Aquieta tua alma de militante

Somos companheiros, somos militantes

Aquieta tua alma de militante…
Aquieta teu coração indignado.
Foram muitas conversas e outras tantas jogadas fora.
Teve conversas de mundos que não se cruzam mais.
Teve conversas de afetos arranhados, entre a tristeza e o acalanto.
Teve conversa entre o aprender e o educar.

Aquieta tua alma de militante…
Encontra um refúgio na crença de que nada é em vão.
Alguns corações disparados na calada da noite
Algum choro inconsolável, por se perder na indiferença alheia.
Uma gargalhada fora de lugar,
Um sorriso tranquilo no lugar certo.
Noites de sono interrompido, medos por si e pelo outro que nem se conhece ainda.

Aquieta tua alma de militante…
…e deixa fluir o que há de melhor em você, para compartilhar com quem enxerga o mundo em formas similares.
Teve solidariedade, teve empatias, o amor brotou de expressões tão diversas, a esperança teve picos altos e ligeiros.
A fraternidade nos acolheu em tempos de grande tensão.
Teve abraço apertado e olhar de aconchego.
Teve chão para se pisar firme. Teve horizonte para se olhar.

Aquieta tua alma de militante…
Permita-se dormir o sono dos justos.
Você não está só.
Nada foi em vão.

Recebido via WhatsApp e desconheço a autoria

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É hora de lutar! Estamos do lado certo da história

E hora de lutar! Estamos do lado certo da história

Nossos inimigos dizem: a luta terminou.
Mas nós dizemos: ela começou.

Nossos inimigos dizem: a verdade está liquidada.
Mas nós dizemos: nós a sabemos ainda.

Nossos inimigos dizem: mesmo que ainda se conheça a verdade
Ela não pode mais ser divulgada.
Mas nós a divulgamos.

É a véspera da batalha.
É a preparação de nossos quadros.
É o estudo do plano de luta.
É o dia antes da queda
De nossos inimigos.

 

Bertolt Brecht
(1898-1956)

Elipse – Revista literária galego-portuguesa #10

Capa da revista Elipse #10

Recebi o e-mail de meu amigo e poeta Samuel Costa sobre o editorial galego-portuguesa, que informa a publicação da revista literária Elipse número #10, onde possui um percurso já muito amplo no campo da literatura e da arte e que segue avançando com passo firme no mundo da lusofonia; Galiza, Portugal, Brasil e Moçambique.

A revista é uma publicação literária quadrimestral (formato físico e virtual). Com achegas em poesia, narrativa, gráfica, tradução. Nela participam os seguintes artistas:

  • GALIZA: Augusto fontám, Francisco Pazos, Manuel Bonabal, Ofelia Comesaña, Manuel Blanco, Sabela Carballo, Artur Alonso, Abilio Rodríguez, José André, Xosé María Vila, Alberte Corral e Alfonso Díaz.
  • PORTUGAL: Fernando Fitas e Marília Miranda Lopes.
  • BRASIL: Paulo Pires, Clarisse da Costa, Vivaldo Terres, Andréa Mascarenhas, Samuel da Costa e Lepota L. Cosmo.
  • MOÇAMBIQUE: Estêvão do Acácio Chissano e Narciso Balói.

Afra, poesia de Samuel da Costa

Um sorriso apenas!!!
Seduz-me.
Manda-me para casa.
Alegra o meu dia…
Embriaga-me de desejo.
Derrota-me por fim,
Esvaece-me!

***

Re-luz na minha treva diária.
Lança-me para luz…
Na minha luta diária!
Derrota-me…
Por fim.

***

Um sorriso apenas, e nada mais.
Beltia imortal!
Dos meus desejos mais profanos!
Visita-me no meu sonho, mais sagrado…
Na infinitude, de todo o meu ser.
Imperfeito!

