Google+ tem fim antecipado para abril de 2019

Google+

Mais uma rede social do Google que morre, que vai para o cemitério virtual da companhia e de todos eles, o que mais temos saudades é o Orkut.

O Google confirmou que vai antecipar a desativação do Google+ e seus aplicativos em quatro meses. A decisão foi tomada após a descoberta de um problema de segurança no software de atualização distribuído em novembro e que resultou no vazamento de dados de aproximadamente 52,5 milhões de usuários.

Em nota publicada em seu blog, a empresa confirmou a reprogramação para abril de 2019. Anteriormente, a desativação estava prevista para agosto. Os aplicativos ligados à rede social serão desativados em até 90 dias.

A falha foi descoberta pela própria plataforma durante procedimentos de checagem padrão. O vazamento permitiu que dados pessoais de usuários, como nome, endereço de e-mail, ocupação, idade e outros, fossem acessados por desenvolvedores de aplicativos mesmo quando estavam marcados para não serem públicos. A empresa afirma, contudo, que informações relativas a dados financeiros, números de documentos, senhas pessoais e similares permaneceram inacessíveis.

“Nenhum terceiro comprometeu nossos sistemas, e não temos evidências de que os desenvolvedores de aplicativos que inadvertidamente tiveram esse acesso por seis dias tenham conhecimento disso ou o usaram indevidamente de alguma forma”, assegurou David Thacker, vice-presidente de gestão de produto da plataforma.

O Google+ foi lançado em 2011. O objetivo de sua criação era rivalizar com o Facebook como rede social. A meta, porém, nunca foi atingida.

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51,2% da população mundial estará conectada à internet até o fim deste ano

Facebook é um grave perigo à saúde da internet

De acordo com levantamento divulgado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), agência  da Organização das Nações Unidas (ONU) a temas relacionados às tecnologias da informação e comunicação, 51,2% da população mundial terá acesso à internet até o fim de 2018. É a primeira vez que o número de conectados vai ultrapassar o de pessoas que não utilizam a internet.

O índice de usuários corresponde a cerca de 3,9 bilhões de pessoas. Os países desenvolvidos são os que registram as porcentagens mais elevadas, correspondendo a 80,9% da população. Mesmo nos países em desenvolvimento, a diferença entre aqueles que têm acesso à internet e os que não têm também está diminuindo. Atualmente, 45,3% dessa população já tem algum nível de conexão.

Para o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao, a evolução no acesso à internet colabora para a construção de uma “sociedade informacional global mais inclusiva”. “No fim de 2018, teremos ultrapassado 50/50 no uso da internet. Isso representa um passo importante em direção a uma sociedade informacional global mais inclusiva. Entretanto, muitas pessoas no mundo ainda estão esperando para colher os benefícios da economia digital. Devemos incentivar mais investimentos dos setores público e privado e criar um bom ambiente para atrair investimentos e apoiar a inovação em tecnologia e negócios para que a revolução digital não deixe ninguém offline”, destacou.

De acordo com a agência, a África é a região que registrou mais crescimento relativo no índice. Há 13 anos, apenas 2,1% da população tinha acesso à internet, atualmente esse número chega a 24,4%.

A popularização no uso de smartphones é apontada como um dos fatores decisivos para a expansão na utilização da internet em todo o mundo. Cerca de 96% das áreas povoadas do planeta têm cobertura móvel, estima o órgão da ONU. E nos celulares, há 5,3 bilhões de pessoas com assinaturas de banda larga.

Acesse a pesquisa aqui.

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Fake news: Centro Knight abre inscrições para curso online gratuito

Fake News dcvitti

O Centro Knight para o Jornalismo das Américas está com inscrições abertas para o curso on-line “Como desbancar as ‘fake news’ e nunca mais chamá-las por esse nome”. As aulas começam dia 5 de agosto e vão até o dia 2 de setembro.

O curso será coordenado por Ângela Pimenta, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e coordenadora do Projeto Credibilidade (Trust Project), iniciativa voltada a criar indicadores para distinguir o jornalismo de qualidade na internet.

