Há 88 anos, as mulheres conquistaram o direito ao voto no Brasil

Dia 24 de fevereiro - Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil

24 de fevereiro, Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil.

Depois de uma intensa campanha nacional levada por movimentos feministas, sociais e sindicais, o direito das mulheres de escolher seus representantes foi garantido em 24 de fevereiro de 1932. Hoje, na data, o Brasil comemora 88 anos da conquista do voto feminino.

Este foi um dos passos conquistados pelas mulheres para ocupar seu espaço no cenário político brasileiro.  A República Federativo do Brasil já foi presidida por uma mulher. Dilma Rousseff, foi eleita em 2010 e reeleita para um segundo mandato e desposta por um golpe, através do impeachment orquestrado pelo candidato derrotado nas eleições presidências de 2014. No país, temos apenas uma governadora, Fátima Bezerra do PT, eleita em 2018 para governar o estado do Rio Grande do Norte.

No Senado, sete mulheres foram eleitas em 2018 e bancada feminina que assumiu no dia primeiro de fevereiro de 2019 terá 12 mulher, nenhuma delas é catarinense. Na Câmara dos Deputados, os próximos quatro anos, 15% será ocupada por mulheres. O número ainda está bem abaixo do que a gente gostaria, mas já representa um avanço. Houve um aumento de 51% entre 2014 e 2018 e foram 77 mulheres eleitas na último eleição. Dos 16 catarinenses na Câmara dos Deputados 4 serão mulheres, Caroline de Toni, Geovânia de Sá, Angela Amin e Carmen Zanotto. Em Santa Catarina, o estado nunca teve uma mulher governadora, mas em 2018, elegeu-se Daniela Cristina Reinehr, a primeira vice-governadoranatural que é natural de Maravilha. A Assembleia Legislativa, dos 40 deputados estuais, apenas 4 são mulheres, entre elas, Ada de Luca, Ana Caroline Campagnolo, Marlene Fengler, Luciane Carminatti do PT e Paulinha. Em Ilhota, a prefeitura nunca teve uma mulher prefeita nem vice-prefeita em 60 anos de emancipação política.Já na Câmara de Vereadores, apenas duas mulheres ocuparam o parlamento municipal.

No entanto, a participação da mulher no cenário político ainda está longe de representa-las, especialmente no Legislativo e Executivo. O PT já estabeleceu a paridade de gênero como regra em seu estatuto e nestas eleições e estimula que mais mulheres e jovens participem desse processo tão importante na vida política do país.

Anúncios

Direitos das mulheres ativistas sob ataque na Polônia

Ewa Wnorowska e seus colegas posam para uma fotografia em apoio aos direitos das mulheres na Polônia

Professores Ameaçados Depois de Tirarem uma Fotografia Apoiando Protestos de Igualdade.

Human Rights WatchPor 27 anos, Ewa Wnorowska dedicou sua vida a ajudar estudantes de uma escola para crianças com deficiências na Polônia. No dia do primeiro protesto negro, como ficou conhecido o movimento de apoio aos direitos das mulheres na Polônia, ela tirou uma foto com onze outros colegas, todos de preto, para mostrar solidariedade à causa. Ewa disse à Human Rights Watch que eles tinham escolhido vir trabalhar, embora outras pessoas estivessem tirando o dia de folga para se juntarem aos protestos, porque tinham um dever para com as crianças sob seus cuidados.

Desde aquele dia, 3 de outubro de 2016, aquela simples foto que apareceu pela primeira vez no Facebook, foi espalhada pelos jornais poloneses, mídias sociais, e foi debatida em todos os lugares. Algumas das mulheres foram marginalizadas por colegas, viram suas carreiras sofrerem e até adoecerem por causa da tensão em que se encontram.

Eles estão sofrendo as conseqüências agora muito comuns de defender os direitos das mulheres na Polônia.

Ewa, uma terapeuta da escola na pequena cidade de Zabrze, disse à pesquisadora da Human Rights Watch, Hillary Margolis, que ela e outras pessoas na foto sofreram retaliações para fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de tomarem as ruas.

