produção durante a captura dos depoimentos direcionando a equipe até os entrevistados. Foi um experiência positiva e única pra mim em ter acompanhado esse pessoal, pois foi a primeira vez em que pude presenciar a produção de um filme com a lente de uma maquina fotográfica, uma Canon. Aqui nesta postagem está o filme e o trailer do documentário.

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O Segredo do Baú é tema da Temporada de Aventura evento da Costa & Mar

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Meu amigo e irmão Miro Santos divulgou essa postagem em seu perfil no facebook e tomei a liberdade em reblogar no #blogdodcvitti. O assunto “Temporada de Aventura” reunirá amantes das atividades ao ar livre na Costa Verde & Mar, deve-se considerar revelante pois ampliará nossa cidade no conceito turístico. Não podemos ser cegos nem muito menos sectários em não apostar no desenvolvimento de nossa cidade. Todas as ações saudáveis que eu achar necessário, terão espaço nesse canal.

Um período para reconhecimento dos já formatados Roteiros de Ecoturismo e Turismo de Aventura e a perspectiva de impulsionar essas novidades entre agentes do setor, visitantes e até o público local, gente que ama as atividades ao ar livre. Assim será a Temporada de Aventura, que ao longo dos próximos meses fará eventos nas cidades integrantes da região cuja última atração será uma grande programação.

Esses eventos irão impulsionar os roteiros de aventura, trabalhando a baixa temporada por meio do aproveitamento das atividades já identificadas e oficializadas em roteiros profissionais em cada um dos municípios que integram o Consórcio Costa Verde & Mar.
Explicou o presidente do colegiado de secretários de Turismo, Sérgio Schulz.

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O primeiro será no dia 19 de julho. O “Segredo do Baú” desvendará as atrações de Luiz Alves e Ilhota. Uma caminhada (trekking), seguida de prática de atividade vertical (opcional) em uma cachoeira reunirá cerca de 50 pessoas. “Este primeiro evento promete levar os participantes por caminhos que cercam o morro do Baú em uma paisagem rural de muita tranquilidade e natureza”, comenta o organizador Paulo Cadallóra.

No mês seguinte, no dia 23, será a vez de Navegantes, Penha e Balneário Piçarras apresentar a Rota dos Navegantes. Para setembro, no dia 21, os Mistérios do Canto do Morcego estarão na pauta dos organizadores sendo um percurso de cicloturismo com início em Itajaí por estradas do interior até Camboriú. A programação termina nos dias 11 e 12 de outubro, com a realização da Expedição Xokleng, com atividades previstas para Itapema, Porto Belo e Bombinhas.

As inscrições para o primeiro evento já estão abertas pelo e-mail expedicaoxokleng@uol.com.br.

Cronograma

  • 19/7 – O Segredo do Baú – Luiz Alves e Ilhota
  • 23/8 – Rota dos Navegantes – Navegantes, Penha e Balneário Piçarras
  • 21/9 – Mistérios do Canto do Morcego – Itajaí e Camboriú
  • 11 e 12/10 – Expedição Xokleng – Porto Belo, Itapema e Bombinhas

Foto: João Carlos Maba

😀

Bombeiros farão avaliação no Morro do Baú, em Santa Catarina, neste domingo

Morro do Baú em Ilhota vista leste

Uma equipe do de Bombeiros Militares seguiu, na manhã deste domingo, 22, para a região do Morro do Baú, em Ilhota. O Centro Nacional de Gerenciamento de Desastres (CENAD) enviou um aviso para Santa Catarina de que, se as condições climáticas continuarem como estão, há possibilidade de deslizamentos no local. Em 2008, durante uma enchente, essa região sofreu vários desmoronamentos de terra, matando 130 pessoas.

