Pobreza e poluição matam 1,7 milhão de crianças por ano

Pobreza

Mais de uma em cada quatro mortes de crianças menores de 5 anos são atribuíveis a ambientes insalubres, de acordo com dois novos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todos os anos, os riscos ambientais – como a poluição do ar interior e exterior, fumo passivo, água não segura, falta de saneamento e higiene inadequada – tiram a vida de 1,7 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade.

O primeiro relatório, intitulado “Herdando um Mundo Sustentável: Atlas da Saúde Infantil e do Ambiente”, revela que grande parte das causas mais comuns de morte entre crianças de um mês a 5 anos – diarreia, malária e pneumonia – são evitáveis, como o acesso à água potável e ao uso de combustíveis de cozinha limpos.

“Um ambiente poluído é mortal – particularmente para crianças pequenas. Seus órgãos e sistemas imunológicos em desenvolvimento, corpos menores e vias aéreas tornam as crianças especialmente vulneráveis ao ar e água sujos,” afirmou Margaret Chan, Diretora-Geral da OMS.

Exposições nocivas podem ter início no útero da mãe, o que aumenta o risco de nascimento prematuro. Além disso, quando o bebê e as crianças em idade pré-escolar são expostos à poluição do ar interior e exterior e fumo passivo, têm um risco aumentado de pneumonia na infância e de desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas ao longo da vida, como a asma. A exposição à poluição atmosférica pode também aumentar o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral e câncer no curso de vida.

 

Mortes infantis evitáveis

Pobreza e poluição

Cinco principais causas de morte em crianças menores de 5 anos ligadas ao ambiente.

O relatório complementar, intitulado “Não Polua meu Futuro! O Impacto do Ambiente sobre a Saúde Infantil” fornece uma visão abrangente do impacto ambiental na saúde das crianças, ilustrando a escala do desafio. Todos os anos:

  • 570 mil crianças com menos de 5 anos morrem por infecções respiratórias, como por exemplo a pneumonia, atribuível à poluição do ar interno e externo e ao fumo passivo;
  • 361 mil crianças com menos de 5 anos morrem por diarreia, como resultado da falta de acesso à água potável, saneamento e higiene;
  • 270 mil crianças morrem durante seu primeiro mês de vida devido à condição de saúde, incluindo a prematuridade, que poderia ser prevenida por meio do acesso à água potável, saneamento e higiene em unidades de saúde, bem como a redução da poluição do ar;
  • 200 mil mortes de crianças com menos de 5 anos por malária poderiam ser evitadas por meio de ações ambientais, como a redução de criadouros de mosquitos ou armazenamento de água potável;
  • 200 mil crianças com menos de 5 anos morrem por lesões não-intencionais atribuíveis ao ambiente, como intoxicações, quedas e afogamentos.

Ameaças ambientais emergentes

Pobreza e criançaCom a mudança climática, as temperaturas e os níveis de dióxido de carbono estão aumentando, favorecendo também o aumento do pólen, que está associado ao crescimento das taxas de asma em crianças. Em todo o mundo, de 11 a 14% das crianças com 5 anos ou mais relatam atualmente sintomas de asma e cerca de 44% delas estão relacionadas às exposições ambientais. A poluição do ar, a fumaça do tabaco (fumo passivo), o mofo e a umidade internos tornam a asma mais grave em crianças.

Nas famílias sem acesso aos serviços básicos, como água potável e saneamento, ou que estão expostas à fumaça proveniente do uso de combustíveis impuros – como carvão ou esterco para cozinhar e aquecer -, as crianças correm um maior risco de apresentarem diarreia e pneumonia.

Crianças também são expostas a produtos químicos nocivos por meio de alimentos, água, ar e produtos próximos a elas. Químicos como fluoreto, chumbo e pesticidas com mercúrio, poluentes orgânicos persistentes e outros em bens manufaturados, eventualmente encontrão seu caminho para a cadeia alimentar. E, embora a gasolina com chumbo tenha sido gradualmente eliminada em todos os países, o chumbo ainda é amplamente utilizado nas tintas, afetando o desenvolvimento do cérebro.

