Medalhas da Tóquio 2020 serão feitas com ouro e prata de lixo eletrônico

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Emblemas das Olimpíadas e Paralimpíadas de 2020, que acontecem em Tóquio, no Japão. Imagem: Comitê Organizador Tóquio 2020.

Autoridades japonesas anunciaram recentemente que todas as medalhas dos Jogos Olímpicos de 2020 serão feitas a partir da reciclagem de metais preciosos encontrados no lixo eletrônico do Japão. O ouro e a prata recuperados de aparelhos descartados no país equivalem, respectivamente, a 16% e 22% de todas as reservas do mundo.

Anualmente, mais de 20 milhões de toneladas de resíduos chamados “e-waste” — material de celulares, computadores e televisores, bem como de outros eletrônicos jogados fora — são produzidas anualmente. Apenas 40% desse volume é reciclado. O restante é despejado em aterros. Em 2013, o Japão gerou uma quantidade de lixo eletrônico equivalente a 17,3 quilos por habitante.

A União Internacional de Telecomunicações (UIT) apoia e incentiva Estados-membros a reduzir e reciclar a quantidade de “e-waste” produzido no planeta, com propostas de políticas públicas e parcerias com o setor privado voltadas para a gestão sustentável dos resíduos. O organismo vinculado às Nações Unidas também conta com uma agenda própria que prevê a redução pela metade do volume total de lixo eletrônico até 2020.

Além de mitigar os impactos ambientais da revolução digital, o manejo adequado do “e-waste” também pode gerar novas oportunidades de crescimento econômico. A demanda global por serviços de processamento de lixo eletrônico deve passar de 17 bilhões de dólares — valor verificado em 2015 — para 58 bilhões em 2021.

Uma pesquisa recente do Greenpeace com 6 mil consumidores dos Estados Unidos, China, México, Rússia, Alemanha e Coreia do Sul revelou que 80% deles querem que seus smartphones durem e sejam fáceis de consertar.

Mais da metade do mesmo público gostaria que os produtores lançassem menos modelos novos de celulares e fizessem mais para reciclar aparelhos antigos. O desafio em lidar com as toneladas de resíduos eletrônicos já tem provocado mudanças institucionais e legislativas em alguns cantos do mundo.

Uma diretiva da União Europeia que entrou em vigor em 2016 exige dos Estados-membros que coletem 45% do equipamento eletrônico vendido. Até 2019, a meta deve ser elevada para 65% dos aparelhos vendidos ou 85% do lixo elétrico ou de equipamentos eletrônicos.

Fonte: ONU Brasil

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Há 80 anos, olimpíada alternativa em Barcelona desafiava Hitler e Alemanha nazista

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Olimpíada Popular foi organizada como contraponto a Jogos de Berlim de 1936, mas foi atropelada por golpe de Estado que desencadeou Guerra Civil espanhola.

opera mundiA tarde do dia 19 de julho de 1936 deveria ser marcada por uma grande celebração em Barcelona. Exatamente às quatro da tarde, 5.000 atletas e 3.000 folcloristas começariam a desfilar no estádio de Montjuïc, para celebrar o espírito esportivo, a paz e a fraternidade. Seria a cerimônia de abertura da Olimpíada Popular, evento organizado como um contraponto aos jogos oficiais, que em 15 dias seriam inaugurados na Berlim capital da Alemanha nazista e entrariam para a história como os jogos de Hitler.

Se o projeto da Olimpíada Popular nasceu para desafiar o nazismo alemão, foi o fascismo espanhol que acabou impedindo que as competições acontecessem. Na véspera da cerimônia de abertura, ocorreu o golpe de Estado mal sucedido que desencadeou a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Desta forma, a Olimpíada Popular, que seria realizada entre 19 e 26 de julho, terminou tragicamente, sem que nem mesmo tivesse começado.

A origem desta empreitada que seria a Olimpíada Popular remonta à escolha da cidade que sediaria os jogos de 1936. A eleição de Berlim como sede das Olimpíadas havia acontecido em 1931, quando a Alemanha ainda vivia sob a democrática e instável República de Weimar. Na ocasião, Barcelona havia sido a principal adversária de Berlim, sendo considerada a favorita entre as dez cidades candidatas, incluindo o Rio de Janeiro. A capital catalã já havia realizado uma bem-sucedida Exposição Universal em 1929, tendo montado uma estrutura turística e hoteleira que seria reutilizada como vila olímpica e construído um estádio com capacidade para receber os jogos na colina de Montjuïc.