Ainda neste domingo, os bombeiros farão uma avaliação da situação dos moradores, dos terrenos próximos, do nível da chuva no local e um plano de ação para casos de novos desmoronamentos. Até o fim da manhã, a situação era tranquila no Morro do Baú, sem nenhum registro de alagamentos ou desmoronamentos.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina segue em prontidão para o pronto atendimento das diferentes demandas decorrentes das chuvas que atingem o Estado. Além das guarnições de serviço, equipes da Força-Tarefa (grupos especializados na atuação em situações extremas) foram mobilizadas e já reforçam as ações de resposta nas regiões mais vulneráveis (Municípios do Extremo-Oeste, Vale do Itajaí e Vale do Rio Tijucas). Os demais Bombeiros Militares e Comunitários estão em sobreaviso, com equipamentos e materiais prontos para o emprego caso a situação evolua nas próximas horas.

A aeronave Arcanjo 01, do Batalhão de Operações Aéreas (BOA), está no Alto Vale desde sábado para apoio às ações por terra. Uma base foi montada no município de Ituporanga, para onde foi deslocado o caminhão-tanque que permite mais autonomia para a operação da aeronave no local da ocorrência.

 Arcanjo 01 - Helicóptero dos Bombeiros Militares de Santa Catarina

Manhã de domingo

Esta manhã, os bombeiros concentraram esforços no atendimento às vítimas da queda de granizo e forte vendaval no município de Rio Negrinho, por volta das 8h40min. Pelo menos quatro casas foram destelhadas e outras duas atingidas pela queda de árvores derrubadas pelo vento. Uma árvore tombou sobre fios da rede de distribuição de energia e, por isso, parte da cidade teve o abastecimento interrompido.

Madrugada de domingo

Na região do Alto Vale, nas últimas 24h, foram atendidas 40 ocorrências relacionadas ao mau tempo – a maioria delas apoio/resgate de atingidos pela alta no nível dos rios da região.

Força-tarefa

Defesa Civil SC

O governo do Estado de Santa Catarina montou uma força-tarefa para orientar e auxiliar a população. A Defesa Civil de Santa Catarina emitiu alerta para risco de alagamentos, deslizamentos e inundações. Os mapas meteorológicos indicam tempo instável com acúmulo de 300mm a 330 mm. Na prática isso representa que em três dias vai chover o dobro do esperado para o mês inteiro de setembro.

Nas regiões costeiras, os valores de marés elevados dificultam o escoamento das águas das chuvas para o mar. Podem ocorrer inundações pela maré astronômica de sizígia – ocorrem nas luas nova e cheia, quando são registradas as maiores preamares (maré alta) -e chuvas, especialmente nas madrugadas e tardes de sexta e de sábado. Entre domingo e segunda-feira a maré astronômica diminui, mas o vento sul pode continuar dificultando o escoamento das águas.

Orientações

Em caso de inundações e alagamentos, a Defesa Civil orienta a população a evitar o contato com a água e transitar em lugares alagados e pontes submersas. É importante tomar cuidado com crianças próximas de rios e ribeirões.

Em tempestades com descargas elétricas e vento, deve-se permanecer em local seguro e não transitar em locais abertos, próximo a árvores, placas publicitárias ou objetos que possam ser arremessados. É aconselhável que as pessoas se protejam em lugares com boas coberturas, ao exemplo dos banheiros das residências, fechar janelas e portas, e não manusear nenhum equipamento elétrico ou telefone devido aos raios e relâmpagos.

Quanto a possíveis deslizamentos de terra, deve ser observado qualquer movimento de terra ou rochas próximas a suas residências, inclinação de postes e árvores e rachaduras em muros ou paredes. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil municipal ou o Corpo de Bombeiros.

As defesas civis e órgãos estaduais das regiões Oeste, Litoral Sul e Planalto Sul, onde há maior confirmação de risco de alagamentos, já foram mobilizadas pela Defesa Civil estadual e estão preparadas para atender a população. “A equipe da Defesa Civil estadual está em estado de alerta e concentrada na previsão do tempo em todo o estado”, explica o diretor de Prevenção e Preparação da Defesa Civil, Fabiano de Souza.

Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros, no número 193. A Defesa Civil do Estado conta com atendimento de 24 horas, com equipes de prontidão. O telefone para contato é o (48) 3664-7000.