Ângela também será uma das instrutoras do curso junto com Fábio Gusmão, editor online do jornal Extra, do Rio de Janeiro; Bárbara Libório, jornalista da Aos Fatos e do Canal Meio; e Pedro Burgos, fundador do projeto Impacto.Jor.

Os participantes vão aprender as etapas do trabalho de checagem e verificação para desmascarar notícias fabricadas, memes enganosos e vídeos manipulados que surgem nas redes.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Centro Knight.

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Fake news: Google usará jornalismo de dados na apresentação de pesquisas de usuários

Fakebook News

O Google começará a usar jornalismo de dados na apresentação de buscas feitas por usuários do Google Search. Com a medida, o site quer combater as fake news. A informação é do TecMundo, Canaltech  e Engadget.

A empresa, por meio da Google News Initiative, vai produzir conteúdo baseado no jornalismo de dados – com gráficos, planilhas e até algoritmos – para conferir a informação antes de apresenta-la. Com isso, os usuários receberão detalhes mais precisos da sua busca no topo dos resultados.

Segundo o Engadget, agora, quando o usuário faz uma pesquisa sobre assuntos específicos, como as despesas de uma organização sem fins lucrativos em um determinado ano, por exemplo, o Google mostrará dados tabulares específicos no topo da página à frente de todos os outros resultados.

Até agora, o Google vem trabalhando com sites como o ProPublica, que emprestou seu banco de dados interativo para organizações sem fins lucrativos ao projeto.

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Confira 10 livros que o jornalista não pode deixar de ler

Livro A Arte da Composição da editor iPhoto

Faz parte da profissão do jornalista ler, ler e ler. Mas sempre há livros que não podem deixar de constar na nossa biblioteca de conhecimento pessoal. Ainda que a relação renove de tempos em tempos, alguns livros constam em muitas delas. “A Sangue Frio”, de Truman Capote, e “Chatô, o Rei do Brasil” são dois exemplos que podemos citar.

Aqui vai a lista de 10 livros indicados pela jornalista Paula Cunha, que também é palestrante e especialista em cinema, a pedido do Portal Imprensa.

A Sangue Frio – Truman Capote

 

Polêmico trabalho jornalístico do autor, que ao ler sobre os assassinatos que dois jovens, Richard Hickcock e Perry Smith, cometeram na cidade norte-americana de Holcomb, os entrevistou e acompanhou do julgamento até a condenação à morte dos dois por enforcamento. O relato da origem das vítimas e dos réus é minucioso, bem como dos vizinhos e da vida na pequena cidade do Oeste do Kansas.

A frieza da narração é assustadora e as reações que provocaram foram igualmente devastadoras, pois Capote ultrapassou todos os limites éticos ao se envolver emocionalmente com um dos acusados, Smith. Transformado em livro, marcou o início do movimento New Journalism nos Estados Unidos e a criação do gênero romance reportagem.

Chatô, O Rei do Brasil – Fernando Morais

Fernando Morais traça um perfil brilhante de Assis Chateaubriand, considerado o imperador da mídia brasileira. Conta, sem endeusar o empresário, a criação do maior conglomerado de comunicação, com os Diários Associados à frente do grupo.

São muito bem lembradas as jogadas políticas, a rivalidade com outros jornalistas, principalmente com Samuel Wainer, os detalhes da fundação do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a iniciativa de trazer a televisão para o Brasil em 1950, com a inauguração da Rede Tupi.

 

Minha Razão de Viver – Samuel Wainer

Samuel Wainer conta com sinceridade o início da carreira, o apoio explícito a Getúlio Vargas, a fundação do jornal Última Hora, que revolucionou o jornalismo nos anos 1950 e como isso atraiu a ira de concorrentes como as famílias Marinho (O Globo) e Mesquita (O Estado de S.Paulo) e Assis Chateaubriand (Diários Associados), a rivalidade política com Carlos Lacerda, seu inimigo.