Apenas dez dias antes da escolha da cidade-sede dos jogos de 1936, em 14 de abril de 1931, ocorreu a proclamação da 2ª República Espanhola, o que teria sido determinante para a derrota de Barcelona. Diversos membros do COI (Comitê Olímpico Internacional), desconfiados do governo republicano recém-eleito, decidiram optar por Berlim. A votação foi realizada por correspondência e o placar final foi de 43 a 16.

Apenas dois anos depois, porém, o Partido Nazista ascenderia ao poder na Alemanha e, em pouco tempo, o país mergulharia em uma feroz ditadura. O temor de que as Olimpíadas de 1936 se tornassem um evento global de propaganda do regime e dos ideais nazistas fez surgir uma ampla campanha internacional de boicote. O movimento reuniu desde a esquerda tradicional e grupos liberais até entidades judaicas, passando por federações esportivas e atletas que acreditavam que as Olimpíadas não deveriam ser utilizadas para tais fins.

A contestação aos Jogos de Berlim: do boicote à Olimpíada Popular

A ideia de realizar uma olimpíada alternativa nasceu no seio da campanha de boicote internacional. Além da Espanha, tal movimento ganhou repercussão – ainda que efêmera – em países como Grã-Bretanha, França, Suécia, Tchecoslováquia e Holanda, tendo força particular nos Estados Unidos, onde algumas federações debateram a adesão ao boicote e parte da comunidade judaica se mobilizou pela causa. Alemães exilados também fizeram campanha contra os jogos e, individualmente, atletas judeus de diversas nações aderiram ao movimento.

Como forma de esvaziar a campanha de boicote, o governo nazista tomou providências para suavizar sua imagem nos meses que antecederam os jogos. Símbolos antissemitas foram retirados das ruas e, apesar da exclusão dos atletas de ascendência judaica das federações alemãs, foram aceitas algumas poucas exceções, como a esgrimista Helene Mayer. A decisão dos Estados Unidos, em dezembro de 1935, de participar das Olimpíadas de Berlim enfraqueceu o movimento de boicote e, ao final, apenas a Espanha, que à época já estava em guerra civil, se manteve fora das competições.

A decisão de realizar um evento paralelo às Olimpíadas de Berlim aconteceu relativamente tarde. Embora a ideia já estivesse ganhando força na Espanha e no movimento internacional que defendia o boicote, foi decisivo o resultado da eleição espanhola de fevereiro de 1936. Naquele momento o país encarava o seu pleito mais acirrado. A formação de uma ampla coalização, a Frente Popular, levou a esquerda espanhola a uma apertada vitória. A candidatura reunia republicanos progressistas, socialistas, comunistas e grupos que defendiam uma maior autonomia regional, contando até com o apoio indireto dos anarquistas. Na Catalunha foi eleito Lluís Companys, político republicano de esquerda, que apoiou a realização da Olimpíada Popular e foi convertido em presidente de honra do evento.

No mês de abril, o recém-criado Comitê Catalão Pró-Esporte Popular (CCEP), formado por diversas organizações, envia uma carta ao novo presidente espanhol, Manuel Azaña, criticando o financiamento previsto pelo governo anterior para a ida de esportistas ao evento alemão. No documento, a associação afirmava que “o regime nacional-socialista utiliza o movimento esportista para seus fins reacionários, para a militarização da juventude e para a preparação da guerra”, como relata o livro “L’Altra Olimpíada” (A Outra Olimpíada, em catalão), dos historiadores Carles Santacana e Xavier Pujadas. Na carta, o CCEP solicitava que o dinheiro fosse utilizado para financiar o esporte popular e realização da Olimpíada paralela.

Sem esperar resposta do governo, o CCEP começa a articular com diversas outras entidades a viabilização da Olimpíada Popular, com a criação do Comitê Organizador no início de maio. No ato de constituição, é reforçado o carácter de contraposição ao evento alemão, mas não às Olimpíadas em si: “os organizadores da Olimpíada Popular querem a afirmação do verdadeiro espírito olímpico, do ‘fair play’ e do ‘jogo honrado’, e é por isso que essa será a verdadeira festa olímpica da Paz e da Fraternidade”.