Fonte: Secom/SC

Fundado a Associação Moradores Alto Baú

Membros fundadores da Associação Moradores Alto Baú

O moradores do complexo do Morro do Baú, região fortemente atingida pelo desastre ambiental de novembro/2008, se organizaram e ativaram a Associação Moradores Alto Baú – AMAB, de Ilhota/SC. O ato deliberativo acorreu no último domingo, 2/12, com a  eleição de seus primeiros membros diretores, constituídas com moradores da própria localidade e principalmente com a união das famílias atingidas fortemente pela tragédia de 2008.

Logo da Associação de Moradores do Alto BaúSegundo Luiz Matias Montibeler, secretário e um dos idealizadores do movimento, a constituição da entidade tem como objetivo colaborar e continuar com as obras de reconstrução, contribuindo com os governos nas políticas do setor. “Elegemos a nossa diretoria e acredita que juntos possamos melhorar a qualidade de vida nesta comunidade, hoje já esquecida e com muitas necessidades”, comentou Montibeler. Já para o primeiro presidente eleito, Charles Tesch, grande líder comunitário, a luta continua e agradece a todos que colaboraram pela ajuda na tragédia 2008. “Nunca vamos esquecer. A reconstrução continua, com fé, união, e força com ajuda dos governos federal, estadual e municipal, de entidades sociais, empresarias, comerciais e civis. Juntos venceremos, visite o nosso Baú” disse o presidente.

O grupo está se organizando e logo de imediato se inseriu nas mídias sócias, pois tudo circula nesse novo método de se fazer comunicação e chamar a atenção do público alvo específico. A entidade criou sua página no facebook, intitulada Associação Moradores Alto Baú. Pedimos a todos os internautas e aos andarilhos das redes sociais que curtam a página e promovam o grupo.

Confira a diretoria da associação dos moradores eleita na sua primeira assembleia geral eleita para o biênio de 2012/2014:

  • Presidente: Charles Tesch.
  • Vice-presidente: Cornelio Konrad.
  • 1º secretário: Luiz Matias Montibeler.
  • 2º secretaria: Eliana C. Schell.
  • 1º tesoureiro: Hains Hausmann.
  • 2º tesoureiro: José Fauro.
  • Conselho fiscal: Ingo Tom, Rivelino da Silva e Lourival Schell.
  • Diretor esporte: Jose Osnildo Oecksler.
  • Diretor de eventos e marketing: Patrica Schmitt.
  • Secretaria de eventos e marketing: Ketrin Caroline Valdris.
  • Assessor político: José Candido.

Cefas, o primeiro brasileiro a estudar na NASA

Cefas Querois

Esse artigo foi postado no Facebook por Ana Paula Guerra neste álbum e resolvi pela relevância do conteúdo e também dessa pessoa ter sido um dos voluntário que atuou no desastre ambiental de 2008 na região do Complexo do Baú. Cefas será o primeiro brasileiro a estudar na Nasa! Vale muito a pena ler a história dele abaixo, é comprida, mas vale muito a pena!

Meu nome é Cefas Querois. Nasci em Brasília, mas como a maioria, com a minha idade, cresci em uma das maiores cidades-satélite do DF, a Ceilândia.

No ano de 2008, tive o intuito de oferecer-me à Adm, de Brasília e pedir, que deixassem eu integrar o grupo que representaria a resposta, da Defesa Civil de Brasília, às vítimas da Tragédia das Fortes Chuvas, que arrasaram Santa Catarina, no Vale do Itajaí. Com muita humildade e certeza naquilo que estava por realizar, acordava, ainda de madrugada, e me dirigia para a subsecretaria de Defesa Civil de Ceilândia. De lá, passávamos pegando todos os colaboradores que iriam trabalhar no grande Centro de Triagem de Donativos para SC, que ficava no Setor Policial Urbano.

