Prenderam uma funcionária da Avaaz

Avaaz Özlem

Avaaz

O governo da Turquia acaba de prender Özlem, uma funcionária da Avaaz! Vamos libertá-la.

Özlem está sendo mantida na prisão sem acusações formais, apenas por ter participado de uma reunião de defensores dos direitos humanos. Para o governo turco, ela é só uma pessoa pega numa ação repressiva contra a sociedade civil.

Se construirmos um enorme apelo internacional e usarmos a mídia para torná-la famosa, ela vai ganhar a atenção que merece, e se tornar uma dor de cabeçainesperada para esse governo em crise.

Entregaremos nossa petição a Federica Mogherini, representante de Relações Exteriores da UE nesta terça-feira, antes de uma reunião crucial com a Turquia — adicione seu nome agora e vamos libertar a Özlem: Clique para libertar Özlem!

O presidente turco Erdogan está atacando e prendendo milhares de pessoas que discordam de seu governo. Agora Özlem caiu nessa rede repressiva junto de outros 9 defensores dos direitos humanos, mas ela é um peixe pequeno para o governo turco. Na medida em que reuniões críticas de acordos comerciais entre a Turquia e a União Européia se aproximam, a última coisa que Erdogan precisa é uma dor de cabeça internacional sobre alguém que ele provavelmente nunca ouviu falar.

O governo da Turquia acaba de prender Özlem, uma funcionária da Avaaz! Vamos libertá-la

Para nós, Özlem significa muito! Ela trabalha na Avaaz porque compartilha muitos dos nossos valores. Há anos ela trabalha duro por um mundo onde as pessoas possam se manifestar por paz, justiça e direitos humanos, e não serem presas por isso. Ela deu vida a centenas de nossas campanhas para nossa comunidade na Turquia.

Agora, eles estão ameaçando acusá-la de terrorismo armado! O mais perto que Özlem já chegou de armas foram as usadas CONTRA ela nas diversas manifestações onde lutava por justiça.

Vamos defender a Özlem e todos que foram detidos com ela, colocando holofotes na sua prisão. Quando um milhão assinarem, entregaremos nosso pedido diretamente à representante de Relações Exteriores da UE antes da reunião na terça-feira, e aumentar nossa pressão — Vamos libertar a Özlem: Clique para libertar Özlem!

Nossa comunidade já agiu a favor de defensores dos direitos humanos no mundo inteiro, de norte a sul, de leste a oeste. Isso faz parte de nosso DNA, está no coração do nosso movimento. Agora uma de nós está em perigo e dependendo de nossa ajuda. Vamos nos unir como nunca pela Özlem e seus amigos.

Com esperança,Danny, Alex, Marigona, Luca, Emma e todo o time da Avaaz.

Mais informações

Avaaz

Anúncios

Movimentos sociais da América Latina repudiam invasão policial à Escola Nacional Florestan Fernandes

Solidariedade ao MST

opera mundiMovimentos sociais da América Latina repudiaram com veemência a invasão de policiais civis à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) nesta sexta-feira (04/11). Grupos como a Alba Movimientos, o ELN (Exército de Libertação Nacional da Colômbia) e os participantes da Jornada Continental pela Democracia e conta o Neoliberalismo, que acontece no Uruguai, se pronunciaram sobre o ocorrido.

Para a Alba Movimientos, a invasão é “uma das expressões da ofensiva neoliberal que denunciamos”.

Repudiamos energicamente essa perseguição que o regime golpista de Temer leva adiante contra o movimento popular. Justamente no dia em que movimentos de todo o continente nos unificamos em uma Jornada pela Democracia e contra o Neoliberalismo, a ENFF – um símbolo da unidade e articulação dos povos – recebe este ataque por parte de um governo que é uma das expressões da ofensiva neoliberal que denunciamos. É um argumento a mais para reafirmar a necessidade de construir maiores níveis de organização, de unidade e de mobilização
afirmou a organização.

Os participantes da Jornada pela Democracia e contra o Neoliberalismo também se manifestaram, repudiando o ataque, assim como o ELN, da Colômbia, que também registrou seu repúdio aos “graves ataques” da Polícia Civil à escola do MST.

CSA (Confederação Sindical de Trabalhadores/as das Américas), por meio de seu coordenador político, Iván Alvarado, afirma que o fato “evidencia a deterioração dos direitos humanos e as garantias constitucionais a partir da instauração do governo ilegítimo”.

O movimento “La Brecha”, da Argentina, que representa diversas organizações, afirmou que o ataque se dá “em um contexto de restauração direitista no Brasil e na região, com um recrudescimento na perseguição aos movimentos populares”.

Por sua vez, a Escola Nacional Fals Borda, da Colômbia, que coordena trabalhos com a ENFF, se pronunciou sobre o assunto e afirmou que planeja fazer uma reclamação formal para a Embaixada do Brasil em Bogotá.

Também da Colômbia, o grupo Poder e Unidade Popular prestou solidariedade ao MST, e pediu “o fim da criminalização do movimento social na América Latina”.

Como foi a invasão

Pela manhã, um grupo de policiais civis das cidades de Mogi das Cruzes e Guararema, em São Paulo, invadiu a sede da ENFF, que fica neste último município. A polícia chegou por volta das 9h manhã na porta do local, forçando a entrada e pulando uma janela para ter acesso ao prédio. As imagens do ataque foram registradas por câmeras de circuito interno.