Com a formação do Comitê Organizador há menos de três meses das competições, concretizar o evento não foi simples, ainda mais com um orçamento pequeno. A Olimpíada contou com um financiamento modesto, mas importante, dos governos de Catalunha, Espanha e França, à época também sob um governo de Frente Popular. Apesar de relativamente bem estruturada, a capital catalã não estava preparada para receber as milhares de pessoas que viriam para participar e acompanhar o evento, e o Comitê recorreu ao apoio de diversas associações e clubes, inclusive do Barcelona, para atender as demandas.

Além destas dificuldades, a Olimpíada Popular sofreu uma oposição implacável da direita e dos conservadores espanhóis, que em seus jornais chamavam o evento de “Olimpíada Vermelha”. Os críticos ainda afirmavam que a realização e o uso do termo Olimpíada eram uma afronta ao COI e que nunca mais Barcelona realizaria os jogos olímpicos.

Como seria a Olimpíada Popular?

O evento contaria com 16 modalidades. Haveria esportes olímpicos tradicionais, como futebol, rúgbi, basquete, handebol, beisebol, boxe, tênis, tênis de mesa, atletismo, natação, ciclismo, remo, tiro e luta, além de outros hoje não presentes: pelota basca e xadrez. Os jogos contariam ainda com exibições de ginástica e aviação sem motor. Além disso, as competições seriam acompanhadas de uma programação cultural, com mais de 3.000 artistas participando de atividades folclóricas como danças populares, música e teatro. Esta programação contemplava a concepção de que as duas dimensões – esporte e cultura – eram inseparáveis e contribuíam à formação integral dos indivíduos.

Um dado impressionante é que os jogos alternativos de Barcelona contariam com um número de participantes maior que o de Berlim, embora não contasse com todos os atletas de ponta como o evento oficial. A capital alemã recebeu pouco mais de 4.000 atletas de 49 países, enquanto da Olimpíada Popular participariam cerca de 6.000 esportistas de 23 países. Ainda eram esperadas outras 20 mil pessoas para acompanhar os jogos. A maior delegação estrangeira era a francesa, com 1.500 atletas, sendo 500 de federações oficiais, seguida da Suíça com 200 e da Bélgica, Holanda e Reino Unido, com 50 esportistas cada.

A Olimpíada Popular, além de receber delegações nacionais, possibilitou a inscrição de equipes regionais e locais, como forma de quebrar o monopólio estatal sobre a representação esportiva. Foram inscritas, por exemplo, delegações de Catalunha, País Basco e Galícia, na Espanha, e da Alsácia, na França. Além disso, estiveram presentes equipes das colônias francesas em Marrocos e Argélia; da Palestina, à época em mãos inglesas; e dos territórios espanhóis na África. Houve também a participação de representações de exilados políticos alemães, austríacos e italianos e uma equipe de judeus de diferentes nacionalidades.

Outra prioridade do evento foi buscar o incentivo à participação das mulheres nas competições. Nas primeiras décadas do século 20, as Olimpíadas contaram com escassa presença feminina, que enfrentava oposição inclusive do fundador dos jogos modernos, Pierre Coubertin. Nos jogos de Berlim, por exemplo, as atletas foram apenas 8% do total de inscritos. Ainda que os dados disponíveis não permitam conhecer o número de mulheres participantes do evento espanhol, entidades e federações esportivas femininas estiveram na organização e competiriam no evento.

Muitos dos atletas participantes foram enviados por clubes e associações esportivas vinculadas a sindicatos e partidos de esquerda, e não por comitês patrocinados pelos Estados, com algumas poucas exceções como a França, que inscreveu atletas para as duas Olimpíadas. Desde o início, o intuito dos organizadores era realizar um evento o mais amplo possível, atraindo instituições oficiais de diversos países. Ao final participariam dez federações internacionais, oito espanholas e seis catalãs. O objetivo não era realizar mais uma competição internacional de atletas amadores ou outra edição dos tradicionais jogos operários e, sim, organizar um grande evento esportivo capaz de se contrapor aos jogos oficiais.

Sonho interrompido

Milhares de atletas já estavam na capital da Catalunha no dia 18 de julho. Os últimos ensaios para a cerimônia de abertura eram realizados no Estádio de Montjuïc, quando começou a correr a notícia de que iniciara um golpe militar, a partir dos territórios espanhóis na África. O clima tenso que tomava o país era sentido entre os atletas às vésperas das competições, como relata o participante catalão Eduardo Vivancos: “o entusiasmo e a euforia flutuavam sobre o estádio, mas, desgraçadamente, eram mitigados por um sentimento de temor e tensão. Durante todo o dia corriam rumores muito alarmantes sobre uma iminente rebelião militar”.