Outra preocupação citada pelos relatórios está nas ameaças ambientais emergentes, como os resíduos eletrônicos e elétricos (por exemplo, os celulares antigos) que são impropriamente reciclados e expõem crianças a toxinas que podem levar a uma redução da inteligência, déficits de atenção, danos no pulmão e câncer. Prevê-se que a geração dos resíduos eletrônicos e elétricos aumente em 19% entre 2014 e 2018 – para 50 milhões de toneladas até 2018.

Diário Saúde

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Doenças que atingem 1 bilhão de pessoas e ninguém se importa

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Negligência

Com o impacto gerado pela epidemia do vírus zika, que se espalha para outras partes do mundo, parece fácil esquecer que centenas de milhões de pessoas nos países mais pobres ou em desenvolvimento sofrem de “doenças tropicais negligenciadas”, ou DTNs.

Trata-se de um grupo de doenças tropicais endêmicas, especialmente entre populações pobres da África, Ásia e América Latina. A negligência é das autoridades de saúde e das empresas farmacêuticas, que não veem essa parcela da população como mercado capaz de comprar medicamentos.

Surtos como o de zika, emergência internacional presente hoje em mais de 60 países e territórios, vêm e vão ao longo do tempo e ganham as manchetes da imprensa. Porém, silenciosamente, mais de 1 bilhão de pessoas em 149 países sofrem com as doenças tropicais negligenciadas.

Doenças Tropicais Negligenciadas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece 18 doenças como DTNs: dengue, raiva, tracoma, úlcera de Buruli, bouba, hanseníase, doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, teníase/neurocisticercose, dracunculíase, equinococose, trematodíases de origem alimentar, filariose linfática, oncocercose (cegueira dos rios), esquistossomose, helmintíases transmitidas pelo solo e micetoma.

No Brasil, a DTN que tem maior incidência, em números absolutos, é a dengue, segundo a entidade Médicos Sem Fronteiras – ainda que, mais recentemente, venha havendo um esforço consistente para o desenvolvimento de uma vacina. Outra doença preocupante em território nacional é a hanseníase (lepra): o Ministério da Saúde registrou cerca de 28 mil novos casos de infecção em 2015.

Diferentemente da infecção por zika ou ebola – ou da gripe aviária e da Sars, voltando um pouco no tempo -, há pouco risco de as DTNs se espalharem pelo mundo desenvolvido. Os atingidos se concentram em áreas rurais remotas ou aglomerados urbanos, e a voz dessas pessoas quase não se faz ouvir pelo mundo.

Anos Vividos com Incapacidade

Nem todas as infecções por DTNs resultam em morte, mas conviver com elas pode ser debilitante. Uma maneira de medir o impacto de doenças na saúde da população é relacionar a duração média da enfermidade com sua gravidade, um indicador chamado Anos Vividos com Incapacidade (AVIs).

Embora a China e a Índia sejam os países mais afetados por DTNs, isso ocorre pelo tamanho das populações dessas nações. Ajustando a medição por população, países africanos, do Sudeste Asiático e pequenos arquipélagos como Kiribati e ilhas Marshall se destacam como as áreas mais atingidas.

Na República Democrática do Congo, um dos países mais afetados, o Instituto para Métricas Médicas e Avaliações, centro de pesquisa da Universidade de Washington, disse que apenas em 2013 houve mais de 8 milhões de casos de apenas uma DTN, a oncocercose ou cegueira dos rios, resultando em 500 mil AVIs.

A oncocercose é uma doença parasitária crônica transmitida por mosquitos que carregam o nematódeo Onchocerca volvulus. No corpo humano, essas larvas se tornam vermes adultos que podem causar cegueira, lesões cutâneas, coceira intensa e despigmentação da pele quando os vermes morrem.

Avanços e retrocessos

Apesar de a oncocercose ser uma das DTNs mais disseminadas, muitos países a controlaram pela aplicação de inseticidas, e houve uma queda de 24% de 1990 a 2013 nos AVIs causados pela enfermidade no mundo.

Há outros casos bem-sucedidos. Infecções intestinais por nematódeos, como aquelas causadas por vermes em forma de gancho, registraram a maior queda entre as DTNs – 46% até 2013. Já o chamado verme-da-Guiné, causador da dracunculíase, está quase erradicado.

Mas enquanto a maioria das DTNs registram prevalência menor em 2013 do que em 1990, algumas estão em alta, e certas doenças possuem um potencial de estrago maior do que as enfermidades que estão recuando.