O livro é um retrato importante da consolidação da imprensa brasileira, seu envolvimento com a política e o golpe militar de 1964.

 

A Regra do Jogo – Cláudio Abramo

O jornalista Cláudio Abramo volta ao início de sua carreira e narra como contribuiu para a modernização dos principais jornais do País. Seu relacionamento com os proprietários dessas empresas e colegas é descrito com sinceridade.

Como bônus, há uma coletânea de artigos que analisam diversas fases da política brasileira até a sua morte em 1987.

 

 

 

Os Sertões – Euclides da Cunha

Euclides da Cunha publicou o livro sobre a Guerra de Canudos em 1902. Ele é o resultado do trabalho do autor como correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo” durante o conflito e se encaixa na categoria de livro-reportagem, que se utiliza ao mesmo tempo das prosas científica e artística.

Pertence à fase do pré-modernismo da literatura brasileira e, por isso, apresenta características de diversas escolas literárias como o Realismo e técnicas que antecipam o Modernismo. Pode ser considerada também uma obra de estudo sociológico, geográfico e histórico. Apresenta forte crítica social ao retratar as dificuldades dos sertanejos (“O sertanejo é, antes de tudo, um forte”) e a já histórica indiferença das elites brasileiras.

Todos os Homens do Presidente – Carl Bernstein e Bob Woodward 

Os repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward narram todo o processo de investigação e apuração de informações da invasão do edifício Watergate, sede do Partido Democrata em Washington, capital dos Estados Unidos. O jornal onde trabalhavam, o Washington Post, liderou a corrida da elucidação do escândalo até a renúncia do presidente republicano Richard Nixon em agosto de 1974.

Repleto de fatos importantes que envolviam o contexto político da época e a respeito da busca pelas informações, a recusa de algumas fontes a oferecer informações e o envolvimento com o famoso informante do governo apelidado de Garganta Profunda (famoso filme pornográfico lançado no início da década de 1970), o livro também é recheado de histórias saborosas sobre as tentativas canhestras de Bernstein de falar espanhol com uma possível fonte do México, que provocavam a paralisação do trabalho na redação, já que todos os colegas queriam se divertir às custas dele.

A adaptação para o cinema omite esse clima, mas contribuiu para que um público maior conhecesse os detalhes dessa importante fase da vida política norte-americana.

Décadas Púrpuras – Tom Wolfe

Tom Wolfe, um dos fundadores do New Journalism nos Estados Unidos, aplica nesse livro todas as técnicas desse novo estilo jornalístico como a descrição literária de fatos apurados e dos diálogos com as fontes.

Apresenta um painel da cultura entre 1964 e 1981, com relatos instigantes dos mais variados grupos como surfistas, artistas e intelectuais do bairro novaiorquino do Village, empresários, estrelas de cinema e da música, entre outros.

 

 

Sem Lugar para se Esconder – Glenn Greenwal 

O ex-advogado e jornalista do The Guardian, Glenn Greenwald, publicou uma série de reportagens que relatava os métodos que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) utilizava para espionar não apenas os cidadãos e empresas dos Estados Unidos, mas também líderes políticos e habitantes de outros países, aliados ou não. Sua principal fonte foi Edward Snowden, ex-prestador de serviços à NSA.

O livro não se restringe a relatar os fatos e os detalhes dos contatos entre Greenwald e Snowden mas também analisa as consequências da invasão de privacidade em escala mundial para a democracia.

O Sequestro da América – Charles Ferguson

O escritor e diretor de documentários Charles Ferguson analisa com profundidade, obtida por meio de uma pesquisa exaustiva de dados, a lama em que o sistema financeiro dos Estados Unidos afundou e o vale-tudo desonesto em que se transformou após todas as medidas tomadas por sucessivos governos, republicanos e democratas, para desregulamentar e afrouxar o setor até eliminar todas as regras de atuação com o objetivo de beneficiar as elites do país. Todos esses desmandos resultaram na crise financeira de setembro de 2008.