Junto à Professora Edna e ao Coronel Ribeiro, era um dos primeiros a chegar no local e sempre o último a sair. Fiz isso por toda uma semana e consegui, por meus esforços, integrar a equipe que, representou Brasília em Santa Catarina. As carretas, que saíram de Brasília, não transportavam donativos, roupas usadas, galões de água, ou comida: Elas transportavam todo o carinho, toda a solidariedade e toda a esperança que os brasilienses, de todos os pontos, ofertavam.

Lá chegando, a cena que vi, logo de cara, já modificou tudo o que eu tinha como referência para CAOS: em meio a uma garoa. havia uma multidão de pessoas desesperadas, crianças chorando, muita gente na fila esperando a sua vez para receber comida, pessoas querendo saber se tínhamos notícias dos desaparecidos e muitos, muitos militares para todos os lados que se olhava.

Foi neste cenário que eu conheci, pela primeira vez, o serviço de ajuda humanitária. Serviço este que, sem eu saber, mudaria a minha vida, completamente. Estávamos no município mais afetado: Ilhota.

Foi nele que conheci os Bombeiros Voluntários que, em Santa Catarina, são a organização de resposta à emergências médicas e rodoviárias mais eficaz que existe, tendo em vista seu contingente operacional, muito bem treinado, e que possuem o diferencial de trabalhar por convicção à causa. Com eles, participei de missões de busca e resgate, sempre ajudando com o pouco conhecimento que eu tinha, afinal, o que eu poderia fazer?

Deste momento em diante, eu decidi que iria me especializar e comecei: nas horas vagas, no horário de descanso, à noite, sempre arranjava um tempo para estudar mais a respeito de emergências e atendimento pré-hospitalar, além de aprimorar o pouco que eu já sabia de técnicas verticais com cordas.

O resultado disso foi que, a cada dia, eu era impelido a ficar mais e mais; o que era para ser uma missão de dez, doze dias no máximo, foi estendendo-se, estendendo-se e, somente na região do Complexo Baú, eu fiquei por 56 seis longos dias.

A cada dia, aprendo mais, aperfeiçoando-me mais. Foi dessa maneira, hora em campo, hora no comando remoto e hora nas aeronaves de repatriamento, que eu auxiliei a encontrar 22 corpos soterrados sob os escombros do Complexo do Baú. E, ao terminar a missão, mesmo com uma criança de onze meses ainda desaparecida, que ao visitar uma corporação de Bombeiros Voluntários, decidi que os dois meses ficariam ainda maiores, pois eu queria aprender a evitar que vidas fossem perdidas por falta de preparo.

De uma pessoa crua, em 2008, capacitei-me em 2009. Participei dos resgates na região do Rio de janeiro, em 2010, incluindo Niterói, no episódio do Morro do Bumba, Prazeres e nº416, nestes episódios com mais 07 Corpos resgatados pelos grupos de ajuda Múltipla, militar/Defesa Civil, aos quais eu compunha.

Mais sete corpos encontrados com a ajuda de tantos anônimos, bombeiros e militares da Força nacional de Segurança. Fiquei feliz por saber que, estas equipes também puderam contar com a minha ajuda, com meu esforço, meus braços e minha dedicação.

Em agosto 2010, aconteceu o segundo grande evento que iria sacudir a minha vida, novamente: O mundo divulga que a NASA iria ajudar os Mineiros soterrados no Chile, usando a sua tecnologia e seus profissionais para resgata-los de volta e com segurança. Quem melhor que a NASA para trabalhar com resgate e com tecnologia? Mas a missão levaria muito tempo: anunciaram que conseguiriam faze-lo em sete meses. Em meu íntimo eu torcia para que desse certo, mas sete meses é muito tempo.

Foi em outubro que o Túnel ficou pronto, contrariando até mesmo as estatísticas próprias, eles fizeram em menos tempo e conseguiram o êxito total. E assim, saí em busca dessa NASA misteriosa que salvara a vida de pessoas tão simples.