O objetivo foi um efeito assustador para assustar as pessoas a não irem às ruas, ficar em casa”, disse ela. “Nós enfrentamos a possibilidade de críticas públicas ou de ser demitido ou sermos demitidos de alguma vez sermos capazes de ensinar novamente.

Os protestos negros em outubro de 2016 foram as primeiras manifestações em massa na Polônia, onde as pessoas tomaram as ruas para fazer campanha pela igualdade e se unir contra os esforços do governo para promulgar uma proibição total do aborto no país.

Mais de dois anos após os primeiros protestos negros, os direitos das mulheres na Polônia ainda estão sob ataque.

Em um novo relatório, A Respiração do Governo nas minhas costas”: Ataques aos direitos das mulheres na Polônia, a Human Rights Watch mostra como, desde que chegou ao poder em 2015, o partido na Polônia – o partido Lei e Justiça (Prawo) i Sprawiedliwość ou PiS) – tem como alvo os grupos de direitos das mulheres através de incursões e pagamentos, muitas vezes com pouco aviso.

Não são apenas ativistas e grupos não-governamentais que estão sob fogo. Funcionários do governo que apoiam protestos pelos direitos das mulheres ou colaboram com grupos de direitos das mulheres foram arrastados em frente a comitês disciplinares e tiveram seus empregos ameaçados.

Campanhas de difamação públicas de políticos e grupos apoiados por igrejas que atacam organizações de direitos das mulheres e seu trabalho – rotulando os direitos das mulheres a famílias e os chamados “valores tradicionais” como casamento – receberam em alguns casos até mesmo apoio tácito do partido no poder. políticos.

“Há um clima de medo na Polônia no momento”, disse Margolis, acrescentando que casos como o de Ewa estão sendo usados ​​para mostrar às pessoas comuns que falar contra o governo tem consequências.

Essas consequências começaram para Ewa quando um ex-colega viu a fotografia no Facebook e apresentou uma queixa. Ele também compartilhou a imagem com comentários inflamados acusando as mulheres de serem como nazistas e apoiar o aborto.

Margolis disse que a maioria das pessoas pensa que os direitos das mulheres estão intrinsecamente ligados ao aborto na Polônia, apesar de englobar muito mais do que isso – como ajudar sobreviventes de violência doméstica e abuso sexual.

Após a queixa do ex-colega, as autoridades do Ministério da Educação da província, ou o Kuratorium , iniciaram uma investigação sobre nove membros da equipe e a diretora que posou para a foto. As mulheres foram investigadas sob o Código do Professor – para ver se eles falharam em seus deveres e “violaram a ética e a dignidade da profissão docente” expressando abertamente opiniões políticas. Duas das mulheres eram administradores e, portanto, não foram incluídas na investigação.

As mulheres gesticulam quando as pessoas se reúnem em uma manifestação de defensores dos direitos ao aborto para protestar contra os planos de uma proibição total do aborto em frente à sede do Partido no governo e da Justiça (PiS) em Varsóvia, Polônia, 3 de outubro de 2016.

Metade das mulheres na foto que Ewa tirou com seus colegas recuou e pediu desculpas em face da pressão da diretora e do público – mesmo que a Comissão Disciplinar finalmente tenha descoberto que não havia razão para puni-los formalmente.

Essa decisão não impediu a reação pública. “Houve uma grande onda de ódio online também. Eles nos disseram que deveríamos raspar nossas cabeças ou ser queimados na fogueira”, disse Ewa. “Cinco dos professores colocam suas caudas entre as pernas e abandonam o ativismo”.

As cinco mulheres que se mantiveram no terreno tornaram-se alvo de uma campanha psicológica nos corredores e salas de aula da escola.

A diretora – que também estava na fotografia e estava tentando salvar sua reputação – orquestrou uma caça às bruxas em público contra as outras mulheres para envergonhá-las e transformá-las em bodes expiatórios. “Parecia que o único objetivo dela era se livrar de nós o mais rápido possível”, disse Ewa.