O conteúdo do livro é um aprofundamento do documentário “Inside job”, que Ferguson lançou em 2010 e que recebeu o Oscar de melhor trabalho deste gênero.

As Ilusões Perdidas – Honoré de Balzac

Um dos romances mais famosos do autor francês, Honoré de Balzac, narra a vida e as decepções de Lucien de Rubempré, jovem aspirante a escritor, bem como de sua família durante a Revolução Francesa.

As críticas não se restringem à hipocrisia e dualidade da sociedade em geral e apresenta também uma visão sarcástica e demolidora do jornalismo praticado na época, descrito pelo autor como “a mais perversa forma de prostituição intelectual”. Não é preciso acrescentar mais nada sobre a sua importância.

 

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Vida do fotojornalista de guerra Chris Hondros é tema de novo documentário do Netflix

Chris Hondros é tema de novo documentário do Netflix

O trabalho do fotojornalista de guerra Chris Hondros, morto aos 41 anos, enquanto cobria a guerra civil na Líbia, em 2011, será retratado no documentário “Hondros”, da Netflix.

Conhecido e respeitado internacionalmente, Hondros ganhou dois prêmios Pulitzer com suas impactantes fotografias dos conflitos de Kosovo, Libéria, Iraque, Afeganistão e Líbia.

Hondros foi morto em Misurata onde também morreu Tim Hetherington (fotógrafo e documentarista). 

A dupla trabalhou junta acompanhando rebeldes que lutavam contra o exército do ditador Muammar Gaddafi. 

O documentário é dirigido por Greg Campbell, jornalista e amigo de infância de Hondros. Para retratar a sua trajetória, Campbell viajou para os locais onde Hondros trabalhou para conseguir relatos que mostram todo o seu legado.

Nascido em Fayetteville (Carolina do Norte), Hondros era formado em literatura inglesa. Depois de alguma experiência com jornalismo, acabou se mudando para atuar profissionalmente em Nova York em 1998. Lá ele cobriu os atentados de 11 de setembro, em 2001, depois partiu para a cobertura de conflitos na Europa, Oriente Médio e África.

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Cientistas preparam primeiro robô-jornalista do Brasil para trabalhar na Câmara dos Deputados

Primeiro robô-jornalista

Um robô produtor de notícias, o primeiro do tipo no Brasil, está sendo preparado paraa companhar os trabalhos na Câmara dos Deputados, elaborando automaticamente pequenos textos informativos e objetivos, de forma ágil e automática, sobre a tramitação de projetos de lei na casa. As informações são do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.

Os cientistas estão construindo o Medidor de Poder, uma base de dados que reúne informações sobre leis, o patrimônio dos políticos, as doações recebidas pelas campanhas, os projetos de lei já propostos e os gastos com cotas e emendas parlamentares.

“Estruturar todos esses dados de uma mesma forma é muitas vezes o que emperra o trabalho do jornalista”, disse Yasodara Córdova, especialista em tecnologias para a Internet e mentora do projeto “Operação Serenata de Amor”, que trabalha na construção do robô-jornalista. “Temos muitos dados disponíveis, só precisamos juntar tudo”.

A ideia é que essa base de dados seja também utilizada para jornalistas encontrarem pautas e estabelecerem relações entre candidatos ou representantes já eleitos. “Seria trabalho dos jornalistas navegar pela base de dados e descobrir relações. É muito parecido com a ideia do Panama Papers”, explicou Irio Musskopf, cientista de dados e criador da “Operação Serenata de Amor”.

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Facebook admite que redes sociais podem não ser boas para a democracia

Facebook é um grave perigo à saúde da internet

“Gostaria de garantir que os aspectos positivos se destinassem a superar os negativos, mas não posso. É por isso que temos o dever moral de entender como essas tecnologias estão sendo usadas e o que pode ser feito para tornar comunidades como o Facebook mais representativas, civis e confiáveis quanto possível.”, escreveu Samidh Chakrabarti, gerente de produto do Facebook, em uma postagem no blog oficial de notícias da empresa.