No dia seguinte, antes de o sol raiar, as ruas de Barcelona vivenciariam uma insurreição militar que tentou controlar a cidade. “Em torno das cinco da manhã, os atletas foram despertados por tiros de fuzil, metralhadora e canhão: as forças fascistas tentavam derrubar a República”, recordaria em uma crônica da época Auguste Delaune, dirigente francês que participou da organização da Olimpíada. O que se seguiu então foram dois dias de combates até que as forças legalistas controlassem a capital catalã, com um saldo de centenas de mortos e cerca de mil feridos.

O desenrolar dos confrontos nas outras regiões espanholas nos dias seguintes deixou o país dividido em duas zonas, uma leal ao governo republicano democrático e outra que havia sido tomada pelos insurgentes, que tinham entre suas lideranças o futuro ditador Francisco Franco. A guerra civil que explodiu justo um dia antes do início da Olimpíada Popular tinha como pano de fundo a conjuntura internacional radicalizada da década de 1930 e, em especial, a extrema polarização da sociedade espanhola, então dividida entre grupos conservadores e os que defendiam – de distintas formas – profundas mudanças sociais.

Com o início do conflito, muitos dos atletas estrangeiros deixaram o país às pressas e, inclusive, dois barcos foram fretados para que pudessem partir rumo à França. Alguns atletas, entretanto, decidiram ficar e colaborar com a República, principalmente franceses e exilados alemães e italianos. Segundo o historiador Antony Beevor, em seu livro “A Batalha Pela Espanha”, “muitos dos atletas estrangeiros que esperavam em seus alojamentos e hotéis se uniram no dia seguinte aos operários para lutar contra o fascismo, e uns duzentos deles se incorporaram mais tarde às colunas das milícias populares”.

É difícil confirmar tal número, mas é certo que muitos esportistas colaboraram com a resistência ao golpe militar – há relatos de um austríaco morto já no dia 19 – e que alguns deles teriam participado de outras batalhas. O livro “L’Altra Olimpíada”, por exemplo, confirma que um grupo de alemães teria lutado na frente de Aragão. Outros episódios relatados pela obra mostram que italianos e franceses teriam participado dos combates em Barcelona. Além disto, esportistas espanhóis de Mallorca e Zaragoza decidiram permanecer na capital catalã, já que suas regiões haviam sido tomadas pelos insurgentes. Com o passar do tempo, ganhou força a tese – difícil de ser confirmada – de que aqueles atletas teriam sido uma espécie de embrião das Brigadas Populares, formadas por milhares de estrangeiros que deixaram seus países para lutar ao lado da República.

Os jogos de Hitler

Adolf HitlerEnquanto a Espanha mergulhava em sua violenta guerra civil, começava a Olimpíada de Berlim com uma estrutura nunca antes vista. O orçamento havia sido multiplicado por 20 e foi construído um moderníssimo complexo esportivo. A Olimpíada teve presença de jornais do mundo todo, foi a primeira transmitida ao vivo pelo rádio – e para mais de 40 países – e ainda contou com uma pioneira cobertura televisiva. Além disso, a destacada cineasta Leni Riefenstahl foi escalada para produzir o filme oficial dos jogos “Os deuses do Estádio”. Como se era de esperar, as competições foram transformadas em um espetáculo de apologia ao nazismo e de propaganda do poderio alemão.

Pela primeira vez se realizou o agora tradicional cortejo da tocha desde as ruínas de Olímpia. Mais de 3.000 atletas carregaram o fogo olímpico desde a Grécia até chegar em Berlim para a cerimônia de abertura, que foi acompanhada por 100 mil pessoas e não poupou na exibição de símbolos nazistas e no culto à personalidade do führer. Entre as delegações estrangeiras em desfile, muitas fizeram a saudação nazista ao passar por Hitler, que declarou os jogos abertos. Enquanto a euforia tomava conta de Berlim, 800 ciganos eram levados para o gueto de Marzahn e, perto da capital alemã, o enorme campo de concentração de Sachsenhausen era erguido. Em pouco tempo seria o destino de milhares de inimigos do regime.