Um dia, na net, encontrei a Nasa Dart (Disaster Assistance and Rescue Team) e eu achei por bem saber mais a respeito. Ao ler seu site, com muita dificuldade pois estava todo em inglês, percebi que a NASA não só trabalhava com tecnologias para fora do Planeta, como também, investia em tecnologias para dentro, para necessidades comuns à todas as pessoas, que é a parte de segurança pública em resgate e treinamentos. E faziam isso há quase três décadas!

Então, numa atitude precipitada e completamente desprovida de verdadeiras esperanças, enviei-lhes um e-mail que, para a minha surpresa, foi respondido em menos de 24 horas. Estava iniciada a próxima etapa de minha vida: eu iria estudar na NASA.

Mas muita foi a negociação e a apresentação de dados convincentes para que eu pudesse comprovar, através de meus esforços, que eu estava à altura de fazer um curso em mesmas condições que os melhores especialistas do mundo. E foi assim que, em janeiro de 2011 ocorreu algo terrível: A região serrana do Rio de Janeiro foi golpeada com toda força por uma inundação, vinda do céu, e que desfigurou algumas cidades por completo.

Os desaparecidos passavam de 1000 pessoas e o contingente de bombeiros militares não seria o suficiente para dar conta de varrer toda a área atingida. Dezenas de resgatistas de todo o Brasil mobilizaram-se em auxílio ao Rio de Janeiro, dentre eles, eu, que já estava guardando dinheiro para viajar aos EUA.

Toda a economia, já guardada, acrescida de pouco mais de seis meses de trabalho, também somada ao salário do mês e a ajuda voluntária de tantos anônimos, capacitaram-me a ir em ajuda ao Rio. Lá, na primeira semana de atividade, pude ajudar de forma tão significativa as equipes militares em Petrópolis que, o alto comando do CBM responsável por Petrópolis, autorizou, que a primeira aeronave de resgate que fosse em direção de Teresópolis levasse consigo à mim e a meus equipamentos que, somente lá, ajudaram a resgatar 17 corpos.

Em Teresópolis, encontramos mais 04, somando um total de 21 corpos resgatados na Região Serrana do Rio, com a minha ajuda direta. Tais dados, somados a todos os demais que foram repassados à minha negociação com a NASA, me conferiram, de vez, a certeza de que seria aprovado na seleção que iria integrar a classe de 2012 do curso Dart. Mas houve tantos contratempos, após isso, tanta dificuldade no consulado americano, em SP, que eu cheguei a pensar que tudo estaria perdido.

Tentei novamente. Dessa vez, fui à Brasília implorar pelo meu visto. Apelei à todas as instituições relevantes que me conseguissem algum tipo de recomendação por boa conduta, para que eu pudesse ter algum tipo de documento que comprovasse a minha boa fé ante a única coisa que eu solicitava: aprender melhores técnicas de Prevenção e Preparação e Resposta à Desastres, para evitar que pessoas, de bem, morressem como consequência por não estarem prontas para estas situações.

Todos os documentos preparados, todas as possibilidades de réplica em mãos. Ainda assim, o medo de ver toda a luta perder-se, era grande. A entrevista veio, as perguntas foram feitas, a língua, testada, por onze minutos. O veredito: “seu visto foi aprovado” soou, aos meus ouvidos, como a sentença que me libertava de tudo aquilo que negava minha missão.

Isso se deu no dia primeiro de fevereiro, deste ano. Agora eu posso dizer, que sonhos, não são somente sonhos. Podem ser nossa realidade. Podem ser reais, não somente em nossas vidas, mas nossos sonhos podem ser reais na vida de muitas outras pessoas.

Só precisamos é aprender que nada vem de forma fácil e que, para que concretizemos nossos sonhos, mesmo sendo negados, mesmo sendo tolhidos, devemos acreditar e continuar sonhando, haja o que houver, venha o que vier. É por este motivo, para poder ser uma das ferramentas que mudará a forma como, o Brasil, lida com Desastres.

Por isso, eu peço a ajuda de todos vocês. Através da equipe da Nasa Ames Research, com a equipe Disaster Assistance and Rescue Team. Serei treinado pela equipe de profissionais responsáveis pelo resgate dos mineiros do Chile.