O Chakrabarti demonstrou pesar pelo fato de, segundo a empresa, durante as eleições de 2016 nos Estados Unidos, entidades russas criaram e promoveram páginas falsas no Facebook para influenciar o sentimento público – essencialmente usando as mídias sociais como uma arma de informação. De acordo com o executivo, foram espalhadas mais de 80 mil postagens, que chegaram a cerca de 126 milhões de pessoas ao longo de dois anos.

O compartilhamento de notícias falsas ou enganosas nas mídias sociais tornou-se um problema global, com suspeitas de que a Rússia tentou influenciar votos em pleitos recentes nos Estados Unidos, na Espanha, na França e no Reino Unido. Moscou sempre negou essas acusações.

Samidh Chakrabarti assegurou que o Facebook está a fazer o possível para o impedir. Nesta segunda, a rede social começou a testar para usuários nos Estados Unidos um novo formato que permitirá aos próprios usuários que classifiquem as fontes de notícias que consideram mais confiáveis.

Com mais de 2 bilhões de usuários, o Facebook é atualmente a maior rede social do mundo.

Fonte: http://www.portalimprensa.com.br

BBC Brasil afirma que empresa usou perfis falsos em redes sociais para influenciar eleições

BBC Brasil

Uma reportagem realizada pela BBC Brasil e divulgada no dia 8/12 apontou que um “exército virtual” de perfis falsos foi usado por uma empresa com base no Rio de Janeiro para manipular a opinião pública, principalmente nas eleições de 2014.

De acordo com a reportagem, ao menos 13 políticos teriam sido beneficiados com a estratégia, entre eles senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

As evidências mostradas na reportagem, que teve investigação de mais de três meses, demonstram que a estratégia de manipulação eleitoral e da opinião pública nas redes sociais seria similar à usada por russos nas eleições americanas, e já existiria no Brasil ao menos desde 2012.

A reportagem identificou também um caso recente, ativo até novembro de 2017, de suposto uso da estratégia para beneficiar uma deputada federal do Rio. De acordo com a matéria, os perfis, conhecidos como ciborgues, misturam pessoas reais e máquinas e criam um rastro de atividade mais difícil de detectar por computador, devido ao comportamento similar ao de humanos.

O empresário carioca Eduardo Trevisan, proprietário da Facemedia, registrada como Face Comunicação On Line Ltda, teria começado a mobilizar os perfis falsos, em 2012, contratando até 40 pessoas espalhadas pelo Brasil que administrariam as contas para atuar principalmente em campanhas políticas.

Intitulados de “ativadores”, estes funcionários recebiam perfis prontos da Facemedia, contendo foto, nome e história de cada um. Os funcionários alimentavam e dava prosseguimento à narrativa criada pela empresa, misturando publicações de caráter pessoal com posts de apoio aos políticos. O salário inicial de um controlador de perfis falsos ficava por volta de R$ 800 — nas eleições de 2014, o valor teria subido para R$ 2 mil.

Esta reportagem é a primeira da série Democracia Ciborgue, em que a BBC Brasil mergulha no universo dos fakes mercenários, que teriam sido usados por pelo menos uma empresa, mas que podem ser apenas a ponta do iceberg de um fenômeno que não preocupa apenas o Brasil, mas também o mundo.

A BBC Brasil procurou Trevisan. Por e-mail, o empresário afirmou que nunca criou perfil falso. “Não é esse nosso trabalho. Nós fazemos monitoramento e rastreamento de redes sociais”, disse. “Os serviços em campanhas eleitorais prestados pela Facemedia estão descritos e registrados pelo TSE, de forma transparente. Por questões éticas e contratuais, a Facemedia não repassa informações de clientes privados”, vaticinou.

Ainda segundo a reportagem da BBC, em 2009, Trevisan foi convidado para falar sobre o Twitter no programa de Ana Maria Braga na TV Globo. Ele também foi fonte de diversas matérias sobre a Lei Seca no Rio de Janeiro e em 2010 foi homenageado pela Câmara Municipal da capital fluminense.

