De acordo com a OPAS, Cuba enviou médicos experientes para o Brasil

Programa Mais Médicos - Médicos cubanos

Cuba enviou médicos experientes para o Brasil e foi uma resposta de emergência à falta de profissionais no interior do país, disse hoje o representante da Organização Pan-Americana da Saúde.

Cuba enviou médicos experientes para o Brasil e foi uma resposta emergencial à falta de profissionais no interior do país, disse hoje o representante de Cuba na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Joaquín Molina.

“Eles são médicos com prática. Cuba nunca enviou ao Brasil um recém-formado, apenas aqueles com experiência”, disse Molina, citado por uma edição do jornal Folha de São Paulo.

Ele explica que a chegada de médicos cubanos para trabalhar no Programa Mais Médicos representou uma resposta emergencial a uma época em que o Brasil estava “desesperado” pela falta de profissionais de saúde.

Segundo Molina, que está no Brasil desde 2012 e acompanha o programa desde o início, “a necessidade de médicos estrangeiros era óbvia”.

Quando o Brasil criou o Programa Mai Médicos, estava em uma situação desesperadora, com milhares de vagas abertas e desocupadas, e as ocupadas eram parcialmente, diz o delegado da OPAS.

Afirma que, cinco anos depois, o alto número de médicos de intercâmbio, em lugares onde não havia interesse por parte dos brasileiros, mostra que o problema da falta e da má distribuição de médicos no país ainda persiste.

Em meados deste mês, Cuba anunciou o fim do acordo com a More Doctors of Brazil. Sua decisão respondeu a perguntas e declarações depreciativas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que queria mudar o acordo com os profissionais da ilha caribenha.

Para Molina, a possibilidade de quebra do contrato era esperada. A decisão foi de Cuba, mas não é surpreendente. De qualquer forma, seria difícil para eles continuar nas condições atuais”, ressalta.

O funcionário da OPAS rejeitou críticas sobre a formação de médicos cubanos, muitos dos quais têm experiência em outras missões colaborativas.

Cubasí

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Brasil deve continuar preparação para enfrentar os vírus transmitidos pelo Aedes

Mosquito Aedes Aegypti

O Brasil deve continuar a preparação para enfrentar os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. O chikungunya, por exemplo, registrou em Pernambuco um número de casos maior do que o de zika no primeiro semestre, e já está afetando outras regiões do país. Baseada em dados do Ministério da Saúde, a avaliação é da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que participou na terça-feira (8) de um simpósio internacional da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

De 3 de janeiro a 9 de julho de 2016, casos de zika em Pernambuco somaram pouco mais de 400, ao passo que as ocorrências de chikungunya chegaram a 31.397. No mesmo período em 2015, apenas 62 infecções por chikungunya no estado haviam sido notificadas. Em última revisão do Ministério da Saúde, que contabilizou casos até 17 de setembro, eram mais de 44 mil casos prováveis da doença.

Em evento na Academia Nacional de Medicina que ocorreu até quinta-feira (10), especialistas se reuniram para um balanço dos desafios e avanços da luta contra o zika desde novembro de 2015, quando o governo brasileiro decretou emergência nacional de saúde pública por causa da alta de casos de microcefalia.

“A previsão em Pernambuco e outros estados do Nordeste é de que o impacto do zika em 2017 não será tão forte quanto foi em 2015 e no início de 2016 porque muitos dos moradores desses locais já foram infectados nesse período. Uma preocupação forte agora pode ser o chikungunya, que está aumentando e é uma doença que tem sequelas, que também tem certa mortalidade e que supõe uma sobrecarga para os serviços de saúde e para a população. Tampouco estes novos vírus devem fazer esquecer a dengue, uma doença que mata”, explicou o coordenador da área doenças transmissíveis da OPAS, Enrique Vázquez.

Uma das preocupações das autoridades é a temporada de chuvas que tem início no fim do ano, pois precipitações estão associadas à presença do vetor das três arboviroses — o Aedes aegypti.