A leishmaniose é uma delas: Cerca de 12 milhões de pessoas estão infectadas, e houve um aumento de 136% nos AVIs desde 1990. E o caso mais preocupante é da dengue, doença conhecida dos brasileiros, mas distante do mundo desenvolvido. Segundo a OMS, há registro de cerca de 390 milhões de casos de dengue no mundo por ano, e 96 milhões desses casos resultam em doenças com alguma severidade. Houve aumento superior a 600% nos AVIs causados pela dengue desde 1990.

Fonte: Diário Saúde

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Documentário sobre direitos das mulheres e zika vence Prêmio Vladimir Herzog

Produzido pela TV Brasil, o documentário “Mulheres do Zika” teve o apoio da ONU Mulheres, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, além de assessoria técnica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). A entrega dos prêmios ocorrerá na semana que vem (25), em São Paulo, e terá transmissão ao vivo pelo site www.tvpuc.com.br.

O impacto da síndrome congênita do vírus zika na vida das mulheres brasileiras foi tema do programa “Caminhos da Reportagem”, escolhido como o melhor documentário de televisão pela 38ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia de Direitos Humanos.

Leia mais acessando esse link!

Fonte: ONU Brasil

Vírus zika é um desafio à saúde pública

A Organização Mundial da Saúde, OMS, confirmou que o vírus zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, danifica o sistema nervoso central de adultos e dos fetos. O vírus pode provocar problemas no nascimento, incluindo uma malformação congênita chamada microcefalia, e já se espalhou por mais de 70 países e territórios.

Só no Brasil mais de 190 mil pessoas foram infectadas e cerca de 2 mil casos confirmados de microcefalia foram registrados. Os cientistas estão correndo para desenvolver uma vacina, com testes clínicos programados para o final desse ano. Confira nessa matéria especial da TV ONU, produção do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio).

Entenda o projeto da Cura Gay

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Responsável por causar manifestações gerais, o projeto da Cura Gay teve sua ascensão e queda em tempo recorde.

Independentemente das opiniões individuais sobre o assunto, o projeto da Cura Gay é real e quase fez parte de nossa realidade em pleno século XXI. Por mais espanto que projetos e outras medidas que visam “transformar” a orientação sexual de um indivíduo possam causar, a existência deles sinaliza a necessidade urgente de se debater sobre o assunto.

Uma vez que pessoas influentes, como os políticos, começam a bradar determinados gritos de guerra e a obter o apoio de uma parte expressiva da população (vide as manifestações a favor da Cura Gay nas redes sociais), é seguro dizer que o que parecia ser subentendido está, na verdade, atuando como poeira que se varre para baixo do tapete.

Portanto, esclarecer o que é FATO e o que é CRENÇA é o primeiro passo para que a intolerância a qualquer tipo de adversidade comece a trilhar o longo caminho da concórdia.

O que é o projeto da Cura Gay?

O projeto Cura Gay, também conhecido pelos nomes Terapia da Reorientação Sexual, Terapia de Conversão ou Terapia Reparativa, consiste no conjunto de técnicas que tem o objetivo de extinguir a homossexualidade de um indivíduo.

Tal conjunto de técnicas inclui métodos psicanalíticos, cognitivos e comportamentais. Além disso, são utilizados tratamentos de ordem clínica e religiosa. O assunto se tornou extremamente polêmico por se referir à orientação sexual como uma doença, já que a palavra CURA implica a eliminação de um “mal”.

Entretanto, desde a década de 90, a OMS (Organização Mundial da Saúde) descartou qualquer possibilidade de que a orientação sexual dos indivíduos esteja relacionada à uma doença. Assim sendo, a OMS determinou que a homossexualidade pode ser definida como uma variação natural da sexualidade humana e não deve ser considerada como doença.

Dessa maneira, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia proibiu que seus profissionais fizessem parte de quaisquer tipos de terapias que tenham o objetivo de alterar a orientação sexual de qualquer pessoa. Seguindo o mesmo caminho, o Conselho Federal de Medicina também deixou claro que a homoafetividade deixou de ser vista como uma condição patológica pela classe médica há mais de 30 anos.

A aprovação do projeto da Cura Gay

O deputado federal do PSDB de Goiás, João Campos, foi quem protocolou na Câmara dos Deputados, em 2011, um PDC (Projeto de Decreto Legislativo) para suspender a resolução do Conselho Federal de Psicologia.