Outros professores da escola evitavam fazer contato visual com eles e não compartilhavam informações importantes sobre os alunos.

“Eles nos trataram como leprosos”, disse Ewa. “A atmosfera não nos permitiu trabalhar normalmente”.

Ewa e três de seus colegas acabaram tirando licença médica para o ano acadêmico de 2017-2018 devido ao que eles disseram ser efeitos do estresse a longo prazo, incluindo problemas estomacais, ansiedade, dificuldade para dormir e sintomas de depressão. Os professores disseram que as mulheres que permaneceram no trabalho, mas não apoiaram a diretora, enfrentaram horários de ensino reduzidos e contratos de duração limitada – o que significa menos renda e menos perspectivas de carreira. Ewa finalmente decidiu voltar ao trabalho, em vez de se permitir ser forçada a sair.

“Eu não queria dar-lhes a satisfação”, disse ela.

Este desafio em face de ter sua vida agitada, bem como o que os ativistas dizem que está aumentando o protesto público contra os esforços do governo para minar os direitos das mulheres, dá a Margolis alguma esperança para o futuro da Polônia.

“Eu acho que o governo está subestimando as mulheres da Polônia”.

Human Rights Watch

 

 

Está pronto para se tornar um Defensor da Liberdade?

Está pronto para se tornar um Defensor da Liberdade

Anistia Internacional, Dialison, Dialison Cleber, Dialison Cleber Vitti, DialisonCleberVitti, Dialison Vitti, Dialison Ilhota, Cleber Vitti, Vitti, dcvitti, @dcvitti, #dcvitti, #DialisonCleberVitti, #blogdodcvitti, blogdodcvitti, blog do dcvitti, Ilhota, Newsletter, Feed, 2016, ツSe você também concorda que esse início de ano foi bastante intenso? E já estamos começando fevereiro!

Muitos retrocessos já estão, a canetadas, saindo do papel. Ameaças circulam nas mídias e muitos discursos políticos buscam atacar, reprimir e retirar direitos das pessoas, de diferentes formas.

Direitos humanos estão sendo ameaçados! Povos indígenas e quilombolas, juventude negra, pessoas LGBTQI, mulheres e pessoas que defendem direitos humanos são alvos de declarações discriminatórias, ameaças e ataques – inclusive físicos.

Mas é preciso dizer que estamos aqui, e que estamos alertas! O ano de 2019, para esse movimento global de milhões de pessoas que é a Anistia Internacional, será de muita CORAGEM e resistência, como sempre foi.

Nossa voz permanecerá ativa e queremos que você some a sua também! http://bit.ly/2SiYbl8Você pode fortalecer esse movimento se tornando um Defensor da Liberdade!

Estamos aqui reafirmando este compromisso com você, para que você esteja cada vez mais junto conosco pela garantia de direitos: os meus, os seus e os direitos de todo mundo que é gente nesse planeta.

Embora a caminhada se anuncie difícil, vamos aproveitar esse momento como uma oportunidade de valorizarmos mais as nossas semelhanças e nos unirmos de formas ainda mais criativas e potentes.

Então te faço um convite: venha conosco fortalecer a resistência e caminhar lado a lado com quem não perde a CORAGEM e a ESPERANÇA. Com a sua doação, você multiplica a nossa mobilização por #nenhumdireitoamenos!

Nós acreditamos, esperamos e vamos agir para que o desejo de mudança da sociedade brasileira signifique ampliação de direitos, e não retrocessos.

O mundo só se transforma quando a gente se movimenta e faz barulho!

Anistia Internacional

ONU Brasil lança documento de posição sobre os direitos humanos das mulheres no país

ONU Brasil lança documento de posição sobre os direitos humanos das mulheres no país

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou no dia 10 de maio um documento de posição sobre os direitos humanos das mulheres no país. O documento constata importantes avanços, mas alerta que estes ainda são insuficientes para garantir equidade e igualdade de oportunidades para homens e mulheres. Leia os principais pontos do texto.