Só lembrando, o Tenente Coronel da Força Aérea Brasileira, Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ser enviado ao espaço, não conta, pois a NASA apenas o preparou para isto. Nada mais! Meus amigos, a questão é que eu farei uma série de cinco capacitações para tornar-me o brasileiro mais qualificado em Resposta à Situações de Catástrofes.

Atualmente, um profissional com esta qualificação, com a insígnia de instrutor em Resposta à Desastres, deveria existir aqui, no Brasil. Mas, pasmem. Não há ninguém especializado nesta área. O que existe aqui são apenas alguns profissionais treinados mas que, não possuem a titulação necessária para formar equipes homologadas internacionalmente, ou seja, ninguém é realmente habilitado, no Brasil, para emitir certificados que sejam reconhecidos como válidos, de fato.

E minhas capacitações não param por aí: Além dessas capacitações pela NASA, eu ainda farei mais uma série de quatro certificações no Texas, no que é a maior escola de preparação de profissionais em resgate do mundo, a TEEX (www.teex.com). Dessa forma, Nesta Universidade do Texas, após esta sequência de cursos, serei certificado como instrutor.

Haverá, também, mais três estágios importantíssimos que farei:

  • O primeiro será em Miami/Flórida, onde farei residência com a Equipe que qualifica o grau do instrutor, para que ele possa ter o aval que lhe dará direito ou não de emitir certificados internacionais.
  • O segundo e o terceiro serão em Nova Iorque, com a Corporação de Bombeiros Engine 7 – Ladder 1.

Esta equipe esteve incumbida de coordenar toda a missão do 11 de setembro de 2001. Fui convidado diretamente pelo próprio Chefe da Corporação, o Sr. Gregory Pfeifer, que foi o Chefe-Maior das operações do 11 de Setembro. O Sr. Pfeifer convidou-me para participar de eventos importantes, destinado apenas à Alta-Chefia do corpo de bombeiros americana, além de ser seu residente, para realizar plantões com eles. Como prova de minha boa fé enviarei, se assim alguém quiser ver,
toda a negociação que me levou a tudo isso; à todos estes cursos e oportunidades.

Como lhes disse, minha missão é, assim que retornar ao Brasil, multiplicar estes conhecimentos por todo território brasileiro, para que assim, eu possa ser parte do processo que REDEFINIRÁ a forma como tratamos prevenção, preparação e resposta à desastres.

Dessa forma, irei à todos os municípios que forem Vulneráveis à tragédias e, assim, capacitarei grupos de socorristas (bombeiros, Defesa Civil, SAMU, Policiais Militares, Guarda Municipal) para que trabalhem de forma a EVITAR que danos sejam causados e que, VIDA HUMANAS, sejam perdidas.

Mas para que tudo isso seja, de fato, concretizado, ainda me falta uma pequena quantia que, para uma única pessoa, é muito. Mas que, para um grupo de pessoas concordantes com o resultado que virá, proveniente desta missão, não será impossível ou ao menos, amenizado.

No evento do Rio, somente em quatro dias, conseguimos arrecadar, de 10 em 10 reais, (de pessoas que acreditaram que realmente, alguém iria àquela região e iria fazer a diferença mesmo). Consegui o equivalente a R$ 2.600. Meus atos comprovam que eu nunca usei mal o dinheiro confiado à mim.

Eu quero fazer melhor do que sempre fiz: ao invés de ir até as tragédias, com todas essas capacitações, poderemos, até mesmo, prevenir para que nada disso precise de acontecer. Como contrapartida, eu faço parte de uma OSCIP a qual pode, muito bem, auxiliar neste processo, uma vez que ela destina-se exclusivamente à resgate e que, em seus 14 anos de vida, conquistou um renome enorme, na área de resgate. Seu nome, é Força Tarefa Brasileira – FTB. E como se não bastasse, ela firmou um acordo com a Cruz Vermelha, no Brasil, para ser seu Braço operacional, tendo em vista que a Cruz Vermelha destinava-se, até então, para ajuda humanitária em atuação médica.