“Nos últimos anos, o governo tem desenvolvido um sério trabalho de conscientização da população, de controle vetorial, não tem por que mudar”, disse Vázquez, que destacou, no entanto, que cada vírus exige adaptações específicas dos sistemas e serviços de saúde na resposta às epidemias.

Fonte: ONU Brasil

Documentário sobre direitos das mulheres e zika vence Prêmio Vladimir Herzog

Produzido pela TV Brasil, o documentário “Mulheres do Zika” teve o apoio da ONU Mulheres, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Secretaria de Políticas para as Mulheres, além de assessoria técnica da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). A entrega dos prêmios ocorrerá na semana que vem (25), em São Paulo, e terá transmissão ao vivo pelo site www.tvpuc.com.br.

O impacto da síndrome congênita do vírus zika na vida das mulheres brasileiras foi tema do programa “Caminhos da Reportagem”, escolhido como o melhor documentário de televisão pela 38ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia de Direitos Humanos.

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Fonte: ONU Brasil

OMS elabora material sobre teleconsultoria na atenção básica à saúde com base na rede brasileira

OMS elabora material sobre teleconsultoria na atenção básica à saúde com base na rede brasileira

A partir de orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil vem desenvolvendo sua rede de Atenção Básica do Sistema Único de Saúde. Um dos avanços alcançados pelo programa é a teleconsultoria, que permite o acesso de pacientes de áreas isoladas – como na Amazônia – à diagnósticos e orientações acompanhados por especialistas dos grandes centros. Agora, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da OMS, está apresentando o exemplo brasileiro a vários países, especialmente africanos.

A OPAS elabora documentos multimídia e impressos para facilitar o acesso de gestores públicos a indicadores de funcionamento, metodologias de implementação e monitoramento do modelo brasileiro, que conta com mais de 39 mil unidades em todo o território nacional, cada uma composta por médicos, enfermeiros, dentistas, agentes comunitários, técnicos de enfermagem e técnico de saúde bucal, num total de 600 mil profissionais.

Greenpeace: Brasil perdeu o senso de urgência em relação às mudanças climáticas

mudanças climáticas

O diretor de campanhas da organização não governamental Greenpeace, Sérgio Leitão, afirmou que o governo federal perdeu a noção de quão urgente é o enfrentamento das questões relativas às mudanças climáticas no País. Ele participou de audiência pública, nesta quarta-feira, da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional.

“A grande preocupação do Greenpeace é que estamos perdendo o senso de urgência desse tema. Nosso governo não dá a devida atenção ao enfrentamento das mudanças climáticas”, disse Leitão durante a discussão dos planos públicos setoriais de mitigação e adaptação às mudanças climáticas com parlamentares, especialistas e representantes do governo.

O representante do Greenpeace criticou os planos setoriais apresentados (transportes, energia, saúde e mobilidade urbana) por serem incompletos ou pouco audaciosos, por exemplo, na busca pela diminuição da emissão de gases que causam o efeito estufa.

Segundo Sérgio Leitão, as autoridades brasileiras são descuidadas e dão pouca atenção à questão. Para exemplificar, ele citou o plano setorial do setor energético, que prevê investimentos de mais de R$ 740 bilhões apenas para a exploração do petróleo da camada pré-sal, enquanto o mesmo documento não traz planos para o incremento do uso da energia solar no País. “O Brasil tem enorme potencial em energia solar e no plano não tem uma linha sequer sobre incentivo à energia solar ou investimentos na área”.

Eficiência energética

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 foi apresentado pelo diretor do Departamento de Planejamento Energético, Paulo César Magalhães Domingues, e pelo coordenador-geral de Sustentabilidade Ambiental do Setor Energético, Luis Fernando Badanhan, ambos do Ministério de Minas e Energia.