Importantes avanços são identificados, especialmente no âmbito legal, e alertas são mencionados em áreas decisivas para garantir equidade e igualdade de oportunidades para homens e mulheres.

Sete áreas recebem recomendações da ONU Brasil para o cumprimento de normas internacionais em favor dos direitos das mulheres, entre elas, o Plano de Ação de Pequim e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

As áreas mencionadas são empoderamento econômico; educação inclusiva e equitativa; saúde integral e inclusiva; enfrentamento a todas as formas de violência contra as mulheres; empoderamento político e representatividade; institucionalidade, orçamento e políticas públicas; e interseccionalidade de gênero, raça e etnia.

Os 30 anos da Constituição Federal são revisitados em conjunto com leis formuladas ao longo deste período, a fim de promover o empoderamento econômico das mulheres.

Um exemplo é a Emenda Constitucional nº 72/2013, mais conhecida como PEC das Trabalhadoras Domésticas, e a Lei Complementar nº 150/2015. Outros exemplos são a proteção ao direito das mulheres viverem sem violência, por meio da Lei Maria da Penha, a Lei nº 11.340/2006, e a tipificação do feminicídio, por meio da a Lei no. 13.104/2015.

Outros exemplos incluem a Lei no. 9.504/1997, em prol do empoderamento e a participação política das mulheres, e recentes medidas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de assegurar 30% dos fundo eleitoral e partidário e 30% do tempo de propaganda para as mulheres nas eleições 2018.

O racismo e outras formas de discriminação étnica são apontados como entraves para a eliminação das desigualdades no país. Para tanto, a ONU Brasil faz o chamado para “alinhamento entre a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com a Década Internacional de Afrodescendentes”.

Também sugere que ações voltadas à promoção de atenção integral de saúde das mulheres, educação, empoderamento político e econômico e enfrentamento à violência contra as mulheres incluam estratégias de desconstrução do racismo para gerar impactos diferenciados para as mulheres em sua diversidade, especialmente negras e indígenas.

Um dos principais instrumentos para atuar nesse campo é o Marco de Parceria da ONU para o Desenvolvimento Sustentável 2017-2021, firmado entre a ONU e o governo brasileiro.

Clique aqui para acessar o posicionamento técnico completo.

ONU Brasil

Eles matam mulheres por apedrejamento

Apedrejamento de mulheres na Arábia Saudita

A Arábia Saudita permite que mulheres sejam mortas por apedrejamento, chicoteia ativistas pacíficos e, junto com seus aliados, acaba de bombardear um ônibus escolar cheio de crianças no Iêmen.

O Canadá repreendeu os sauditas por conta das recentes prisões de ativistas mulheres — a resposta? Uma enxurrada de sanções! Esse é um exemplo típico de como agem: eles querem mostrar ao mundo “o que é bom para tosse” quando são contrariados.

Tudo tem limite — vamos pressionar nossos governos para que apoiem o Canadá e publicamente peçam a liberdade dessas ativistas,  expulsem a Arábia Saudita do Conselho de Direitos Humanos da ONU, e imponham sanções caso os abusos continuem — assine agora! Clique para apoiar os direitos humanos!

A maioria dos países é democrática e respeita os direitos humanos. Mas Estados criminosos, como a Arábia Saudita, querem nos levar em direção a um mundo obscuro, onde a ruptura com a democracia e o desrespeito às leis sejam a norma.

Sancionar o Canadá é um jeito que eles encontraram de punir quem promovem os valores globais de humanidade. As democracias do mundo precisam se unir urgentemente, senão, em breve receberão o mesmo tratamento.

E o pior – além de ser membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, a Arábia Saudita participa da Comissão pelos Direitos das Mulheres — enquanto prende, ilegalmente, àquelas que lutam por mais direitos no país! Chegou a hora de nossos governos defenderem os direitos humanos. Junte-se ao apelo para que eles não se calem frente a esses absurdos e expulsem a Arábia Saudita do Conselho de Direitos Humanos da ONU! Assine agora: Clique para apoiar os direitos humanos!