Os policiais não tinham mandado de busca e apreensão que justificassem a entrada. Mesmo sem motivo para entrar, a polícia deteve dois militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra).

Os alunos e membros da escola que estavam no local foram ameaçados com armas de fogo, havendo, inclusive, disparos de armas letais – e não de balas de borracha. Os estilhaços dos projéteis atingiram uma mulher.

O MST, em nota, repudiou o ataque. “O MST repudia a ação da polícia de São Paulo e exige que o governo e as instituições competentes tomem as medidas cabíveis nesse processo. Somos um movimento que luta pela democratização do acesso a terra no país e a ação descabida da polícia fere  direitos constitucionais e democráticos”, afirmou.

“A operação em SP decorre de ações deflagradas no estado do Paraná e Mato Grosso do Sul. A Polícia Civil executa mandados de prisão contra militantes do MST, reeditando a tese de que movimentos sociais são organizações criminosas, já repudiado por diversas organizações de Direitos Humanos e até mesmo por sentenças do STJ”, conclui o comunicado do MST. Nesta sexta, a Polícia Civil do Paraná fez uma operação para prender suspotos envolvidos em esquemas de furto, roubo, “invasão de propriedade”, entre outros crimes.

De acordo com o jornal Brasil de Fato, a polícia justificou a ação dizendo que cumpriria um “mandado de prisão”. Um tiro – que, segundo a polícia, era de arma não letal (balas de borracha) – teria sido disparado por um policial como forma de “proteção”, após “200 pessoas” que estavam no local terem causado “confusão e tumulto”. Quatro policiais civis, afirma a corporação, ficaram feridos e foram encaminhados à Santa Casa de Mogi, que, no entanto, diz que nenhum agente deu entrada no hospital.

O movimento convocou uma manifestação para este sábado (05/11), às 15h, em frente à escola, contra a criminalização dos movimentos sociais.

Fonte Opera Mundi

Avaaz: em 2015, vamos sonhar grande

2015, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2014, Newsletter, Feed

AvaazHá uma certa fragilidade no ar neste momento.

As guerras se espalham, a política do medo aumenta, nosso planeta está sendo dizimado e as mudanças climáticas ameaçam a nossa sobrevivência.

Ao mesmo tempo, o poder das mulheres aumenta, a democracia e a internet se popularizam e a pobreza global foi reduzida pela metade: as pessoas “comuns” nunca contaram com tanto poder para enfrentar os desafios que enfrentam e decidir o próprio destino. É como se a gente estivesse no limite entre nossos mais belos sonhos e os piores pesadelos que nos assombram, e temos a escolha entre reagirmos ou esmorecer.

Será que a humanidade vai sobreviver? Pode depender, em parte, de nós. Já somos 40 milhões, a maior comunidade global de mobilização que já existiu. Em setembro passado, milhões de nós mudamos o jogo político quanto às mudanças climáticas. Foi mágico. Tão inspirador quanto os milhares de nós que nos oferecemos para arriscar a vida na linha de frente contra o ebola. E os milhões de nós que nos mobilizamos para proteger nossos oceanos e derrotar um megaprojeto da Monsanto.

Políticos, jornalistas e pessoas em geral têm me dito a mesma coisa: estamos trazendo a esperança. E esperança é o fator decisivo. É com esperança que conseguimos superar desafios maioresSó fazemos esse pedido uma vez por ano: portanto, se achar que é a coisa certa para você, faça uma doação para apoiar a Avaaz em 2015 e assim nos ajudar a realizar cada vez mais. A sua doação só será processada se nosso objetivo de conseguir 20 mil novos apoiadores for alcançado.

Fazer uma doação agora permite que a Avaaz planeje suas despesas conscientemente e a longo prazo. Nossas despesas incluem a manutenção de nossa pequena porém maravilhosa equipe, do site, da tecnologia e da segurança de nossos sistemas (o que pode sair caro quando nossas campanhas são contra pessoas de caráter duvidoso!). Significa também que teremos condições de responder imediatamente a crises, na hora em que elas ocorrem, e assim embarcar em oportunidades sem demora.

Se 20 mil de nós aceitarmos o compromisso, isso permitirá a nossa comunidade expandir o trabalho no ano que vem, ajudando a salvar vidas em situações de emergência humanitária, proteger o meio ambiente e os animais selvagens, apoiar a democracia e lutar contra a corrupção, impulsionar a paz e a redução da pobreza.

Doar para a Avaaz tem um impacto duplo: além de trazer mudanças imediatas ao reforçar campanhas particulares, cada contribuição constrói a comunidade que continuará a lutar por mudança nas próximas décadas. É um investimento com resultados imediatos e a longo prazo para o futuro do nosso planeta e de nossas crianças. Clique aqui para contribuir.

Juntos, doamos milhões para a ajuda humanitária, desempenhamos um papel fundamental para impedir que Rupert Murdoch dominasse a imprensa internacional, vencemos dezenas de batalhas nacionais e globais contra as mudanças climáticas, derrotamos megaprojetos da Monsanto, garantimos a proteção de vastas áreas de nossos oceanos e florestas, asseguramos a proibição global da pesca de baleias e ajudamos a proteger elefantes e rinocerontes, apoiamos movimentos democráticos acontecendo de Burma ao Zimbábue, da Palestina à Rússia, derrubamos o ACTA e outros esforços para censurar a internet, nos opusemos à guerra injusta no Iraque e a violações de direitos humanos na Prisão de Guantánamo, e ficamos do lado de autores de denúncias como Edward Snowden e Bradley (Chelsea) Manning quando foi necessário. Em literalmente centenas de vitórias, nossa comunidade provou ser corajosa, eficaz e baseada em princípios ao buscar o mundo com o qual todos nós sonhamos.