Após as competições, mesmo com a consagração do atleta negro norte-americano Jesse Owens, era inegável a enorme vitória política da Alemanha. O país ficou em primeiro lugar, com 38 medalhas de ouro, e utilizou o evento para legitimar o regime nazista e propagandear seus ideais. O próprio Pierre de Coubertin afirmou, ao final das competições, que aquela tinha sido a melhor edição. Com a Segunda Guerra Mundial e derrota da Alemanha nazista, o tempo não perdoaria a Olimpíada de 1936, hoje considerada o episódio mais controvertido da história dos jogos modernos.

Esquecimento e memória

Quase 40 anos de ditadura franquista fez com que a empreitada da Olimpíada Popular praticamente caísse no esquecimento. Apenas com a abertura política, a partir de 1975, a memória desses acontecimentos ressurgiu. Até hoje o tema é relativamente desconhecido e diversas informações a seu respeito se perderam para sempre, como muitos dos arquivos dos jogos que desapareceram durante a guerra civil. O único livro sobre o assunto, “L’Altra Olimpíada”, foi publicado em 1990, e, apenas em 2006 o governo da Catalunha realizou uma exposição sobre os jogos. Atualmente, por conta do aniversário de 80 anos, outra mostra está em cartaz no Estádio do Montjuïc.

Foram necessários 56 anos para que Barcelona realizasse seus Jogos Olímpicos, contrariando os opositores da Olimpíada Popular que afirmavam que a capital catalã nunca mais teria tal oportunidade. O mesmo estádio de Montjuïc que sediaria a Olimpíada Popular foi reformado e adaptado para os jogos de 1992. Desde 2001, o lugar foi nomeado Estádio Olímpico Lluís Companys. Assim como a Olimpíada Popular, seu presidente de honra também teve um fim trágico. Após a tomada da Catalunha pelos franquistas em 1939, Companys foge para a França, onde foi preso pelos nazistas, que haviam invadido o país em 1940. Deportado para a Espanha, acabou fuzilado no castelo de Montjuïc, muito próximo ao estádio que hoje leva o seu nome. Muitos catalães gostam de lembrar, com orgulho, que o seu então presidente teria sido o único chefe de estado democraticamente eleito a ter sido executado no exercício do cargo.

O sentimento de frustração de muitos dos que se envolveram naquela aventura foi traduzido, ainda durante a guerra civil, em julho de 1937, em um texto do articulista Prats i Fonts, reproduzido no livro “L’Altra Olimpíada”: “não nos foi possível computar nossa força esportiva diante do mundo pelo fato de que tivemos que trocar os dardos pelo fuzil; o lançamento de disco pela bomba de mão; os saltos de obstáculos pelas barricadas e trincheiras; e as corridas pelas marchas militares; da mesma maneira nossa alegria se desmoronou ao sofrimento e a atração estrangeira foi trocada pelo horror, o turismo pela invasão, e a luz, o amor e a vida pelo tenebroso, o ódio e a morte. O CCEP não pôde levar a cabo aquele sonho que se havia forjado com tanto ânimo”.

Resgate histórico promovido por Juliana Sada e Rodrigo Valente para o portal do Opera Mundi.

É a Bíblia – impactando os Jogos Olímpicos de 2016

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Quando o mundo se reunir para assistir aos Jogos Olímpicos de 2016, todos os olhos estarão voltados para o Rio de Janeiro. E você pode se conectar de maneira singular a esse fenômeno global assistindo essa série de 15 vídeos especiais: A Bíblia e as Olimpíadas! Você vai se inspirar enquanto aprende sobre o impacto da Bíblia nas Olimpíadas modernas e ao descobrir como a Palavra de Deus influenciou a vida de esportistas Olímpicos famosos, como a ginasta Shannon Miller, o corredor Eric Liddell, a estrela do futebol Kaká, a atleta Lolo Jones e muitos outros!

Sobre o editor

Gostaríamos de agradecer ao Museum of the Bible por fornecer esse plano. Para mais informações, visite: www.museumofthebible.org. Fonte: YouVersion.

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Violações de direitos humanos não combinam com o espírito olímpico

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Anistia InternacionalAnistia Internacional protocolou a entrega parcial de mais de 120 mil assinaturas da petição A Violência não faz parte desse jogo, na sede do Comitê Organizador Local Rio2016 (COL). Assim como você, pessoas de mais de 15 países assinaram a petição internacional exigindo das autoridades brasileiras e dos organizadores dos jogos uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos.