Nosso movimento foi crucial para conseguir o voto no Parlamento Europeu que proibiu a venda de armas para a Arábia Saudita. Foi a primeira vez que países democráticos se uniram em nome do que era correto, e enfrentaram o país que usa seu petróleo e dinheiro como armas de intimidação. Vamos garantir que a justiça e os direitos humanos tenham terreno fértil para florescer, ao invés do mundo distópico e sombrio que Trump e a Arábia Saudita querem construir.

Com esperança, Rewan, Andrew, Fatima, Ricken, Bert, Sarah, Christoph e todo o time da Avaaz.

Mais informações

Apedrejamento de mulheres

Inocente, Verónica Razo espera justiça há mais de 5 anos!

Verónica Razo espera justiça há mais de 5 anos

Anistia InternacionalEm 2011, Verónica Razo foi mais uma vítima de uma situação que afeta um alto número de mulheres no México. Ao sair para buscar seus filhos na escola, ela foi sequestrada, estuprada, torturada e mantida como refém por 24h, para assinar um documento confessando crimes que não cometeu. Ela está presa desde então e até hoje seu caso não foi a julgamento.

A caminho da escola de seus filhos, Verónica foi parada, sem nenhum motivo, por um homens armados à paisana. Ela foi presa arbitariamente e torturada pela Polícia Federal na Cidade do México. Os registros médicos realizados logo após sua prisão mostram múltiplas lesões por todo o corpo, incluindo seios e nádegas. Em 2013, o Gabinete do Procurador-Geral da República do México confirmou que Verónica apresentou sintomas compatíveis com a tortura.

As únicas evidências de que Verónica tenha cometido algum tipo de crime foram obtidas dela mesma por meio de tortura, violando gravemente os direitos humanos e o devido processo legal. Ajude Verónica a obter justiça! Pressione as autoridades do México a retirar imediatamente as acusações contra ela e exija sua libertação imediata.

É pela vida de todas as mulheres!

Abaixo-assinado, Dialison Cleber Vitti, Dialison Cleber, Dialison Vitti, Dialison, Cleber Vitti, Vitti, #DialisonCleberVitti, @dcvitti, dcvitti, #blogdodcvitti, Ilhota, 2015, Newsletter, Feed

Um voto pelo fim da guerra contra as mulheres

Dcvitti apoia o fim da guerra contra as mulheres

É a mesma história em todos os lugares do mundo – homens abusivos e violentos são responsáveis por fazer leis que supostamente protegeriam as mulheres. E usam esse poder para afastar tanto advogados quanto eleitores quando questionados. Mas podemos mudar isso agora.

Quando uma estudante de 23 anos foi brutalmente estuprada por um grupo de homens dentro de um ônibus na cidade de Delhi, os protestos dos cidadãos causaram um rebuliço em toda Índia, e o mundo se ergueu em revolta. A Índia encomendou um relatório oficial, mas essa semana o governo descaradamente disse que vai ignorar as recomendações contidas no relatório de que políticos acusados por crime de estupro ou violência contra a mulher semelhantes deveriam renunciar dos seus cargos. Os 260 políticos da Índia acusados de tais crimes estão lutando com unhas e dentes e até o momento eles estão vencendo!

A única maneira de virar essa maré a nosso favor é por meio de um esforço popular bem orquestrado para banir homens assim de cargos públicos. Se conseguirmos o suficiente em doações agora, a Avaaz vai poder criar uma campanha de peito aberto para derrubar os piores políticos. Esses políticos dependem de suas reputações, e vamos expô-los na mídia e nas redes sociais, inclusive por meio de anúncios de publicidade e pesquisas de opinião. Começaremos na Índia, a maior democracia do mundo, que se prepara atualmente para eleições nacionais. Em seguida estaremos prontos para fazer o mesmo onde houver oportunidades para mudar a política e dar um fim à guerra contra as mulheres. A Avaaz somente coletará as doações se conseguirmos o suficiente para fazer bastante barulho. Clique aqui e comprometa-se com R$10https://secure.avaaz.org/po/end_the_war_on_women_loc/?bRPpScb&v=21933.