Mas não é o bastante. Para enfrentar os desafios de nossos tempos, precisamos alcançar um outro nível e encarar face a face os governos e corporações que estão por trás dos problemas que enfrentamos. Para vencer as mudanças climáticas, precisamos bater de frente com empresas de petróleo, que gastam bilhões em lobby. Para vencer em direitos humanos, necessitamos pressionar governos abusivos, que ainda têm um poder enorme. O poder de 40 milhões de cidadãos comprometidos não pode ser freado, mas alcançar esse poder requer uma jornada de confiança, além de compromisso. Estou entusiasmado e esperançoso para dar o próximo passo nessa jornada com você.

Geralmente, organizações dedicadas à mudança social enfrentam um desafio para arrecadar fundos. Mas aceitar financiamentos de governos ou empresas privadas ameaçaria significativamente a nossa missão. Patrocínio de grandes doadores geralmente também têm condições e limitações. E estratégias de alta pressão – como telemarketing, doações pelo correio ou diretamente nas ruas – frequentemente custam quase o mesmo valor que arrecadam! É por isso que o modelo da Avaaz – com doações online da própria comunidade – é a melhor maneira para abastecer um motor da mudança social e uma parte considerável do papel da nossa comunidade.

Se pudermos multiplicar o número de apoiadores que temos, a nossa comunidade – e o nosso impacto – alcançarão um nível absolutamente novo. Não vejo a hora.

Você fazendo uma contribuição hoje ou não, saiba que eu e o restante da equipe estamos gratos por sua sabedoria, comprometimento e humanidade. Trabalhar para você é uma grande alegria! E, juntos, podemos de fato construir o mundo com o qual sonhamos, para valer.

Com amor, esperança e gratidão, Ricken e toda a equipe da Avaaz. PS: Caso esteja pensando no assunto, veja a seguir onze outros motivos para fazer uma doação para a Avaaz 🙂

Primeiro motivo – O nosso trabalho funciona

Com mais de 40 milhões de membros em todas as nações do mundo capazes de se mobilizar em poucos momentos em torno de necessidades e oportunidades prementes, a Avaaz funciona. Juntos, salvamos vidas no Haiti e em Mianmar, revertemos políticas estatais do Brasil ao Japão, e tivemos vitórias em tratados internacionais sobre temas que abrangem desde a proibição de bombas de fragmentação até a preservação de oceanos. Se Avaaz fosse um país, seria o 25º maior doador para o fundo de emergência do Ebola! O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse o seguinte sobre a Avaaz: “Vocês são movidos pelo idealismo do mundo… Não subestimem o impacto que vocês exercem sobre as lideranças mundiais”; segundo a revista The Economist, a Avaaz está “pronta para soar um toque de despertar para as lideranças do mundo”. E para Al Gore, “a Avaaz é inspiradora e já fez uma diferença”. Nossa organização tem apenas oito anos de existência e cresce com rapidez. Quanto mais nossos membros se envolverem e fizerem doações, mais impacto teremos. Faça uma doação aqui.

Segundo motivo – Uma doação para a Avaaz é um investimento com retornos permanente em transformação social

Na Avaaz, as doações financiam campanhas de grande impacto que também recrutam mais participantes. Ter mais participantes significa mais doações – e, consequentemente, mais impacto. Assim, com sua doação você não estará apenas concretizando uma transformação específica, mas também ajudando uma comunidade a crescer com mais membros que multiplicarão nossa doação muitas vezes – uma comunidade que será uma fonte permanente e crescente de transformações. Esse tipo de impacto duplo e permanente tem um imenso valor filantrópico.

Terceiro motivo – Não temos burocracia

A Avaaz é uma gigantesca rede de cidadãos, mas nossa organização é minúscula: temos apenas 69 organizadores de campanhas trabalhando em tempo integral, prestando apoio operacional e tecnológico. A maioria das grandes ONGs de atuação mundial tem equipes com centenas ou mesmo milhares de funcionários. Nosso pequeno porte significa que não temos tempo para burocracia, administração em vários escalões, nem para nos concentrar em outra coisa além de resultados.

Quarto motivo – Temos auditorias regulares e responsabilidade fiscal

Há muitos motivos para se temer o abuso de dinheiro de doações. A maior parte deste medo é infundado: a maioria das organizações está cheia de boas pessoas com boas intenções. Na Avaaz, você pode ter certeza de que isso não acontece – em parte, porque somos obrigados por lei a passar por auditoria a cada doze meses. Essa auditoria é extremamente abrangente, minuciosa e verifica todos os aspectos de nossos livros e práticas financeiras. Fomos auditados oito vezes desde o início de nossas atividades e em todas elas ganhamos um atestado de equilíbrio absolutamente irrepreensível, clique aqui).

Quinto motivo – Temos uma equipe de primeira linha que faz um trabalho excelente

Fazer campanhas, ativismo e transformação social são coisas sérias – quanto mais competente for a equipe, maior será o impacto de nossas doações. A Avaaz atrai literalmente os melhores organizadores de campanhas e ativistas do mundo. Muitos de nossos Diretores de Campanha entraram para a nossa equipe depois de trajetórias como diretores de organizações ativistas bem-sucedidas, tendo sido a maioria deles educada nas melhores universidades do mundo. Contribua agora.