***

Deusa sagrada.
Me da um sorriso apenas,
Evanesce-me por fim!
Sorri & me derrota.
Manda-me para casa.
Sozinho e derrotado

***

Lança-me para minha treva diária.
Para a minha vida vazia.
Derrote-me…
Esvaece-me por fim

Samuel da Costa é poeta em Itajaí

Quem sabe viver nunca envelhece

Felício José Bittencourt

Então! Sectarismo aparte é hora de fazer a diferença, e quem consegue fazer isso? Eu! Vi um artigo na página da Fundação Cultural de Ilhota no facebook, muito interessante e seria hipocrisia minha eu não comentar ou blogar, afinal, falo tanto e blogo tanto, que não seria justo de minha parte deixar de fora de minhas colunas essa postagem, e resolvi republicar isso. Passei boa ou quase toda parte de minha vida em Pedra de Amolar, e conheci de perto a vida e a pessoa de “Seu Felicio”. Grande homem!

Fundação Cultural de Ilhota

Gostei muito da homenagem da fundação. Apesar de nossas controvérsias e posicionamentos divergentes com a política e gestores da atual administração, vamos fazer valer a nossa inteligência e tirar as pessoas do buraco da ignorância. Somos rotulados e por muitas vezes avaliados por aqueles que não tem uma leitura crítica. Tenho posicionamento, pagarei e pago um preço alto por isso. Mas a vila anda e é hora de superar tudo isso. O leite já derramou e o fogão já está limpo (assim eu espero).

Eis a publicação:

Felício Bittencourt, o poeta, de 91 anos, é um dos primeiros moradores do bairro Pedra de Amolar, em Ilhota. Os livros são sua paixão. É com eles que passa parte de seu tempo. Felício tem tudo o que um poeta precisa, papel, caneta e muito amor.

“O melhor livro é aquele que se abre com interesse e fecha-se com proveito. Mas é necessário que se leia sem pressa, sem obrigação. Os livros são ferramenta dos sábios, manual do estudante, ninho da sabedoria. Ler é como quem passeia pelo mundo desconhecido adquirindo conhecimento em companhia de ideias, visitando antepassados ilustres e bons amigos. As palavras impressas nos livros fazem de cada um de nós independentemente de raça, idade, classe ou religião herdeiro legítimo do maior patrimônio: a sabedoria, jamais constituída pelo trabalho e pelo talento de todas as gerações passadas. A felicidade não se aprende pelos livros, mais pode brotar deles. A boa leitura nos faz enxergar bem mais longe do que palavras. As palavras voam, mais os livros ficam”.

Felício José Bittencourt, em 02/06/2012, em que escreveu por ocasião do lançamento de seu livro.

Depoimento da historiadora

Quando fui entrevistar seu Felício em novembro de 2012, em Pedra de Amolar, falamos sobre muitos assuntos, principalmente sobre a história de nosso município e também sobre sua paixão por livros e por escrever. Ele deu-me uma cópia do que escreveu a respeito dos livros. Estou compartilhando com todos, pois acredito que a leitura é o agente transformador, aquela que pode mudar uma realidade, fazer com que você sonhe, viaje, e principalmente cresça em conhecimento. Portanto, uma dica: leia este pensamento e se proponha nesse início de novo ano adentrar no mundo fantástico da leitura. Fica também o convite para que conheçam as obras de seu Felício, escritor de nossa terra que estão disponíveis na Biblioteca Pública Municipal.

Viviane dos Santos, professora e historiadora

Eu preciso de você!

Eu preciso de você!

Eu preciso que você me olhe!

Eu preciso que você me escute!

Eu preciso que você me perceba!

Eu preciso que você me queira!

Eu preciso que você me considere!

Eu preciso que você me espere!Quando você não me vê eu perco o meu brilho!

Quando você não me ouve eu perco o som da vida!

Quando você não me nota eu perco a imagem de mim!

Quando você me abandona eu fico sem rumo!

Quando você me despreza eu fico sem esperança!

Quando você vai muito rápido eu fico sem fôlego!