O plano é o seguinte: Avaaz vai identificar representantes eleitos ou candidatos à cargos públicos que são notórios pela violação de direitos às mulheres. Vamos escolher as eleições que, quando vencermos, serão grande foco de atenção e vão persuadir outros homens abusivos a se manterem longe dos cargos públicos. E então vamos com tudo mesmo! Vamos entrar nessa luta para acabar com todas as chances deles se manterem no poder ou se elegerem, e sequer se re-elegerem. Isso inclui:

  • conduzir pesquisas de opinião pública para encorajar os partidos a escolher os candidatos;
  • organizar ações locais;
  • encorajar jornalistas locais e nacionais a cobrirem os crimes;
  • lançar anúncios de publicidade na mídia de massa impressa, TV e estações de rádio;
  • contratar advogados para garantir que as vítimas não sejam intimidadas e fiquem em silêncio;
  • lançar campanhas fortes para acabar com a guerra contra as mulheres.

Atitudes violentas e machistas contra mulheres não são privilégio dos políticos da Índia. O ex-primeiro ministro da Itália, Silvio Berlusconi, pode ser re-eleito novamente este mês, apesar de estar sendo processado por ter tido relações sexuais com uma menor de idade. No Marrocos, soltaram um deputado que foi sentenciado a 1 ano de prisão por ter estuprado uma funcionária pública… e logo depois a vítima do estupro foi acusada! Berlusconi é dono de grande parte da mídia na Itália, e pouco é atingido nesse meio. Enquanto que no Marrocos e em outros países os poderosos podem usar a sua força para influenciar juízes e os barões da mídia. Por isso, campanhas fortalecidas pelo poder popular são a única forma de acabar com a cultura de impunidade!

Em todo o mundo, 1 a cada 5 mulheres será vítima de estupro ou tentativa de estupro durante sua vida, apontam estudos da ONU. Até que homens assim sejam chutados do poder, nunca conseguiremos mudar as leis e atitudes que as mulheres precisam. Nosso poder se múltiplica quando esses caras estão em seu momento mais vulnerável: no período eleitoral, quando mais precisam dos votos. Já sabemos o quanto de mudanças positivas que políticos pró-mulheres – tanto homens quanto mulheres – podem trazer para nossas sociedades. Por isso vamos abrir as portas para este tipo de políticos! Ajude-nos a alcançar a nossa meta: comprometa-se com uma doação no valor de R$10 agorahttps://secure.avaaz.org/po/end_the_war_on_women_loc/?bRPpScb&v=21933.

Sabemos que essa estratégia funciona. Há alguns meses, quando o candidato republicano ao Senado dos EUA, Todd Akin, sugeriu que alguns casos de estupro são “legítimos”, vários blogueiros e ativistas transformaram essa história no pior pesadelo do candidato. O rebuliço que eles criaram custou ao candidato a corrida eleitoral e o partido Republicano, chamando as declarações do candidato de “insultuosas e imperdoáveis”, retirou o financiamento de campanha e pediu que ele desistisse da corrida eleitoral. Isso motivou uma conversa sobre violência sexual que continua acontecendo nos EUA.

Podemos garantir que homens como Akin nunca mais sejam eleitos em lugar nenhum. Se uma quantidade suficiente de nós se comprometer a fazer uma pequena doação agora, poderemos lançar campanhas ágeis que poderão mudar o rumo de eleições como a do candidato Akin em todo o mundo, e fazer com que os partidos políticos reflitam sobre o tema. Contribua agora para darmos início a esse plano: https://secure.avaaz.org/po/end_the_war_on_women_loc/?bRPpScb&v=21933.