Sexto motivo – Somos 100% independentes

A Avaaz não recebe absolutamente nenhum recurso do Estado, nem de empresas. Isso é de máxima importância para garantir que nossa voz seja determinada exclusivamente pelos valores compartilhados por membros e não por um grande financiador ou programa de ação. Embora tenhamos recebido doações iniciais de organizações parceiras e entidades beneficentes, atualmente 100% do orçamento da Avaaz provém de pequenas doações via internet. Isso significa que o único programa de ação que temos de seguir é aquele determinado pelo povo.

Sétimo motivo – Repassamos o dinheiro quando isso fizer sentido, apoiando as melhores iniciativas

Avaaz já doou quase US$ 10 milhões a outras organizações, porque vimos que elas estavam melhor posicionadas que nós para gerar impacto em determinadas questões. Por exemplo, doamos US$ 2 milhões a organizações que estão na linha de frente contra o Ebola, US$ 1 milhão para um importante grupo de conservação de florestas tropicais, US$ 1,6 milhões aos monges e grupos humanitários de Mianmar e US$ 1,3 milhões a organizações humanitárias do Haiti (veja este vídeo feito pelos grupos que receberam doações nossas). Nosso modo de apoiar outras organizações é também importante. A maioria das fundações tem processos e barreiras infindáveis que as tornam lentas, burocráticas e conservadoras quanto aos riscos de apoiar uma causa de ativismo. A Avaaz encontra as melhores pessoas e organizações e não tenta controlá–las nos mínimos detalhes – nós apenas damos a elas a autonomia para fazer o que elas fazem de melhor.

Oitavo motivo – Somos políticos (isso é muito importante)

A maioria das entidades beneficentes oferece dedução do imposto de renda para suas doações. Porém, isso significa que elas são, de certa forma, financiadas parcialmente pelos contribuintes e o Estado usa isso para impor uma série de regras pesadas capazes de controlar o que as entidades podem ou não podem fazer. A principal dessas regras é a restrição sobre o que se pode dizer para criticar, apoiar ou atacar um político. A Avaaz é um caso muito raro, no sentido de que nossas doações não são dedutíveis do imposto de renda e, portanto, estamos 100% livres para dizer e fazer o que for necessário a fim de fazer as lideranças mundiais ouvirem a voz do povo. Como há tantas questões importantes pelas quais se luta, com ou sem sucesso, na esfera política, isso nos torna muito mais eficientes que grupos de ativistas que se esquivam de se expressar em público sobre política.

Nono motivo – Atuamos em áreas de grandes necessidades e oportunidades

A maioria das organizações se concentra em uma única problemática durante um longo período. Isso é muito importante, mas pode também significar que quando surgem necessidades urgentes ou oportunidades incríveis de transformação social, elas são ignoradas porque todos estão trabalhando com suas próprias questões. As campanhas da Avaaz têm por alvo as necessidades e oportunidades mais urgentes, que surgem justamente quando se mais precisa de uma poderosa explosão de atenção por parte das pessoas do planeta. Trabalhamos continuamente com parceiros de alta qualidade nas áreas em que fazemos campanha e todos descrevem a Avaaz como uma organização que agrega valor ao que eles fazem. Clique aqui para doar.

Décimo motivo – A prestação de contas democrática está indelevelmente embutida em nosso modelo

O modelo de campanhas da Avaaz é alimentado pelo povo. Nossas prioridades são definidas com frequência anual e semanal por pesquisas feitas em nosso quadro de membros, assim como cada campanha que fazemos. Não importa quanto esforço tivermos empregado no desenvolvimento de uma campanha: se ela não obtiver a aprovação dos membros, não a executaremos. Assim, diariamente, são nossos próprios membros que definem diretamente como devemos usar as doações que recebemos.

Décimo primeiro motivo – Não há outra organização como a nossa

A Avaaz é a primeira e única organização de ativistas genuinamente internacional com participação em massa, uso de alta tecnologia, alimentada pelo povo e dedicada a problemáticas múltiplas. Em um mundo no qual os problemas que enfrentamos têm caráter global, e cujas soluções exigem cada vez mais uma ação democrática global, a Avaaz tem uma posição única para gerar transformações. Nenhuma outra organização é capaz de mobilizar rapidamente e em grande escala uma pressão democrática em 194 países em menos de 24 horas. Um novo modelo de política baseada na internet e alimentado pelo povo tem mudado a política em diversos países, e a Avaaz está levando esse modelo de sucesso comprovado ao nível global. O resultado disso é um movimento virtual global que já é o maior da história – e nós estamos apenas começando.

😀

Estudo traça novo panorama das organizações da sociedade civil no Brasil

Sociedade civil no Brasil

Atuando com um público diversificado por todo o território nacional, o crescimento na área das organizações se tornou evidente nos últimos anos. São quase 300 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (Fasfil) no Brasil, presentes em diversas áreas como educação, saúde e garantia dos direitos humanos. Mesmo tendo em sua maioria o quadro de funcionários composto por voluntários/as, elas já representam considerável participação no mercado formal, sendo a maioria mulheres.

Buscando facilitar o acesso aos dados disponíveis na última atualização deste levantamento sobre as Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos, realizada em 2010, atualizamos a sessão “ONGs no Brasil” em parceria com a advogada Paula Storto. A pesquisa permite uma melhor análise sobre as conquistas e necessidades entre o setor, que ainda apresenta disparidades entre salários e dificuldade em acessar fundos públicos de financiamento. Acesse!