A matéria da BBC traz dados sobre os pagamentos realizados pelos partidos a Facemedia, além de um roteiro utilizado pelos perfis nas redes e mais informações sobre os envolvidos. Leia a reportagem completa, aqui.

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Atlas da Notícia aponta 70 milhões de brasileiros sem fonte de informação

Atlas da Notícia

O “Atlas da Notícia”, levantamento com base em jornalismo de dados sobre a presença ou ausência da imprensa em todo o território nacional, revelou que 70 milhões de habitantes não têm registros de meios noticiosos impressos ou digitais. O estudo é uma parceria do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo com o Volt Data Lab e o Observatório da Imprensa.

O projeto tem inspiração no America’s Growing Deserts of News da revista Columbia Journalism Review. Os números apurados pelo Volt Data Lab se baseiam em três fontes de informações: Secretaria de Comunicação do Governo Federal, Associação Nacional de Jornais (ANJ), além de uma campanha de crowdsourcing.

Foram identificados, na primeira etapa do projeto, 5.354 veículos — entre jornais impressos e sites —, em 1.125 cidades de 27 unidades federativas. Um universo que compreende aproximadamente 130 milhões de pessoas, mais de 60% da população brasileira.

Quase 35% da população nacional não dispõe de notícias sobre sua própria comunidade, vivendo nos chamados “desertos de notícias”, onde não se cobre, entre outras coisas, nem a Prefeitura ou a Câmara Municipal. Não há, nesses territórios, a produção jornalística, o que compromete a capacidade decisória dos cidadãos. O conceito de “desertos de notícias”, olha para os espaços não contemplados na pesquisa: 4.500 municípios representando 70 milhões de habitantes.

“O Atlas da Notícia é, antes de mais nada, uma ferramenta para conseguirmos enxergar quais as localidades mais carentes de jornalismo no Brasil”, explica Sérgio Spagnuolo, editor do Volt Data Lab. “Dessa forma, ao criar conhecimento sobre esses desertos informativos, o Atlas servirá como ponto de partida para entendermos melhor a configuração do jornalismo no país”.

Números

Em termos absolutos São Paulo é o estado com maior número de veículos noticiosos (1.641), seguido do Rio Grande do Sul (600) e Santa Catarina (547). O predomínio é dos meios impressos (63% contra 37% dos digitais). Já nos veículos online, a liderança proporcional é do Distrito Federal, seguido de Rondônia e Santa Catarina. O Maranhão é o estado com menor número de veículos online, considerando a relação por cem mil habitantes.

O sudeste ocupa o primeiro lugar nos números absolutos, com 2.643 veículos impressos e online, mas considerando a proporcionalidade na relação a cada cem mil habitantes cai para terceira posição. Neste caso, a liderança é da região sul com média de 5,49 veículos para cada cem mil habitantes, seguida do centro-oeste com 4,5 veículos, norte com 1,31 veículos.

A média mais baixa está no nordeste com 0,72 veículos. Os números do impresso acompanham a tendência do ranking geral. Ao considerar os veículos online a liderança passa a ser da região centro-oeste, seguida pelo sul, sudeste, norte e nordeste.

Das cidades do interior com mais veículos mapeados digitais e impressos são Campinas e Santos, empatadas em 12º lugar, com 30 veículos mapeados, seguida por Ribeirão Preto, em 19º lugar, com 22 veículos.

Já quando analisadas as regiões metropolitanas a liderança é do Distrito Federal, seguida de Porto Alegre, São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Das capitais de outras regiões do país, Belém aparece na sétima posição, seguida de Salvador, Fortaleza e Recife.

Quando considerados apenas os veículos impressos Porto Alegre assume o 1.º lugar no país, seguida do Distrito Federal, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Quando se trata de veículos online, porém, o Distrito Federal ocupa a primeira posição, São Paulo a segunda e Porto Alegre a terceira.

Os dados e gráficos da pesquisa podem ser vistos aqui.

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