Eles explicaram as metodologias usadas no plano e expuseram as metas de diminuição de gases para o setor energético, que pretende reduzir em mais de 230 milhões de toneladas as emissões até 2020. Os representantes do ministério explicitaram ainda as metas de aumento da participação de biocombustíveis no setor de transporte e os planos de expansão da energia renovável no País, que inclui pequenas centrais hidrelétricas, biomassa e energia eólica. Destacaram também a importância das ações em prol do uso consciente de energia.

O diretor do Greenpeace também acusou o governo de estar diminuindo os investimentos em biocombustíveis e disse que o Brasil é o segundo pior país do G20 em eficiência energética, ficando à frente apenas da Arábia Saudita. “O Brasil não está preocupado com a eficiência energética e com a redução do consumo de energia”, destacou.

Sérgio Leitão criticou os planos governamentais de construção de 34 novas usinas hidrelétricas nos próximos anos, principalmente na região amazônica. Para ele, o País tem alternativas que não impliquem na inundação de mais de seis mil quilômetros quadrados, que ocasionariam grandes prejuízos socioambientais.

Paulo César Magalhães Domingues retrucou dizendo que o governo se preocupa, sim, com a expansão das energias renováveis. “O Brasil tem 45% de sua matriz energética limpa e renovável. É com muito orgulho que temos hoje grandes usinas hidrelétricas no nosso sistema e esse é o motivo da matriz energética ser limpa e renovável”.

Poluição do ar

Comissão Mista das Mudanças Climáticas discutiu os planos setoriais do governo para o setor.O representante do Greenpeace ainda fez críticas ao descaso do governo com o acompanhamento da qualidade do ar e níveis de poluição nas grandes cidades brasileiras. Ele disse que a maioria dos aglomerados urbanos no País não tem estações de medição da qualidade do ar ou as têm “velhas e atrasadas”. Sérgio Leitão ressaltou o fato de que a poluição do ar causa ou agrava vários tipos de doenças na população, impactando os custos do Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor do Departamento de Vigilância Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, expôs o Plano Setorial da Saúde para Mitigação e Adaptação à Mudança do Clima, elaborado de acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Um dos principais objetivos do plano, explicou Franco Netto, é o estabelecimento de medidas de adaptação do SUS, para minimizar as vulnerabilidades da população frente aos impactos da mudança do clima. As ações incluem, por exemplo, a consolidação do baixo consumo de carbono nos serviços de saúde. Ele concordou com a necessidade de um estudo mais aprofundado do impacto financeiro no SUS dos problemas de saúde causados pela poluição atmosférica.

Efeito estufa

Por sua vez, a chefe da Assessoria Socioambiental do Ministério dos Transportes, Kátia Matsumoto Tancon, informou que o Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana para Mitigação da Mudança do Clima é fruto de um comitê interministerial que envolve a Casa Civil da Presidência da República e os Ministérios dos Transportes, das Cidades e do Meio Ambiente.

Ela tratou dos objetivos no que diz respeito à diminuição das emissões dos gases do efeito estufa e da eficiência energética no transporte de cargas do País. A redução de emissões de CO2 está projetada para 98 milhões de toneladas, envolvendo os transportes ferroviário, rodoviário e aquaviário, informou.

Já o analista de Infraestrutura do Ministério das Cidades, Aguiar Gonzaga Vieira da Costa, abordou o mesmo plano setorial, mas centrou-se na questão da mobilidade urbana. Ele afirmou que a busca pelo consumo consciente e menos poluente da energia é característica de vários projetos e obras, como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014.

A primeira parte da audiência pública foi conduzida pelo relator da comissão, senador Sérgio Souza (PMDB-PR). A segunda parte da reunião foi comandada pelo presidente da comissão, o deputado federal Márcio Macêdo (PT-SE), que cobrou das áreas governamentais representadas na audiência pública o estabelecimento de metas mais ousadas na diminuição das emissões de gases do efeito estufa.