Greenpeace em ação: 11 dias de protesto pacífico

Greenpeace em ação

GreenpeaceEstamos diante de um desafio que está exigindo um grande esforço de todos nós: dar um basta nas agressões ao meio ambiente dos oceanos. É uma luta pela vida no planeta e uma tarefa urgentíssima, como já mencionei em mensagens anteriores.

O apoio que você nos deu foi fundamental para o nosso trabalho de proteger a natureza. Muito obrigada. Agora, contamos novamente com você neste momento decisivo. Peço que apoie o Greenpeace Brasil com uma doação mensal.

Vivemos uma Emergência Climática! Nossos mares sofrem com as montanhas de lixo plástico, pescas predatória e como se não bastasse, sofrem com a exploração desenfreada de petróleo!

Em um cenário cada vez mais próximo que pode inviabilizar nossa existência no planeta, empresas como a petroleira BP insistem em avançar com a extração de petróleo num modelo de exploração que só contribui para os piores impactos do aquecimento global: mais incêndios florestais, mais inundações, mais furacões, perda de diversidade de vida, mais secas, entre outras graves consequências. Um absurdo!

Na tentativa de evitar um cenário como este, permanecemos há 11 dias em alto mar protestando pacificamente contra os absurdos da empresa! Nossa mensagem é clara e diz: “Emergência Climática”. Essas ações devastadoras têm que parar agora!

Estamos reagindo fortemente a esse desafio e precisamos da ajuda dos doadores mais compromissados com o nosso trabalho, como você. Por isso, pedimos a sua doação mensal agora.

Nossa missão é chamar a atenção do mundo para a importância do ecossistema marinho e as agressões que está sofrendo. E também temos que levar adiante a campanha Proteja os Oceanos, que está pressionando os governantes para que 30% da área dos oceanos sejam legalmente preservados.

Então meu amigo, a hora de agir é agora! Por favor, faça uma doação mensal ao Greenpeace e ajude a evitar a calamidade ambiental que ameaça a vida nos oceanos e em todo o planeta.

Continuaremos lhe enviando informações sobre as nossas atividades para proteger os oceanos e o meio ambiente, no Brasil e no mundo.

Agradeço mais uma vez, de coração, a sua ajuda.

Vivian Fasca
Responsável pela área de Captação de Recursos do Greenpeace

P.S.: Com apenas R$ 40,00, você apoia nossas campanhas e nos ajuda ainda mais a proteger os oceanos. É muito simples doar, basta clicar aqui. A doação é realizada de forma espontânea e irrestrita, os valores e condições são sugestões e exemplificam o trabalho que a organização faz diariamente. Todo apoio financeiro de pessoas físicas é aplicado nas campanhas do Greenpeace e na manutenção da estrutura da organização.

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O Culto à Carga. Como nasce uma religião

O Culto à Carga. Como nasce uma religião

Nas batalhas do Pacífico, durante a Segunda Guerra Mundial, era comum o fato de soldados americanos montarem postos avançados de combate, onde tentavam manter um relacionamento amistoso com os nativos destas ilhas, e, para facilitar, costumavam dar alguns presentes como bugigangas e alimentos.

Quando nativos observaram a entrega de materiais por encomendas (cargas), geralmente grupos militares recebendo suprimentos aviões, não compreendiam a origem destas cargas e atribuíam isto a causas sobrenaturais.

Quando a guerra acabou e os presentes se foram, os nativos, lembrando-se de como os presentes vinham daqueles pássaros metálicos, decidiram construir réplicas de madeira, imaginando que talvez desta forma os presentes pudessem ser magicamente atraídos. Além das réplicas, os nativos também abriram clareiras na mata para criar pistas de pouso para atrair os aviões, acendendo fogueiras que imitavam as luzes que guiam os pilotos. Muitas vezes grupos imitaram também ritualisticamente a forma de andar e se vestir dos militares na esperança de receber também a “carga” destas entidades sobrenaturais.

Na Ilha de Tanna, os cultos assumiram formas mais complexas. Os mais velhos imaginaram que, se comportando como os antigos visitantes, os presentes seriam atraídos. Para isso, no dia 15 de fevereiro de cada ano, uma bandeira dos Estados Unidos é hasteada e os mais velhos vestem os poucos uniformes que lhes foram deixados pelos soldados. Outros desfilam e dançam com pedaços de madeira imitando fuzis.

Eles também possuem um messias: os nativos esperam por John Frum, o filho de deus que, vindo acompanhado de um exército de mortos, fará com que os nativos retornem às antigas tradições em um evento apocalíptico. John Frum assume vários rostos: o de um nativo, um homem branco ou até mesmo um soldado americano negro.

Há algumas versões que tentam explicar quem teria sido “John Frum”. Alguns estudiosos dizem que este seria o nome bordado no uniforme de algum soldado americano que teria tido maior contato com os nativos, mas outros dizem que muitos soldados apresentavam-se como “John from America”, e a lembrança de uma parte desta frase muitas vezes ouvida teria se transformado em “John Frum”.

Fonte: Livro Deus: Um Delírio, de Richard Dawkins. Texto de Diego Vieira. Chupado do facebook do Imagens Históricas.