Dois anos depois de tentativas de votação infrutíferas e sob muitos protestos de outros parlamentares e da população em geral, o projeto foi aprovado em 18 de junho de 2013 pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Ascenção e queda do projeto da Cura Gay

Apenas 15 dias após o deferimento do PDC de sua autoria, o Deputado João Campos levou à Câmara um requerimento que pedia o cancelamento da tramitação de sua proposta. Isso aconteceu graças à manifestação do próprio PSDB que se mostrou contrário à solicitação de seu Deputado.

O arquivamento foi aprovado por quase todos os partidos, exceto pelo PSOL. O partido do Deputado Jean Wyllys queria mais do que o arquivamento da proposta: o partido exigia que tal proposta não pudesse ser reapresentada.

No dia 4 de julho, dois dias depois da aprovação do requerimento para cancelamento do trâmite do PDC do Deputado João Campos, um novo projeto para extinguir a determinação do Conselho Federal de Psicologia foi apresentado à Câmara. Porém, agora, o pedido teve indeferimento imediato.

O indeferimento de projetos como este, entretanto, tem data de validade. De acordo com o Regimento Interno da Câmara, quando o trâmite de uma proposta é cancelado, outra de conteúdo semelhante não poderá ser apresentada no mesmo ano em que a primeira foi cancelada.

Portanto, a ameaça de um novo projeto da Cura Gay ainda paira sobre nossas cabeças. Aguardemos cenas dos próximos capítulos…

Fonte: Blog ExamedaOAB. Extraído do portal JusBrasil.

26 de junho, dia mundial de combate às drogas

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A ONU designou o dia 26 de junho como o Dia Internacional da Luta contra o Uso e o Tráfico de Drogas. O Brasil adotou como o Dia Nacional de Combate às Drogas. A Organização Mundial de Saúde define droga como qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento (OMS).

Em 1997 a ONU criou o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) com o objetivo de prestar cooperação técnica aos países-membros para reduzir os problemas na área de saúde (como o HIV) e social (como a violência) que tenham relação direta ou indireta com drogas ilícitas e o crime. A cada ano, no mês de junho, o UNODC prepara uma campanha internacional de prevenção a drogas, visando contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dos países ao promover justiça, segurança, saúde e direitos humanos.

As drogas foram usadas ao longo de vários anos para fins muito diferentes: em cerimônias religiosas, em sessões de meditação, medicina, datas comemorativas, festejos e confraternizações. Hoje em dia é difícil uma comemoração, seja ela familiar ou não, em que o álcool não esteja presente.

Como todos já sabem, as drogas já se tornaram um mal social em todo mundo. No Brasil, os dados são particularmente alarmantes. De acordo com o mais recente estudo apresentado pela ONU, a proporção da população brasileira que consome cocaína cresceu de 0,4%, em 2001, para 0,7%, em 2005. Em 2001, 1% dos brasileiros entre 15 e 65 anos consumia a droga. O índice subiu para 2,6% em 2005. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o mundo tem pelo menos 200 milhões de consumidores de drogas, dos quais 40 milhões são dependentes.

OMS elabora material sobre teleconsultoria na atenção básica à saúde com base na rede brasileira

OMS elabora material sobre teleconsultoria na atenção básica à saúde com base na rede brasileira

A partir de orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil vem desenvolvendo sua rede de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde. Um dos avanços alcançados pelo programa é a teleconsultoria, que permite o acesso de pacientes de áreas isoladas – como na Amazônia – à diagnósticos e orientações acompanhados por especialistas dos grandes centros. Agora, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da OMS, está apresentando o exemplo brasileiro a vários países, especialmente africanos.

A OPAS elabora documentos multimídia e impressos para facilitar o acesso de gestores públicos a indicadores de funcionamento, metodologias de implementação e monitoramento do modelo brasileiro, que conta com mais de 39 mil unidades em todo o território nacional, cada uma composta por médicos, enfermeiros, dentistas, agentes comunitários, técnicos de enfermagem e técnico de saúde bucal, num total de 600 mil profissionais.