A entrega foi feita durante ato simbólico e pacífico, onde 40 sacos fúnebres foram dispostos na calçada do COL, representando o total de mortos pela polícia na cidade do Rio de Janeiro no último mês de maio. Esse número representa um aumento de 135% em comparação aos mortos pela polícia em maio de 2015.

Obrigada por ter se mobilizado na campanha A violência não faz parte desse jogo! A pressão não pode parar! Compartilhe a petição e convide seus amigos, amigas e familiares a se juntarem a esta causa.

Desde o final de abril, a Anistia Internacional vem alertando sobre os riscos de aumento de violações de direitos humanos no contexto da Olimpíada, como já ocorreu em outros megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos PanAmericanos de 2007.

No ano da Copa, os homicídios cometidos pela polícia aumentaram 40% no estado do RJ. Desde 2009, quando o Rio se tornou sede da Olimpíada 2016, mais de 2600 pessoas foram mortas pela polícia na cidade.

Continue pressionando as autoridades responsáveis exigindo uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos. Megaeventos esportivos não podem acontecer às custas de direitos já conquistados!

As autoridades precisam ser responsabilizadas para que adotem medidas onde os planos de segurança pública adotados sejam transparentes e os mecanismos de denúncia e responsabilização de fato funcionem.

Obrigada pelo seu apoio! A mobilização da sociedade é fundamental para garantir direitos!

Nos ajude a ampliar essa mobilização. Mobilize seus amigos e compartilhe a petição em suas redes!

Marcelle Decothè
Assistente de Campanhas
Anistia Internacional Brasil

 

Ativismo é coisa séria!

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No começo de junho, a Anistia Internacional lançou a campanha Rio 2016: A Violência não faz parte desse jogo!. Sabemos que o número de vítimas decorrentes de operações policiais – sejam elas civis ou os próprios policiais – não para de crescer. Porém, é no contexto de grandes eventos que, sob o argumento da segurança e da ordem pública, esses índices tornam-se ainda mais alarmantes.

Desde então, ativistas voluntários de todo o Brasil têm se mobilizado dia e noite, com ações de rua, fotos e flashmobs – de segunda a sexta e aos finais de semana. Estamos em feiras, praças, escolas, universidades, eventos de rua e festivais. Dialogamos com pessoas de diferentes realidades, buscando quebrar o ciclo de apatia em relação às violações de direitos da nossa juventude negra e periférica.

Como ativista e mobilizador, sei que a tarefa não é simples, mas sei também que cada assinatura e cada gesto de empatia traz mais poder ao nosso discurso, pois temos a autoridade das ruas. Isso me dá forças para seguir adiante e pressionar por uma política de segurança pública que respeite os direitos humanos.

De São Luís a Porto Alegre, estamos nas ruas, doando nossa voz a esse grande movimento por um mundo melhor e mais seguro para todas as pessoas. Se você quiser somar a sua voz à nossa para que possamos falar mais alto, assine nossa petição. Chega de violência!

Estamos a menos de 100 dias das Olimpíadas

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Anistia Internacional

Você sabia que, apesar da promessa de legado de uma cidade segura para sediar os Jogos Olímpicos…

…1 a cada 5 homicídios na cidade do Rio de Janeiro em 2015 foi cometido pela polícia?

Somente no mês de abril, pelo menos 11 pessoas morreram durante operações policiais na cidade. Nos últimos dois anos, houve um aumento de 54% nas mortes resultantes de intervenção policial na capital – a maioria desses casos não é investigada.

Manifestações pacíficas também tem recebido repressão violenta como resposta.Manifestantes foram gravemente feridos por balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e até mesmo armas de fogo usadas pelas forças policiais.

A única nova legislação no campo da segurança pública relacionada aos Jogos Olímpicos é a lei antiterrorismo, que na prática pode ser usada para coibir e criminalizar protestos.

Ainda há tempo!

Nos próximos 100 dias que faltam até as Olimpíadas, as autoridades e o comitê organizador dos Jogos Olímpicos ainda podem tomar medidas para assegurar que não hajam mais violações de direitos humanos em operações policiais ou no policiamento de protestos.

Esperamos que as forças policiais do Rio de Janeiro abordem as questões de segurança pública de forma preventiva, preservando o direito à vida e à manifestação.

Meu amigo, contamos com você ao nosso lado, acompanhando e defendendo esta causa!