Ilhota é ‘maior consumidora de maconha e cerveja’

Palau

O país diminuto que é parte da Micronésia, no oeste do oceano Pacífico, abriga somente 21 mil pessoas.

Um pequeno grupo de ilhas do Pacífico com a população de uma cidade pequena foi considerado o país com o consumo mais alto de cerveja e maconha. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2012 da ONU, publicado em junho, diz que a nação com o nível mais alto de uso de maconha entre adultos é Palau.

O país diminuto que é parte da Micronésia, no oeste do oceano Pacífico, abriga somente 21 mil pessoas. Mas lá, um quarto dos adultos consome a substância.

Os palauanos não só estão à frente de todo o mundo com o número, como lideram com uma margem expressiva. O segundo país da lista é a Itália, onde – segundo o relatório – cerca de 15% dos adultos usam a droga. Se a ideia de que Palau é uma espécie de retiro hedonista soa familiar, pode ser porque a ilha já esteve no topo de uma tabela da Organização Mundial de Saúde em 2011, que examinava outro vício.

De acordo com o relatório global sobre álcool e saúde da OMS, os palauanos bebem mais cerveja per capita do que qualquer outro país do mundo.

Dados intrigantes

Mas o que acontece com Palau? Vamos observar primeiro as estatísticas da bebida. O relatório da OMS foi publicado em 2011, mas contém dados de 2005.

Maiores consumidores de cerveja*

  1. Palau: 8,68
  2. República Tcheca: 8,51
  3. Seycheles: 7,15
  4. República da Irlanda: 7,04
  5. Lituânia: 5,60
    *Litros consumidos per capita por pessoas de mais de 15 anos. Fonte: Relatório Global da OMS sobre álcool e saúde, 2011

Isso é importante porque, por alguma razão, os palauanos parecem ter bebido mais naquele ano. Em outros anos, eles caem algumas posições na tabela. Mas o mais importante é que, apesar de beberem muita cerveja, os habitantes de Palau não bebem muito mais de nada.

Quando se olha para o total de álcool consumido – ao invés de só cerveja – Palau cai para o 42º lugar de 188. Nessa lista, é a República Tcheca que tem a honra dúbia de estar no topo. Os dados da ONU de 2012 sobre Palau são ainda mais problemáticos do que os da OMS.

Maiores consumidores de maconha*

  1. Palau: 24,2%
  2. Itália: 14,6%
  3. Nova Zelândia: 14,6%
  4. Nigéria: 14,3%
  5. EUA: 14,1%
    * Prevalência de uso em percentual da população de 15 a 64 anos. Fonte: Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, 2012

Os autores do relatório não conseguiram obter dados sobre adultos na pesquisa em Palau. Então eles usaram uma pesquisa sobre uso de maconha entre alunos da rede pública e extrapolaram estes resultados para estimar um dado sobre a população adulta.

Há somente uma escola pública em Palau, com 742 estudantes. Os autores da pesquisa calcularam que cerca de 60% dos 565 estudantes que responderam a pesquisa haviam usado maconha pelo menos uma vez e quase 40% disseram que haviam usado no mês anterior. Para comparar, uma pesquisa semelhante com estudantes americanos descobriu que 23% deles diziam ter usado maconha no mês anterior.

Mas apesar de os números da escola palauana serem chocantes, a amostra é realmente pequena e pouco representativa da população como um todo (espera-se que os adolescentes de Palau fumem mais maconha do que seus pais de meia-idade).

Margem de erro

O diretor do Ministério da Educação de Palau, Emery Wenty, simplesmente não acredita nos dados da ONU. “Palau é uma ilha muito pequena. Se o uso de maconha é tão prevalente quanto diz a ONU, você veria e sentiria o cheiro em todos os lugares. Mas isso não acontece”, diz. “Conhecemos quase todo mundo. É inconcebível que um quarto da população fume maconha”.

Wenty admite que o consumo da droga pode ser um problema na escola, mas diz que há cerca de 500 outros jovens em Palau estudando em escolas privadas – a maioria religiosas.

República de Palau

  • Área: 508 km² de mais de 200 ilhas vulcânicas e de corais.
  • Capital: Melekeok.
  • Política: Tornou-se independente em 1994, depois de ser administrada pelos EUA.
  • Presidente: Johnson Toribiong.
  • Economia: Dependente do turismo e de ajuda financeira americana.

Angela Me, uma estatística da ONU que trabalha no Relatório Mundial sobre Drogas, aceita algumas das críticas de Wenty. Há um problema especial, segundo ela, com a coleta de dados em populações muito pequenas, porque um pequeno número de pessoas mudando de comportamento pode provocar uma mudança drástica nas estatísticas.

No entanto, ela afirma que os dados o relatório, sejam quais forem suas deficiências, sugerem que há uma prevalência relativamente alta de uso de drogas em algumas nações insulares do Pacífico. “Vamos ter uma reunião sobre as ilhas do Pacífico. Queremos coletar mais informação e reduzir a margem de erro”, diz.

Talvez seja prudente esperar até que a ONU complete sua coleta de dados antes de concluir que a pequena Palau é realmente a capital mundial da bebida e das drogas.