Greenpeace: Brasil perdeu o senso de urgência em relação às mudanças climáticas

mudanças climáticas

O diretor de campanhas da organização não governamental Greenpeace, Sérgio Leitão, afirmou que o governo federal perdeu a noção de quão urgente é o enfrentamento das questões relativas às mudanças climáticas no País. Ele participou de audiência pública, nesta quarta-feira, da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional.

“A grande preocupação do Greenpeace é que estamos perdendo o senso de urgência desse tema. Nosso governo não dá a devida atenção ao enfrentamento das mudanças climáticas”, disse Leitão durante a discussão dos planos públicos setoriais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas com parlamentares, especialistas e representantes do governo.

O representante do Greenpeace criticou os planos setoriais apresentados (transportes, energia, saúde e mobilidade urbana) por serem incompletos ou pouco audaciosos, por exemplo, na busca pela diminuição da emissão de gases que causam o efeito estufa.

Segundo Sérgio Leitão, as autoridades brasileiras são descuidadas e dão pouca atenção à questão. Para exemplificar, ele citou o plano setorial do setor energético, que prevê investimentos de mais de R$ 740 bilhões apenas para a exploração do petróleo da camada pré-sal, enquanto o mesmo documento não traz planos para o incremento do uso da energia solar no País. “O Brasil tem enorme potencial em energia solar e no plano não tem uma linha sequer sobre incentivo à energia solar ou investimentos na área”.

Eficiência energética

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 foi apresentado pelo diretor do Departamento de Planejamento Energético, Paulo César Magalhães Domingues, e pelo coordenador-geral de Sustentabilidade Ambiental do Setor Energético, Luis Fernando Badanhan, ambos do Ministério de Minas e Energia.

Eles explicaram as metodologias usadas no plano e expuseram as metas de diminuição de gases para o setor energético, que pretende reduzir em mais de 230 milhões de toneladas as emissões até 2020. Os representantes do ministério explicitaram ainda as metas de aumento da participação de biocombustíveis no setor de transporte e os planos de expansão da energia renovável no País, que inclui pequenas centrais hidrelétricas, biomassa e energia eólica. Destacaram também a importância das ações em prol do uso consciente de energia.

O diretor do Greenpeace também acusou o governo de estar diminuindo os investimentos em biocombustíveis e disse que o Brasil é o segundo pior país do G20 em eficiência energética, ficando à frente apenas da Arábia Saudita. “O Brasil não está preocupado com a eficiência energética e com a redução do consumo de energia”, destacou.

Sérgio Leitão criticou os planos governamentais de construção de 34 novas usinas hidrelétricas nos próximos anos, principalmente na região amazônica. Para ele, o País tem alternativas que não impliquem na inundação de mais de seis mil quilômetros quadrados, que ocasionariam grandes prejuízos socioambientais.

Paulo César Magalhães Domingues retrucou dizendo que o governo se preocupa, sim, com a expansão das energias renováveis. “O Brasil tem 45% de sua matriz energética limpa e renovável. É com muito orgulho que temos hoje grandes usinas hidrelétricas no nosso sistema e esse é o motivo da matriz energética ser limpa e renovável”.

Poluição do ar

Comissão Mista das Mudanças Climáticas discutiu os planos setoriais do governo para o setor.O representante do Greenpeace ainda fez críticas ao descaso do governo com o acompanhamento da qualidade do ar e níveis de poluição nas grandes cidades brasileiras. Ele disse que a maioria dos aglomerados urbanos no País não tem estações de medição da qualidade do ar ou as têm “velhas e atrasadas”. Sérgio Leitão ressaltou o fato de que a poluição do ar causa ou agrava vários tipos de doenças na população, impactando os custos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor do Departamento de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, expôs o Plano Setorial da Saúde para Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima, elaborado de acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Um dos principais objetivos do plano, explicou Franco Netto, é o estabelecimento de medidas de adaptação do SUS, para minimizar as vulnerabilidades da população frente aos impactos da mudança do clima. As ações incluem, por exemplo, a consolidação do baixo consumo de carbono nos serviços de saúde. Ele concordou com a necessidade de um estudo mais aprofundado do impacto financeiro no SUS dos problemas de saúde causados pela poluição atmosférica.

Efeito estufa

Por sua vez, a chefe da Assessoria Socioambiental do Ministério dos Transportes, Kátia Matsumoto Tancon, informou que o Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana para Mitigação da Mudança do Clima é fruto de um comitê interministerial que envolve a Casa Civil da Presidência da República e os Ministérios dos Transportes, das Cidades e do Meio Ambiente.