Editais abertos em 2013

Edital

O inicio de 2013 apresentou novas oportunidades e perspectivas. Dos Editais que foram abertos ano passado e permaneceram até esse ano aos abertos esse ano, fundos públicos e privados mantém o interesse em parcerias. As áreas de abrangência variam desde o combate ao preconceito de gênero e raça a projetos culturais e artísticos, em diversificados que envolvem governo e empresas. Para saber mais sobre como participar, atualizamos nossa sessão “Editais abertos”. Acesse!

Carta da Via Campesina para apoiar UNORCA greve de fome no México

Via Campesina

Como o coordenador global da Via Campesina, os agricultores do mundo e movimentos camponeses, escrevo para dar o meu apoio total aos meus colegas líderes camponeses do UNORCA no México, que estão protestando para parar a iminente aprovação pelo governo mexicano de grande escala comerciais de OGMs plantações de milho. Uma vez que, 23 Wednesdat, eles estão sentados em e realização de uma greve de fome no Monumento Anjo na Cidade do México, que comemora a independência mexicana da Espanha. Eles agora estão lutando contra uma nova forma de colonialismo.

Com a nossa presença em mais de 70 países ao redor do mundo, em La Via Campesina temos visto a verdade por trás das mentiras da Monsanto e outras corporações transnacionais quando promovem os supostos benefícios de sementes transgênicas. Vimos como as falhas destas sementes levaram a suicídios de agricultores em massa na Índia e comunidades inteiras nas Filipinas e no Paraguai adoecer, entre outros desastres. Agora eles querem contaminar o centro de origem de uma das culturas alimentares mais importantes para toda a humanidade. Não podemos, em boa-fé permitir que isso aconteça, pois poderia colocar a soberania alimentar de toda a humanidade em risco.

Apelo ao Governo do México para rejeitar o plantio comercial de milho OGM, para cancelar as autorizações já concedidas para campo aberto experimental e lotes-piloto, e revogar a semente neoliberal e as leis de biossegurança que abriram a porta aos transgênicos no México.

Eu estou junto com meus irmãos e irmãs da UNORCA em sua defesa da humanidade e da Mãe Terra. Para o Governo do México, para os meios de comunicação no México e no Mundo, para a União Nacional de Organizações Camponesas Autônomas Regionais do México (UNORCA).

Carta da União Nacional de Organizações Camponesas Autônomas Regionais

Carta ao povo e ao Governo do México - O Manifesto Milho: Não aos transgênicos Maiz

Nesta quarta-feira, 23 de janeiro, vamos começar uma nova fase em nossa luta contra o plantio de milho transgênico aqui no México, que consiste em uma greve de fome coletiva realizada em frente ao monumento Anjo da Independência na Cidade do México. Líderes camponeses nacionais de nossa organização de mais de 20 estados de nossa república começará um sit-in neste local muito simbólico.

Este ato de voluntariamente usando nossos próprios corpos para o protesto cívico vai lembrar de nossa quase 30 milhões de mexicanos companheiro que não conseguem encontrar comida suficiente para encher seus estômagos em uma base diária. Queremos atingir os corações e mentes do povo do México e do mundo para compartilhar nossa grande preocupação para a saúde, cultura e economia do nosso país, corroído por um modelo de desenvolvimento que só beneficia uma pequena minoria, uma minoria que inclui a transnacional As empresas que hoje conspiram para apropriar para si um dos maiores patrimônios de nossos povos: o milho.

Queremos expressar a nossa indignação diante da terrível golpe que viria com a aprovação iminente de grande escala plantio comercial do milho transgênico no México, e exigimos que o governo mexicano colocar os interesses dos camponeses e da maioria dos agricultores mexicanos acima do interesses de algumas corporações transnacionais. Após sua visita oficial ao México em 2011, o relator especial para o Direito à Alimentação das Nações Unidas, Olivier de Schutter, recomendou que o governo do então presidente Calderón imediatamente suspender o plantio experimental de milho transgênico, por causa de seu impacto sobre os direitos dos camponeses, sobre a biodiversidade, e por causa da importância do milho na dieta e da cultura dos mexicanos. O governo ignorou a recomendação.

Este não é apenas um problema para os camponeses. A invasão de milho OGM vindo impactaria todas as pessoas como consumidores, e iria agravar a dependência alimentar terrível que o nosso país sofre. Pedimos respeitosamente que você para se juntar a nossa luta com um jejum de solidariedade, um dia, e se juntar ao nosso sit-in, se puder, ou do lugar onde você vive e trabalha, por falar publicamente para expressar seu apoio para nossas ações, o envio de uma mensagem para nós e/ou para a mídia.

Somos muito gratos pelo seu apoio.

Cidade do México, 21 de janeiro de 2013.

A grande conversa global

A grande conversa global

A democracia está em marcha no mundo todo e nossa comunidade está no centro dessa luta, mas para vencermos, precisaremos escolher o nosso percurso sabiamente. Clique abaixo para participar de uma discussão em tempo real, global e multilingue (com tradução instantânea!) com a nossa comunidade, e responda nossa pesquisa anual para orientar nossas escolhas em 2013: http://www.avaaz.org/po/2013_global_survey/?bYLqhbb&v=20745.