De acordo com a ONU, em todo o mundo 70% das mulheres já passaram por algum tipo de violência em suas vidas. Os membros da Avaaz já compraram essa luta por várias vezes: no Afeganistão, ajudamos a proteger Lal Bibi quando ela falou sobre o seu terrível caso de estupro; em Honduras, lutamos em parceria com mulheres locais contra uma lei que colocaria as mulheres na prisão por usarem a pílula do dia seguinte, mesmo em casos de estupro. Agora podemos atingir essas questões em seu âmago, trocando quem senta nos parlamentos e ministérios tomando decisões sobre as vidas das mulheres.

Com esperança, Mia, David, Jooyea, Michelle, Alex, Ricken, Alaphia, Emily e toda a equipe da Avaaz.

Mais informações

 

ONU destaca papel das organizações de mulheres na prevenção e resolução de conflitos

Presidenta Dilma com  Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon

Funcionários das Nações Unidas destacaram na sexta-feira  (30) o papel das organizações de mulheres e grupos da sociedade civil na prevenção da violência e na resolução de conflitos, salientando que as suas contribuições são vitais para a construção de um mundo pacífico e que devem ser reforçadas.

“Precisamos garantir que as mulheres tenham a oportunidade de desempenhar plenamente seu papel na paz e na segurança”, disse a Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, em um debate do Conselho de Segurança sobre mulheres, paz e segurança.

Ela observou que sempre que há conflito, seja no Mali, na Síria, no Oriente Médio, ou no leste da República Democrática do Congo (RDC), “as mulheres devem ser parte da solução”.

O debate de hoje, que estava inicialmente previsto para o final de outubro, mas foi adiado devido ao furacão Sandy, marca o 12 º aniversário da resolução 1325 do Conselho de Segurança, que pediu pelo engajamento das mulheres na resolução de conflitos e na construção da paz.

Na resolução 1325 o Conselho pediu à comunidade internacional para dar às organizações femininas da sociedade civil um papel de destaque na negociação, planejamento e implementação de processos de paz e de programas de desenvolvimento pós-conflito.

Mulheres pela paz e segurança

Em seu relatório anual sobre mulheres, paz e segurança, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou um número crescente de exemplos inspiradores de mulheres em ação pela paz e segurnça. Em países como o Quirguistão, Timor Leste, Haiti, Sudão do Sul, Libéria, Nepal e muitos outros, as mulheres estão liderando abordagens inovadoras para a prevenção de conflitos e violência e construindo a paz em suas comunidades.

Bachelet, que apresentou o relatório, destacou que os grupos de mulheres no Mali estão fazendo agora contribuições para soluções não violentas para a crise no país, que está dividido desde que os rebeldes tomaram o controle do norte no início deste ano. “Apesar de sua ausência nas resoluções oficiais de processos de conflitos, as mulheres líderes no Norte estão usando canais informais para chamar os líderes de grupos armados para participar de diálogos de paz”, observou ela.

“Apenas duas semanas atrás”, ela acrescentou, “cerca de mil mulheres líderes e membros de grupos da sociedade civil se reuniram em Bamako e entregaram um apelo comum para a paz, expressando a solidariedade entre as divisões étnicas e recomendaram medidas específicas para proteger os direitos das mulheres e prevenir a violência contra mulheres e crianças”.

Bachelet pediu aos líderes mundiais para fornecer uma liderança determinada, recursos dedicados e oportunidades diretas para que as mulheres contribuam para a manutenção da paz e segurança.

Em suas observações para o evento, o Subsecretário-Geral para as Operações de Manutenção da Paz, Hervé Ladsous, disse que as missões de paz da ONU apoiaram progressos importantes em algumas áreas, nomeadamente a participação política das mulheres em nível local e nacional. Em outras áreas, como a proteção de mulheres ativistas, mais poderia ser alcançado.