Atila Roque

Atila Roque
Diretor Executivo
Anistia Internacional Brasil

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Livro promove discussão sobre o legado da Copa e das Olimpíadas no Brasil

Ao conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o Brasil aceitou o desafio de realizar dois megaeventos esportivos globais, que ao mesmo tempo despertam paixões e desconfianças. Há argumentos que defendem os eventos como uma janela singular e histórica de oportunidades, mas, longe do consenso, também surgem críticas que consideram tais projetos excludentes, potencializadores da desigualdade social nas cidades-sede e do endividamento público.

A polêmica abre espaço para um amplo debate sobre o que significa para o Brasil sediar os megaeventos esportivos mais simbólicos do mundo na atual conjuntura política, econômica e social. É nesse sentido que a Boitempo Editorial publica a coletânea Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?, editada no calor da hora, com contribuições de Andrew Jennings, Luis Fernandes, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Carlos Vainer, Jorge Luiz Souto Maior, José Sergio Leite Lopes, Nelma Gusmão de Oliveira, entre outros. O livro de intervenção será lançado na primeira semana de junho e traz perspectivas variadas sobre o papel contraditório do esporte na sociedade brasileira entre a construção da identidade nacional, os impactos urbanísticos e as transformações dos megaeventos esportivos ao longo da história.

A Boitempo realizou debates de lançamento do livro Brasil em jogo em São Paulo e Rio de Janeiro, na primeira semana de junho, uma semana antes da Copa do Mundo, em locais e datas a serem divulgados em breve. Confira os vídeos desses encontros.

Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?

Livro - Brasil em jogo o que fica da Copa e das Olimpíadas

Em meio a um crescente número de manifestações e um intenso debate sobre os impactos da Copa do Mundo em nossas cidades, a Boitempo Editorial amplia o debate ao lançar em junho a coletânea Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?, editada no calor da hora, com contribuições diversas, como o jornalista investigativo escocês, Andrew Jennings; o secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes; a relatora especial da ONU, Raquel Rolnik; os urbanistas Ermínia Maricato (USP) e Carlos Vainer (UFRJ); o jornalista Juca Kfouri (quarta capa), entre outros. Para tornar o livro acessível ao maior número de pessoas, autores cederam seus textos, possibilitando que o volume chegue ao mercado a preço de custo (R$ 10,00).

Os megaeventos esportivos globais despertam, ao mesmo tempo, paixões e desconfianças. Um dos grandes méritos de Brasil em jogo é trazer argumentos dos dois lados em um embate de ideias que só tem a enriquecer o leitor. Assim, o livro apresenta perspectivas variadas sobre o papel do esporte na sociedade brasileira e na construção da identidade nacional, os impactos urbanísticos e as transformações dos megaeventos esportivos ao longo da história. A coletânea conta ainda com uma cronologia detalhada sobre os megaeventos esportivos, desde a origem até os tempos atuais.

O livro

Ter um olhar crítico sobre os megaeventos no Brasil não é patriótico nem antipatriótico. É apenas o necessário olhar crítico.
Juca Kfouri

Ao conquistar o direito de sediar a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, o Brasil aceitou o desafio de realizar dois megaeventos esportivos globais, que despertam, ao mesmo tempo, paixões e desconfianças. Há argumentos que defendem os eventos como uma janela singular e histórica de oportunidades, mas, longe do consenso, também surgem críticas que consideram tais projetos excludentes, potencializadores da desigualdade social nas cidades-sede e do endividamento público.

A polêmica abre espaço para um amplo debate sobre o que significa para o Brasil sediar os megaeventos esportivos mais simbólicos do mundo na atual conjuntura política, econômica e social. É nesse sentido que a Boitempo Editorial publica a coletânea Brasil em jogo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?, editada no calor da hora, com contribuições de Andrew Jennings, Luis Fernandes, Raquel Rolnik, Ermínia Maricato, Carlos Vainer, Jorge Luiz Souto Maior, José Sergio Leite Lopes, Nelma Gusmão de Oliveira, Antonio Lassance, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, João Sette Whitaker (apresentação) e Juca Kfouri e Gilberto Maringoni (quarta capa). O livro de intervenção chega às livrarias às vésperas da abertura da Copa do Mundo, na primeira semana de junho e traz perspectivas variadas sobre o papel contraditório do esporte na sociedade brasileira e na construção da identidade nacional, os impactos urbanísticos e as transformações dos megaeventos esportivos ao longo da história. A coletânea traz ainda uma cronologia detalhada sobre os megaeventos esportivos, desde a origem até os tempos atuais.