Através desta OSCIP, poderemos, por exemplo, dispor da quantia destinada ao imposto de renda, que toda empresa/ Instituição deve pagar.
Portanto, o dinheiro que, já seria gasto com este pagamento ao Imposto de Renda poderia, ser utilizado para auxiliar, em alguma parte, este valor, ainda pendente.

A Empresa ainda poderia ter como divulgação, na mídia, a sua imagem e acredite, já começaram as entrevistas, vindo gente até mesmo de Brasília, da Voz do Brasil, que é um veículo de Mídia excelentíssimo, além de algumas revistas importantes que, souberam da notícia e que, já iniciaram o contato comigo.

Para finalizar, Amigos, vocês me conhece. Conhecem meu trabalho. Conhecem minha índole. Sabem que eu sou uma pessoa dedicada à esta causa. Eu sou capaz de voltar com todo este aprendizado e revolucionar a forma como tratam o resgate, no Brasil. Sabem que eu tenho potencial para isto. Pensem em quantas pessoas, de bem, terão suas vidas asseguradas por tudo isso, que ora faço. Estou aqui, pedindo a sua ajuda, da forma como vocês puderem ajudar. Por gentileza, conversem com as pessoas certas que, vocês sabem que podem me ajudar.

Repassem esta notícia para os seus amigos, para suas listas pessoais. Eu não sou o ser humano mais exemplar que existe, mas você já me viu em campo.
Já viu que eu trabalho com dedicação e com amor. Sabe que tudo isso terá retorno para mais pessoas do que podemos imaginar. Me ajudem a construir esta realidade. Se não der certo, tudo bem, nós tentamos. Mas e se der?

E se conseguirmos a quantia que falta para que eu vá aos EUA e volte como o maior especialista em Resgate que o Brasil já teve? Eu só quero poder ajudar mais pessoas.

Obrigado, à todos. Fiquem bem. Pensem com sua razão, mas lembre-se de que, seu coração sempre foi generoso. Um forte abraço à você e à todos nossos amigos.

Cefas Querois.

Minhas referências pessoais:

Descaso ambiental no alto do Morro do Baú

Recebemos isso recentemente de um leitor de nosso blog e além disso, adepto a práticas de esportes saudáveis e amante da natureza. O que esse email nos revela é um pouco do descaso a proteção ambiental, que ainda é visto como uma brincadeira para alguns.

As imagens foram tiradas no topo do Morro do Baú, em Ilhota, aos 819 metros de altura que ainda tem gente que perde tempo, e muito tempo, pra chegar lá em cima e que não é fácil não, pra fazer essas barbaridades e que foi deixado lá em cima no topo do morro. As fotos foram tiradas pelo pessoal que instalou esta antena, o detalhe é que foram de helicóptero e nem sequer tiveram a preocupação de minimizar o impacto levando seu lixo altamente tóxico embora!

A antena tinha uma grande utilidade a região e que agora, poderá fazer falta comunidade que além das dificuldades da região acesso e logística, fica sem a principal ferramente na hora que alerta e orientação, a comunicação.

Ficamos revoltado por isso!

Conheça o portal turístico de Ilhota

Portal Turístico de Ilhota

A Secretaria Municipal de Turismo apresentou na reunião com empresários na noite do dia 11 o modelo (protótipo) do Portal Turístico da cidade. Desenvolvida por arquitetos da Amfri, o portal remete, antes de mais nada, ao símbolo da principal atividade econômica do município, um modelo de “biquíni” ou “lingerie”, mas agregando valores, o portal significa uma pessoa com os braços abertos dando as boas vindas ao turista e ao viajante com o formato da letra “i” a inicial da cidade.

A construção está prevista pra esse ano e serão construídas dois modelos, um antes da entrada da cidade e outro na saída, ambas na rodovia SC-470 Jorge Lacerda.