Ela tratou dos objetivos no que diz respeito à diminuição das emissões dos gases do efeito estufa e da eficiência energética no transporte de cargas do País. A redução de emissões de CO2 está projetada para 98 milhões de toneladas, envolvendo os transportes ferroviário, rodoviário e aquaviário, informou.

Já o analista de Infraestrutura do Ministério das Cidades, Aguiar Gonzaga Vieira da Costa, abordou o mesmo plano setorial, mas centrou-se na questão da mobilidade urbana. Ele afirmou que a busca pelo consumo consciente e menos poluente da energia é característica de vários projetos e obras, como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

A primeira parte da audiência pública foi conduzida pelo relator da comissão, senador Sérgio Souza (PMDB-PR). A segunda parte da reunião foi comandada pelo presidente da comissão, o deputado federal Márcio Macêdo (PT-SE), que cobrou das áreas governamentais representadas na audiência pública o estabelecimento de metas mais ousadas na diminuição das emissões de gases do efeito estufa.

Ilhota atinge meta de vacinação contra gripe

Ilhota atinge meta de vacinação contra gripe

Banner da Prefeitura de Ilhota - Assessoria de ImprensaAo todo, 1890 moradores de Ilhota receberam a vacina contra a gripe H1N1, mais conhecida como gripe A. O número representa 100% da meta estipulada pelo estado. Ilhota não tem casos da doença. Três crianças receberam o acompanhamento, pois apresentavam sintomas, mas o resultado dos exames deram negativos. Segundo a secretária de saúde, Jocelene da Silveira, toda pessoa que apresentar quadro grave de gripe deve ir às unidades de saude. “Após consulta médica, se necessário, irão receber o Tamiflu”, explica.

Atualmente, segundo a enfermeira Ana Terezo, as equipes de saúde trabalham a prevenção através da etiqueta da tosse. “É simples. São dicas como: lavar as mãos após limpar o nariz ou boca; e cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao espirrar ou tossir e depois desprezá-lo no lixo”, ressalta.

Mais sobre a gripe

A gripe, ou influenza, é uma infecção causada por vírus que afeta o sistema respiratório, mais precisamente o nariz, garganta e brônquios. O contágio ocorre de forma direta através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz.

A doença pode se apresentar desde uma forma leve e de curta duração, até formas clinicamente graves e complicadas. A gripe é responsável por elevada taxa de adoecimento e morte em grupos de maior vulnerabilidade.

Brasil não está preparado para envelhecimento da população

O Brasil deverá chegar a 2050 com cerca de 15 milhões de idosos, dos quais 13,5 milhões com mais de 80 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2025, o país será o sexto do mundo com o maior número de idosos. Apesar da criação de políticas voltadas para essa camada da população, como o Estatuto do Idoso, instituído em 2003, a velocidade do envelhecimento tem superado a implementação de ações para oferecer melhores condições de vida à terceira idade.

“O processo é muito rápido, e as políticas públicas não têm acompanhado isso. Viver em uma sociedade com muito mais idosos do que crianças requer um planejamento intenso”, diz o médico geriatra Luiz Roberto Ramos, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Com o envelhecimento populacional, o Brasil terá redução do número de jovens na força produtiva ativa, assinalou Ramos. “Vai aumentar o número de pessoas que terão dependência social dessa produção. Isso tem de ser planejado. O país está correndo contra o tempo.” Hoje, segundo a OMS, o Brasil tem 21 milhões de pessoas com mais de 65 anos.

O envelhecimento da população tem reflexo direto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Somente as doenças crônicas não transmissíveis, que afetam principalmente idosos, provocam impacto anual de 1% no PIB, segundo estimativa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). De acordo com a Comissão para Estudo do Envelhecimento Mundial, anualmente são gastos cerca de R$ 60 bilhões com doenças da típicas da terceira idade no Brasil.

De acordo com Ramos, os problemas decorrentes da terceira idade começam a aparecer com mais intensidade depois dos 70 anos. Até lá, em torno de 80% das pessoas não têm nenhuma atividade de vida diária comprometida pela velhice. No entanto, a partir dos 80 anos, a grande maioria passa a conviver com enfermidades.