É algo incrível poder compartilhar ideias com pessoas por todos os cantos do planeta, ultrapassando até mesmo as barreiras linguísticas. A troca de ideias vai ser monitorada por alguns de nós e isso será usado para ajustar as questões da nossa pesquisa. Você não precisa participar da discussão se não quiser e pode responder direto à pesquisa. Se você não tiver tempo para participar, você pode ver os resultados da pesquisa assim que eles saírem aqui: http://www.avaaz.org/po/2013_global_survey_results/.

No ano passado, fizemos centenas de campanhas e desempenhamos um papel decisivo em dezenas de vitórias:

  • Pressionando os Estados-membros da ONU a votar esmagadoramente a favor da Palestina se tornar o 194 Estado do mundo!
  • Fazendo lobby com a Europa para barrar o ACTA, o tratado global que teria deixado empresas censurarem nossa internet no mundo todo.
  • Interrompendo a marcha para a dominação mundial do magnata da mídia, Rupert Murdoch, fazendo lobby no Reino Unido para barrar o maior negócio de sua carreira.
  • Fazendo um grande esforço com jornalistas-cidadãos para manter o mundo envolvido com a Síria e impedir a repressão brutal de ter sucesso.
  • Ajudando a transformar a trágica tentativa do Taleban de balear Malala, uma jovem ativista da área de Educação, no Paquistão, em um programa de bolsa para colocar milhões de crianças pobres na escola.
  • Fazendo campanha com parceiros no Brasil para silenciar as motosserras na Amazônia.
  • Combatendo a a Pena de Morte contra Gays, em Uganda.
  • Informando os grandes meios de comunicação sobre os mortais embarques de armas em navios russos para o regime sírio.
  • Conseguindo que uma grande empresa de construção no Bahrein libertasse cerca de 100 trabalhadores indianos que foram enganados e estavam presos no país.
  • Trabalhando com mais de 20.000 membros da Avaaz de todo o mundo que lançaram suas próprias campanhas utilizando nova ferramenta Petições da Comunidade e apoiaram o nosso novo site de mídia – o Briefing Diário da Avaaz!
  • …e muito, muito mais…

Com o mundo passando por uma profunda mudança, e nossa comunidade com quase duas vezes o tamanho que tinha em janeiro do ano passado – 17,4 milhões e ainda crescendo – imagine o que a lista deste ano poderá nos trazer. Os desafios podem vir rápida e intensamente, mas quando permanecemos unidos, podemos transformá-los em oportunidades para construir o mundo com o qual todos sonhamos. Pela construção dos sonhos em 2013!

Com esperança, Ricken, Joseph, Caroline, Christoph, Emma e toda a equipe da Avaaz.

Pesquisa aponta a pobreza gerada com o avanço do agronegócio

a pobreza gerada com o avanço do agronegócio

O levantamento sinaliza ainda que o agronegócio aproveita a vulnerabilidade das regiões para se instalar e criar raízes. Intitulado São Paulo Agrário: representações da disputa territorial entre camponeses e ruralistas de 1988 a 2009, o estudo é do pesquisador do Núcleo de Estudos, Pesquisas e Projetos de Reforma Agrária (Nera), Tiago Cubas. Ele trabalha com dados como o Índice de Pobreza Relativa, Índice de Gini e de Concentração de Riqueza para revelar uma situação de contradição.

Hoje a população rural do estado é de 1,7 milhões de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 1980 era de 2,9 milhões. De acordo com a pesquisa, a região do entorno da cidade de Ribeirão Preto, a chamada Califórnia Brasileira, é uma das que mais aumentaram o abismo econômico entre a população durante os anos de 1988 a 2009. Situação semelhante também ocorreu no entorno das cidades de Araraquara e Campinas e nas regiões do Pontal do Parapanema – principalmente no entorno dos municípios de Presidente Prudente e Araçatuba, e do Vale do Ribeira, entorno do litoral sul paulista e de Itapetininga (veja mapa abaixo). Dos 645 municípios paulistas cadastrados para mapeamento, apenas 228 municípios conseguiram amenizar a intensidade da pobreza no período pesquisado. No restante, a miséria aumentou.

O autor mostra que as regiões onde isso ocorreu são espaços do desenvolvimento do agronegócio, especialmente da monocultura da cana-de-açúcar. É o caso da Região da Alta Mogiana (Ribeirão Preto, Araraquara e Campinas), onde a cana é preponderante. A área do Pontal do Parapanema, tradicionalmente reduto da pecuária no estado paulista, também sofreu com a expansão da monocultura. “Isso pode significar que o agronegócio escolhe as áreas mais vulneráveis para se instalar e, assim por diante, acirrar as desigualdades sociais e degradar o meio ambiente”, explica o pesquisador.

Além de terem se tornado mais desiguais socialmente, essas regiões são as que mais registram conflitos e assassinatos contra trabalhadores rurais e camponeses. “Quando acoplamos as análises, a representação da expansão da cultura da cana-de-açúcar no período mais recente com os outros elementos é possível ver uma relação com maior incidência de violência”, explica Cubas ao Brasil de Fato.

Incentivo dos governos

A cultura da cana-de-açúcar é exercida em grandes extensões de terra e associada ao trabalho precarizado, à expulsão de pequenos proprietários rurais e ao conflito com acampados e assentados da reforma agrária.