A maquete desta imagem, localiza-se na localidade de Barra de Luiz Alves, antes de entrar no perímetro urbano, mas preciso, no “chaminé” desativo, onde há uma grande árvore que ali nasceu e jaz fez parte de inúmeros cartões de visitas. Neste lugar, a secretaria planeja revitalizar a área, proporcionando um lugar agradável junto à margem do Rio Itajaí-Açú, pois a vista proporcionará o turista a uma viajem impar da zona rural do município e uma visão ampla do Morro do Baú.

Memórias de um desastre

Vice-prefeito de Ilhota Antônio Schmitz

Este filme é um relato de moradores do complexo Morro do Baú, uma região rural da cidade de Ilhota (SC), sobre os deslizamentos que aconteceram pela primeira vez em novembro de 2008. Foram 47 mortes, todas por soterramento. Dos 2400 moradores, 1700 só conseguiram sair por resgate aéreo. Desde então, a convivência com o risco faz parte deste cotidiano.

O documentário foi produzindo no mês de junho de 2010 e durante uma semana, e a equipe de jovens jornalista paulistas realizaram o trabalho com o apoio da Prefeitura de Ilhota e eu acompanhei toda produção durante a captura dos depoimentos direcionando a equipe até os entrevistados. Foi um experiência positiva e única pra mim em ter acompanhado esse pessoal, pois foi a primeira vez em que pude presenciar a produção de um filme com a lente de uma maquina fotográfica, uma Canon T2i.

Discovery Chanel exibe documentário sobre a tragédia de 2008 no morro do Baú

Epagri/Ciram no Discovery Channel

Neste domingo, 6 de fevereiro, o Discovery Channel exibe, às 21h, o documentário Águas Mortais, para o qual a Epagri/Ciram foi uma das fontes de informação. O documentário se propõe a rever as maiores enchentes ocorridas na América Latina, especialmente no Brasil, para entender o que as provoca. Também mostra como análises, pesquisa e tecnologia poderiam ajudar as populações a se prepararem para o inevitável.

No ano passado uma equipe de reportagem do Discovery esteve em Santa Catarina entrevistando uma série de autoridades para a produção do programa. O meteorologista Clóvis Corrêa, da equipe da Epagri/Ciram, falou sobre os fenômenos meteorológicos extremos que ocorrem no Estado e suas características.

Águas Mortais, dirigido por Rodrigo Astiz, é uma coproduções Mixer com o canal Discovery Channel América Latina. Para saber mais e ver o trailer do documentário assista ao vídeo acima.

Águas Mortais

Nos últimos anos, os registros de chuvas e inundações foram de destruição por todo o mundo. No caso da América Latina não foi diferente. Do nordeste do Brasil a Buenos Aires as catástrofes provocaram não só a perda de bilhões de dólares, mas também custou a vida de centenas de pessoas.

Aguas Mortais analisa em profundidade os eventos mais chocantes dos últimos anos no continente. Eles variam de chuvas incontroláveis, que matou dezenas na costa Sul do Brasilna véspera do ano novo em 2009, para as águas mortais que invadiu a Machu Picchu, deixando milhares de turistas retidos, e até mesmo “Catarina”, o primeiro furacão já visto sobre o Atlântico Sul, que causou mortes e pânico no estado brasileiro de Santa Catarina.

Os cientistas, engenheiros e especialistas em resgate analisam e revivem esses desastres. Eles nos ajudam a compreender as circunstâncias climáticas que criam chuvas mortais, os problemas urbanos e de saúde que causaram centenas de mortes e, finalmente, como salvar vidas, se acontecer novamente no futuro.

Do ponto de vista dos climatologistas, uma coisa é certo: essas catástrofes só irá aumentar em intensidade e frequência. É a marca de um planeta com um clima que está ficando mais quente e cada vez mais instável. É mediante as suas pesquisas sobre o futuro do clima que vamos entender como o que já foi uma chuva regular pode tornar-se um dilúvio mortal no futuro.

Fonte: Assessoria de comunicação da Epagri/Ciram e Rodrigo Astiz.