5 mil mulheres contra rebeldes da República Democrática do Congo

Bachelet descreveu como, há uma semana, cerca de 5 mil mulheres inundaram a principal avenida comercial em Kinshasa, capital da RDC, para protestar contra a queda da cidade provincial de Goma para o grupo rebelde do Movimento 23 de março (M23) – o protesto não violento mais maciçamente organizado no país após a queda da cidade.

No entanto, às mulheres não têm sido dada qualquer influência política nas negociações regionais destinadas a levar a paz as partes em apuros no leste do país, acrescentou.

No preparativos para o debate do Conselho, mulheres ativistas e organizações de mulheres se reuniram com as lideranças da ONU em mais de 20 países, facilitadas pela ONU Mulheres, o Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO), o Departamento de Assuntos Políticos (DPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), para discutir os desafios e fazer suas recomendações sobre questões relativas às mulheres, paz e segurança.

A força da mulher na política

Logo PMDB Mulher

Encerrada mais uma eleição, e a história se repete. A despeito do aumento significativo da participação da mulher na política brasileira, no último pleito municipal, mesmo assim, ela ainda é minoria neste segmento. A explicação para este fato, é, sem dúvida, de que as mulheres ainda sofrem preconceito. O aumento da participação das mulheres nas campanhas eleitorais ainda não se reflete nas urnas. As mulheres representam hoje cerca de 52% da população, mas nas candidaturas, entretanto, viram minoria. Na corrida presidencial, as mulheres Dilma e Marina Silva tiveram, juntas, quase da 75% da preferência do eleitorado brasileiro. Em contrapartida, foram eleitas apenas 44 deputadas federais e 12 senadoras – um total de 56 mulheres no Congresso Nacional.

Petista, a eleita Arlete Sampaio, de volta à Câmara Legislativa, sustenta que a candidatura da correligionária Dilma Rousseff à Presidência da República incentivará a participação da mulher na vida política. “O cenário está mudando. Durante a campanha, ouvi muita gente me dizer: ‘Desta vez, vou votar em mulher!'”, conta. A novata Liliane Roriz defende que quanto mais mulheres no parlamento, melhor. “Os homens não sabem jogar limpo, com amor, com o coração”, comenta ela, que rejeita qualquer título de musa: “Isso é uma grande tolice”.

Na verdade, o voto em mulheres quebra paradigmas, mas, por enquanto, não consegue conter a força da cultura patriarcal. Os cargos públicos deveriam refletir a sociedade. As mulheres são mais da metade da população e do eleitorado. Como temos porcentagens tão ínfimas? É claramente um deficit democrático.

O curioso é que os próprios grupos femininos que incentivam a mulher participar da política, dizem que a proporção de mulheres eleitas em 2010 está dentro do previsto. E há coerência nisso, pois a presença feminina na política não tem crescido. O aumento do número de candidatas pode até dar essa impressão, mas não é verdade. Ainda há muitas barreiras partidárias e financeiras.

Há uma luz no final do túnel, pois a arena política, tradicionalmente vista como local de debates arraigados de valores patriarcais tem sido aos poucos, conquistado pelas mulheres. De um modo geral, já se pode falar da visibilidade, ainda que diminuta, feminina nos processos eleitorais, atividades no Parlamento, no aparelho estatal; enfim, no campo político brasileiro.

Com a eleição de Dilma Rousseff à Presidência da República, a participação da mulher na política passou a ser indispensável. Na prática mostram que elas são mais sensíveis em relação às questões sociais e têm o poder de humanizar mais a gestão pública.

Mas, nessa guerra dos sexos, a verdade é que o homem tem um raciocínio mais exato e econômico, enquanto a sensibilidade feminina se volta mais para as questões sociais. Não podemos desprezar nenhum dos dois, mas precisamos chegar a um equilíbrio. Mesmo que inconsciente, o eleitorado ainda leva em conta o gênero do candidato na hora da escolha. Ainda existe uma cultura machista. E essa cultura, como qualquer outra, depende, geralmente, de um longo processo de maturação. Mas um dia se torna realidade. Quem sabe ocorra já nas eleições de 2014!