De acordo com Cubas, a expansão da cana iniciada pela ditadura civil-militar na década de 1970 – na época, como alternativa diante do crescimento do preço do petróleo – ganhou forte impulso de continuidade no estado de São Paulo graças à presença do PSDB no comando do governo estadual e a entrada do PT na esfera federal. Os ex-ministros do governo Lula, João Roberto Rodrigues (Agricultura) e Antonio Palocci Filho (Fazenda) teriam sido, segundo ele, grandes articuladores do governo com o setor canavieiro.

O crescimento expressivo do setor no estado ficou registrado no número de toneladas produzidas e na exigência de terra, cada vez maior, para plantio. Apenas no estado paulista, a produção em toneladas da monocultura passou de 138 em 1990 para 239 em 2004 e 426 em 2010. A produção em milhões de hectares para os mesmos anos foi de 1,8; 2,9 e 4,9, respectivamente. Um crescimento bem superior a 100% nos dois casos. O destaque ficou por conta da região de Ribeirão Preto que, em 2010, concentrou as três maiores produções: Morro Agudo (com a produção de 7,9 milhões de toneladas). Barretos e Guaíra – cada qual produzindo 5,8 milhões de toneladas.

Pobreza

“A monocultura da cana-de-açúcar é a que transmite os valores atuais do capitalismo agrário paulista através da expansão indiscriminada de todo o seu aparato”, afirma Cubas, ressaltando que essa pressão tem obrigado assentados a arrendarem seus lotes para o plantio da cana e alugaram sua força de trabalho para o corte nas fazendas.

A assentada da Comuna da Terra Mario Lago, localizada no município de Ribeirão Preto, e integrante da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Kelli Mafort, diz que é possível acompanhar o desenvolvimento da pobreza gerada pela cultura da cana-de-açúcar na região. Segundo ela, muitos acampados e trabalhadores rurais trabalham no corte por falta de outra oportunidade de emprego. “Não só eles, mas muitas famílias assentadas também trazem uma amarga relação com a cana pois carregam até hoje graves problemas de saúde devido ao trabalho exaustivo na atividade”.

Já o acampamento Alexandra Kollontai, localizado no munícipio de Serrana, conta com trabalhadores do corte de cana que se queixam dos poucos postos de trabalho, cada vez mais raros em razão do incentivo à mecanização. Segundo Mafort, o acampamento tem famílias há quase cinco anos acampadas e a paralisia da política de criação de novos assentamentos também contribui para o aumento da pobreza.

Nas mãos de poucos

A pesquisa São Paulo Agrário mostrou ainda que o agronegócio no interior do estado está afetando a concentração de renda e de terra entre a população. Tiago Cubas aponta que a renda apropriada pelos 10% mais ricos vem aumentando nas regiões do Pontal do Paranapanema e da Alta Mogiana, nas quais há o crescimento intenso do agronegócio sucroalcooleiro. “Em 1991 eram 23% dos municípios do estado que tinham a apropriação de 40 a 44% da renda do município para os 10% mais ricos. Esse número chega em 2010, com a mesma amplitude de concentração, em quase 30% dos municípios”, destaca.

E não é somente a renda, a concentração fundiária também cresceu. De acordo com dados do Censo Agropecuário do IBGE, em 1995, as propriedades acima de 200 hectares contabilizavam 61% (10.659.891 hectares) do total, enquanto as propriedades igual ou abaixo de 200 hectares chegavam a 39% (6.709.313 hectares). Já em 2006, as propriedades acima de 200 hectares já eram 71% (14.332.546 hectares) do total, ao passo que as propriedades igual ou abaixo de 200 hectares eram 29% (5.840.727 hectares).

Uma das áreas mais desiguais do estado de São Paulo em relação à concentração de renda e terra é o Pontal do Paranapanema. O drama é grande entre as famílias acampadas na região, em torno de 2 mil que esperam ansiosamente por serem assentadas. De acordo com o assentado e integrante da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Delwek Mateus, apesar de farta oferta de terras devolutas, não há sinalização do avanço da reforma agrária. “No Pontal há grande quantidade de terras públicas de responsabilidade do governo do estado, mas griladas por latifundiários. E o governo estadual, ao invés de transformar essas áreas em assentamentos da reforma agrária, quer regularizar as grilagens”, explica Mateus, em referência ao projeto de lei 687/2011 apresentado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que legaliza terras griladas no Pontal.

O setor canavieiro no Pontal cresce em extensão e na implantação de usinas para a produção de etanol e açúcar. A falta de oferta de outro tipo de emprego na zona rural também obriga acampados e assentados a viverem da atividade. Segundo Mateus, o agronegócio traz pobreza principalmente para as cidades pequenas que dependem do trabalho no campo. “Cada vez que aumenta a mecanização no campo, há a perda de postos de trabalho. Com diminuição dos postos de trabalho, consequentemente há aumento da oferta de mão-de-obra, o que acarreta na diminuição dos salários e exige uma maior produtividade para que o trabalhador tenha um preço digno. Todo esse conjunto de fatores leva a um processo de empobrecimento da população”, argumenta o assentado.

Para Mateus e Cubas, a reforma agrária é uma saída para acabar com a pobreza no campo brasileiro. Mas a julgar pelos investimentos, os governos ainda não enxergam a situação dessa forma. Um exemplo disso é a destinação de recursos diferenciados para a agricultura familiar e para o agronegócio. Enquanto o Plano Safra do Agricultor Familiar de 2011/12 recebeu um investimento total de R$ 16,2 bilhões, o Plano Agrícola da Agricultura e da Pecuária de 2011/12 conquistou R$ 107,21 bilhões, 7,2% a mais em relação ao valor dos recursos do plano passado.