Eu não sou dependente de você, mas você pode me ajudar com o que você é com aquilo que você faz!

Você é demais!

Dá-me neste dia um pouquinho de você para mim!

Poema de Ainor Francisco Lotério

Menina mulher

Menina mulher

Quando recebo seus posts no facebook…

… pareces uma menina!

Que num passe de mágica viras mulher.

 

Uma mulher maravilhosa, encantadora…

Atraente e cheia de luz!

Que com seus encantos…

Embriaga-me, e me seduz.

 

Quando penso em você

Penso no amor

E saibas que naquela noite…

Não pode dormir.

Tal o fascínio que produzi-se…

…em mim.

 

Até porque você pode não…

… acreditar!

Mas o seu jeito de ser

É de se apaixonar.

 

Pensando em você…

Penso no seu beijo.

E nas carícias que entre nós existe.

Pois é um prazer sempre…

… renovado!

Até porque ele sempre existe.

Vivaldo Terres

Numa rua deserta

Numa rua deserta

Uma noite, numa rua deserta…

Encontrei um poeta tristonho a recitar!

Seus versos tristes lembrando saudade…

De alguém que o deixou, e que jamais voltara…

 

 

O jovem chorava com dor comovente

Seu peito ardente de dor o consumia!

Com tanta tristeza o pobre coitado,

Estava morrendo da dor que sentia.

 

Aproximei-me dele com muito respeito…

Falei-lhe também o que me ocorria!

Dizendo que as mágoas que tinha no peito…

Eram as mesmas que ele sentia!

 

Falei da lembrança da jovem donzela…

Que um dia por ela perdi a razão,

Cansado e doente num quarto trancado…

Implorei seu amor!

Ela disse-me não!

 

Tentei suicídio, fiquei quase louco!

Perdi o conforto e a saúde também…

Assim como tu…

Oh pobre poeta!

Eu vivo na rua sendo um João Ninguém!

Escrito por Vivaldo Terres

Quem quer viver para sempre?

Vanderlei Dal Bello Lazzarotti

Não há tempo para nós

Não há lugar para nós

Que coisa é essa que constrói nossos sonhos

E vai para longe de nós?

Quem quer viver para sempre?

Quem quer viver para sempre?

Não existe chance para nós

Está tudo decidido para nós

Esse mundo tem somente um momento doce

Reservado para nós

Quem quer viver para sempre?

Quem quer viver para sempre?

Quem ousa amar para sempre?

Quando o amor deve morrer?

Então toque minhas lágrimas com seus lábios

Toque meu mundo com a ponta dos seus dedos

E poderemos viver para sempre

E poderemos amar para sempre

Para sempre é nosso hoje

Quem quer viver para sempre?

Quem quer viver para sempre?

Para sempre é nosso hoje

Quem espera para sempre, afinal?

Vanderlei Dal Bello Lazzarotti

2012: tempo de transformar

Punho arichuna

2011 termina…

Como o TEMPO do capital extraindo mais-valia. Just in time… time is money…

Como o TEMPO das crises do sistema do capital, das ideologias e dos projetos políticos

Como o TEMPO das religiões – se a vida é “eterna”,  podemos esperar por dias melhores

Como o TEMPO do Estado conciliador e burocrático

Como o TEMPO da “primavera árabe”, do “Ocupe Wall Street”

Como o TEMPO do código florestal do agronegócio

Como o TEMPO da falta de ação e unidade dos comunistas e socialistas

2012 começa…

Como o tempo da DIALÉTICA e suas leis da negação e afirmação…

Como o tempo do QUE-FAZER da filosofia e da práxis

Como o tempo do TRABALHO DE BASE e organização política

Como o tempo das LUTAS sociais anticapitalistas

Como o tempo da HISTÓRIA da classe trabalhadora

Como o tempo da AFIRMAÇÃO do socialismo

Como o tempo da VIDA e da REVOLUÇÃO

Editora Expressão Popular