Brasil em jogo é o terceiro título lançado na já consolidada coleção Tinta Vermelha, publicada em parceria com o portal Carta Maior.  A obra segue a linha de Cidades rebeldes: passe livre a as manifestações que tomaram as ruas do Brasil (2013), com o mesmo formato e preço (R$10,00 o impresso, R$5,00 o e-book). Para tornar o livro acessível ao maior número de pessoas, autores cederam gratuitamente seus textos e fotógrafos abriram mão do pagamento por suas imagens, possibilitando, assim, à editora colocar o volume no mercado a preço de custo. A proposta tem dado certo: em menos de um ano desde a publicação da primeira tiragem, venderam-se mais de 20 mil exemplares de Cidades rebeldes.

Por ocasião do lançamento de Brasil em jogo, a Boitempo promoverá debates em São Paulo e no Rio de Janeiro, na segunda-feira, 9 de junho de 2014. Em São Paulo, Raquel Rolnik, Jorge Luiz Souto Maior, João Sette Whitaker e Guilherme Boulos (MTST) se reunirão no Anfiteatro de História da FFLCH/USP. No Rio de Janeiro, Jose Sérgio Leite Lopes, Carlos Vainer, Nelma Gusmão de Oliveira e um representante do MTST se encontrarão no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ. Ambas atividades são gratuitas e acontecerão simultaneamente, às 18h.

Com a colaboração dos autores deste livro e de outros que fazem parte do catálogo da editora, a Boitempo seguirá, até o final da Copa, alimentando a reflexão no Blog da Boitempo, em uma seção especial disponível em: http://blogdaboitempo.com.br.

Ficha técnica

  • Título: Brasil em jogo
  • Subtítulo: o que fica da Copa e das Olimpíadas?
  • Autores: Vários
  • Páginas: 96
  • Preço: R$ 10,00 | Ebook: R$ 5,00
  • Ano: 2014
  • Coedição: Boitempo e Carta Maior

Mais informações:

Um dos maiores exemplos de perseverança, garra e espírito olímpico

Gabrielle Andersen-Schiess foi uma corredora de maratona, nascida na Suíça. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984

Gabrielle Andersen, quase desmaiando, mas fazendo questão de terminar a maratona, no estádio olímpico de Los Angeles, em 1984.

Gabrielle Andersen-Schiess foi uma corredora de maratona, nascida na Suíça. Nos Jogos Olímpicos de Verão de 1984, durante a maratona feminina, Gabrielle, completamente desidratada e desorientada pelo esforço no calor, além de estar com uma forte cãibra na perna esquerda, cambaleou nos últimos 200 metros da maratona levando 10 minutos para completá-los, até cair desacordada nos braços dos médicos na linha de chegada. Recusou assistência médica, resistiu aos apelos para desistir e arrastou os pés até à linha de chegada, depois de uma volta inteira no estádio olímpico, enquanto era aplaudida de pé.

Após a prova, ela disse aos jornalistas que queria terminar o percurso pois aquela talvez fosse sua última oportunidade olímpica, devido estar com trinta e nove anos. Ela chegou apenas na 37º colocação entre 44 corredoras, mas foi mais aplaudida que a medalhista de ouro Joan Benoit.

O fato é considerado, até hoje, um dos maiores exemplos de perseverança, garra e espírito olímpico.

O esforço olímpico de Gabrielle não ficou marcado apenas como uma das memórias da história dos Jogos Olímpicos. Serviu, também, para mudar as regras. Daí em diante passou a ser possível um atleta da maratona receber assistência médica sem ser desclassificado, desde que não seja transportado ou ajudado a deslocar-se.

A Olimpíada das redes sociais

redes sociais das olimpiadas londres 2012

Os Jogos Olímpicos de Londres, que começam oficialmente nesta sexta-feira, dia 27, serão os primeiros na era das redes sociais. Nos jogos de Pequim, em 2008, o Twitter ainda engatinhava e o Facebook não tinha o apelo que possui hoje. Por conta disso, a revista Bites lançou uma edição especial mostrando como Londres estará coberta pelas redes sociais. Leitura recomendada para quem quer estudar e entender o impacto que sites como Twitter e Facebook podem causar num evento do porte de uma Olimpíada.