A postura “natural” de criminalizar

Durante os últimos três anos, Tiago Cubas também analisou a cobertura impressa sobre as ocupações, assentamentos e outras manifestações de luta pela reforma agrária no estado de São Paulo. Foram estudados mais de 30 mil recortes dos periódicos O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo, de repercussão nacional, e O Imparcial e Oeste Notícia, com abrangência na região de Presidente Prudente. Uma das conclusões do pesquisador é que a mídia corporativa totaliza a visão das relações capitalistas no campo, estereotipa e não aceita sujeitos e modos de produção alternativos.

O quadro que encontrou é desolador do ponto de vista do acesso à informação sobre as causas dos movimentos sociais. Cubas mostra que notícias e artigos promovem interpretações binárias, nas quais ruralistas são comumente tratados como vítimas e camponeses como assaltantes.

Enquanto a luta pela terra é identificada como ação contra a ordem estabelecida, o agronegócio é mostrado pela ótica do progresso, modernização e tecnologia. Não há nuances nem explicações mais profundas capazes de explicar a existência de dois projetos distintos para o desenvolvimento do campo.

Para Cubas, a formação de uma opinião pública desfavorável aos sem-terra contribui para diminuir o estímulo à elaboração e à implantação de planos e programas de reforma agrária no estado. Nada diferente do esperado de uma imprensa que tem fortes ligações políticas e econômicas com o setor industrial do campo. O jornal Oeste Notícias, por exemplo, pertence é coordenado por Paulo Lima, proprietário da TV Fronteira filiada à Rede Globo e filho de Agripino Lima, ex-prefeito de Presidente Prudente e latifundiário ligado a UDR (União Democrática Ruralista). Já O Imparcial tem como proprietários Mário Peretti, Adelmo Vaballi e Deodato Silva que, segundo Cubas, fazem parte da elite histórica de Presidente Prudente.

“Em nossas análises, esses dois jornais regionais mostram uma íntima ligação entre os seus proprietários e o conteúdo das notícias que revelaram uma memória histórica dos dominadores”, afirma o pesquisador. Já O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo são historicamente reconhecidos pela defesa dos interesses do setor ruralista.

O orientador de Cubas no mestrado, Cliff Welch, acentua que os jornais da grande imprensa contribuem para o processo de aperfeiçoamento do capitalismo industrial no controle sobre a terra. “A partir do final do século 19, podemos documentar o curso paralelo do jornal O Estado de S. Paulo, o então Província de S. Paulo, com a cobertura de Euclides da Cunha das múltiplas campanhas de repressão do arraial de Canudos. Hoje em dia, quando o Estadão apoia a repressão e a criminalização dos sem terra, está tomando uma postura ‘natural’ da perspectiva da burguesia, para qual a predominância do reino da lei é crucial para manter a ordem dos forasteiros e o progresso (da burguesia)”, ressalta Welch, que é integrante da pós-graduação da Cátedra da Unesco para Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial.

Seu kit pessoal para mundar o mundo

 

Movimento Avaaz

A Avaaz lançou uma excelente nova ferramenta em 2012 e estamos convidando todos os membros da comunidade a usarem-na!

Cada vez mais estamos vendo como nossas petições ajudam a vencer campanhas que estão construindo o mundo que queremos. Agora, o website Petições da Comunidade oferecerá ferramentas para pessoas apaixonadas como você poderem iniciar, organizar e vencer suas próprias campanhas.

Seja para impedir uma escola de ser fechada, salvar uma floresta do desmatamento, barrar uma empresa poluidora, ou até mesmo fazer um político cumprir suas promessas, esse kit de ferramentas tem tudo o que você precisa para ir atrás da sua causa. Leva apenas alguns minutos para começar e depois nós lhe ajudaremos durante o percurso. Clique no link e comece já http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?cl=2291257589&v=20151!

Qualquer um pode começar uma campanha, e apesar delas não serem automaticamente endossadas pela Avaaz, se sua petição for bem-sucedida, nós poderemos considerá-la uma campanha da Avaaz e enviá-la para nossos membros na sua região ou ao redor do mundo.

AvaazA Avaaz testou campanhas online por anos – e funciona! Agora nós criamos um kit de ferramentas fácil de usar para que todos possam fazer o mesmo. Tudo que você precisa fazer é decidir o assunto que quer abordar eclicar para experimentar: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?cl=2291257589&v=20151.

Membros da Avaaz já alcançaram vitórias incríveis. Quando milhares de pessoas assinaram a petição de Shanker para salvar seus companheiros indianos estagnados no Bahrein por empregadores abusivos, o maior jornal da Índia disse que sua “voz solitária ganhou o apoio de milhares na Internet” e ajudou a libertar os trabalhadores. Na Nova Zelândia, Leona, de 17 anos, criou uma petição para proteger uma reserva marinha intocada da poluição das fazendas de peixes. A petição foi assinada por tantas pessoas que um grande jornal disse que “ela demonstrou uma oposição pública esmagadora” e fez disso uma questão que os políticos não poderiam ignorar.

Com muito respeito e esperança, Ricken.

P.S. Se você acha que ainda não está preparado para começar sua própria campanha, considere encaminhar esse email para um amigo. Todos nós conhecemos alguém que está ansioso para mudar o mundo, ou uma parte dele. Essa nova ferramenta pode ser a maneira de fazer isso acontecer: http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?cl=2291257589&v=20151.

Mais informações: